Umidade baixa favorece bactérias e vírus causadores dessas doenças.
Especialistas alertam para o risco de automedicação e evolução do quadro.
Quadra chuvosa começou em Alagoas provocando deslizamentos em áreas urbanas (Foto: Jonathan Lins/G1)De acordo com Mirtes Melo, médica pneumologista responsável pelo setor de doenças respiratórias do Hospital Escola Dr. Hélvio Auto (HEHA), antigo HDT, todas as pessoas são passíveis de contrair essas doenças, mas algumas estão mais vulneráveis. “Os idosos, as crianças, as pessoas que já possuam algum problema respiratório e as que tenham doenças cardíacas exigem muito do aparelho respiratório”, alerta.
Idosos e crianças formam grupo de risco e precisam redobrar cuidados (Foto: Rivângela Gomes/G1)
Postos de saúde ficam lotados por causa doaumento nos casos de doenças respiratórias
(Foto: Rivângela Gomes/G1)
“Temos recebido muitos casos de asma, bronquite asmática, influenza, insuficiência respiratória e problemas pulmonares. Aqui, fazemos o pronto atendimento emergencial e, quando o caso é mais grave, encaminhamos para o HGE [Hospital Geral do Estado], que possui condições de tratar”, explica o médico especialista em clínica médica, Mauro Guedes, da unidade João Paulo II.
O aumento do número de casos de doenças respiratórias na população faz crescer também a procura por medicamentos em farmácias. Em uma drogaria localizada no bairro do Farol, os estoques são repostos todos os dias. “As pessoas procuram muito por vitamina C, xarope, paracetamol e antigripais. Como esses remédios não precisam de receita para serem comprados, nós vendemos normalmente”, diz o gerente, Clóvis Barbosa.
População acaba recorrendo à automedicação, umrisco à saúde, segundo especialistas.
(Foto: Rivângela Gomes/G1)
A médica explica ainda que existe o risco de um doença respiratória não tratada ou tratada inadequadamente evoluir para um quadro mais grave. “A gripe, por exemplo, pode evoluir para uma sinusite e inclusive abrir portas para vírus e bactérias causadores de outras espécies de doenças da respiração, como a pneumonia”, revela Mirtes Melo. A pneumologista esclarece também uma confusão muito comum feita pela população. “É comum as pessoas confundirem a gripe com o resfriado porque os sintomas são muito parecidos, mas a diferença é que, em caso de gripe, a pessoa sente febre”, explica.
Em caso de aparecimento de sintomas como dor de cabeça, dor de garganta, coriza, tosse, espirros, falta de ar e mal-estar, que são os mais comuns, as pessoas devem procurar uma unidade de saúde para que seja feito o diagnóstico e prescrito o tratamento adequado.
Vacinação contra a gripe
Segundo Mirtes Melo, a vacinação contra a gripe disponibilizada pelo governo é destinada a grupos específicos justamente porque eles correm maior risco de adquirir uma doença respiratória do que o resto da população e estão mais vulneráveis à influenza.
Idoso recebe vacina em Dia D contra a gripe(Foto: Lana Torres / G1 Campinas)
Este ano, o encerramento da campanha de vacinação contra a gripe, que teve início no dia 15 de abril, foi prorrogado para o dia 10 de maio porque às vésperas do término, previsto para o dia 26 de abril, a meta do Ministério da Saúde ainda não tinha sido atingida.
A campanha deste ano destina-se à vacinação de idosos com mais de 60 anos, gestantes, crianças menores de dois anos, estas necessitando tomar uma 2ª dose da vacina após 30 dias, trabalhadores da saúde, índios e pessoas em cumprimento de pena. Também devem se imunizar pessoas com doenças crônicas e mulheres com até 45 dias após o parto.
A vacina está disponível em todas as unidades de saúde e também em postos de vacinação montados em shoppings e supermercados de Maceió. O objetivo é reduzir os casos de complicação em decorrência da influenza.
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