MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

domingo, 12 de novembro de 2023

Depois do massacre, a guerra.

 


BLOG  ORLANDO TAMBOSI


Prioritário, para os EUA e a Europa, deve ser limitar os riscos de escalada. Mas o Médio Oriente é a região onde um pessimista acha que as coisas não podem piorar, e um otimista acha que podem, sim. Bruno Cardoso Reis para o Observador:


O grupo terrorista Hamas assumiu total controlo de Gaza, em 2007, eliminando toda a oposição. Esse território não está sob ocupação militar de Israel, não tem colonatos desde 2005. Israel é suposto controlar as fronteiras, para garantir que não são usadas para infiltrar armas ou levar a cabo ataques, mas o governo extremista e extremamente incompetente de Netanyahu tinha outras prioridades. O Hamas levou a cabo um ataque fatalmente eficaz, torturou e matou cerca de 1400 pessoas, a maioria civis. É o terceiro maior ataque terrorista da história. Desde o genocídio dos judeus pela Alemanha nazi, nunca tantos judeus tinham sido mortos com tanta crueldade, num só dia, como a 7 de outubro. Eu previ, em julho, o risco de uma nova explosão de violência, mas não nesta escala. Qual foi o objetivo da matança, filmada e divulgada pelas redes sociais? Forçar Israel a regressar em força a Gaza. O “nunca mais” que se grita na Europa em relação ao Holocausto como mero slogan, em Israel é levado mais sério. O país foi criado, em 1948, como garantia de que a vida dos judeus nunca mais dependeria da bondade de estranhos.

O que irá Israel fazer?

Israel tentará recuperar os mais de 200 reféns, bebés, crianças, idosos, mulheres. Pode recorrer a operações especiais que precisarão de excelente informação para ter a mínima possibilidade de algum sucesso. Ou pode apostar na via negocial com intermediários como o Qatar, mas creio que não por muito mais tempo. Também precisa de restabelecer a credibilidade da sua resposta militar. Esta é uma região de guerras frequentes, onde a fraqueza é muito perigosa. Irá portanto tentar eliminar, ou pelo menos reduzir significativamente, a capacidade militar do Hamas para conduzir novos ataques, como o faz todos os dias, com roquetes visando cidades israelitas.

Há muito que trabalho na história dos conflitos assimétricos e irregulares. O que nos diz a história? Que não há vitórias fáceis e rápidas. Israel pode fazer raides pontuais ainda que mais robustos e prolongados num modelo de contra-terrorismo militar. Ou pode decidir que isso é demasiado arriscado contra um inimigo bem preparado e entrincheirado. Pode avançar para uma campanha de contraguerrilha mais clássica, no modelo da chamada mancha de óleo. Ou seja, uma ocupação militar gradual e sistemática casa a casa, bairro a bairro, túnel e túnel, provavelmente começando no norte de Gaza. Mesmo nesse caso, tentar eliminar completamente um grupo como o Hamas, que se esconde no meio da população e recorre a ataques surpresa, implicaria tentar cortar o grupo dos seus apoios exteriores, da população civil, e demoraria anos.

Entretanto a Força Aérea de Israel, a mais poderosa do Médio Oriente, está, segundo fontes do próprio governo do Hamas em Gaza, a causar uma média de 275 mortos por dia, com os seus ataques (se excluirmos os do hospital que os dados disponíveis apontam para ser resultado de “fogo amigo” de um foguete da Jihad Islâmica). Mesmo que estes números de c.3800 mortos desde 7 de outubro sejam rigorosos, não é crível que sejam todos civis, o que implicaria que Israel não teria conseguido atingir um único terrorista, quando na verdade afirma que já eliminou vários dos comandantes do Hamas. Em comparação, os terroristas do Hamas mataram 1400 pessoas num dia. A morte de um civil, sobretudo de uma criança – sendo deliberada ou não – é sempre uma tragédia. Mas é evidente que o Hamas quer uma intervenção militar massiva, causando o máximo de mortos civis, para virar a opinião pública local e global, e oferecendo muitos alvos para emboscadas. Convém evitar dar ao inimigo exatamente aquilo que ele quer. Por isso, Israel deveria mostrar respeito pela lei humanitária, por exemplo criando zonas de efetiva segurança para civis. Até militarmente será mais eficaz do que procurar combater no meio de populações civis. E Israel não pode contar, nem exigir, uma carta branca dos seus aliados faça o que fizer.

O que fará o resto do Mundo?

É notável que o Egito recuse receber refugiados palestinianos, em quaisquer circunstâncias, violando o seu dever de acolhimento. A solidariedade árabe pela Palestina sempre foi mais retórica do que realidade. E o receio do jihadismo violento do Hamas não é menor no Egito do general Sisi do que em Israel. Os Estados da região deveriam ser os primeiros interessados e os mais capazes de conter o conflito, mas não é de todo claro que seja assim.

O papel da Europa é limitado num conflito armado deste tipo. A UE não tem uma voz única, nem um exército. Mesmo a China, com a sua influência económica crescente, provavelmente não quererá ou poderá ir além de um papel limitado junto, por exemplo, do Irão. A Rússia tem a tarefa mais fácil de lançar gasolina para a fogueira. Procurará alargar o conflito, por exemplo, ao Sul do Líbano e até ao Golfo Pérsico com ajuda da crescente parceria estratégica com o Irão. O caos convém-lhes. É uma distração das suas malfeitorias. E até pode ser muito lucrativo, levando ao disparar do preço do petróleo.

Os EUA cometeram erros custosos, como a invasão do Iraque em 2003, e depois deram sinais de desinteresse pela região. Tudo isto enfraqueceu a sua posição regional, abrindo um vazio de poder perigoso. Vêm-se agora obrigados a regressar em força nas piores circunstâncias. Mas para isso, os EUA contam com meios militares únicos: dois porta-aviões e a respetivas forças navais auxiliares que são mais poderosas do que a maioria das marinhas do Mundo. O objetivo é claro e acertado: dissuadir a escalada e o alargamento do conflito, nomeadamente ao Sul do Líbano. Biden também parece estar a aconselhar Israel a operações militares mais limitadas, e na procura paralela de uma resposta política. Isso é fundamental. A ausência de credibilidade a esse nível é a maior fragilidade do governo de Israel no contexto atual. Diga-se que uma Autoridade Palestiniana onde não há eleições desde 2006, também não tem muita credibilidade. Tudo isto torna uma vitória do Hamas nesta guerra um enorme risco para os líderes moderados palestinianos e para as possibilidade de paz negociada na região e não apenas para Israel.

Em suma, uma estratégia de sucesso numa guerra tem de visar mais do que destruir o inimigo. Ela deve apontar para uma saída política, para uma boa paz, pelo menos para uma situação estável e preferível à que existia anteriormente. Israel não tem tido uma estratégia credível e precisa urgente de uma. Podemos estar à beira de um novo período de enorme violência no Médio Oriente com grande impacto regional e global. Podemos assistir a um novo pico da ameaça do terrorismo jihadista na Europa, quando o Hamas apela a apoio no exterior, não está propriamente a pensar em manifestações pacíficas. O objetivo prioritário, para os EUA e a Europa, deve ser mitigar o sofrimento dos civis, limitar os riscos de escalada e de alargamento do conflito. Mas o Médio Oriente é a região onde um pessimista acha que as coisas não podem piorar, e um otimista acha que podem sim senhor.
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Tentativas de fazer face às incertezas do futuro com as pretensas certezas do passado estão fadadas ao fracasso. Pedro Malan para o Estadão:

Esta semana, em meio a intenso fogo amigo sobre mudança da meta fiscal, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a tarefa de organizar a trajetória fiscal do País não é simples, e defendeu que é preciso ter “convicção no trabalho, além de compreensão por parte de todos os Poderes”. Insistiu em que o governo pode gastar, desde que o faça de maneira que a taxa de retorno seja suficiente para garantir a sustentabilidade das contas públicas no médio e longo prazos. E, muito corretamente, afirmou que isso é “zelo com a coisa pública”.

É espantoso. Nas horas vagas, os funcionários do TSE recebem aulinhas de ideologia woke. Gabriel de Arruda Castro desvendou isto para os leitores da Gazeta do Povo:

Há anos, milhões de brasileiros vêm tentando responder uma pergunta: o que faz o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nos anos sem eleição?

Vídeos de um treinamento interno do órgão, obtidos pela Gazeta do Povo com exclusividade, ajudam a responder essa pergunta.

A democracia não garante prosperidade nem riqueza, mas que podemos mudar de governo de forma pacífica. Um virar de página que permita as condições para que a economia cresça e as pessoas vivam melhor. André Abrantes do Amaral para o Observador:

Pela terceira vez consecutiva um primeiro-ministro socialista sai do cargo a meio do mandato e deixa o país num caos. Vivemos hoje um dos maiores desafios da nossa história.

O sionismo é a ideia de que os judeus (uma categoria equívoca que inclui um monte de ateus, e certamente uma maioria de não praticantes do judaísmo) devem ter um Estado nacional. Daí ser tão esquisito libertários e anarcocapitalistas endossarem o sionismo. Bruna Frascolla para a Gazeta do Povo:

No último texto, vimos que definir um judeu é uma tarefa nada trivial, e o próprio Herzl, o pai do sionismo, não demonstrava lá muita habilidade nisso.

A nova canção dos Beatles é um caso de fantasmagoria. Um espetáculo onde as sombras se aproximam dos vivos e em que os vivos expressam seus desejos. José Homero para Letras Libres:

En La invención de Morel de Adolfo Bioy Casares, un fugitivo arriba a una isla a la que juzga deshabitada. A los pocos días atisba en lontananza unos extraños veraneantes que ignoran su cercanía. Entre las presencias hay una que lo intriga: una mujer de aspecto bohemio que cada tarde acude a contemplar el crepúsculo.
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A sabedoria milenar da humanidade selecionou atores como a categoria que não deve nunca falar por conta própria.

Há uma disputa em torno dos valores que irão forjar nossas instituições. Fernando Schüler para a revista Veja:

Richard Bilkszto era um professor carismático, engajado, gay, com seus 60 anos e diretor de uma escola pública no distrito de Ontário. Tempos atrás ele participou de um treinamento sobre “DEI”, que significa “diversidade, equidade e inclusão”, dada pela ativista Kike Ojo-Thompson, em sua escola.

Quando o socialismo e a esquerda espanhola parecem enterrar-se no compromisso separatista para manter o poder a qualquer preço, é bom ouvir a voz crítica e patriota de um dos seus pais fundadores. Jaime Nogueira Pinto para o Observador:

O esforço de Pedro Sanchéz para se manter no poder depois do resultado das eleições de Julho mergulhou a Espanha numa encruzilhada política e existencial.

O neurocirurgião britânico que se tornou uma celebridade desde que publicou suas memórias reflete sobre a importância de aspirar ao melhor presente possível para um paciente com câncer. Renzo Gómez Vega para El País:

La última gran proeza de Henry Marsh —el primer neurocirujano británico que operó un tumor cerebral con anestesia local— ha sido terminar de construirle una casa de muñecas a su nieta.

Reportagem de Omar Godoy para a Gazeta do Povo apresenta alguns destaques dos painéis apresentados durante a primeira conferência da Alliance for Responsible Citzenship. Os registros de todas as palestras e debates estão disponíveis no canal da ARC no YouTube:

Com capacidade para 20 mil pessoas, a O2 Arena é o local de shows preferido de alguns dos maiores astros da música mundial em Londres.

A acreditar nas sondagens, o PS prepara-se para discutir as eleições na sequência de um governo que desabou sob o peso de falcatruas e, presume-se, liderado por um sujeito com cabeça de adolescente. A crônica de Alberto Gonçalves para o Observador:

Não sei o que foi mais comovente, se a queda do pior primeiro-ministro do regime fundado a 25 de Novembro de 1975, se o coro de papagaios que se lhe seguiu, a tentar “explicar” a queda mediante as tradicionais “cabalas”. O dr.

O ditador venezuelano busca um pretexto para invadir a Guiana e tentar deslegitimar a oposição - com a complacência do Brasil. Duda Teixeira para a Crusoé:

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou a realização de um plebiscito no próximo dia 3 de dezembro com um assunto de pouca familiaridade até para os venezuelanos: a reivindicação de 80% do território da Guiana.
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Análise elaborada por Ricardo Dudda para Letras Libres:

Tras meses negociando, el partido independentista Junts (liderado por el prófugo Carles Puigdemont) y el PSOE han hecho público su acuerdo de pacto de investidura. El PSOE compra esencialmente el relato independentista sobre el procès. A continuación, unas anotaciones sobre el texto (he omitido algunos fragmentos reiterativos).

Não faltou violência ao dito "socialismo democrático", como a eugenia. Artigo de Phillip W. Magness, publicado por Disidentia:

Pocos temas son más tabú entre los autodenominados socialistas que el historial histórico del socialismo en acción.

Vale lembrar também que o maior atentado terrorista da história da Argentina foi direcionado contra judeus: a explosão de um carro-bomba na AMIA – Associação Mutual Israelita Argentina, em Buenos Aires, que matou 85 pessoas e feriu centenas, em julho de 1994.

O Index Prohibitorum Catharinensis inclui obras como It, o best-seller de Stephen King, e Laranja Mecânica, o clássico de Anthony Burgess. Ruy Goiaba para a revista Crusoé:

Leio no Estadão que o governo de Santa Catarina, esse baluarte do iluminismo, divulgou uma lista de livros que devem ser banidos das escolas do estado. O Index Prohibitorum Catharinensis inclui obras como It, o best-seller de Stephen King, e Laranja Mecânica, o clássico de Anthony Burgess.

Em visita a São Paulo a astrofísica brasileira Duília de Mello defendeu a necessidade da divulgação científica romper bolhas. Entrevista a Elton Alisson, da Veja:

A astrofísica brasileira Duília de Mello tem se dedicado nos últimos anos à missão de fazer com que a ciência chegue e ocupe espaços onde tradicionalmente não está presente.

Artigo de Bari Weiss, ex-editora de opinião do NYT e editora-chefe de TheFP, publicado em em Tablet e traduzido por Eli Vieira

Vinte anos atrás, quando eu era estudante universitária, comecei a escrever sobre uma ideologia então sem nome e de nicho que parecia contradizer tudo o que me haviam ensinado desde criança. É possível que eu não tivesse percebido a natureza dessa ideologia — ou melhor, teria conseguido evitar ver sua verdadeira natureza — se eu não fosse judia. Mas eu era. Eu sou.

A historiadora e grande divulgadora da era romana apresent "Imperador de Roma", seu novo livro sobre o comportamento dos líderes no antigo império. Entrevista a Paula Corroto, do El Confidencial:

Mary Beard, la gran divulgadora de la historia de Roma, está en Madrid y eso ya es un acontecimiento.

Devido ao consumo de “tóxicos” e outras drogas pesadas (e mal pesadas) que consumi naquele período histórico, meus neurônios foram reduzidos à metade, o que nunca atrapalhou a minha profissão de jornalista.

Uns poucos magnatas conduzem o mundo a um novo cenário, suplantando em muitos casos as funções que deveriam ter os poderes públicos. José Manuel Sánchez Ron para El Cultural:

“Los aspirantes a ser los artífices del futuro humano tratan a la sociedad civil como antagonista de sus grandes diseños. Creen que ellos pueden hacerlo mejor.

A atuação de militares na GLO de portos e aeroportos tem chance nula de diminuir a criminalidade no país. Duda Teixeira e Gui Mendes para a Crusoé:

Esta semana foi de intenso trabalho para as Forças Armadas brasileiras. Um blindado com dois soldados armados de fuzis foi estacionado ao lado de um guindaste para carregar navios. Outros se colocaram diante do Museu do Amanhã, obra do arquiteto Santiago Calatrava, cartão-postal do Rio de Janeiro.
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Não é certo que não tenhamos em Março o Quarto PM Socialista. O que seria trágico, mas democrático e, de certa forma, um descanso. Ter a prova provada de que a doença é terminal proporciona alguma paz. José Mendonça da Cruz para o Observador:

Todos eles banhados em escândalos, Guterres foi reeleito e depois fugiu do pântano que criara, Sócrates foi reeleito e a bancarrota expulsou-o, Costa destruiu economia, educação e saúde e deram-lhe maioria absoluta. Os media têm um amor cego pela esquerda.

Deveríamos aceitar que temos transigido demasiado tempo com uma aberração: a de que quem tem a maioria no Congresso pode fazer o que quiser. Javier Benegas para The Objective:

Escuchar en jóvenes de poco más de 20 años que sí han estudiado, y no precisamente la Teoría crítica, sino carreras exigentes, que «este país no tiene remedio» es demoledor. Sin embargo, esta sentencia en boca de quienes aún tienen toda la vida por delante no es derrotismo. Es un baño de realismo.

Um dos paleoantropólogos mais respeitados do mundo oferece uma visão heterodoxa sobre seu trabalho como investigador, observando que a pré-história arrasta questões que nos interrogam sobre o presente, da mudança climática à nossa relação com a tecnologia. Entrevista a Guillermo Altares, do El País:

Pocas veces un descubrimiento cambia la historia de la humanidad y la imagen que los seres humanos tienen de sí mismos.

Briga na entrada da exibição do filme com atrocidades do Hamas ilustra como provas não interessam aos que fazem escolhas ideológicas. Vilma Gryzisnki:

Seria fácil dizer que o mundo artístico está dividido em relação à guerra desencadeada quando o Hamas atacou comunidades israelenses, mas isso não é verdade.

As manifestações de solidariedade, não ao governo, mas à nação israelense, brutalmente traumatizada, partem, na maioria, de artistas de origem judaica – e assim mesmo, nem de todos.

Neste momento, qualquer outra situação política é preferível, por mais frágil e limitada, desde que não envolva esta direção socialista. Rui Ramos para o Observador:

Não, o problema não é a justiça. É absurdo dizer que o Ministério Público derrubou o governo.

Não há nenhuma necessidade de salvar o planeta, o planeta não precisa de nós para se salvar. Henrique Pereira do Santos para o Observador:

Advertência: este texto estava escrito e entregue antes de Terça-feira. Isto é, não são os acontecimentos de Terça-feira ligados ao lítio e hidrogénio que motivam esta crónica, bem pelo contrário, esses acontecimentos são uma coincidência que ilustra, de forma totalmente autónoma, a tese do texto.

A política propriamenre dita é aquela que os cidadãos fazem organizadamente para conseguir um nível de concórdia e convivência. J. L. González Quirós para Disidentia:

El ideal de la sociedad perfecta es una de esas trampas que sirvieron para convertir el paraíso prometido en un infierno interminable.

Os jovens que se arvoram em defensores da liberdade e da igualdade deveriam estar atentos e temerosos com a expansão autocrática contra as democracias liberais, mas, paradoxalmente, o que vemos são estudantes e professores universitários vociferando contra Israel em nome de uma abstração chamada “causa palestina”.
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Alejandro Peña Esclusa, venezuelano opositor do chavismo desde o início do autoproclamado 'Socialismo do século XXI', dá entrevista a Álvaro Peñas, da revista Disidentia:

Alejandro Peña Esclusa, ingeniero, escritor, analista y consultor político. Pionero de las primeras protestas en su país en contra del régimen chavista, Peña fue encarcelado durante un año en El Helicoide (una prisión tristemente conocida por sus torturas) y a día de hoy sigue siendo un perseguido político.

Negar a chacina de civis e até atribuir os crimes aos próprios israelenses é muito mais que fake news, faz parte da guerra de propaganda. Vilma Gryzinski:

Tem gente que faz por ingenuidade, querendo se integrar com os amigos esquerdistas, tem gente que faz por profissão: manipular a informação e transformar vítimas em culpados é talvez o mais alto nível da guerra de propaganda.
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O trailer do Grande Sertão de Guel Arraes contém todos esses clichês temáticos do cinema de ficção, e vários outros da linguagem cinematográfica: as atuações “viscerais”, a câmera tremida, os close-ups exagerados, a favela estilizada puxando para uma cor. Josias Teófilo para a Crusoé:

A Paris Filmes lançou o trailer do longa-metragem Grande Sertão, apresentado como uma releitura do clássico de Guimarães Rosa.

A aberrante carreira reacionária do presidente 'progressista' pretende culminar em uma anistia aos golpistas catalães que dinamitaria o Estado de Direito. José Antonio Montano para The Objective:

Me imagino a Sánchez encantado con el panorama. Es, al fin y al cabo, su obra: esta España embrutecida, polarizada, barata, chapoteando (¡txapoteando!) a su nivel. Desmiente, desde luego, su relato de la concordia.

Quando se cumprem seis décadas da publicação de seu único romance, a Random House publica uma edição especial com belas ilustrações de Sonia Pulido e recupera o epistolário 'Cartas a minha mãe'.

António Costa deixa uma economia que se alimenta de duas coisas: turismo e impostos; uma, volátil; a outra, canibal. Sai na semana em que o Presidente do STJ declarou que a corrupção está crescendo. Alexandre Borges para o Observador:

Um dia, quando olharmos para trás, será estranho perceber qual foi o legado de António Costa.

António Costa foi o segundo primeiro-ministro que mais tempo governou no Portugal democrático.

As universidades públicas, os grandes grupos de media, e os partidos do regime, passaram décadas a promovê-los; e os delinquentes ocupam-se a destruir as bases do nosso bem estar.

Sem forte liderança para conduzir processo centralmente, energia foi gasta para acomodar dezenas de interesses de setores e regiões. William Waack:

A reforma tributária é um perfeito retrato do Brasil. Ficou longe do potencial, deixa muita coisa fundamental para depois, mas ainda assim traz uma sensação de alívio.

Tornou-se consenso que tão somente a simplificação de impostos já trará notável ganho de produtividade para empresas.
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Desde 1995, a direita só governou em emergência e apenas para repor a normalidade. É prioritário que agora construa uma visão de longo prazo, que quebre este modelo perverso. Alexandre Homem Cristo para o Observador:

António Costa entregou o país num pântano. Os serviços públicos de saúde estão em pré-colapso, com encerramentos sucessivos, excesso de mortalidade e carências que geram situações de chocante desumanidade.

O jornalista inglês Robert Fisk foi o maior correspondente de guerra de todos os tempos. Ian Sant'anna para a Crusoé:

Há três ou quatro anos, recomendei para os assinantes de minhas newsletters livros que foram úteis em meu trabalho no mercado financeiro.

Entre eles, A Grande Guerra pela Civilização – a Conquista do Oriente Médio (Editora Planeta, 2005), escrito pelo jornalista inglês Robert Fisk (1946-2020), considerado o maior correspondente de guerra de todos os tempos.

A Espanha está pavimentando o caminho para o inferno de uma democracia degradada, em parte porque os partidos políticos estão centrados na colonização do poder, não só institucional. Germán Teruel Lozano para Letras Libres:

“The economy, stupid”, fue el eslogan que repitió Bill Clinton en su campaña presidencial frente a G. H. W. Bush padre en 1992.

O cálculo do grupo terrorista é que o ataque rompeu status quo de Israel e abriu um novo capítulo na história do Oriente Médio. Ben Hubbard e Maria Abi-Habib para o NYT, com tradução para o Estadão:

Milhares de pessoas foram mortas em Gaza, com famílias inteiras dizimadas. Os ataques aéreos israelenses reduziram os bairros palestinos a extensões de escombros, enquanto os médicos tratam crianças em hospitais escuros e sem anestesia.

O poder do líder supremo iraniano supera em muito o que se poderia considerar um chefe de Estado à maneira ocidental. É, ao mesmo tempo, a máxima autoridade política e religiosa da teocracia iraniana. Nemesio Fernández-Cuesta para El Confidencial:

Creada en 1979, la República Islámica de Irán solo ha tenido dos líderes supremos. Ruhollah Jomeini, su creador, desde el inicio hasta su muerte en 1989, y Alí Jamenei, desde entonces hasta la actualidad.

Mas o que é um judeu? Essa é uma questão com a qual Herzl se bate no seu opúsculo. Herzl decididamente não era um religioso: não se deu nem mesmo ao trabalho de circuncidar o filho. Bruna Frascolla para a Gazeta do Povo:

A escalada do conflito em Israel voltou os holofotes para o sionismo. De um lado, diz-se que o sionismo é uma coisa essencialmente maléfica; de outro, diz-se que ser contra o sionismo é o mesmo que tatuar uma suástica na testa.

O direito à expressão se entroniza como o rei dos direitos. De repente, a democracia já não são as instituições, nem há uma ética que a sustente, nem importa a emancipação real do povo. A democracia é simplesmente votar. David Cerdá García para Disidentia:

Me encanta ver cómo una flor o un pequeño penacho de hierba crece a través de una grieta en el hormigón» —decía el ínclito humorista George Carlin— «Es tan jodidamente heroico».

A ética, e com ela os direitos humanos, se converteu em eficaz disfarce que ampara qualquer tipo de estratégia econômica, permitindo - perpetuando e legitimando - com isso a desigualdade global, a livre exploração e, sim, também as guerras.
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Se Milei fosse um adulto liberal completo, eu diria sem reservas para os argentinos votarem nele. Deirdre McCloskey para a FSP:

No dia 19 de novembro, você sabe, os argentinos vão escolher entre o peronista rotineiro Sergio Massa e o liberal radical Javier Milei.

Entre Massa e Milei, você poderia esperar que eu preferisse decididamente o liberal. Massa está empenhado com a esquerda e, de qualquer forma, o peronismo é esquerdismo misturado com fascismo.

Vivemos em um abismo suicida onde a violência, disfarçada de crenças religiosas, nos leva ao pior cenário: a morte do ser humano por outro ser humano. J. J. Armas Marcelo para El Cultural:

El mono asesino y salvaje que todavía llevamos dentro juega a matar con bombas cada vez más sofisticadas.

Ele é o palestino 'confiável', na falta de outra opção, mas vive sob risco da competição do Hamas e de alguma rebelião interna. Vilma Gryzinski:

Depois que a guerra da Gaza acabar, qual desses líderes ainda estará no poder: Joe Biden, Benjamin Netanyahu ou Mahmoud Abbas?

Biden está em queda acelerada de popularidade e pode simplesmente perder a reeleição no ano que vem.

A ditadura de Maduro convoca referendo para a população votar sobre anexação de mais de metade da Guiana; generais venezuelanos apoiam ação. Marcelo Godoy para o Estadão:

São cinco perguntas. Elas serão respondidas no dia 3 de dezembro pelos venezuelanos no referendo convocado pelo regime de Maduro para saber se o país deve anexar pouco mais da metade da vizinha Guiana.

O PS deve ser estudado. Gostava de ter a opinião de urologistas para saber se é possível fazer uma vasectomia ao Partido Socialista. É chegada a hora de o PS não produzir mais primeiros-ministros. Tiago Dores para o Observador:

“Enquanto Primeiro-Ministro, António Costa deu um contributo absolutamente fundamental para os avanços que o País somou ao longo dos últimos oito anos.”

Rede Social X, @psocialista

Chegou ao fim o trajecto de António Costa como primeiro-ministro. Que pena.

Galamba é uma entre várias figuras que unem Costa a Sócrates. Ter dois primeiros-ministros associados a este tipo de processos é uma mancha não só para o PS mas para todo o sistema político português.

É necessário mudança nas lideranças ou na postura das lideranças. Do PSD, CDS e IL. Pedro Passos Coelho é a personalidade que, no PSD, garante uma alternativa à direita, onde o Chega é incontornável. Nuno Simões de Melo para o Observador:

A área política à direita do PS parece órfã! Exceptuando o Chega, que se mantém unido à volta da sua liderança, com sondagens cada vez mais favoráveis e demonstrando uma enorme vitalidade, os restantes encontram-se perdidos nos seus labirintos.

Chelsea Follett resenha, para o Instituto Cato, o livro 'Manifesto capitalista', de Johan Norberg

Buenas noticias para los amantes del bipartidismo: incluso en el actual entorno político, cada vez más personas de ambos bandos están de acuerdo en algo. Por desgracia, se trata de una noción que, de ser incorrecta, podría socavar las políticas e instituciones que constituyen los cimientos del mundo moderno.

Professores que formularam uma das questões da prova conseguiram negar a ciência e ofenderam boa parte dos acadêmicos, técnicos, professores e pesquisadores que levaram o Brasil a ter duas grandes histórias de sucesso. William Waack para o Estadão:

Professores independentes que formularam uma das questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no último domingo, 5, praticaram uma dupla barbaridade intelectual.
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Moderados, especialmente conservadores, mostram mais otimismo quanto às chances de mulheres e minoriais raciais. Eli Vieira para a Gazeta do Povo:

Pessoas com crenças políticas mais extremas têm mais sinais de depressão, indicou um estudo da revista Skeptic publicado em julho, com quase três mil participantes americanos. Entre quatro gerações analisadas, os jovens são os mais afetados.

Gostamos de obras sobre o Holocausto desde que tenham uma mensagem 'positiva'. A crônica de João Pereira Coutinho para a FSP:

Da última vez que estive em Amsterdã, tentei visitar a casa-museu de Anne Frank. Não consegui. Os bilhetes estavam esgotados para os próximos meses. Leu bem, leitor. Meses.

Segundo parece, o último refúgio da adolescente judia recebe mais de 1 milhão de visitantes todos os anos. A culpa é do diário, que já vendeu dezenas de milhões de exemplares em todo mundo.
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Em 'Baumgarner' é citado todo o corpus novelístico do autor de 'Trilogia de Nova York'. Eduardo Lago para El País:

Se lee como un obituario, escrito por el protagonista de una vida cuyo fin se vislumbra muy cercano. El pasado marzo, la escritora Siri Hustvedt, mujer de Paul Auster, anunció que el autor tenía cáncer.

Ahed Tamimi ilustra uma das muitas camadas de problemas que Israel tem com populações árabes sob seu controle – sem falar em Gaza. Vilma Gryzinski:

A jovem Ahed Tamimi é uma mistura de princesa Mérida e Greta Thunberg, linda com sua cacheada cabeleira ruiva e criada pelos pais para defender uma causa com os maiores extremismos. Ganhou fama aos 16 anos por esbofetear um soldado israelense quase tão jovem quanto ela e muito controlado – não reagiu à agressão.

Foi detida e condenada.

Este é um negócio de sobrevivência de Pedro Sánchez, logo a interferência na Justiça só pode ser feita por alguém que não tem vergonha na cara. As questões judiciais não são um negócio político. Luís Rosa para o Observador:

1 Não sendo eu jurista, fui aprendendo os conceitos jurídicos básicos lendo e estudando processos judiciais de diferentes jurisdições, e aprendendo com magistrados, advogados ou professores de Direito que tive o prazer de conhecer ao longo da minha carreira.

Para desqualificar os judeus e o Estado de Israel, vale tudo: até comparar os judeus e o Estado de Israel – os judeus! o Estado de Israel! – à Alemanha nazista. Luciano Trigo para a Gazeta do Povo:

Muito oportuno, neste momento, o lançamento no Brasil de Os judeus não contam (Avis Rara, 2022), do roteirista e escritor britânico David Baddiel.

Que papel desempenhou a extrema-direita russa na expansão genocida de Moscou para a Ucrânia? Andreas Umland para o Observador:

O extravagante ideólogo russo Aleksandr Dugin é um protagonista frequente das investigações jornalísticas sobre as causas subjacentes à recente política externa de Moscovo. De barba comprida, voz sonora e extrovertida, Dugin é um orador telegénico que preenche o estereótipo do arquétipo do filósofo russo.

A entrevista foi publicada pelo jornal peruano La República e reproduzida pelo Instituto Independiente:

—El tema central de esta novela es la música criolla peruana, un tema que parece novedoso en tu obra, pero que en realidad no lo es. La música ha tenido una gran importancia en algunas de tus novelas, por ejemplo en ¿Quién mató a Palomino Molero? o en La tía Julia y el escribidor.

A questão 89 do Enem comprova o uso da educação e da cultura como arma de doutrinação ideológica do Estado. Xico Graziano para o Poder360:

No caderno de questões com a capa branca a pergunta sobre o agronegócio é a de número 89. Os itens são os mesmos para todos os candidatos, porém, a ordem é alterada conforme a cor da prova.

A questão 89 da prova de ciências humanas do Enem 2023 provocou revolta entre os estudiosos do agro brasileiro.
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A organização segue a cartilha da Quarta Teoria Política, criada e divulgada pelo filósofo russo Alexander Dugin, considerado um dos principais conselheiros de Vladimir Putin em seus projetos expansionistas. Omar Godoy para a Gazeta do Povo:

“Extrema direita disfarçada de nacionalista”. “Híbrido entre neonazismo e stalinismo”. “Facção neofascista infiltrada no PDT”. “Seguidores de uma ideologia inspirada no nazismo e no satanismo”. “Ameaça terrorista”. “Disseminadores de fake news pró-Rússia”.

'Um espião privado' mostra em certa medida o rosto oculto do escritor, ainda que tivesse "o dom epistolar de escrever muito e dizer pouco". O mais comovente é quando ele e sua mulher tiveram câncer durante a pandemia. Dwight Garner para o New York Review of Books, com tradução para El Cultural:

John le Carré receló desde el principio de la atención. Se apartó con estilo del caos político y literario en el mundo.

Como a esquerda – inclusive o PT e os que em torno dele orbitam – vai viver sob a dominação islâmica? Para que servem as pautas identitárias? Artigo do professor Denis Rosenfield para o Estadão:

A perversidade no uso das palavras é um sinal inequívoco da maldade. Sob o manto de um suposto humanismo, vagando em abstrações de cunho ideológico, esconde-se um propósito de aniquilação do outro mediante a violência.

Resistentes.
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Burocrata que deliberadamente não faz grandes gestos, o secretário de Estado americano tem um dos trabalhos mais difíceis do mundo.

Vivemos a chamada corrida pelo estatuto de vítima, sempre acompanhada pela competição para se ser a vítima-maior, levando a que se amplifique artificialmente o sofrimento. Patrícia Fernandes para o Observador:

1 A cultura do herói

Em A Mancha Humana, Philip Roth entrega ao professor de estudos clássicos, Coleman Silk, a famosa formulação sobre o início da literatura europeia:

“Sabem como começou a literatura europeia? Com uma discussão. Toda a literatura europeia nasce de uma briga.

Festival de besteiras sobre língua e racismo provoca riso e não contribui para a diminuição de desigualdades. Lygia Maria para a FSP:

Em seu Febeapá (Festival de Besteira que Assola o País), lançado em 1966, o jornalista Sérgio Porto, sob o pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta, criou um sofisticado mecanismo de humor que se baseava na reprodução de notícias com falas e atos de autoridades que, de tão absurdos, sequer precisavam de comentário para fazerem rir.
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A Espanha é formalmente uma democracia, mas está deixando, em marcha forçada, de ser um Estado de Direito. Fernando Savater para The Objective:

En un artículo reciente (La recesión encubierta, El País, 30/X/23), el destacado politólogo Moisés Naím se preguntaba: «¿Qué es el Estado de derecho? Pues una serie de instituciones que garanticen que la sociedad funciona sobre normas explícitas que se hacen cumplir imparcialmente.

Se uma guerra na América do Sul fizer parte da estratégia de Vladimir Putin ou Xi Jinping, Nicolás Maduro é o cara que colocará o seu país a serviço do plano de seus padrinhos. Leonardo Coutinho para a Gazeta do Povo:

A Guiana, ex-colônia britânica que divide com o Brasil 1.605 quilômetros de fronteira na região amazônica, transformou-se no novo Eldorado petroleiro. Desde que os primeiros poços de petróleo foram perfurados em 2015, a economia do país quadruplicou.
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O jornalista argentino-americano apresenta "Como sair do poço", um estudo sobre a felicidade como capital econômico. Entrevista a Andrés Pelayo Alfonso, do El Confidencial:

En términos futbolísticos uno puede pensar que los argentinos tienen que elegir entre dos tipos de personalidades en su adolescencia y seguir con ella hasta el final: el huracán emocional que fue Maradona o el sosiego vital del que siempre hará gala Valdano.

A rápida expansão da eutanásia no Canadá também pode estar mudando as normas sociais quanto à velhice. Muitos idosos passaram a se sentir pressionados a optar pelo suicídio assistido como forma de facilitar a vida da família.. Gabriel de Arruda Castro para a Gazeta do Povo:

Nunca foi tão fácil morrer no Canadá.

Um novo relatório do governo canadense mostra que o número de pessoas mortas em suicídio assistido atingiu o ponto mais alto desde a prática foi legalizada, em 2016.

A pós-modernidade, na segunda metade do século 20, trouxe a ideia de que tudo é narrativa e de que não existe verdade. Luiz Felipe Ponde para a Folha de São Paulo:

Na segunda metade do século 20, a filosofia apresentava ao mundo das ideias uma teoria segundo a qual a era do cansaço com longas narrativas tinha chegado. A pós-modernidade chegara e, com ela a morte das utopias modernas de racionalidade universal em favor do bem e da verdade.

O essencial não é conquistar o poder, mas manter-se nele, segundo o historiador holandês Frak Dikötter em seu livro "Ditadores". Rafael Núnez Florencio para El Cultural:

¿Qué tienen en común Mussolini, Mao, Ceaucescu o Mengistu? La respuesta obvia es que todos fueron dictadores pero, trascendiendo lo evidente, un análisis más incisivo detecta que el dictador se hace (se construye) en función de unas circunstancias complejas que sabe instrumentalizar a su favor.

O maior intelectual europeu publica uma monumental obra de 1.752 páginas sobre a história da filosofia, da qual ele próprio faz parte graças à sua teoria da democracia deliberativa.

A frustração dos americanos com sua democracia mostra os efeitos deletérios da polarização: ela conduz a um sistema político disfuncional, provocando a apatia ou a radicalização dos eleitores. Editorial do Estadão:

A democracia mais longeva, rica e poderosa do mundo está doente. Segundo pesquisa do Pew Research, só 4% dos norte-americanos pensam que seu sistema político está funcionando muito bem e 63% têm pouca ou nenhuma confiança em seu futuro.

O regresso do antissemitismo pode ser catastrófico para a Europa. A acontecer, o empobrecimento espiritual e cultural, a causa maior do nível de vida europeu, ficaria definitivamente posto em causa. André Abrantes Amaral para o Observador:

Stefan Zweig deixou-nos bem explícito como era a Europa em que nasceu. Ler ‘O Mundo de Ontem – recordações de um europeu‘ não é apenas um exercício de nostalgia de algo que não presenciámos, mas de que alguns de nós ainda ouviram falar.

Há uma ideia formada – também um preconceito – de que existia uma estabilidade de Países e Povos na região e que o estabelecimento de um Estado como o de Israel é que veio complicar tudo. Não é assim. Miguel Torre do Valle para o Observador:

Há cerca de 4 anos publiquei aqui no Observador, entre outros, um texto acerca da temática actual. Teve como título “Israel, o compasso e a esquerda Beluga”.

O colonialismo provocou enormas tragédias e cometeu crimes que não devem ser esquecidos, mas este conflito não é de caráter colonial e sua solução não tem nada a ver com a 'descolonização'. Ramón González Férris para El Confidencial:

Esta semana ha circulado un vídeo de 2006 en el que la filósofa Judith Butler habla sobre el conflicto entre Israel y Palestina.

Num mundo de nações desunidas e grupos destatalizados, num mundo religiosa e culturalmente disperso, pode haver Direito da Guerra e Direito na Guerra? Jaime Nogueira Pinto para o Observador:

Quem pode e em que condições pode declarar a guerra? Quais as regras que devem observar as partes em conflito – tipo de armamento, tratamento de prisioneiros, distinção entre combatentes e não combatentes? Num mundo de nações desunidas e grupos destatalizados, num mundo religiosa e culturalmente disperso, p

Ghazi Hamad explicó en una entrevista reciente que el objetivo del grupo terrorista es el exterminio de los judíos en Israel, una ideología que ya aparece en el manifiesto fundacional de Hamás.
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A dependência da propaganda leva a que as principais operações aconteçam nos “media” internacionais, quase sempre permeáveis a divulgar “informações” provenientes de uma organização terrorista. A crônica semanal de Alberto Gonçalves para o Observador:

Talvez a fim de celebrar a presidência do Fórum Social do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, que assumiu na quinta-feira, o Irão decidiu devolver ao Afeganistão os mais de cinco milhões de refugiados que fugiram dos talibãs.
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O padrão histórico: interesses concentrados ganham o jogo. Fernando Schüler para a revista Veja:

“O mercado é ganancioso demais”, disse Lula, naquele encontro com os jornalistas, para justificar por que não precisa ou não cumprirá a meta fiscal de zerar o déficit público, ano que vem. Lula sabe perfeitamente que não foi o mercado, mas o próprio governo, quem definiu as metas do novo arcabouço fiscal. Mas sabe também que o truque de culpar o mercado de qualquer coisa sempre funciona.
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É fácil ser contra Israel, difícil é retirar do nosso quotidiano tudo o que este país já nos deu. Difícil é pedir aos nossos amigos LGBTQIAP+ e amigas feministas para emigrarem para o Médio Oriente. Rute Sousa para o Observador:

Nos últimos dias, dezenas de manifestações de apoio à Palestina saíram às ruas em várias cidades do mundo. Até aí nada me chocou, mas a partir do momento em que os responsáveis por estes “movimentos” tentam virar o mundo contra Israel, a história passa a ser outra.

É indispensável que nada esteja acima das leis para que uma sociedade seja justa. E a sociedade que ignora este princípio está condenada à arbitrariedade.

No décimo aniversário deste fenômeno sem precedentes, que converteu seu autor em intelectual global, há razoável dúvida sobre o rigor do ensaio assinado por Yuval Noah Harari. Javier Sampedro para El País:

Hace 10 años que un oscuro profesor de Historia de la Universidad Hebrea de Jerusalén, Yuval Noah Harari, se convirtió en uno de los intelectuales más influyentes del mundo. La razón fue Sapiens.

Nos bastidores, os líderes árabes não radicais repudiam o Hamas. Vilma Gryzinski:

“Ouça minhas palavras: pode levar mais cinquenta anos para que outra liderança israelense faça uma proposta parecida.” Assim o primeiro-ministro de Israel na época, Ehud Olmert, tentou vender o plano de criação de dois estados que discutiu entre 2006 e 2008 com o palestino Mahmoud Abbas.

Sempre que teve de escolher entre a responsabilidade e a popularidade, Lula nunca titubeou. Haddad é o sacrificado da vez no altar do populismo lulopetista, outros certamente virão. Editorial do Estadão:

Os exegetas de Lula estão tendo trabalho dobrado desde o dia 27/10, quando o presidente resolveu queimar seu ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e dizer que a meta de déficit nas contas públicas “não precisa ser zero”.

Se o que De Gaulle pretendeu ao redigir a sentença em epígrafe foi expressar suas dúvidas quanto ao Brasil vir um dia a ser ‘um grande país’, penso que seríamos forçados a lhe dar razão. Artigo do professor Bolívar Lamounier para o Estadão:

Les grand pays le sont pour l’avoir voulu (Charles de Gaulle).

Quando fiz faculdade, as chapas para o Centro Estudantil se dividiam entre as de esquerda, as muito de esquerda, as de extrema esquerda, e as de esquerda até onde é possível ser de esquerda.

Em 1948 o rei Abdullah atacou Israel e anexou a Cisjordânia. Foi assim que a Transjordânia – a terra dos palestinos – se transformou em Jordânia, um estado que dali expulsou os palestinos. Jorge Almeida Bernardo para o Observador:

Basta ver o mapa para identificar uma fronteira natural óbvia – o Vale do Jordão, enquadrado pelo Lago de Tiberíades e pela grande depressão do Mar Morto – e compreender o pecado original.

Ex-membro do Mossad, Udi Levi afirma que os terroristas dispõem de uma infraestrutura formada por empresas de fachada em toda a América Latina, incluindo o Brasil. Eli Vieira para a Gazeta do Povo:

Catar, o rico pequeno país que sediou a Copa do Mundo FIFA em 2022, é a principal força subestimada e raramente mencionada por trás do financiamento do grupo terrorista Hamas.
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O prestígio de Voegelin deve-se à alta qualidade de suas teorias, ao sofisticado tratamento filosófico de problemas complexos e à exuberante produção literária em defesa das liberdades e contra ditaduras e Estados totalitários. José Pio Martins para a Gazeta do Povo:

Eric Voegelin nasceu em 1901, na cidade alemã de Colônia, e em seus 84 anos de vida produziu extensa obra de filosofia e ciência política.

Também entendo perfeitamente a tristeza de qualquer fã quando a coisa que ele considera tão boa cumpre sua sina de não durar muito: isso vale para podcasts, programas de TV, bandas de rock e até para relações interpessoais.

A disputa é menos sobre 'esquerda x direita' e mais sobre 'estatismo e liberalismo'. Fernando Schüler para a Veja:

Poucas vezes se viu uma eleição opondo candidaturas tão claramente distintas, como agora na Argentina. E não é porque Javier Milei parece um velho roqueiro, e Sergio Massa, um cantor de tango, um “milongueiro”, como me definiu um colega argentino, na outra semana. O ponto é que Massa expressa a quintessência do status quo da política argentina. O homem da “casta”.
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A crise de solidão pode piorar com a intervenção do Estado. James Peterson para Disidentia:

El cirujano general de Estados Unidos, Vivek Murthy, calificó el impacto de la soledad y el aislamiento como “devastadores”. Su informe de 83 páginas que acompaña al aviso define la soledad como “una experiencia subjetiva y angustiosa que resulta del aislamiento percibido o de conexiones significativas inadecuadas”.

Depois de passar um ano tentando acalmar o mercado oferecendo isenção fiscal para Rivotril, Lexotan, Frontal e outras medidas econômicas tarja preta, Fernando Malddad foi humilhado pelo presidente. Agamenon Mendes Pedreira para a revista Crusoé:

O mundo está em guerra, como sempre: palestinos matando israelenses, russos massacrando ucranianos, milicianos assassinando narcotraficantes e vice-versa, mas não necessariamente nessa ordem.
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Diziam que eram antipopulistas, mas, na verdade, eram simplesmente antiperonistas. Dante Augusto Palma para Disidentia:

Pese a lo que manifestaban las encuestas y luego del gran resultado obtenido en las internas abiertas, el fenómeno anarcocapitalista de Javier Milei tuvo un freno en las últimas elecciones generales de Argentina.

Nem diante de teocracias fascistas sob a sharia, como a do Irã, autocracias, ou melhor, cleptocracias como a russa, nos conseguimos unir para defender o Estado de Direito e as democracias ocidentais.

O historiador das ideias alemão sustenta, em seu livro 'Quanta verdade necessita o homem?', que os crimes do Terceiro Reich obedeceram a uma metafísica e a um propósito relacionado com a verdade: muito cuidado, pois.

A Alemanha colocou na ilegalidade atividades relacionadas ao grupo fundamentalista, mas há dúvidas sobre a efetividade da proibição. Vilma Gryzinski:

Por motivos óbvios, ligados aos horrores do passado não tão distante, a Alemanha sente uma responsabilidade especial em relação a Israel.

Em nova avacalhação com o País, Lula e Dino editam medida populista, de curto prazo, sabidamente ineficaz e que atribui a militares tarefa que não lhes cabe. Não tem como dar certo. Editorial do Estadão:

Parece até piada de mau gosto, mas é apenas o governo Lula atuando.

A derrota do Hamas interessa a todos, mas é tarefa de Israel. Os outros podem assim permitir-se o luxo de se sentirem chocados. Rui Ramos para o Observador:

Quando virem nos ecrãs as caras empoeiradas de crianças feridas na operação militar que Israel conduz em Gaza contra os terroristas do Hamas, pensem que há quem seja completamente indiferente ao sofrimento dessas crianças: é o Hamas. O Hamas sabia o que ia acontecer quando planeou o massacre de judeus de 7 de Outubro.

O Hamas não quer negociar, nunca quis, quer uma guerra total no Médio Oriente. Esperemos que Israel, mesmo com o atual chefe do governo, seja capaz de evitar cair nessa armadilha. Bruno Cardoso Reis para o Observador:

Diz uma canção que nenhum emigrante deve ser visto como ilegal na Europa. Mas aparentemente todo um Estado – Israel – e a respetiva população podem ser considerados ilegais, alvos “legítimos” da mais extrema violência terrorista.

A neurociência tem sobre si dilemas metateóricos e epistemológicos tão importantes quanto o dilema sobre livre arbítrio e determinismo. Luis García-Chico para Disidentia:

Desde la Declaración 6158 de 17 de julio de 1990 , realizada por el presidente de los Estados Unidos de América George H. W.

Deixar as coisas acontecerem para ver se elas se resolvem por si é um tipo de decisão. Mas não parece que está ajudando Lula. William Waack:

A indecisão como método tem custado a Lula um alto preço para governar. Além de piorar as expectativas de agentes econômicos e o funcionamento de instituições como o STF e o Ministério Público.
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Os mesmos que hoje criticam o Rei pelo simples fato de ser um cargo hereditário aplaudem, sem rubor, ditadores e tiranos. Manuel Llamas para The Objective:

«Anacrónico». Este es el principal argumento que blande la izquierda para tratar de justificar su rechazo frontal a la monarquía parlamentaria que rige en España como forma política del estado, tal y como consagra el artículo 1 de la Constitución.

Apesar dos contratempos recentes, o Velho Continente continua sendo muito melhor que suas versões anteriores. Timothy Garton Ash para El País:

Guardo como un tesoro una fotografía de mi esposa, Danuta, susurrando una pregunta existencial al oído de una piedra antigua en las laderas del monte Parnaso un día soleado de 2018. Danuta está consultando el oráculo de Delfos.

Em novo livro, duas mães ensinam como sobreviver a uma cultura hostil. Gabriel de Arruda Castro para a Gazeta do Povo:

O avanço da agenda woke tem levado cada vez mais famílias a optar por uma retirada estratégica: desmatricular os filhos da escola e mudar-se para uma cidade conservadora, em um estado conservador. Mas um novo livro se propõe a ajudar os pais que não podem ou não pretendem seguir esse caminho.

Ninguém deseja, pode ou deve minimizar o Islã, por isso mesmo deve cumprir o dever de fazer secar todas as sementes de violência instigadas por essa religião.

Traduzindo o terror: "Túneis são para nos proteger", disse um deles; "Vamos repetir o 7 de outubro", prometeu outro. Vilma Gryzinski:

Não tem media training para esse pessoal. Quando falam para os meios que consideram amigos, dirigentes do Hamas abrem o jogo sem disfarces.

Graças ao Middle East Media Research Institute, Memri, que vasculha entrevistas em árabe, farsi, urdu e outras línguas menos conhecidas em países ocidentais, essas palavras nos chegam em sua versão integral.

Sem receio de ser polêmico ou ofender sensibilidades, Jean-François Braunstein analisa, em "A Religião Woke", uma ideologia que começou como "excentricidade acadêmica" para "varrer o mundo ocidental".

Nenhum país faria diferente de Israel para capturar os terroristas que assassinaram cruelmente 1.400 cidadãos. Alguém exige que os terroristas se entreguem ou sejam entregues à justiça internacional? José Ribeiro e Castro para o Observador:

É difícil, senão impossível, não sentir dor e mágoa diante das imagens de civis atingidos pelos combates na faixa de Gaza. Percebe-se que o Hamas empola os números, como fez na farsa do Hospital Al-Ahli Arab.

Na cotação moral de Pedro Sánchez a Palavra vale zero, o compromisso eleitoral compete na mesma liga ética do papel higiênico e a Constituição é um mero obstáculo passível (e possível) de ser ignorado. Gonçalo Dorotea Cevada para o Observador:

Pedro Sánchez tem a capacidade – notável, diga-se – de mostrar, seja por falta de decoro, vergonha, ética, ou simplesmente por necessidade, que é possível descer, descer e voltar a descer o grau zero.

Ensaio de Dante Augusto de Palma, publicado por Disidentia:

En el epílogo del libro Pensadores temerarios, el politólogo estadounidense Mark Lilla recuerda una anécdota sobre Heidegger.

The Objective antecipa um capítulo do livro 'Contra el feminismo. Todo lo que encuentras odioso de la ideología de género y no te atreves a decir', de Teresa Giménez Barbat, que acaba de ser publicado na Espanha:

Naturalmente, si el feminismo fuera un movimiento que, como dice la RAE, postula el «principio de igualdad de derechos de la mujer y el hombre» ni yo ni casi nadie en esta parte del mundo tendríamos nada que objetar. Todos feministas.

Alguns jornalistas desceram ao pântano ao tentar mostrar que os terroristas não seriam tão cruéis assim e que até tratam bem seus reféns. Guilherme Macalossi para a Gazeta do Povo:

A jovem tatuadora e DJ alemã Shani Louk não sobreviveu ao ataque terrorista cometido pelo Hamas no dia 7 de outubro. A confirmação de sua morte veio por meio de uma nota publicada pela sua família e confirmada posteriormente pelo governo de Israel.

Murakami convida os escritores a baixar ao segundo porão da consciência para escrever com toda lucidez. J. J. Armas Marcelo para El Cultural:

Murakami nos invita a los escritores, en sus últimas declaraciones públicas, a bajar al segundo sótano de nuestra conciencia para poder escribir con toda lucidez. Un sótano oscuro donde se produce el milagro: la lucidez, ese punto de locura que nos hace distintos, un puñado en todo el mundo.

É necessária muita ignorância ou muita má fé para confundir o que não pode ser confundido. Ora, a maioria dos comentadores não é ignorante. Israel não é como a Rússia. E a Ucrânia não é como o Hamas. João Marques de Almeida para o Observador:

Já se esperava, mas aconteceu mais depressa do que muitos calculavam. A palavra MAS passou a estar ligada a Israel. Muitos condenam os ataques de 7 de Outubro a Israel, mas acrescentam sempre alguma coisa.

É possível um líder responsabilizado pelo despreparo que permitiu o ataque do Hamas comandar a guinada existencial que Israel enfrenta no momento? Vilma Gryzinski:

Benjamin Netanyahu não está possuído pela “insanidade” e nem quer “acabar com a Faixa de Gaza”.

Além de causar danos ao STF, cuja imagem popular não é das melhores. Editorial do Estadão:

Em tempos de acirramento político-ideológico e de incompreensão generalizada sobre o papel do Supremo Tribunal Federal (STF) no Estado Democrático de Direito, a Procuradoria-Geral da República (PGR) forneceu uma oportunidade para a Corte mostrar seu compromisso com a igualdade de todos perante a lei, sem pactuar com o corporativismo. Não convém desperdiçar o ensejo.
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Debaixo da pequena faixa costeira e dos seus mais de 2 milhões de habitantes existe uma vasta rede de caminhos subterrâneos, salas, celas e até estradas para veículos. Reportagem do Estadão:

Após mais de três semanas de uma guerra intensa entre Israel e o grupo terrorista Hamas, surgem questionamentos sobre em que momento as forças israelenses farão sua aguardada invasão da Faixa de Gaza.

O liberalismo é uma igualdade de permissão, não de renda ou oportunidade. Deirdre McCloskey para a FSP:

O "estatismo" diz que nossas vidas deveriam ser dirigidas, ajudadas, seguradas, garantidas, reguladas, geridas, restringidas, tributadas, recrutadas, executadas, induzidas pelo Estado. O estatismo de antigamente não se preocupava com o "deveriam". Simplesmente eram. Acostumem-se com isso. Seu rei, mestre ou marido lhe dizia o que devia fazer e tinha o chicote para se impor.

À medida que amadurecemos a relação com o digital vamos tomando consciência ponderada e universal sobre as vantagens do papel. Nela a experiência sensorial e cognitiva é una. O papel é paixão e razão. Pedro Filipe Silva para o Observador:

Ao mesmo tempo que a ciência demonstra as vantagens cognitivas e o menor impacto ambiental do papel face ao digital, há uma nova geração de leitores que descobre que o prazer de folhear um livro é maior do que a perceção háptica num ecrã.

Mercedes Cebrián resenha, para a revista Letras Libres, o livro de Jeremy Dauber, "O humor judeu. Uma história séria":

¿Qué buscamos en un ensayo sobre humor? Reírnos no parece ser la respuesta, pues destripar un chiste para analizarlo es la mejor manera de quitarle la gracia.

A Climáximo quer destruir o capitalismo para construir algo semelhante à utopia marxista, que levou à criação das piores ditaduras totalitárias na Europa. É o populismo no seu melhor. Luís Rosa para o Observador:

“O Governo e as empresa declararam guerra às pessoas e ao planeta. Estão neste preciso momento a matar milhares de pessoas, a despejar dezenas de milhões, a queimá-las vivas, a afogá-las.

A liberdade econômica produz riqueza e levou o mundo a um período de progressos sem precedentes. Gabriel de Arruda Castro para a Gazeta do Povo:

Duas décadas atrás, o historiador Sueco Johan Norberg fez sucesso com um livro que apresentava o capitalismo como superior a todas as alternativas. 'Em Defesa do Capitalismo Global' demonstrou como o avanço do livre mercado e do comércio internacional levou o mundo a um período de progresso sem precedentes.

Protestos e manifestações em defesa do Hamas e da Palestina demonstram a cegueira prevalecente em vários países ocidentais. Madeleine Kearns para a National Review, com tradução para a Gazeta do Povo:

Antes dos mortos serem enterrados, antes que um único refém fosse devolvido, antes de Israel lançar sua contraofensiva, protestos surgiram em todo o Ocidente em apoio à "resistência palestina", ou, como também é conhecido, ao Hamas.
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O pensador imita panfletos da nova direita, que decretam a morte do liberalismo e das democracias. João Pereira Coutinho para a FSP:

Certa vez, em Lisboa, um historiador brasileiro fez-me uma pergunta interessante. Se eu pudesse salvar um só livro da história do pensamento político antes de um grande desastre, qual seria?

Pensei uns segundos. Depois disse, naturalmente: "O 'Leviatã', do Hobbes".

O que faz a esquerda mundial? Impante, reitora do mundo, atua por forma a manter os civis palestinianos como escudo civil do Hamas. Empurra-os para o colo dos estrategas do seu sacrifício. José Ribeiro e Castro para o Observador:

Épreciso que a esquerda tome atenção ao que está a fazer. Refiro-me ao preconceito, cada vez mais assanhado, contra Israel e à parcialidade sistemática a favor dos seus inimigos, mesmo quando são terroristas e especialmente selvagens e cruéis.

Embriagado por seu niilismo, o escritor e filósofo utilizava as palavras para demolir e não para celebrar. Rafael Narbona para El Cultural: 

Cioran experimentó el mismo terror ante el cosmos que Pascal. El contraste entre la vastedad del universo y la insignificancia del hombre le resultaba insoportable. La existencia individual le parecía irrisoria desde la perspectiva del tiempo y el espacio. Desde su punto de vista, la vida no es solo fruto del azar.

Cenas espantosas retratam não só antissemitismo furioso, mas também risco de que o radicalismo estremeça muçulmanos da Rússia. Vilma Gryzinski:

“A Rússia se beneficiou do nosso ataque”, disse, com orgulho, Khaled Mashal, o ex-líder do Hamas que vive no exterior e continua a promover a organização. “Ele desviou as atenções dos Estados Unidos da Ucrânia”.

Não falta quem acredite que a Humanidade nasceu para viver em tirania, e que o período excepcional vivido nas últimas décadas mais não é do que um acaso do destino. Rodrigo Adão da Fonseca para o Observador:

“A liberdade é essa capacidade de fazer um início (…) de começar algo completamente novo”.

Em Israel não existem humanos, apenas soldados; não existem casas, apenas tanques; não existem mortos, apenas estatísticas. Não há mater dolorosa israelita neste conflito: toda a Pietà é palestiniana. Miguel Granja para o Observador:

Das centenas de disputas territoriais actualmente em curso no mundo, apenas aquela que envolve Israel surge sempre, e não por acaso, enquadrada em termos legais. Mais do que enquadrada – reduzida a, e armadilhada em, termos legais.
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Se você está mal, é por culpa exclusiva do seu vizinho que está bem, ou do grupo que ele representa. Você tem, portanto, o direito de odiar o seu vizinho e desejar que ele morra.

A campanha em São Paulo pode demonstrar que o eleitorado que anseia por moderação política não é desprezível. Diogo Schelp para a Gazeta do Povo:

As articulações para as pré-candidaturas à prefeitura de São Paulo nas eleições do ano que vem estão levando a uma divisão profunda da esquerda e da direita e tendem a pulverizar o eleitorado paulista.
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Não há absolutamente nada que se possa oferecer aos ditadores para que abandonem o poder. Branko Milanovich para Letras Libres:

En un interesante artículo que tuiteó ayer, Kaushik Basu analiza, con un modelo matemático, un viejo problema: cómo los gobernantes, una vez en el poder, no pueden abandonarlo aunque lo deseen, porque su camino al poder, y en el poder, está plagado de cadáveres que buscarán (metafóricamente) venganza si el gobernante dimite.

Isto nunca foi sobre conservação, ambientalismo ou sobre sustentabilidade. Isto é sobre a imposição de um “novo modelo de sociedade” – sem consumo, sem posses, sem classes, sem lei: marxismo. Cláudia Nunes para o Instituto Mises:

Algumas das metas a que se propõe o Pacto Ecológico Europeu dificilmente podem ser implementadas.
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A resposta “proporcional” é a que usa a força necessária e suficiente para alcançar o objetivo legítimo que, neste caso, é destruir a capacidade militar do Hamas. José Antonio Rodrigues do Carmo para o Observador:

A incursão terrorista de 7 de outubro, em Israel, tinha como objectivo declarado, matar, torturar, violar e sequestrar judeus. Não sou eu que o digo, é a Carta do Hamas que o preconiza e foi o que aconteceu.

A figura da vítima, hoje central em nossa forma de conceber o mundo, nos faz girar em círculos, como em uma caixa de música. A razão é simples: quem sofre não só carece de responsabilidade, mas também não necessita de justificação. Em certas ocasiões, sem motivo real, a vítima pode inclusive se converter em herói. Ricardo Dudda para Ethic:

En los días posteriores a cualquier derrota electoral, los políticos hacen autocrítica.

A perda de confiança no jornalismo está ligada ao abandono do factual e ao avanço do subjetivismo engajado. Quase sem perceber, alguns jornais sucumbem à síndrome da opinião invasiva. Carlos Alberto Di Franco para a Gazeta do Povo:

Proliferam notícias falsas e vivemos sob o domínio das narrativas. São compartilhadas acriticamente com a compulsão de um clique. Fazem muito estrago. Confundem. Enganam. Desinformam.

Tem muita gente desencantada com o jornalismo e fascinada com as redes sociais.

O Nobel peruano fabula sobre um expert em música 'criolla' que decide escrever a biografia de Lalo Molfino depois de ouvi-lo tocar violão. Rafael Narbona para El Cultural:

El ocaso de un escritor suele estar despojado de grandeza. Cuando me propusieron reseñar la última novela de Mario Vargas Llosa (Arequipa, 1936), temí que la edad hubiera menoscabado su talento. Además, el tema no me resultaba muy atrayente.

O PCC e o Hezbollah trocam experiências com armas, treinamentos militares e na capitalização para financiamento de ações criminosas. Reportagem de Juliet Manfrin para a Gazeta do Povo:

As conexões entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Hezbollah são investigadas no Brasil desde o ano 2000, mas só se tornaram públicas na última década após uma operação da Polícia Federal.

Existe o perigo tático, de entrar numa rede de 500 quilômetros sob a terra, e o estratégico, de que o Irã desencadeie seus comandados. Vilma Gryzinski:

Imaginem forças israelenses que avancem pela rede de túneis escavada debaixo da Cidade de Gaza e saibam que assim estarão, implicitamente, sacrificando vidas de reféns capturados pelo Hamas.

Provavelmente não existe dilema mais dilacerante no momento.

O desafio urgente é vencer o vazio político e o sentimento de frustração democrática. Sebastião Ventura Pereira da Paixão Jr. para o Estadão:

O desencanto com a política traz consigo a desesperança com a democracia. Há um sentimento de estafa no ar. As pessoas estão cansadas de acreditar num futuro melhor, mas apenas receber frustrações sequenciais. Diante das dores da realidade e das fundas complexidades do presente, a fuga para um imaginário mundo perfeito soa como analgésico geral.

No mesmo dia em que se confirmou a troca no comando da Caixa para por um indicado de Arthur Lira, a Câmara aprovou um projeto do governo para taxar contas em paraísos fiscais e fundos de investimentos usados por milionários. Diogo Schelp para o Estadão:

Em entrevista concedida em 2020, quase seis meses depois de sair da cadeia, Lula disse que o “beija-mão” e “o favor” fazem parte da cultura política brasileira e que distribuir cargos para governar é a prática em qualquer democracia.
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Academia não é lugar para dogmas e censura baseada em afetos, ainda mais em relação a hipóteses que nem de longe alcançaram unanimidade no campo científico. Lygia Maria para a FSP:

Num dos seus shows de comédia, Ricky Gervais disse que "A pior coisa que você pode dizer no Twitter hoje, que vai lhe causar cancelamento e ameaças, é que mulheres não têm pênis". O humorista alerta para o fato de como uma platitude tornou-se fala polêmica que pode ser interditada por acusações de transfobia.

Não devemos ignorar o poder da linguagem: vamos deixando que os novos vocabulários se apropriem do quotidiano e, quando nos apercebemos, já estamos deles cativos. Patrícia Fernandes para o Observador:

A Guerra & Paz Editores acrescentou recentemente mais um livro à sua coleção que vale a pena ter só pelo nome: “Os livros não se rendem”. Felizmente, os livros são quase sempre tão bons como o nome da coleção, o que facilita a decisão de compra.

Soldados israelenses evocam a tragédia de Massada, quando a última resistência aos romanos cometeu suicídio. Luiz Felipe Pondé para a FSP:

A Israel moderna nasceu do Holocausto e pode vir a perecer noutro massacre. Como seria o mundo dos judeus sem Israel? Esta é a intenção do Hamas: a extinção de Israel.

Façamos um exercício de imaginação irônica. As forças democráticas da resistência palestina, Hamas e Hizbullah, venceram a guerra e ocorre a ocupação.

Disponível no serviço de streaming da Lumine, o filme lançado em 2019 mostra como Peterson identificou, na origem, a emergência do politicamente correto na virada de 2010. Gabriel de Arruda Castro para a Gazeta do Povo:

O documentário Caos e Ordem: A Ascensão de Jordan Peterson conta uma história tão antiga quanto a de Sócrates, que morreu 2.400 anos atrás: ao buscar a verdade acima de tudo, um pensador acaba se tornando um inimigo do regime e se dispõe a pagar um preço alto por isso.

Nada impedirá que o peronismo se instale na Casa Rosada por mais uma década. Carlos Granés para The Objective:

A veces se dice que es camaleónico e incomprensible, pero los acontecimientos recientes parecen demostrar que el peronismo en realidad es indestructible. No es que tenga varias caras o varias facciones que conviven bajo unas mismas siglas y se reciclan en el liderazgo.

Coluna do filósofo Fernando Savater para The Objective:

No dudo que ustedes saben diferenciar a un buen profesional del periodismo de un chisgarabís amante de recurrir al morbo y los golpes de efecto falsamente audaces para fabricarse un rentable pedestal. Por si ahora no tienen un ejemplo a mano, les regalo éste: comparen la entrevista que en 2016 hizo Jordi Évole a Arnaldo Otegi con la muy reciente de Carlos Alsina al expresidente Rodríguez Zapatero.

A instantaneidade online exige redobrar o cuidado com as notícias. Quando elas podem ser armas de guerra, é preciso triplicá-lo, e quando podem ser armas de terroristas, quadruplicá-lo. Editorial do Estadão:

No dia 17 passado, uma notícia atingiu a opinião pública global como uma bomba: “Ao menos 500 pessoas foram mortas por um bombardeio israelense em um hospital de Gaza, dizem os palestinos”.

No tempo da ditadura do gênero, do eu sou o que sinto que sou, das pesso@s, as grávidas mostram que a realidade biológica não se compadece com efabulações e que só as mulheres são mães. Helena Matos para o Observador:

24 a 26 de Outubro de 2023. Tânia Pinto, de 32 anos, estava grávida de oito meses. Na terça-feira, 24, é informada numa consulta de rotina no Hospital Beatriz Ângelo que a filha não tinha batimentos cardíacos. Foi-lhe então administrada medicação para induzir o parto.

Seria a inveja do Julio Iglesias o que motiva a cantora mais rica do mundo? Alexandre Soares Silva para a revista Crusoé:

Imagine que, antes de você nascer, o Diabo se aproximasse de você e propusesse um pacto.

E o pacto seria este. Você vai ser mais bonito que a média. (Ok: bem, beeem mais bonito do que a média.) Logo ao sair da infância você vai receber pilhas de moedas de ouro, mais altas do que as pirâmides, e vai continuar recebendo pilhas cada vez maiores durante anos e anos e anos.

É intolerável que a imprensa ocidental tome por certa a informação que lhe proporciona o grupo terrorista, totalmente exagerada por motivos propagandísticos. Ricardo Dudda para The Objective:

No hay un día sin su manipulación o noticia incompleta. A veces no hace falta mentir, solo no contarlo todo. Por ejemplo, el otro día el secretario general de la ONU, Antonio Guterres, hizo varios comentarios bastante sensatos sobre Israel y Gaza.

As crianças do mundo liberal vão se parecendo cada vez mais com as crianças da Romênia comunista, que foram largadas em orfanatos estatais depois de os dirigentes resolverem aumentar a natalidade a qualquer custo. Bruna Frascolla para a Gazeta do Povo:

Em seu As sinhás pretas da Bahia: Suas escravas, suas joias (Topbooks, 2021), Risério desfaz muitos mitos das historiografias oficiais do Brasil. Um deles, ao qual se dá pouca atenção, é relativo ao casamento de escravos.

Daniel Espartaco Sánchez resenha, para Letras Libres, o livro 'Bêbados', de Edward Slingerland, ainda não disponível em língua portuguesa:

La reciente lectura de Borrachos. Cómo bebimos, bailamos y tropezamos en nuestro camino hacia la civilización (Crítica, 2023) de Edward Slingerland me recordó una película de artes marciales titulada El maestro borracho, estrenada en 1978.

O Hamas prefere cavar túneis para traficar armas, drogas e esconder foguetes a melhorar a infraestrutura de Gaza. Aliás, o Hamas transformou em fuselagem de foguetes quilômetros e quilômetros de tubos de metal que deveriam levar água para os palestinos. Luciano Coutinho para a Gazeta do Povo:

Ummah. É assim a romanização da palavra árabe que os muçulmanos usam para se referir à “comunidade” ou “nação” islâmica.

Guterres continua a ser o mesmo. Hoje, só há uma mudança de escala. A diferença entre o “pântano político” dos anos 2000 e o pântano moral desta semana é a distância que vai de Lisboa a Nova Iorque. Miguel Pinheiro para o Observador:

António Guterres é, reconhecidamente, um político que fala muito. Devidamente municiado com pilhas e com um microfone, pode ficar horas a discorrer sobre economia, sobre segurança social, sobre a paz no mundo ou, mais prosaicamente, sobre filatelia ou numismática.

O filósofo norte-americano, crítico das religiões e defensor das ciências, faz algumas confissões em suas memórias. Lola Galán para El País:

La mente no es otra cosa que “una colección de procesos informáticos como los de un ordenador, que se desarrollan sobre una base de carbono”. El tan amado “yo”, “un ‘centro de gravedad narrativo’, una ficción muy conveniente que nos permite integrar varias corrientes neuronales de datos”.

Lula não acredita que o governo conseguirá arrumar os R$ 168 bilhões em receitas novas para fechar as contas de 2024. Carlos Alberto Sardenberg para O Globo:

Todo mundo sabia que o governo não conseguiria zerar o déficit das contas públicas em 2024. Sem drama. No arcabouço fiscal, há previsão de desvios, com regras de correção.
2

São recursos provenientes de todo o mundo, inclusive da Itália, e que o antiterrorismo não consegue distinguir da ajuda humanitária que visa apoiar o povo palestino. Lorenza Formicola para La Nuova Bussola Quotidiana, com tradução para a Gazeta do Povo:

Há um fluxo de dinheiro que termina nos cofres do Hamas e que financia todos os tipos de operações terroristas, como o ataque a Israel em 7 de outubro deste ano.

Há quase vinte anos que Israel retirou de Gaza, mas Gaza permanece “ocupada”. E, pior, vítima de um bloqueio que limita o acesso a todos os bens essenciais exceto material para produzir “rockets”. A crônica semanal de Alberto Gonçalves para o Observador:

“Anti-sionismo”. O sionismo moderno nasceu no século XIX e foi popularizado por Theodore Herzl.

Nos cem anos da República turca, Erdogan, que apostou na conciliação entre a religião e o nacionalismo dos Jovens Turcos e de Ataturk, enfrenta os efeitos da crise israelo-árabe. Logrará resistir-lhe? Jaime Nogueira Pinto para o Observador:

Amanhã, dia 29 de Outubro, a Turquia faz cem anos como República independente.

Nada disso importa, porque certa militância vai continuar tratando Lula como se ele fosse Lule, mulher negre e trans, ou dando a ele carta branca para fazer coisas pelas quais qualquer outro homem branco em posição de poder seria cancelado. Ruy Goiaba para a Crusoé:

Confesso: não consigo deixar de rir a cada vez que os ditos progressistas tentam passar pano para Lula sempre que nosso Deus-Sol toma alguma medida meio complicada de classificar como progressista.
1

'Sobre os deveres', de Cícero, surge em nova tradução em língua espanhola: é o penúltimo livro que o sábio romano escreveu antes de os esbirros de Marco Antônio lhe cortarem a cabeça e as mãos. Álvaro Cortina para El Cultural:

La biografía intelectual de Marco Tulio Cicerón (106-43 a.

Eu entendo o presidente Lula que quer trazer a paz entre russos e ucranianos e palestinos e israelenses. Ele sabe muito bem que trazer a paz ao Rio de Janeiro ele não vai conseguir nunca. A crônica de Agamenon Mendes Pedreira para a Crusoé:

Estava eu sossegado, curtindo uma temporada em Israel, num sítio de um amigo meu que fica ao lado da Faixa de Gaza.
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A literatura da Irlanda nunca foi totalmente reconhecida, apesar de ter legado quatro prêmios Nobel e uma quantidade assombrosa de escritores fundamentais. Hoje em dia somos testemunhas de um novo renascimento de autores irlandeses que lutam contra o esquecimento de sua vasta tradição e de sua língua. Jorge Fondebrider para Letras Libres:

1.

No es fácil describir a qué se llama Irlanda.

O conceito, que é uma criação de ideólogos, não apresenta consistência suficiente a ponto de poder ser entendido como um grupo político. Paulo Roberto de Almeida para a Crusoé:

Ideias contam, afirmam os historiadores, o que parece ser confirmado pela própria história.

Pensem, por exemplo, no conceito de “luta de classes”, um corriqueiro lugar-comum dos historiadores franceses no seguimento imediato da grande revolução de 1789.

Pensar que a identidade é uniforme e invariável, e que a nossa experiência é incomunicável, não só é perigoso para a democracia: ataca também as premissas básicas do jornalismo. Marga Zambrana para Letras Libres:

Lugar: redacción de un medio digital estadounidense.

Fecha: cualquiera de las grandes reuniones políticas de Pekín en el último año.

Situación: Momento en el que hay que diseñar una animación satírica del líder chino Xi Jinping.

Quando Lampião foi morto, Oswald de Andrade declarou: “Não adianta. Mataram Lampião mas Gilberto Freyre continua vivo”. Josias Teófilo para a revista Crusoé:

Por muito tempo, Lampião (pernambucano de Serra Talhada) não pisou em Pernambuco. O motivo era a política, feita pelo governador Estácio Coimbra, instigada pelo sociólogo Gilberto Freyre. A ação governamental ia na fonte do problema do cangaço: atacava os coiteiros, aqueles que forneciam mantimentos aos cangaceiros.

A ONU não tem poderes supranacionais e só excepcionalmente cria forças de paz, que precisam da concordância dos mais poderosos. Vilma Gryzinski:

Adivinhem o que aconteceria se os Estados Unidos não tivessem poder de veto, usado 34 vezes para impedir resoluções condenando Israel.

Só de países muçulmanos, que naturalmente tendem a antipatizar com Israel, são 49.

Guterres tem o dinamismo de uma preguiça, a determinação de um catavento e a visão de uma toupeira. José Meireles Graça para o Observador:

A ONU é um prestigiado organismo à espera da III Guerra Mundial para decidir quem são os novos membros inamovíveis do Conselho de Segurança.

Tem inúmeras agências, entre especializadas e para administração de fundos e programas.

Diante de um massacre não há, não pode haver, relativismo moral. Eugénia Vasconcellos para o Observador:

Sejamos claros: a carnificina de 7 de Outubro perpetrada pelo Hamas contra a população civil de Israel não tem justificação. Iustificare significa tornar justo, isto é, demonstrar que algo é adequado segundo a lei e/ou a moral. Não há adequação possível. Ao horror do sofrimento ainda acresceu o manual de estilo e propaganda como a vimos no auto-proclamado Estado islâmico.

Saul Bellow visitou Jerusalém em 1976 para iluminar a realidade do complexo tecido de Israel, mas encontrou paradoxos e obscuridade. O livro que surgiu da viagem, resenhado então por Enrique Krauze, tem plena vigência hoje. Enrique Krauze para Letras Libres:

To Jerusalem and back

Saul Bellow

The Viking Press

Nueva York, 1976, 182 pp.

Si Saul Bellow hubiese escrito To Jerusalem and back antes de 1967, el libro habría pertenecido al viejo y desusado género de los libros de viajes y estampas.

O antissemitismo, a pior infecção da história, um concentrado de maldade de que é capaz o ser humano e que desembocou no Holocausto, goza de boa saúde. José Antonio Montano para The Objective:

Hasta los periodistas repiten que la primera víctima de la guerra es la verdad. A la idea esperanzadora de que ese aserto podrían usarlo de advertencia para extremar las precauciones, le sucede la comprobación pesimista de que lo utilizan como programa.

Pode-se ser profundamente crítico com o Ocidente, mas é preciso ter bem claro que vale a pena defender os valores da nossa cultura. Dante Augusto Palma para The Objective:

En tiempos donde la cuestión migratoria está en el centro del debate diario y donde algunos proponen discutir la identidad nacional española, su lengua y su integridad territorial, hay una categoría que, apenas mencionada, puede ayudar a comprender las razones profundas que derivaron en este escenario.

Há razões ideológicas para explicar o desvio de rumo de muitos setores da esquerda. As implicações disso vão muito além do conflito no Oriente Médio. Yascha Mounk para a revista Letras Libres:

El 7 de octubre el mundo fue testigo de la peor masacre de judíos desde el Holocausto. Cientos de asistentes a un festival de música fueron asesinados a sangre fría. Familias que se ocultaban en sus hogares fueron quemadas vivas.

Matt Salinger, herdeiro do enigmático autor de "O apanhador no campo de centeio", celebra os 70 anos de sua publicação e anuncia quando virão à luz os textos que não quis publicar em vida. Fernando Díaz de Quijano para El Cultural:

El mito en torno a la figura de J. D.

Atores e outros famosos são na maioria da linha contra Israel e sabem pouco sobre assunto, ao contrário da rainha jordaniana, que é palestina. Vilma Gryzinski:

“Acordei liberal em 7 de outubro e fui dormir conservador”.

Inefetividade da ONU é só espelho do processo de dissolução da ordem internacional que guerras em Israel e na Ucrânia expõem e aceleram. William Waack:

Diante do que promete ser a maior operação militar da recente história de Israel – a invasão por terra de Gaza, para exterminar a principal base do terrorismo do Hamas – é bem reduzida a possibilidade de interferência por parte de potências ou instituições “de fora”.

A experiência foi muito além da visita aos pontos turísticos. Conheci o ex-grande mufti (espécie de "bispo” islâmico) de Jerusalém, o prefeito (palestino) de Hebron e um ex-líder terrorista. Gabriel de Arruda Castro para a Gazeta do Povo:

São dez e meia da noite em uma quarta-feira de verão e as calçadas ainda estão cheias de pedestres quando a polícia isola um trecho da Rua Jaffa, o principal corredor comercial de Jerusalém.

Tentar obter seja o que for desta forma demonstra toques ditatoriais de uma minoria que quer impor, pela violência, sua vontade a uma maioria. Não se salva o planeta deitando a democracia pela janela. Lídia Pereira para o Observador:

Temos assistido nas últimas semanas a recorrentes distúrbios da paz social através de pessoas que se designam de “ativistas” pelo clima.

A lição que vem de Varsóvia confirma que a sobrevivência da democracia depende da separação da identidade conservadora religiosa do nacionalismo autocrático. Madalena Meyer Resende para o Observador:

Por duas vezes em menos de meio século, em 1989 e em 2023, a vitória da oposição na Polónia ressoa na Europa como símbolo da resiliência do espírito da democracia liberal e da liberdade. Não é para menos.

Schmitt alerta-nos para o pathos que demoniza o inimigo e legitima a guerra “justa” contra o mal e em nome do bem, como hoje se verifica entre aqueles que ativisticamente se posicionam nas guerras. Pedro Pinheiro para o Observador:

A guerra é o assunto dos dias de hoje. Se estranhamos que assim seja é porque, algures no século passado, acreditámos que havíamos atingido uma sociedade mais pacífica.

Comentários recentes de António Guterres foram a mais recente polêmica que colocou em lados opostos as Nações Unidas e o Estado de Israel — um fenômeno quase tão antigo como a própria ONU. André Filipe Antunes para o Observador:

As críticas de responsáveis máximos das Nações Unidas (ONU) a Israel não são um fenómeno recente.

Em artigo publicado pelo Instituto Mises, David Gordon discorre sobre as críticas de Thomas Sowell a John Rawls e seus seguidores:

Thomas Sowell nos deu uma crítica penetrante à abordagem da justiça adotada por muitos filósofos políticos, especialmente John Rawls e seus inúmeros seguidores. Sowell diz que eles constroem uma imagem de como a sociedade deveria ser, mas não perguntam se seus planos são viáveis.

Artigo de Carlos Rodríguez Braun, publicado pelo Instituto Cato:

Shlomo Ben Ami, diplomático e historiador israelí, le sugirió hace unos días a Rafa Latorre en La Brújula de Onda Cero que las cosas habrían sido muy diferentes si Gaza se hubiera convertido en Singapur. Probablemente sea verdad, porque los países pueden lograr la prosperidad si adoptan políticas económicas de apertura al mundo, y el liberalismo es incompatible con gobiernos terroristas que procuran aniquilar a sus vecinos.

Agora experimentem falar mal da direita... Aí um monte de brasileiro que se considera de direita vai se sentir pessoalmente ofendido. Bruna Frascolla para a Gazeta do Povo:

Pelo menos dois acontecimentos marcam o noticiário da semana: a eleição argentina e o atentado na escola em Sapopemba, Zona Leste da cidade de São Paulo. Quanto ao primeiro assunto, concluí que a direita brasileira hoje é trotskista sem saber.

O escritor e prêmio Nobel de Literatura publica em todo o mundo de língua espanhola seu vigésimo romance, 'Le dedico mi silencio', a história de um homem que sonhou com um país unido pela música. Entrevista a Irene H. Velasco, do El Confidencial:

A Mario Vargas Llosa (Arequipa, 1936) le gustan los números redondos, es evidente. El escritor y premio Nobel de Literatura 2010 publica mañana en todos los países de habla hispana su nueva novela, Le dedico mi silencio (Alfaguara).

O objetivo do regime iraniano neste momento, como ao longo da década recente, não é provocar uma guerra direta com o Ocidente e seus aliados, mas semear incertezas e instabilidades. The Economist, via Estadão:

Sinais de alerta de que a guerra de Israel com o Hamas pode vir a se tornar uma conflagração maior no Oriente Médio piscam por todos os lados. Os Estados Unidos mandaram uma segunda frota de ataque com porta-aviões, liderada pelo USS Eisenhower, ao Golfo Pérsico.

A ideologia woke é claramente totalitária, afirma Jay Richards em entrevista a Álvaro Peñas, da revista Disidentia:

El Dr. Jay W. Richards es director del Centro Richard y Helen DeVos para la Vida, la Religión y la Familia, e investigador en la Heritage Foundation.

O conflito provocado pelo Hamas deixou claro o matrimônio entre a esquerda e os islâmicos. Uma de suas manifestações é o antissemitismo. Esperanza Aguirre para The Objective:

Desde hace ya más de veinte años en Francia se ha empezado a utilizar el término «islamogauchisme» (islamoizquierdismo) para designar un movimiento político que está llevando a grupos y personas de izquierda a adoptar actitudes de apoyo a los islamistas y a cultivar, junto a ellos, un antisemitismo militante.

Com o poder de pressão que tem sobre o Hamas, a quem financia, o emir Tamim pode definir futuro de reféns — e de todo o Oriente Médio. Vilma Gryzinski:

Ser dono do Paris Saint-Germain e torcer pelo Vasco da Gama é apenas uma das excentricidades de Tamim Bin Hamad Bin Khalifa Al-Thani, o emir do Catar, um país de míseros 160 quilômetros quadrados, mas todos eles sobre imensas reservas de gás e petróleo.

Salários mais altos para os trabalhadores da indústria automobilística significam renda real mais baixa para os compradores. Que somos nós. Se os sindicatos forem eficazes, nós seremos prejudicados. Monopólio. Deirdre McCloskey para a FSP:

"Os sindicatos são monopólios."

Isso faz o sangue de qualquer um da esquerda ferver. Mas, visto desapaixonadamente como ciência econômica, é claro que é verdade.

É razoável – é humano – calar-se diante da morte de inocentes, à espera de uma ‘análise mais completa’ dos seus efeitos? Nicolau da Rocha Cavalcanti para o Estadão:

Na London Review of Books (The Compass of Mourning, 19/10/2023), a filósofa Judith Butler escreveu sobre as diferentes respostas possíveis à violência, refutando a ideia de que condenar a violência seria abdicar de compreender seu contexto – ou de que a busca por uma compreensão mais ampla de um ato significaria reduzir a indignação

O grande dilema de Israel será mesmo como lidar com uma operação militar previsivelmente prolongada em Gaza ao mesmo tempo que procura condições para a indispensável solução política para o conflito. Artigo do professor André Azevedo Alves para o Observador:

O bárbaro ataque terrorista em grande escala perpetrado pelo Hamas contra Israel no passado dia 7 de Outubro torna evidente que não há qualquer possibilidade de envolver o Hamas numa solução política para o conflito israelo-palestiniano.

Ao contrário de Israel, o Hamas mistura indiscriminadamente a população civil de Gaza com as suas forças armadas, esconde soldados e guarda armas em escolas, mesquitas e hospitais. João Marques de Almeida para o Observador:

1 Israel não ocupa Gaza, ao contrário do que muitos dizem. Israel abandonou unilateralmente a Faixa de Gaza em 2005, e nunca mais voltou a ocupar o território. Tem as fronteiras com Gaza fechadas, tal como o Egipto.

Israel viu-se confrontada com manifestações no Ocidente muito superiores em número de participantes, com um respaldo institucional em partidos e movimentos que estão no governo dos seus países. João Tiago Proença para o Observador:

Por mais que se queira evitar, e há boas razões para o fazer, é inevitável associar a tentativa de exterminar o povo judeu levada a cabo pelo nacional-socialismo e os acontecimentos no Médio Oriente. As relações históricas entre nazis e o mundo islâmico são antigas.

José Lasaga Medina resenha, para a Revista de Libros, 'Meu vizinho Montaigne', lançado em língua espanhola em 2021:

Este libro, difícil de definir, inventa su género, entre otras cosas, porque cuestiona las lindes que los cartógrafos de la literatura se empeñan en trazar. Intentemos precisar, no obstante, de qué se ocupa y cuáles son sus merecimientos.

A história, como disciplina científica, tem raízes no trabalho do geógrafo de Halicarnasso. Mas Heródoto foi, antes de tudo, um viajante incansável e um observador lúcido. David Lorenzo Cardiel para a revista Ethic:

«La fina lluvia había convertido el camino en un barrizal. Algunos carros estaban enfangados en el lodo, viajeros y boyeros empujaban con fuerza para desatascar las ruedas. Otros caminantes se habían apartado bajo algunos árboles y charlaban entre sí».

Matar uma adolescente por não usar o hijab não é defender uma doutrina. João Pereira Coutinho para a FSP:

Leio nesta Folha que Armita Geravand, a adolescente iraniana detida pela polícia do Irã, se encontra em "morte cerebral". A jovem de 16 anos terá sido espancada pelos verdugos do regime. Por qual delito?

O de sempre: não respeitar o código de vestuário dos aiatolás, que impõe às mulheres um trapo qualquer na cabeça.

Bárbaro? Não é preciso dizer o óbvio.

Há diferença entre defender tua liberdade frente às imposições da esquerda e atacar os grupos que esta utiliza como aríete contra o Ocidente. José Carlos Rodríguez para Disidentia:

La división entre izquierda y derecha, tan criticada, sigue teniendo eficacia. Particularmente, no me sitúo en ese eje porque me parece impreciso. Lo es a estribor, porque a babor la definición es muy clara.

Pelo menos uma em cada três mulheres sofre violência física e/ou sexual em algum momento da sua vida. Luciano Trigo para a Gazeta do Povo:

Há pouco mais de duas semanas foi noticiado o adiamento da visita ao Brasil da Relatora Especial da ONU sobre Violência contra Mulheres e Meninas, Reem Alsalem. Pesquisando sobre o tema, constatei que esse adiamento se dá no contexto de uma polêmica recente que envolveu a Relatora.

Fez-se a opção de dar credibilidade a uma súcia de bárbaros e não a um país democrático. Guilherme Macalossi para a Gazeta do Povo:

Desde que foi feito o primeiro registro da explosão ocorrida no hospital Al-Ahli, na Faixa de Gaza, parte considerável da imprensa ocidental passou a responsabilizar Israel acusando o país de massacrar os palestinos.

Nos temas dos quais não temos experiência direta, como em política externa e guerras, ficamos indefesos e somos vulneráveis à polarização. Marta Martín Llaguno para The Objective:

La cobertura de la masacre en el Hospital Al-Ahli en Gaza ha destacado el potencial bélico de la información más allá de los ataques armados. En tiempos de acción-reacción, la dificultad para llegar a la verdad aumenta la vulnerabilidad ante la propaganda. El problema se acentúa en contextos de conflicto.

As reflexões de Camus sobre a Argélia francesa não são um simples vestígio do passado. Servem de guia moral no atual conflito. Rafael Narbona para El Cultural:

1.Albert Camus ha pasado a la historia como un hombre justo y comprometido. Sin embargo, su posición respecto a Argelia ha suscitado muchas controversias.

A humanidade inteira sai perdendo com um antissemitismo tão virulento que mencionar o líder nazista não tem mais o tabu da história. Vilma Gryzinski:

As pessoas comuns, que não estão grudadas nas redes sociais o dia inteiro, apoiam Israel e acham que o país tem o direito de se defender, como mostram pesquisas feitas no Brasil e nos Estados Unidos.

Alguém que afirma não existir cultura de cancelamento ser vítima de cancelamento é como um negacionista do Covid apanhar Covid.

Com duas guerras à porta, a última coisa que nos faltava era este clima intelectual e mediático de guerra civil provocado por uma esquerda sonora cuja cabeça não saiu dos anos 70. Nuno Gonçalo Poças para o Observador:

É uma panela de pressão que começa a chiar com demasiado vigor. As sociedades europeias parecem hoje viver num ambiente de guerra civil não bélica que, apesar de não ter surgido agora, se avolumou com a acção terrorista do Hamas a 7 de Outubro, em Israel.

É evidente o patrocínio ou a instrumentalização de organizações terroristas de caráter transnacional por governos com interesses geoestratégicos. Fernando Reinares para El Confidencial:

Hablar de terrorismo es hablar de violencia, pero no de cualquier violencia. Un acto de violencia es terrorista cuando el impacto psíquico que provoca en una determinada sociedad o en algún segmento de ella excede con creces sus consecuencias puramente materiales.

Nem Massa nem Bulrich explicaram como pretendem restabelecer a confiança no peso a longo prazo. O único que tem realmente um plano contra a inflação é Javier Milei. Juan Ramón Rallo para El Confidencial:

El gran reto económico —y político— al que se enfrentará el próximo presidente de Argentina es evitar la hiperinflación y alcanzar una progresiva estabilidad de precios.

É fundamental praticarmos a nossa capacidade de escrita e continuarmos a escrever as nossas ideias em frases e parágrafos completos, para mantermos vivas as nossas competências analíticas e criativas. Anne-Laure Fayard para o Observador:

A escrita é uma competência crítica hoje e continuará a ser no futuro. Consigo imaginar-vos a franzir o sobrolho ou a encolher os ombros enquanto leem este texto, pensando que se trata novamente de uma daquelas afirmações ultrapassadas dita por uma académica.

O apoio de parte da comunidade universitária ao ataque do Hamas explicita distorção moral, temerária em ambiente acadêmico. Lygia Maria para a FSP:

Tão repulsivos quanto os ataques do Hamas a Israel foram os comentários que se seguiram à barbárie, inúmeros partindo daquela famosa instituição que há séculos tem o papel de produzir conhecimento e defender princípios civilizatórios como a ética e a liberdade: a universidade.
1

A desigualdade de renda em si não diz rigorosamente nada sobre o êxito ou o fracasso de um país: um país pode ser miserável e igualitário, outro pode ser próspero e desigual. Luciano Trigo para a Gazeta do Povo:

“Sem os 10% mais ricos, Brasil seria um país igualitário”, diz autor de novo livro sobre desigualdade.

Se Milei conseguir atrair oito de cada dez votos que foram para Bullrich, ele tem a chance de virar o jogo com uma margem apertada.

O caos do mundo, a violênia sem freios, são também a origem do pensamento utópico. Ricardo Cyuela Gally para The Objective:

Los marcianos de Tim Burton en Mars Attacks! anuncian que vienen en son de paz mientras disparan sin piedad a los ingenuos terrícolas que los reciben con guirnaldas. Lo mismo sucede con los aprendices de tirano que utilizan los mecanismos de la democracia para acceder al poder y luego la revierten.

Hamas é mero símbolo. Os verdadeiros responsáveis pela evolução sangrenta e fracassada da causa palestina são os países árabes e o Irã. Antonio Caño para The Objective:

A comienzos de la primavera de 1982 llegué a Beirut, enviado por la agencia EFE, para entrevistar a Yasir Arafat. La dirección de la Organización para la Liberación de Palestina (OLP), así como la mayoría de los combatientes fedayines, estaba entonces en el Líbano tras haber sido masacrados y expulsados de Jordania en 1970.

O objetivo do Hamas é criar um califado islâmico nas terras que eles consideram sagradas. Ou seja, não há espaço para a existência nem de judeus nem de cristãos. Artigo do professor Jorge Zaverucha para a Gazeta do Povo:

Parte da mídia (inter)nacional cobre o conflito entre Israel e o Hamas com um explícito viés anti-Israel. Por questão de espaço tratarei apenas da mídia brasileira.

Milei e Bulllrich somaram ampla maioria dos votos, mostrando que a direita não está condenada a perder sempre na América Latina. Vilma Gryzinski:

Reviravolta é pouco. Antes do resultado que deu a Sergio Massa o lugar triunfante no primeiro turno, o veteraníssimo ex-presidente uruguaio José Mujica havia resumido: “A Argentina é uma coisa indecifrável”.

Desinformação propagada por Lula, PT e seus satélites exige uma espécie de pequeno dicionário para analisar a junção entre a ideologia e a estupidez humana. Artigo do professor Denis Rosenfield para o Estadão:

A desinformação propagada pelo governo Lula, pelo PT e por seus satélites, como PSOL, PCdoB e MST, exige que se faça o esclarecimento do significado de certas palavras, sob pena de afundarmos no abismo moral.

Não se deve esquecer os princípios liberais fundamentais como o de as instituições e as regras sociais legadas pelas gerações anteriores serem cruciais para a autodisciplina e para uma vivência pacífica. Patrícia Fernandes para o Observador:

Quando nos debruçamos sobre temas difíceis, como o da tragédia do liberalismo, devemos começar pelas perguntas primordiais.

Todos sabemos que foi o Hamas que desencadeou este pesadelo, com a agravante de estar perfeitamente ciente de que estava a desencadeá-lo, mas a extrema-esquerda prefere fingir que não percebe isso. João Pedro Marques para o Observador:

O que se passa em Gaza trouxe-me à memória uma cena de Lawrence da Arábia, o filme de David Lean estreado em 1962. Trata-se de uma cena nocturna, já na parte final do filme, na qual o exército árabe, liderado por T. E. Lawrence, avança em direcção a Damasco.

O território de Israel e Palestina é, simultaneamente, o lugar para onde os judeus sonhavam voltar, a terra de Jesus Cristo e um dos locais mais relevantes da vida de Maomé — e continua sem paz.

Os 'malamatis', de um antigo movimento islâmico, viviam seu cotidiano como se nada soubessem acerca de Deus. Luiz Felipe Pondé para a FSP:

Não sou de modo algum especialista em mística islâmica, mas, por sorte, tenho alguns amigos que são. E, devo dizer, a mística islâmica é das mais belas no panteão das diferentes religiões.

"Não vim guiar cordeiros, vim despertar leões." Foi com esta frase que Milei definiu a sua vitória nas eleições primárias. Milei representa uma incerteza no curto prazo e uma esperança no longo prazo. Hugo Azevedo para o Observador:

Rola na Argentina um debate notável.

Enrique Krauze fala sobre o ataque do Hamas a Israel, em texto publicado por Letras Libres:

“La inscripción está ya en la pared,

y está escrita en tres idiomas:

hebreo, árabe y muerte”.

Yehuda Amichai

Escribo estas líneas con dolor, temor y temblor.

Al-Husseini, que se achava o líder máximo do Islã e do mundo árabe, foi à Alemanha porque havia ficado ouriçado com os primeiros relatos de execuções de judeus pelos nazistas e se ofereceu para colaborar. Foi recebido por Hitler. Leonardo Coutinho para a FSP:

Em novembro de 1941, enquanto a Europa ardia na Segunda Guerra Mundial, o Grande Mufti de Jerusalém, Haj Amin al-Husseini, foi a Berlim.

Ele voltou com seu nanismo exuberante, seu nanismo apoteótico, nanismo festivo, nanismo moleque. Orlando Tosetto para a revista Crusoé:

Nestes últimos dias, tenho andado preocupado com um assunto sério, grave mesmo, premente até: as reformas que a ONU vai ter que fazer em sua sede para se adaptar às necessidades especiais dos anões diplomáticos. Vai ter que construir rampas, ou rampinhas. Escadas com degraus mais baixos. Pedestais, ou pedestaizinhos. Tribuninhas. Pulpitozinhos.
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A reiterada condenação de Israel esquece que Gaza é algo mais que um território povoado por cidadãos inocentes. Antonio Elorza para The Objective:

«(…) me comprometo a combatir en la senda de Dios; mataré y combatiré, mataré y combatiré, mataré» (hadith que sirve de conclusión al capítulo 15 de la Carta fundacional de Hamás).

Diez días después de la invasión del 7 de octubre, la tragedia del hospital al-Ahli ha sido el mayor éxito de Hamás en la presente guerra.

Volta a se repetir o medo agourento de uma Terceira Guerra Mundial enquanto o universo se expande acima de nós, mas o nosso céu ao rés do chão tende a desaparecer. J. J. Armas Marcelo para El Cultural:

Mientras la ciencia nos señala que el universo se expande, el cielo va desapareciendo de Occidente. Una inminencia bélica lleva la memoria colectiva a episodios pasados ya muchas veces en la Historia del mono que parece no haberse terminado de convertirse en ser humano.

Embora vejamos ordem num passado que acabou e caos no presente que ainda corre estamos face ao fim de um mundo relativamente ordeiro, dominado por duas grandes potências que controlavam os seus campos. Jaime Nogueira Pinto para o Observador:

Um sinal da transição acelerada para uma ordem mundial multipolar está na multiplicação de conflitos periféricos que se juntam aos principais.

A estratégia deve ser a entrada em Gaza por terra. O bombardeio aéreo indiscriminado custaria a vida de muitos inocentes. Catarina Rochamonte para O Globo:

Há uma meta a cumprir na guerra Israel-Hamas: a eliminação do grupo terrorista que invadiu Israel, exterminou e sequestrou civis. Ceder agora é ser passivo diante da monstruosidade perpetrada, é condescender com a barbárie.

O direito de resposta de Israel à ignomínia a que seu povo foi exposto é inegável.

Com os dois pés no abismo, a Argentina prefere soluções mágicas. Vilma Gryzinski para a Veja:

Como sempre acontece em países sem estabilidade, o assunto mais falado na Argentina — fora o funcionário estadual que se enredou em ostentação explícita com uma modelo erótica num iate chamado Bandido — é o day after ao primeiro turno da eleição.
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Essa gente não se importa com o sangue de quaisquer inocentes, exceto na medida em que lhe permita apontar culpados e logo que, com ou sem fundamento, os culpados sejam israelitas. A crônica semanal de Alberto Gonçalves para o Observador:

De acordo com as notícias, Gaza está permanentemente à beira de ficar sem água, sem comida, sem electricidade, sem combustíveis e sem medicamentos. A única coisa que Gaza parece ter em abundância são “rockets” para despejar em território israelita.

Os humoristas precisam ter liberdade inclusive para errar; não vejo outra alternativa a isso que não configure censura prévia. A crônica de Ruy Goiaba para a Crusoé:

João Cabral de Melo Neto, o Garoto Enxaqueca da poesia brasileira (literalmente: ele sofreu de enxaqueca por décadas), também sabia contar piada, por incrível que pareça.
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Por essas e outras, rezo para Jeová e Alá todos os dias para que esse conflito bárbaro chegue ao fim. Mas uma coisa é certa: essa guerra só vai acabar quando judeus e palestinos conseguirem convencer o GugaChacra a dar uma penteada no cabelo. Agamenon Mendes Pedreira para a Crusoé:

Graças a Jeová, moro num país tropical, abençoado por Alá e bonito por natureza! Aqui não tem maremoto, terremoto nem furacão…só enchente. Aqui não tem Hamas, Hezbollah, Al Qaeda.

A inércia diante deste horror terrorista acontece porque estamos cercados. Exemplo paradigmático é Carmo Afonso. No X, o antigo Twitter, é muito chamada, por estes dias, de “Carmo Fiambreira Afonso”. José Ribeiro e Castro para o Observador:

Grande é o poder do Hamas que nos cerca no nosso próprio país. Um pouco por todo o mundo também.

Um cientista político norte-americano diz que a ideologia identitária explica por que muitos progressistas aprovam ou justificam os crimes perpetrados pelo terrorismo palestino. Jerônimo Teixeira para a revista Crusoé:

O jornalista de um site petista disse que, embora se possa discordar das “políticas e métodos” do Hamas, o grupo palestino cumpre um papel importante na luta contra o “Estado colonial de Israel” – e concluiu afirmando que não importa o pelo do gato, desde que ele cace ratos.

Aqueles que querem censurar o Twitter não o fazem para frear a mentira, mas para cercear a difusão da verdade e impedir que os removamos de suas poltronas. Javier Benegas para The Objective:

El imaginario ataque israelí al Hospital Al-Ahli (Hospital Bautista) de Gaza constituye una de las páginas más negras del periodismo.

A convivência entre razão e fé marcou intelectualmente o desenvolvimento e o conhecimento de dois mundos que conseguiram conciliar numerosos investigadores. José Manuel Sánchez Ron para El Cultural:

Se cumplen ocho años desde que inicié esta andadura en El Cultural. He tratado en mis artículos multitud de cuestiones, siempre relacionadas con la ciencia, pero nunca me he ocupado de un tema que, estoy seguro, interesa y preocupa a muchos, el de las relaciones entre ciencia y religión.

O dogma de Montaigne não reconhecer que a pobreza é resultado de não produzir riquezas. José Azel para o Instituto Independiente:

Michel de Montaigne (1533-1592), que concibió el ensayo como género literario, fue uno de los más eruditos y escépticos filósofos humanistas del siglo XVI. Personificó el espíritu del Renacimiento francés de abrazar dudas sin reservas.

O prêmio Nobel regressa com a história de um apaixonado pela música 'criolla', em busca do livro perfeito para contá-la. El País adianta um extrato do primeiro capítulo do romance:

¿Para qué lo habría llamado ese miembro de la élite intelectual del Perú, José Durand Flores? Le habían dado el recado en la pulpería de su amigo Collau, que era también un quiosco de revistas y periódicos, y él llamó a su vez pero nadie contestó el teléfono.

Quem quer ter uma posição equilibrada, levando em conta os múltiplos dilemas da guerra Israel-Hamas, precisa ter em mente algumas considerações. Vilma Gryzinski:

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e Benny Gantz, o homem que chamou para compartilhar o governo de emergência — e a quem a maioria dos israelenses gostaria de ver em seu lugar — já avisaram que a guerra vai ser longa. Obviamente, com vítimas múltiplas e desdobramentos ainda insondáveis.

Para o fundador do Instituto Mises Brasil e um dos principais pregadores das ideias libertárias no País, é ‘surpreendente e excitante’ a possibilidade real de o candidato à presidência da Argentina se tornar o primeiro presidente anarcocapitalista do mundo. Entrevista a José Fucs, do Estadão:

O fundador e presidente do Instituto Mises Brasil, Helio Beltrão, é um dos principais pregadores das ideias libertárias no País.

O historiador mexicano, editor da revista Letras Libres, conversa com Luis Prados de la Escosura, do jornal espanhol The Objective, sobre antissemitismo, populismo e o futuro do México:

Escritor, ensayista y sobre todo historiador, Enrique Krauze (Ciudad de México, 1947) es desde hace mucho tiempo una de las voces más rotundas e valientes en defensa de la democracia liberal en América Latina y un tenaz crítico de todos los caudillos y mesías populistas que pretenden interpretar en exclusiva la

As boas empresas contribuem para a sociedade tendo em linha de conta todos os grupos de interesse em jogo, embora em nome de um objetivo último: o lucro. Alexandre Mota para o Observador:

Há cerca de um ano, nesta coluna, foram publicados dois artigos (aqui e aqui) que abordaram a temática ESG (environmental, social, governance).

Desde então, na economia, na política, na academia, na imprensa e em várias situações da vida social multiplicaram-se exemplos dos avanços da Cultura Woke.

Prioritário, para os EUA e a Europa, deve ser limitar os riscos de escalada. Mas o Médio Oriente é a região onde um pessimista acha que as coisas não podem piorar, e um otimista acha que podem, sim. Bruno Cardoso Reis para o Observador:

O grupo terrorista Hamas assumiu total controlo de Gaza, em 2007, eliminando toda a oposição. Esse território não está sob ocupação militar de Israel, não tem colonatos desde 2005.

Em 'Os assassinos da lua', o mais recente filme de Scorsese, a potência das imagens que vemos é superada por aquelas que não vemos, e delas se desprendem perguntas inquietantes em torno das vítimas de uma conspiração infame. Luis Reséndiz para Letras Libres:

Por estos días se cumplen cuatro años de que Martin Scorsese presentara la conferencia David Lean, en la sede de la BAFTA, la Academia Británica de Cine y Televisión.

Eli Vieira comenta, em artigo publicado pela Gazeta do Povo, as barrigadas da imprensa na cobertura da guerra:

Foi a maior barrigada — termo jornalístico para a publicação de informações incorretas — da imprensa ocidental desde o começo da guerra Israel-Hamas no dia 7 de outubro, iniciada por um ataque do grupo terrorista a civis.

Em artigo publicado pelo Instituto Cato, Clark Packard observa que o declive chinês se deve ao retorno à economia planificada, à política industrial e à virada autoritária em seu sistema político:

Desde finales de la década de 1970, cuando el presidente chino Deng Xiaoping inició una cierta liberalización orientada al mercado, el país ha seguido una trayectoria económica ascendente.

Os euroasiáticos têm cerca de 2% de DNA de origem neandertal, enquanto os asiáticos tem de 8% a 24% a mais. Eva Rodríguez para The Objecive:

Hace alrededor de 50.000 a 70.000 años el hombre moderno llevó a cabo su principal ola de expansión fuera de África, es la teoría denominada Out of Africa. Al llegar a Europa, en esta región se toparon con los neandertales, que llevaban cientos de miles de años viviendo en la parte occidental del continente euroasiático.

O filósofo britânico, um dos pensadores políticos mais influentes das últimas décadas, analisa o conflito no Oriente Médio e afirma que o populismo é uma reação às políticas liberais. Entrevista a Rafa de Miguel, do El País:

Hay una cierta coherencia en la idea de nadar siempre a contracorriente. En la persistencia de un discurso contestatario frente a las ideas de moda, aunque los cambios de opinión acaben reflejando paradójicamente una imagen de incoherencia. Así es John N.
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A experiência histórica foi traumatizante, com uma trilha de guerras civis em países árabes que abriram as fronteiras aos vizinhos problemáticos.

A solução de dois Estados não é uma possibilidade sequer discutível para os terroristas que governam Gaza com mão de ferro. Marcos Knobel e Daniel Kignel para o Estadão:

Não há afirmação mais equivocada do que dizer que existe um conflito permanente entre israelenses e palestinos. A guerra declarada por Israel na última semana, após sofrer o ataque terrorista mais devastador de sua história, não tem por objetivo combater os palestinos.

O Hamas matou à traição centenas de civis, assassinou famílias inteiras, raptou idosos e crianças, e a primeira reação de meio mundo bem sentado longe de tudo foi dizer “ah, mas Israel”.

Não me lembro do nome do atleta, mas a história ficou-me sempre como o sintoma de que uma forma qualquer de humanidade tinha mudado para sempre. Na véspera de uma final olímpica, um australiano, favorito à vitória, perdeu o pai.

Cubram-se de vergonha os meios de comunicação social que embarcaram imediatamente na narrativa do "bombardeamento de Israel" e da contagem apressada e não verificada de "mais de 500 mortos". André de Serpa Soares para o Observador:

A noite de terça-feira começava com uma notícia revoltante. Israel tinha bombardeado um hospital em Gaza, matando mais de 500 pessoas.

Em nosso mundo, mentir sobre qualquer assunto, a fim de alcançar um objetivo, converteu-se em algo tão natural quanto respirar. Javier Benegas para The Objective:

Cada vez más personas se sienten desconcertadas por la sucesión de crisis que, primero, se manifiestan en su forma material, a través de la economía, para después golpear con fuerza las instituciones políticas y la confianza en el sistema.

Artigo de Eduardo Marty, publicado pelo Instituto Independiente:

Ludwig Von Mises (1881-1973) fue el economista más destacado de la Escuela Austriaca de Economía (Hayek-Menger-Bohm Bawerk).

Filósofo estoico à frente de uma das nações mais poderosas de sua época, Marco Aurélio dedicou grande parte de suas reflexões sobre uma vida boa. David Lorenzo Cardiel para a revista Ethic:

Antes de que la agonía derrotase los últimos vestigios de su conciencia, Marco Aurelio llamó a sus generales, a sus hombres de confianza y a sus allegados para despedirse uno por uno.

Chega postumamente à Espanha a biografia de Hélène Carrère d'Encausse sobre a ativista, embaixadora e escritora russa. Lourdes Ventura para El Cultural:

“A veces siento que la vida me ha robado el regalo de las lágrimas, pero esta mañana, leyendo sobre el heroísmo de los españoles, no he podido parar de llorar”.

Sofrimento da população é resultado de triste realidade: sem cerca, havia atentados terroristas constantes, quando ela caiu, vimos o resultado.
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Mesmo num grande exército as ordens do topo não determinam totalmente o resultado. Deirdre McCloskey para a FSP:

Minha prima Anne, muito inteligente, bem-intencionada e atenta, me disse um dia: "Uma economia moderna complexa precisa de regulamentação complexa".

A maioria das pessoas atentas acredita nisso. Essas pessoas acreditam que a única maneira de uma economia alcançar a ordem é a forma como uma pessoa sozinha alcança a ordem, ou uma família, ou um exército.

O Irã é o grande problema do Médio Oriente. Faz guerras, provoca revoluções, apoia movimentos terroristas e impõe uma ditadura totalitária à população (onde jovens e mulheres são verdadeiros heróis). João Marques de Almeida para o Observador:

1979 é um ano chave para se entender muito do que se passa no Médio Oriente e em Israel. Em Fevereiro desse ano, deu-se a revolução iraniana com a subida ao poder do regime Islâmico radical e do supremo leader, Ayatollah Khomeini.

Os dirigentes israelitas não podem ficar quietos porque isso significaria o fim do país tal como o conhecemos. Mas não é óbvio o que fazer pois, do outro lado, estão facções que se detestam mutuamente. Jorge Fernandes para o Observador:

Começo este artigo com um truísmo: o Hamas venceu. Aconteça o que acontecer daqui para a frente, será impossível Israel clamar vitória política e, acima de tudo, moral no Médio Oriente que emergirá depois do dia 7 de Outubro.

Golda Meir, cujo filme está agora nos cinemas, resumiu em poucas palavras a essência do atual e eterno problema: “A paz virá quando os árabes amarem as suas crianças mais do que nos odeiam a nós”.

Reportagem de Fábio Galão para a Gazeta do Povo:

A escritora britânica J. K. Rowling, autora dos livros da série “Harry Potter”, pediu nesta segunda-feira (16) a libertação de uma fã autista sequestrada em Israel pelo grupo terrorista Hamas.

No domingo (15), a conta oficial do governo de Israel no X havia publicado a foto da jovem de 12 anos, Noya Dan, e pedido que Rowling compartilhasse a mensagem.

Reproduzo aqui o tuíte que reproduzi da autora no X. Basta de tentar relativizar inclusive a biologia.

Para derrotar o terrorismo, Israel precisa neutralizar a estratégia do Hamas, baseada na incitação ao ciclo infindável de violência. Diogo Schelp para a Gazeta do Povo:

A estratégia é manjada, mas a cada vez que é repetida, obtém-se o velho e previsível resultado.

Enquanto a batalha estiver em jogo, a verdade, a liberdade de informação e a realidade continuarão a ajustar-se aos interesses de todos aqueles que a controlam. Afonso Javier Ussía para The Objective:

De todas las cosas que dicen las redes sociales, la más reveladora es lo que dicen de uno mismo. Sin darnos cuenta, o en algunos casos, intencionadamente, los clientes del bar van reflejando sus opiniones de todos los acontecimientos que pasan por la barra.

Onde estamos quando lemos? Ramón Andrés para El Cultural:

Un grato libro de Pascal Bruckner, publicado hace poco, Subir a la montaña, se pregunta: ¿adónde va lo blanco cuando la nieve se deshace? Esta sutil cuestión nace en los versos de Shakespeare sobre el olvido que somos. Esto despierta en mí la necesidad de un juego que me lleva a imaginar dónde va el lector, qué camino emprende después de leer un libro que lo es de verdad, me refiero al que comporta una enseñanza.

O diretor, prestes a completar 81 anos, oferece pistas de "Os assassinos da lua", filme protagonizado por Leonardo DiCaprio e Robert De Niro. Javier Juste para El Cultural:

Martin Scorsese cumple el 17 de noviembre 81 años, pero no ceja en su empeño de mostrarnos el lado oscuro de la historia de Estados Unidos, una historia marcada por el crimen y la violencia.
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