A
alta de casos de dengue em diferentes cidades brasileiras exemplifica
bem o porquê da necessidade de alertar sobre a proliferação do mosquito
Aedes aegypti ao longo de todo o ano. É nos primeiros meses, contudo,
que o disparo no número de pessoas infectadas começa a chamar a
atenção.
“É
o período em que o mosquito prolifera por causa da umidade e do acúmulo
de água parada em casas, em depósitos”, lembra o médico sanitarista
Sérgio Zanetta, professor de Saúde Pública e de Epidemiologia do Centro
Universitário São Camilo – SP. Ele explica que é crucial eliminar os
criadouros do Aedes aegypti esvaziando recipientes que possam acumular
água, armazenando-os virados para baixo, e providenciando tampas
adequadas para as caixas d’água.
Mas quais são os sintomas da dengue?
“A
dengue normalmente é uma febre de início súbito, acompanhada de dor de
cabeça – às vezes, uma dor retro ocular, atrás dos olhos. Por vezes
apresenta uma vermelhidão na pele, e muita dor muscular, abdominal e
prostração”, detalha Zanetta.
Segundo
o médico, o quadro de infecção por dengue costuma durar de dois a sete
dias, mas é geralmente por volta do quarto ou quinto dia que podem
aparecer sintomas chamados de “hemorrágicos”. “As pessoas podem ter
sangramento na gengiva, manchas na pele ou uma manutenção da prostração.
Nesse caso, o paciente deve procurar um atendimento médico para o
controle desses sintomas”, afirma.
Opções de tratamento
“Se
tiver os sinais e não apresentar coriza ou sintomas respiratórios
altos, é muito provavelmente a dengue”, avalia o sanitarista. Nesse
caso, recomenda-se iniciar imediatamente a hidratação, pois o consumo de
líquido é uma das formas de minimizar efeitos hemorrágicos.
Além
disso, as principais medidas para tratar um paciente com dengue são o
controle dos sintomas da dor no corpo, mal-estar e febre com dois tipos
de medicamentos: a dipirona ou o paracetamol. “São apenas esses dois
medicamentos para dor e febre. Nunca utilize aspirina ou
anti-inflamatório que podem provocar hemorragia”, ressalta Zanetta.
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