
Índio bolsonarista pediu que os manifestantes se acalmem
Eduardo Barretto
Metrópoles
O indígena bolsonarista extremista José Acácio Serere Xavante, preso na segunda-feira (12/12) pela PF, desmontou a tese de aliados de Jair Bolsonaro que atribuíam a infiltrados os atos de vandalismo em Brasília. O cacique Serere ficará preso no presídio da Papuda pelo menos até o fim da próxima semana.
Desde que foi detido, o bolsonarista relatou a interlocutores que teve medo de que mais pessoas saíssem do Quartel-General (QG) do Exército em Brasília em direção à zona central da cidade, onde houve depredação geral. Receava que o protesto bolsonarista ficasse ainda mais fora de controle.
VERSÃO FURADA – Sem provas, Ciro Nogueira, ministro da Casa Civil, e Gilson Machado, ex-ministro do Turismo, acusaram “infiltrados black blocs” de terem tentado invadir a PF e queimado carros e ônibus na capital. Nenhum vândalo foi preso, apenas o indígena, e o presidente Jair Bolsonaro segue ignorando a baderna de seus seguidores.
O índio bolsonarista José Acácio Serere Xavante, preso na segunda-feira (12/12) pela PF, pediu para gravar um vídeo dentro da corporação em meio aos barulhos de destruição nos arredores da sede da Polícia Federal. Na gravação, o cacique Serere apelou que os extremistas interrompessem a onda de destruição em Brasília.
Naquela noite, o bolsonarista insistiu com os policiais federais para que ele mesmo tentasse desmobilizar os atos terroristas na capital. Depois de uma negociação, a PF concordou. Antes da gravação, o cacique Serere assinou um documento detalhando que havia solicitado o vídeo, com autorização dos policiais e acompanhamento dos advogados.
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