Quando o ambientalismo substitui a religião. Artigo de Bernardo Blanco, publicado pelo Insurgente:
“Deus morreu”. E agora é só pseudo religiões a tentarem oferecer
algum propósito à humanidade. Basicamente alguma ordem que substitua a
religião. Exemplo principal: o ambientalismo.
A lógica é a seguinte (vejam lá se vos lembra algo). O mundo era o
paraíso da natureza. Depois, os humanos foram greedy (maçã) e estragaram
tudo. Agora vai haver um dia em que o planeta acaba, dia esse que os
fiéis estão sempre a dizer que é daqui a 10 anos (dizem é isto de 10 em
10 anos, claro). É basicamente o grande dia do julgamento final.
Daqui resulta que precisamos de salvar o planeta a todo o custo,
espalhar a palavra da sustentabilidade contra o pecado poluidor e o
aquecimento global. Resulta que temos de não comer certas coisas, não
produzir/consumir outras, usar produtos como as palhinhas de bambu, ir
às procissões das manifestações/greves climáticas e, o principal acto da
missa, reciclar sempre. Resulta que temos de respeitar e espalhar os
seus símbolos, como o logo da reciclagem, os quais devem entrar na
cabeça de todos desde muito pequeninos na escolinha.
Depois temos também os apóstolos ou profetas, que podem ser mais
locais como algumas influencer digitais aqui da praça ou globais como o
DiCaprio e a Greta. Todos andam a espalhar a palavra de Deus… do
ambiente, desculpem.
Isto tudo a propósito da vinda da jovem ativista sueca Greta Thunberg
(ainda não sei se é Deus, mas imagino que pelo menos para alguns seja),
a qual prevê chegar a Lisboa no início de Dezembro (com direito a ir ao
Parlamento e até a falar mais tempo que os deputados dos novos
partidos).
Realmente nem todas as crianças têm o privilégio de passar férias a
dar a volta ao mundo de barco para ir falar em eventos, enquanto as
outras estão na escola a estudar, brincar e a fazer amigos. Infelizmente
para ela, parece-me bastante mais saudável ser uma dessas outras
crianças.
BLOG ORLANDO TAMBOSI

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