MEDIÇÃO DE TERRA

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segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Índice de Mobilidade Corporativa anuncia empresas com melhores práticas de transporte no Brasil


Deloitte, Mutant e ALD Automotive tiveram as melhores notas e foram premiadas por adotarem políticas de mobilidade corporativa eficiente
São Paulo, novembro de 2019 – Os vencedores do primeiro Índice de Mobilidade Corporativa, que tem patrocínio da 99, foram divulgados nesta quinta-feira (7), no evento Welcome Tomorrow, no SP-EXPO. A iniciativa visa consolidar e avaliar as melhores práticas das empresas acerca da mobilidade de seus colaboradores e criar um ranking de mobilidade corporativa. Em primeiro lugar, foi eleita a Deloitte, seguida da Mutant, em segundo, e da ALD Automotive, na terceira posição.
Segundo Gustavo Gracitelli, CEO do Bynd, startup realizadora da pesquisa, a escolha das empresas vencedoras deve-se a uma metodologia que levou em conta diversos fatores. “O Índice de Mobilidade Corporativa avaliou que em 2019 essas foram as melhores empresas, considerando fatores como entorno da empresa, deslocamento dos colaboradores e políticas de mobilidade corporativa. Para todos os quesitos, foram dadas notas de 1 a 5 e então foi estabelecida uma média ponderada entre mais de 15 critérios de avaliação diferentes”, explica.
Também foram feitas avaliações a partir de análises qualitativas, buscando mergulhar nas experiências reais dos colaboradores para entender o que é a mobilidade sob o ponto de vista das pessoas. “O índice mostrou, pela primeira vez no Brasil, qual é de fato o cenário da mobilidade das empresas. A grande descoberta é que há muito por fazer, as empresas ainda não discutem a mobilidade de forma estratégica mas, ao mesmo tempo, 50% dos deslocamentos nas cidades acontece por causa do trabalho. O que percebemos é que há muita oportunidade, pois algumas políticas de mobilidade eficiente, assim que implementadas, têm impacto grande e imediato na produtividade da empresa, na retenção de talentos, na saúde dos colaboradores e até na dinâmica da cidade”, afirma Gracitelli.
O executivo acrescenta ainda que não bastasse isso, quando uma grande empresa pensa e atua visando a melhora da mobilidade, ainda constrói o futuro alinhado aos objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU. “Então há também uma oportunidade de posicionamento e as empresas não têm ocupado esse lugar de protagonismo ainda. Com o índice, demos visibilidade à questão e estamos muito felizes em somar dados, informações e provocar ainda mais conversas transformadoras a partir da mobilidade”, disse.
Para Elias de Souza, sócio da Deloitte para a indústria de Infraestrutura, Governo e Serviços Públicos, “esse prêmio é muito importante para a Deloitte, pois endossa a preocupação com nossos profissionais e com a sustentabilidade das cidades em que vivemos. Iniciativas como esta são fundamentais para ajudar outras empresas no desenvolvimento de políticas adequadas de mobilidade corporativa”.
De acordo com Thiago Paretti, da Mutant, a empresa já conseguimos comprovar por experiência própria que a mobilidade é um importante pilar social e, portanto, também das empresas. “Colaboradores com mais qualidade de vida, que tem menor tempo de deslocamento ou que podem trabalhar em casa, aumentam sua produtividade, aumentam sua satisfação e colaboram para uma cidade menos poluída e mais fluída. Tudo isso são benefícios concretos de um pensamento e implementação de melhor mobilidade”, avalia.
Segundo Julien Laudijois, Diretor de T.I. e Inovação da ALD Automotive na America Latina, o prêmio faz todo sentido para a ALD, já que estratégia em mobilidade é o nosso negócio. “Sabemos quanto o bem estar de nosso staff impacta em suas atividades do dia a dia. Mobilidade não é apenas se deslocar do ponto A ao B e sim ter acesso a cidade da melhor maneira possível. Cada vez mais estaremos empenhados em elaborar estratégias que reflitam rapidez, sustentabilidade, economia, bem estar, saúde, segurança e tantos outros itens que impactam a experiência de cada um", pontua.
Metodologia do Índice de Mobilidade Corporativa
Inspirado na metodologia norte-americana do Best Workplaces for Commuters, o Índice traz para o Brasil aspectos inéditos no país sobre o que há de mais inovador em mobilidade corporativa e gestão de pessoas. Neste contexto, as pesquisas do IMCorp foram divididas entre análises quantitativas e qualitativas.
Mais de 20 empresas responderam à pesquisa quantitativa, das quais 16 foram habilitadas a participar. São empresas com sede na Região Metropolitana de São Paulo, com quadro de 250 a 3.500 colaboradores alocados na sede principal, entre elas nomes como a ViaQuatro, Deloitte, Ecorodovias, Ferrero e Banco Cetelem (confira lista completa abaixo). Foram analisados os padrões de deslocamento de cerca de 20 mil trabalhadores, avaliando-se três diferentes dimensões de cada empresa: as suas políticas de mobilidade corporativa, os deslocamentos casa-trabalho-casa e as características do entorno das sedes.
As políticas de mobilidade têm maior peso, já que as empresas têm poder direto de atuação nesse quesito. Foram avaliados itens como incentivos ao uso de transporte público, a fretados e ao transporte ativo (bicicleta, caminhada, etc), políticas de jornada flexível e teletrabalho, além de programas de gestão sustentável das vagas de estacionamento e de atenuação dos impactos do uso de veículos privados. A análise dos deslocamentos dos trabalhadores, por sua vez, visa mapear e qualificar o custo de tempo, monetário e de bem-estar para as pessoas. Pontos como a duração dos deslocamentos, o nível de congestionamento dos trajetos, a emissão de poluentes causada por essas viagens e o custo monetário para os trabalhadores foram estudados. 
Por fim, o quesito características do entorno das sedes parte da premissa de que as empresas possuem um importante potencial de ação para influenciar as características das regiões onde elas se localizam. A localização define as opções de acesso à empresa e às demais atividades econômicas no seu entorno por parte dos colaboradores. Foram avaliados a facilidade de acesso à empresa via transporte público e bicicleta, a qualidade das calçadas no entorno imediato, o nível e a diversidade da atividade econômica nas proximidades e o custo da moradia.
Com a perspectiva qualitativa, o Índice de Mobilidade Corporativa buscou entender os impactos e oportunidades ligados ao deslocamento casa-trabalho-casa a partir da experiência de colaboradores de empresas diversas e de uma troca com especialistas. Neste contexto, o levantamento estudou o comportamento de 15 profissionais e destaca como a mobilidade corporativa pode ser estratégica para as empresas, influenciando diretamente a saúde, a qualidade de vida e produtividade de seus colaboradores, além de impulsionar o posicionamento e visão de sustentabilidade, cada vez mais valorizado atualmente.
A pesquisa quantitativa foi capitaneada pelo pesquisador especialista em mobilidade e doutor em Economia Aplicada pela Universidade de Illinois (EUA), Renato Vieira. O estudo qualitativo foi realizado pelo Imagina Coletivo, uma organização que existe para ativar o poder de transformação das pessoas tendo a imaginação como guia e que, desde 2012, se dedica a projetos de mobilização e produção de conteúdo para engajamento.
“Além de ganhos financeiros imediatos, políticas de mobilidade inteligentes e eficientes podem atrair e reter talentos, melhorar o clima organizacional e ainda promover uma rápida e grandiosa transformação nas cidades em que essas empresas estão. Hoje, metade de todos os deslocamentos da cidade ocorrem por causa do trabalho, o que demonstra que as empresas estão em um lugar central na construção dos problemas de trânsito, poluição e adoecimento das pessoas na cidade. Exatamente por isso, devem se tornar protagonistas na construção de soluções. É isso que o Índice se propõe a discutir e provocar”, explica Gustavo Gracitelli, CEO da startup de mobilidade corporativa Bynd, realizadora do IMCorp.
Problema crônico
De acordo com dados da Pesquisa de Mobilidade Urbana na Cidade, feita pelo Ibope Inteligência em parceria com a da Rede Nossa São Paulo, o paulistano leva 1 hora e 57 minutos para se deslocar, ida e volta, pela cidade para realizar a atividade principal, como trabalho ou estudo. Em paralelo, segundo pesquisa da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), 64% dos carros de São Paulo circulam com apenas uma pessoa dentro. Ou seja, tem muita vaga disponível em carros que possivelmente vão para o trabalho.
“Diversas pesquisas apontam que estamos usando o carro da forma errada. Os prejuízos de mobilidade, ambientais, econômicos, de saúde, de produtividade são evidentes. Então passou da hora de propor mudanças nesse cenário e honestamente sentimos boa vontade por parte das grandes empresas. A proposta do Índice é reunir e organizar aqueles que estão dispostos a protagonizar esse movimento”, afirma Daniela Swiatek, coordenadora do IMCorp.
Empresas participantes da Pesquisa:
99
ALD Automotive
Baxter Hospitalar
Banco Cetelem
Cidade Center Norte
Cushman & Wakefield
Deloitte Touche Tohmatsu
Ecorodovias Concessoes e Serviços
Ferrero
Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo - IPT
Mutant
Ontex Brasil
SAP
Tempo Assist
ViaMobilidade
ViaQuatro
Youse


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Gustavo Gracitelli, CEO do Bynd; Elias de Souza, sócio da Deloitte; e Daniela Swiatek, coordenadora do IMCorp
Gustavo Gracitelli, CEO do Bynd; Elias de Souza, sócio da Deloitte; e Daniela Swiatek, coordenadora do IMCorp
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