Paciente internado espera até 54 dias por uma cirurgia ortopédica.
HE diz que ampliação de cirurgias vai aumentar número de procedimentos.
Cartazes com imagens de pacientes em frente ao HE, em Macapá (Foto: John Pacheco/G1)
Na manhã desta terça-feira (10), representantes comunitários da Zona Sul de
Macapá
promoveram uma manifestação em prol dos 63 pacientes que aguardam
cirurgias ortopédicas no Hospital de Emergências de Macapá (HE). Eles
fixaram em frente ao prédio, cartazes com imagens de pessoas que esperam
pelo procedimento nos corredores da unidade, alguns, há mais de 50
dias. A direção do HE informou que vai implantar um terceiro turno de
cirurgias, para aumentar o número de procedimentos de 10 para 15,
diariamente.
Paciente aguardando procedimento cirúrgico, em
Macapá (Foto: John Pacheco/G1)
João Batista, de 49 anos, está há 54 dias internado aguardando
procedimento na sala de cirurgia. Ele precisa de uma intervenção na
perna esquerda, prevista pela direção do HE para ocorrer ainda nesta
terça-feira. Por telefone, Batista contou que não entende por que ficou
tanto tempo aguardando.
“Tive uma inflamação no pé resultado de uma infecção quando estava com 9
dias aqui. Fui para a sala de cirurgia, mas tiveram que remover parte
do meu pé, e a cirurgia de hoje [terça-feira] será para preenchimento,
e, enfim, para sair daqui. No HE tudo anda devagar, estou há quase um
mês sem tomar nenhum medicamento, e o que tomo sou eu quem compro”,
relatou o paciente.
João Batista espera há 54 dias por cirurgia no HE
(Foto: John Pacheco/G1)
Um dos líderes da manifestação, Jean Augusto, diz que acompanha de
perto o drama dos pacientes. Ele contou que a princípio as pessoas que
aguardam por cirurgia desceriam para manifestar em frente ao hospital. A
direção da unidade, porém, não autorizou, segundo informou. “Quando se
faz esse tipo de manifestação, automaticamente eles aumentam o número de
cirurgias, mas por poucos dias. Estamos aqui querendo essa agilidade
para que essas pessoas sejam operadas e possam passar o natal com a
família”, reivindicou Augusto.
Regiclaudo Silva, diretor do Hospital de Emergências
(Foto: John Pacheco/G1)
Entre os que aguardam pelo procedimento, estão pacientes da capital e
de municípios do estado, como Porto Grande, Laranjal do Jari,
Tartarugalzinho e Pedra Branca. "Essa demanda é constante", explicou o
diretor do HE, Regiclaudo Silva, referindo-se ao hospital como único
para atendimento de urgência e emergência do Amapá.
“Nesse momento não temos mais nenhuma cirurgia de emergência no HE,
apenas as eletivas, que realizamos com agendamento. Para reduzir essa
demanda, vamos colocar um terceiro turno de cirurgias, para aumentar o
número de procedimentos de 10 para 15, diariamente”, estimou Silva,
garantindo que com os 3 turnos, o tempo de espera no HE não passará de 2
semanas.
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