Pesquisas
comprovam que um engajamento eficaz tem impacto direto nos resultados
alcançados por cada unidade de uma rede de lojas, sejam franquias ou
filiais
Um
dos grandes desafios das redes de farmácias é manter todas as unidades
engajadas - ou seja, participando efetivamente das ações e campanhas da
marca, ou implementando de forma ágil e satisfatória os novos processos
da empresa. "O engajamento é um dos fatores que mais contribuem para o
crescimento dos nossos franqueados", exemplifica Herivelton Ferreira,
Diretor da Farma & Farma,
companhia que tem mais de 160 unidades espalhadas por 17 estados do
Brasil, e que cresceu 26% no primeiro semestre de 2022. "Sem
engajamento, é impossível produzir o resultado positivo esperado. Se a
unidade se envolve nas ações da franqueadora e se torna um espelho da
rede, sua performance e produtividade invariavelmente melhoram."
Pesquisas
comprovam que o engajamento tem impacto direto e material nos
resultados alcançados por cada unidade de uma rede de lojas, sejam
franquias ou filiais: de acordo com um levantamento da Ingage
Consulting, empresa norte-americana de consultoria empresarial, unidades
engajadas têm lucros 3,7 vezes maiores do que as não-engajadas. O
estudo levou em conta dados de 24 mil participantes de 300 marcas.
"De
modo geral, os gestores percebem as dificuldades de manter o
engajamento com base na experiência e observação diárias, sem uma
metodologia que de fato mensure o verdadeiro grau do engajamento ou da
falta dele", aponta Guilherme Reitz, CEO e cofundador da Yungas,
empresa de tecnologia especializada na gestão e comunicação de grandes
redes. "É impossível traçar planos para resolver um problema que a
empresa não compreende na totalidade. O engajamento de cada unidade pode
ser verificado, por exemplo, pela adesão das lojas aos comunicados
enviados, por sua participação em eventos, pelo cumprimento de processos
determinados, e também pelo compartilhamento de boas práticas com
outras unidades."
"Muitas
empresas despendem energia e recursos abrindo novas unidades e fazendo a
rede crescer", completa Guilherme. "É evidente que isso é importante;
mas ainda mais importante é fazer a rede crescer com qualidade, atraindo empreendedores alinhados com a proposta, visão e cultura da empresa."
Bom momento no setor farmacêutico
Diferente
de outros segmentos da economia, que ainda se recuperam do cenário
desafiador imposto pela pandemia de coronavírus, o mercado farmacêutico
vem crescendo de forma sistemática desde 2020, com aumentos se mantendo
na faixa dos dois dígitos: em 2021, por exemplo, o varejo cresceu cerca
de 10,8% no setor, superando os R$ 152 bilhões em faturamento, segundo
dados da Febrafar (Federação Brasileira das Redes Associativistas e
Independentes de Farmácias).
Para
potencializar o crescimento favorecido pelo cenário positivo, as marcas
de farmácias que atuam em rede podem e devem estar atentas ao
engajamento de suas lojas. Listamos abaixo cinco medidas que ajudam as
redes de farmácias a melhorar seus índices de engajamento. Confira.
Cinco práticas para melhorar o engajamento nas redes de farmácias
-
Medir o engajamento: Como qualquer processo de negócios, o engajamento
das lojas deve ser metrificado - por meio da adesão das unidades aos
comunicados enviados, por exemplo, ou por sua participação em eventos,
pelo cumprimento de processos determinados pela marca, pelo
compartilhamento de boas práticas com outras farmácias, e assim por
diante. Todos esses são processos que podem ser verificados e
convertidos em dados, com metas de melhoria definidas a partir deles. O
que importa é ter objetivos claros e métricas que indiquem o quão perto
ou longe de alcançar esses objetivos cada unidade está.
-
Adotar ferramentas adequadas de comunicação: A maior parte das grandes
redes já investe em conteúdo para apoiar e capacitar os responsáveis
pelas unidades, mas muitas ainda falham no esforço de fazer com que esse
conteúdo seja de fato consumido: às vezes, os responsáveis pelas lojas
sequer sabem quando um material novo é compartilhado, e as informações
acabam ficando obsoletas. Implementar um sistema de comunicação
centralizado e eficaz é o primeiro passo para resolver esse problema.
-
Incentivar ativamente o envolvimento das farmácias: Além de saber que o
conteúdo existe, os gestores precisam de motivação para consumí-lo. Uma
boa saída é criar um sistema de gamificação, ou trabalhar com alguma
ferramenta que já incorpore a gamificação nos processos e práticas do
dia a dia. Dessa forma, as unidades serão recompensadas por se envolver
ativamente com as informações que são produzidas e repassadas à rede.
-
Oferecer um hub de conteúdo fácil de encontrar e de navegar: O grande
público está acostumado a usar aplicativos modernos e com excelentes
experiências de usuário em sua vida cotidiana - em outras palavras, os
administradores de cada unidade dificilmente terão paciência de utilizar
um sistema confuso ou pouco intuitivo. Não negligencie a importância de
serviços de navegação, pesquisa, inteligência e comunicação integradas,
e nem de uma interface simples e agradável.
-
Garantir que a parte da empresa seja feita: Para que haja engajamento
do lado das unidades, a rede de farmácias deve fazer sua parte, e
realizar ações proativas que estimulem que o engajamento aconteça de
forma natural e recorrente. Marcas que ainda não contam com esse
comportamento precisam revisar e promover mudanças na cultura da rede
antes de esperar engajamento por parte das unidades.
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