A
região íntima da mulher requer cuidados em todas as épocas do ano, e
durante o verão - que inicia dia 21 de dezembro e vai até 20 de março de
2023 - a atenção precisa ser ampliada devido às temperaturas altas que
destroem as bactérias que protegem a flora vaginal e favorecem o
aparecimento de microorganismos que podem gerar doenças ginecológicas, é
o que explica o ginecologista e obstetra, Francisco Mota.
“Vivemos
num lugar quente. É normal que as mulheres passem tempo na praia e
piscina. Naturalmente, pelo banho vai aumentar a umidade na região
íntima, sendo um ambiente oportunista para proliferação de fungos. Essa
exposição a roupas úmidas por longos períodos pode aumentar o risco das
infecções da vulva e vagina (vulvovaginite), isso porque as temperaturas
mais elevadas acabam destruindo os lactobacilos que são as bactérias
que protegem a flora vaginal”, informa.
O
especialista acrescenta que a principal patologia no verão nas mulheres
é a candidíase, que é uma infecção que provoca coceira intensa,
vermelhidão e corrimento. O público feminino precisa ficar atento aos
hábitos de higiene nesta época, acrescenta Francisco Mota, que também é
professor e coordenador adjunto do curso de Medicina da Unex, em Feira de Santana.
A região vaginal possui a própria proteção, que é constituída de bactérias que equilibram o pH, por isso a
escolha do sabonete íntimo é importante. “O pH ácido deve ser abaixo de
7, respeitando as propriedades naturais de defesa da região. A ducha
também não deve ser usada pois ela destrói as bactérias protetoras do
local. O sabonete íntimo deve ser utilizado para lavar a vulva, na
região externa da vagina. Optar também por um sabonete neutro”,
orienta.
A
mulher também precisa prestar atenção nas roupas,maiôs e biquínis
molhados durante o verão para não aumentar os índices de infecção. “Se
vai passar um dia inteiro na praia ou piscina, é ideal levar dois trajes
de banho para se trocar e não ficar com a roupa molhada o tempo
inteiro. Se não vai mais entrar na água, coloque uma roupa seca. As
calças jeans e roupas apertadas abafam a região íntima e faz com que a
vulva não respire adequadamente, favorecendo o crescimento de fungos e
bactérias, por isso optar por roupas arejadas", recomenda o especialista
Francisco Mota.
O professor do curso de Medicina da faculdade em Feira de Santana
enfatiza que no período mestrual é importante que a mulher troque o
absorvente quando estiver cheio, pois o ambiente é propício para o
crescimento de bactérias também. “Atenção ao uso de protetores diários,
que podem deixar a vulva mais úmida que o normal. Faça consulta com seu
ginecologista regularmente. É essencial procurar orientação médica para
receber as instruções necessárias para o tratamento de problemas
ginecológicos”, esclarece.
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