Mortos pela tormenta passam dos 30.
Número, porém, deve aumentar. Agências já falam em 43 mortos.
Do G1, com agências internacionais
Pelo menos 29 pessoas já morreram nos Estados Unidos após a violenta
passagem da supertempestade Sandy pela Costa Leste dos EUA, segundo as
autoridades. Uma pessoa morreu também no Canadá. Os números, porém, não
são definitivos e devem aumentar, pois as agências internacionais
noticiam nesta quarta-feira (31) que a tormenta já matou mais de 43
pessoas só em território norte-americano.
O presidente americano, Barack Obama, vai visitar nesta quarta-feira
(31) Nova Jersey, um dos estados mais duramente afetados pela
supertempestade, anunciou a Casa Branca.
Pouco antes o presidente havia dito que a crise causada pela
supertempestade ainda não acabou, afirmando que faria o que fosse
preciso para lidar com um drama que, segundo ele, deixou os Estados
Unidos de coração partido.
"Esta tempestade ainda não acabou", disse Obama durante uma visita ao
quartel-general da Cruz Vermelha americana, em Washington, acrescentando
que as pessoas afetadas pela tempestade precisam saber que a América
"está com elas".
O estado americano mais afetado pela tormenta foi Nova York, onde 15
pessoas morreram, dez delas na cidade de Nova York, bastante castigada
por enchentes e blecautes.
As autoridades temem que o número seja maior, pois os trabalhos de resgate, principalmente na zona costeira, continuavam.
Mais de 8 milhões de lares e comércios, em 18 estados, se encontram sem
eletricidade na Costa Leste dos Estados Unidos por causa da
supertempestade, informou o governo federal. Os estados mais atingidos
são Nova York (2 milhões) e Pensilvânia (1,3 milhão), segundo o
Departamento de Energia.
O governador de Nova Jersey, estado pelo qual Sandy chegou ao
continente, disse que o furacão provocou uma "devastação inimaginável"
na costa e que os trabalhos para retirar moradores presos pelas
inundações continuam.
A Guarda Nacional está ajudando nos trabalhos na região, onde muitas
casas foram arrancadas de suas bases e arrastadas pelos ventos e pela
água.
Nova York
O presidente Barack Obama, declarou
situação de emergência para todo o estado de Nova York após a passagem de Sandy.
Parte da ilha de Manhattan está inundada, e 500 mil pessoas ficaram sem energia elétrica na cidade de Nova York.
Rodovia à beira-mar em Rodanthe, Carolina
do Norte, danificada nesta terça-feira (30) pela
passagem de Sandy (Foto: AP)
Perdendo força
Sandy perdeu força nas primeiras horas da manhã desta terça, enquanto
prosseguia seu trajeto pelo leste dos Estados Unidos, mas ainda pode
provocar fortes ventos e inundações, alertam as autoridades
meteorológicas.
Entenda o fenômeno.
O Centro Nacional de Furacões informou às 9h GMT (7h do horário
brasileiro de verão) que Sandy se deslocava ao sul do estado da
Pensilvânia com ventos de 105 km/h e rajadas ainda mais fortes sobre
grande parte da Costa Leste.
A supertempestade, rebaixada para tempestade pós-tropical pouco depois
de tocar a terra na costa de Nova Jersey na segunda-feira à noite, mas a
destruição provocada superou amplamente seu nível na escala
Saffir-Simpson dos furacões.
Uma empresa de previsão de desastres estimou que as perdas econômicas
poderiam chegar a US$ 20 bilhões, sendo apenas metade desse valor
garantida por seguros.
Sandy tocou a terra na noite desta segunda pela costa de Nova Jersey, com ventos de 130 km/h e deslocando-se a 37 km/h.
O olho do fenômeno (a parte central da tempestade) atingiu as
proximidades de Atlantic City, de acordo com o boletim do Centro
Nacional de Furacões (CNF), com sede em Miami.
As autoridades americanas haviam advertido sobre os riscos "sem
precedentes" e ordenaram a saída de centenas de milhares de pessoas em
cidades ao longo da faixa costeira da Nova Inglaterra (nordeste) até a
Carolina do Norte (sudeste).
O presidente Barack Obama alertou os americanos sobre a ameaça
representada por Sandy, ao citar uma "tempestade grande e poderosa' que
poderia ter consequências desastrosas.
A passagem da tempestade interrompeu a campanha eleitoral americana, a uma semana das equilibradas eleições de 6 de novembro.
Tanto Obama como seu rival republicano, Mitt Romney,
cancelaram eventos eleitorais.
Os dois candidatos têm consciência da importância política de dedicar
toda a atenção às consequências da tragédia, pois lembram do que
aconteceu com o furacão Katrina em 2005.
A resposta ao Katrina, que devastou Nova Orleans (Louisiana, centro-sul
do país), foi encarada como um fracasso das autoridades, lideradas pelo
então presidente republicano George W. Bush, o que marcou o restante de
seu segundo mandato.
Em sua passagem pelo Caribe, na semana passada, Sandy deixou 67 mortos,
milhares de desabrigados e muitos prejuízos. Só no Haiti, foram 51
mortos.