MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Prazo para eleitor regularizar título termina nesta terça (2)


Os eleitores que estão com débito na Justiça Eleitoral têm até esta terça-feira (2) para regularizar a situação. Estão incluídos os eleitores que não votaram e não fizeram a justificativa nas três últimas eleições ou que não pagaram as multas correspondentes. Quem não acertar com a Justiça Eleitoral terá o título cancelado. Em Salvador, são 31.263 eleitores nessa condição. A legislação considera cada turno de votação um pleito em separado para efeito de cancelamento de título. Esse cancelamento será automático e ocorrerá de 17 a 19 de maio. Para fazer a regularização, é necessário apresentar no cartório eleitoral um documento oficial com foto, comprovante de residência e, se possuir, título eleitoral e os comprovantes de votação, de justificativa ou de quitação da multa. É possível consultar a situação eleitoral no portal do TSE (clique aqui) por meio de pesquisa na aba Eleitor no link “Consulta por nome”, entre outros tópicos, localizada na barra verde superior da homepage do portal. A verificação pode ser feita ainda no site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do estado ou indo ao cartório eleitoral. Os eleitores com voto facultativo (analfabetos, jovens de 16 a 18 anos incompletos e maiores de 70 anos) ou com deficiência previamente informada à Justiça Eleitoral não precisam comparecer ao cartório para regularizar a sua situação. De acordo com levantamento do último dia 17, em todo o país, mais de um milhão de eleitores (1.897.640) estão com seus títulos irregulares por ausência nas três últimas eleições. Sobre o recadastramento biométrico, obrigatório para as eleições de 2018, os baianos que votam em Salvador podem agendar o procedimento junto aos SACs ou no TRE. Em Feira de Santana, o recadastramento também pode ser agendado. Em toda a Bahia, eleitores de 52 municípios devem passar pela biometria até 31 de janeiro de 2018. O eleitor deverá apresentar um documento oficial com foto (como RG, CNH, carteira profissional, passaporte, carteira de reservista ou certificado de alistamento militar original), além de um comprovante de residência recente. (Correio)

PROTESTO CONTRA REFORMAS DE TEMER FECHA BR-101, EM ITABUNA


Protesto puxado por bandinha bloqueou BR-101 (Foto Pimenta).
Protesto puxado por bandinha bloqueou BR-101 (Foto Pimenta).
A BR-101 foi interditada, em Itabuna, durante protesto contra as reformas trabalhista e previdenciária e a terceirização irrestrita, propostas pelo presidente Michel Temer. A pista ficou interditada por, pelo menos, uma hora, nos dois sentidos. A polícia militar acompanhou o protesto.
Manifestantes também pediam a renúncia do presidente da República e eleições diretas já. “Trata-se de um governo ilegítimo, reprovado por mais de 90% da população e que não teve autorização da sociedade brasileira para implementar essa pauta regressiva”, afirmou Jairo Araújo, vereador de Itabuna pelo PCdoB e presidente do Sindicato dos Comerciários de Itabuna.
Protesto fechou BR-101 por uma hora em Itabuna  (Fotos Divulgação).
Protesto fechou BR-101 por uma hora em Itabuna (Fotos Divulgação).
Pesquisa do Datafolha, divulgada ontem (30/04), mostrou que 85% da população quer eleições diretas. Participaram do protesto de hoje os sindicatos dos Comerciários, Bancários, Servidores Municipais (Sindserv), Trabalhadores Têxteis e Calçadistas (Sintratec) e Operários da Construção Civil, além dos movimentos dos Trabalhadores Sem-Terra e o Levante Popular da Juventude.
A presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Itabuna, Wilmaci Oliveira, lamentou ter sido este 1º de Maio uma data para protestos em vez de comemorações. “Neste 1º de Maio a classe trabalhadora não tem nada a comemorar. Continuaremos realizando protestos e manifestações até que esse governo golpista caia”, prometeu.
Movimentos ligados ao campo também integraram a manifestação.
Movimentos ligados ao campo também integraram a manifestação.
PostCategoryIcon Publicado em Destaque1, Pimenta na Muqueca

Projeto capacita escolas de BH para atender urgências e emergências médicas


Os espaços das instituições de ensino são ocupados, durante o treinamento, por aparatos que simulam paradas cardiorrespiratórias
Os espaços das instituições de ensino são ocupados, durante o treinamento, por aparatos que simulam paradas cardiorrespiratórias
Situações corriqueiras do dia a dia, como engasgar com um pedaço de alimento ou apresentar uma reação alérgica a uma substância, podem ser potencialmente perigosas. Nas escolas, tais circunstâncias são também uma realidade, e tornar o ambiente mais seguro para crianças e adolescentes é uma das prioridades dessas instituições.
O Amigo do Peito é um programa pioneiro de acompanhamento, capacitação e treinamento de leigos, nas escolas e empresas de todo o Brasil
De olho nisso, Ana Paula Bartolomeo, diretora da escola Trilha da Criança, no bairro Anchieta, região Sul de BH, concluiu, recentemente, o treinamento de primeiros-socorros com 98% do quadro de funcionários. “A segurança dos nossos alunos, das famílias e dos colaboradores sempre foi uma condição para o funcionamento da escola”, afirma.
A educadora conta que, mesmo não havendo histórico de emergências no local nos 27 anos de existência da instituição, há a garantia da capacitação para atender esse tipo de ocorrência.
Programa
A escola dirigida por Ana Paula é parceira do projeto Amigo do Peito, desenvolvido pela Curem, empresa mineira especializada no treinamento de médicos e profissionais de saúde que atua em quatro capitais do Brasil.
O programa, voltado para leigos, prevê a implantação de atividades didáticas nos colégios, capacitando alunos, professores e outros funcionários para o atendimento a situações de urgência e emergência.
O foco do projeto criado em BH é o reconhecimento e tratamento inicial de paradas cardíacas, mais comuns entre os adultos. Entretanto, também ocorre entre os mais jovens.
O médico Hélcio Neto, idealizador do programa e diretor da Curem, explica que a capacitação engloba massagem cardíaca, técnicas de ressuscitação, desobstrução das vias aéreas, dentre outras.
“É uma oportunidade de oferecer mais condições de sobrevida à população, preparando o maior número de pessoas para atuar na sociedade e promover a vida. O aluno de hoje será o pai de amanhã. Logo, é importante criarmos essa mentalidade na população”, aponta o especialista.
Dados sobre o acometimento de pessoas por paradas cardiorrespiratórias (PCRs) reforçam a preocupação do médico. Entre 70% e 80% dessas ocorrências acontecem em ambiente extra-hospitalar. No Brasil, uma pessoa é vítima de morte súbita a cada dois minutos e as PCRs são responsáveis por 30% de todos os óbitos no país.
Alunos se animam com o novo aprendizado
O Colégio Santa Dorotéia, no bairro Sion, também na região Sul da capital, é outra instituição que já realizou o treinamento com os profissionais do Amigo do Peito. O projeto abrangeu não só professores e colaboradores, como também os estudantes do ensino médio.
“Estamos proporcionando aos nossos alunos, além de importante conteúdo, a possibilidade de serem bons cidadãos, capacitados para atuar em situação de emergência, fazendo o bem ao outro”, destaca Ana Loureiro, coordenadora do Departamento de Educação Física e Artes do colégio.
A engenheira de segurança do trabalho Maria Beatriz de Freitas Lanza, de 47 anos, disse que a filha Ana Tereza, aluna do 2º ano do ensino médio, ficou animada com o curso. “Ela me contou com muito entusiasmo sobre o treinamento e sua utilidade”, comentou.
João Pedro Barreto Costa Almeida, estudante do 3º ano, destacou a importância do aprendizado dos primeiros socorros.
“Foi uma experiência que nos ensinou, de maneira simples, a salvar a vida de alguém”, comemora.

Nutty Bavarian vai abrir mais 9 unidades em Minas


GULOSEIMAS – Emerson Nogueira, dono do quiosque da Nutty em Confins, comemora aumento nas vendas
GULOSEIMAS – Emerson Nogueira, dono do quiosque da Nutty em Confins, comemora aumento nas vendas

Especializada em grãos torrados e glaceados, que deixa no ar aquele aroma irresistível, a Nutty Bavarian inaugurou em abril, em Belo Horizonte, o 9º quiosque de franquia da marca em Minas Gerais. A expectativa é que outras nove lojas sejam abertas no Estado nos próximos dois anos.
Quando resolveu apostar nas iguarias da marca, Adriana Auriemo não imaginou que acabaria criando um sistema próprio de franquias no Brasil. A Nutty Bavarian fornecia os nuts (macadâmia, amêndoas, amendoim, noz pecan etc), mas foi a empresária quem pensou em um modelo de revenda dos grãos norte-americanos especialmente para o país.
“Pouco tempo depois de ter a loja, pedi exclusividade para revender os produtos no Brasil. Foi quando criei um sistema de franquias para atender ao público de shoppings, aeroportos e outros locais estratégicos de grande movimentação”, diz ela.
Após 20 anos da abertura da primeira unidade da Nutty Bavarian, a empresária já conta com 130 quiosques em 16 estados.
Adriana afirma que a Nutty Bavarian ainda não desenvolveu um sistema internacional de franquias e que o modelo implantado no Brasil serve de referência e deve ser adotado nos Estados Unidos.
“Cheguei a comprar a fórmula do produto e fiz algumas alterações para deixá-lo mais com a cara do Brasil. Até mesmo o logotipo utilizado aqui é diferente do original. Deu muito certo e a própria Nutty aprovou”, garante. O cardápio “made in Brasil” inclui castanhas do Pará e de caju.
Fraqueado em Minas desde 1997, Emerson Nogueira tem dois quiosques da Nutty Bavarian, um no shopping Del Rey e outro no Aeroporto de Confins. A expectativa é de abrir novas lojas no exterior e em locais estratégicos em Belo Horizonte.
“Estamos estudando abrir uma ou duas unidades nos Estados Unidos, em San Diego, na Califórnia, ou em Austin, no Texas. Também há alguns shoppings da capital que nos interessam, como o Pátio Savassi e o Boulevard”, diz o empresário.
No ano passado, com as reformas feitas para ampliar o espaço do quiosque no Aeroporto de Confins, o faturamento da unidade aumentou 50%, segundo Emerson Nogueira.
“Mesmo com a crise também tivemos crescimento entre 5% e 10% na loja do shopping Del Rey, na comparação com 2015. É nosso total interesse continuar apostando e investindo”, afirma.
Para abrir um quiosque da Nutty Bavarian, é necessário investir R$ 109 mil (já incluída taxa de franquia, equipamento e primeiros produtos). A expectativa de retorno desse aporte é de 18 meses.

Setor
Dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) apontam que Belo Horizonte é a quarta maior cidade do Brasil com mais franquias, perdendo apenas para São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, nessa ordem. O setor cresceu 2,3% em 2016, em relação a 2015. No Brasil, 61,8% das redes deste tipo de negócio estão situadas em cidades com mais de 500 mil habitantes. O modelo de quiosques tem chamado a atenção dos empreendedores por ter baixo investimento e expectativa de rápido retorno.

Estratégias do marketing digital aumentam chances de sucesso das empresas


Alan Domingues agora roda por Minas para ministrar cursos
Alan Domingues agora roda por Minas para ministrar cursos
Para sobressair em meio à crise, muitas empresas têm apostado no marketing digital. O novo modelo dá visibilidade para o negócio na internet, em qualquer área. Profissionais do setor afirmam que quem presta esse tipo de serviço com qualidade tem a agenda lotada em 2017.
É o caso de Alan Domingues, que se desligou de uma agência para seguir carreira solo e se dedicar ao ensino de habilidades para quem deseja se aventurar na área de marketing digital.
“Todo fim de semana tenho viagens para ministrar cursos, seja por Minas Gerais ou outros estados. Grande parte dos meus alunos são jornalistas ou publicitários, que querem conhecer mais desse mercado em ascensão”, explica.
Segundo Domingues, apesar de Belo Horizonte “ter uma agência de marketing digital em cada esquina”, a demanda por empresas que querem trazer seus negócios para internet – seja com sites sobre o negócio ou para criação de sistemas de vendas on-line – é muito grande.
“Os preços dos serviços variam muito, dependendo da complexidade da consultoria. Se o concorrente tem um site, logo a empresa chega até nós para não ficar atrás. Ninguém quer ficar fora das novidades e do mundo virtual”, diz.
Há mais de 15 anos no mercado e desde 2011 à frente da The Agency, em Belo Horizonte, André Carneiro relata que quem busca divulgar sua empresa por meio das redes sociais pode começar com investimento de R$ 100. A estratégia de vendas utilizada, seja por meio do Google e do Facebook, vai depender do tipo de público que a empresa busca em atrair.
“Se formos pensar em apresentar o produto para quem ainda não o conhece, o Facebook funciona melhor no primeiro contato. Quando o cliente quer algo mais específico, ele acaba utilizando o Google, que permite ao usuário um sistema de busca mais específico. Quanto mais mídias digitais o cliente usa, melhores são os resultados”, explica Carneiro.
Para 2017, a meta de Carneiro é que a The Agency tenha um crescimento de até 40% em relação a 2016. “Nunca vivenciei crise trabalhando nesta área. Tive contato com computador pela primeira vez em 1987 e isso fez com que desde criança eu pudesse ter contato com o mundo web”, diz.
Pesquisa divulgada pelo Google, feita pela Deloitte, em 2015, aponta que empresas que contrataram os serviços de anúncios no sistema AdWords da empresa tiveram retorno entre R$ 3,40 e R$ 8 para cada R$ 1 investido neste tipo de publicidade.
André CarneiroANDRÉ CARNEIRO – “Quanto mais mídias digitais o cliente usa, melhores são os resultados”

Surto à vista: criadouros do Aedes aegypti se multiplicam nas cidades mineiras


Maioria dos criadouros de Aedes aegypti estão dentro das casas
Maioria dos criadouros de Aedes aegypti estão dentro das casas
Cerca de 80% das cidades mineiras analisadas no âmbito do Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) estão em alerta ou risco de surto de dengue, zika e chikungunya.
Os dados revelam que a realidade do balanço de março deste ano é bem pior do que a do mês de outubro de 2016, quando 56% do total de municípios investigados apresentaram índices elevados de criadouros do vetor, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES).
O subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde, Rodrigo Said, explica que a piora registrada entre as duas pesquisas é grande devido à diferença das condições climáticas e do regime de chuvas apresentados em cada época.
“Consideramos esse resultado preocupante por mostrar que uma parcela grande dos municípios maiores do Estado está com índices acima dos recomendados pelo Ministério da Saúde. Indica a possibilidade de surto em muitos locais”, afirma.
Preocupação
Ao todo, 149 cidades mineiras, com pelo menos 8 mil moradias cada, entregaram o LIRAa ao governo do Estado. Dessas, 121 apresentaram números preocupantes: 89 em estado de alerta e 32 sob risco de surto.
Apenas 28 cidades, o equivalente a 18,8%, estão em situação considerada confortável em se tratando de quantidade de criadouros do mosquito.
A cidade com o pior quadro dentre as 149 analisadas é a Francisco Sá, no Norte de Minas. Lá, o índice de infestação larvária alcançado foi de 11,4. Isso quer dizer que a cada 100 imóveis visitados pela equipe da vigilância, 11 apresentaram larvas do mosquito. A partir do índice 4, o risco de surto já passa a ser considerado.
De acordo com a Vigilância de Saúde do município, Francisco Sá tinha passado por um surto de dengue em 2015, com quase 2 mil casos notificados. Neste ano, até o último boletim da SES, divulgado em 26 de abril, foram 29.
“Nosso LIRAa é historicamente alto em Governador Valadares, por causa de água parada nos ralos. Mas agora a situação ficou pior depois do acidente da barragem de Fundão, que atingiu a bacia do Rio Doce. As pessoas guardam água em bacias e tonéis, além da caixa d’água”
José Batista dos Anjos
Gerente de Referência Técnica em dengue

A maior parte dos focos têm ligação com armazenamento inadequado de água para consumo, na cidade onde a seca é problema frequente.
Mesma situação de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce. Segundo o gerente da Referência Técnica em Dengue da Secretaria de Saúde da cidade, José Batista dos Anjos, após a poluição do rio com o rompimento da barragem da Samarco, em Mariana, as pessoas também passaram a armazenar mais água, aumentando os índices de infestação.
Atualmente, a cidade vive surto de chikungunya, com 6.444 casos prováveis registrados desde janeiro deste ano.
Municípios de menor porte poderão ter dificuldade para estudar focos do mosquito 
A obrigatoriedade de cidades com mais de 2 mil moradias realizarem o Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), válida a partir deste ano, pode ser um problema para parte dos municípios mineiros. Atualmente, apenas aqueles com mais de 8 mil residências realizam o levantamento por adesão voluntária. A ampliação pode significar mais custos.
Segundo o subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde da Secretaria de Saúde de Minas Gerais, Rodrigo Said, o Estado tem cerca de 180 municípios com mais de 8 mil imóveis. Ao ampliar para cidades menores, aproximadamente 500 terão que apresentar o acompanhamento.
“Conseguimos detectar 90% dos criadouros de Aedes aegypti no Estado dentro dos domicílios”
Rodrigo Said
Subsecretário de VIgilância e Proteção à Saúde de Minas

Para tornar a pesquisa realidade nas cidades estreantes no levantamento, o governo tem capacitado agentes pelo interior de Minas. “A partir de outubro teremos os LIRAas dessas 500 cidades disponíveis”, garante.
Para assessora de saúde da Associação Mineira de Municípios (AMM), Juliana Marinho Diniz, o processo de levantamento dos dados poderá ser mais difícil para as cidades que já estiverem no enfrentamento de surtos.
“O número de agentes é limitado por causa do baixo orçamento. Quando os municípios estão passando por algum surto de qualquer doença, eles ficam focados nesse enfrentamento. Mas terão que tirar esses profissionais da linha de frente ou contratar outros, o que significaria gastos para fazer a pesquisa”, explica.

Em casa 
A maior parte das pesquisas já realizadas tem mostrado que os focos do mosquito se concentram dentro das residências.
Segundo Said, após os problemas de escassez hídrica, a principal questão passou a ser o acondicionamento incorreto de água para consumo. Mas, o acúmulo de lixo e entulho nos quintais e os pratinhos de plantas também entram na lista.
“A realização de LIRAas em cidades menores é importante para se pensar em políticas públicas para combater o vetor”
Juliana Marinho
Assessora de Saúde da AMM


“Esses são os principais focos que temos que trabalhar. A consciência da população ainda é grande aliada no combate ao Aedes”.
Além Disso
As cidades com maior número de residências com foco de Aedes aegypti não necessariamente são as que lideram em casos notificados das doenças transmitidas pelo mosquito. Os dados indicam a possibilidade de ocorrer um surto e não a existência de um.
É o caso, por exemplo, do município Francisco Sá, no Norte de Minas, que teve Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 11,4, mas teve apenas 29 casos notificados até o momento em 2017. Já Teófilo Otoni, que teve o último LIRAa em apenas 1,8 (que indica alerta e não risco de surto) já apresentou 1.062 casos prováveis de dengue.
Mas, como lembra o subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde de Minas Gerais, Rodrigo Said, onde existem muitos focos, os riscos de contaminação da população aumentam. 
Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde, até o dia 26 de abril, o Estado registrou 21.280 casos prováveis de dengue. Os números incluem uma morte e dezoito em investigação. 
Focos Aedes aegypti

Dia do Trabalho reforçará movimento contra reformas


Patrícia França e Agências
A TARDE
Centrais sindicais protestam contra terceirização e reformas - Foto: Adilton Venegeroles | Ag. A Tarde
Centrais sindicais protestam contra terceirização e reformas
Adilton Venegeroles | Ag. A Tarde
As comemorações nesta segunda-feira, 1º, pelo Dia do Trabalho serão uma espécie de continuidade dos protestos contra as reformas previdenciária e trabalhista e a terceirização, que pararam as principais capitais e cidades do país na última sexta-feira. Além de definirem estratégias para derrubar as alterações já aprovadas pela Câmara na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), as lideranças sindicais veem a data com o uma oportunidade única para reorganizar e fortalecer os sindicatos.
Em Salvador, as principais centrais sindicais – CUT, CTB, CSB, CSP-Coluntas, UGT, Força Sindical e Nova Central – vão marcar a data com shows musicais no Farol da Barra, a partir das 14 horas, com a apresentações de Adelmário Coelho, Ivan Huol e Banda da Lua. Mas a festa dará espaço para discursos e manifestações contra as reformas propostas pelo governo Michel Temer.
O ato vai reunir, também, representantes de partidos políticos como o PT, segundo confirmou ao A TARDE o presidente da legenda na Bahia, Everaldo Anunciação, e o PSOL, que fará uma caminhada do Cristo da Barra em direção ao Farol, onde se juntará à Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo, centrais sindicais, movimentos sociais e outros partidos.
Em São Paulo, as tradicionais comemorações devem trazer mais uma mostra da postura mais agressiva das centrais sindicais em relação ao governo, como ocorreu com a greve geral, na sexta-feira (28), contra as reformas da Previdência e Trabalhista.
As centrais CUT, CTB e Intersindical realizam seu evento em dois pontos: um ato na Avenida Paulista e um show musical na Praça da República. Já a Força Sindical fará shows e sorteios de carros na Praça Campo de Bagatelle.
Estratégia para barrar
As centrais também já começaram a discutir os próximos passos em relação às reformas propostas pelo governo. O primeiro será pressionar os senadores, tanto em Brasília quanto nas suas bases eleitorais, para barrar a reforma trabalhista, que ainda tem de passar pelo Senado. Se não for suficiente, as entidades avaliam promover uma grande marcha a Brasília e uma nova greve geral, desta vez com dois dias de duração.
Mas, caso as reformas não sejam derrubadas, o caminho deve ser a política eleitoral. "Se não conseguirmos [derrubar as reformas], a via é eleger em 2018 um governo que revogue as reformas, na linha do que tem sido feito em alguns países da Europa", diz o diretor executivo da CUT nacional, Julio Turra. Ele avalia que a extinção do imposto sindical não é uma ameaça real e foi incluída no texto da reforma para, depois, servir de moeda de troca na negociação com as centrais alinhadas ao governo federal.
Reorganização sindical
As organizações de trabalhadores também têm, agora, que lutar para sobreviver. Após mais de uma década de atuação praticamente sem grandes mobilizações, até porque havia um alinhamento com o governo do PT, as centrais sindicais agora estão acuadas.
A reforma trabalhista pode minar o poder de atuação das entidades sindicais ao acabar com o imposto sindical e estabelecer negociações por meio de representantes internos nas empresas com mais de 200 funcionários. A reforma da Previdência é outra dor de cabeça. Além disso, há número recorde de 14,2 milhões de desempregados no país.
"O sindicalismo vai passar por um momento extremamente delicado porque vai estar fragilizado em todas as suas forças", diz o procurador geral do Trabalho, Ronaldo Curado Fleury.
Para ele, as duas maiores ameaças às entidades são a possibilidade de extinção do imposto sindical e a criação de comissões de negociação sem a participação dos sindicatos.
Para Fleury, antes da reforma trabalhista, o governo deveria fazer uma reforma na estrutura sindical.
"Vai haver uma diluição do poder de negociação. Uma mudança possível seria acabar com a unicidade sindical. Se uma entidade não tem concorrência, vai correr atrás do trabalhador para quê?", questiona.

Fumar pode causar problemas na visão


O estudo analisou 1406 crianças dinamarquesas que ou tinham nascido com peso a menos ou que tinham sido expostas ao fumo do tabaco ingerido pela mãe

Publicada em  TRIBUNA DA BAHIA
Não é novidade que as mulheres devem eliminar os maus hábitos e manter uma rotina saudável durante a gravidez. Ao manterem vícios, como o do fumo, estão aumentando a probabilidade de os filhos desenvolverem danos na retina.
Quem mostra a relação é um estudo publicado na revista JAMA Ophthalmology. O estudo analisou 1406 crianças dinamarquesas que ou tinham nascido com peso a menos ou que tinham sido expostas ao fumo do tabaco ingerido pela mãe.
Após a análise, descobriu-se que o tabaco afeta o desenvolvimento da camada de fibra nervosa da retina da criança. Eles identificaram que, quando exposta ao tabaco, essa camada ficou 5,7 micrometros mais fina do que a das crianças de mães que não fumavam.
Em relação ao peso da criança, aquelas que nasceram com um peso menor do que o padrão também apresentaram uma camada de retina mais fina. A camada de fibras nervosas da retina é responsável por transmitir informações visuais do olho para o cérebro. E quando essa camada é muito fina, aumentam os riscos de complicações como deficiências visuais e glaucoma, que pode levar à cegueira.

Um em cada dez jovens brasileiros sofre de hipertensão arterial


Cerca de 10% da população brasileira entre 25 a 34 anos tem o diagnóstico de hipertensão arterial

por
Estadão Conteúdo
Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
Foto: Pixabay/Creative Commons
Pesquisas apontam que boa parte dos hipertensos jovens nem sabe da própria condição
Ao contrário do que muitos jovens imaginam, não são só os idosos que sofrem com a pressão alta.
Embora a doença seja mais predominante em pessoas mais velhas, dados do Ministério da Saúde mostram que cerca de 10% da população brasileira entre 25 a 34 anos tem o diagnóstico de hipertensão arterial. Na faixa etária dos 35 aos 44 anos, esse índice sobe para 19%.

"O aumento da incidência de hipertensão entre jovens está muito relacionada à obesidade e ao sedentarismo, que estão crescendo no Brasil. Como a doença costuma ser assintomática, principalmente entre os jovens, muitos demoram a descobrir", diz Roberto Kalil Filho, diretor do Centro de Cardiologia do Hospital sírio-libanês.

Com um dos focos na população jovem, o hospital lançou um serviço especializado e uma campanha por ocasião do Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, celebrado nesta quarta-feira, 26.
"Um dos objetivos do serviço vai ser alertar pacientes com hipertensão a orientar filhos e parentes a passarem por avaliação clínica. Também daremos atenção especial aos hipertensos mais graves, cujos níveis de pressão não são controlados nem com medicamentos", explica Kalil Filho.

Pesquisas internacionais apontam que boa parte dos hipertensos jovens nem sabe da própria condição. Estudo feito pela Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, mostrou que 20% dos jovens entre 24 e 32 anos tinham a doença, mas metade desconhecia o diagnóstico.

A cuidadora Glaucilaine Mireli Martins, hoje com 42 anos, só descobriu que tinha pressão alta após ir parar no pronto-socorro, aos 28 anos, com uma forte crise de dor de cabeça.
"Eu sentia essas dores há muito tempo, mas eu quis ser minha própria médica, tomava remédio por conta própria, achava que era enxaqueca", conta.

Só depois da crise mais intensa e a ida ao hospital que ela descobriu ser hipertensa. Na época, Glaucilaine tinha 29 anos.

"Minha mãe morreu aos 47 anos de enfarte agudo por causa de pressão alta. Tive tios que também faleceram por essa causa. Eu já tinha uma predisposição", conta ela, que, por conta da doença, perdeu um bebê aos 34 anos.
"Os médicos disseram que ou salvavam minha filha ou eu. Depois disso, caí na real. Parei de fumar, ando de bicicleta todos os dias, tomo todos os remédios corretamente. Agora a minha pressão está controlada", conta ela

Cardiologista do núcleo de hipertensão arterial do Sírio Libanês, Juliana Gil de Moraes diz que a adoção de hábitos de vida mais saudáveis são essenciais mesmo nos casos em que a doença também tem um componente genético.
"É preciso combater o excesso de peso, evitar alimentos ricos em sal e praticar exercícios com regularidade", recomenda.

Estudante baiana ganha prêmio por desenvolver projeto de reuso de água


Ela é umas das integrantes do grupo 'Palmas Pra Vida', formado por jovens brasileiros que estudam em Portugal

por
Acorda Cidade, site parceiro da Tribuna da Bahia Online
Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
Foto: Divulgação/Acorda Cidade
A estudante apresentou solução para o combate à seca na região do semiárido no Brasil
A baiana Emanoella Rodrigues, estudante de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), campus Cruz das Almas, venceu desafio proposto pela Ambev, ao apresentar uma solução para o combate à seca na região do semiárido no Brasil.
Ela é umas das integrantes do grupo “Palmas Pra Vida”, formado por jovens brasileiros que estudam em Portugal. A equipe vencedora desenvolveu um projeto que propõe o reuso de águas cinzas na comunidade alagoana de Major Isidoro, em Alagoas, e receberá agora US$ 10 mil para implementação do plano.
A ideia do time vencedor é destinar as chamadas águas cinzas, provenientes de processos domésticos, como banho e lavagem de roupa e louça, da comunidade de Major para a irrigação de plantas que alimentam ao gado leiteiro da cidade, que é a maior produtora da bacia leiteira de Alagoas.O projeto visa beneficiar tanto os pequenos agricultores quanto a comunidade escolar, que receberá educação ambiental e parte do leite produzido.
Para Emanoella, o reuso da água é um tema que tem ganhado muito destaque no campo ambiental, por ter baixo custo e ser um processo simples. Pensando nisso, resolvemos participar do “Desafio Água” da Ambev e ajudar uma comunidade que sofre com este problema da escassez de água.
“Me sinto gratificada por saber que nosso esforço e dedicação nesta ideia se tornou real com apoio de grandes empresas. O principal de tudo é contribuir com um Brasil Melhor, diminuindo os impactos de um problema tão grande e melhorar o dia a dia das pessoas daquela comunidade”, afirma a estudante.
Para Carla Crippa, gerente de sustentabilidade da Ambev e jurada no evento, é muito importante que grandes empresas como a cervejaria incentivem o engajamento desses jovens. “Ficamos muito felizes em ver o potencial dos projetos que foram apresentados e em fazer parte disso. Queremos ver as pessoas unidas por um mundo melhor e são atitudes como essa que nos ajudarão a realizarmos esse sonho.”, diz Carla.
O anúncio do grupo vencedor aconteceu na Universidade da Pensilvânia (EUA) durante a BrazUSC, maior conferência para alunos brasileiros que estudam no exterior. Além da premiação, o evento contou também com palestras de grandes líderes brasileiros, como Luíza Trajano, fundadora da Magazine Luíza, Carlos Wizard, fundador da Wizard, e Augusto Nardes, ministro do TCU.

Mônica Moura diz que Odebrecht é o 'quarto poder da República'


Segundo a delatora, a empreiteira assumiu totalmente o caixa 2 do marketing político da campanha de Dilma Rousseff

por
Estadão Conteúdo
Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
Em depoimento sigiloso à Justiça Eleitoral, a empresária Mônica Moura definiu a Odebrecht como um "quarto poder" que expandiu sua atuação para todas as áreas no Brasil e pagou "todo mundo".
Segundo a delatora, a empreiteira assumiu totalmente o caixa 2 do marketing político da campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República em 2014.

Mônica tratava de questões financeiras e operacionais da campanha, enquanto o marqueteiro João Santana, seu marido, cuidava da parte criativa.
Os dois prestaram depoimento na segunda-feira passada no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) no âmbito da ação que apura se a chapa de Dilma e Michel Temer (PMDB) cometeu abuso de poder político e econômico para se reeleger em 2014.

Relator da ação, o ministro Herman Benjamin viajou a Salvador para acompanhar o depoimento e questionou Mônica se a Odebrecht era uma espécie de "banco informal".

"Quarto poder", respondeu Mônica a Herman. "Vendo hoje o que eu vejo, meio assustada pela amplitude e com a dimensão da coisa que a gente vê aqui, eles pagaram todo mundo. Vejo a Odebrecht como um quarto poder da República, porque eles praticamente estavam em todas as áreas", completou.

Mônica afirmou que chegou a pensar que ela e o marido eram os únicos que recebiam recursos não contabilizados da empreiteira. "Eu não imaginava que eles pagavam deputado, que eles pagavam campanha de todo mundo. Não sabia. Não tinha nem a mais pífia ideia", disse.

Procurada, a Odebrecht informou que "já reconheceu os seus erros, pediu desculpas públicas, assinou um acordo de leniência com as autoridades brasileira, suíças, americanas e da República Dominicana, e está comprometida a combater e não tolerar a corrupção em quaisquer de suas formas".

Caixa 2
Para Mônica Moura, houve uso de caixa 2 em campanhas eleitorais do ano passado, mesmo com o avanço da Lava Jato e a proibição de doações de empresas.
"O senhor imagina que agora, em 2016, não teve caixa 2?", disse a Herman. "É obvio que teve. Mesmo com as medidas tomadas, com um monte de gente presa, houve sim caixa 2, porque não tem como fazer, não existe a possibilidade", declarou.

Falta de cirurgia bariátrica mata até 45 mil no País por ano, diz estudo


A fila de espera para cirurgia bariátrica no Brasil provoca mortes evitáveis e custos ao sistema de saúde

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Estadão Conteúdo
Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
Foto: Pixabay/Creative Commons
A cada mil pacientes que aguardam a cirurgia, cinco morrem por ano de espera
A longa fila de espera para cirurgia bariátrica no Brasil provoca mortes evitáveis e custos ao sistema de saúde. Pesquisa estimando consequências da demora no acesso ao procedimento mostra que, a cada mil pacientes que aguardam a cirurgia, cinco morrem por ano de espera.
Como a estimativa dos pesquisadores é de que até 9 milhões precisem da cirurgia no País - aqueles na fila e os que ainda necessitam de encaminhamento - e só 1,5% deles sejam operados, a não realização da bariátrica causa até 45 mil óbitos evitáveis por ano.

Já o custo extra ao sistema público de saúde, segundo o estudo, é de U$ 720 milhões anuais (cerca de R$ 2,3 bilhões). A cada mil pacientes, são US$ 80 mil (aproximadamente R$ 256 mil) gastos a mais, a cada ano, por complicações da obesidade.

Liderado pelo médico Ricardo Cohen, coordenador do centro de obesidade e diabete do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o estudo usou um modelo estatístico para calcular todos os prejuízos sofridos pelos pacientes que esperam na fila.
Os pesquisadores compararam indicadores de eficácia e custo em vários cenários: não realização de cirurgia, operação imediata após a indicação do procedimento e espera de um, dois, quatro e sete anos na fila

Os cientistas verificaram que o paciente que espera sete anos na fila tem 18% mais chance de morrer do que o doente operado de imediato. No Brasil, o tempo médio de espera por cirurgia bariátrica na rede pública é de três a quatro anos, mas pode ser muito maior em algumas cidades.

"O obeso já tem risco maior de morte cardiovascular do que a população em geral. Quanto mais ele espera pela cirurgia, maior a chance de complicações associadas à doença, como quadros de hipertensão, enfarte e derrames", comenta Cohen, que teve o estudo publicado em abril na revista científica Soard, periódico da Sociedade Americana de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. "Mostramos, portanto, que a intervenção precoce salva vidas", completa.

Para Caetano Marchesini, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, a realização mais rápida da cirurgia não evitaria somente as mortes, mas também sequelas desenvolvidas pelos pacientes com obesidade grave.
"Os derrames podem deixar sequelas irreparáveis. Outros problemas comuns são apneia do sono, dificuldade respiratória e problemas osteoarticulares causados pelo excesso de peso", afirma Marchesini. Todos esses quadros exigem tratamentos contínuos que sobrecarregam o sistema de saúde.

Demora
Com 116 quilos, a empregada doméstica Miriam Maria de Lima, de 41 anos, está desde 2013 na fila da cirurgia bariátrica na rede pública de Pernambuco, que conta só com quatro hospitais públicos que realizam a técnica.
Durante os anos de espera, desenvolveu um grave problema de joelho - que a impediu, por meses, de trabalhar - além de hipertensão e aumento da taxa de glicose.

Também acabou entrando em um quadro de depressão e ansiedade. "Vi minha saúde se deteriorando aos poucos e isso tudo mexeu demais comigo.
Por causa do problema do joelho, que foi em grande parte causado pelo excesso de peso, deixei de trabalhar, de dançar, de usar salto alto, de sair, passear. Durante meses praticamente deixei de viver.
Não tinha mais alegria e isso foi ruim. Foi difícil conseguir energias, forças para seguir em frente e continuar lutando", contou.

Em março, ela foi incluída no programa de um hospital estadual para a realização do procedimento. A espera, porém, ainda não acabou, já que o prazo máximo para que o paciente passe pela cirurgia após entrar no programa é de dois anos.

O comerciário Apolônio Dias, de 38 anos e com 139 quilos, se inscreveu para fazer a cirurgia em dois hospitais, mas ainda não há previsão. "Já são dois anos esperando e só faço engordar cada vez mais. Desde o ano passado estou com pressão alta e diabetes, além de alterações nas taxas do colesterol."

Segundo Dias, a informação que recebe das equipes de triagem é de que a média de espera - nos programas em que está inscrito - é de três a quatro anos.
"Nesse tempo, não sei o que pode mais acontecer. No mês passado, um rapaz que também estava tentando entrar na fila morreu por causa de complicações da diabete. Tinha 28 anos. Estou preocupado. Se tivesse condições, já tinha procurado serviço particular, mas infelizmente não tenho", afirma.

Disparidade
Quem tem acesso à rede particular ou a plano de saúde, de fato, consegue passar pela operação mais rapidamente. Tanto é que enquanto a rede privada realiza cerca de 110 mil cirurgias bariátricas por ano, a rede pública faz só 8 mil.
Em cinco Estados, o SUS (Sistema Único de Saúde) não tem nenhum centro que realize a cirurgia: Amazonas, Goiás, Roraima, Rondônia e Amapá. Nesses casos, os pacientes precisam entrar na fila de hospitais de outras unidades da federação.

Centrais Sindicais realizam ato unitário no Farol da Barra


As centrais são radicalmente contra a Reforma da Previdência

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Da Redação
Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
Foto: Divulgação
As Centrais programaram shows gratuitos
Com o tema “Pelo Brasil, Contra as Reformas Previdenciária, Trabalhista e a terceirização”, a CUT, CTB, Força Sindical, UGT, NCST, CSB e CSP Conlutas irão realizar o 1º de Maio na segunda-feira, no Farol da Barra, a partir das 14h. 
Além do ato político, as Centrais programaram shows gratuitos com Adelmário Coelho, Ivan Huol e Banda da Lua.
Contra as propostas de reformas
Neste 1º de Maio os trabalhadores terão a oportunidade de dizer, que discordam das propostas originais de reformas da Previdência e trabalhista que o governo e parlamentares querem aprovar.
As bandeiras de luta neste 1º de Maio são, entre outras, mais direitos, mais empregos, aposentadoria digna para todos, fortalecimento da negociação coletiva, crescimento econômico e distribuição de renda.
O movimento sindical quer propor soluções e convencer a sociedade e os parlamentares sobre a necessidade de mudanças nas propostas de reformas da Previdência e trabalhista.

Base de Temer disputa 'espólio' de Lula no Nordeste


Com 26,8% dos eleitores brasileiros, o Nordeste virou um celeiro de votos em busca de um candidato

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Estadão Conteúdo
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Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
A cúpula do PT tenta montar um plano B
A um ano e cinco meses da eleição de 2018, partidos da base aliada do governo Michel Temer disputam o espólio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Nordeste.
Nos bastidores, até integrantes do PMDB de Temer buscam composições e acertos regionais para ter Lula no palanque, mesmo sendo oposição ao PT.

O movimento acompanha a liderança do ex-presidente nas pesquisas de intenção de voto, embora ele seja réu em cinco ações penais, três das quais no âmbito da Lava Jato.
A cúpula do PT, porém, já considera com mais atenção a possibilidade de o petista não poder concorrer ao Palácio do Planalto, em 2018, e tenta montar um plano B.

Com 26,8% dos eleitores brasileiros, o Nordeste virou um celeiro de votos em busca de um candidato. Lá, os problemas causados pela seca foram acentuados pela redução drástica de investimento em obras no semiárido e no agreste.

Diante de tantas incertezas provocadas pelas delações da Odebrecht, os partidos também procuram "outsiders" na política - sem processos ou máculas - para lançar em disputas de todos os níveis.

"Existem hoje dois cenários. Com Lula, haverá uma candidatura que catalisa o enfrentamento. Sem ele, ocorrerá uma multiplicidade de candidatos, como na eleição de 1989", disse o deputado Jutahy Junior (PSDB-BA), aliado do senador tucano José Serra (SP).

Pesquisa Datafolha divulgada ontem (30/04) mostrou que Lula ampliou sua liderança, apesar das denúncias, chegando a 30% das preferências. Mesmo assim, para 32% dos entrevistados, o governo do petista (2003-2010) foi o que registrou maior incidência de corrupção.
A rejeição a Lula também chegou a 45%. Se as eleições fossem hoje, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) ocuparia o segundo lugar, de acordo com o Datafolha, empatado tecnicamente com a ex-senadora Marina Silva (Rede).

Lula já deu indicações de que, caso seja condenado em segunda instância e impedido de entrar no páreo, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad pode ser o indicado para concorrer ao Planalto, em 2018. Seu afilhado favorito para a missão seria o ex-governador da Bahia e ex-ministro Jaques Wagner.
Até agora, no entanto, as delações atingiram mais Wagner do que Haddad. O apoio ao também ex-ministro Ciro Gomes (PDT) é hoje descartado pela cúpula do PT, sob o argumento de que ele é muito "intempestivo" e não resistirá à campanha.

"Eu não sou lulista, mas temos de dar a Lula o que é de Lula", afirmou o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), que já foi ministro da Previdência no governo Dilma Rousseff. "Se ele não puder disputar, não vejo um substituto natural. Não há um nome no PT que tenha o mesmo carisma."

Vazio. Para o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), o ex-presidente é um "candidato fortíssimo", mas as alianças estão em compasso de espera porque, se ele virar "ficha suja", ficará inelegível.

"Haverá um grande vazio se Lula não puder se candidatar", avaliou Lúcio, que é irmão de Geddel Vieira Lima e, da mesma forma que o ex-ministro, tornou-se alvo da Lava Jato.
"Além disso, ninguém sabe se esse Doria terá a mesma pegada", emendou, numa referência ao prefeito de São Paulo, João Doria, mencionado como possível candidato do PSDB à sucessão de Temer.

Presidente da Comissão Especial da Câmara que analisa propostas para a reforma política, Lúcio acredita que o discurso da Lava Jato não será tão explorado na campanha porque as investigações envolvem todos os grandes partidos. "Desta vez, o PT não poderá criticar ninguém", provocou.

A opinião é compartilhada pelo líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), que se tornou adversário de Temer. "Com essa história de criminalizar todo mundo, Lula vai fazer um passeio em 2018", disse Renan, também na mira da Lava Jato, em recente conversa com amigos.

Dono de mais de 70 pontos de aprovação nas pesquisas, o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), é lembrado como opção de vice numa chapa do PSDB à Presidência. Tudo indica, porém, que ele será candidato ao governo da Bahia.

Em seu segundo mandato, ACM Neto conquistou redutos antes dominados pela esquerda e tem sido visto como um político em ascensão no Nordeste. "Na última eleição em Salvador, tive uma votação linear em todas as classes sociais", disse ele.

América Latina, o continente invisível.


Carlos Alberto Montaner afirma que, para e para mal, a América Latina é um continente invisível, particularmente por parte dos Estados Unidos. Foi assim que a praga chavista chegou ao poder em vários países da região, corroendo as instituições e destruindo a economia, a exemplo de Maduro, na Venezuela:


América Latina es, para bien y para mal, el continente invisible.

Para bien, paradójicamente, se demuestra en el triste caso venezolano. Cuando Nicolás Maduro amenaza a Estados Unidos o a España y dice algunas soeces barbaridades: nadie le hace caso. Eso es de agradecer. No lo escuchan. No cuenta. No lo perciben. Es un dictador de celofán y eso le molesta.

Para mal, porque no hay enemigo pequeño, y mucho menos un grandullón colombiano, o de origen dudoso, que mide dos metros y pesa 130 kilos. Incluso, como suelen decir los panameños, siempre dados a las metáforas náuticas, porque no hay actitud más rentable que “navegar con bandera de pendejo”.

Nadie discute que Maduro se pasea por el mundo explotando su identidad de bobo a la vela, y que es un tipo folclórico que habla con los pajaritos (y con las pajaritas, agregaría el personaje), pero hace mucho más que practicar el lenguaje de las aves y retorcer la gramática: auspicia el narcotráfico, otorga pasaportes ilegales, está asociado a Irán, a las FARC y a las bandas de terroristas islamistas, mientras alienta en su país la mayor ola de corrupción que recuerda la historia.
Todo esto, subraya el político y politólogo boliviano Carlos Sánchez Berzaín, desata el éxodo desordenado de la gente más desprotegida. Si guatemaltecos, salvadoreños, hondureños y mexicanos huyen hacia Estados Unidos, es porque gentes como Nicolás Maduro crean las condiciones ideales para que millones (y millonas Maduro dixit) de personas piensen, como sentenciaba Simón Bolívar, que todo lo que puede hacer un latinoamericano ilustrado es emigrar.

Por eso es un disparate que Estados Unidos se dedique a combatir los síntomas del mal – narcotráfico, terrorismo islamista o el habitual de toda la vida, la corrupción generalizada o la inmigración ilegal –, y que ignore las causas de estos flagelos. Es como pelear con la cadena y olvidarse del mono. Es un atroz error pasar por alto a Nicolás Maduro, Raúl Castro, Evo Morales, Daniel Ortega y al resto de los sospechosos habituales.

En este momento, a los míticos 100 días de instalarse en la Casa Blanca, la administración de Donald Trump todavía no ha nombrado en el Departamento de Estado al Subsecretario a cargo de América Latina, no ha formulado una política coherente con relación a los peligros que emanan de esa zona, y ni siquiera ha designado a un embajador titular para que participe en la OEA.

Tampoco es de extrañarse, dado que los países limítrofes también carecen de instinto de conservación y son incapaces de formular una política exterior que intente protegerlos.

En Colombia, Juan Manuel Santos jugó con la fantasía de que Chávez era su nuevo “mejor amigo”, pese a que miles de narcoguerrilleros colombianos vivaqueaban en Venezuela y él lo sabía, mientras al Brasil de Lula y de Dilma no le importaba que una buena parte de la coca que las FARC producía y Venezuela exportaba por medio del Cártel de los Soles (el de los generales venezolanos), inundara las calles de Sao Paulo y Río de Janeiro.

Es indispensable, en este punto, formular y responder tres preguntas básicas.

¿Por qué los únicos países latinoamericanos que han formulado una política exterior conjunta, consonante con sus objetivos, son dictaduras totalitarias, como Cuba, o disfrazadas, como Venezuela, Bolivia, Nicaragua y Ecuador?

Acaso porque sueñan con hundir a Estados Unidos y a los valores que le dan forma y sentido a las odiadas (por ellos) democracias liberales, y saben que para lograr esos propósitos es indispensable actuar en el terreno internacional.

¿Por qué las democracias latinoamericanas son incapaces de generar una política exterior individual o colegiada que las defienda del permanente acoso totalitario?

Tal vez, porque nuestros dirigentes políticos (con excepciones) no ven más allá de sus narices, o porque han delegado en Estados Unidos esa función, sin comprender que a esta nación, finalmente, le importa un rábano lo que pueda ocurrir fuera de sus fronteras, salvo que afecte los intereses y la seguridad de Estados Unidos, como es posible deducir de la permanente corriente aislacionista presente en el país desde que George Washington se despidió del poder recomendándoles a sus compatriotas que se mantuvieran alejados de las querellas europeas.

¿Por qué a Estados Unidos le interesa más cuanto sucede en Indochina o en el Magreb que lo que ocurre en el vecindario latinoamericano, a pocos pasos de la (todavía) imaginaria muralla de Trump?

Sospecho que tiene que ver con la propia autopercepción estadounidense. Pese a la recomendación de Washington, el mainstream se ve como una prolongación de Europa y tiene preocupaciones europeas. América Latina fue un mundo desovado y celosamente guardado por España durante siglos. Muy pocos norteamericanos son capaces de percibir el peligro cuando emana de naciones insignificantes. Por eso no ven, no oyen y no sienten. Trágico.
BLOG ORLANDO TAMBOSI

Ditadura venezuelana é uma ameaça para toda a região


Fracassado, o tirano Nicolás Maduro tenta agora bancar o comandante, responsável que é pelo "domínio mais importante da ditadura castrista". Artigo de Carlos Sánchez Berzain:


El régimen en Venezuela, para mantenerse en el gobierno, avanza frontalmente hacia una dictadura abierta que ha paramilitarizado el ejercicio del poder político. No queda ninguna duda que Nicolás Maduro y su gobierno son responsables del dominio más importante de la dictadura castrista. Maduro, fracasado en su disfraz de presidente, ahora ensaya el de comandante y la peligrosidad de la dictadura venezolana se hace evidente interna e internacionalmente como una amenaza para toda la región.

En el siglo XXI el eje de confrontación de la política en América Latina no es ideológico, no se trata de la lucha por el poder entre izquierdas y derechas, o entre nacionalistas y globalizadores, ni entre estatistas y liberales, tampoco entre progresistas y conservadores. La disputa fundamental se presenta entre quienes quieren el poder indefinidamente con su propia voluntad e interés como norma, contra los que creen en la institucionalidad del estado de derecho con el mandato de la ley como fundamento. Es la confrontación entre la dictadura y la democracia, entre el castrismo que logró expandir su proyecto anti democrático en la región, contra los pueblos que quieren libertad, con alternancia en el poder, rendición de cuentas y responsabilidad de los gobernantes. De la disputa de planes de gobierno se ha retrocedido a la confrontar la forma de gobierno y de Estado.
Esta situación resulta de la “destrucción institucionalizada del estado de derecho” y en consecuencia de la democracia que el castrismo expandió como nuevo método de lucha desde su alianza con Hugo Chávez. Con pretensión de revolución y discurso populista, con ingentes cantidades de dinero provenientes del petróleo venezolano, de la corrupción y hasta del narcotráfico, manipulando procesos electorales, plebiscitos y referéndums, suplantaron constituciones, introdujeron leyes infames, lograron el control total del estado y de sus órganos hasta obtener la concentración y manipulación total del poder al servicio de la corrupción.
En lo inmediato controlaron la región con éxito aparente. Luego llegó el inevitable fracaso, porque el sistema castrista de “dictaduras del socialismo del siglo XXI” (SSXXI) entró en crisis por su economía centralista, estatista y personalista, por la incapacidad, la corrupción y la ausencia de libertad; la falta de frenos y balances, de oposición real, alternancia en el poder, elecciones limpias, prensa libre, justicia independiente. Pasaron a destacarse por sus nuevos ricos, los crímenes de estados y los presos, exiliados y perseguidos políticos que además de ciudadanos cubanos desde hace casi 60 años ahora son venezolanos, bolivianos, ecuatorianos…

Además de la crisis económica, social y política del modelo dictatorial castrista que hoy se ve en su grado más avanzado en Venezuela, han dado lugar a una verdadera crisis de paz y seguridad hemisférica, producida por las acciones políticas deliberadamente ejecutadas, fijando su centro en Venezuela. Se trata de la amenaza a la paz y seguridad internacionales que han crecido exponencialmente con el “narcotráfico”, las vinculaciones con el “terrorismo” islámico, la presión sobre “migración forzosa” y la “corrupción” que las dictaduras del SSXXI han generado como parte de su declarada política antiimperialista contra de los Estados Unidos de América.

Bajo el sistema promovido por Castro y Chávez el narcotráfico creció y se señalan como narco estados a la Venezuela de Chávez y Maduro y a la Bolivia de Evo Morales. Las dos principales fuentes de cocaína del mundo que cada año incrementan su producción son Colombia con las FARC (en proceso de legalización política) y Bolivia con Evo Morales, que han hecho de Venezuela el eje del ilícito. Esta situación hubiera sido imposible sin la participación directa del castrismo SSXXI sosteniendo a las FARC y defendiendo la coca como política de estado con Evo Morales afirmando en la ONU que la lucha antinarcótico es “un instrumento de opresión del imperialismo norteamericano”. Así no resulta casual que todos estos gobiernos hayan expulsado a la DEA.

Similares acciones son verificables en las vinculaciones con el terrorismo de origen islámico, la presión sobre migraciones por la inseguridad que crea el narcotráfico, y respecto a la corrupción institucionalizada. El detalle en la situación actual de la dictadura de Nicolás Maduro, es que la mayoría, sino todos los centros de control de estas cuestiones criminales aparecen mostrando como eje a Venezuela.

La peligrosidad de la dictadura venezolana es extrema para toda la región porque hoy Venezuela –entre otras cosas– aparece como el centro de: la protección a las FARC; del tráfico de drogas provenientes de las FARC y de los sindicatos cocaleros de Evo Morales; es el país que emite pasaportes dando falsa identidad a personas de territorios afectados por el terrorismo islámico; es donde la corrupción, por ejemplo el “lava jato”, permanece sellada igual en Cuba, Ecuador, Bolivia y Nicaragua. Expertos dan cuenta que es desde el eje de narcotráfico de Venezuela, que crece la presión de inseguridad en Centro América con maras, mafias y carteles mexicanos incluidos.

En este escenario no es raro que Cuba, Ecuador, Bolivia y Nicaragua hayan reiterado su apoyo incondicional a la dictadura de Maduro. Lo extraño es que todos los gobiernos de las democracias del hemisferio, desde Canadá y Estados Unidos hasta Brasil, Argentina y Chile –con extraordinarios servicios de información– no señalen la alta peligrosidad que representa para sus pueblos, sus gobiernos y sus estados la permanencia de la dictadura venezolana en el poder.
BLOG ORLANDO TAMBOSI

Atolados no pântano


Em artigo publicado no Globo, o economista Paulo Guedes critica o dirigismo praticado tanto pela "direita" quando pela "esquerda". O dirigismo, segundo ele, "promove uma perversa associação entre poder econômico e poder político, com menos crescimento e mais corrupção":


A“direita” brasileira afundou com a redemocratização, por estar associada ao autoritarismo político e à insensibilidade social do regime militar. A “esquerda” brasileira afunda agora com a morte da Velha Política, por estar associada à roubalheira e ao colapso do crescimento econômico na decrépita Nova República. A “direita” hegemônica governou por duas décadas, e a “esquerda” hegemônica por três, ambas com um modelo econômico dirigista, desastroso para o desenvolvimento social e político do país.

O histórico de desaceleração do crescimento e do aumento da corrupção sistêmica é uma incontornável condenação desse dirigismo, que transformou o capitalismo de Estado do regime militar em um capitalismo de quadrilha social-democrata. O dirigismo promove sempre uma perversa associação entre o poder econômico e o poder político. No passado distante, em uma reunião de financistas com o então candidato às eleições presidenciais, que foi depois vitorioso, tive a oportunidade de lhe explicar por que o banco de investimentos do qual eu era sócio e fundador não contribuiria financeiramente para campanhas políticas: por acreditarmos que o dinheiro privado e servidores públicos devem manter a maior distância possível, no melhor interesse da sociedade. As contribuições aos partidos políticos devem ser pessoais, voluntárias e limitadas, dificultando a influência indevida do poder econômico.

O governo tem o poder de permitir ou negar fusões entre grandes bancos, cervejarias e até mesmo universidades. Pode permitir maior ou menor grau de concentração de poder econômico em cada setor. Pode decidir quem serão os “campeões nacionais” nos diversos segmentos industriais, privilegiando grandes empresas com créditos subsidiados de longo prazo, enquanto as pequenas e médias são esmagadas pelo excesso de impostos, encargos trabalhistas e juros astronômicos, em meio à implacável guerra competitiva da globalização. Se o poder econômico encomenda legislação favorável e compra favorecimento econômico em troca de financiamento político há 30 anos, como revela Emílio Odebrecht à luz da Lava-Jato, são orgânicos e inextricáveis o tráfico de influência, o desvio de recursos públicos, a deformação da economia e a desmoralização da classe política.
BLOG ORLANDO TAMBOSI

Coreia do Norte garante que vai acelerar programa nuclear


A Coreia do Norte afirmou nesta segunda-feira que impulsionará “a velocidade máxima” seu programa de armas nucleares em resposta à crescente pressão exercida sobre o país por parte do presidente americano, Donald Trump. “Agora que os Estados Unidos estão fazendo muito ruído a favor de mais sanções e pressão contra a República Popular Democrática da Coreia, de acordo com sua nova política de máxima pressão e compromisso”, o país “irá acelerar ao máximo as medidas para reforçar seu programa nuclear”, assegurou em um comunicado um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores. O texto, publicado hoje pela agência estatal de notícias “KCNA“, assegura que estas medidas podem ser realizadas “em qualquer momento e em qualquer lugar”. (Veja)

Jovem viaja de Brasília até o interior da Bahia debaixo de ônibus



Por Redação BNews
Um jovem identificado como William Gomes da Silva de 24 anos, natural de Caetité-BA, foi  encontrado debaixo de um ônibus da empresa Novo Horizonte, na tarde deste sábado (29), na agência da empresa da cidade de Boquira-BA. Segundo o ste Boquira em Ação, o jovem estava trabalhando em uma fazenda no Distrito Federal e quando retornava  para Caetité foi roubado na rodoviária de Brasília. 
Desesperado e sem dinheiro, o rapaz acabou entrando debaixo do ônibus e viajou de Brasília até ser descoberto em Boquira,  deitado próximo ao motor de veículo. Quando o ônibus parou na agência, o jovem perdido, sem saber onde estava,  abaixou a cabeça para saber onde estava. Acabou sendo visto por um taxista, que avisou os funcionários. A PM foi acionada e levou o rapaz para delegacia para averiguações, mas foi constatado que ele falava a verdade.

Michel Temer se beneficiou de caixa 2 em 2014, diz João Santana



Por Redação BNews | Fotos: Pedro Ladeira/Folhapress
O marqueteiro João Santana afirmou ao TSE que o presidente Michel Temer se beneciou o caixa 2 repassado à campanha presidencial em 2014. Para ele, o peemedebista "gerou prova" contra si mesmo ao participar das gravações de propaganda política.
 
Segundo ele, Temer atuou nas propagandas porque "encheu o saco" e pediu "sistematicamente" isso. Uma das linhas de defesa de Temer no processo é que ele não se beneficiou de irregularidades, como caixa dois."Por causa dessa pressão dele [de participar das gravações de TV], ele terminou gerando, digamos, uma prova contra ele, porque entrou duas ou três vezes em gravação de programas só porque insistiu", disse o marqueteiro.
 
"Então, se o dinheiro da campanha da presidente Dilma está contaminado, está, de fato, com isso, e o programa foi pago, em parte, com esse dinheiro, então, ele (Temer) participou desses programas também."Segundo ele, "no último momento a própria presidente é quem quase pressionou para colocá-lo porque ele estava enchendo o saco, perdoe a expressão". "Raramente um vice aporta votos. O presidente Temer, além de não somar, estava tirando votos", disse. As informações são da Folha de S. Paulo.

PT usará rejeição a Temer para impulsionar candidatura de Lula



Por Redação BNews | Fotos: Gilberto Jr./Bocão News
Dois dados da última pesquisa Datafolha vão nortear a estratégia do PT para projetar a candidatura de Lula à Presidência: a insatisfação com o governo Michel Temer e o índice de 85% e o apoio à convocação de eleições diretas. 
 
Segundo a Coluna Painel, da Folha de S. Paulo, os petistas centrarão fogo na propaganda pela antecipação da disputa de 2018, ainda que não acreditem que isso vá ocorrer. Querem ampliar a pressão sobre a Lava Jato e inflar o discurso de que qualquer ação contra Lula tem o objetivo de tirá-lo do páreo.
 
A pesquisa confirmou a projeção de entusiastas da candidatura de Lula de que a divulgação das delações da Odebrecht teria efeito paradoxal sobre a imagem dele. 

Obras de R$ 120 bilhões teriam sido feitas para manter esquema de propinas



Por Redação Bocão News | Fotos: Paulo Whitaker/Reuters
Para Emílio e Marcelo Odebrecht, a empreiteira se envolveu em quatro empreendimentos que não teriam ido para a frente se não houvesse tráfico de influência ou se o objetivo não fosse o de alimentar o esquema de corrupção do governo petista. Juntos, esses investimentos - Sete Brasil, Belo Monte, Arena Itaquera e Porto de Mariel, em Cuba - somam quase R$ 120 bilhões.
 
Esses dois últimos já estão em funcionamento. Belo Monte deve ser inaugurada em 2016, com quatro anos de atraso. Já o futuro da Sete Brasil é incerto. Conforme o jornal O Globo, a empresa foi criada em 2010 para gerenciar a construção de 28 sondas para o pré-sal e entregá-las à Petrobras, mas enfrenta dificuldades financeiras. 
 
Fontes do setor avaliam que há fortes indícios de que a Sete Brasil tenha sido criada para irrigar o sistema de propinas da Petrobras.

Empreiteira OAS pretende delatar dois ministros do STJ



Por Redação Bocão News
 
A delação premiada da OAS promete sacudir o Judiciário.  Os ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Humberto Martins, atual vice-presidente da corte, e Benedito Gonçalves foram citados nas negociações de delação premiada da empreiteira com procuradores da Lava Jato. As informações são de reportagem de Bela Megale e Walter Nunes na Folha de S.Paulo.
 
"Pessoas ligadas às tratativas relataram à Folha que eles são apontados como beneficiários de recursos por atuação no tribunal favorecendo a empreiteira.
 
No caso de Martins, os executivos afirmam que o dinheiro foi repassado por meio de seu filho Eduardo Filipe, que também teria se beneficiado. Advogado, ele tem escritório em Brasília e atua em causas junto ao STJ.
 
Já Gonçalves apareceu em um relatório da Polícia Federal devido à proximidade com Léo Pinheiro, sócio da OAS preso em Curitiba e que tenta firmar acordo de delação.
 
Segundo envolvidos nas conversas com procuradores em Brasília e de Curitiba, o número de delatores ligados à empreiteira pode chegar a 50, marca próxima à da Odebrecht, que firmou 77 acordos de delação com a Justiça."

EUA: homem atira em sete pessoas em festa e é morto por policiais



Por Redação Bocão News | Fotos: Reprodução
 
A polícia de San Diego, nos EUA, matou um homem, 49 anos, suspeito de atirar em sete pessoas, neste domingo durante uma festa de aniversário na piscina de um complexo de apartamentos perto da Universidade da Califórnia. O homem, identificado como Peter Selis, estava com uma cerveja na mão e a arma em outra. Os oficiais receberam os primeiros relatos às 6h, disse Shelley Zimmerman, chefe de polícia de San Diego.
 
De acordo com o Estadão, quatro mulheres negras, dois homens negros e um hispânico foram levados para hospitais com ferimentos de bala. Uma das mulheres morreu momentos depois. Vários feridos passaram por cirurgia no mesmo dia e outros estavam em estado grave. Um homem foi levado ao hospital depois de quebrar o braço enquanto fugia.
 
“Esse é realmente um ato terrível de violência que aconteceu hoje”, disse o prefeito de San Diego, Kevin Faulconer, em entrevista coletiva. “Nossa cidade inteira, todos os nossos pensamentos e orações estão com as vítimas e suas famílias.”
 
Um helicóptero da polícia chegou à cena do crime primeiro e o piloto relatou ter visto vários feridos e que o suspeito ainda estava na área da piscina. Três policiais em terra atiraram no homem depois que ele apontou uma arma de grande calibre para os oficiais,disse Shelley Zimmerman.
 
A polícia acredita que Selis morava no complexo, mas não descobriu um motivo para o crime. Acredita-se que uma das pessoas da festa morava no mesmo complexo. A polícia está investigando o caso.

Governo volta atrás e quer votar reforma da Previdência até o fim de maio



Por Redação BNews | Fotos: Valter Campanato/Agência Brasil
O governo federal voltou atrás e agora quer tentar, novamente, votar a reforma da Previdência até o fim de maio no plenário da Câmara. A avaliação é que há margem para convencer dissidentes, como PSD, PP e PR.
 
E por falar em Previdência, a AGU cobra cerca de R$ 1 bilhão para os cofres da Previdência. O dinheiro é referente às 4,5 mil ações ajuizadas contra empresas responsabilizadas por acidentes de trabalho. Segundo a Coluna Estadão, do jornal O Estado de S. Paulo, os valores se referem à recuperação de tudo o que foi pago ao segurado do INSS com auxílio-doença e auxílio-acidente, ou pensão por morte para dependentes. 

Precisamos de um Plano Real para política, diz ministro do STF


"Precisamos de um Plano Real para a política". A afirmação foi feita pelo ministro Luís Roberto Barroso num evento na Universidade de Columbia, em Nova York, em que ele falou a empresários, professores e estudiosos sobre reforma política, entre outros temas como corrupção e Previdência. O magistrado defende o voto distrital misto, no modelo alemão. (Mônica Bergamo)

HOJE 23 ANOS SEM AYRTON SENA DO BRASIL!