MEDIÇÃO DE TERRA

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domingo, 5 de novembro de 2023

Lula: ‘Para Fazenda, dinheiro bom é no Tesouro; para Presidência, é em obra’


Ao lado de Haddad e Rui Costa, presidente reforça prioridade com investimentos e dá recado à área econômica em meio a embate sobre mudança na meta fiscal de 2024


Tribuna da Bahia, Salvador
04/11/2023 06:19 | Atualizado há 1 dia, 12 horas e 14 minutos

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Foto: Ricardo Stuckert/PR

Por Marlla Sabino, Caio Spechoto e Luiz Araújo  

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva marcou uma diferença com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ontem, ao frisar que a prioridade do governo é a realização de obras e a manutenção do gasto público. A fala vem exatamente uma semana após o chefe do governo ter colocado em xeque a meta de déficit zero para 2024, estabelecida por Haddad. 

“Para quem está na Fazenda, dinheiro bom é dinheiro no Tesouro. Mas, para quem está na Presidência, dinheiro bom é dinheiro transformado em obras”, disse o presidente durante abertura de reunião com os ministros da área de infraestrutura. Segundo Lula, a orientação é não “deixar sobrar dinheiro que está previsto para ser investido”. 

A fala foi feita ao lado de Haddad e do ministro da Casa Civil, Rui Costa, que comanda o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e é um dos principais defensores da mudança da meta fiscal de 2024. 

O objetivo de Costa e de parte predominante da ala política é impedir que haja contingenciamento de verbas do Orçamento no próximo ano, o que poderia inviabilizar a realização de obras em período eleitoral. 

Na última quarta-feira, o presidente se reuniu com os ministros da área econômica para receber os possíveis cenários para o encaminhamento da mudança da meta, que é dada como praticamente certa. 

O Estadão apurou que Lula não bateu o martelo na ocasião, mas a percepção de interlocutores próximos segue a de que ele acabará decidindo pela alteração ainda em 2023, e não vai esperar para fazê-lo em 2024, como preferiria Haddad. Hoje, a meta do próximo ano prevê déficit zero nas contas públicas. A discussão gira entre mudar para um rombo de 0,25% ou 0,50% do Produto Interno Bruto (PIB). 

‘Melhores gastadores de dinheiro’ 

Na reunião de ontem, o presidente voltou a dizer que o trabalho dos ministros já está delimitado e que o foco deve ser execução, não a criação de novos programas. “Todo mundo já tem o compromisso, ninguém precisa inventar nada novo nesse País. Está tudo determinado, a gente vai fazer as obras, tem até 2026.″ 

Lula afirmou que realizará reuniões com ministros de outras áreas até o fim do ano e, possivelmente, fará uma reunião geral com todos os integrantes do primeiro escalão. Seria um encontro de balanço das ações do primeiro ano de governo. 

Fonte: Agência estado

 

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