A Polícia Federal prendeu o juiz Sérgio Humberto de Quadros Sampaio, da
5ª vara de Substituições da Comarca de Salvador, em um desdobramento da
Operação Faroeste, que apura um esquema de vendas de sentenças
relacionadas à grilagem de terras no oeste do estado, que afastou o
presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e mais cinco
magistrados. A prisão ocorreu na manhã deste sábado (23) e é válida por
cinco dias. De acordo com a Polícia Federal, o mandado de prisão
temporária do juiz foi expedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ),
que também expediu o mandado de prisão temporária de José Valter Dias,
que não foi localizado pela polícia. José Valter Dias é apontado como um
dos maiores proprietários de terra do oeste baiano. O juiz Sérgio
Humberto de Quadros Sampaio estava afastado do trabalho desde a última
terça-feira, quando começou a operação. Ele e outros quatro
desembargadores, entre eles o presidente do TJ-BA, Gesivaldo Britto, são
investigados no suposto esquema de venda de decisões judiciais, além de
corrupção ativa e passiva, lavagem de ativos, evasão de divisas,
organização criminosa e tráfico de influência no estado. Segundo a
decisão do STJ, essas duas prisões só foram decretadas agora porque os
dois suspeitos não foram encontrados durante as buscas realizadas na
última terça-feira. O ministro Og Fernandes destaca que a medida foi
necessária para preservar a investigação e evitar fugas. Ainda de acordo
com a decisão do STJ, o juiz Sérgio Humberto mantinha uma vida de luxo
em uma residência avaliada em R$ 4,5 milhões e aluguel mensal de R$ 10
mil, fora a taxa condominial. Foram encontrados na casa do juiz quatro
carros de luxo, entre eles um porsche e uma BMW, além de três relógios
rolex e joias. Segundo o ministro Og Fernandes, esse patrimônio
ultrapassa o patamar normal financeiro de um servidor público. O G1 não
conseguiu contato com a defesa do juiz preso neste sábado até a última
atualização desta reportagem. (G1)
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