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quinta-feira, 15 de dezembro de 2022

Família de ativista palestino abre processo contra a Autoridade Palestina em Tribunal Penal Internacional

 

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Família de ativista palestino abre processo contra a Autoridade Palestina em Tribunal Penal Internacional

Nizar Banat, conhecido por ser crítico ao governo local, morreu sob custódia da polícia palestina em 2021

Foto: Nizar Banat foi um ativista proeminente que se opunha à Autoridade Palestina, criticando suas políticas e funcionários.

 

Foi anunciado nesta quinta-feira (15) que a família de Nizar Banat, um ativista palestino que morreu sob custódia da polícia palestina em junho de 2021, entrou com um processo de "crimes de guerra e tortura" no Tribunal Penal Internacional contra a Autoridade Palestina (AP). Banat era conhecido por ser crítico à AP, contava com muitos seguidores nas redes sociais, e sua morte motivou protestos em massa e a condenação da Autoridade Palestina por parte de figuras importantes da Cisjordânia e região.

Em uma declaração do Tribunal Internacional de Crimes de Guerra, em Haia, o irmão de Banat, Ghassan Khalil Moh'd Banat, disse que a família sentiu a necessidade de recorrer à justiça internacional em defesa de uma investigação não influenciada por motivos políticos e o julgamento dos que cometeram o crime. “Quando meu irmão foi assassinado, ele estava se tornando um oponente proeminente de Mahmoud Abbas (presidente da Autoridade Palestina), apenas por dizer a verdade sobre esse regime corrupto e autoritário. A forma como o mataram e estão tentando escapar impunes reflete o nível de impunidade e corrupção moral que assola esse regime”, disse o parente.

A Autoridade Palestina acusou 14 oficiais após a morte de Banat. No entanto, suspeita-se que o julgamento tenha sido forjado, já que os policiais acusados eram de baixo escalão e nenhum oficial sênior foi questionado. No aniversário de um ano da morte de Banat, Heba Morayef, diretora regional da Anistia Internacional para o Oriente Médio e Norte da África, chamou o processo de justiça militar de “uma cortina de fumaça para proteger os superiores”. Além disso, a própria Anistia Internacional considerou uma violação de direitos humanos a condução da investigação e o julgamento perante um tribunal militar em vez de um tribunal civil.

Essa é a primeira vez que um palestino leva a Autoridade Palestina ao Tribunal Penal Internacional. Hakan Camuz, advogado da família Banat, disse também nesta quinta que “Nizar Banat foi morto porque trouxe luz sobre a corrupção e a violência do regime (palestino). Estamos buscando justiça para ele, para sua família, mas também para todo o povo da Palestina”.

Para André Lajst, cientista político especialista em Oriente Médio e presidente executivo da StandWithUs Brasil, o encaminhamento do caso ao Tribunal Penal Internacional é muito importante, pois “mostra ao mundo que os palestinos estão sofrendo nas mãos de seus governantes, e que é difícil encontrar justiça em governos ditatoriais como os da Autoridade Palestina ou do Hamas. Não surpreende que oficiais de alto escalão sejam acobertados no caso da morte de um ativista crítico ao sistema e às instituições governamentais palestinas”.

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