Relembre os termos que se destacaram neste ano, do patriota imbrochável ao Janjo descondenado com tesão de 20. Que tistreza! Duda Teixeira para a Crusoé:
Palavras
e expressões surgem a todo momento e ganham novos sentidos, dependendo
dos últimos acontecimentos. Na superfície dessa sopa de letrinhas, que
está sendo constantemente remexida, é possível ler uma descrição fiel da
sociedade que a produz e a consome. Este dicionário de 2022 é uma
compilação de termos que ganharam destaque ao longo dos últimos doze
meses. O dicionário contou com sugestões de leitores e foi preparado
pela redação de Crusoé.
5G
Inovação
tecnológica que pode ser encontrada em outros países. No Brasil, rede
de dados celulares que se dissemina com a velocidade do 2G.
Agenda de costumes
Mesmo
com especialistas dizendo que a economia decidiria o voto, Jair
Bolsonaro insistiu em uma agenda de costumes. Sua campanha focou em fake
news falando que Lula fecharia igrejas, em aborto, legalização das drogas e o ensino de ideologia de gênero nas escolas.
Ao final, a eleição foi definida principalmente em torno de
identidades: quem escolheu Bolsonaro jamais se imaginaria votando em
Lula, e vice-versa. A economia e a agenda de costumes ficaram em segundo
plano. Leia também: banheiro unissex
Antidemocrático
Costumava
ser uma palavra aplicada ao grupo político adversário. Não importa o
que faça, a direita é sempre antidemocrática para a esquerda, e
vice-versa. Mas os manifestantes que se instalaram em frente aos
quartéis depois das eleições, pedindo um golpe militar, se apossaram do
adjetivo. Leia também: censura; intervenção federal já; Xandão
Arma nuclear tática
Com
soldados russos sendo enxotados pelos ucranianos, o presidente da
Rússia, Vladimir Putin, e seus generais passaram a aventar o uso da
bomba nuclear. Para não provocar o apocalipse, cogitou-se que Putin não
lançaria bombas nucleares estratégicas, capazes de cruzar o globo, mas
empregaria armas táticas, de menor poder de destruição. Como nunca foram utilizadas, a possibilidade aumentou ainda mais o temor global.
Banheiro unissex
Uma
foto com uma placa “banheiro infantil unissex” e o logo da prefeitura
de Campinas, interior de São Paulo, circulou nas redes sociais com a
mensagem: “Quando sua filha tiver que entrar no banheiro junto com
homens, daí faz o L (de Lula)“. O PT saiu a campo para dizer que se
tratava de fake news e que Lula era a favor de “banheiros separados“. O
candidato petista, em evento com evangélicos, comentou o caso: “Agora
inventaram a história do banheiro unissex. Ô, gente, eu tenho família.
Eu tenho filha. Eu tenho neta. Tenho bisneta. Só pode ter saído da
cabeça de Satanás a história de banheiro unissex“. Leia também: faz o
“L”

Cashback
Palavra
em inglês que quer dizer reembolso. Ao comprar uma coisa qualquer, o
cliente recebe uma parte do dinheiro de volta. Claro, isso depois de
baixar o aplicativo da loja no celular e entregar os seus dados
pessoais.
Censura
A
presidência de Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral, TSE,
foi marcada por atos de censura, sendo que o Antagonista foi um dos
seus alvos. Reportagens com dados puramente factuais, como a amizade
entre Lula e o ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, tiveram de ser
retiradas do ar. Textos sobre os casos de censura também foram
censurados. É melhor encerrar por aqui este verbete. Leia também: Xandão
Datapovo
Para
bolsonaristas que só acreditam no que veem, como São Tomé, as
aglomerações em torno do presidente indicavam que o candidato à
reeleição tinha mais apoio do que mostravam as pesquisas eleitorais.
Sendo assim, as imagens de Bolsonaro com apoiadores, apelidadas de
Datapovo, teriam mais credibilidade que a metodologia das pesquisas. A
palavra era uma brincadeira com o Datafolha, o instituto mais odiado
pelos bolsonaristas. Após os resultados das urnas terem sido divulgados,
muito brasileiros ficaram decepcionados com o Datapovo (mas nem por
isso deixaram de odiar o Datafolha). Leia também: patriotas
Descondenado
Lula
livrou-se dos processos da Lava Jato por razões processuais e não por
ter recebido sentenças de absolvição. Petistas insistem que ele é
inocente. Quem não é petista acha que dizer isso é forçar um tanto a
barra. Padre Kelmon, em debate na televisão,
tentou resolver o problema. “O senhor é um descondenado. Nem deveria
estar aqui. Por que o senhor está aqui? O senhor é cínico, mente, é um
ator. O senhor deveria respeitar um padre“, disse ele a Lula.
Dilmou
Henrique
Meirelles, que foi presidente do Banco Central no governo Lula,
comentou declarações do petista após a eleição em um evento fechado de
um banco. “Hoje, (Lula) começou a falar. Aí, ele começou a sinalizar uma
direção à Dilma. Estou pessimista, não tenha dúvida. Só posso dizer uma
coisa a todos vocês: boa sorte”. Meirelles depois afirmou que nunca
disse que Lula “dilmou“. Ele realmente não usou o verbo, mas a mensagem
foi cristalina. Em seguida, Lula descartou nomear Meirelles para um de
seus ministérios: “De velhinho, basta eu“.
Diplomação
A
entrega de um diploma pelo TSE para o presidente eleito sempre foi um
ato protocolar, que representava o fim do processo eleitoral. Como
bolsonaristas ameaçavam realizaram protestos na data, Lula pediu para
antecipar a cerimônia para o dia 12 de dezembro. Nesse mesmo dia, o
ministro do STF Alexandre de Moraes mandou agentes da Polícia Federal
prenderem o líder indígena bolsonarista Cacique Tserere, que é
evangélico e se autodenomina pastor. Em represália, vândalos promoveram
um quebra-quebra em Brasília, queimando ônibus e carros. A diplomação
brasileira, assim, acabou virando uma versão tupiniquim da invasão do
Capitólio, quando seguidores de Donald Trump entraram no prédio do
Congresso, em Washington, para tentar impedir a consagração da vitória
de Joe Biden no Colégio Eleitoral americano, em janeiro de 2021. Não se
sabe se haverá bagunça também no dia da posse, mas o 1 de janeiro já
pertence a 2023.
Faz o “L”
Lula
e seus eleitores posaram para fotos com o indicador e o polegar fazendo
a letra “L“. O gesto também virou jingle de campanha: “Faz o L, faz um
coração grandão“. Ao longo da campanha, antipetistas utilizaram a
expressão para denunciar qualquer um que criticava Jair Bolsonaro ou que
mostrava algum viés de esquerda. Atualmente, lançam mão dela,
desdenhosamente, cada vez que o governo eleito insiste em um dos velhos
erros do PT. A expressão também pode aparecer como “fazuéli“.
Frente ampla
Lero-lero
de campanha. Para vencer Jair Bolsonaro nas urnas, Lula e os petistas
convocaram pessoas de diferentes partidos e ideologias para formar uma
“frente ampla” democrática. Tucanos e economistas de renome, como o
ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, declararam apoio a
Lula. Após a eleição, esse movimento pareceu se concretizar com a
formação de 32 grupos de trabalho para realizar a transição. Mas não
demorou para que a frente ampla se estreitasse. O relatório de 100
páginas divulgado pelos grupos de transição nesta quinta, 22, é uma peça
de propaganda do PT. Na lista de 16 ministros publicada nesse mesmo
dia, petistas e aliados foram os principais agraciados. Até a publicação
desta edição, a emedebista Simone Tebet, que ficou em terceiro lugar no
primeiro turno, não tinha conseguido uma pasta. Leia também: dilmou;
prévias
Imbrochável
Em
discurso no 7 de setembro, dia em que o país comemorou 200 anos de
Independência, o presidente Jair Bolsonaro puxou o coro dos seus
seguidores, em Brasília: “Imbrochável, imbrochável, imbrochável“.
Jornais estrangeiros penaram para traduzir a palavra. O americano New
York Times usou “never limp“. O britânico Guardian usou “unfloppable“. O
jornal português Público explicou o “termo calão para designar um homem
sexualmente viril“. A agência Télam, da Argentina, usou “palavra em
português que significa que seu membro sempre está ereto para o ato
sexual“. A vergonha foi global. Leia também: tesão de 20
Intervenção federal já
Horas
após o anúncio da vitória de Lula, caminhoneiros bloquearam estradas e
bolsonaristas acamparam na frente dos quartéis. Muitos pediam
“intervenção federal já” e solicitavam a aplicação do artigo 142 da
Constituição. O trecho fala que as Forças Armadas “destinam-se à defesa
da pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de
qualquer destes, da lei e da ordem“. Mas o texto não explica quais
situações permitiram uma ação desse tipo. O Alto Comando do Exército e
os militares de baixa patente não endossaram o movimento dos patriotas.
“Quem ganha (a eleição) leva“, disseram os fardados a jornalistas. Os
três comandantes que ameaçaram deixar seus postos antes da hora para não
ter de bater continência para Lula desistiram de criar confusão, e as
Forças Armadas já começaram a apresentar suas demandas corporativas ao
próximo presidente. Leia também: patriotas
Janjo
Lula
casou-se com a socióloga Rosângela Silva, em maio. Ela então aumentou
sua participação política, em defesa da igualdade de gênero, dos animais
e da alimentação saudável. Seu protagonismo causou ciúmes entre
petistas. Após a vitória do marido na eleição, ela assumiu o papel de
futura primeira-dama e organizou a festa da posse, que chamou de
Festival de Futuro, com a participação de dezenas de artistas. Mesmo sem
ter sido eleita, ela indicou nomes para cargos no governos. Os
desgostosos passaram a chamar Lula de “Janjo“, uma maneira de protestar
contra a influência de sua esposa.
Jogar dentro das quatro linhas
Atuar no espaço imaginário onde as regras constitucionais têm o sentido que Jair Bolsonaro lhes atribui.
Koo
Após
comprar o Twitter, Elon Musk abrandou o monitoramento de conteúdo e
permitiu a retomada da conta do ex-presidente americano Donald Trump.
Usuários insatisfeitos — principalmente de esquerda — passaram a
procurar outra plataforma para publicar mensagens. Uma das alternativas é
o Koo. A popularidade dessa rede social indiana no Brasil, contudo, se
deu mais pelos trocadilhos com o seu nome do que pelas suas
funcionalidades. A senadora eleita Damares Alves, ex-ministra da Mulher,
da Família e dos Direitos Humanos, foi uma das poucas políticas de
direita a entrar na plataforma, que tem um pintinho como símbolo
(abaixo).

Narrativa
A
palavra originalmente indica a exposição de acontecimentos “mais ou
menos encadeados, reais ou imaginários“, segundo o Houaiss. Era mais
usada por escritores e cineastas. Ultimamente, passou a se referir a
visão de mundo, ideologia. É empregada para desqualificar os argumentos
com os quais se discorda. O país então ficou dividido entre a narrativa
petista e a narrativa bolsonarista.
Originários
Lula
introduziu essa palavra na agenda política ao prometer um Ministério
dos Povos Originários. Anteriormente, o termo era mais empregado para
dizer que alguém é proveniente de um lugar. “Originário da Itália“, por
exemplo. Na nova acepção, sem qualquer complemento, o termo parece
definir os que estavam aqui desde sempre. Como os índios que
teoricamente serão beneficiados pelas futuras políticas são descendentes
de povos que migraram para a América do Sul, convencionou-se que os
originários seriam os que estavam aqui antes dos europeus. O léxico foi
importado da Bolívia de Evo Morales, que o popularizou com fins
eleitorais. Os originários bolivianos vivem em áreas dominadas pelo
Movimento ao Socialismo (MAS), o partido de Morales, e têm peso maior na
escolha de representantes no Congresso. No Brasil, indígenas chegaram a
pleitear um ministério separado do que, segundo eles, seriam outros
povos originários, como os quilombolas e as quebradeiras de coco de
babaçu. A origem da confusão é o politicamente correto, claro.
Pacificação
Em
sua campanha, Lula prometeu pacificar o país, o que englobaria tanto
reduzir a polarização política como a venda de armas. Em seu discurso da
vitória, ele tocou no tema: “A ninguém interessa viver em um país
dividido, em permanente estado de guerra. Esse país precisa de paz e de
união. Este povo não quer mais brigar. Este povo está cansado de
enxergar no outro, um inimigo, e ser temido ou destruído. É hora de
baixar as armas que jamais deveriam ter sido empunhadas. Armas matam, e
nós escolhemos a vida“. Mas logo Lula deixou de lado sua versão paz e
amor para atacar o mercado e o candidato derrotado, a quem ele chamou de
“figura irracional, sem coração, sem sentimento“.
Patriotas
Palavra
com a qual os bolsonaristas, vestidos com a camisa da seleção
brasileira, designam a si próprios. Foram eles que realizaram os
protestos e acampamentos pedindo intervenção já em frente aos quartéis,
após a vitória de Lula. O mais ilustre foi o comerciante Junior Cesar
Peixoto, de Caruaru, Pernambuco. De camisa e boné amarelos, ele subiu ao
para-choque de um caminhão na tentativa de impedir que o motorista
atravessasse um bloqueio na estrada. Acabou sendo carregado por
quilômetros. Filmado e fotografado, Peixoto ganhou o apelido de “o
patriota do caminhão“. Pessoas que tiraram sarro dos patriotas acampados
debaixo de chuva e frio também cunharam o termo “patriotários“. Leia
também: intervenção federal já

O Patriota do Caminhão
PEC
As
Propostas de Emendas à Constituição proliferaram no Congresso e
ganharam múltiplos sobrenomes. Antes da eleição, bolsonaristas
impulsionaram a PEC dos Auxílios, ou PEC Kamikaze, que incluiu
Auxílio-gás, aumento no Auxílio Brasil (Bolsa Família) e repasses para
taxistas e caminhoneiros. Depois da eleição, foi a vez de petistas estourarem o teto de gastos com a PEC da Transição, depois PEC da Gastança e, por fim, PEC do Lula.
Com as PECs, parlamentares de esquerda, do Centrão e da direita
demonstraram que a preocupação com o equilíbrio das finanças públicas é
menos importante do que abastecer os seus currais eleitorais.
Perdeu, mané
Ao
ser hostilizado por um bolsonarista em Nova York, onde estava para uma
conferência organizada pelo grupo Lide, de João Doria, o ministro do STF
Luis Roberto Barroso respondeu: “Perdeu, mané, não amola“. A frase soou
como um deboche e como uma indicação da preferência política de
Barroso. Dias depois, o senador Randolfe Rodrigues, do PSOL, repetiu a
frase ao ser criticado em um aeroporto no Cairo, Egito: “Perdeu, mané“.
Leia também: patriotas; prévias
Prévias
Método
de autossabotagem, quando utilizadas por partidos políticos
brasileiros. Pouca gente se lembra, mas o PSDB realizou prévias internas
no final do ano passado. Foi a primeira vez que a sigla escolheu esse
método mais democrático para decidir quem seria o seu candidato ao
Palácio do Planalto. A expectativa era de que o nome tucano acabaria
liderando a terceira via, que seria uma alternativa a Lula e a
Bolsonaro. Depois de denúncias de fraudes e falhas no aplicativo de
votação, uma nova rodada das prévias ocorreu no início de 2022. O
vitorioso foi João Doria, que deixara o governo do Estado de São Paulo
para tentar a Presidência. Final da história: Doria não se lançou e o
PSDB apenas emplacou uma vice na chapa de Simone Tebet, do MDB. Depois
do primeiro turno, Doria se desfiliou e falou em abandonar a política.
Leia também: frente ampla
Que ‘tistreza’
Em
debate na TV Globo antes do primeiro turno, o candidato Luiz Felipe
d’Ávila, do Novo, foi chamado para fazer suas considerações finais.
Encarou a câmera, mas trocou as letras: “Que tistreza“. Virou meme. Seu
discurso liberal teve pouca acolhida em meio a uma campanha fortemente
polarizada. Acabou em sexto lugar, com 0,47% dos votos. Uma tristeza.
Semipresidencialismo
O
presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, instituiu em março um
grupo de trabalho para debater o semipresidencialismo. A criação deixou
às claras a intenção do deputado, que tinha sido eleito com 144 mil
votos em Alagoas, de dividir o poder com o presidente da República Jair
Bolsonaro, que havia obtido 55 milhões de votos em 2018. A iniciativa
não redundou em nenhuma mudança formal na estrutura de poder. Na
prática, no entanto, Lira exerceu enorme influência ao decidir a
aplicação de boa parte do Orçamento da União, principalmente por meio do
nada republicano orçamento secreto.
Só mais 72 horas
Sinônimo
de “por prazo indeterminado”. Bolsonaristas descontentes com a vitória
de Lula na eleição de outubro foram para a frente dos quartéis pedir
intervenção militar. Como Jair Bolsonaro se fechou no Palácio do
Alvorada e os militares não tomavam qualquer iniciativa, as desistências
na rua foram aumentando. Das redes sociais, surgiu o pedido para que os
patriotas aguentassem mais 72 horas. O prazo se esgotou, mas a ordem
para seguir por mais 72 horas continuou se renovando indefinidamente.
Leia também: intervenção federal já; patriotas
Tesão de 20
Enquanto
Jair Bolsonaro afirmava ser imbrochável, o candidato Lula dizia ter
“energia de 30 anos e tesão de 20“, o que o habilitaria para governar
novamente o Brasil. O petista ainda publicou fotos na academia e
mostrando as coxas, abraçado Janja. As seguidas sinalizações de virilidade de ambos os lados deixaram evidente como o machismo segue impregnado na política brasileira. Leia também: imbrochável; Janjo

Janja e Lula: a perspectiva de poder é um afrodisíaco
Xandão
Juiz
que, para proteger a democracia, flerta perigosamente com o
autoritarismo. O ministro do STF Alexandre de Moraes já era conhecido
como Xandão quando foi empossado presidente do Tribunal Superior
Eleitoral, em agosto. Escolhido para ser o relator, sem sorteio, do
Inquérito do Fim do Mundo, ele levou para a arena eleitoral as práticas
que já aplicava no STF, instaurando inquéritos, julgando, condenando e
passando por cima do Ministério Público. Moraes autorizou operações de busca e apreensão na casa de empresários que trocaram mensagens privadas, mandou fechar contas em redes sociais e censurou veículos de comunicação. Quando o deputado federal do Novo Marcel Van Hattem colheu assinaturas para instalar uma CPI para investigar o abuso de autoridade no STF e no TSE,
a comissão foi imediatamente batizada de CPI do Xandão. Na diplomação
de Lula, em 12 de dezembro, prometeu: “Ainda tem muita gente para
prender e muita multa para aplicar“. Leia também: antidemocrático;
censura; diplomação
Postado há 5 hours ago por Orlando Tambosi


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