O
Superior Tribunal de Justiça (STJ) prorrogou por mais um ano o
afastamento da promotora Ediene Santos Lousado, do Ministério Público da
Bahia (MP-BA). A promotora é uma das investigadas na Operação Faroeste,
e está afastada do cargo desde dezembro de 2020. "Prestes a se exaurir o
prazo estipulado, persistem, de forma inequívoca, os motivos que deram
causa à suspensão inicial [...] Este panorama demonstra que, nada
obstante as investigações estejam avançando, não é possível afirmar que a
apuração dos graves fatos investigados foi concluída. Logo, não é
recomendável permitir que a denunciada reassuma suas atividades no
Ministério Público do Estado da Bahia neste momento", justifica o
ministro e relator do processo Og Fernandes. Ediene foi denunciada na
Ação Penal 1.025 do Distrito Federal pelos crimes de obstrução
investigativa, participação em organização criminosa, advocacia
administrativa e violação de sigilo profissional. Em janeiro deste ano, o
Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) abriu um processo
administrativo disciplinar contra a promotora. Ela chegou até a ser
indicada como conselheira do CNMP e foi aprovada em sabatina no Senado,
mas acabou recusando a indicação sob a pressão das renúncias. Ediene
Lousado foi chefe do MP-BA entre 2016 e 2020. Em dezembro daquele ano,
após deixar a procuradoria-geral baiana, ela foi afastada da promotoria,
devido à suspeita de estar vazando informações do órgão para outros
investigados pela Faroeste.
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