MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

domingo, 1 de julho de 2012

Pequenas empresas fazem pistas e acessórios para prática de skate


Skatistas também movimentam o comércio de roupas estilosas.
Empresa já construiu mais de 180 pistas de skate no Brasil.

Do PEGN TV

Pequenas empresas se dedicam à produção de pistas de skate no Brasil e acessórios para a prática do esporte. Para se aventurar em radicais manobras, os skatistas também movimentam o comércio de roupas estilosas.
O empresário Fernando Casasco descobriu no esporte o tino para os negócios. Ele constrói pistas de skate. O esporte surgiu na vida dele aos 7 anos. Casasco ainda guarda o primeiro skate que ganhou. Ele não imaginava que 35 anos depois iria se tornar referência no mercado brasileiro.
Nada mal para o que – há 15 anos – era apenas um hobby. “Vamos fazer pistas publicas para as cidades, em clubes, em condomínios. Na época até o meu pai brincava e falava assim ‘mas como assim, ninguém quer fazer pista de skate’. Eu falei, ‘não, mas vão querer’”, explica.
A empresa construiu mais de 180 pistas de skate no Brasil inteiro, além de duas no exterior. O custo é de R$ 500 por metro quadrado. O faturamento médio anual é de R$ 1,5 milhão.
Fernando trabalha com uma estrutura enxuta. Desenvolve os projetos das pistas na casa dele com a ajuda de um arquiteto. “Eu faço todo o detalhamento de materiais, detalhamento técnico do projeto, levantamento de materiais, todo esse trabalho pra viabilizar a obra da pista”, diz o arquiteto Eduardo Natário.
Um clube na zona sul de São Paulo contratou o empresário e há 2 anos os sócios ganharam uma nova e moderna pista de skate, com 350 metros quadrados. O investimento foi de R$ 150 mil e ajudou a aumentar a frequência no clube.
“Hoje nós temos aqui muitas crianças que fazem aula, nós temos inclusive adultos que utilizam a pista. A garotada, eles adoram o canto do clube e isso é de acordo com o investimento que a gente fez, é um investimento que eu posso dizer que deu certo”, diz Pedro Barbosa da Silveira, superintendente do clube.
O esporte cresce a cada dia no Brasil. Está tão popular que, em número de praticantes, só perde mesmo para o futebol. A indústria do skate chega a movimentar R$ 3 bilhões por ano.

Embalado pelo bom momento do mercado, agora o empresário Casasco quer mais, espera dobrar o faturamento até o fim do ano. “O mercado está normalmente em torno dessas pistas. Cada lugar que você coloca uma pista você gera um número de praticantes que têm que consumir, tanto equipamento como as roupas etc. Ou seja, e cada vez isso cresce mais”, diz.
E o empresário Edson Tuffi transformou o gosto pelo esporte em algo bem lucrativo. No início do ano, ele montou esta loja na zona leste de São Paulo. É o paraíso dos skatistas, tem de tudo para os apaixonados pelo esporte.
“A gente era uma loja de surf. E o surf tem tudo a ver com o skate. Aí nós montamos essa loja aqui com um miniramp. Era uma rampinha bem pequena, mais para o iniciante. E ai a demanda do skate foi aumentando a gente percebeu que o mercado estava em altíssimo crescimento e resolvemos mudar o segmento assim por completo”, afirma.
Para atender a necessidade do público específico, Tuffi investiu na variedade: roupas, acessórios, equipamentos de segurança e muitos modelos de skates. Hoje, são mais de 500 produtos disponíveis na loja.
Quem compra os acessórios pode sair com o skate montado, completinho. “Tem alguns shapes que são mais largos, alguns shapes são mais finos, como os trucks também, rodas também de diâmetro maiores ou menores, não tem uma regra estipulada para o skatista, ele que faz a regra”, afirma o vendedor Will Ronzio.
Thiago Reais é um fanático por skate e não economiza com as novidades. “Sempre compro, sempre tenho é shape, roda, que sempre tem que andar com um material novo, em boas qualidades”, relata.
Tem preços para todos os bolsos. Um skate completo para iniciante custa cerca de R$ 130. Os modelos mais sofisticados podem chegar a R$ 850. “O skatista no está querendo um equipamento bom. Não está mais indo tanto pelo preço, eles querem os importados, que geralmente são um pouco melhores”, revela Tuffi.
A loja atende o público adulto e também infantil. A criança é uma das grandes apostas do mercado. Para incentivar o esporte entre a garotada, o empresário montou a pista de skate onde elas treinam com o acompanhamento de professores.
O espaço funciona como uma escolinha. As aulas de skate acontecem duas vezes por semana e o valor da mensalidade é de R$ 160 reais. São 30 alunos matriculados. Os irmãos Samy e Enzo não perdem uma aula. “O esporte, a empolgação, as manobras deixam a gente louco, é muito legal”, diz Samy Mello Akel.
O empresário também mantém a loja virtual, que vende para todo país. O faturamento médio mensal é de R$ 45 mil. “Eu espero um crescimento de aproximadamente 15% até o final do ano, e esperamos mais duas ou três lojas até o final do ano que vem”, diz.

Empresário do setor de segurança cria sistema eletrônico sofisticado


Os chamados controles de acesso são muito usados em condomínios.
Em 2011, o segmento movimentou mais de R$ 1 bilhão.

Do PEGN TV

Empresários do setor de segurança investem na fabricação e na instalação de sistemas eletrônicos sofisticados. São os chamados controles de acesso, muito usados em condomínios.

O empresário Luiz Corrochano fabrica um equipamento de segurança eletrônica que faz a diferença no dia a dia dos condomínios. O aparelho tem uma memória interna com um programa que controla a entrada e saída de veículos e pedestres. Ele criou o sistema há dez anos.

“Eu já fazia serviços em condomínios nessa parte de segurança. Em determinado momento eu percebi que essa área estava crescendo bastante e resolvi investir um pouco para criar um produto próprio e passar a industrializá-lo”, explica.

Para começar o negócio, o empresário investiu R$ 100 mil em maquinários. Além dos aparelhos de monitoramento, também são fabricados os controles remotos que integram o sistema de segurança. Na linha de produção, os funcionários fazem a montagem dos chips que funcionam como a memória do aparelho. São produzidos cerca de 300 conjuntos por mês

“A gente criou um sistema que impossibilita a clonagem do controle, então é muito mais seguro para utilização em condomínios. Ele permite que os usuários possam enviar sinais de pânico enquanto estão do lado de fora do condomínio e outras soluções diversas”, explica.

Depois da montagem dos conjuntos, uma equipe técnica programa os aparelhos. O equipamento registra acionamentos de até 9 portões com 6 mil controles remotos cadastrados. Um conjunto custa em média R$ 1,5 mil. O faturamento é de R$ 3,5 milhões por ano.

A instalação do sistema eletrônico é feita por empresas parceiras. O engenheiro Kleber Reis faz o serviço. “Quando nós abrimos um portão, um sistema de sensor vai informar para o módulo que aquele portão está aberto”, diz.
Cartão intransferívelUm condomínio em São Caetano do Sul, no ABC Paulista, optou pelo equipamento de segurança há 4 meses. Com o sistema instalado na guarita, o vigia monitora os acessos ao prédio pela garagem e também pelo portão social.

Na entrada de pedestres, o sistema eletrônico funciona com um cartão. Basta aproximá-lo do leitor que o portão destrava. O diferencial é que o cartãozinho é pessoal e intransferível. Para usá-lo, é preciso que o morador esteja cadastrado. No computador da guarita é possível verificar o número do apartamento, o nome e a foto de quem terá acesso.

O condomínio gastou cerca de R$ 10 mil com o novo equipamento. “Facilitou a vida do morador, para ele entrar para o condomínio. Anteriormente, ele teria que estar se identificando para o porteiro, falando que ele era morador do condomínio. Hoje não, ele passa o chaveirinho, avisa que é ele que está entrando. O porteiro só faz o acesso, a liberação da segunda porta”, explica o zelador Jenival Ferreira Paz.
Para os moradores, o condomínio ganhou, e muito, com o sistema. “É mais prático e mais seguro”, diz Thiago de Freitas.

O setor de segurança é um dos que mais crescem no país. No ano passado, o segmento movimentou mais de R$ 1 bilhão. E para suprir a demanda, o mercado investe em tecnologia. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança, a participação das pequenas empresas no cenário é fundamental.

“É um mercado que está abraçando muito esse tipo de empresa, que antigamente fazia rede elétrica e agora faz rede lógica. (...) Eu considero que esse mercado vai crescer em torno disso mesmo, em torno de 10% a 11%. Assas empresas estão sendo treinadas pelos distribuidores e fabricantes de produtos que a gente acaba instalando”, diz Oswaldo Oggiam, diretor da associação.

De olho nas tendências de mercado e em novas tecnologias, o empresário Corrochano acredita num crescimento ainda maior para este ano. “Eu confio que até o final do ano nós vamos manter essa média de crescimento por volta de 15%”, ressalta.

Conhecimento científico proporciona autonomia a agricultores familiares


Agrônomo auxilia pequenos agricultores com assistência técnica e extensão.
Comunidade passou a se organizar e vende produtos em feiras do Recife.

Do Globo Rural
Muitas lavouras de cana-de-açúcar e algumas pequenas propriedades dominam a paisagem de boa parte da zona rural do município de Lagoa de Itaenga, na Zona da Mata de Pernambuco, a 85 quilômetros do Recife.
Nesse contexto, entre a monocultura da cana e a agricultura familiar, o agrônomo Guilherme Soares, da Universidade Federal Rural de Pernambuco, desenvolve um dos seus trabalhos de campo.
A gestão da pequena propriedade é o foco da sua atuação, que começou há sete anos. “Nós acompanhamos, assessoramos, contribuímos na formação dessas famílias de agricultores em seus processos de gestão coletiva. Nós temos indicativos e evidências de que a comunidade tem avançado”, afirma Soares.
“Isso é um trabalho que fazemos semanalmente, com vindas de estudantes e a equipe da universidade. A gente faz todo esse acompanhamento nas propriedades, na sede da Associação e nas feiras que eles comercializam na cidade do Recife”, explica o agrônomo.
Desde que se formou na universidade, Guilherme sempre trabalhou com assistência técnica e extensão, dando auxílio aos pequenos agricultores. Telespectador assíduo do Globo Rural, usou muitas reportagens do programa nas reuniões que liderava nas comunidades, e ainda guarda muitas fitas cassetes com gravações antigas. “Na época, quando eu me formei, fui trabalhar na margem do São Francisco, no sertão da Bahia, e utilizei muitas dessas reportagens na capacitação dos agricultores”, explica.
Na comunidade Marrecos, 42 famílias se mantêm em pequenas propriedades graças às informações trazidas pela universidade. Arnaldo Ferreira, ex-cortador de cana, e sua esposa, Maria de Freitas, não conseguiam manter a família no campo, mesmo com os dois hectares de terra dos quais já eram donos. Hoje, estão na lida com o urucum, que alguns também chamam de colorau, por conta da diversificação.
“Eu estou trabalhando para mim. Não tem ninguém me olhando. O meu salário é outro. Aumentou mais de 50%”, diz o agricultor. Além do urucum, a propriedade passou a produzir jabuticaba, fruta-pão, coco, galinha e bode. De tudo que Arnaldo plantou depois da vinda da universidade, é dos canteiros das hortaliças que sai a maior parte da renda da família.
Para o trato das hortaliças, hoje Arnaldo conta com a ajuda das filhas, mas só aos sábados e domingos, porque, durante a semana, elas têm compromisso com a escola. Rubenice Maria de Freitas, a mais nova, de 16 anos, está em um colégio técnico em Agropecuária. Silvânia Maria de Freitas, de 25 anos, a mais velha, frequenta um curso de Agroindústria.
Maria José de Freitas, a filha do meio, de 24 anos, já é técnica agrícola e, no início deste ano, passou no vestibular para a faculdade de Agronomia. “Eu pensava buscar outro tipo de trabalho em outras cidades, cidades maiores, mas, no decorrer do tempo, observei que o melhor estava mesmo na minha propriedade, dentro da comunidade“, afirma.
Assim como as filhas de Arnaldo, outros jovens também resolveram permanecer nas suas propriedades. Além da melhoria na renda e na qualidade de vida, o acesso à internet ajudou nesse processo, e o centro comunitário se tornou um ponto de encontro desse pessoal. A aquisição de computadores só foi possível com os ajustes administrativos que a associação dos produtores também sofreu.
“Eu acho que a gente renasceu após a vinda da universidade para dentro da comunidade. A gente não tem um prazo definitivo para terminar, mas antes a gente fazia as reuniões debaixo dos pés de jaca, debaixo dos pés de manga. No período de inverno, a gente não tinha condição de fazer uma reunião porque chovia. Hoje se pode dizer que a gente já tem um espaço onde colocar a cabeça e não se molhar”, diz Damião Barbosa, um dos líderes da Associação dos Produtores Agroecológicos e Moradores da Comunidade do Imbé, Marrecos e Sítios Vizinhos.
Mais que uma sede em construção e uma associação organizada, Damião ressalta outras conquistas que ocorreram por aqui. “A gente começou envolver os jovens e as mulheres. É importante, porque dá uma diversidade de pensamento”, diz.
“Sair de um processo onde o jovem, primeiro, era educado para trabalhar para senhor de engenho. Ele nunca tinha uma educação para dizer assim, ‘olha, meu filho a sua propriedade pode lhe dar uma renda’. Não, era ‘meu filho, quando você ficar com uma certa idade, vai comigo para o engenho cortar cana’”, afirma o líder comunitário.
No processo de inclusão da família nas decisões da associação, a estufa das orquídeas materializa a conquista e a participação da mulher na vida econômica da comunidade. De orquídea a hortaliça, tudo que é plantado e colhido segue para a capital do estado, em um trajeto que leva pouco mais de uma hora.
A 100 metros da praia de Boa Viagem, uma das mais badaladas do Recife, é possível encontrar os agricultores da comunidade Marrecos vendendo seus produtos em uma pequena feira da cidade, realizada todo sábado. A organização implantada no campo se mantém na hora da comercialização.
“Aqui é o auge de todo processo de trabalho que vem desde o campo até a cidade, e que só se viabiliza através da organização”, conclui Guilherme Soares. Já organizados, os agricultores da comunidade Marrecos passaram a contar com o apoio de outras instituições além da universidade, como entidades que bancam projetos específicos de produção e comercialização.

Plano Safra tem aumento de 7,4% no repasse de verbas para setor agrário


Maior parte do dinheiro vai para custeio e comercialização.
Linha especial foi desenvolvida para criadores de suínos.

Do Globo Rural
O Governo Federal anunciou nesta semana o plano agrícola e pecuário para a safra 2012/2013. Os recursos aumentaram. O volume total é de R$ 115,2 bilhões, 7,4% a mais do que o liberado no plano de safra passado. Desse total, 81% terão juros beneficiados e 19%, juros livres.
A maior parte do dinheiro do plano vai para custeio e comercialização: R$ 86,9 bilhões. Para operações de investimento, foram destinados R$ 28,2 bilhões. A taxa de juros será de 5,5% ao ano, contra 6,75% do plano passado.
Outra novidade é a ampliação do volume de recursos para o pagamento do Seguro Rural. Estão previstos R$ 400 milhões. O valor é 58% superior ao do plano passado.
A presidente da Confederação Nacional da Agricultura, Kátia Abreu, comemorou. “Depois de 20 anos, realmente, era o Plano Safra que nós esperávamos. O que acontecia no passado era o anúncio de um Plano Safra e o empurra-empurra de dívidas rurais, sem dar condições aos produtores do Brasil de uma sustentabilidade de renda. Isso, para nós, é um alento extraordinário, e nos dá alma nova para continuar produzindo”, diz.
O plano de safra também traz novidades para a pecuária. Foi renovada a linha de financiamento para aquisição de matrizes e reprodutores de bovinos, caprinos e ovinos, e foi desenvolvida também uma linha especial para os criadores de suínos.
Agora, cada produtor poderá financiar até R$ 1,2 milhão para retenção de matrizes. O prazo de pagamento é de dois anos, com juros de 5,5% ao ano.

Criação de suínos passa por grave crise em várias regiões do Brasil


Preço baixo do suíno tem a ver com excesso de carne no mercado interno.
Veja como está a situação em localidades de SC, RS e MG.

Do Globo Rural

Medidas para recuperar a suinocultura já eram esperadas, mas não deixaram os criadores muito animados. O setor vive uma crise séria porque o custo da ração está subindo muito e o da carne, não.
O preço baixo é consequência do excesso de carne de porco dentro do Brasil. Os embargos da Rússia e da Argentina contribuíram para isso, assim como o aumento na produtividade do rebanho, que é maior do que o do consumo.
Rio Grande do Sul
De acordo com a Associação dos Criadores do Rio Grande do Sul, para produzir um quilo de suíno, os criadores estão gastando, em média, R$ 2,60. O valor é quase 40% superior ao preço obtido na hora da venda.
“O valor que ele está hoje é praticamente o de nove ou dez anos atrás. Quando construímos o chiqueiro, estava em torno de R$ 1,70, R$ 1,80, R$ 1,90, e hoje está a R$ 1,90”, afirma Albino Casagrande, que cria porcos há dez anos em Nova Candelária, no noroeste do Rio Grande do Sul, como integrado de uma indústria da região.
A crise do campo chegou à cidade. Em Nova Candelária, 70% da receita do município vem da suinocultura. Com menos dinheiro girando, o comércio sentiu. “Na verdade, hoje, só se compra o que é preciso mesmo. Ele não gasta além do que precisa”, afirma o comerciante Jonas Müller.
Santa Catarina
O município de Braço do Norte, no sul do estado, decretou situação de emergência por causa da crise. Na propriedade do agricultor Diogo Becker, parte da criação de suínos foi reduzida por causa do preço baixo do suíno. “Se a atividade continuar inviável, não remunerando, provavelmente nós seremos mais um daqueles que irão rumo aos centros urbanos”, diz.
Dos 200 criadores de suínos registrados no município, dez abandonaram a atividade no último mês. A economia da região gira em torno da suinocultura. “Se não mudar o sistema, vai haver problema, vai haver queda, vão falir muitos produtores, vão parar de criar, e isso vai afetar significativamente a economia de Braço do Norte, já que a economia gira muito em torno da suinocultura”, diz o prefeito Evanísio Uliano.
Minas Gerais
Na granja de Igor Flores, em Pará de Minas, saem 500 animais para o abate toda semana. Criador independente, arca com todos os custos da produção e vende para quem pagar mais. Igor reclama que está sem dinheiro para se manter na atividade. “A saída hoje é recorrer às entidades financeiras, junto a custeios para auxiliar a produção. Querendo ou não, você tem um custo financeiro, que a cada dia encarece, e os juros são bem acima da inflação, acima de tudo, o que inviabiliza muito a produção”, diz.
O produtor pagou pela tonelada do farelo de soja 70% mais em relação ao mesmo período do ano passado, e o preço da carne caiu cerca de 15% no período. Com esse prejuízo, muitos criadores em Minas Gerais estão diminuindo a produção.
Em um galpão de Pará de Minas, há três meses, eram criados 900 animais. Hoje, a maior parte das baias está vazia. O criador está mandando os animais mais cedo para o abate para economizar alimento. A porcentagem do farelo de soja na ração foi reduzida na alimentação dos animais.
As matrizes não serão mais inseminadas, os berçários já estão vazios, e o próximo corte será na mão de obra. Mesmo com a criação de uma linha de crédito especial, anunciada no Plano de Safra, o setor considera difícil sair desta crise.
“Muitas vezes, o produtor não vai conseguir pegar essa linha, pelo fato de ele já estar endividado e a crise se prolongar por mais de um ano. É importante que o governo subsidie, através dos leilões de VEP, o milho que está na região Centro-Oeste, levá-lo para região Sul, e para São Paulo, e também é uma medida de extrema importância incluir a carne suína na política de garantia de preços mínimos”, afirma Fabiano Coser, diretor da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS).

Inseminação artificial em abelhas busca aumentar produtividade


Sêmen de zangões de elite é introduzido em rainhas selecionadas.
Processo de experimentos envolve criadores e cientistas.

Do Globo Rural

A técnica de inseminação artificial, que consiste em introduzir o sêmen de um bom reprodutor em uma fêmea selecionada, tem melhorado a genética e a produtividade dos rebanhos brasileiros há algum tempo. A aplicação dessa técnica em abelhas também existe, apesar de ser menos conhecida.
Uma flora espetacular e um clima favorável fazem com que a vocação do Brasil pra criação de abelhas não seja discutida, principalmente depois que foram dominadas as técnicas para lidar com as africanizadas, mistura de abelhas européias com africanas. Embora "agressivas", são muito mais produtivas.
Graças a elas, a produção de mel, própolis e geléia real cresceu muito no país, mas a produtividade média por colmeia continua baixa, entre 20 e 25 quilos de mel por ano.
Para o biólogo Ademilson Espencer, pesquisador da Universidade de São Paulo, com as flores que tem, o Brasil poderia chegar facilmente a 80 quilos. Para isso, teria que investir em melhoramento genético, com inseminação artificial de abelhas. “A produtividade está intimamente relacionada com o melhoramento genético e, sem inseminação, não há um melhoramento genético feito na sua totalidade”, afirma.
Toda colmeia é composta pela rainha, abelha maior, com uns dois centímetros, e mãe de todas as outras. As operárias, bem parecidas com a rainha, mas menores, têm cerca de um centímetro e meio. Os zangões, machos de tamanho intermediário, têm o corpo um pouco mais robusto.
A ideia do pesquisador é coletar sêmen de zangões de elite e introduzir em rainhas selecionadas para gerar colmeias mais produtivas. O assunto não é novo. A técnica já frequenta laboratórios de pesquisa das universidades do Brasil desde a década de 1960, mas só agora começa a dar as caras em uma produção comercial.
Esse impulso se deve, em boa parte, aos esforços do apicultor Cézar Ramos Junior, que viu a inseminação na rotina de criadores de países como Argentina e Estados Unidos e correu atrás. Conheceu Espencer e propôs uma parceria.
O acordo firmado entre o apicultor e a universidade vai até 2015. O zootecnista colombiano Omar Martínez, doutorando da USP, coordena os experimentos. “A gente tenta criar um programa de melhoramento genético e fazer parceria com os produtores para poder levar esse material, essa tecnologia no campo”, afirma.
O negócio principal de Cézar é a produção de uma própolis rara e com propriedades medicinais, a própolis verde. O apicultor conta hoje com três mil colmeias para abastecer sua empresa, que fica no município de Bambuí, em Minas Gerais.
Na região, as abelhas encontram o alecrim do campo, planta que fornece a resina para fazer essa própolis, que é muito valorizada no mercado internacional. “A abelha coleta essa resina das plantas e acrescenta cera e parte da sua saliva, fazendo a composição final da própolis, que são essas paredes aqui nas frestas”, afirma Cézar.
O trabalho de pesquisa vai ser todo voltado para a produção de própolis verde, mas poderia ser para diminuir a agressividade das abelhas, melhorar a sanidade das colmeias e a produção de mel. A seleção genética é feita de acordo com o interesse do apicultor.
Para dar início ao programa, Cezar e Omar escolheram as 50 caixas mais produtivas da empresa, mas, no processo de seleção, não é só a produtividade que conta. Eles observam também outras qualidades importantes, como a resistência a pragas e doenças. O pesquisador recolhe exemplares das caixas escolhidas para avaliar no laboratório a incidência de parasitas, especialmente a varroa, ácaro que suga a hemolinfa, o “sangue" das abelhas.
Omar faz um teste para avaliar o comportamento higiênico de uma colmeia. Para isso, delimita uma área e mata cem crias na fase de pupa. O que se espera de uma boa colmeia é que, no dia seguinte, toda a área esteja limpa.
Em outro apiário, já há um teste do comportamento higiênico pronto para ser mostrado, com 24 horas. “É uma colmeia 100% higiênica. Por enquanto, está sendo aprovada, mas não podemos esquecer que, nessas observações, a gente não pode se basear em uma só”, diz Omar.
Depois de muito testar, Omar escolheu as dez colmeias campeãs e as levou para o campus da USP, em Ribeirão Preto, São Paulo. A primeira coisa a se fazer é produzir rainhas das colmeias que foram selecionadas em Bambuí. O processo de produção de rainhas, já praticado por muitos apicultores no Brasil, é fundamental para fazer a inseminação.
Uma rainha nada mais é do que uma larva comum que recebeu uma super alimentação. Em uma colmeia, quando a rainha fica velha, fraca ou morre, as operárias naturalmente escolhem algumas larvas para alimentar exclusivamente com geleia real, formando células de cria maiores, as realeiras. A primeira que nasce mata as outras e vira a nova rainha.
Na produção artificial, Omar coloca cúpulas plásticas nas caixas escolhidas. As cúpulas vão para o laboratório junto com um favo de cria, com larvas de 24 horas. Depois, é necessário colocar uma gota de geleia real diluída em água destilada no fundo das cúpulas, e cuidadosamente transferir a larva para lá.
De cabeça para baixo, as larvas vão voltar paras colmeias sem rainhas ou com rainhas presas na parte inferior da caixa. Órfãs, e tendo as cúpulas maiores à disposição, as abelhas operárias serão estimuladas a alimentar as larvas somente com geleia real, transformando todas elas em rainhas.
Passados dez dias, as cúpulas aceitas e fechadas dentro da colmeia vão para uma estufa com umidade e temperatura controladas. “Essas realeiras chegaram aqui faz dois dias, elas são tiradas dos sarrafos, colocadas em frascos individuais pras rainhas nascerem. A gente está escolhendo a mãe dessas rainhas por características de produção”, afirma Omar.
Para acelerar o processo de melhoramento, Omar costuma mandar para o Cezar, em Bambuí, algumas dessas rainhas virgens para se acasalarem lá, naturalmente. Só desse jeito, a produção já aumenta. Uma marquinha colorida identifica a rainha, que vai para uma gaiola apropriada, junto com sete ou oito operárias, que, no transporte, vão se alimentar de uma pasta de açúcar e mel.
As que ficaram voltam para a colmeia dentro de uma telinha. Com mais cinco ou seis dias, atingem a maturidade sexual e estão prontas para a inseminação. Na natureza, seria o momento em que a rainha deixaria a colmeia para fazer seu voo nupcial. Zangões de diversas partes sentiriam seu cheiro a quilômetros de distância e iriam ao seu encontro.
Em imagens, feitas por Omar, centenas de zangões tentam acasalar com a rainha virgem presa em uma gaiola, e entre sete e 17 deles conseguem. Cada um deixa de seis a dez milhões de espermatozóides dentro dela e morre em seguida.
Esse material migra para a "espermateca", uma estrutura que a rainha tem no abdômen e que conserva o sêmen ativo por toda sua vida, que, na natureza, pode passar de dois anos. De volta ao processo de inseminação, com as rainhas virgens preparadas, é hora de se preocupar com o pai.
Uma colmeia forte e bem alimentada pode suportar até mil zangões. Na teoria, são necessários apenas oito deles para inseminar uma rainha, mas, na prática, precisa-se capturar bem mais.
A fumaça traz os zangões até a superfície da colmeia. Pacientemente, Omar procura e coleta um a um. Tenta pegar, pelo menos, uns 30 deles para cada rainha que pretende inseminar. Todo cuidado é pouco, pois zangões são extremamente sensíveis, não aguentam muito tempo na gaiola e podem morrer com qualquer variação de temperatura. “Os ovos fecundados dão origem às fêmeas, sejam elas operárias ou rainhas. Ovos da rainha que não são fecundados dão macho, então o zangão é única e exclusivamente filho da rainha. Vai carregar toda a informação genética da mãe”, explica Omar.
Para extrair o sêmen, Omar vai ter que matar o macho. “Eu viro as asas, faço uma boa pressão na cabeça e no tórax. Com muito cuidado, a gente faz a eversão (retirada do endófilo, aparelho reprodutor masculino) completa. Aí você pode observar o muco e o sêmen”, afirma o zootecnista.
A diferença é sutil: o sêmen é meio alaranjado, e o muco, mais branquinho. Um microscópio e uma seringa de precisão ajudam a coletar só a parte mais escura. O processo é repetido inúmeras vezes, e nem todos os zangões têm sêmen.
Devagar, todo o sêmen necessário é armazenado no capilar. Um equipamento especial vai ajudar a preparar a rainha para receber o material. São dois ganchos para abri-la, um lugar para apoiar a seringa com sêmen e um tubinho de acrílico, para prender a rainha.
Mesmo com a rainha anestesiada pelo gás carbônico, o processo todo exige muita delicadeza. Cuidadosamente, o pesquisador abre a abelha. Omar posiciona a seringa com o sêmen. São, no mínimo, oito microlitros de sêmen por rainha.
Omar aproveita a anestesia e corta uma das asas da rainha inseminada para que ela não tente nenhum voo nupcial. O zootecnista ainda cola um número em seu tórax para identificá-la, e devolve a matriz para a gaiolinha, para que acorde lá. “Vinte e quatro horas após a inseminação, vai receber mais um choque de CO2. Esse CO2 vai ajudar a ativação dos ovários, a migração espermática e ajuda para a rainha começar a nossa postura”, explica.
As abelhas inseminadas ainda estão sendo avaliadas na universidade e devem começar a chegar ao apiário de Cézar, em Bambuí, em seis meses. “A gente sabe que é em longo prazo, não é em curto prazo, o resultado, mas a gente espera, no final, um resultado muito positivo no aumento da produção da própolis verde, tanto em quantidade, quanto na qualidade”, diz Cézar.
Ainda levará alguns anos até que se saiba exatamente quanto esse processo todo vai contribuir para aumentar a produção de própolis verde de Cézar, mas os ganhos virão. Ainda mais se, inspirados por essa experiência, outros criadores também puderem ter acesso às técnicas de inseminação.
Para fazer a inseminação, são necessários equipamentos especiais e profissionais treinados. Apesar do custo alto, o processo, segundo os pesquisadores, pode valer a pena se a despesa for dividida por grupos de criadores.

Chega ao fim em Campina Grande o 'Maior São João do Mundo'


Após trinta dias de arrasta-pé, festa será encerrada neste domingo (1).
Cantor Santanna é uma das atrações esta noite no Parque do Povo.

Do G1 PB
Público assiste show no Parque do Povo em Campina Grande (Foto: Rafael Melo/G1)Público assiste show no Parque do Povo em Campina Grande (Foto: Rafael Melo/G1)

Chega ao fim neste domingo (1) mais uma edição do ‘Maior São João do Mundo’, a tradicional festa junina que acontece todos os anos em Campina Grande, Agreste da Paraíba, teve início no dia 1º de junho. Foram 31 dias de muito forró e arrasta-pé no Parque do Povo, com direito a casamento coletivo, passeios de trem, comidas típicas e shows de diversos cantores e bandas, este ano, a festa prestou uma homenagem ao centenário do ‘Rei do Baião’ Luiz Gonzaga.
Nomes como Flávio José, Dominguinhos, Elba Ramalho e Zé Ramalho, passaram pelo palco principal do Parque do Povo, que recebe nesta última noite de festa, o Grupo de cultura nativa Tropeiros da Borborema, Bonde do Brasil, Paulinho Pauleira, Amazan e Santanna. De acordo com a organização do evento, a noite de encerramento contará com atrações em todos os 'polos de diversão' no Parque do Povo e a expectativa é de que cerca de100 mil pessoas participem da festa.Quem visitou Campina Grande durante os últimos 30 dias encontrou muita animação e uma programação variada.
Expresso Forrozeiro
O Expresso Forrozeiro fez sua primeira viagem deste ano na sexta-feira (8) de junho, a  locomotiva, também conhecida como o Trem do Forró, saia de Campina Grande, onde acontece o Maior São João do Mundo, para o distrito de Galante. O embarque no Expresso Forrozeiro acontecia no Museu do Algodão, e a viagem durava cerca de 1h30, tanto na ida quanto na volta, em cada um dos sete vagões da locomotiva, um trio de forró pé-de-serra animava os turistas que ao chegar em Galante encontravam um verdadeiro arraial com diversas ilhas de forró, animadas ao som da sanfona, do triângulo e da zambumba.
Sítio São João
Casa de barro preserva todos os detalhes de uma típica casa sertaneja (Foto: Rafael Melo/G1)Casa de barro preserva todos os detalhes de uma
típica casa sertaneja (Foto: Rafael Melo/G1)
Uma réplica do típico ambiente sertanejo dentro da cidade Campina Grande, o Sítio São João foi aberto ao público no dia 1º de junho, no espaço era possível ao turista ver a casa de engenho, réplica das igrejinhas das pequenas cidades do Sertão, a rádio difusora, uma tipografia e outros ambientes característicos do Nordeste. Além disso,durante os 31 dias de festejos, foram realizadas apresentações de artistas regionais no espaço cenográfico.


Casamento Coletivo
No dia 12 de junho, dia dos namorados, 100 casais disseram um sim coletivo no Parque do Povo, a cerimônia já faz parte da tradição do ‘Maior São João do Mundo’ há 15 anos e acontece no dia de Santo Antônio, considerado o Santo casamenteiro.
Salão do Artesanato
A 16ª Edição do Salão do Artesanato da Paraíba aconteceu entre os dias 10 e 30 de junho. Preparado para chamar a atenção dos turistas, o Salão tinha forró o tempo todo, e trouxe o tema “Tecendo Tradições” Chamando atenção para a arte milenar da tecelagem, uma das atividades
mais importantes do artesanato no estado.
Casa de Gonzagão
Casa de Gonzagão em Campina Grande  (Foto: Divulgação/Codecom-CG)Casa de Gonzagão em Campina Grande
(Foto: Divulgação/Codecom-CG)
O espaço que fica aberto ao público até este domingo (1) é uma espécie de museu, cuja fachada é uma réplica da casa onde o ‘Rei do Baião’ viveu. Toda a trajetória de Luiz Gonzaga está cronologicamente exposta na casa em painéis que medem 3 metros de altura. Ela aparece dividida em seis épocas, desde seu nascimento em 1912 até o ano em que o país
despediu-se do Rei do Baião, em 1989.
Durante o ‘Maior São João do Mundo’ Campina Grande recebe visitantes de todo o Brasil, lotando hotéis e pousadas, aquecendo as vendas dos operadores de turismo, inclusive da capital. Para atender a grande demanda de turistas que procuram a região, pousadas alternativas e
albergues também foram colocadas a disposição dos visitantes. As hospedagens alternativas são casas de família em que os donos preparam o ambiente para receber os turistas. O atendimento é como de um hotel e muita gente gosta porque se sente em casa.
Algumas casas oferecem até garagem para os hóspedes, além das refeições. A prefeitura cadastra pessoas que desejam receber os turistas em suas casas e disponibiliza uma lista com os contatos delas, e a hospedagem alternativa pode representar uma economia de até 60% no bolso do turista.
A festa fortalece a economia da cidade em diversos setores, a Câmara dos Dirigentes Lojistas de Campina Grande (CDL) estima que serão injetados R$ 115 milhões na economia da cidade com a realização da festa em 2012, 15% a mais do que a cidade recebeu no ano passado. A
prefeitura arrecada tudo isto em impostos investindo apenas R$ 6,5 milhões.
Jerôncio é um dos vendedores que arrecada uma renda extra durante o São João de Campina Grande (Foto: Rafael Melo/G1)Jerôncio é um dos vendedores que arrecada uma
renda extra durante o São João de Campina Grande
(Foto: Rafael Melo/G1)
A arrecadação não é boa apenas para a prefeitura, mas os comerciantes também faturam muito nesta época do ano na cidade. São 150 barracas e 98 quiosques só no espaço do Parque do Povo, além de 300 vendedores ambulantes cadastrados, que passam a noite trabalhando
no local. Os restaurantes fora do espaço, os hotéis, motéis e pousadas, os taxistas, motoristas, seguranças, garçons, catadores, manobristas, flanelinhas e até jornalistas, além de muitos outros setores, trabalham dobrado no período e multiplicam também os seus rendimentos.
A organização da festa estima que mais de dois milhões de pessoas estiveram participando dos 31 dias de forró em Campina Grande. de O São João de Campina já foi inserido no calendário anual da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur) e reconhecida pela Unesco como
manifestação autêntica da diversidade cultural brasileira. A Empresa Paraibana de Turismo (PBTur) divulgou que o São João é o principal produto turístico do estado e que apesar da seca, o resultado de retorno dos investimentos ultrapassou os 10% em relação ao ano passado.

Tempestade deixa 11 mortos nos EUA


Quase 4 milhões de residências ficaram sem energia elétrica.
Fortes ventos derrubaram várias árvores na capital Washington.

Da France Presse

Uma violenta tempestade atingiu a região de Washington e o leste dos Estados Unidos no sábado (30), deixando ao menos 11 mortos e 3,7 milhões de residências sem energia elétrica, informou a imprensa local.
Queda de árvore deixou carro destruído em Lynchburg, na Virgínia. (Foto: Parker Michels-Boyce/The News & Advance/AP)Queda de árvore deixou carro destruído em Lynchburg, na Virgínia. (Foto: Parker Michels-Boyce/The News & Advance/AP)
Pelo menos 11 pessoas morreram nas tempestades provocadas pela onda de calor, enquanto os estados de Maryland, Virginia, Virginia Ocidental e Ohio se declararam em emergência.
O jornal "Washington Post" revelou que uma pessoa morreu na região da capital americana ao ser atingida por um cabo elétrico, e que outras quatro faleceram devido à queda de árvores nos estados vizinhos de Virgínia e Maryland.
Frances Lukens observa estragos provocado por queda de árvore em sua casa em Lynchburg, na Virgínia. (Foto: Parker Michels-Boyce/The News & Advance/AP)Frances Lukens observa estragos provocados por queda de árvore em sua casa em Lynchburg, na Virgínia. (Foto: Parker Michels-Boyce/The News & Advance/AP)
O "Richmond Times-Dispatch" noticiou a morte de ao menos seis pessoas na Virgínia.
Na manhã de sábado, os habitantes da capital dos Estados Unidos encontraram as ruas repletas de árvores, galhos, postes derrubados e lixo devido aos fortes ventos.
Arrancadas pela tempestade, árvores bloqueavam completamente algumas estradas da região.
A tormenta ocorre após temperaturas muito elevadas na região, acima dos 38 graus.
O presidente Barack Obama declarou estado de emergência na Virgínia Ocidental, onde 688 mil pessoas ficaram sem eletricidade. O governador Earl Ray Tomblin pediu calma à população.
"Nossas equipes de resgate têm a imperiosa necessidade de chegar às pessoas com dificuldades", disse Tomblin. "Peço a todos os cidadãos da Virginia Ocidental que não utilizem as estradas, exceto em caso de urgência absoluta".
O governador da Virgínia, Bob McDonnell, também declarou o estado de emergência assinalando que a tormenta provocou os piores danos no sistema elétrico na história do estado.
A agência americana para gestão de crise (Fema) trabalha ativamente com as autoridades locais nas zonas afetadas pela tormenta (Indiana, Kentucky, Ohio, Virgínia Ocidental, Virgínia, Maryland, Pensilvânia e Washington), informou o departamento de Segurança Nacional.
Em Ohio, 500 mil usuários permaneciam sem energia elétrica, segundo a companhia AEP, que previu para entre 5 a 7 dias a normalização do serviço.

Mega-Sena acumula e prêmio é estimado em R$ 6 milhões


Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 1.402 da Mega, diz Caixa.
101 apostas acertaram a Quina e outras 7.929, a Quadra.

Do G1, em São Paulo

A Caixa Econômica Federal (CEF) sorteou na noite deste sábado (30) as dezenas do concurso de número 1.402 da Mega-Sena. Ninguém acertou as seis dezenas sorteadas e o prêmio para o próximo concurso está estimado em R$ 6 milhões.

O sorteio foi feito Brasília (DF).
Veja as dezenas sorteadas: 02 - 09 - 10 - 21 - 27 - 38.
Cento e uma apostas acertaram a Quina. Cada uma delas terá direito a R$ 15.262,45. Outras 7.929 apostas acertaram a Quadra e receberão, cada uma, R$ 277,73.

Caprichoso brilha no encerramento da segunda noite de festa em Parintins


Boi-bumbá destacou a cultura indígena e do caboclo amazônico.
Cunhã-poranga e pajé tiveram várias aparições no espetáculo.

Marina Souza Do G1 AM
Caprichoso (Foto: Frank Cunha/G1 AM)Cunhã-poranga do Caprichoso brilhou na arena neste sábado (Foto: Frank Cunha/G1 AM)
Com o tema 'Amazônia de muitos amores', o boi Caprichoso brilhou na segunda noite do Festival Folclórico de Parintins, neste sábado (30). O boi-bumbá destacou a cultura indígena e do caboclo amazônico.
O apresentador do boi, Junior Paulain, foi o primeiro a entrar na arena, anunciando o levantador de toadas David Assayag. Em acústico, David emocionou o público cantando Nossa Senhora. A Marujada entrou e Assayag cantou Sensibilidade, toada eleita pelo público como uma das favoritas deste ano. Item um, Paulain veio vestido de Caboclo Festeiro dos Arraiais. Já David representava o Uirapuru, e a Marujada, os romeiros da fé.
Evolução do bumbá agradou o público da festa (Foto: Frank Cunha/G1 AM)Evolução do bumbá agradou o público da festa (Foto: Frank Cunha/G1 AM)

Em uma belíssima homenagem entraram na arena as caboclas parteiras da Amazônia. Elas disputam como figura típica regional. Um bebê gigante chamou a atenção nesta alegoria.
O boi Caprichoso surgiu no meio da galera e foi erguido por um guindaste até a arena, ao som da toada 'A cor do meu país'. Animado pelo tripa do boi, Markinho Azevêdo, o Azul e Branco fez uma belíssima evolução no Bumbódromo.
Alegoria do Caprichoso destacava lenda amazônica Morceganjo (Foto: Frank Cunha/G1 AM)Alegoria do Caprichoso destacava lenda amazônica Morceganjo (Foto: Frank Cunha/G1 AM)
A lenda amazônica trouxe a história do 'Morceganjo', de onde surgiu a Rainha do Folclore, Brena Dianná. A jovem de apenas 19 anos foi um dos maiores destaques da noite.
Waldir Santana, pajé do bumbá, e a cunhã-poranga, Maria Azêdo, tiveram grande participação nesta noite. As aparições destes itens se repetiram por diversas vezes. Em uma das alegorias, a mulher mais bonita da tribo surgiu no Urutal, uma espécie de coruja. A performance surpreendeu o público.
Encerrando a noite, o ritual indígena Tariana contou a história da iniciação masculina na tribo. Nesta, os povos do Alto Rio Negro festejavam a força de uma cultura secular. O pajé fez um voo sobre a alegoria.

Com inédita versão flex, nova Ford Ranger chega a partir de R$ 61,9 mil


Motor bicombustível rende até 173 cv e diesel de 200 cv desbanca rivais.
Produto global, picape será vendida em 180 países.

Rodrigo Mora De Salta, Argentina - o jornalista viajou a convite da Ford

A Ford apresenta neste domingo em Salta, na Argentina, a segunda geração da Ranger, primeira picape média a estrear no mercado brasileiro e que, desde 1994, sobrevive de reestilizações, atualizações na motorização e versões especiais. O novo utilitário é marcado, além do novo visual, pelo inédito motor flex e o diesel de 200 cv, que a torna a mais potente da categoria. Anote os preços da Ford Ranger 2013.
XLS 2.5 flex CS: R$ 61,9 mil
XLS 2.5 flex CD: R$ 67,6 mil
XLT 2.5 flex CD: R$ 75,5 mil
Limited 2.5 flex CD: R$ 87,5 mil
XLS 3.2 diesel CS: R$ 97,9 mil
XLS 3.2 diesel CD: R$ 106,9 mil
XLT 3.2 diesel CD: R$ 114,9 mil
XLT 3.2 diesel CD automática: R$ 120,4 mil
Limited 3.2 diesel CD automática: R$ 130,9 mil
Ford Ranger chega à 3ª geração completamente renovada (Foto: Divulgação)Ford Ranger chega à 3ª geração completamente renovada (Foto: Divulgação)
A Ford ainda oferece uma opção com motor 2.2 a diesel, na versão XL, exclusiva para frotistas (sem preços revelados).
Versões
Na configuração XLS, a Ranger oferece direção hidráulica, ar-condicionado, travas, retrovisores e vidros elétricos (com função “um toque” para o motorista), computador de bordo, coluna da direção regulável apenas em altura, CD player com MP3 e tela colorida de 4,2 polegadas, rodas de liga leve de 16 polegadas e ABS com EBD – na versão cabine dupla movida a diesel, adiciona-se airbags frontais e faróis de neblina.
Opções de motores vão do 2.5 flex, de 173 cv, ao 3.2 diesel, de 200 cv (Foto: Divulgação)Opções de motores vão do 2.5 flex, de 173 cv, ao 3.2 diesel, de 200 cv (Foto: Divulgação)
A XLT se destaca por acrescentar a tais itens ar-condicionado digital dual zone, controle de estabilidade (ESP), Bluetooth no rádio, sensor de estacionamento, piloto automático, vidros elétricos com acionamento a um toque para todos e sistema antiesmagamento, volante multifuncional, bancos com ajuste de altura e lombar, rodas de liga leve de 17 polegadas, estribos laterais e detalhes cromados.
Versão XLT traz volante multifuncional (Foto: Divulgação)Versão XLT traz volante multifuncional (Foto: Divulgação)
Por fim, a Limited tem como diferenciais airbags laterais e de cortina, GPS, câmera traseira, sensor de chuva, acendimento automático de faróis, bancos de couro, banco do motorista com ajuste elétrico em oito direções, santantônio esportivo, compartimento refrigerado, bagageiro no teto e retrovisores externos dobráveis eletricamente com piscas e luz de cortesia integrados.
Motores
Fonte de críticas à Ranger até então, a ausência do motor flex foi solucionada com o bloco Duratec 2.5 16V, de 168 cavalos de potência com gasolina (e torque de 24,1 kgfm) e 173 cv abastecido com álcool (e torque de 24,8 kgfm) – seu câmbio é sempre manual, de cinco marchas.
Ford Ranger 2013 (Foto: Divulgação)Ford Ranger 2013 (Foto: Divulgação)
A opção a diesel fica por conta do Duratorq 3.2 20V, de cinco cilindros em linha, 200 cv e 47,9 kgfm de torque, com câmbio manual ou automático – nos dois casos com seis marchas.
One Ford
A nova Ranger faz parte da estratégia, batizada de One Ford, de oferecer mundialmente o mesmo veículo. Produzida na Argentina (que abastece o mercado brasileiro), na Tailândia e na África do Sul, a picape será comercializada em 180 países.
linha do tempo Ranger (Foto: Arte G1)


Real completa 18 anos; você lembra como era o dinheiro antes?


G1 foi conferir se a população se lembra da vida com hiperinflação.
Antes, moeda era o cruzeiro real e inflação chegou a atingir 5.000% ao ano.

Gabriela Gasparin Do G1, em São Paulo

Neste domingo (1º), o real completa 18 anos em circulação no país. A moeda – a quinta à qual os brasileiros tiveram que se acostumar em uma década – marcou o final do período de instabilidade monetária e altas taxas de inflação, que chegaram a atingir 5.000% ao ano – de julho de 1993 a junho de 1994.

Antes do real, a moeda que circulava no país era o cruzeiro real (CR$), vigente de 1º de agosto de 1993 até 30 de junho de 1994. Ele funcionava junto com a Unidade Real de Valor, a URV, cujo valor, em cruzeiros reais, variava diariamente.
Em 1º de julho de 1994, uma URV passou a ser igual a R$ 1. Para a equivalência, o valor da nova moeda foi fixado com a cotação da URV do dia anterior, que era de 2.750 cruzeiros reais. Dessa forma, CR$ 5.000 equivaliam a cerca de R$ 2 – o suficiente para comprar, na época, meio quilo de carne, três litros de leite ou duas latas de refrigerante, por exemplo.

Preços
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) calcula mensalmente o preço da cesta básica em 17 capitais brasileiras. Para se ter uma ideia, em junho de 1994 o preço da total da cesta era de CR$ 148.561,94. Se levado em conta o valor da URV de 2.750 cruzeiros reais, seria o equivalente a R$ 54 no dia 1º de julho de 1994 (ou seja, sem a inflação de lá para cá).
Como comparação, em São Paulo, o preço médio da cesta básica em maio deste ano era de R$ 283,69.
InflaçãoDe acordo com levantamento da consultoria Economática, de maio de 1989 até junho de 1994, a inflação média anual pelo IGP-M (índice da "inflação do aluguel, por ser usado para calcular os reajustes grande parte dos contratos), por exemplo, atingiu os robustos 1.874,9%. Nos 18 anos de lá para cá (de 30 de junho de 1994 a 31 de maio de 2012), ficou em 11,96% ao ano.

O IPCA, índice usado pelo governo para a "inflação oficial" do país, teve variação média de 507,3% de dezembro de 1979 até junho de 1994. Nos 18 anos seguintes, a taxa média anual foi de 8,28%.
Apenas como comparação, o IPCA em 12 meses em maio deste ano acumula alta de 4,99%.
Em outro exemplo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que mede a inflação na cidade de São Paulo, variou 50,75% em junho de 1994. Em maio deste ano, a taxa foi de 0,35%.

Jovens talentos emocionam plateia no Festival Internacional de Circo no Rio


Mostra competitiva na Praça Onze fez parte de encontro de artistas.
Dupla de contorcionistas foi a vencedora entre 15 concorrentes.

Marcelo Ahmed Do G1 RJ

Festival de circo (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)Dupla de contorcionistas foi a vencedora da mostra competitiva (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)
Circo e lágrimas. Essa combinação inesperada para quem associa o picadeiro ao riso tomou conta da lona Crescer e Viver, na Praça Onze, Centro do Rio, na noite de sexta-feira (29). Uma mostra competitiva, com jovens artistas de várias partes do Brasil, emocionou a plateia, que também fez seu espetáculo, vibrando e incentivando durante acertos e erros de competidores.
O evento fez parte do 1º Festival Internacional de Circo, que acontece no Rio de Janeiro até este domingo (1), com participação de 340 artistas e técnicos de 10 países e do Brasil. Na sexta, entre os 15 números apresentados, brilhou a dupla de contorcionistas Georgia Benjamim, 21 anos, e Helder Villela, 27 anos. Batizado de Duo Dual, os dois ficaram em primeiro lugar e levaram o prêmio de R$ 2 mil oferecido aos vitoriosos.
O Duo DualDurante e depois da apresentação, o casal emocionou o público, que o aplaudiu o bastante. “Eu não esperava, porque havia competidores muito fortes, mas também não fiquei surpreso, porque durante nosso número o público vibrou e aplaudiu bastante”, declarou Helder.

Os dois vieram de São Bernardo do Campo, onde moravam e estudavam juntos, quando receberam bolsa para a Escola Nacional de Circo, no Rio de Janeiro, em agosto de 2010, e se estabeleceram na cidade. Fazem parte da Nouvelle Troupe, com artistas de gêneros variados, e se apresentam em boates cariocas. Treinam há um ano o número apresentado na competição. “Estamos muito felizes”, resumiu a parceira Georgia.
Festival de circo (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)Lucas Castelo Branco, o segundo colocado
(Foto: Rodrigo Gorosito/G1)
As glórias foram divididas com os malabaristas Lucas Castelo Branco, segundo colocado e aluno da escola Crescer e Viver, e Jéssica Savalla, neta do mais famoso palhaço brasileiro, George Savalla, o Carequinha, morto em 2006.
Plateia vibrou com artistasA plateia vibrante dividiu emoções: em cada movimento rebuscado, vibrava e gritava. Após erros, pequenos detalhes diante da dificuldade das manobras, aplaudia e incentivava. Em alguns rostos, um choro silencioso era iluminado pelos holofotes.
“Chorei com a dupla de contorcionistas, mas na verdade fiquei maravilhada com tudo. É visível que eles entram com a alma pulsante. Eles têm uma persistência que emociona”, disse a fotógrafa Vanina Zini Antunes. “Foi demais. Os artistas não tinham medo de errar e o público entendia essa coragem”, afirmou Marcelo de Mattos, marido de Vanina. O casal levou o filho Bruno, de 3 anos.
Os números tiveram abertura e fechamento coletivo, com direção do italiano Roberto Magro. Antes da competição, a companhia chilena El Circo Del Mundo apresentou o show U Mano na Praça Onze. Desde 21 de junho, os espetáculos de grupos internacionais já consolidados acontecem em lonas montadas na Cidade de Deus e no Complexo do Alemão, ambas comunidades pacificadas, e nas já existentes da Quinta da Boa Vista e na Praça Onze.
Um dos diretores do festival, Vinícius Daumas, ressaltou a necessidade de um encontro internacional do gênero acontecer na cidade. “O Rio é uma cidade vitrine. É uma demanda que historicamente existe no Rio de Janeiro, que vem abrigando grandes eventos. E colocar lonas nessas comunidades é valorizar a vida”, afirmou Daumas.
Festival de circo (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)Integrane do grupo chileno El Circo Del Mundo se apresenta antes da mostra competitiva
(Foto: Rodrigo Gorosito/G1)

Falta de divulgação de lei deixa vida de deficiente visual no Rio mais difícil


Motoristas de transportes públicos não permitem entrada do cão guia.
Lei garante ao deficiente o direito de ingressar em ambientes com o animal.

Janaína Carvalho Do G1 RJ

Ultrapassar as barreiras naturais impostas pela deficiência visual não é a única dificuldade na vida da jovem Camila Alves, de 22 anos. Dois anos após ganhar um cão guia que lhe proporciona maior liberdade de locomoção, Camila precisa lidar com mais restrições nas ruas do Rio de Janeiro do que na época em que usava bengala. Apesar da existência da lei 11.126, de 27 de junho de 2005, que permite ao usuário do cão guia ingressar em qualquer local com o animal, muitas vezes a jovem é impedida de entrar em táxis, ônibus e em alguns estabelecimentos em função da presença do cachorro.

Mesmo diante da negativa de motoristas ou seguranças, Camila insiste e tenta mostrar que está agindo de acordo com a lei. Segundo a jovem, o desconhecimento das pessoas devido à falta de divulgação da lei é o motivo de tanto transtorno em seu dia a dia.

“Quando eu estou indo pela primeira vez em um lugar é muito complicado. É difícil até hoje entrar num restaurante que eu nunca entrei, principalmente quando eu estou acompanhada. Às vezes tem um monte de gente e o que deveria ser a maior curtição, acaba dando problema. Na hora de voltar para casa e pegar um táxi é uma dificuldade”, diz Camila, ressaltando que, às vezes, liga para a cooperativa para não ficar na rua esperando um táxi e, mesmo assim, se depara com uma resposta negativa.
Puca está com Camila em todos os momentos (Foto: Arquivo pessoal)Puca está com Camila em todos os momentos (Foto: Arquivo pessoal)
Deficiente visual desde os 15 anos por causa de um problema genético chamado retinose pigmentar, Camila precisou lidar com a perda progressiva da visão durante toda a infância. Nascida em uma cidade do interior de Minas, a jovem veio morar sozinha no Rio de Janeiro aos 18 anos, depois de passar no vestibular de psicologia da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Desde então, Camila tinha o sonho de ter um cão-guia, já que o animal permite a estudante ter uma mobilidade maior. “Com a bengala eu precisava esbarrar nas coisas para saber que tinha alguma coisa ali. Já a Puca (nome da cadela) antecipa os obstáculos e eu ando o dia inteiro na rua sem esbarrar em nada”, afirma a jovem, que sai de Niterói pela manhã para fazer estágio no Centro do Rio, vai para a faculdade à tarde e só volta à noite pra casa.

Como precisa se locomover muito durante o dia, chegando a transitar por dois municípios, Camila enfrenta o mesmo problema com certa frequência. “Sexta-feira passada, por exemplo, estava saindo do show de encerramento da Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo, e um motorista de ônibus disse que eu não podia entrar por causa do cachorro. Eram 23h e estava num ponto super deserto do Aterro”, lembra.
Camila e Puca pela primeira vez na escada rolante (Foto: Arquivo pessoal)Camila e Puca pela primeira vez na escada rolante
(Foto: Arquivo pessoal)
De acordo com a secretaria municipal da Pessoa com Deficiência, qualquer deficiente que for impedido de exerceu o seu direito, deve ligar para o telefone 1746 e fazer a denúncia. “A resposta é praticamente imediata. Esse tipo de coisa não pode e não deve acontecer, mas para tomarmos alguma medida punitiva precisamos tomar conhecimento das dificuldades desses deficientes”, disse a secretária Georgette Vidor, admitindo que o Rio ainda não tem nenhuma política de conscientização sobre o uso do cão-guia.
Segundo a secretaria municipal de Transportes do Rio, para minimizar os transtornos dos deficientes em geral, inclusive dos portadores de deficiência visual, foi criado um decreto que estabelece que até 2014 toda a frota esteja adaptada a essas pessoas. Atualmente, de acordo com a Rio Ônibus, cerca de 57%, dos 9.500 veículos existentes na cidade, estão adaptados.
Falta de divulgação da lei gera outros problemas
A falta de informação a respeito da lei favorece também no desconhecimento da atividade do cão-guia, o que gera mais transtornos não só para a estudante, como para qualquer usuário. Apesar do extremo cuidado e carinho com o animal, Camila destaca que é fundamental saber separar as coisas. “As pessoas não entendem que quando o animal está com o equipamento ele está trabalhando. Ela foi treinada para isso e qualquer distração pode provocar um acidente para mim e para ela também”, diz a jovem, ressaltando que as pessoas não devem falar ou tocar o cão-guia enquanto ele estiver guiando alguém.
Atualmente, existem 4 instituições grandes no Brasil que treinam cães-guia e apenas 10 animais são disponibilizados por ano em função da falta de investimentos. De acordo com o presidente do Cão Guia Brasil, George Domaz Harrison, a atividade de cão-guia é relativamente nova no Brasil e as instituições que treinam têm dificuldade em obter verba, já que o treinamento de um animal para essa finalidade é longo e caro.

“O ideal seria que o governo criasse linhas de fomento para que essa atividade fosse ampliada. Hoje, existe um projeto de lei tramitando para que toda a despesa relacionada ao cão-guia possa ser abatida em imposto de renda. Se esse projeto for aprovado, com certeza várias empresas se interessarão em patrocinar”, acredita George.

Segundo George, vender esse tipo de animal é inviável porque é preciso traçar o perfil do cachorro e do deficiente para verificar a compatibilidade entre eles. No caso de Camila, ela fez a inscrição para ganhar umo cão guia durante uma campanha promovida pelo programa Mais Você, da Rede Globo.
Treinador George auxilia Camila e Puca na hora de atravessar a rua (Foto: Arquivo pessoal)Treinador George auxilia Camila e Puca na hora de atravessar a rua (Foto: Arquivo pessoal)
“A altura do cachorro, o tanto que o cachorro aguenta tracionar, a força que ele tem, o peso da pessoa, o ritmo de vida que a pessoa leva e o ritmo de vida do cachorro. Jamais uma pessoa aposentada poderia ficar com a Puca, porque ela é a mil por hora”, explica Camila. Como poucos cães são disponibilizados no país por ano, muitas vezes não um cachorro disponível para determinado usuário. “Para poder vender cão guia, precisaria ter 100 cães em treinamento”, diz George, que gasta em média R$ 30 mil para treinar um animal.
Adaptação entre usuário e cão guia é demorada
Apesar de ter realizado o sonho de obter um cão guia, o processo de adaptação entre Camila e Puca foi longo. No começo, segundo a estudante, Puca só atendia aos comandos do treinador e algumas vezes simplesmente recusava a obedecer seus comandos.

“Durante um mês fiquei com ela e com o treinador. No início tinha que tentar fazer com que ela aceitasse fazer as coisas comigo, pois ela estava acostumada com ele. Era muito cansativo para mim e para ela. Até que um dia dá um clique e de repente o cachorro começa a te levar, ter mais cuidado e desviar das coisas para te proteger”, diz a jovem.

Só a partir desse momento que Puca foi morar definitivamente com Camila. Mesmo assim, o primeiro ano foi marcado por alguns desencontros até chegar a sintonia que as duas têm hoje em dia. “Tem vezes que eu quase não preciso dizer a ela onde estou indo. Ela simplesmente vai e faz. Nesse sentido, isso me deu uma independência e uma autonomia muito maior”.

Veja o que determina a Lei federal n° 11.126, de 27 de junho de 2005

Dispõe sobre o direito do portador de deficiência visual de ingressar e permanecer em ambientes de uso coletivo acompanhado de cão-guia.
Art. 1o É assegurado à pessoa portadora de deficiência visual usuária de cão-guia o direito de ingressar e permanecer com o animal nos veículos e nos estabelecimentos públicos e privados de uso coletivo, desde que observadas as condições impostas por esta Lei.
§ 1o A deficiência visual referida no caput deste artigo restringe-se à cegueira e à baixa visão.
§ 2o O disposto no caput deste artigo aplica-se a todas as modalidades de transporte interestadual e internacional com origem no território brasileiro.
Art. 2o (VETADO)
Art. 3o Constitui ato de discriminação, a ser apenado com interdição e multa, qualquer tentativa voltada a impedir ou dificultar o gozo do direito previsto no art. 1o desta Lei.
Art. 4o Serão objeto de regulamento os requisitos mínimos para identificação do cão-guia, a forma de comprovação de treinamento do usuário, o valor da multa e o tempo de interdição impostos à empresa de transporte ou ao estabelecimento público ou privado responsável pela discriminação. (Regulamento)
Art. 5o (VETADO)
Art. 6o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Colômbia pede que 4,8 mil evacuem após erupção do Nevado del Ruiz


Vulcão expeliu cinzas neste sábado; comunidade indígena mora no entorno.
Erupção do Nevado del Ruiz em 1985 matou 25 mil e feriu 5 mil.

Do G1, com agências internacionais
O governo colombiano pediu a evacuação de quase 5 mil  pessoas de comunidades próximas ao vulcão Nevado del Ruiz, após uma erupção que expeliu fumaça e cinzas neste sábado (30). Uma erupção do mesmo vulcão em 1985 matou mais de 25 mil de pessoas.

O presidente Juan Manuel Santos disse na sua conta no Twitter que a área ao redor do Nevado del Ruiz, na faixa central da área montanhosa da Colômbia, havia sido colocado em alerta vermelho e que as pessoas devem deixar a área.

Mesmo com a dimuíção da atividade vulcânica, que começou às 17h40 (horário local, 19h40 de Brasília), os serviços de emergência pediram a 4,8 mil habitantes de Caldas e da província vizinha de Tolima que se abrigassem em local seguro, de acordo com Carlos Ivan Marquez, que lidera a equipe de segurança. O vulcão fica a cerca de 180 km a oeste da capital Bogotá.

"É fundamental que as comunidades próximas ao vulcão sigam todas as recomendações de segurança, ou seja, evacuações preventivas e que as pessoas mantenham a calma", disse Marquez.
Comunidades ao redor do vulcão, também conhecido pelo nome indígena Kumanday, geralmente atendem às advertências do governo pois lembram da tragédia de 1985, quando o vulcão entrou em erupção e lama, rochas e lava desabaram sobre a cidade de Armero enquanto os moradores dormiam, matando mais de 25 mil ferindo 5 mil.
Vulcão Nevado del Ruiz expele cinzas vulcânicas em foto tirada neste sábado (30) (Foto: Reuters)Vulcão Nevado del Ruiz expele cinzas vulcânicas em foto tirada neste sábado (30) (Foto: Reuters)

Rio recebe título de Patrimônio Cultural da Humanidade


Chancela da Unesco garante mais políticas públicas para áreas turísticas.
Votação do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco aconteceu na Rússia.

Rodrigo Vianna Do G1 RJ
Previsão do tempo 28 de junho Rio de Janeiro (Foto: Marcos Teixeira Estrella/ TV Globo)Rio de Janeiro se torna Patrimônio Cultural da Humanidade  (Foto: Marcos Teixeira Estrella/ TV Globo)

Este domingo (1º) é um dia histórico para o Brasil. Esta é a data em que a cidade do Rio de Janeiro tornou-se a primeira do mundo a receber o título da Unesco de Patrimônio Mundial como Paisagem Cultural Urbana. A candidatura, apresentada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), foi aprovada durante a 37ª Sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, que está reunido em São Petersburgo, na Rússia. As informações são do Iphan.
A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e o presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, que acompanharam os trabalhos, comemoraram a decisão que resultou na inclusão de mais um bem brasileiro na Lista de Patrimônio Mundial. A votação, prevista para acontecer no sábado (30), havia sido adiada para este domingo (1º).

Para o secretário municipal de Turismo, Pedro Guimarães, o título foi merecido. Ele se pronunciou logo após o anúncio da Unesco: "A cidade que é um orgulho para seu povo e uma paixão para todo turista que a visita recebe, de forma merecida, o reconhecimento oficial de seu carinhoso apelido de Cidade Maravilhosa", comemorou ele.
O Jardim Botânico é considerado um dos principais pontos turísticos do Rio (Foto: Rodrigo Vianna / G1)O Jardim Botânico é considerado um dos principais pontos turísticos do Rio (Foto: Rodrigo Vianna / G1)

Para a ministra, o resultado vem “coroar um belíssimo trabalho que evidencia a cidade que nasceu e cresceu entre o mar e a montanha e, com criatividade e talento criou paisagens - hoje mundialmente conhecidas - que a tornaram excepcional e maravilhosa”.
Já o presidente do Iphan explicou que “a paisagem carioca é resultado da utilização intencional da natureza que, atendendo aos interesses econômicos dos colonizadores portugueses, formou espaços únicos no mundo que destacam a originalidade do Rio de Janeiro expressa pela troca entre diferentes culturas associadas a um sítio natural”.
A partir de agora, os locais da cidade valorizados com o título da Unesco serão alvo de ações integradas visando à preservação da sua paisagem cultural. São eles: Pão de Açúcar, Corcovado, Floresta da Tijuca, Aterro do Flamengo, Jardim Botânico e a famosa praia de Copacabana, além da entrada da Baía de Guanabara. As belezas cariocas incluem o forte e o morro do Leme, o forte de Copacabana e o Arpoador, o Parque do Flamengo e a enseada de Botafogo.

Praia do Leblon (Foto: José Raphael Berrêdo/G1)Rio foi a primeira cidade a se candidatar como Patrimônio Mundial com Paisagem Cultural Urbana (Foto: José Raphael Berrêdo/G1)

O Rio como Patrimônio da Humanidade
O Iphan trabalha na candidatura do Rio de Janeiro como Paisagem Cultural da Humanidade há alguns anos, em parceria com a Associação de Empreendedores Amigos da Unesco, da Fundação Roberto Marinho, do governo e da prefeitura do Rio. Em setembro de 2009 o Iphan entregou à Unesco o dossiê completo da candidatura, justificando sua importância e seu valor universal que está principalmente na soma da beleza natural da cidade com a intervenção de humana.

Em janeiro de 2011, o Centro do Patrimônio Mundial da Unescp, sediado em Paris, decidiu pela inclusão da candidatura do Rio de Janeiro na agenda da 36ª WHC.

Candidata por inteiro

O Rio foi a primeira cidade a candidatar-se inteira a Patrimônio Mundial como Paisagem Cultural Urbana. O reconhecimento do Rio de Janeiro culminará uma nova visão e abordagem sobre os bens culturais inscritos na Lista do Patrimônio Mundial.
Rio ao amanhecer (Foto: Christiano Ferreira/G1)Locais como Corcovado serão alvo de ações integradas visando a preservação (Foto: Christiano Ferreira/G1)

O conceito de paisagem cultural foi adotado pela Unesco 1992. Até o momento, os sítios reconhecidos mundialmente como paisagem cultural relacionam-se a áreas rurais, a sistemas agrícolas tradicionais, a jardins históricos e a outros locais de cunho simbólico, religioso e afetivo.

Há cerca de dois anos, o Rio se candidatou ao título de Sítio Urbano Misto, que acabou não sendo aceito pela Unesco. O Iphan foi orientado então a valorizar as paisagens culturais.
O Brasil conta atualmente com 18 bens culturais e naturais na lista de 911 bens reconhecidos pela Unesco.