MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

Sindicatos exigem até cargo no Planalto para recriar Imposto Sindical Obrigatório

 



Charge reproduzida do Arquivo Google

Carlos Newton

Durante a campanha eleitoral, o candidato Lula da Silva fez questão de descartar a recriação do Imposto Sindical Obrigatório, que transformou o Brasil numa república sindicalista sem similar no mundo. Sempre que era questionado a respeito, respondia que não iria recriar o tributo, acrescentando que há estudos de haver uma “contribuição espontânea” e não obrigatória.

Mas quem pode acreditar num político sujo como ele, que comandou o maior esquema de corrupção do mundo e acabou preso por 580 dias, condenado sempre por unanimidade em três instâncias?

TIPO CABO ANCELMO – Lula foi uma espécie de Cabo Ancelmo que deu certo. Na ditadura de 1964, enquanto José Ancelmo dos Santos atuava para o regime militar entre os marinheiros, Lula fazia o mesmo nos sindicatos paulistas, ate iniciar a carreira política para enfraquecer Leonel Brizola, e acabou eleito presidente três vezes, num roteiro verdadeiramente hollywoodiano.

Sobre o Imposto Sindical Obrigatório, na campanha Lula dizia uma coisa à imprensa, mas tinha outra versão nos encontros com os sindicalistas, com os quais se comprometeu a recriar o Imposto Sindical Obrigatório, que financia o maior esquema corporativista do mundo.

No dia 1º de dezembro, Lula se reuniu com os dirigentes de centrais e sindicatos, para tranquilizá-los, porque eles já começaram a fazer cobrança.

EQUIPE DE TRANSIÇÃO – Lula, é claro, convidou sindicalistas para a equipe de transição. E agora o Conselho de Participação Social, onde atuam os sindicalistas, simplesmente propõe que a Secretaria-Geral da Presidência tenha uma diretoria dedicada aos movimentos sociais. O pretexto seria pleitear políticas de moradia e segurança alimentar, mas o objetivo final é recriar o Imposto Sindical Obrigatório.

Lula se equilibra no trapézio volante, sem rede de segurança, porque prometeu uma medida que tem de ser aprovada no Congresso.

Não é tão difícil assim, basta ter maioria simples na Câmara e no Senado, em votações separadas. No entanto, sem a menor dúvida, é imoral ao extremo, porque o Brasil, com 16.491 entidades, tem 91% dos sindicatos do mundo. Os demais 192 países há apenas 9%. No Reino Unido, segundo colocado, só tem 168; nos EUA, 130; e na Argentina, somente 96. Ou seja, há algo de muito podre nessa excessiva “sindicalização”, que vive às custas do imposto que Lula prometeu e vai recriar.

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