21/05/2018 - 10h46 | Por: Sulbahianews/Luiz Oss

Foto: Henrique Zuba / TV Globo
Embora, hoje, o comércio ilegal de armas de fogo é algo feito na surdina, por conta da política de desarmamento; houve um tempo em que comprar uma arma era tão fácil quanto comprar um sabão em pó no supermercado. E não se trata de nenhum exagero, de fato, era assim que funcionava em cidades como na Eunápolis dos anos 80.
Em uma reportagem publicada na edição nº 685, da revista Veja, em 21 de outubro de 1981, intitulada “Bahia Zona Perigosa”, o jornalista Roberto Fernandes, de Eunápolis, descreveu a facilidade para a compra de armas e munições no município.

Na época, a Rádio Jornal divulgava a cada cinco minutos o comercial do supermercado Amigão, que vendia “sabonetes, alimentos, utensílios domésticos e armas de todos os tipos”. Em uma das fotos publicadas na matéria da Veja, pode-se ver um morador de Eunápolis exibindo sem qualquer receio uma carabina Winchester, conhecida popularmente como “papo amarelo”. Assim como os traficantes de armas de hoje em dia, não era necessária carteira de identidade para efetuar a compra; como disse o gerente da seção de armas do supermercado, Jaime Santos: “Não quero nem saber o nome do comprador”.
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