MEDIÇÃO DE TERRA

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domingo, 30 de agosto de 2026

Regiões Norte e Nordeste dominam classificação na etapa de Feira de Santana da Gincana do Caminhoneiro

 



Gincana do Caminhoneiro

Regiões Norte e Nordeste dominam classificação na etapa de Feira de Santana da Gincana do Caminhoneiro

Disputa que reuniu representantes de diferentes regiões do país classificou dois competidores do Pará e um da Bahia

A quarta etapa da 32ª Gincana do Caminhoneiro confirmou a força dos representantes do Norte e do Nordeste na temporada 2026. Realizada entre os dias 21 e 23 de agosto em Feira de Santana (BA), a competição definiu mais três classificados para a grande final, com dois participantes do Pará e um da Bahia nas primeiras posições do ranking.

A cidade recebeu caminhoneiros de diferentes regiões para provas de habilidade, precisão e controle ao volante e, ao final dos três dias de evento, o melhor desempenho foi de Jadiel Adson Souza e Silva, de Ananindeua (PA). O gincaneiro veterano completou o percurso em 25 segundos e 480 milésimos, resultado que garantiu a primeira colocação da etapa e uma vaga na grande final da GDC 2026.

Antes de entrar na pista, Jadiel resumiu com muito bom humor seu plano para enfrentar o percurso. “A estratégia é não bater em nenhum cone”, brincou. A simplicidade da resposta contrastava com o desafio da prova, em que derrubar os cones compromete o tempo e afasta o participante da disputa pelas primeiras posições. Mas Jadiel seguiu à risca seu planejamento e conquistou o melhor tempo da etapa de Feira de Santana.

A segunda vaga ficou com Luis Carlos dos Santos, de Salvador, que registrou o tempo de 25 segundos e 960 milésimos e garantiu a presença de um representante do estado anfitrião entre os classificados da etapa. Já a terceira colocação foi conquistada por Jeferson Alves Nolasco, também de Ananindeua (PA), com o tempo de 26 segundos e 399 milésimos.

Ao longo dos três dias de evento, os participantes enfrentaram a tradicional prova de slalom utilizando o Volkswagen Meteor Highline 28.480 6x2, sempre em condições iguais. Os melhores tempos garantiram aos três classificados suas vagas na final da GDC 2026, marcada para o dia 1º de novembro, em Campo Largo (PR), onde estará em disputa um caminhão Volkswagen Delivery Express zero km para o campeão e uma assinatura anual do extrapesado Meteor 29.530 para o vice-campeão.

Com a definição do ranking em Feira de Santana, a Gincana chega a 12 finalistas já garantidos para a decisão da temporada. “Até agora, a competição já classificou representantes das regiões Sul, Sudeste, Norte e Nordeste, reforçando o caráter verdadeiramente nacional de uma iniciativa que, há mais de três décadas, valoriza aqueles que fazem do caminhão e da estrada parte de suas vidas”, resume Patryck Furtado, coordenador da GDC.

Resumo:

4ª etapa da Gincana do Caminhoneiro 2026
21, 22 e 23 de agosto
Posto São Gonçalo 4 – Feira de Santana (BA)

Classificados:
Jadiel Adson Souza e Silva – Ananindeua (PA) – 25.480
Luis Carlos dos Santos – Salvador (BA) – 25.960
Jeferson Alves Nolasco – Ananindeua (PA) – 26.399



Luis Carlos, Jadiel e Jeferson
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Fernando Fischer
Diretor de Conteúdo
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Em apenas três meses, Brasil sobe para 12º lugar no ranking global de estudos clínicos com seres humanos

 


Salto pode ser consequência da movimentação que ocorreu nos últimos anos, em especial o Decreto nº 12.651/2025, que regulamentou a Lei da Pesquisa Clínica com Seres Humanos (Lei nº 14.874/2024) em outubro do ano passado

De acordo com uma pesquisa publicada pela Interfarma, o Brasil saltou da 18ª para a 12ª posição no ranking global de estudos clínicos iniciados. Entre 2020 e 2025, o Brasil avançou três casas no ranking global, chegando à 18ª posição no final de 2025. No primeiro trimestre de 2026, o país alcançou a 12ª posição, com 51 estudos registrados e 2,9% de participação. Ou seja, o país levou cinco anos para subir três posições e agora conseguiu avançar cinco posições em apenas três meses. E esse salto pode ser consequência da movimentação que ocorreu nos últimos anos, em especial o Decreto nº 12.651/2025, que regulamentou a Lei da Pesquisa Clínica com Seres Humanos (Lei nº 14.874/2024) em outubro do ano passado.

“Não há dúvidas de que o principal fator por trás das mudanças que o setor vive hoje é a chegada do marco regulatório da pesquisa clínica com seres humanos e sua regulamentação. O trabalho e a liderança da SCTIE/MS [Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, do Ministério da Saúde] e da INAEP [Instância Nacional de Ética em Pesquisa] têm sido fundamentais para esse avanço”, afirma Fernando de Rezende Francisco, Diretor Executivo da Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa Clínica (ABRACRO).

Através de um trabalho conjunto entre poder público, comunidade científica, instituições de pesquisa e setor produtivo, importantes medidas foram conquistadas nos últimos tempos e contribuíram para tornar o ambiente regulatório mais eficiente e competitivo. Entre elas, destacam-se a implementação do Marco Legal da Pesquisa Clínica, a redução do tempo médio de avaliação ética dos estudos e a eliminação do passivo regulatório para ensaios clínicos na Anvisa.

“Antes da lei existir, as normatizações estavam em resoluções e não em uma lei, e isso gerava insegurança jurídica para pesquisadores e patrocinadores, além de prazos de aprovação  longos que prejudicavam a competitividade internacional do Brasil. Agora, com uma política de estado para a pesquisa clínica e com a composição de um colegiado técnico cuidando da regulamentação da ética em pesquisa (INAEP), há maior previsibilidade nos processos e segurança para todos os envolvidos, especialmente para os participantes de pesquisa”, pontua Fernando.

Além de possibilitar a melhora da qualidade de vida dos pacientes e ampliar as opções de tratamentos para diferentes condições, a pesquisa clínica pode contribuir para a redução das filas do Sistema Único de Saúde (SUS), gerar novos empregos, impulsionar o desenvolvimento econômico e atrair novos investimentos estratégicos para o país. Atualmente, mais de 40 mil pessoas participam anualmente de ensaios clínicos no Brasil, um número que pode dobrar se os investimentos em pesquisa clínica avançarem no país.

“O Ministério da Saúde tem investido de forma consistente em pesquisa clínica, pois compreende todos os benefícios que o setor gera: econômicos, sociais, de inovação e de saúde. É preciso ainda reconhecer o trabalho das empresas do setor, que atuaram para que o Brasil pudesse ter uma lei que o tornasse mais competitivo e agora acompanham de perto as mudanças, para que, na prática, toda a sociedade brasileira possa colher esses frutos e o país ganhe mais destaque no cenário mundial”, ressalta Francisco.

A expectativa para os próximos anos é colocar o Brasil no Top 10 do ranking mundial de estudos clínicos iniciados. “O país possui cientistas extremamente competentes, ampla diversidade genética, e agora com uma lei e regras mais claras, o Brasil tem tudo para se tornar referência em pesquisa clínica, conseguir mais investimentos e mudar a vida de pacientes que encontram nos estudos clínicos uma esperança de melhorar sua saúde”, finaliza Francisco.

Sobre a ABRACRO

A Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa Clínica é responsável pela grande mudança na reputação dessa área tão importante para a saúde no Brasil. Desde 2005, ela representa as ORPCs (Organizações Representativas de Pesquisa Clínica) e contribui para a melhoria dos processos e atividades do setor. Hoje, são fonte para os órgãos reguladores do setor que, pela rigidez dos processos e questões éticas, muitas vezes a consulta antes da publicação de uma nova norma. A ABRACRO também realiza eventos e workshops para aproximar o paciente e o público leigo dos profissionais da área.

Informações à Imprensa

Renato Lopes Aranha: jornalismo@noticiaexpressa.com.br

Miriam Lago: miriam@noticiaexpressa.com.br

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7 destinos brasileiros que lembram a Europa

 


OMIO

7 destinos brasileiros que lembram a Europa

A Omio selecionou destinos brasileiros para viajantes que desejam explorar rotas de ônibus ou avião e conhecer cidades de inspiração europeia sem sair do país

De acordo com dados da Omio, principal plataforma de viagens multimodais, em julho, a Itália liderou a lista dos 10 países com mais reservas pelos brasileiros, seguida pela Espanha e pela França, mostrando como estão cada vez mais buscando destinos internacionais para suas próximas viagens. Mas o que poucas pessoas sabem é que é possível ter experiências semelhantes sem sair do país. 

Para aqueles que desejam conhecer novos lugares sem os custos ou a logística de uma viagem internacional, o Brasil oferece diversos destinos que trazem um gostinho da Europa para mais perto de casa, com um toque brasileiro que só é possível encontrar por aqui. De cidades serranas a vilarejos charmosos, esses destinos combinam paisagens deslumbrantes, gastronomia regional e experiências únicas que podem ser facilmente exploradas de ônibus.

“O Brasil é um país extremamente diverso e culturalmente rico, moldado, em parte, pelos muitos imigrantes, incluindo europeus, que vieram para cá e contribuíram para nossas tradições e nosso modo de vida. Os destinos recomendados refletem como essas influências culturais se tornaram parte da identidade única do Brasil”, afirmou Vitor Lalor, Diretor Geral da Omio Brasil.

  1. Serra Negra, São Paulo

Serra Negra combina o charme de uma cidade serrana com um toque italiano inesperado: uma réplica da famosa Fontana di Trevi, de Roma. A cidade é cercada pela natureza e oferece cafés aconchegantes, além de uma ampla variedade de lojas de roupas locais com bons preços, sendo uma boa opção para comprar roupas para toda a família. As passagens com saída do Terminal Rodoviário do Tietê custam a partir de R$ 92¹.

Serra Negra, SP (Foto: Aline Martins)

  1. Campos do Jordão, São Paulo

Localizada a cerca de 170 km de São Paulo, Campos do Jordão é conhecida pelo clima mais ameno e pela arquitetura de inspiração europeia, tudo isso em meio a uma atmosfera aconchegante e repleta de chocolate. Os visitantes podem aproveitar restaurantes de fondue, lojas de chocolate e as belas paisagens da Serra da Mantiqueira, tornando o destino uma opção popular para um fim de semana romântico ou uma viagem de inverno. As passagens com saída do Terminal Rodoviário do Tietê custam a partir de R$ 91¹.

Campos do Jordão, SP (Foto: Luiz Felipe Rodrigues)

  1. Canela, Rio Grande do Sul

Também conhecida pela arquitetura de inspiração alemã e pelas paisagens serranas, Canela é uma boa opção para quem visita a capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. A cidade fica a 110 km de distância e pode ser acessada de ônibus, com passagens a partir de R$ 67¹ saindo de Porto Alegre. Diferentemente de Gramado, Canela tem uma atmosfera mais interiorana e tranquila, com destaque para seus parques naturais.

Canela, RS (Foto: FG Trade)

  1. Gramado, Rio Grande do Sul

Também no Sul, Gramado é famosa por sua arquitetura de inspiração europeia, lojas de chocolates, restaurantes de fondue e clima mais ameno. A cidade também fica próxima a Canela, possibilitando combinar os dois destinos em uma mesma viagem. As celebrações de Natal e a atmosfera de inverno são especialmente populares entre os viajantes que buscam uma experiência ao estilo europeu, com passagens aéreas a partir de R$ 2.475¹ saindo de São Paulo.

Gramado, RS (Foto: Ricardo Kirinus)

  1. Garibaldi, Rio Grande do Sul

Garibaldi está localizada a cerca de 110 km de Porto Alegre e se destaca por sua forte herança italiana, excelente gastronomia e experiências de enoturismo, especialmente relacionadas à produção de espumantes, oferecendo aos visitantes um gostinho da Itália no Sul do Brasil. As passagens de ônibus saindo de Porto Alegre custam a partir de R$ 60¹.

Garibaldi, RS (Foto: Samuel Cereja)

  1. Blumenau, Santa Catarina

Também famosa por sua arquitetura alemã, cultura cervejeira e pelo Oktoberfest, Blumenau é um dos destinos mais conhecidos do Brasil por sua herança germânica. Localizada no Vale do Itajaí, sua atmosfera e tradições fazem da cidade uma escolha fácil para viajantes que buscam um gostinho da Alemanha sem sair do Brasil, com passagens de ônibus a partir de R$ 167¹ e passagens aéreas a partir de R$ 2.171¹, saindo de São Paulo.

Blumenau, SC (Foto: Janilson Furtado)

  1. Cachoeira, Bahia

Um pouco mais ao norte, na região Nordeste do país, está Cachoeira, uma cidade histórica da Bahia conhecida por sua arquitetura colonial preservada e forte herança portuguesa. O destino abriga construções coloniais coloridas, igrejas históricas e uma gastronomia tradicional, com passagens de ônibus a partir de R$ 43¹ saindo de Salvador.

Cachoeira, BA (Foto: Gleidson Santos)

 

Sobre a Omio
Fundado em 2013, o Omio Group ajuda viajantes a descobrir novas formas de viajar. Por meio de suas plataformas Omio e Rome2Rio, o grupo é líder global em buscas, comparações e reservas de viagens multimodais, integrando trens, ônibus, voos e balsas. A Omio também oferece soluções B2B para OTAs e provedores de mobilidade. Presente na Europa, nos Estados Unidos, no Canadá, no Sudeste Asiático e no Brasil, a empresa vende mais de 80 mil passagens por dia, conta com mais de 430 colaboradores de mais de 50 nacionalidades e mantém escritórios em Berlim, Praga, Melbourne, Bangalore e Singapura.



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Aline Martins/Serra Negra, SP
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Luiz Felipe Rodrigues/Campos do Jordão, SP
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FG Trade/Canela, RS
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Ricardo Kirinus/Gramado, RS
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Samuel Cereja/Garibaldi, RS
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Janilson Furtado/Blumenau, SC
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Gleidson Santos/Cachoeira, BA
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Sherlock Communications     Isabella Grisaro Franco Neves
Consultora
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INCA lança campanha do Dia Nacional de Combate ao Fumo em evento on-line

 

INCA

INCA lança campanha do Dia Nacional de Combate ao Fumo em evento on-line

 
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) promove, nesta quinta-feira (27), às 10h, evento on-line em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto. Neste ano, a campanha tem como tema “Atividade física e saúde: treinar não combina com fumar”, destacando os efeitos opostos da prática de exercícios e do uso de produtos de tabaco e nicotina sobre o organismo.
 
A atividade física fortalece os sistemas cardiovascular, respiratório e muscular, melhorando o condicionamento e a qualidade de vida. Já o tabagismo compromete essas funções, reduz o desempenho físico e aumenta o risco de doenças crônicas. A prática de exercícios também pode ser uma aliada na cessação do tabagismo, ajudando a reduzir a vontade de fumar e os sintomas da abstinência.
 
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participará da abertura do evento. Na sequência, haverá apresentação das ações de comunicação, seguida de debate com especialistas. Toda a programação será transmitida pelo canal TV INCA no YouTube. 
 
Serviço
Evento do Dia Nacional de Combate ao Fumo 2026
Data: 27 de agosto (quinta-feira)
Horário: das 10h às 12h



INCA

Pedro Guimarães
Assessoria de Imprensa - Instituto Nacional de Câncer (INCA)
relacionamento@inca.gov.br
(41) 98856-1704 | (21) 99762-1822 | (21) 3207-1400

Do sofrimento à recuperação: novos tratamentos transformam a vida de pacientes com doença de Crohn

 


Do sofrimento à recuperação: novos tratamentos transformam a vida de pacientes com doença de Crohn

Especialista destaca avanços com medicamentos biológicos e o papel dos biossimilares na ampliação do acesso

 

O avanço no tratamento das doenças inflamatórias intestinais (DII), impulsionado pela chegada dos medicamentos biológicos, vem transformando a vida de pacientes que antes conviviam com sintomas incapacitantes, internações e até cirurgias. Mais recentemente, a ampliação do uso de biossimilares passou a contribuir para esse cenário, ao favorecer a redução de custos e ampliar o acesso às terapias biológicas. Na prática clínica, a experiência de especialistas mostra que esses medicamentos podem contribuir para tratamentos capazes de levar pacientes ao controle efetivo da doença.

Um exemplo é relatado pela gastroenterologista Dra. Cristina Flores, especialista em doenças inflamatórias intestinais, em entrevista concedida a convite da Organon. Em um dos casos mais emblemáticos de sua experiência, um paciente com doença de Crohn apresentava diarreia intensa, emagrecimento, dores abdominais e fístulas perianais, além de abscessos recorrentes.

“Esse paciente já havia perdido completamente a sua vida social. Quando saía, tinha que mapear os banheiros devido à diarreia com urgência para evacuar. Havia muito constrangimento no trabalho. Até para permanecer sentado era difícil pela presença de fístulas e abscessos de repetição, o que comprometia também sua vida sexual”, relata a médica.

O paciente foi tratado com o biossimilar de um medicamento frequentemente utilizado para este fim e que foi disponibilizado pela operadora de saúde. Segundo Dra. Cristina, a escolha foi feita considerando que o medicamento já possui eficácia e segurança comprovadas. A resposta foi acompanhada através dos sintomas, exames laboratoriais, colonoscopia e ressonância magnética. “O paciente teve alívio dos sintomas em duas semanas, obteve cicatrização da mucosa e, após alguns meses, fechamento das fístulas”, afirma.

As DII são doenças crônicas que incluem principalmente a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa. Na doença de Crohn, a inflamação pode atingir qualquer segmento do tubo digestivo, desde a boca até o ânus, e comprometer todas as camadas da parede intestinal. Já a retocolite ulcerativa afeta o intestino grosso e, em geral, envolve as camadas mais internas da parede intestinal, principalmente a mucosa que é  a que fica em contato com o conteúdo no interior do intestino. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 10 milhões de pessoas vivem com essas doenças no mundo. No Brasil, a estimativa é de que mais de 100 mil pacientes convivam com alguma DII, conforme dados da Sociedade Brasileira de Coloproctologia.

Nos últimos anos, a chegada de novos medicamentos biológicos e orais ampliou as possibilidades terapêuticas. Nesse cenário, os biossimilares têm ganhado espaço por apresentarem eficácia e segurança similar aos medicamentos biológicos de referência, os chamados originadores, e contribuírem para a redução dos custos e a ampliação do acesso dos pacientes às terapias.

Na experiência da especialista, tanto pacientes que iniciam o tratamento com biossimilares quanto aqueles que fazem a transição de um medicamento de referência apresentam resultados positivos. “Tenho inúmeros casos de pacientes que estavam usando o medicamento originador e foram transicionados para o biossimilar sem nenhum tipo de problema, bem como pacientes que estão em tratamento com biossimilares desde o início e atingiram a remissão clínica e cicatrização da mucosa intestinal, que são os nossos principais objetivos”, conta.

Para Dra. Cristina, a informação é fundamental para aumentar a confiança de pacientes e médicos. “É fundamental que o paciente seja esclarecido e informado de que o biossimilar é um medicamento que já passou por diversos testes para comprovar que possui a mesma eficácia e segurança do medicamento originador”, destaca.

Apesar dos avanços, o tratamento das DII ainda envolve desafios, como escolher a terapia mais adequada, garantir o acesso e acompanhar continuamente a evolução da doença. “O monitoramento é fundamental para realizar ajustes o mais rapidamente possível, porque nem sempre o paciente sabe que pode estar se sentindo bem enquanto seu intestino continua inflamado”, explica.

A especialista também chama a atenção para a importância da farmacovigilância, especialmente diante de múltiplas trocas de medicamentos em um curto período. “A mensagem é de tranquilidade em relação ao uso de biossimilares. Porém, é preciso manter atenção à farmacovigilância e evitar múltiplas trocas em poucos meses. Embora essas trocas possam ser seguras, ainda faltam dados mais robustos sobre essa sequência de mudanças”, conclui a Dra. Cristina Flores.

 

Sobre a Organon
 
A Organon é uma empresa global de saúde independente com o propósito de ajudar a melhorar a saúde das mulheres em todas as fases da vida. Com um portfólio diversificado, a companhia atua em diversas áreas terapêuticas, oferecendo mais de 60 medicamentos e produtos voltados para a saúde feminina, biossimilares e medicamentos estabelecidos no mercado. Além de seu portfólio atual, a Organon investe em soluções e pesquisas inovadoras para impulsionar novas oportunidades de crescimento em saúde feminina e biossimilares.
 
A empresa também busca colaborar com parceiros biofarmacêuticos e inovadores interessados em comercializar seus produtos, aproveitando sua escala e presença ágil em mercados internacionais de rápido crescimento.
 
Com sede em Nova Jersey, nos Estados Unidos e presença em 140 países, a Organon possui um alcance geográfico significativo e conta com cerca de 10.000 colaboradores ao redor do mundo.
 
Para mais informações, visite www.organon.com/brazil e conecte-se conosco nas redes sociais: https://www.linkedin.com/company/organon-brasil/ e https://www.instagram.com/aquipelasaudedela. 

 


LS Tractor apresenta nova série MT3 e amplia portfólio de máquinas na Expointer

 


LS Tractor

LS Tractor apresenta nova série MT3 e amplia portfólio de máquinas na Expointer

Multinacional também leva ao evento a nova linha Plus PRO, reforça estratégia de inovação e investimento no Brasil

A LS Tractor chega à Expointer 2026 com uma estratégia voltada à renovação de seu portfólio e à ampliação das opções de mecanização para diferentes perfis de produtores. Entre as principais novidades da marca está a apresentação, em primeira mão, da nova série MT3, composta por modelos de 50 cv e 65 cv, além da presença da série Plus PRO, lançada recentemente no mercado brasileiro.

Considerada um dos mais tradicionais eventos do agronegócio sul-americano, a Expointer, que será realizada de 29 de agosto a 6 de setembro, em Esteio, no Rio Grande do Sul, ocupa uma posição estratégica no calendário da LS Tractor.  Para a multinacional sul-coreana com o coração brasileiro, a feira representa um importante ponto de encontro entre diferentes públicos e segmentos, além de ser importante na agenda dos grandes eventos ligados à pecuária e à agricultura no Brasil.

Segundo Felippe Vieira, diretor comercial da LS Tractor, por sua história e relevância, a Expointer é um dos principais encontros do agronegócio. “É uma feira multissetorial, que aproxima o campo da cidade e reúne produtores, empresas e toda a cadeia produtiva. Por isso, sempre buscamos levar novidades e reforçar nossa presença no evento”, afirma.

Novidades para espaço restrito

A grande novidade da LS Tractor para a Expointer 2026 será a apresentação da nova série MT3. Com modelos de 50 cv e 65 cv, a linha foi desenvolvida para atender atividades agrícolas que exigem equipamentos compactos, ágeis e capazes de operar em áreas com espaço restrito. “Os modelos são indicados para aplicações como parreirais, pomares, aviários e outras atividades que demandam mecanização em locais com limitações de circulação e manobra”, destacou Vieira.

Mesmo com dimensões compactas, a série MT3 incorpora tecnologias e recursos voltados ao conforto e à eficiência operacional. A proposta é oferecer ao produtor uma alternativa para ampliar a mecanização de atividades em propriedades que possuem áreas de difícil acesso para máquinas de maior porte.

Série Plus PRO reforça o portfólio

Outro destaque da marca durante a Expointer será a nova série Plus PRO, apresentada ao mercado brasileiro durante a Agrishow 2026, realizada em Ribeirão Preto (SP). A linha conta com modelos de 80 cv a 105 cv e chega para substituir a consagrada série Plus. Os novos tratores utilizam motorização Perkins e transmissão LS, combinando componentes reconhecidos pelo mercado com a tecnologia desenvolvida pela fabricante sul-coreana.

A chegada das novas séries faz parte da estratégia da empresa de ampliar e atualizar continuamente sua linha de produtos, buscando atender diferentes necessidades de mecanização no campo. Atualmente, a LS Tractor possui 11 diferentes modelos produzidos no Brasil, com diversas configurações e potências que variam de 25 cv a 150 cv, abrangendo mais de 70% do mercado brasileiro de máquinas agrícolas.

Mais de 35 mil tratores produzidos no Brasil

Presente no país desde 2013, a LS Tractor já ultrapassou a marca de 35 mil tratores produzidos no Brasil. A empresa fabrica localmente todo o seu portfólio e conta atualmente com mais de 90 pontos de venda distribuídos pelo país.

A estratégia de produção nacional e expansão da rede tem como objetivo aproximar a marca do produtor e garantir maior agilidade no atendimento, no suporte técnico e na reposição de peças. “Desde o início da operação no Brasil, nossa preocupação foi trazer tecnologia e produzir localmente, oferecendo ao produtor máquinas modernas e, ao mesmo tempo, permitindo o acesso às principais linhas de financiamento disponíveis no mercado”, detalha o diretor comercial da LS Tractor.

Crédito e investimentos podem impulsionar mecanização

Além das novidades em produtos, a LS Tractor acompanha com expectativa positiva as perspectivas de ampliação dos investimentos no setor agrícola. O Plano Safra 2026/27 prevê R$ 525,1 bilhões em crédito rural para a agricultura empresarial, com R$ 140,2 bilhões destinados a investimentos. Para a agricultura familiar, a previsão é de R$ 85,2 bilhões em recursos para operações do Pronaf, incluindo modalidades voltadas à mecanização.

Programas como Moderfrota, Pronamp e Inovagro estão entre as alternativas disponíveis para apoiar investimentos e modernização das propriedades rurais. Além das linhas tradicionais de crédito, a LS Tractor também trabalha com alternativas próprias para facilitar o acesso do produtor à mecanização, entre elas o Consórcio Nacional LS Tractor.

Sobre a LS Tractor

A LS Tractor é a marca de tratores da sul-coreana LS Mtron, integrante do LS Group – o 13º maior grupo empresarial da Coreia do Sul, com presença global, mais de 21 mil colaboradores e vendas anuais acima de 30 bilhões de dólares. Presente no Brasil com fábrica em Garuva (SC), a empresa atua no setor de máquinas agrícolas com uma linha de tratores voltada a diferentes perfis de produtores. Com mais de 90 concessionárias em território nacional, a LS Tractor tem ampliado sua presença no mercado brasileiro por meio de estratégias baseadas nos dados de mercado, expansão da rede com foco na proximidade com os clientes e desenvolvimento de novas tecnologias em transmissão para atender as demandas do campo.

 



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Quando o clima atravessa a porta de casa, a Europa endurece suas exigências

 


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Quando o clima atravessa a porta de casa, a Europa endurece suas exigências

Por Sérgio Rocha*

Durante muito tempo, a agenda climática europeia pôde ser percebida, sobretudo fora do continente, como uma construção política distante da vida cotidiana: metas de emissões, compromissos internacionais e exigências ambientais impostas aos países fornecedores.

Essa percepção está mudando rapidamente. A sucessão de ondas de calor, secas prolongadas, incêndios florestais, restrições hídricas e perdas agrícolas transformou as mudanças climáticas em uma experiência concreta para a população europeia. Seus efeitos já alcançam o preço dos alimentos, a disponibilidade de água, o funcionamento da logística, o custo dos seguros e a própria sobrevivência de produtores rurais.

Quando o consumidor sente a crise no supermercado e o produtor a enfrenta diretamente no campo, a pauta climática deixa de ser apenas uma discussão ideológica. Torna-se uma questão de segurança alimentar, estabilidade econômica e proteção social.

Nesse contexto, cresce a importância atribuída à origem dos produtos e aos impactos associados à sua produção. Para uma parcela cada vez mais relevante dos consumidores, empresas e instituições europeias, o produto não termina em sua aparência, qualidade ou preço. Ele também carrega a história de onde veio e de como foi produzido.

É por isso que a fragilidade crescente da agricultura europeia não significa, necessariamente, um enfraquecimento das exigências ambientais impostas aos fornecedores internacionais. Ao contrário, os sinais indicam que a necessidade de proteger cadeias de abastecimento pode reforçar a busca por produtos capazes de combinar escala, regularidade, segurança alimentar e integridade ambiental.

Naturalmente, esse processo não ocorrerá sem tensões. A Europa enfrenta pressões internas de produtores, disputas políticas e debates sobre o ritmo da transição ambiental. O desafio será equilibrar competitividade, segurança alimentar e sustentabilidade. Mas a existência dessas divergências não significa o abandono da agenda de rastreabilidade e controle da origem. A discussão tende a se concentrar cada vez mais em como implementar essas exigências e garantir sua viabilidade econômica.

Mais do que uma exigência documental

É nesse contexto que ganha importância o Regulamento Europeu para Produtos Livres de Desmatamento, o EUDR. A legislação abrange cadeias como as de carne bovina, soja, café, cacau, madeira, borracha e óleo de palma.

Para acessar o mercado europeu, os operadores deverão demonstrar que os produtos não foram originados em áreas desmatadas após 31 de dezembro de 2020 e que respeitam a legislação do país de produção. As principais obrigações passam a valer em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médias empresas e, em regra, em 30 de junho de 2027 para micro e pequenas empresas.

Mais do que uma nova exigência documental, o EUDR representa uma mudança na arquitetura do comércio mundial de alimentos. A origem declarada deixará de ser suficiente. Será necessário comprová-la.

Isso exige uma mudança profunda na forma como empresas e cadeias produtivas enxergam seus fornecedores. Monitorar apenas o elo imediatamente anterior da cadeia oferece uma fotografia parcial da origem. O fornecedor direto é apenas a parte visível de uma rede que pode envolver inúmeros produtores, propriedades, intermediários, movimentações e transformações.

Em cadeias complexas, o risco ambiental pode estar justamente nos elos anteriores, fora do alcance dos controles tradicionais. Na pecuária, por exemplo, não basta conhecer apenas a fazenda que vende o animal ao frigorífico. É necessário compreender as propriedades pelas quais esse animal passou nas etapas anteriores de criação, recria e engorda. Em cadeias como soja, café e cacau, o desafio também está em identificar e comprovar a origem real da produção, mesmo quando existem cooperativas, armazéns, tradings e intermediários entre o produtor e o exportador.

A transferência de produtos entre propriedades, a mistura de origens e a passagem por diferentes agentes podem dificultar a identificação da trajetória completa de uma mercadoria. É justamente nesses pontos que os controles tradicionais encontram seus maiores limites. Por isso, a capacidade de enxergar a cadeia de forma ampla passa a ser um fator estratégico. Não será suficiente perguntar apenas de quem se comprou. Será preciso demonstrar de onde veio, por onde passou e quais informações acompanham sua trajetória.

Tecnologia como infraestrutura de mercado

Esse novo cenário exigirá a combinação de geolocalização das propriedades, imagens de satélite, inteligência geográfica, análise histórica do uso da terra, rastreamento das movimentações e integração de informações ao longo de toda a cadeia. A própria União Europeia já mantém um sistema eletrônico para o registro das declarações de diligência, inclusive com integração por APIs para o processamento de informações em escala.

A tecnologia, portanto, deixa de ser apenas uma ferramenta complementar de sustentabilidade. Ela passa a funcionar como infraestrutura de acesso ao mercado. Bancos, seguradoras, tradings, frigoríficos, indústrias e grandes redes varejistas precisarão conhecer com muito mais profundidade a origem dos produtos que financiam, compram ou comercializam. Um problema ambiental localizado em determinado elo da cadeia pode rapidamente se transformar em risco regulatório, financeiro e reputacional para diferentes agentes envolvidos.

Mas a fiscalização, sozinha, não será capaz de resolver todos os desafios. Se a Europa pretende transformar efetivamente as cadeias globais de abastecimento, precisará combinar exigência regulatória com mecanismos econômicos capazes de reconhecer e valorizar quem produz preservando.

Nesse cenário, devem ganhar espaço linhas de crédito diferenciadas, seguros vinculados à performance socioambiental, pagamentos por serviços ambientais, instrumentos relacionados ao carbono, fundos de transição e modelos de financiamento que reconheçam o valor econômico da floresta preservada.

A União Europeia e seus Estados-membros já mobilizaram € 81,5 milhões para apoiar cadeias livres de desmatamento e pequenos produtores em mais de 26 países, sinalizando uma agenda que busca combinar controle e incentivo.

O desafio central será transformar a preservação em um ativo econômico verificável. Para isso, será necessário medir, monitorar e comprovar. A mesma inteligência territorial utilizada para identificar e bloquear produtos associados ao desmatamento também poderá ser empregada para reconhecer produtores responsáveis, reduzir riscos, direcionar capital e oferecer melhores condições financeiras.

Uma oportunidade para o Brasil

Essa transformação cria uma oportunidade especialmente relevante para o Brasil. O país possui escala, diversidade produtiva, tecnologia tropical e capacidade para ampliar sua participação na segurança alimentar mundial. Mas o diferencial competitivo do futuro não será apenas produzir mais. Será produzir mais com origem comprovada, transparência territorial e capacidade de demonstrar continuamente a conformidade ambiental de suas cadeias.

As empresas exportadoras de matérias-primas ou produtos finais que consigam incorporar e comprovar atributos ambientais adicionais poderão conquistar posições cada vez mais valorizadas nos mercados internacionais. Da mesma forma, países e estados que desenvolverem mecanismos eficientes de monitoramento e apoio às empresas poderão fortalecer a identidade e a reputação de seus produtos.

Mais do que cumprir uma exigência, trata-se de criar diferenciação. Territórios capazes de demonstrar transparência, regularidade e integridade ambiental estarão mais bem posicionados para acessar mercados, atrair capital, desenvolver produtos de maior valor agregado e atender consumidores e compradores cada vez mais atentos à origem do que consomem.

A crise climática europeia, portanto, não deve ser analisada apenas como um problema interno do continente. Ao atingir diretamente a produção agrícola, o abastecimento e a vida cotidiana, ela tende a influenciar também as decisões políticas, econômicas e comerciais da região.

O Brasil que souber utilizar tecnologia para diferenciar o produtor responsável daquele que atua de forma irregular poderá converter uma exigência em vantagem competitiva. Em vez de tratar rastreabilidade e monitoramento exclusivamente como barreiras ou custos de conformidade, poderá utilizá-los para proteger sua reputação, ampliar o acesso aos mercados e criar melhores condições para a atração de capital.

A próxima fronteira do agronegócio global será definida não apenas pela capacidade de produzir alimentos em escala, mas também de comprovar sua origem. Nesse cenário, tecnologia, inteligência territorial e rastreabilidade completa deixam de representar apenas instrumentos de controle. Tornam-se ferramentas de competitividade, valorização da produção e acesso aos mercados.

A grande oportunidade estará justamente na capacidade de trazer visibilidade aos elos que, durante muito tempo, permaneceram fora do campo de visão das empresas e dos sistemas tradicionais de controle. Porque, no novo comércio global, produzir será fundamental. Mas conseguir provar como, onde e sob quais condições se produziu poderá ser o verdadeiro diferencial competitivo.

*CEO e fundador da Agrotools.



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Sergio Rocha, fundador e CEO da Agrotools
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Kassi Bonissoni
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Quando tudo cabe em um minuto, quem ainda aprende a permanecer?

 

Mackenzie

Quando tudo cabe em um minuto, quem ainda aprende a permanecer?

Midian Rebeca Justino de Araújo é professora de Linguística no Ensino Fundamental e Médio do Colégio Presbiteriano Mackenzie Agnes, no Recife. Mestranda em Educação Clássica e licenciada em Letras.

Há uma cena familiar: um vídeo termina e outro começa. Para muitos adolescentes, transitar entre conteúdos tornou-se cotidiano. Mas o que acontece quando, em vez de deslizar a tela, é preciso permanecer algumas páginas diante da mesma história?

A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil 2024 revelou que 53% dos brasileiros não haviam lido sequer parte de um livro nos três meses anteriores. O dado não fala apenas dos jovens, e talvez isso já nos diga algo. Antes de responsabilizar uma geração inteira, convém reconhecer que o afastamento dos livros é um fenômeno mais amplo.

A leitura possui um tempo próprio. Um romance pede imaginação e disposição para não compreender tudo imediatamente. A reflexão de Byung-Chul Han, em Sociedade do cansaço, ajuda a pensar esse contraste ao opor a atenção profunda à “hiperatenção”, marcada pela rápida mudança de foco. E essa inquietação não é inteiramente nova: já em Quintiliano, a leitura dos bons autores estava ligada à formação de quem deveria aprender a pensar e a expressar-se bem.

Mortimer Adler, em Como ler livros, segue por caminho semelhante. Para ele, o leitor não permanece passivo diante de uma obra: faz perguntas ao texto e constrói seu julgamento. Pensemos, então: formar leitores não seria também ajudá-los a descobrir que um livro oferece uma experiência diferente daquela proporcionada pelo conteúdo breve?

Isso não transforma a tecnologia em adversária. Um vídeo sobre Machado de Assis pode despertar curiosidade por Dom Casmurro. Pode ser o primeiro encontro, a porta que se abre. O que vem depois dela, porém, exige outro tempo.

Nesse caminho, família e escola podem caminhar juntas, aproximando-se do universo dos adolescentes e favorecendo encontros significativos com os livros, para que a leitura também seja descoberta e sentida.

Talvez formar leitores na chamada “geração TikTok” seja menos uma batalha contra as telas e mais um convite à descoberta de outro ritmo. Afinal, ler é também atribuir sentidos, reconhecer-se e encontrar-se nas palavras do outro. E talvez seja nesse encontro que um livro deixe de ser apenas algo que se lê e encontre morada no leitor, um lugar de permanência na memória, no imaginário e na maneira como ele passa a interpretar a si mesmo e o mundo.

 



Midian Rebeca Justino de Araújo
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imprensa.mackenzie@agenciarace.com.br

Numen anuncia novo Diretor de Cloud, Data & AI no Brasil

 


André Amorim assume a unidade de negócios com o intuito de fortalecer o posicionamento da empresa em dados, cloud e Inteligência Artificial 

A Numen, empresa referência em soluções de tecnologia, anuncia a chegada de André Amorim como novo Diretor de Cloud, Data & AI. O movimento faz parte de um plano estratégico de ampliação de investimentos em Cloud e Inteligência Artificial, visando o fortalecimento do portfólio, a diversificação de ofertas e a expansão da capacidade técnica da empresa.  

Formado em Ciências Contábeis pela Universidade Católica de Pernambuco, com MBA em Gestão Empresarial e Marketing pela FGV e Inteligência Artificial para Negócios pela Faculdade Exame, Amorim acumula mais de 34 anos de experiência em estratégias comerciais, gestão de equipes e desenvolvimento de mercados. O executivo soma 15 anos de atuação dedicada ao mercado B2B de tecnologia em empresas nacionais e multinacionais, com foco em Cloud e IA Generativa, acumulando passagens por companhias como Embratel, TIM, Oi, Locaweb Corp, Nextios e EPI-USE Valcann. 

Entusiasta de inovações e novos desafios, Amorim destaca o momento de expansão da empresa como um diferencial. “A Numen tem investido de forma consistente na sua arquitetura e estrutura técnica. Minha chegada está alinhada a esse ciclo de maturidade e crescimento, com o propósito de somar para desenvolver novos negócios, ampliar a nossa atuação multicloud e garantir soluções de alta eficiência, com tecnologias verdadeiramente aplicáveis aos desafios dos clientes”. 

A contratação vem ao encontro do movimento de estruturação e ganho de robustez da área de Cloud na Numen, impulsionado também pelo crescimento contínuo do time e pela atração de talentos seniores do mercado. Vale destacar que em 2025, a empresa registrou o crescimento de dois dígitos em faturamento e expansão de 40% no quadro de profissionais, alcançando cerca de 1,3 mil colaboradores. 

Andreia Tsuruhame, CEO da Numen, reforça a relevância da contratação no cenário atual. “O mercado exige dinamismo e, com o avanço acelerado da Inteligência Artificial, trazer um executivo com a bagagem do André reforça a nossa estratégia de manter uma equipe altamente especializada e preparada para entregar um portfólio de IA e Cloud cada vez mais completo, diversificado e robusto para a nossa base”. 

Com foco em companhias de médio e grande porte, a atuação da liderança em Cloud estará pautada em um tripé fundamental: gestão, governança e segurança. Considerando um contexto de mercado com alto volume de dados, ambientes híbridos e multicloud, pressão crescente entre decisores por otimização operacional e redução de custos de TI, a vertical possui uma compreensão clara de que é necessário organizar cloud, dados e IA de forma estruturada e estratégica – considerando migração, governança, operações e modernizações.  

“Mais do que projetar o futuro, o desafio atual das empresas é tornar a tecnologia algo prático, seguro e rentável. Queremos não apenas diversificar e dar mais sustentação às nossas soluções, mas garantir que cada cliente tenha acesso ao que há de mais avançado em infraestrutura de nuvem, análise de dados e ferramentas embarcadas em IA”, conclui Amorim. 

Sobre a Numen:   
Com presença no Brasil, Europa e América do Norte, a Numen é uma consultoria com forte atuação em projetos SAP e premiada como Melhor Parceiro do Ano de 2025 da SAP, além de parceira estratégica de grandes players globais como AWS, Salesforce e Celonis. Reconhecida por sua abordagem inovadora e foco consistente em resultados, a Numen apoia empresas na transformação digital e na geração de valor sustentável. Para mais informações, visite: https://numenit.com/     



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Cinthia Guimarães


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sábado, 29 de agosto de 2026

 Pode ser uma imagem de texto que diz "LULA Mου DE PILANTRA A LOBISTA AMIGA DO FILHO, E NO PT ELA VIROU FIO I DESENCAPADO POLÍTICA BRA"

Como o setor de TI pode atrair e reter talentos femininos?

 


Por Joceline Lopes 

A presença de mulheres no setor de tecnologia é uma pauta discutida há anos. Embora tenhamos tido avanços significativos com o aumento da representatividade feminina em TI, ainda existe um longo caminho pela frente. Afinal, mais do que trazer esses talentos para um segmento historicamente visto como majoritariamente masculino, é preciso criar estratégias efetivas para retê-los. 

Segundo dados do relatório de 2025 da Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), as mulheres representam 39,2% da força de trabalho no setor de TIC, com crescimento de 1,1 ponto percentual nos últimos seis anos. Os números são animadores quando lembramos que, anos atrás, essas estatísticas eram praticamente inexistentes. No entanto, mesmo com indicadores que apontam para a expansão da diversidade na área, o fator determinante para manter esse avanço de forma sustentável é a compreensão das diferenças nas jornadas individuais. 

Para além das pautas tradicionais, as empresas precisam aprender a normalizar e endereçar as distintas fases da vida de seus colaboradores, sejam homens ou mulheres. A menopausa, por exemplo, é uma realidade biológica e profissional pouquíssimo discutida no meio corporativo, mas que impacta diretamente a rotina e o bem-estar da mulher madura. 

O desafio é que, muitas vezes, as particularidades da jornada feminina ainda são lidas do ponto de vista de estigmas, sendo o mais comum a presunção da maternidade. Por conta disso, criou-se a ideia preconcebida de que a empresa poderá ficar defasada com sua ausência. Além de ser um pensamento ultrapassado, nem toda mulher deseja a maternidade e, mesmo para as que desejam, isso jamais deveria ser parâmetro para evitar contratações ou promoções. 

Deste modo, investir em políticas de trabalho flexível se torna um recurso indispensável. No entanto, a flexibilidade oferecida pela organização deve ser uma ferramenta de apoio ao desempenho, e não uma justificativa para a invisibilidade profissional. 

Isso porque, na prática, é comum observar profissionais que, ao exercerem o trabalho flexível ou retornarem de licenças, caem em uma espécie de "limbo" institucional, sendo tratadas quase como figurantes na rotina corporativa. Promoções, avaliações de desempenho e a distribuição de projetos estratégicos precisam se basear estritamente em entregas e critérios claros, e não em fatores pessoais. 

Outro obstáculo estrutural frequentemente invisibilizado é o tempo dedicado às conexões profissionais. A dupla jornada das mulheres — o famoso "segundo turno", que envolve o cuidado com a casa e a família — reduz drasticamente a energia e o tempo disponíveis para o networking informal, onde muitas portas se abrem e alianças estratégicas são consolidadas. 

Essas barreiras alimentam um preconceito que hoje se manifesta de forma muito mais sutil do que explícita. Não se trata apenas de episódios diretos de discriminação, mas de microações diárias, como o menor acesso a projetos decisivos, escassez de indicações para posições de liderança e uma cobrança desproporcional por "provas de competência". Esse cenário contribui diretamente para o surgimento da síndrome da impostora, levando a profissional a duvidar de sua capacidade e a aceitar condições desfavoráveis por receio de perder espaço. 

Os impactos dessa dinâmica aparecem logo nos primeiros passos da ascension corporativa. O relatório Women in the Workplace 2025, elaborado pela McKinsey & Company em parceria com a LeanIn.Org, destaca o conceito de "Broken Rung" (degrau quebrado), que mostra que a maior barreira no avanço profissional da mulher não está no topo da pirâmide, mas sim no primeiro degrau de promoção para cargos de gestão. É na transição do nível operacional para a primeira liderança que a equidade se rompe. 

Essa disparidade começa, na verdade, antes mesmo da chegada ao mercado. Um estudo de pesquisadoras da Universidade Federal de Sergipe (UFS) revelou que apenas 17,8% das pessoas matriculadas em cursos de graduação da área de TIC são mulheres, apontando que o ambiente acadêmico e corporativo de tecnologia ainda é percebido por elas como hostil, competitivo e solitário. 

Superar essa realidade exige transformar a inclusão em uma experiência concreta ao longo de toda a carreira. Mais do que investir em programas de atração de talentos femininos, o exemplo deve partir da alta gestão. Líderes, homens e mulheres, não precisam aplicar tratamentos diferenciados por privilégio, mas demonstrar a sensibilidade necessária para reconhecer essas particularidades e entender que elas não são obstáculos para o negócio. 

Contudo, essa construção é uma via de mão dupla. Cabe às organizações acolherem e criarem espaços seguros, e às profissionais reconhecerem o seu próprio valor, ocupando seus lugares de merecimento sem o receio de utilizar os recursos de flexibilidade oferecidos. As diferenças entre gêneros são complementares e indispensáveis para a capacidade de inovação de qualquer ecossistema tecnológico. 

Além do compromisso, é necessário ter a capacidade de transformar inclusão em experiência real de carreira, que vai além da contratação e da representatividade, e chega à cultura do pertencimento. E os números reforçam essa urgência: segundo a McKinsey, empresas com maior diversidade de gênero em seus conselhos têm 27% mais chances de superar financeiramente aquelas menos diversas. Afinal, não se trata apenas de um compromisso ético, mas de uma decisão estratégica de negócio. 

Joceline Lopes é Diretora de Gente da Numen. 

Sobre a Numen:  Com presença no Brasil, Europa e América do Norte, a Numen é uma das maiores consultorias brasileiras com forte atuação em projetos SAP e parceira estratégica de grandes players globais como AWS, Salesforce e Celonis. Em 2025, foi premiada A Melhor Parceira SAP do Ano. Reconhecida por sua abordagem inovadora e foco consistente em resultados, a Numen apoia empresas na transformação digital e na geração de valor sustentável. Para mais informações, visite: https://numenit.com/   



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Cinthia Guimarães


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Receita de Coxinha de Cuscuz com Carne Seca

 



BRF (Produtos Sadia, Perdigão, Qualy, Deline)


Receita de Coxinha de Cuscuz com Carne Seca


Aprenda a fazer uma versão inovadora de um salgado clássico brasileiro e surpreenda convidados


Tempo de preparo: 60min

Rendimento: 12 porções

Ingredientes:

Massa

  • 2 xícaras (chá) de leite (480ml)
  • 2 colheres (sopa) de Deline Cremosa (20g)
  • ½ colher (chá) de sal
  • 1 xícara (chá) de flocão de milho (100g)
  • ½ xícara (chá) de farinha de trigo (70g)

Recheio

  • 2 colheres (sopa) de Deline Cremosa (20g)
  • ½ cebola picada (55g)
  • ½ dente de alho picado
  • 350g de carne seca desfiada
  • 2 colheres (sopa) de salsinha picada (8g)
  • 100g de requeijão
  • Sal e pimenta-do-reino a gosto
  • Leite e farinha panko para empanar

Modo de preparo:

Massa

1. Em uma panela, coloque o leite, a Deline Cremosa e o sal. Quando ferver, coloque de uma só vez o flocão e a farinha de trigo, e mexa com uma colher de madeira, cozinhando até a massa ficar firme, mas úmida. Retire do fogo, cubra com filme plástico e espere esfriar.

Recheio

2. Aqueça a Deline Cremosa em uma frigideira e refogue a cebola e o alho. Em seguida, acrescente a carne seca e refogue por alguns minutos. Desligue o fogo e acrescente a salsinha picada. Ajuste o sal e tempere com a pimenta-do-reino.

Finalização

3. Modele coxinhas com a massa e recheio, acrescentando uma pequena quantidade de requeijão em cada coxinha, além da carne seca refogada.

4. Empane as coxinhas no leite e depois na farinha panko e frite em óleo ou na airfryer até dourar. Sirva em seguida.

 
 


Coxinha de Cuscuz com Carne Seca.
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