MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Com seca, agricultores do Ceará trocam a enxada pela costura


Roupas fabricadas são vendidas nas feiras de três municípios.
Faturamento da nova atividade é maior do que na agricultura.

Do G1 CE

A seca que castiga o Ceará muda a vida do homem do campo. Sem condições de plantar por causa da falta de chuvas, agricultores deixam a lavoura e procuram outras atividades para garantir sobrevivência.
No distrito de Esperança, sertão de Canindé, distante 120 quilômetros de Fortaleza, a saída encontrada por um grupo de homens foi se dedicar à costura, atividade mais comum entre as mulheres. É o caso de Otácio Silva que no novo ofício chega a faturar duas vezes mais do que na agricultura. Wilson Abreu deixou a lavoura de algodão há cinco anos para dar acabamento às peças. "Na seca não se produz e agora tudo o que a gente faz o povo leva, é tudo ventido". No estado, a atividade de corte e costura emprega 20% dos trabalhadores formais.
A ideia para a nova profissão veio de Francisco Gomes. Ele perdeu a lavoura de algodão há dois anos e se mudou para Fortaleza onde conseguiu um emprego em uma indústria de confecções e tudo o que aprendeu na capital levou para o distrito de Esperança. Juntou outros trabalhadores e agora produz cerca de três mil peças a cada dez dias de trabalho. Para escoar a produção, comprou um carro e vende as peças nas feiras de Canindé, Cascavel e Horizonte, cerca de 10 vezes mais do que ganhavam na roça.

Ivete Sangalo se vestirá como 'Maria Antonieta' e 'Toureira' no carnaval


Com tema 'Real fantasia', cantora aposta em looks luxuosos para a avenida.
Cantora irá desfilar na festa no sábado, domingo, segunda e terça-feira.

Do G1 BA

Ivete Sangalo no quinto dia de carnaval (Foto: Eduardo Freire/ G1)Ivete Sangalo e seu figurino no quinto dia de carnaval em 2012 (Foto: Eduardo Freire/ G1)
O nome do atual trabalho de Ivete Sangalo, "Real Fantasia", vai inspirar os figurinos da cantora no carnaval de Salvador em 2013. Os temas anunciados são "Toureira", "Maria Antonieta", "Celestial" e "Rainha Barroca". A produção da cantora ainda não divulgou imagens das roupas utilizadas no carnaval.
No sábado e segunda de carnaval, Ivete desfilará no circuito Barra-Ondina à frente dos blocos Cerveja & Cia e Coruja, respectivamente. Já no domingo e terça-feira, ela comanda o bloco Coruja, no Campo Grande.
As criadoras dos looks, Patrícia Zuffa e Clara Lima, vão utilizar materiais nobres na confecção das roupas, como jacquards, brocados, rendas, tules, cristais e trimings. “Serão quatro looks luxuosos”, afirmou Zuffa por meio de nota emitida pela assessoria de imprensa da artista. Os sapatos também foram fabricados com exclusividade para Ivete.
Detalhes da festa
Ivete Sangalo vai se apresentar no carnaval 2013 no trio "Demolidor Y", rodeado de painéis de LED que exibirão conteúdo interativo com o público. O Demolidor Y tem circunferências inspiradas em design moderno utilizado em equipamentos tecnológicos de última geração.

Último 'esquenta' da Banda da Bica atrai centenas de foliões, em Manaus


Marchinha da banda para este ano, 'A Farsa do Ovo', animou a festa.
Banda da Bica sai às ruas do Centro de Manaus neste sábado (2).

Do G1 AM

Esquenta da Banda da Bica lotou Bar do Armando, em Manaus (Foto: Frank Cunha/G1)Esquenta da Banda da Bica lotou Bar do Armando, em Manaus (Foto: Frank Cunha/G1)
A noite desta quinta-feira (31) foi agitada no Centro de Manaus. O último 'esquenta' da Banda da Bica arrastou centenas de foliões para o Bar do Armando, onde a história da folia começou. As tradicionais marchinhas animaram a festa.
Os aquecimentos para a Banda da Bica começaram no dia 10 de janeiro, quando foi lançada a marchinha para o Carnaval de 2013. Todas as quintas-feiras desde então foram parecidas nos arredores do Largo de São Sebastião: centenas de pessoas foram ao bar comemorar a volta da banda, que não saiu em 2012 devido ao grave estado de saúde do patrono Armando Soares, que morreu após o Carnaval.
O objetivo dos 'esquentas' é deixar a marchinha deste ano na boca do povo. Famosa por ironizar assuntos da política amazonense, neste ano a Bica destaca 'A Farsa do Ovo', como foi chamada pelos compositores da marchinha. O tema da festa lembra o episódio ocorrido nas eleições municipais de 2012, quando a candidata Vanessa Grazziotin alegou ter sido atingida por ovos e cusparadas ao chegar em debate em uma TV local.
Tradicional bar no Centro da capital amazonense é sede da folia (Foto: Frank Cunha/G1)Tradicional bar no Centro da capital amazonense é sede da folia (Foto: Frank Cunha/G1)
Esperando cerca de 50 mil foliões, a Banda da Bica sairá neste sábado, 2 de fevereiro. Confira a letra da marchinha da Banda da Bica 2013, composta por Mário Adolfo, Edu do Banjo, Dudu Brasil e Mestre Pinheiro:
Diga lá, mané
Então, como é que é
Que o Colombo colocou
Um ovo em pé (bis)

Lá em Manaus também
Farsa do ovo tem
Mas foi tudo uma grande confusão
Armação no Facebook
Arthur com um ovo esquerdo
Ganhou a eleição

Era uma vez uma donzela lourinha
Que queria ser rainha
Tem olho azul e cara de artista
Mas não pode, a menina é comunista
Conde Bragança quer que a gente engula
Ela é amiga da Dilma e do Lula
Como ama Manaus essa menina
Mas não serve
É de Santa Catarina

Convoque a tropa do camelô esfolado
O camelô já passou pro outro lado
Chame o pastor pra exorcizar o capeta

Vai tudo bem na Távola Redonda
Rei Arthur ganhou a eleição
Mas o reino é uma bomba
Tem muito lixo, buraco
Rombo na folha e pepino
Vai ser difícil segurar
A trolha do Amazonino

Agora é meia na catraca
A domingueira do Sarafa, eu quero
Já mamei no ‘Leite do meu filho’
Agora eu quero o viagra do meu velho (bis)

Ao som de muito frevo a Turma da Rolinha vai embalar os foliões


As "rolinhas" vão invadir a orla de Maceió no sábado (2).
Um dos blocos mais charmosos da capital completa 15 anos de carnaval.

Do G1 AL

Turma da Rolinha (Foto: Arquivo/ascom)Foliões toma conta da orla de Maceió no bloco
Turma da Rolinha (Foto: Arquivo/Ascom)
A Turma da Rolinha vai invadir a orla da capital alagoana no sábado (2).

Os foliões serão embalados pela orquestra Fogo-Pagô, Natal da Rolinha e Panelada da Rolinha.

A família toda pode curtir os bonecos gigantes que dançam ao som do frevo e das marchinhas de carnaval. Um carro-pipa acompanha o bloco e vai molhando a galera para refescar o calorão.
Serviço
Quando: sábado (2)
Onde: a concentração é na Praça Multieventos, na Pajuçara, e vai em direçăo ao antigo Clube Alagoinhas.
Horário: a partir das 12h

Pinto da Madrugada espera receber mais de 150 mil foliões


Sábado é dia de madrugar para ver o bloco mais famoso de Maceió.
Mesmo sem patrocínio, o Pinto da Madrugada vai animar os foliões.

Do G1 AL

Pinto da Madrugada (Foto: Arquivo/secom)Pinto da Madrugada (Foto: Arquivo/secom)
O Bloco Pinto da Madrugada se concentrará, às 6h, no sábado (1), no início da Praia da Pajuçara. A saída dos foliões está prevista para às 8h. A organização do bloco estima que mais de 150 mil pessoas participem da festa.
O bloco carnavalesco foi criado há 13 anos por um grupo de amigos apaixonados pelo frevo e pelas tradições culturais. O Pinto da Madrugada é um bloco aberto e sem cordas, onde os foliões vestem a melhor fantasia e brincam com muita alegria e animação.
Serviço
Quando: sábado (2)
Concentração: 6h da manhã
Saída do Bloco: 8h da manhã
Trajeto: do início da orla da Pajuçara até o antigo Alagoinha

Bloco Filhinhos da Mamãe completa 30 anos de animação em Maceió


O bloco sai na sexta-feira (1) do Museu Théo Brandão.
Com direito ao tradicional concurso de fantasias.

Do G1 AL

Bloco Filhinhos da Mamãe (Foto: Divulgação/Ascom)Foliões do Bloco Filhinhos da Mamãe tomam conta
das ruas do Jaraguá. (Foto: Divulgação/Ascom)
O tradicional bloco “Filhinhos da Mamãe” vai desfilar pelas ruas de Maceió na sexta-feira (1). O bloco carnavalesco completa 30 anos e fará um tributo ao saudoso Rei Momo Setton Neto.
A concentração será às 20h no pátio do Museu Théo Brandão com a cantora Vânia Garcia. Depois do "esquenta" começa o concurso de fantasias. Quem for mais criativo leva o troféu "Folião Pedro Tarzan".
Na sequência, os foliões saem do Théo Brandão e invadem a Avenida da Paz e percorrem a extensa Rua Sá e Albuquerque, com parada obrigatória nas escadarias do Palácio do Comércio, local onde acontece a tradicional apoteose.
De lá, seguem para a Igreja Nossa Senhora Mãe do Povo, próximo a Praça Dois Leões, última parada do bloco.
Serviço
Quando: 1º de fevereiro
Onde: Museu Théo Brandão
Horário: a partir das 20h
Quanto: de graça

Festival Grito Rock é atração nas prévias de carnaval de Maceió


Bandas de rock se apresentam no Jaraguá Folia na sexta-feira (1).
O festival também vai para outras cidades de Alagoas.

Do G1 AL

O Grito Rock é um dos eventos mais aguardados do público alternativo de Alagoas. O festival já está na 4ª edição aqui em Maceió e vai animar os roqueiros durante as prévias de caranaval da cidade.
Banda Tagores (Foto: Divulgação/Assessoria)Banda Tagores é uma das principais atrações
(Foto: Divulgação/Assessoria)
O palco rock será montado mais uma vez no Jaraguá Folia e vai contar com seis atrações. Uma das bandas mais aguardadas pelo público é a pernambucana, Tagore, que possui influências que vão do baião ao blues. Depois será a vez da banda de Natal, Kung Fu Johnny.
Já a banda maceioense Dubex vai levar o raggamuffin nordestino. De Arapiraca, a banda de indie rock, Capona, traz muita guitarra alta para o palco. A banda Dof Láfá, de Maceió, apresenta o seu pop rock. Também da capital alagoana, a novata Troco em Bala, abre o festival a partir das 18 horas. E pra não deixar ninguém parado, o DJ King Tunes toca em todos os intervalos.
Festival Grito Rock
O Grito Rock ocorre em 300 cidades de 30 países. Além da América Latina, mais países da Europa, Oceania, África integram-se ao evento em 2013. O festival foi criado, em 2005, como uma alternativa ao carnaval tradicional e este ano acontece entre o período de 01 de fevereiro a 03 de março.
Programação:
18h Troco em Bala
19h Dof Láfá
20h Capona
21h Kung Fu Johnny (RN)
22h Tagore (PE)
23h Dubex
e King Tunes nos intervalos
Serviço
Quando: 1º de fevereiro
Onde: Praça Marcilio Dias, Jaraguá
Preço: grátis

Jaraguá Folia vai ser uma mistura de ritmos


Frevo, maracatu, samba e rock animam foliões nas prévias de carnaval.
A brincadeira é de graça e todo mundo pode participar.

Do G1 AL

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Jaraguá Folia (Foto: Divulgação/Jaraguá Folia)Foliões brincam nas ruas do bairro de Jaraguá (Foto: Arquivo/Jaraguá Folia)
A folia de momo no Jaraguá começa na sexta-feira, 1º de fevereiro, mas só acaba na madrugada de sábado (2). Um dos bairros mais antigos de Maceió vai ferver com os foliões. As ruas estreitas e cheias de histórias vão receber 80 blocos e 3 palcos com diferentes atrações.
Na Praça Marcílio Dias, vai ter o festival Grito Rock. Já no Largo dos Pombos o ritmo será o maracatu com o Baque Alagoano. Na Praça Dois Leões a folia fica por conta do Coletivo AfroCaeté e, para encerrar a festa, será a vez do samba com Igbonan Rocha e Wilma Araújo.
Serviço
Quando: 1º de fevereiro
Onde: Bairro de Jaraguá, em Maceió
Horário: a partir das 20h
Quanto: de graça

Médicos paralisam temporariamente atividades no Hospital do Sertão


Com salários atrasados, só casos graves serão atendidos nesta sexta-feira.
Problema está na falta de repasse dos recursos do Estado, diz gestores.

Waldson Costa Do G1 AL
Os moradores do Sertão alagoano que precisarem recorrer, nesta sexta-feira (1), aos serviços médicos do Hospital Regional Doutor Clodolfo, que fica no município de Santana do Ipanema, encontrarão dificuldades. O motivo é que, devido aos atrasos de salários, os médicos que trabalham na principal unidade de saúde de urgência e emergência da região farão uma paralisação temporária de 24 horas.

A mobilização, que começou nesta madrugada, será feita, segundo os médicos plantonistas, diante da triagem dos pacientes. Com isso, apenas as pessoas que apresentarem casos graves, com eminência de morte, serão atendidas. “Aos demais vamos explicar a situação e encaminhar para que recebam atendimento nos postos de saúde, pelos médicos do Programa Saúde da Família (PSF). As cirurgias eletivas também serão remarcadas para outro dia”, falou o diretor médico do Hospital, Cláudio Cotrim.

Segundo o diretor, o impasse que desencadeou na paralisação temporária dos médicos, comprometendo as atividades do Hospital do Sertão, ocorre porque o governo do Estado há dois meses não repassa os recursos necessários para manter o funcionamento da unidade.

“O hospital funciona diante de um convênio tripartite. O governo federal tem o compromisso de repassar por mês cerca de R$ 1 milhão, a Prefeitura R$ 200 mil e o Estado aproximadamente R$ 878 mil. Como o valor do Estado não vem sendo pago há dois meses, as contas ficaram comprometidas, resultando em atraso nos salários dos médicos”, explicou Cotrim.

De acordo com os médicos, devido a falta de repasse dos recursos provenientes da Secretaria de Saúde do Estado (Sesau), estão atrasados os salários referente aos meses de dezembro de 2012 e janeiro de 2013.

“O dinheiro proveniente do governo federal e municipal só deu para arcar com o custeio da unidade e o pagamento dos demais servidores e fornecedores. Por isso os médicos resolveram parar as atividades numa medida de alerta. Para cobrar do governo estadual mais compromisso diante dos pagamentos. Em recente conversa, disseram que o valor já foi liberado, mas ainda não chegou em conta”, completou Cláudio Cotrim.

Há dez anos, tragédia do Columbia prenunciava fim dos ônibus espaciais


Acidente que deixou sete mortos fez Nasa rever e aposentar veículos.
Cerimônia nesta sexta lembrará ainda acidentes com Apollo 1 e Challenger.

Da AFP
A agência espacial americana (Nasa) lembra nesta sexta-feira (1º) os dez anos do acidente com o ônibus espacial Columbia, em que morreram os sete astronautas a bordo. A tragédia marcou o início do fim da era dos voos dos ônibus espaciais e levou a uma reformulação do programa espacial dos Estados Unidos.
O chefe da Nasa, Charles Bolden, e outros altos funcionários participarão de uma cerimônia no cemitério militar de Arlington, Virgínia, perto de Washington, onde também prestarão homenagens a outros mortos em explosões de veículos espaciais, como a nave Apollo 1 e o ônibus Challenger.
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Ônibus espacial Columbia explodiu há dez anos, deixando sete astronautas mortos (Foto: Nasa)Acima, da esq.: o especialista em missões David M. Brown, o piloto William C. McCool, o comandante de carga Michel P. Anderson. Abaixo: a especialista em missões Kalpana Chawla, o comandante da missão Rick D. Husband, a especialista em missões Laurel B. Clark e o especialista em cargas Ilan Ramon (Foto: Nasa)
A Nasa recordará os sete astronautas que morreram na explosão do Columbia em 1º de fevereiro de 2003, os três astronautas da Apollo 1, mortos em um incêndio durante um exercício em janeiro de 1967, e os sete tripulantes do Challenger, que explodiu em 28 de janeiro de 1986, 73 segundos depois de ser lançado do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.
O Columbia, lançado ao espaço em abril de 1981, desintegrou-se durante sua reentrada na atmosfera terrestre, a 16 minutos do pouso, quando já sobrevoava o Texas. O escudo térmico de uma das asas sofreu danos com o impacto de uma peça de espuma isolante que se soltou do tanque externo da nave pouco após seu lançamento, duas semanas antes do acidente.
Equipes de especialistas investigaram o ocorrido durante sete meses e conseguiram encontrar 85 mil peças de destroços – cerca de 38% do ônibus espacial –, mas não explicaram com detalhes o que aconteceu.
A missão STS-107 do Columbia havia tido como grande objetivo o desenvolvimento de experimentos científicos, encomendados pelas agências espaciais dos EUA, da Europa, do Canadá, da Alemanha, além de pesquisas de universidades. O trabalho deles possibilitou que 58 pesquisas fossem conduzidas fora da Terra.
A Nasa ficou mais de dois anos sem lançar ônibus espaciais. A missão seguinte foi a STS-114, que partiu em 26 de julho de 2005, com o Discovery.
Depois da explosão do Columbia, o governo do presidente George W. Bush decidiu pôr fim ao programa dos ônibus espaciais, embora tenha permitido que os três restantes voassem até 2011 para dar tempo de concluir a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), cumprindo assim com os compromissos dos Estados Unidos com seus sócios, disse à AFP John Logsdon, ex-diretor do Instituto de Política Espacial da Universidade George Washington e integrante da comissão nacional que investigou o acidente do Columbia.
O programa dos ônibus espaciais esteve a ponto de ser encerrado antes, lembrou o especialista. Em julho de 2005, durante o primeiro voo de um veículo desde a explosão do Columbia, o mesmo problema que havia sido fatal para essa nave se repetiu, mas sem que o pedaço de espuma isolante separado do tanque externo perfurasse o escudo térmico.
A frota de ônibus espaciais ficou parada em terra durante quase um ano, e o governo Bush avaliou seriamente pôr fim ao programa, explicou Logsdon. Mas o presidente acabou cedendo às pressões de parceiros internacionais para completar a ISS.
Erro fundamental
A Nasa soube muito cedo, após os primeiros voos dos ônibus espaciais, nos anos 1980, que essas naves não seriam um acesso simples e barato à estação orbital, afirmou Logsdon.
"Penso que – nas palavras da comissão de investigação do acidente – não substituir os ônibus espaciais foi um fracasso dos líderes políticos, razão pela qual os Estados Unidos ficaram confinados a uma órbita baixa durante 30 anos", disse.
Mas, segundo o especialista, "o erro fundamental foi cometido em 1971 e 1972, quando se decidiu desenvolver uma nave espacial que combinasse transporte de tripulação e carga". Para ele, teria sido melhor e menos caro separá-los.
A cápsula espacial Orion, que está sendo desenvolvida para missões tripuladas à ISS, à Lua, a asteroides e a Marte, tem um sistema de segurança que permite que a tripulação fique separada do veículo de lançamento, algo que os ônibus espaciais não tinham.
Desde o último voo de um ônibus espacial, em julho de 2011, os Estados Unidos têm usado as naves espaciais russas Soyuz para transportar astronautas à ISS, pagando US$ 60 milhões (R$ 120 milhões) por assento.
Em 2010, o presidente Barack Obama lançou um programa de incentivo ao setor privado para desenvolver sistemas de transporte de carga e astronautas à ISS. A SpaceX, uma das empresas selecionadas, já completou com sucesso os dois primeiros voos de sua cápsula Dragon, levando e trazendo de volta carga da estação internacional.

Novo termo de rescisão de contrato de trabalho passa a ser obrigatório


Novo formulário entra em vigor nesta sexta-feira (1º).
Modelo antigo não será aceito para liberar FGTS e seguro-desemprego.

Do G1, em São Paulo
A utilização do novo termo de rescisão de contrato de trabalho (TRCT) será obrigatória a partir desta sexta-feira (1º. A Caixa Econômica Federal passa exigir a apresentação do modelo atualizado para o pagamento do seguro-desemprego e do FGTS. O prazo foi estabelecido pela Portaria 1815, de 1º de novembro de 2012.
A utilização do TRCT tem o objetivo de dar mais clareza aos valores rescisórios pagos e recebidos ao término do contrato de trabalho. As horas extras, por exemplo, são pagas atualmente com base em diferentes valores adicionais, conforme prevê a legislação trabalhista, dependendo do momento em que o trabalho foi realizado. No antigo TRCT, esses montantes eram somados e lançados, sem discriminação, pelo total das horas trabalhadas em um único campo. No novo formulário, as informações serão detalhadas.
Modelo do novo formulário (Foto: Reprodução)Modelo do novo formulário (Foto: Reprodução)
Na informação sobre o pagamento de férias, por exemplo, serão discriminadas as férias vencidas e as em período de aquisição, para facilitar a conferência dos valores pagos.

Impresso em duas vias, uma para o empregador e outra para o empregado, o novo TRCT vem acompanhado do Termo de Homologação (TH), para os contratos com mais de um ano de duração que necessitam de assistência do sindicato laboral ou do Ministério do Trabalho, e o Termo de Quitação (TQ), para contratos com menos de um ano de duração e que não exigem a assistência sindical.

Os Termos de Homologação e o Termo de Quitação são impressos em quatro vias, uma para o empregador e três para o empregado, sendo que duas delas são utilizadas pelo trabalhador para sacar o FGTS e solicitar o recebimento do seguro-desemprego.

“O novo termo trouxe mais segurança para as duas partes. Para o trabalhador porque detalha todos os direitos rescisórios, como valores de horas extras, de forma minuciosa. Consequentemente, o empregador também se resguarda e terá em mãos um documento mais completo, caso ocorram futuros questionamentos, até por parte da justiça trabalhista”, diz o ministro do Trabalho, Brizola Neto.
  Antes Agora
Férias vencidas Cada período aquisitivo vencido e não quitado
é informado separadamente, em campos distintos. São informados também a quantidade e o valor de duodécimos devidos.
Se devido mais de um período aquisitivo, o valor total era lançado em um único campo.
13º salário de exercícios/anos anteriores É informado separadamente, em campos específicos, cada exercício vencido e não quitado. São informados também o exercício, a quantidade de duodécimos e o valor de duodécimos devidos. Se devido mais de um exercício/ano de 13º salário, o valor total é informado em um único campo.
Horas extras devidas no mês do afastamento São informados em campos específicos a quantidade de horas trabalhadas, o respectivo percentual (50%, 75%, 100% e etc.) e o valor devido. As horas-extras devidas no mês de afastamento eram totalizadas e informadas em um único campo, agregando os valores relativos a todos os percentuais (50%, 75%, 100% etc.).
Verbas rescisórias Há campos suficientes para informar todas as verbas, discriminadamente. Há apenas 17 campos para informar todas as verbas rescisórias devidas.
Descontos/Deduções As deduções (pensão alimentícia, adiantamento salarial, de 13º salário, vale-transporte e etc.) são informadas discriminadamente em campos específicos. A empresa dispunha apenas de sete campos para informar os descontos/deduções.
Rescisão O novo TRCT é segmentado: tem a parte que concentra os valores credores e os descontos e o espaço para homologação (quando o contrato é sujeito à assistência) ou quitação (quando o contrato não é sujeito à assistência). O TRCT engloba em um único formulário a parte informativa de verbas credoras e devedoras e a parte de quitação e homologação.
Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego
“No novo termo, há campos para o empregador lançar cada valor discriminadamente. Isso vai dar mais segurança ao empregador, que se resguardará de eventuais questionamentos na Justiça do Trabalho, e ao trabalhador, porque saberá exatamente o que vai receber. A mudança também facilitará o trabalho de conferência feito pelo agente homologador do termo de rescisão do contrato de trabalho”, diz o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, Messias Melo.

Dirceu critica 'campanha moralista' contra Renan Callheiros


Objetivo, segundo Dirceu, seria 'dividir a base de apoio do governo'.
Na semana passada, Ministério Público apresentou denúncia contra Renan.

Do G1, em Brasília

O ex-ministro José Dirceu publicou nesta quinta-feira (31) texto em que critica o que chama de "campanha moralista e udenista" contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que deve disputar nesta sexta (1º) a presidência do Senado. O petista, condenado a 10 anos de prisão no julgamento do mensalão, também atacou um ato realizado em frente ao Congresso em protesto contra Renan.
"O que estamos assistindo em relação ao senador Renan Calheiros é, de novo, uma ofensiva midiática dando cobertura a denúncias contra ele concertadas com ações do Ministério Público Federal (MPF) e com intervenções de grupos organizados como aconteceu ontem frente ao Congresso Nacional", escreveu o ministro.
O objetivo da "campanha", segundo Dirceu, seria "dividir a base de apoio do governo". O petista introduz o texto dizendo que "tudo indica" que Renan será eleito presidente do Senado e o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) presidente da Câmara, que realiza eleição da próxima segunda-feira (4).
Os dois peemedebistas contam com apoio da base governista, que controla Câmara e Senado. Dirceu diz que "é uma grande bobagem a continuidade dessa campanha da mídia dizendo que o Executivo é que os elege, ou que eles só se elegem por contar com o apoio do Planalto".
Nas últimas semanas, Renan Calheiros e Henrique Alves foram alvo de denúncias. Na semana passada, o procurador-geral da República apresentou denúncia acusando Renan Calheiros de usar notas frias de suposta venda de bois em 2007. O objetivo seria comprovar que tinha renda suficiente para pagar pensão de uma filha. Na época, ele deixou a presidência do Senado pela suspeita de que a despesa era paga por um lobista.
Dirceu também compara as suspeitas e protestos contra Renan Calheiros à "mesma campanha falso-moralista que  levou o presidente Jânio Quadros ao Planalto (1960) porque ia 'varrer a corrupção'; os militares ao poder porque eles 'combatiam a corrupção e a subversão'; e depois elegeu o presidente Fernando Collor, o caçador de marajás."

Dirceu finaliza defendendo a reforma política e administrativa, com financiamento público de campanha e voto em lista.

Na segunda noite de ataques, quatro veículos são incendiados em SC


Segundo a Polícia, foram três ônibus e um micro-ônibus na Grande Florianópolis. Em Camboriú, um artefato foi atirado contra uma delegacia

Vitor Vieira de Oliveira Do G1 SC

Ônibus foi incendiado no bairro João Paulo (Foto: Reprodução/RBS TV)Ônibus foi incendiado no bairro João Paulo
(Foto: Reprodução/RBS TV)
Na noite desta quinta-feira (31),  mais quatro veículos foram incendiados em Santa Catarina. Depois dos ataques entre a noite de quarta (30) e a madrugada de quinta-feira, no Vale do Itajaí, foi a vez da capital do estado registrar os primeiros casos. Segundo informações dos Bombeiros Militares e da Polícia, entre 22h30 e 0h20, três ônibus e um micro-ônibus, todos na Grande Florianópolis, foram incendiados. Em Camboriú, um artefato foi atirado em direção a uma delegacia, de acordo com a Polícia local.
O primeiros casos foram registrados, por volta das 22h30. Segundo os Bombeiros, um ônibus da empresa Transol foi incendiado na Rodovia João Paulo, a estrada geral do bairro João Paulo, na área insular da capital catarinense, e um micro-ônibus da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), com placas de Balneário Camboriú, foi parcialmente queimado em Palhoça, na Grande Florianópolis. De acordo com a Polícia, o incêndio no micro-ônibus foi superficial e uma garrafa pet com restos de combustíveis foi encontrada próximo ao local.
Por volta da 0h20, mais dois ataques foram registrados pela Polícia. Ambos na região norte da Ilha. Um ônibus foi incendiado na rua Dário Manoel Cardoso, no bairro Ingleses, e outro na Rodovia SC-401, entre a rótula dos Ingleses e o bairro Canasvieiras. Até a 1h20, o fogo não havia sido contido pelos Bombeiros.
Em Camboriú, no Vale do Itajaí, um objeto foi encontrado por policiais próximo ao muro da delegacia do Bairro Monte Alegre. Por volta das 23h30, teria sido atirado um artefato de dentro de um carro escuro. Segundo a Polícia, o objeto caseiro produzido com pedaços de cano de PVC pode ser um artefato explosivo, mas até as 1h10 deste sexta-feira, a perícia não havia confirmado.
Primeira noite
Entre a noite desta quarta-feira (30) e a madrugada de quinta (31), três ônibus e uma viatura da Coordenadoria de Trânsito (Codetran) foram incendiados em Santa Catarina. De acordo com a Polícia Militar, a primeira ocorrência foi em Balneário Camboriú, no Vale do Itajaí, por volta das 23h20. E as outras aconteceram por volta das 2h em Gaspar e Itajaí.

Envolvidos em incêndio dão versões contraditórias em depoimentos


Jornal Nacional teve acesso a depoimentos de sócios da boate Kiss.
Incêndio em Santa Maria deixou ao menos 230 mortos no domingo.

Do G1 RS

O sócio da Boate Kiss, o vocalista e o produtor da banda Gurizada Fandangueira deram versões contraditórias nos depoimentos à polícia sobre o incêndio que destruiu a casa noturna em Santa Maria (RS). O Jornal Nacional  teve acesso ao depoimento das testemunhas. (veja ao lado)
Já prestaram depoimento à polícia jovens que estavam no local no momento do incêndio, músicos e sócios da boate, entre eles Elissandro Spohr, conhecido como Kiko, que foi ouvido no domingo (27). Ele afirmou que a banda tocava na boate uma vez por mês, mas nunca tinha feito esse show pirotécnico e nunca havia pedido consentimento para que se fizesse esse tipo de apresentação.
Ainda de acordo com o depoimento de Spohr, o teto da boate seria de gesso, com uma camada de lã de vidro acima. No palco, havia uma primeira camada de esponja para isolamento acústico.
O advogado Jader Marques, que defende Spohr, afirmou que não tinha certeza sobre o uso de espuma. "Pode sim ter acontecido que o Kiko, com orientação desse engenheiro, ter adicionado elementos como espuma, parede, madeira, gesso em outros locais fora do projeto do Ministério Público e sem o conhecimento do Ministério Público. Pode isso ter acontecido? Sim, pode, pode ter acontecido."
Spohr também afirma que a lotação da boate era de 1.000 pessoas e que acredita que no momento do incêndio havia entre 600 e 700 pessoas. Segundo os bombeiros, a capacidade da danceteria era de 691 pessoas.
Sobre as saídas de emergência, o depoimento é confuso. Segundo Spohr, havia saídas de emergências que desembocavam na porta principal.
O produtor da banda, Luciano Augusto Bonilha Leão, confirmou à polícia que era o responsável pela aquisição dos fogos de artifício e contradiz a informação de que a banda nunca tinha usado fogos. No depoimento consta que ele havia deixado preparado nas laterais do palco dois fogos gelados, que é uma espécie de fogo de artifício sem queima. O espetáculo teria começado por volta de 2h, com o acionamento desses materiais. Por volta de 2h45, por sensor, o produtor teria acionado outro tipo de fogo, também gelado, na mão de Marcelo.
De acordo com o depoimento, o produtor conta que percebeu fogo no teto três minutos depois. Ele declara ainda que não tinham autorização para o uso dos fogos e não sabiam que isso era necessário.
O vocalista da banda, Marcelo de Jesus dos Santos, foi preso junto com outras três pessoas na segunda-feira (28). No depoimento, ele afirma que não sabe qual foi a origem do incêndio, mas reforçou a versão de que os donos da boate sabiam do uso de fogos lá dentro.
De acordo com Marcelo, o percussionista da banda foi quem avisou que havia uma pequena bola de fogo no teto. O músico afirma ainda que recebeu um extintor de um segurança e que tirou o lacre do aparelho e, sem  seguida, percebeu que a válvula indicava que o extintor estava vazio. Ele teria tentado apertar o gatilho várias vezes, mas nada saía do extintor.
Ainda de acordo com o Marcelo, em um determinado momento do show, o produtor lhe colocou uma luva na mão esquerda, com uma vela de aniversário, de onde sai faísca. Segundo o vocalista, entre seu braço levantado com a vela e o teto há um distância de no mínimo dois metros, sendo que a chama da vela não chega a cinquenta centímetros. O vocalista marcelo afirmou que a banda faz esse procedimento em quase todos os shows e que já havia feito esse tipo de apresentação na própria Boate Kiss com autorização dos proprietários.
Investigação
O delegado Marcos Vianna, responsável pelo inquérito do incêndio na boate Kiss, disse ao G1 na terça-feira (29) que uma soma de quatro fatores contribuiu para a tragédia ter acabado com tantos mortos: 1) o fato de a boate ter só uma saída e a porta ser de tamanho reduzido; 2) o uso de um artefato sinalizador em um local fechado; 3) o excesso de pessoas no local; e 4) a espuma usada no revestimento, que pode não ter sido a mais indicada e ter influenciado na formação de gás tóxico.
O delegado regional de Santa Maria, Marcelo Arigony, afirmou também na terça que a Polícia Civil tem "diversos indicativos" de que a boate estava irregular e não podia estar funcionando. "Se a boate estivesse regular, não teria havido quase 240 mortes", disse em entrevista. "Mas isso ainda é preliminar e precisa ser corroborado pelos depoimentos das testemunhas e os laudos periciais", completou.
Arigony disse ainda que a banda Gurizada Fandangueira utilizou um sinalizador mais barato, próprio para ambientes abertos e que não deveria ser usado durante show em local fechado. "O sinalizador para ambiente aberto custava R$ 2,50 a unidade e, para ambiente fechado, R$ 70. Eles sabiam disso, usaram este modelo para economizar. Usaram o equipamento para ambiente aberto porque era mais barato”, disse o delegado.
O vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo Santos, admitiu em seu depoimento à Polícia Civil que segurou um sinalizador aceso durante o show, de acordo com o promotor criminal Joel Oliveira Dutra. O músico disse, no entanto, que não acredita que as faíscas do artefato tenham provocado o incêndio. Ele afirmou que já havia manipulado esse tipo de artefato por diversas vezes em outras apresentações.
Responsabilidades
A boate Kiss desrespeitou pelo menos dois artigos de leis estadual e municipal no que diz respeito ao plano de prevenção contra incêndio. Tanto a legislação do Rio Grande do Sul quanto a de Santa Maria listam exigências não cumpridas pela casa noturna, como a instalação de uma segunda porta, de emergência. A boate situada na Rua dos Andradas tinha apenas uma, por onde o público entrava e saía. Outra medida que não foi cumprida na estrutura da boate diz respeito ao tipo de revestimento utilizado como isolamento acústico.
A Brigada Militar informou nesta quarta que a boate não estava em desacordo com normas de prevenção contra incêndios em relação ao número de saídas. Segundo interpretação da lei, o local atendia as normas ao possuir duas saídas no salão principal. Mas as portas, no entanto, não davam para a rua, e sim para um hall. Este sim dava para a rua através de uma só porta. "Foi um ato possível que o engenheiro conseguiu colocar", disse o tenente coronel Adriano Krukoski, comandante do Corpo de Bombeiros de Porto Alegre.
Jader Marques, advogado de Elissandro Spohr, um dos sócios da boate, disse que a casa noturna estava em "plenas condições" de receber a festa. Ele falou sobre documentação da casa, segurança, lotação, e disse que a banda Gurizada Fandangueira não avisou que usaria sinalizadores naquela noite. O advogado ainda afirmou que o Ministério Público vistoriou o local "diversas vezes".
A Prefeitura de Santa Maria se eximiu de responsabilidade pelo incêndio e entregou alvará para a polícia que mostra data de validade de inspeção para prevenção de incêndio, feita pelo Corpo de Bombeiros. A prefeitura afirma que a sua responsabilidade era apenas sobre o alvará de localização, que é válido com a vistoria do ano corrente. O documento informa que a vistoria foi feita em 19 de abril de 2012.
O chefe do Estado Maior do 4º Comando Regional do Corpo de Bombeiros, major Gerson Pereira, disse na quarta que a casa noturna tinha todas as exigências estabelecidas pela lei vigente no Brasil. "Quem falhou, que assuma a sua responsabilidade. Nós fizemos tudo o que estava ao nosso alcance e não vou entrar em jogo de empurra-empurra", afirmou.
O Ministério Público do Rio Grande do Sul abriu um inquérito civil na terça para investigar a possibilidade de improbidade administrativa por parte de integrantes da Prefeitura de Santa Maria, do Corpo de Bombeiros e de outros órgãos públicos por terem permitido que a boate Kiss continuasse funcionando mesmo com as licenças de operação e sanitária vencidas.
Entenda
O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul, deixou 235 mortos na madrugada do último domingo (27). O fogo teve início durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, que fez uso de artefatos pirotécnicos no palco. De acordo com relatos de sobreviventes e testemunhas, e das informações divulgadas até o momento por investigadores, é possível afirmar que:
- O vocalista segurou um artefato pirotécnico aceso.
- Era comum a utilização de fogos pelo grupo.
- A banda comprou um sinalizador proibido.
- O extintor de incêndio não funcionou.
- Havia mais público do que a capacidade.
- A boate tinha apenas um acesso para a rua.
- O alvará fornecido pelos Bombeiros estava vencido.
- Mais de 180 corpos foram retirados dos banheiros.
- 90% das vítimas fatais tiveram asfixia mecânica.
- Equipamentos de gravação estavam no conserto.
(Veja o que já se sabe e as perguntas a responder)

Rio está entre as 3 cidades do mundo com hotéis mais caros, diz governo


Diária média é mais alta que a de Paris, Londres, Dubai e Tóquio.
Estudo da Embratur avaliou tarifas em 29 cidades do país e do exterior.

Do G1, em São Paulo

Um levantamento que avaliou tarifas de hotéis em 29 cidades do Brasil e do exterior mostrou que o Rio de Janeiro tem a segunda diária média mais cara para viagens de negócios e a terceira para viagens de lazer.
  Os dados fazem parte da Pesquisa Internacional de Preços da Hotelaria e foram divulgados nesta quinta-feira (31) pela Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), ligada ao Ministério do Turismo.
A média das diárias nos hotéis do Rio foi de US$ 182,73 (cerca de R$ 363) para viagens de negócios – na simulação dessa modalidade, foram pesquisados quartos para uma pessoa com 14 dias de antecedência.
A cidade brasileira perde apenas para Nova York, cuja tarifa média foi de US$ 245,32 (R$ 488).
Segundo a pesquisa, quem viaja a trabalho precisa pagar mais caro para se hospedar no Rio do que em Paris, Dubai e Londres, por exemplo.
Os próximos destinos brasileiros nesse ranking são São Paulo, que aparece em sexto lugar com tarifa média de US$ 133,23 (R$ 265); Recife, em sétimo lugar com diária média de US$ 121,32 (R$ 241,35); e Brasília, em oitavo lugar com diária de US$ 117,46 (R$ 233,67).
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Homem corre à beira da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro; Brasil foi bem em 6 das 10 metas para os oceanos (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)Orla de Copacabana, onde se concentram vários hotéis do Rio de Janeiro (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)
Junto com o Rio, essas três cidades têm preços mais caros do que Milão e Tóquio, por exemplo.
Nas viagens de lazer, que levaram em conta quartos para duas pessoas pesquisados com 60 dias de antecedência, a diária média no Rio de Janeiro foi de US$ 246,71 (R$ 491). Antes dela vêm Miami, com US$ 293,57 (R$ 584), e Punta Cana, com US$ 278,90 (R$ 555).
De acordo com os números do estudo, o turista que viaja a lazer paga mais para se hospedar no Rio do que em Nova York, Sidney, Paris, Cancun, Londres e Barcelona, entre outras cidades do exterior.
Em décimo lugar, Florianópolis é a próxima cidade brasileira na lista, com diária média de US$ 155,55 (R$ 309). Em seguida vêm Recife, com tarifa média de US$ 143,45 (R$ 285), e São Paulo, com diária de US$ 140,39 (R$ 279).
Grandes eventos
A pesquisa também comparou as tarifas médias dos hotéis das cidades-sede da Copa das Confederações em março de 2013 e em junho, época do evento, e constatou uma forte elevação dos preços.
Em Brasília, que terá apenas um jogo, o da abertura, a tarifa média passa de R$ 254 para R$ 455, um reajuste de 79%. Depois vem Fortaleza, com um aumento de 77,5%.
Belo Horizonte teve aumento de 60,7%, enquanto Salvador subiu 59,6%. Rio de Janeiro, que já era a tarifa mais alta, aumentou 18%. Recife foi reajustada em 9%.
Em entrevista ao Bom Dia Brasil, Hélder Carneiro, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Brasília, afirmou que se trata de uma questão de mercado. "Os nossos associados têm liberdade para praticar os preços que acharem convenientes, desde que não sejam extorsivos”, afirmou.
Imagem do Brasil
A Embratur passou a monitorar os preços dos hotéis depois da  Rio+20 , em junho de 2012, quando foi verificado um aumento nas diárias dos hotéis.
Nesta quinta-feira, o presidente do instituto, Flavio Dino, reuniu-se com representantes do setor hoteleiro para apresentar os dados.
Para a Embratur os preços altos de hospedagem prejudicam a imagem do Brasil e afetam o setor do turismo, principalmente em um período de grande exposição do país no exterior, com a proximidade de megaeventos como a Copa das Confederações, a Copa do Mundo, a Jornada Mundial da Juventude e os Jogos Olímpicos.
“Todo turista, brasileiro ou estrangeiro, quer bons serviços a preços justos e é isso que precisamos garantir”, afirmou Dino.
Segundo ele, o setor privado precisa ser maleável porque o governo federal “fez sua parte” ao diminuir os impostos do setor hoteleiro, com a substituição da contribuição patronal ao INSS, de 20%, pela alíquota de 2% sobre o faturamento das empresas.
A redução da tarifa de energia elétrica em até 32% para o comércio e a indústria, anunciada recentemente pela presidenta Dilma Rousseff, também foi usada como exemplo de medida que pode ajudar a baixar os custos do setor hoteleiro.
Foi criada uma comissão de trabalho entre o governo federal e as entidades do setor privado para discutir e desenvolver novas metodologias de pesquisa de preços. O primeiro encontro do grupo está previsto para março.
Como a pesquisa foi feita
O levantamento da Embratur é realizado quinzenalmente por meio de sites de busca especializados e leva em conta a média tarifária de hotéis em 14 cidades brasileiras e 15 no exterior. A mostra inclui 16% do total de hotéis encontrados pelo buscador em cada cidade.
As cidades da lista mudam de acordo com o perfil de viajante: Foz do Iguaçu, Gramado e Cancun, por exemplo, só forma incluídos na contagem das turismo de lazer, enquanto Belo Horizonte, Curitiba e Frankfurt só participam da busca de viagens de negócios.
No caso da simulação para viagens de negócios, a primeira pesquisa levada em conta para a média de preço foi feita para check-in no dia 29 de outubro de 2012 e a última, no dia 4 de fevereiro de 2013.
Na simulação de viagens de lazer, o check-in da primeira busca se iniciava em 14 de dezembro de 2012, e o da última, no dia 22 de março de 2013.
Foram avaliados hotéis de padrão econômico, médio e alto conforto. Motéis e albergues não entram na contagem. Levou-se em conta a menor tarifa encontrada para cada hotel na data da pesquisa.
Veja a seguir o ranking completo:
Viagens de negócios Viagens de lazer
Cidade Diária média (em US$) Cidade Diária média (em US$)
Nova York 245,32 Miami 293,57
Rio de Janeiro 182,73 Punta Cana 278,90
Paris 177,61 Rio de Janeiro 246,71
Dubai 177,45 Nova York 245,82
Londres 172,99 Sydney 201,73
São Paulo 133,23 Paris 196,17
Recife 121,32 Cancun 193,89
Brasília 117,46 Londres 189,10
Milão 116,85 Barcelona 174,72
Tóquio 111,45 Florianópolis 155,55
Belo Horizonte 110,28 Recife 143,45
Frankfurt 106 São Paulo 140,39
Buenos Aires 105,86 Fortaleza 126,81
Viena 105,26 Salvador 126,11
Santiago 100,33 Natal 123,71
Porto Alegre 89,76 Manaus 117,36
Curitiba 86,11 Buenos Aires 115,77
Fortaleza 83,40 Foz do Iguaçu 104,66
Salvador 83,17 Santiago 100,49
Belém 76,39

Conversão de loja normal em franquia ganha cada vez mais espaço no País. Veja se vale a pena


Até as administradoras de shoppings entram na história para convencer o empresário a adotar uma grande marca
GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME


Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão
Ivone passou a gerenciar 17 lojas após mudança
A dificuldade que uma pequena loja independente tem para enfrentar a concorrência aliada à necessidade de expansão das grandes redes de franquia fazem do modelo de conversão uma alternativa interessante atualmente. De um   lado, o empresário passa a contar com uma marca reconhecida, com o poder de negociação comum a uma grande empresa. Do outro, o franqueador consegue posicionar-se em pontos estratégicos de maneira mais fácil.
espaldo de um estudo específico sobre o assunto, a Associação Brasileira de Franchising (ABF) afirma que a conversão de lojas é adotada cada vez mais pelas redes. Em muitos casos, inclusive, o próprio shopping onde a loja independente está instalada pressiona pela mudança. O objetivo? Abrigar marcas fortes para aumentar o fluxo de clientes. Essa transformação pressupõe a obtenção de uma série de benefícios – desde uma estratégia agressiva de marketing até a possibilidade de praticar preços mais baixos. “A taxa de royalties cobrada pela rede acaba sendo compensada pelas vantagens, mas o empresário precisa avaliar até que ponto vale a pena mudar a marca”, afirma Ricardo Camargo, que é diretor-executivo da ABF.
É justamente o apego pelo nome da loja que muitas vezes dificulta o processo, segundo o CEO da Óticas Carol, Ronaldo Pereira. “O processo de conversão envolve uma parte emocional, de se desprender da marca da família. Muito mais que o negócio, fica aquele sentimento da perda do sobrenome: ele é o Fulano da ótica tal”, diz.
Com 496 unidades, a rede pretende fechar o ano com 700 lojas, sendo 70% delas sob o modelo de conversão. Como o estabelecimento a ser transformado já tem sua estrutura montada, o valor desembolsado é de R$ 120 mil, menor em relação ao investimento inicial de uma nova loja: R$ 280 mil.
A empresária Ivone Escarazzati Jordão, hoje com 52 anos, não se arrepende de migrar para a rede de Óticas Carol, fato que ocorreu em 2006.
Das seis lojas que administrava, Ivone optou, inicialmente, em converter apenas duas. Hoje, a família Jordão comanda 17 unidades nas regiões do ABC e litoral paulista. “Fiquei em um impasse e tive que arriscar para ver se daria certo”, lembra Ivone, que registrou faturamento 25% maior na comparação entre 2011 e 2012.
Os irmãos Geraldo Teixeira e Vera Vasconcelos passaram a fazer parte da rede Carol em 2011. “Sofremos um impacto no primeiro momento, o da mudança de identidade. Mas o negócio deslanchou a partir do terceiro mês e aumentamos entre 15% e 20% o faturamento”, conta Teixeira, dono de cinco unidades em Salvador, na Bahia.
Construção. Os também irmãos Ricardo, Fernando e Claudia Gonçalves optaram pelo sistema para aumentar o faturamento da JR Materiais de Construção, que passou a ser uma unidade da Dicico. O trio investiu R$ 500 mil na nova loja, incluindo a construção de um prédio, em Vargem Grande Paulista. “Avaliamos como positivo. Mesmo com o pagamento de royalties, o negócio rende mais dinheiro do que se estivéssemos sozinhos”, afirma Fernando.
A Dicico, aliás, investe no sistema e tem a meta de inaugurar 56 lojas dentro do modelo de conversão até 2017. “Buscamos empreendedores audaciosos”, analisa Claudio Fortuna, diretor de canais da Dicico.
Também adepta do modelo de conversão, a Farmais começa neste ano um trabalho para atrair farmácias independentes interessadas em aderir à rede. A marca pretende fechar o ano com 600 lojas e, das 200 novas unidades previstas no plano de expansão, 60% devem ser estabelecimentos modificados. “O grande segredo não é a venda, mas a compra. Dentro da rede, a farmácia participa de grandes negociações”, defende Maycon Santos, coordenador de expansão da Farmais.
A Ortodontic Center é outra empresa que usa essa estratégia para ampliar sua área de atuação. A meta de 2013 é atingir 120 consultórios, sendo 70% dentro desse modelo. Há muita procura de interessados. A rede informa que chega a receber 300 pedidos de informações por mês, embora a maioria dos dentistas integrantes do sistema sejam convidados.
“Muitos consultórios estão fora do (nosso) eixo central ou não têm uma estrutura mínima”, conta o sócio-fundador da rede, Fernando Massi. Quem optar pela conversão vai desembolsar entre R$ 30 mil e R$ 50 mil. Já a montagem inicial de um consultório oscila hoje entre R$ 400 mil e R$ 500 mil. “O dentista espera o paciente ir até o consultório. A rede faz campanhas específicas de prospecção de clientes”, exemplifica Massi.
:: Vantagens do negócio ::
O que o empresário ganha ao fazer parte de uma rede

Campanhas publicitárias
O franqueado passa a usufruir das vantagens de uma campanha de marketing agressiva. Com a taxa de propaganda, a rede consegue fazer a divulgação da marca.
Preços e prazos
Dentro da empresa, o franqueado ganha poder de negociação com os fornecedores para ter preços menores e prazos de pagamento maiores.
Parceria com os bancos
Algumas redes mantêm convênios com bancos para facilitar a obtenção de crédito. Além disso, o franqueado conta com uma equipe de especialistas para ajudar na gestão.

BICHO CRIADO EM CASA

Dora Kramer - O Estado de S.Paulo
O PT faz acordo para levar um denunciado e um investigado pelo Ministério Público às presidências do Senado e da Câmara, financia partidos para atraí-los à base governista, correligionários de altas patentes são condenados à prisão e, segundo o presidente do partido, a "oposição apartidária" é que desmoraliza a política. Que tal?

Isso para falar do presente, sem contar o passado de uma vida dedicada a desancar Deus, o mundo e seu Raimundo. Os correligionários de hoje eram os "picaretas", "ladrões" e "bandidos"de ontem, contra os quais o PT prometia combate ferrenho quando, e se, chegasse ao poder.

Pois há dez anos chegou e é o que se vê: não bastasse se aliar, festeja os piores tipos, elevando o que antigamente formava o baixo clero à condição de cardinalato do Congresso.

E com a tranquilidade dos puros, mas a sagacidade dos astutos, Rui Falcão, o presidente do PT, acusa Ministério Público e meios de comunicação independentes de tramarem contra a atividade política.

Oferece lições que dariam ensejo a preocupações quanto à sanidade do professor, não flertassem firmemente com o ridículo. Diz Falcão: "São esses a quem nomeei que tentam interditar a política no Brasil. Quando desqualificamos a política a gente abre espaço para aventuras golpistas. A gente abre espaço para experiências que no passado levaram ao nazismo e ao fascismo".

Faltou acrescentar um fator essencial na desconstrução do valor democrático numa sociedade: o populismo (ovo da serpente do autoritarismo), ao qual o PT se dedica com afinco no estímulo ao culto da personalidade e à desmoralização da massa crítica.

A ofensiva é clara: o petista ataca a "oposição apartidária" porque sabe que a partidária está dominada, nas cordas, sem força para preservar o indispensável exercício do contraditório sem o qual restam o silêncio, a concordância, a eliminação do debate, a alternância.

E o objetivo é esse mesmo: exercer o poder sem ser contraditado em nada e por coisa alguma, a fim de que apenas a voz do poder da vez prevaleça.

O PT, contudo, deve tomar cuidado com seus impulsos de eliminação porque, quando não há oposição de lado algum, as posições antagônicas tendem a nascer e a crescer dentro da situação. E aí, alertam os que já viveram essa situação em passado não muito distante - mais especificamente no governo Fernando Henrique, personificada na figura de Antonio Carlos Magalhães - instala-se um verdadeiro inferno.

É hoje o dia. O Senado, que é um pálido retrato do que já foi e agora caminha rumo ao lixo da História, perde autonomia, autoridade moral e também legitimidade na representação dos Estados.

Há 21 suplentes entre os 81 parlamentares da Casa. É isso: um quarto do Senado exerce mandato sem ter recebido um voto.

A suplência ali é composta por dois nomes indicados pelo titular da chapa e escolhidos entre amigos, parentes e financiadores de campanha que não passam pelo crivo das urnas.

Na maioria dos casos assumem a cadeira devido a licenças pedidas para garantir ao substituto biônico uma temporada no paraíso.

Compressor. O líder do governo no Senado, Eduardo Braga, lá por meados do segundo semestre de 2012 chegou a pensar seriamente em concorrer à presidência da Casa.

Chegou a fazer algumas consultas informais sobre sua chance contra o desejo de Renan Calheiros de voltar. Hipótese, na ocasião, que aos de bom senso parecia absurda.

Braga é ovelha desgarrada do grupo de senadores independentes do PMDB que resiste a se entregar ao Palácio do Planalto e à dupla Calheiros-Sarney.

Dilma resiste a pressão do PT e evita regular mídia


Ex-ministro Franklin Martins, que tratou de tema sob Lula, reuniu-se com presidente; Planalto deixa proposta na gaveta


João Domingos, de O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA - Mesmo pressionada por setores do PT e pelo ex-ministro da Comunicação Social do governo Lula Franklin Martins, a presidente Dilma Rousseff pretende manter na gaveta a proposta que cria mecanismos para o controle dos meios de comunicação, informaram auxiliares do governo.
Segundo eles, Dilma não está sensibilizada com o esforço feito pelo presidente do PT, Rui Falcão, e por uma ala do partido comandada pelo ex-ministro José Dirceu, que insiste na regulação da mídia. Na quarta-feira, durante reunião com deputados do PT, em Brasília, Falcão atacou a mídia e acusou setores do Ministério Público Federal de atuação política, dizendo que eles fazem a “real oposição” ao governo. O PT promete insistir no tema da regulação ao longo do ano.
As palavras do presidente do PT foram ditas um dia depois de a Procuradoria-Geral da República confirmar que encaminhará à primeira instância as acusações do publicitário Marcos Valério contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No depoimento ao procurador-geral Roberto Gurgel, em setembro, Valério chegou a dizer que o esquema do mensalão pagou despesas pessoais de Lula.
Visita. A decisão da presidente de não mexer no projeto de controle da mídia ocorre também um dia depois de receber a visita do ex-ministro Franklin Martins, autor da proposta, entregue durante o final do governo de Lula. Franklin não quis dar detalhes da conversa com a presidente.
“O assunto de uma audiência é exclusivo da presidente Dilma, de quem sou amigo e com quem converso sempre, quase todos os meses”, disse ele ao Estado.
Prioridades do PT. No final do ano, logo depois de ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção e formação de quadrilha no processo do mensalão, José Dirceu disse que neste ano o PT tem três prioridades: regular os meios de comunicação, fazer a reforma política e provar que o mensalão foi uma farsa. Dirceu e Rui Falcão acusaram os meios de comunicação de terem “pressionado” o Supremo a condenar os réus do mensalão.
O presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), afirmou que Falcão age como “pau mandado” de DircEu quando ataca a imprensa. “Se não existisse a imprensa para dar a conhecer à sociedade as malfeitorias do governo lulopetista, eles (os petistas) já teriam implantado um regime antidemocrático no qual só valeriam suas opiniões e ideias.”
O documento do 4.º Congresso do PT, realizado em 2011, “convoca o partido e a sociedade a lutar pela democratização da comunicação no Brasil, enfatizando a importância de um novo marco regulatório para as comunicações, que, assegurando de modo intransigente a liberdade de expressão e de imprensa, enfrente questões como o controle de meios por monopólios, a propriedade cruzada, a inexistência de uma Lei de Imprensa, a dificuldade para o direito de resposta, a regulamentação dos artigos da Constituição que tratam do assunto, a importância de um setor público de comunicação e das rádios e TVs comunitárias”.
Em 2004 Lula enviou ao Congresso projeto que criava o Conselho Federal de Jornalismo (CFJ). O conselho teria poderes, segundo a proposta, para “orientar, disciplinar e fiscalizar” o exercício da profissão e a atividade de jornalismo.
Diante da repercussão negativa, o governo retirou o projeto de pauta.

Justiça de SP barra auxílio moradia na Assembleia


Os 94 deputados recebem R$ 2.250 por mês, mas não comprovam os gastos


Fausto Macedo, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - A Justiça determinou a “imediata suspensão” do pagamento de auxílio moradia a todos os 94 deputados estaduais de São Paulo. A ordem é do juiz da 13.ª Vara da Fazenda Pública, Luís Manuel Fonseca Pires, que concedeu tutela antecipada em ação civil do Ministério Público do Estado. O bloqueio liminar do benefício terá de ser acatado pela Mesa Diretora da Assembleia “sob pena de os responsáveis, em caso de descumprimento da medida, responderem por ato de improbidade administrativa em ação própria pelo manifesto dolo de ofensa aos princípios jurídicos da administração pública”.
Para juiz, regalia ‘é inconstitucional, porque não há qualquer suporte fático à indenização’ - Ernesto Rodrigues/AE
Ernesto Rodrigues/AE
Para juiz, regalia ‘é inconstitucional, porque não há qualquer suporte fático à indenização’
O Ministério Público estima que o corte no privilégio dos deputados vai gerar economia anual de R$ 2,5 milhões para os cofres públicos. Os parlamentares recebem R$ 2.250 todo mês, cada um - verba embutida no subsídio, sem amparo legal e sem apresentação de qualquer comprovante de despesa. A concessão é indistinta e indiscriminada, recebem até aqueles que moram a poucas quadras da sede do Legislativo, no Ibirapuera.
A regalia é concedida aos deputados com base na Lei 14.926/13. “Há ofensa ao princípio da legalidade na medida em que o artigo 1.º da Lei 14.926 não se mostra suficiente, logo, é inconstitucional, a justificar o pagamento indiscriminado desta verba porque não há qualquer suporte fático à indenização”, adverte o juiz.
Fonseca Pires argumenta que “não há suporte fático porque inexiste diferença entre o parlamentar que reside em imóvel próprio ou alugado, próximo ou distante da Assembleia Legislativa, como ainda não há o condicionamento do pagamento à comprovação de gastos com a moradia.” Ele aponta “ausência de critérios claros ao reembolso” e “omissão sobre a comprovação das despesas”.
A Lei 14.926, de 4 de janeiro de 2013, e as que a precederam, invoca o Ato 104/88 da Câmara dos Deputados, que prevê o auxílio aos deputados federais. Essa verba tem caráter indenizatório. O beneficiário tem que exibir comprovante do gasto para, então, pleitear o reembolso.
A ação aponta quatro ilegalidades: inexiste lei que regulamente o auxílio; a benesse foi incorporada ao subsídio com base em lei “manifestamente inconstitucional”; o pagamento é feito indistintamente, permanentemente e “sem qualquer critério legal ou razoável”; é concedido sem qualquer comprovação de despesas de aluguel ou estadia.
“Cuida-se de prejuízo de monta, que não pode ser ignorado, sobretudo considerando a realidade do povo paulista, que exige melhorias em diversos setores, como educação, saúde e moradia da população carente”, afirmam os promotores de Justiça Saad Mazloum e Silvio Marques.
Eles calculam prejuízo ao Tesouro de R$ 230 mil por mês. Cravam que a vantagem “é uma imoralidade” e burla o princípio do subsídio em parcela única.
Privilégio. A regra do subsídio, prevista no artigo 39, parágrafo 4.º, da Constituição Federal, veda expressamente a remuneração por rubricas distintas a serem somadas em composição de um valor final. “Inadmissível que uma verba indenizatória seja incluída permanentemente na remuneração dos parlamentares. O auxílio moradia aos deputados estaduais é absolutamente ilegal, verdadeiro privilégio”, sustentam os promotores.
A ação civil, lastreada em longa investigação da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e do Social, mostra que todo inicio de ano a Mesa da Assembleia - formada por três deputados, o presidente da Casa, o primeiro secretário e o segundo - edita lei estadual que fixa remuneração dos parlamentares para o exercício financeiro.
Os promotores denunciam que a Mesa do Legislativo usa o Ato 104 para assegurar o benefício, mas “ignora deliberadamente” os artigos 1.º e 2.º daquela norma da Câmara dos Deputados. Tais artigos impõem que poderão ser contemplados com o moradia aqueles que não têm unidade residencial funcional e que o reembolso só deve ser garantido mediante despesa comprovada.
“A mera menção à aplicação do Ato 104/88, sem a consequente regulamentação, tem dado margem ao arbitrário e indiscriminado pagamento da benesse sem o estabelecimento de limites legais”, sustentam os promotores. O Ato 104, de incidência exclusiva à Câmara dos Deputados, não pode ser vinculado aos parlamentares paulistas.
“É absolutamente inconstitucional o artigo 1.º da Lei 14.926/13, na parte que manda aplicar aos deputados estaduais o Ato 104. Não se admite a alegação de que a Constituição Federal estabeleceu uma simetria entre os parlamentares federais e os estaduais, mas apenas proporcionalidade entre os subsídios de ambos. O que não inclui verbas de natureza indenizatória.”
Amparo legal. A Assembleia Legislativa informou que o subsídio de seus deputados para 2013 foi fixado pela Lei 14.926, que dispõe que a remuneração tem valor correspondente a 75% do que recebem os federais: “Nos termos do parágrafo 2.º do artigo 27 da Constituição Federal, incluindo-se os valores resultantes da aplicação do Ato 104/88 da Câmara, recebidos a título remuneratório reconhecido por decisão judicial.”
A Casa ainda não foi notificada da decisão judicial que manda barrar o auxílio moradia. Quando isso ocorrer vai estudar eventual recurso.
Além do subsídio mensal de R$ 20.042,34, os deputados paulistas recebem verba indenizatória de R$ 21.812,50 - para custeio de despesas como passagens aéreas, contas de telefone, impressos e correspondências -, verba de gabinete que soma cerca de R$ 60 mil, para manter até 15 assessores de cada deputado, e mais o moradia. À Justiça eleitoral, 36% dos deputados declararam possuir imóveis residenciais na capital; 16% na Grande São Paulo; 10% a menos de 100 quilômetros da Capital; 25% a mais de 100 quilômetros; 13% afirmaram não possuir imóveis.

Sob constrangimento, Renan oficializa candidatura e concorre com Taques


Senado. Somente ontem a bancada do PMDB assumiu a candidatura, depois de o senador ter passado semanas em silêncio e sem comentar sobre denúncias e inquéritos contra ele; tucanos decidiram apoiar candidatura do pedetista e podem perder cargo na Mesa


EUGÊNIA LOPES, DÉBORA BERGAMASCO, RICARDO BRITO / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
Alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Renan Calheiros (AL) foi oficialmente lançado ontem pelo PMDB candidato à presidência do Senado. O peemedebista deverá ser eleito hoje com um placar folgado de votos, mas, alvo de denúncias, deve enfrentar críticas constrangedoras na tribuna. Ele disputará com o senador Pedro Taques (PDT-MT), que ontem obteve o apoio do PSDB e do PSB.
A menos de 24 horas da eleição e debaixo de uma saraivada de denúncias e de críticas da oposição, Renan manteve o suspense e uma candidatura furtiva: ele simplesmente se recusou a falar sobre sua pretensão de suceder José Sarney (PMDB-AP) no comando do Senado, pelos próximos dois anos.
Questionado se a bancada está desconfortável e constrangida com a candidatura de Renan, o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp foi incisivo: "Em absoluto. O Renan não teve nenhum julgamento, nenhuma condenação. É um líder nato".
Pedro Taques (PDT-MT) foi lançado ontem como candidato único de um grupo de parlamentares apontados como independentes. "Ganhar ou perder é uma consequência da disputa", avaliou Taques, depois de receber o apoio do PSDB, que conta com 11 senadores. Por contrariar o PMDB, o PSDB agora corre o risco de perder a 1.ª Secretaria do Senado, uma espécie de prefeitura da Casa. "O político que entra em uma eleição pensando só em ganhar não pode ser candidato, estamos construindo esta candidatura por motivo de honra", disse o pedetista.
A expectativa de aliados de Renan, porém, é que ele receba votos de tucanos, já que a votação é secreta. O senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) cogitou se lançar na disputa, mas desistiu depois que Taques se recusou a abrir mão de sua candidatura. O PSB resolveu, então, apoiar também candidatura de Taques (veja matéria abaixo).
A candidatura de Renan para suceder Sarney foi aprovada por 17 do total de 20 integrantes da bancada. Os senadores Pedro Simon (RS), Jarbas Vasconcellos (PE) e Luiz Henrique (SC) não estavam presentes à reunião que ungiu Renan à condição de candidato. Passados mais de 40 minutos do fim do encontro, Renan foi abordado por jornalista que indagou se ele se sentia confortável para presidir o Senado novamente. Levemente irritado, ele respondeu: "Imagine você", e partiu em disparada.
Ao mesmo tempo em que a bancada do PMDB estava reunida para oficializar a candidatura de Renan, os tucanos também promoviam um encontro para decidir sobre o apoio à candidatura de Taques. Durante a reunião, houve resistência de alguns tucanos que ainda discutiram em favor da proporcionalidade do PMDB na indicação do nome. Apesar da decisão da bancada favorável ao pedetista, a expectativa é que haja dissidências de ao menos quatro parlamentares, especialmente a de Flexa Ribeiro (PSDB-PA), candidato à 1.ª Secretaria do Senado.
Preço. Mesmo assim, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse que a legenda está disposta a sacrificar um cargo na Mesa. "Vamos reivindicar os espaços aos quais temos direito, indicando nomes que possam atender aos interesses da Casa, mas se esse for o preço a pagar, para mim ele é absolutamente irrelevante."
Aécio reconheceu que será difícil reverter o favoritismo de Renan. "Sabemos que é uma luta difícil, mas não tomamos uma decisão por razões pessoais, mas para preservar a instituição." Depois de tomar conhecimento da postura do PSDB, o PMDB decidiu que uma eventual retaliação aos tucanos dependerá do placar. Será diante do número de votos obtidos por Renan que o PMDB saberá o tamanho da dissidência entre os tucanos. Só então os aliados vão resolver se lançam ou não candidato para disputar a primeira secretaria.
Na reunião da bancada do PMDB, Renan anunciou a criação de secretaria para dar transparência aos atos do Senado. Defendeu ainda o fortalecimento do pacto federativo e a votação de projeto com as novas regras de partilha dos recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE). Sarney fez um balanço de sua gestão à frente do Senado nos últimos quatro anos. / COLABOROU DÉBORA ÁLVARES