Neste artigo vamos entender como se desenvolveu a bolsa de valores em nosso país, bem como se deu o desenvolvimento do mercado financeiro.
Vamos abordar essa história de como chegamos até aqui e comentar eventos passados pelo mercado de capitais brasileiro nestes mais de dois séculos de história.
Bolsas regionais
Atualmente a bolsa de valores brasileira se resume a B3 (Bolsa, Brasil, Balcão), mas nem sempre foi assim. Até 2017 era a chamada BM&F Bovespa e antes, até 2008, a Bovespa era separada da Bolsa de Mercadorias e Futuros.
Ao voltarmos um pouco mais na história, podemos observar que aqui no Brasil haviam bolsas em diversos estados.
Havia a bolsa da Bahia, do Paraná, do Rio de Janeiro, e até mesmo a de Santos, a antiga bolsa oficial do café, principal produto agrícola brasileiro. E dessa forma haviam tantas outras bolsas, de forma que ao longo da história existiram 27 bolsas estaduais.
Para que sua empresa de auditoria ambiental tenha conhecimento para realizar investimentos é importante conhecer essa história.
O nascimento da primeira bolsa brasileira
As atividades comerciais brasileiras ganharam impulso com a chegada da família real, em 1808, com as primeiras tentativas de implantação de um mercado organizado.
Nesse contexto surgia o conceito de praça de comércio que já tinha algumas características de um pregão, embora ainda não fosse oficial nem regulamentado. Então, em 1817 surgia em Salvador a primeira Bolsa de Valores do Brasil, ainda não regulamentada pelo poder vigente.
Três anos depois iniciaram as negociações na bolsa de valores do Rio de Janeiro, de forma que Salvador e Rio de Janeiro eram os mercados mais importantes do país. Em seus primeiros anos, as negociações se resumiam a alguns serviços específicos, tais como:
Serviços de câmbio e comércio de mercadorias;
Gado;
Seguros;
Fretes de navio.
Seguindo a história, os primeiros ativos de papel referentes a empresas estatais, como uma mineradora de óxido de cálcio, foram negociados em 1828 e na década de 1830 foram as primeiras emissões da iniciativa privada.
Em 1851 os decretos imperiais criaram a junto dos corretores da Bahia baseando-se na junto dos corretores do Rio de Janeiro, que trouxe um caráter regimental estabelecendo padrões de funcionamento para essas instituições.
A bolsa do Rio de Janeiro recebia mais atenção do Imperador do Brasil Dom Pedro II, pois se tratava da bolsa da capital do país naquela época, e por isso seu decreto de criação precedeu a bolsa baiana.
Bolsa de São Paulo ganha espaço
Diversas bolsas estaduais, assim como a bolsa de Salvador, tiveram um papel de desenvolvimento mais regional.
No entanto, a bolsa do Rio de Janeiro teve proeminência nacional por um longo período e por muitos anos foi considerada a mais importante do Brasil, sendo que seus anos dourados foram entre 1950 e 1960.
Esse período formou muitos dos grandes nomes do mercado, alguns até atuam até hoje no mercado financeiro.
Mas com o crash da bolha de especulação brasileira em 1971 a bolsa carioca foi perdendo espaço para a bolsa paulista que participava cada vez mais do desenvolvimento do Mercado de Capitais.
Outra crise ocorreu em 1989, vinculado à atuação de Naji Nahas, que culminou com o enfraquecimento da bolsa carioca.
Foi nesse período que a BVRJ, como era conhecida a bolsa do Rio de Janeiro, perdeu espaço para a Bovespa, que então passou a ocupar o status de maior bolsa do Brasil e da América Latina.
Uma empresa de pgrs certamente sabe toda essa história e como a Bovespa se destacou na década de 1990.
Ainda que tenha sido o núcleo do processo de privatização do Brasil na segunda metade da década de 1990 onde aconteceram leilões das empresas estatais de telefonia, mineradoras e siderúrgicas, vemos outro cenário atualmente.
Hoje em dia tanto as bolsas do Rio de da Bahia restringem sua atuação somente como bolsas de fomento, desenvolvendo atividades que promovem e popularizam o mercado de capitais.
Histórico da Bovespa
Após toda essa história a bolsa de valores de São Paulo passou a ser a única bolsa nacional que negocia ações então vamos conhecer um pouco sobre a Bovespa.
No ano de 1843, Alves Branco, ministro da Fazenda, iniciou uma política econômica de caráter fiscal com o objetivo de financiar estruturas do estado brasileiro. Ele aproveitou a estrutura da bolsa de valores do Rio de Janeiro para realizar a negociação de títulos públicos.
Sua empresa de licença ambiental certamente se beneficiará muito ao aprender mais sobre essa história. Vamos continuar.
Com base nessa política de Alves Branco, em 23 de agosto de 1890 Emílio Rangel Pestana, então presidente da província, fundou a bolsa livre que se tornaria futuramente a bolsa de valores de São Paulo.
O problema foi que uma grande crise de crédito afetou a economia e a bolsa livre fechou suas portas pouco mais de um ano após sua inauguração.
Em 1895 nascia então a bolsa de fundos públicos de São Paulo e depois de 40 anos, em 1935, a sede da bolsa de São Paulo foi transferida para o Palácio do Café, localizado bem no centro da capital paulista.
Ela passou a ser chamada de Bolsa Oficial de Mercadorias e Valores de São Paulo neste período. Hoje o edifício que abrigava a bolsa é a sede do Tribunal de Justiça do estado e fica bem em frente ao pátio do colégio, marco histórico da fundação da cidade.
Somente 32 anos depois, em 1967, a bolsa passou a se chamar Bovespa ou Bolsa de Valores de São Paulo.
Na década de 60 havia uma bolsa de valores por estado que eram controladas pelas suas respectivas secretarias estaduais de Finanças, sendo entidades oficiais corporativas.
Na década de 1970 surgiram os primeiros registros eletrônicos na Bovespa. Um pioneirismo de vanguarda pavimentou o caminho da Bovespa para ganhar a confiança dos investidores e das empresas nas décadas seguintes.
Foi então que em 1986 surgiu a Bolsa Mercantil de Futuros que teve um crescimento exponencial e ganhou destaque por disponibilizar a negociação de produtos financeiros em diversas modalidades.
Em 1991 a tradicional Bolsa de Mercadorias de São Paulo e a Bolsa Mercantil de Futuros uniram suas atividades fundando a BM&F.
Em 1997 houve um novo acordo com a Bolsa Brasileira de Futuros, fundada em 83 no Rio de Janeiro.
Isso fortaleceu ainda mais o mercado nacional de commodities que se tornou o principal centro de negociações de derivativos do Mercosul.
Sua empresa que realiza curso nr 35 precisa saber mais sobre a bolsa de valores para ter mais segurança em seus investimentos.
Unificação das bolsas, o nascimento da B3
Foi então que no ano 2000 as duas maiores bolsas brasileiras, a BVRJ e a Bovespa iniciaram a unificação com outras bolsas regionais, como:
Bolsa de Minas, Espírito Santo e Brasília;
Bolsa do Extremo Sul;
Bolsa de Santos;
Bolsa da Bahia, Sergipe e Alagoas;
Bolsa de Pernambuco e da Paraíba;
Bolsa do Paraná;
Bolsa Regional.
A partir de então ficou acertado que todas as ações seriam negociadas na Bovespa. A bolsa do Rio ficou responsável apenas pelos títulos públicos negociados eletronicamente.
Perceba a importância dessa centralização para o mercado e os mais diversos negócios, como um fabricante de medidor de vazão.
Tecnologia muda formato de negociações da Bovespa
A revolução digital e a modernização alavancaram outros eventos que formataram uma bolsa como a conhecemos atualmente. O primeiro evento ocorreu em setembro de 2005, no fim do pregão viva-voz na Bovespa que tornou as negociações à vista totalmente eletrônicas.
Em 2006 iniciaram-se os pregões eletrônicos 100% domésticos com o Home Broker, ou corretores domésticos. Isso acabou com toda aquela confusão de papéis e corretores ao telefone que durante muito tempo era um cenário símbolo do mercado financeiro.
Em 2007 ocorreu a abertura de capital da Bovespa, que passou a ter suas próprias ações negociadas no pregão.
Em 2008, celebrou-se a união com a Bolsa de Mercadorias e Futuros que até aquele momento ainda era uma instituição separada.
Uma empresa de lixo eletrônico descarte tem um importante papel nesse sistema eletrônico abraçado pela Bovespa.
Com essa união a instituição se tornou a BM&F Bovespa. No início os contratos futuros da instituição ainda eram negociados no pregão viva-voz, mas isso mudou em 2009.
Essa foi a última grande mudança que silenciou de uma vez aqueles salões lotados de operadores com telefones nos ouvidos gritando para vender e comprar títulos e contratos.
Assim, o operador que atendia o telefone para executar a compra ou venda de ações perdeu o seu lugar, e essa tarefa hoje é feita em terminais instalados nas corretoras de valores.
Foi um momento triste para muita gente, pois muitas pessoas trabalhavam por lá: no final da década de 1990 havia cerca de 1500 operadores na Bovespa.
Por fim, em 2017 a BM&F Bovespa se uniu a Cetip (Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos), a certificadora oficial do mercado responsável pelos registros dos títulos privados e que atua no mercado de balcão organizado.
Foi dessa forma que surgiu a B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) e agora até mesmo a sua empresa de licenciamento ambiental aprendeu toda a história.
Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.
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