MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

domingo, 31 de janeiro de 2021

Guedes aposta em troca no Senado e na Câmara para destravar agenda liberal

 

POLITICA LIVRE

economia

O ministro da Economia, Paulo Guedes, aposta suas fichas na troca dos comandos da Câmara e do Senado para destravar sua agenda liberal (reformas tributária, administrativa e fiscal, além de privatizações, entre outros pontos) no Congresso. O governo trabalha nos bastidores para garantir a eleição dos seus dois candidatos, o deputado Arthur Lira (PP-AL) – chamado pelo presidente Jair Bolsonaro de segundo homem do Executivo –, e o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Mas, independente dos candidatos que saírem vitoriosos na eleição marcada para esta segunda-feira, 1º, a equipe econômica, antes mesmo de retomar a pauta anterior de reformas, terá que se equilibrar na divisão de dois tipos de agendas que dominaram a cena nas últimas semanas.

De um lado, a agenda de emergência para o enfrentamento da covid-19, que envolve além da prorrogação do auxílio emergencial (pago a informais, desempregados e beneficiários do Bolsa Família), a pressão para a renovação do BEm (o programa que garante um completo de renda para os trabalhadores que tiveram salário e jornada reduzidos), a renegociação do Pronampe, voltado para o crédito de micro e pequenas empresas, um novo Refis (pagamento de débitos tributários) e demandas setoriais, como a dos bares e restaurantes, que ganharam como padrinho o presidente Jair Bolsonaro, e a dos caminhoneiros para a redução do preço do diesel.

Na outra agenda, a pressão pelo pagamento da fatura dos compromissos assumidos para eleger os dois candidatos do governo, que inclui emendas parlamentares para obras públicas e demandas por mais recursos no Orçamento de 2021, que ainda não foi votado.

De imediato, o ministro terá que reforçar a barreira para evitar a divisão do seu próprio superministério na reforma ministerial. Guedes não aceita essa repartição, mas nos bastidores apoia Lira (cujos aliados defendem a divisão) porque vê na união de Baleia com os partidos de oposição risco para o avanço da agenda liberal no Congresso.

O grupo do Centrão favorável a Lira tem defendido a cisão do ministério da Economia (com a recriação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) desde meados de agosto do ano passado, quando foi lançado o Plano Pró-Brasil, programa que previa ampliação de investimento com recursos públicos, mas que não avançou. Na época, lideranças do Centrão queriam mais estímulos do governo para a retomada do emprego e crescimento mais rápido, o que incluía mudanças no teto de gastos, a regra constitucional que atrela o crescimento das despesas à inflação.

Essa disputa do time político com o econômico representa um risco que o ministro pode enfrentar mais tarde entre os aliados do governo na agenda econômica de 2021. Um contratempo pode ser no apoio que o ministro espera de Lira para a nova CPMF, o imposto sobre transações para bancar a redução nos encargos que as empresas pagam sobre os salários dos funcionários, chamada de desoneração da folha de pagamento.

O adversário de Lira, o deputado Baleia Rossi (MDB-SP), em entrevista no programa Roda Viva, da TV Cultura, fustigou Guedes . “Recordo que quando o Centrão tentou derrubar ou pelo menos desestabilizar o ministro, quando queriam furar a qualquer custo o teto de gasto, o presidente Rodrigo Maia (da Câmara) e outros líderes o apoiaram na condução da economia”, disse Baleia, que não fechou as portas para um diálogo mais tarde com Guedes, se eleito.

“O ministro tem que ter um pacote bem amarrado para os primeiros meses da gestão do novo presidente da Câmara porque depois fica mais difícil e questões políticas se sobrepõem”, disse Marcos Mendes, pesquisador do Insper e consultor que acompanha em detalhes a pauta econômica no Congresso. Mendes lembrou que Guedes tem ainda a batalha do Orçamento e o crédito especial para o cumprimento da chamada regra de ouro, que proíbe que o governo se endivide para pagar gastos de custeio, como salários.

Segundo Mendes, será importante observar se o Centrão vai mostrar afinamento com o governo ou se vai aumentar o custo como fez no Orçamento de 2020. O especialista diz que só vale o ministro insistir na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) emergencial se o texto, que prevê redução nas despesas obrigatórias, principalmente com servidores, for mais forte em corte de gastos do que o parecer do senador Marcio Bittar (MDB-AC). Ele sugere ainda foco na reforma tributária com empenho para votar a Contribuição de Bens e Serviços (CBS) para substituir o PIS/Cofins, que vem perdendo há anos arrecadação por causa da grande judicialização.

Em encontro online com representantes de 34 associações empresariais, o candidato Arthur Lira ouviu pedido para aprovação de projetos para atacar o Custo Brasil. Um dos organizadores do evento, o diretor-geral da Associação Brasileira da Indústria de Cervejas (Cerv Brasil), Paulo Petroni, disse que há uns dez projetos no Congresso com potencial de reduzir em um terço o custo Brasil, se aprovados em 2021. “Trata-se de um trabalho contínuo, pois custo não para de crescer. Precisamos de celeridade para resolver os pontos prioritários”, disse Petroni.

1) Itens da pauta de pressão por renovação das medidas dadas na pandemia:

– Prorrogação do auxílio emergencial por mais algum meses

– Prorrogação do BEm, que complementa a renda dos trabalhadores que tiveram salário e jornada reduzidos, mas o modelo pode ser alterado

– Alongamento do prazo de oito meses de carência para o início do pagamento dos empréstimos feitos pelo Pronampe para micro e pequenas empresas

– Nova ampliação do Pronampe para bares e restaurantes

– Nova Refis (parcelamento de dívidas tributários)

– Redução do PIS/Cofins para reduzir preço do diesel e medidas de compensação com corte de renúncias

2) Pauta liberal do ministro da Economia, Paulo Guedes:

– PEC emergencial reforçada com a desindexação (tirar “amarras”) do Orçamento e mudanças no abono salarial e PEC do pacto federativo (com nova distribuição de receitas entre União, Estados e municípios)

– Reforma tributária com uma nova CPMF e desoneração da folha de salários

– Reforma administrativa e redução de gastos com pessoal

– Carteira Verde Amarela (um novo programa com custo menor para contratação de informais)

– Bolsa Família ampliado, com benefício médio maior, número maior de famílias contempladas e pagamentos extras de acordo com desempenho escolar e em esportes

– Privatizações da Eletrobrás, Correios e outras empresas

3) Medidas de curto prazo que podem ser acionadas com piora da pandemia:

– Antecipação do pagamento do abono salarial (espécie de 14º salário para quem ganha até dois pisos)

– Antecipação do pagamento do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS

– Liberação de saques do FGTS

Estadão Conteúdo

Voluntários da vacina podem demorar semanas para saber se tomaram placebo

POLITICA LIVRE
brasil

Voluntários do estudo clínico com a vacina contra a Covid-19 da Oxford/AstraZeneca em São Paulo receberam informação de que, em alguns casos, só saberão se tomaram a vacina ou o controle (placebo) no fim de fevereiro e início de março.

Sem saber se já estão imunizados, eles não poderão tomar a vacina Coronavac que está sendo oferecida no estado, apesar de muitos serem do grupo prioritário de vacinação e estarem trabalhando na linha de frente.

Os cerca de 3.000 voluntários do estudo clínico em São Paulo, coordenado pelo Crie (Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais) da Unifesp, começaram a ser chamados no dia 20 janeiro para saber se receberam a vacina ou se estavam no grupo de controle (que recebeu uma vacina meningocócica, fazendo as vezes de placebo), logo após a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) conceder autorização emergencial ao imunizante.

Em comunicado, a equipe do estudo afirmou que “num período de dois meses, todos os participantes do grupo controle estarão vacinados”.

No estudo para avaliação da eficácia da vacina, metade dos voluntários recebe duas doses do imunizante, e, a outra metade, duas doses da vacina meningocócica. Nem os médicos, nem os voluntários sabem quem recebeu o que —por isso diz-se que é um estudo duplo cego.

Os voluntários só descobrem no momento do chamado “descegamento”, ao serem recebidos em consulta no Crie. Quando isso ocorre, os que estavam no grupo de controle recebem a primeira dose vacina.

Um voluntário conseguiu agendar o “descegamento” só para o fim de fevereiro. Ele vai ter que ficar sem tomar a vacina até lá, apesar de ser médico e estar no grupo prioritário.

O médico, que não quis se identificar, tinha recebido agendamento inicial só para março. Segundo ele, nesse intervalo, ele terá de ficar exposto à infecção.

Ele não pode tomar outra vacina como a Coronavac, porque não se sabe a interação entre as duas. Mais do que isso, afirma, seria injusto tomar uma dose em meio à escassez de vacina.

Folhapress

Sertanejo é gênero musical mais tocado em quase todo o Brasil, diz pesquisa

 


Apenas no Rio de Janeiro, o ritmo número 1 foi o pop

Redação
BAHIA.BA 
Foto: Divulgação/Assessoria
Foto: Divulgação/Assessoria

 

O sertanejo é o gênero musical mais tocado em todos os estados do Brasil —menos no Rio de Janeiro. É o que diz um levantamento do Ecad com as músicas mais tocadas nos últimos cinco anos., segundo a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.

No Rio de Janeiro, o ritmo número 1 foi o pop, seguido pela MPB. O sertanejo em terceiro lugar. O pop e o forró se revezaram como segundo ritmo mais escutado na maioria dos estados brasileiros. Em Pernambuco e no Pará, a MPB ficou com a segunda posição.

Caminhoneiros confirmam paralisação a partir de segunda; Bahia não vai aderir

 


Ao bahia.ba, sindicato informou que decisão também engloba os outros estados do Nordeste do país

Paloma Teixeira
BAHIA.BA 
Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil
Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil

 

Apesar de confirmada a paralisação por tempo indeterminados dos caminhoneiros, a Bahia não irá aderir ao protesto, como adiantado pelo bahia.ba no início da semana. Em conversa com o portal neste domingo (31), o coordenador administrativo do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado da Bahia (Sindicam), José Bione, afirmou que a decisão também engloba os outros estados do Nordeste do país.

Em nota, a Federação Interestadual dos Transportadores Rodoviários Autônimos de Cargas e Bens da Região Nordeste (Fecone) afirmou não reconhecer as lideranças que encabeçam a paralisação. Para a entidade, “o melhor caminho é o diálogo”.

“Reconhecemos a necessidade de avanços para a melhoria dos transportadores autônomos de cargas. Não reconhecemos as lideranças que estão provocando paralisação para o próximo dia 01. Todos, por unanimidade, não aprovam nem aceitam este movimento. Reconhecemos a nossa Confederação de Grau superior a CNTA como órgão de liderança máxima dos transportadores autônomos de cargas do Brasil”, diz nota enviada ao bahia.ba.

Paralisação

A decisão de paralisação dos caminhoneiros a partir de segunda-feira (1º) foi tomada em assembleia extraordinária do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), que reúne 40 mil caminhoneiros em São Paulo e conta com afiliados em outros estados do país.

Entre as reivindicações da categoria estão melhores condições de trabalho, aumento do preço do combustível, direito a aposentadoria especial e ainda o marco regulatório do transporte marítimo (BR do Mar).

CAIXA lança aplicativo para acesso ao DPVAT

 


Com a nova ferramenta, atendimento às solicitações de indenização passa a ser 100% digital

Tribuna da Bahia, Salvador
31/01/2021 11:47 | Atualizado há 3 horas e 46 minutos

   

A CAIXA lança neste domingo (31) um aplicativo para ampliar e facilitar o acesso ao DPVAT. Por meio da plataforma, disponível de forma gratuita para Android e iOS, vítimas de acidentes de trânsito ou seus beneficiários poderão dar entrada no pedido de indenização por morte, invalidez permanente ou reembolso de despesas médicas diretamente à CAIXA. Assim, o atendimento às solicitações de indenização do DPVAT passa a ser 100% digital.

O aplicativo estará disponível gradativamente nas lojas de aplicativos a partir do dia 31 de janeiro, com o nome “DPVAT CAIXA”. O app permite o envio de documentos e o acompanhamento da solicitação de indenização.

Após fazer o download, o usuário deve se cadastrar no login CAIXA. Caso já tenha cadastro em outros apps da CAIXA, como Habitação, FGTS e CAIXA Tem, a senha de acesso é a mesma. Ao clicar em “Quero solicitar minha indenização DPVAT”, o usuário deverá informar os dados do acidente, preencher os dados da vítima e enviar a documentação necessária.

Pelo aplicativo também será possível acompanhar o andamento do processo. No campo “Acompanhar minha solicitação”, os usuários poderão verificar, por exemplo, a existência de documentos pendentes e a liberação do pagamento da indenização, se for o caso.

O acesso ao DPVAT é gratuito. Para todos os tipos de indenização, alguns documentos são obrigatórios, como RG, comprovante de residência e o boletim de ocorrência do acidente, além de documentos específicos, como laudos e comprovantes de despesas médicas. A lista completa com os documentos requeridos está disponível no site www.caixa.gov/dpvat.

Com a solicitação aprovada, o pagamento da indenização será feito em até 30 dias em uma Conta Poupança Digital da CAIXA, no CAIXA Tem, em nome da vítima ou dos beneficiários, dependendo do caso.

DPVAT agora é na CAIXA:

A CAIXA assumiu a gestão dos recursos e do pagamento das indenizações do seguro DPVAT dos acidentes com vítimas ocorridos desde 1° de janeiro de 2021. A mudança proporciona eficiência e transparência na gestão dos recursos e rapidez na análise e pagamento das indenizações.

Criado em 1974, o DPVAT indeniza vítimas de acidentes de trânsito, sejam motoristas, passageiros ou pedestres, brasileiros ou estrangeiros, sem apuração de culpa. A indenização é paga em casos de morte, invalidez permanente total ou parcial e para o reembolso de despesas médicas por danos físicos causados por acidentes com veículos automotores de via terrestre ou por suas cargas.

Nos casos de morte, o valor da indenização é de R$ 13.500. Nos casos de invalidez permanente, o valor é de até R$ 13.500, variando conforme a lesão da vítima, com base em tabela prevista na lei. As despesas médicas e hospitalares são reembolsadas em até R$ 2.700, considerando os valores gastos pela vítima em seu tratamento.

Mais informações podem ser encontradas no site www.caixa.gov.br/dpvat ou pelo telefone 0800 726 0207.

Número de civis armados ultrapassa 1 milhão no Brasil, diz jornal O Globo

 


O número passou de 346 mil armas de fogo, em 2018, para 595 mil, no fim de 2020.

Tribuna da Bahia, Salvador
31/01/2021 12:01 | Atualizado há 3 horas e 11 minutos

   
Foto: Reprodução

Dois anos depois do primeiro decreto do presidente Jair Bolsonaro rumo à expansão do armamento da população, o país tem 1,151 milhão de armas legais nas mãos de cidadãos - 65% mais do que o acervo ativo de dezembro de 2018, que era de 697 mil.

Os dados são inéditos e foram obtidos pelo jornal O Globo via Lei de Acesso à Informação junto ao Exército e à Polícia Federal (PF), em uma parceria com os Institutos Igarapé e Sou da Paz.

O aumento mais expressivo, de 72%, se deu no registro da Polícia Federal, que contempla as licenças para pessoas físicas. O número passou de 346 mil armas de fogo, em 2018, para 595 mil, no fim de 2020.

Nos casos de armamentos registrados pelo Exército, que atendem aos Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs), a elevação, no mesmo período, foi de 58%: passou de 351 mil para 556 mil. Tanto em um quanto no outro órgão, o salto não é explicado apenas pelas novas armas de fogo, mas também por registros expirados que foram renovados.

Fonte: Estadão Conteúdo

Apesar do apelo de Bolsonaro, caminhoneiros mantêm paralisação

 


Política de paridade ao preço internacional adotada pela Petrobras é principal problema a ser resolvido, segundo caminhoneiros.

Tribuna da Bahia, Salvador
31/01/2021 11:57 | Atualizado há 3 horas e 12 minutos

   
Foto: Agência Brasil

Por Thaís Barcellos

Apesar dos apelos do presidente Jair Bolsonaro, a paralisação dos caminhoneiros autônomos a partir desta segunda-feira (1º) será mantida, afirmou ao Broadcast o presidente do Conselho Nacional dos Transportadores Rodoviários de Cargas (CNTRC), Plínio Dias, acrescentando que a duração do movimento é "indeterminada" e que 22 Estados participam do conselho. Dias afirma que a redução ou zeragem do PIS/Cofins sobre o diesel, cogitada pelo governo, não seria suficiente para terminar com a greve, porque o principal problema é a política de paridade ao preço internacional adotada pela Petrobras.

"Quem teria a culpa de desabastecimento do País se o movimento se prolongar por 3, 4, 5 dias, como foi na época do presidente Michel Temer, quando durou 11 dias, não são os caminhoneiros, é quem é responsável pela pasta. Se o presidente chamar para conversar no primeiro dia e resolver, todo mundo volta a trabalhar no dia seguinte. Até agora não teve diálogo com Conselho Nacional ou com a categoria."

No sábado (30), Bolsonaro pediu que a categoria não entrasse em greve e disse que todo mundo perderia se isso acontecesse, "o Brasil todo". Questionado sobre o apelo do presidente, Dias afirmou que entende que o presidente não pode incitar greves, mas reclamou que "não chegou nada para categoria de autônomos" nos primeiros dois anos de governo. "Não podemos deixar passar este ano, o ano que vem é de eleição, senão os caminhoneiros vão continuar no submundo."

O presidente do CNTRC também disse que a categoria não irá bloquear as estradas, deixando faixas livres. "Vamos fazer a manifestação dentro da lei. Temos o direito de conscientizar a categoria. Somos um País democrático e está na Constituição o direito de fazer manifestação livre."

Uma liminar concedida pela Justiça Federal do Rio no sábado proíbe caminhoneiros em greve de bloquear, mesmo que parcialmente, a rodovia BR-101, que margeia o litoral do País. A decisão vale para todo o trecho da BR-101 no Rio. Uma decisão liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo, concedida na sexta-feira (29), já havia proibido bloqueios da Rodovia Presidente Dutra, trecho da BR-116 que liga São Paulo ao Rio.

Além do fim da política de paridade ao preço internacional dos combustíveis, a pauta de reivindicações da categoria tem outros nove pontos, mas outro tema urgente, segundo Dias, é a modificação da redação do projeto 4199/2020, o BR do Mar, que, segundo o dirigente, dá vantagem para empresas estrangeiras no transporte de cabotagem, o que favorecia a contratação de empresas frotistas para fazer o frete em detrimento de caminhoneiros autônomos. "Os caminhoneiros estão preocupados em perder emprego", diz ele, argumentando que não foi avaliado o impacto social do projeto e nem as condições da categoria nos portos do País, que fica "ao relento".

A pauta também discute aposentadoria especial para a categoria, o cumprimento do piso mínimo do frete, estabelecido em 2018 após a paralisação de 11 dias, respeito à jornada de trabalho e maior fiscalização da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), entre outras reivindicações.

Fonte: Estadão Conteúdo

Pobreza extrema no Brasil é maior em janeiro do que no começo da década passada

 


Segundo pesquisa, neste mês de janeiro, 12,8% dos brasileiro passaram a viver com menos de R$ 246 ao mês (R$ 8,20 ao dia).

Tribuna da Bahia, Salvador
31/01/2021 14:00 | Atualizado há 1 hora e 8 minutos

   
Foto: Reprodução / Google fotos

A taxa de pobreza extrema no Brasil começa 2021 em alta com o fim do auxílio emergencial em dezembro. Reportagem do jornal Folha de S.Paulo deste domingo informa que o país tem hoje mais pessoas na miséria do que antes da pandemia e em relação ao começo da década passada, em 2011.

Neste mês de janeiro, 12,8% dos brasileiro passaram a viver com menos de R$ 246 ao mês (R$ 8,20 ao dia), linha de pobreza extrema calculada pela FGV Social a partir de dados das Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicílios (Pnads) Contínua e Covid-19, informa o jornal. No total, segundo projeção da FGV Social, quase 27 milhões de pessoas estão nessa condição neste começo de ano - mais que a população da Austrália. A taxa neste começo de década é maior que a do início da anterior (12,4%) e que a de 2019 (11%).

Trata-se de um aumento significativo na comparação com o segundo semestre de 2020, quando o pagamento do auxílio emergencial a cerca de 55 milhões de brasileiros chegou a derrubar a pobreza extrema, em agosto, para 4,5% (9,4 milhões de pessoas) - o menor nível da série histórica.

O efeito negativo da pandemia sobre a renda dos mais pobres já tenderia a ser prolongado levando-se em conta a recuperação difícil que o Brasil tem à frente (quase sem espaço no Orçamento público para novas rodadas de auxílio emergencial), o aumento das mortes pela Covid-19 e o atraso no planejamento da vacinação

O pagamento do auxílio emergencial custou cerca de R$ 322 bilhões, a maior despesa do Orçamento de Guerra contra a Covid-19. Com essa e outras medidas emergenciais, em 2020 a dívida pública saltou 15 pontos, atingindo 89,3% como proporção do PIB e R$ 6,6 trilhões - ambos recordes que levaram à deterioração no perfil de refinanciamento.

Mas, além do aumento da pobreza no presente, a pandemia deve impor perdas futuras de renda aos mais jovens, sobretudo os pobres, que acabaram perdendo boa parte do ano escolar de 2020.

No geral, os jovens, os sem escolaridade, os nordestinos e os negros foram os que mais perderam renda do trabalho na pandemia. Hoje, cerca de 35% dos jovens brasileiros nem trabalham nem estudam - os chamados "nem nem" eram 25% no final de 2014.

Fonte: Estadão Conteúdo

País não acompanha surgimento de novas cepas do coronavírus

 


Pesquisadores apontam que há estrutura e pessoal capacitado, mas falta recurso. A alta do dólar também é apontada como um problema, visto que os reagentes necessários são todos importados

Tribuna da Bahia, Salvador
31/01/2021 12:13 | Atualizado há 2 horas e 52 minutos

   
Foto: Justus Liebig University Giessen/Katrina Friese/Divulgação

Não é de hoje que os cientistas brasileiros chamam atenção para a necessidade de investir na identificação, rastreamento, monitoramento e isolamento das infecções da covid-19 como medida crucial para interromper a circulação da doença. Apesar de ter sequenciado em tempo recorde, em apenas 48 horas, em fevereiro do ano passado, o primeiro genoma do coronavírus que estava circulando no país, o Brasil sofre com uma escassez na vigilância de novos genomas. Pesquisadores apontam que há estrutura e pessoal capacitado, mas falta recurso. A alta do dólar também é apontada como um problema, visto que os reagentes necessários são todos importados.

Em meio a isso, o novo coronavírus ganhou espaço para, inclusive, evoluir, silencioso, para uma versão possivelmente mais contagiosa. A variante P.1, originada no Amazonas, foi primeiramente identificada do outro lado do mundo e encontrada em mais quatro países, antes de ser confirmada em São Paulo. Pesquisadores apontam que houve, de fato, uma redução do sequenciamento das mutações do vírus no segundo semestre do ano passado. Enquanto isso, o governo federal conta com ajuda da tecnologia de fora para ter mais informações sobre a variante, como informado pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

Na última terça-feira, o general disse que o Brasil enviou amostra para ser estudada em Oxford. “Mandamos todo o material coletado para a Inglaterra para que a gente tenha uma posição exata sobre o grau de contaminação e agressividade dessa nova cepa”, afirmou, ponderando que os estudos também estavam sendo conduzidos no Brasil.

Pouco sequenciamento

De acordo com a plataforma Gisaid, na qual cientistas do mundo todo compartilham informações sobre o vírus, das 448,4 mil sequências publicadas, até 29 de janeiro, 191,6 mil (42,7%) têm origem no Reino Unido, 98 mil na América do Norte. Do outro lado, o Brasil sequenciou apenas 2.403 (0,5% do total). A própria linhagem P.1 foi evidenciada após um alerta feito inicialmente por pesquisadores japoneses, que identificaram a variante em quatro viajantes vindos do Amazonas para o país.

Desde então, a mutação também já foi identificada no Reino Unido, Alemanha, Estados Unidos e Itália. Apesar dos indicativos de alta transmissão da P.1 ocorrendo no Amazonas, somente na última terça-feira (26) houve a confirmação de registro da variante em outra unidade federativa brasileira. O Instituto Adolfo Lutz identificou a nova variante em três pacientes de São Paulo.

Responsável por sequenciar a nova cepa no Brasil, Ester Sabino, pesquisadora do Instituto de Medicina Tropical (IMT) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP), afirma que, apesar de o dado japonês ter ganhado visibilidade antes, estudiosos brasileiros já haviam sequenciado e informado o governo do Amazonas. A divulgação dos resultados, por parte dos pesquisadores, ocorreu dois ou três dias depois, segundo ela.

Ainda assim, a descoberta não significa poder de impedir que uma variante se espalhe. “Mas passa a informação correta para a gente entender o que está acontecendo. Saber que é uma outra linhagem é importante, e dá uma noção melhor de qual é o problema que Manaus está vivendo”, explicou.

Ester admite que houve uma redução nas ações de sequenciamento no último ano. “Acho que, realmente, o número de sequências foi menor no segundo semestre, e são várias questões que afetaram os vários grupos. A ciência precisa de apoio contínuo”, afirmou.

Para a pesquisadora do Laboratório de Bioinformática do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) Ana Tereza Vasconcelos, o país precisava ter sequenciado mais. Porém, ela explica que o sequenciamento é uma técnica cara. “Para se fazer um rastreamento e identificar as mutações, você precisa sequenciar. É uma técnica cara. Pela dimensão e pela conjuntura do Brasil, não teria condições de fazer um estudo desse tamanho”, disse.

A geneticista ressalta que os pesquisadores possuem boas estrutura para fazer a vigilância genômica no país, com laboratórios bem equipados e pessoal. O problema, entretanto, é financeiro. “O nosso maior problema são os consumíveis, como os reagentes, e bolsas para alunos de pós-graduação, que ajudam muito nessa tarefa”, explicou.

Segundo Ana Tereza, a crise econômica também atrapalha, visto que um projeto pode começar com uma previsão de valor, mas a cifra pode subir no decorrer da pesquisa. Além disso, o corte nos investimentos em ciência e tecnologia complica o rumo das pesquisas sobre o novo vírus. No entanto, a geneticista ressalta que não é apenas a fraca vigilância genômica do SARS-CoV-2 que faz com que seja difícil controlar a transmissão no país.

Transmissão

A convicção das próprias autoridades de saúde é de que a linhagem P.1 se espalhou por todo o país. “Acreditamos que já há variantes no Brasil inteiro, diante das características da atual curva de contágio. Por isso, temos que vacinar com a maior velocidade possível, mantendo as medidas de distanciamento e os cuidados com higienização”, destacou o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, Carlos Lula.

Ester Sabino afirma que, de fato, a mutação é mais transmissível, ainda que, por hora, não haja informações para saber o quanto. Ela disse, ainda, que é provável que esta nova cepa tenha começado a expandir em dezembro, visto que dados anteriores não tinham detectado a sua presença.

Ao sequenciar 250 genomas do Amazonas, a Fiocruz identificou a linhagem P.1 em 51% das amostras de dezembro e, reforçando o alto potencial transmissor, foi identificada em 91% das amostras na primeira quinzena de janeiro.

Um levantamento paralelo, feito pelo Centro Brasil-Reino Unido de Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (Cadde), que reúne pesquisadores brasileiros e britânicos, chegou a resultados parecidos, identificando a nova linhagem em 85,4% das amostras analisadas. 

Fonte: Correio Braziliense 

O caso de amor da esquerda mundial com os terroristas das Farc

 



Se as Farc sempre tiveram amigos nos Estados Unidos, os amigos das Farc no exterior têm ainda mais amigos nos Estados Unidos. Kevin Williamson, da National Review, em artigo traduzido para a Gazeta do Povo:


Um tribunal especial de paz foi convocado na Colômbia, na sexta-feira (28), para julgar oito líderes da organização terrorista marxista-leninista conhecida como Farc - Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - por crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Talvez a justiça seja feita sobre essas oito pessoas - mas a justiça um dia chegará a ser feita sobre os facilitadores dessa organização nos Estados Unidos e em outros lugares?

As Farc são uma das muitas ramificações assassinas desse "socialismo real" que nossos amigos esquerdistas sempre insistem que "nunca foi colocado em prática". Como o Talibã, o grupo é parte movimento político e parte cartel de drogas; como o Hamas, ele buscou legitimidade reinventando-se como um partido político, agora conhecido como Comunes.

As Farc nunca desfrutaram do status de celebridade de, digamos, os sandinistas da Nicarágua, a milícia comunista que contava com o apoio de, entre outros, Bill de Blasio, que voltou de uma visita ao país devastado pela guerra quando tinha 20 e poucos anos com "uma visão das possibilidades de um governo de esquerda irrestrito", nas palavras do New York Times. (E vocês de Nova York, estão gostando?).

Os sandinistas ganharam um álbum triplo da banda de punk rock britânica The Clash batizado em sua homenagem, enquanto as Farc sempre foram mais o objeto do entusiasmo de marxistas acadêmicos encastelados e de ativistas de esquerda engajados com os movimentos revolucionários mundiais. Eles foram treinados por fabricantes de bombas do IRA, e seus interesses foram promovidos no Congresso dos EUA por democratas eleitos, enquanto ativistas americanos agiam como intermediários. Ativistas de esquerda por muito tempo causaram agitação pela libertação de terroristas das Farc detidos nas prisões dos EUA.

Se as Farc sempre tiveram amigos nos Estados Unidos, os amigos das Farc no exterior têm ainda mais amigos nos Estados Unidos. O falecido ditador socialista venezuelano Hugo Chávez era um apoiador de longa data do grupo marxista-leninista-narcoterrorista vizinho, chegando ao ponto de permitir que eles operassem em portos seguros venezuelanos.

Chávez foi o segundo ditador latino-americano favorito da esquerda americana, atrás de Fidel Castro, que contava com o apoio não só dos radicais champanhe de Hollywood, mas também de democratas do Congresso, incluindo Chaka Fattah e Barney Frank. Esses dois não eram exatamente modelos de bom senso: Fattah teve 23 acusações criminais, incluindo conspiração para extorsão, suborno, fraude bancária, fraude postal e lavagem de dinheiro, enquanto Barney Frank, em certo momento, manteve uma rede de prostituição bissexual coordenada a partir de sua casa, mas nunca foi acusado de nenhum crime.

(Minha principal objeção quando o deputado Frank assumiu o cargo de presidente do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes foi o fato de que ele, de alguma forma, conseguiu perder dinheiro mantendo um bordel em Washington.)

O deputado Fattah era um deslumbrado ludibriado por Chávez no inebriante período em que a Venezuela foi impulsionada pela alta dos preços do petróleo - o chefe Hugo enviava óleo para aquecimento com desconto aos eleitores do deputado Fattah na fria Filadélfia. Chávez também sequestrou, torturou e assassinou oponentes políticos. Mas a esquerda não tem inimigos à esquerda.

O caso de amor da esquerda com as Farc na Colômbia e Chávez na Venezuela foi um eco de seu contínuo romance, agora post-mortem, com Fidel Castro. Celebridades progressistas como Danny Glover, Robert Redford e Oliver Stone viajaram até Havana para sentar-se aos pés de Fidel Castro. Jornalistas famosos como Andrea Mitchell vangloriaram as conquistas de Castro na área de saúde, mesmo quando os cubanos eram privados de antibióticos simples e serviços médicos básicos.

Após a morte do grande tirano, Barack Obama falou sobre "as inúmeras maneiras pelas quais ele alterou o curso da vida individual, das famílias e da nação cubana", que é uma maneira de descrever a carreira de um ditador assassino em massa que dirigiu um Estado fortaleza tão cruel que seus súditos se lançavam ao mar em câmaras de ar na esperança de flutuar para uma vida melhor.

E assim vai e assim tem sido: Jane Fonda fez sua peregrinação a Hanói e, mais importante, Bernie Sanders, que quase ganhou a nomeação democrata duas vezes, fez sua peregrinação a Moscou e Leningrado, onde passou seu tempo "exaltando as virtudes da vida e cultura soviéticas", não obstante a vida e a cultura soviéticas envolverem um gigantesco gulag cujas atrocidades incluíam, entre muitos outros crimes contra a humanidade, matar 4 milhões de pessoas de fome para fazer valer um ponto de vista político. Até Pol Pot teve seus apologistas nos Estados Unidos, com radicais de esquerda, como Noam Chomsky, classificando o genocídio cambojano como uma "propaganda" exagerada ou totalmente inventada.

A empreitada comunista mundial assassinou 100 milhões de pessoas no século 20. Oito homens serão julgados na Colômbia. As vendas de camisetas do Che Guevara continuam intensas.
 
BLOG  ORLANDO  TAMBOSI

O buraco é mais à frente

 



Coluna de Carlos Brickmann, publicada nos jornais de domingo, 31 de janeiro:


O presidente Bolsonaro pensa que seu maior problema é o Congresso. Não é: tudo o que pode ser resolvido com dinheiro não é problema, é custo. Sim, está sendo caro: evitar impeachment, evitar CPIs, o investimento é alto mesmo. Mas não é um problema. Para evitar o constrangimento de levar uma proposta indecente a um parlamentar decente, o Brasil criou uma novidade tecnológica: a turma disposta a ouvir os argumentos do Poder Executivo – e, ao menos em um caso famoso, de até entubá-los – usa código de barras em local visível. Facilita o diálogo, evita incompreensões, não se perde tempo.

Mas o maior problema não é o Congresso (nem é o Congresso a solução). A turma do código de barras quer é levar vantagem em tudo. E, se já foram pagos, qual o problema de mudar de posição? Trair e coçar é só começar.

O grande problema do presidente Bolsonaro é um grupo de trabalhadores que já acreditou nele: os caminhoneiros. Como já acreditaram (e já levaram um pé no pazuello), conversar com eles é difícil. Talvez não aconteça nada, pois não há cúpulas que os comandem; mas, se acontecer, os caminhoneiros programaram sua parada para esta segunda-feira. Se não pararem, Bolsonaro poderá continuar pensando o tempo todo no governador João Doria. Mas, se houver paralisação, todo o país terá problemas sérios. Bolsonaro também.

Boa parte das mercadorias viaja de caminhão. Uma greve derruba o abastecimento. Vai faltar até leite condensado para o pão de Sua Excelência.

Os problemas

Os caminhoneiros usam caminhões caros, para transportar mercadorias pesadas a longa distância. A prestação dos caminhões é alta. Há concorrência pesada. É difícil suportar o aumento do Diesel sempre que houver interesse da Petrobras. É difícil pagar pneus, feitos com matéria-prima importada, com a alta do dólar. Nesta semana o Diesel teve novo reajuste, 4,4%. E 2021 teve aumentos pesados de combustíveis, um atrás do outro. Bolsonaro comenta que vai atenuar a alta do Diesel reduzindo o PIS/Cofins. Mas na última greve essas promessas foram feitas e o Governo se esqueceu de cumpri-las.

O problemão

O maior problema, entretanto, não está nem equacionado: é o projeto que permite a navios estrangeiros fazer navegação de cabotagem (chama-se BR do Mar). O armador estrangeiro poderá levar seus navios de porto em porto (o que hoje é proibido), usando o porão vazio para transportar mercadoria. Para os caminhoneiros e seus caminhões pesados, sobrará a retirada dos produtos do porto, para levá-los ao depósito.

Será a destruição de uma categoria. E o desmonte, em benefício de estrangeiros, do esquema de transporte do país, sem que se tenha sequer estudado o que fazer.

Capitão Moçanaro

O Governo gastou com guloseimas, em 2020, mais ou menos do que em 2019? O leite condensado nem é tanto assim, considerando-se que é para a tropa toda? O vinho será também para a tropa? Quem acusa é esquerdista?

Besteira: nada disso tem a menor importância. O importante é saber quanto foi pago pelas mercadorias. Superfaturamento não é trânsito, onde é importante saber onde ficam esquerda e direita: superfaturamento é crime, ponto. A discussão é bem abordada pelo engenheiro Haroldo Lima, político de esquerda, mas que quer saber o que é importante: quanto custou? Preço de mercado? Mais: quem forneceu? Uma microempresa cujo faturamento não ultrapassa R$ 360 mil por ano? É uma coisa bem esquisitinha. (https://www.chumbogordo.com.br/36867-o-abominavel-exemplo-de-um-mentiroso-e-corrupto-por-haroldo-lima/)

Sem desperdício

Não esqueçamos que, nessa hora de pandemia, ao menos nessa hora, seria útil economizar um pouco. Auxílio-paletó, auxílio-moradia, duas casas para os presidentes da Câmara e do Senado, automóveis de representação aos montes, penduricalhos livres de impostos, todo mundo fechando os olhos à determinação constitucional do teto de salários – não, não dá para continuar. Por que 513 deputados e 81 senadores, cada um com dezenas de assessores? Se fossem 250 deputados e 54 senadores (dois por Estado, como nos EUA), o Congresso seria mais fraco? O deputado Clodovil apresentou projeto neste sentido – foi para a gaveta, Clodovil morreu, e o projeto na gaveta ficou.

Cada um quer o seu

O jornal O Estado de S. Paulo conseguiu acesso a uma planilha sobre o andamento das eleições no Congresso. O Governo (interessado na vitória do deputado Arthur Lira e do senador Rodrigues Pacheco) destinou R$ 3 bilhões para 250 deputados e 35 senadores aplicarem em obras nos seus redutos. O dinheiro, diz o Estadão, saiu do Ministério do Desenvolvimento Regional.

Mas isso não quer dizer que o Governo não esteja economizando. Não quis, por exemplo, pagar o preço das vacinas da Pfizer. Achou-as caras.

Talvez espere uma liquidação para comprar as vacinas que tenham sobrado.
 
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Vacina 100% brasileira entra em testes com humanos este ano

 


Até agora amargando falta de recursos, os projetos de vacinas brasileiras começam a ser vistos como estratégicos. Com o país sem doses suficientes de vacinas estrangeiras para proteger a população, cientistas brasileiros esperam que, finalmente, o governo invista no desenvolvimento de imunizantes 100% nacionais. Entre 15 projetos de vacina contra Covid-19 propostos no Brasil em 2020, quatro veem agora chances reais de seguir adiante. Os projetos do Instituto do Coração, do Instituto de Ciências Biológicas da USP, da start-up paulista Farmacore e da UFMG buscam iniciar testes em humanos ainda este ano. Lançados em iniciativas dispersas, estes projetos dividiram em 2020 um bolo de verbas modesto (R$ 9 milhões) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações — que, alinhado ao Ministério da Saúde, apostou em medicamentos sem eficiência comprovada contra o coronavírus. O governo começou a fazer acenos a alguns dos cientistas. Mas ainda não há valor concreto anunciado nem se sabe de onde sairia a verba a ser investido. (G1)

No ritmo atual de vacinação, Brasil demoraria mais de quatro anos para ter imunidade

 


Limiar de imunidade de rebanho varia de acordo com vários fatores

Redação
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Foto: Alberto Maraux
Foto: Alberto Maraux

 

“O ritmo de vacinação no país está simplesmente péssimo. Nós já deveríamos ter utilizado pelo menos todo esse primeiro lote de 6 milhões de doses da CoronaVac, do Instituto Butantan e da Sinovac”, analisa o epidemiologista Paulo Lotufo, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em entrevista à BBC News Brasil.

Por mais que todos pensemos em proteger a própria saúde quando tomamos uma vacina, o efeito dela ultrapassa as barreiras individuais.

Isso porque a imunização em larga escala permite proteger toda a comunidade, mesmo aquelas pessoas que, por um motivo ou outro, não podem tomar as doses.
Esse fenômeno é conhecido popularmente como imunidade de rebanho, embora os cientistas prefiram o termo imunidade coletiva.

Segundo a publicação, o limiar de imunidade de rebanho varia de acordo com vários fatores, entre eles o quanto aquela enfermidade é contagiosa, a forma de transmissão da doença e a eficácia das vacinas disponíveis.

Ainda não se sabe ao certo qual é a porcentagem de vacinação necessária para atingir a imunidade de rebanho contra a covid-19. Atualmente, os cientistas calculam que essa taxa deve ficar entre 70% e 90%.

Em dezembro, o imunologista americano Anthony Fauci, líder da força-tarefa de resposta à pandemia nos Estados Unidos, admitiu que será preciso vacinar mais de 90% da população para conseguir controlar de vez os números de casos e mortes.

Esses indícios já mostram que a aplicação de doses aprovadas no Brasil precisa ser acelerada com urgência, uma vez que atingimos apenas 0,68% da população, segundo o banco de dados Our World in Data atualizados até 28 de janeiro (para efeitos comparativos, Israel, um país pequeno, mas o mais avançado na vacinação até agora em relação ao tamanho de sua população, já imunizou 4,56 milhões de pessoas).

Se considerarmos que a campanha começou no Brasil há 12 dias e, de acordo com Our World Data, 1,45 milhão de brasileiros receberam a primeira dose até quinta-feira (28), isso dá uma média de 120 mil pessoas vacinadas por dia.

Se precisarmos imunizar até 90% da população para eventualmente atingir a imunidade coletiva, no Brasil esse total corresponde a 188,5 milhões de pessoas vacinadas.

Mas, se continuarmos no ritmo atual de 94 mil doses por dia, demoraremos 1.570 dias (ou pouco mais de quatro anos) para atingir o limiar de 90%.
Lembrando que, para a maior parte das vacinas contra o coronavírus (incluindo a CoronaVac e a AstraZeneca, as duas disponíveis aqui até agora) são necessárias duas doses do imunizante.

Parlamento da Tailândia aprova aborto até 12 semanas de gestação

 


Segundo texto aprovado, mulher que abortar sem se enquadrar a critérios determinados pode ser punida com até seis meses de prisão

Redação
BAHIA.BA 
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Ilustrativa/ Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

 

O parlamento da Tailândia aprovou a autorização do aborto até 12 semanas de gestação. Depois desse período, o procedimento só será permitido em caso de estupro, risco à vida ou à saúde da mulher e problemas de formação do feto.

Segundo o texto aprovado, a mulher que abortar sem se enquadrar em nenhum dos critérios mencionados pode ser punida com até seis meses de prisão. De acordo com informações do UOL Universa, organizações pelos direitos humanos e das mulheres reagiram à lei por não descriminalizar totalmente a realização de aborto. Matcha Phorn-in, diretora executiva da ONG Sangsan Anakot Yawachon, de proteção às mulheres na Tailândia, disse ao The New York Times que essa lei não representa uma revolução real.

A votação, realizada na última segunda-feira (25), teve apoio de 166 senadores e sete votos contrários. A apreciação do projeto segue decisão do Tribunal Constitucional, órgão supremo do Judiciário tailandês que determinou a alteração da lei em fevereiro do ano pasasdo. A Corte entendeu que a criminalização do aborto era inconstitucional.

Prefeitura mantém proibição de ambulantes nas praias de Lauro de Freitas

 


Decreto municipal prorroga medidas de enfrentamento à pandemia, como limitação do comércio e consumo em feiras livres

Redação
BAHIA.BA 
Foto: Divulgação/ Prefeitura de Lauro de Freitas
Foto: Divulgação/ Prefeitura de Lauro de Freitas

 

A prefeitura de Lauro de Freitas prorrogou as medidas de enfrentamento à pandemia do coronavírus na cidade, entre elas a proibição do funcionamento de comércio ambulante nas praias. As restrições continuam em vigor até 15 de fevereiro.

Caso o ambulante seja flagrado pela fiscalização descumprindo a norma, poderá ter seus equipamentos e mercadorias apreendidas, liberadas apenas sob pagamento de multa. O Decreto nº 4.734 também limita o comércio nas feiras livres à categoria de hortifrutigranjeiros e produtos da agricultura familiar.

Os ambulantes deverão manter distanciamento mínimo de dois metros no atendimento ao público e de um metro e meio em relação às demais barracas. O consumo de alimentos e bebidas e a disponibilização de mesas e cadeiras para os clientes estão proibidos.

No decreto, a prefeita Moema Gramacho incluiu também medidas relacionadas à presença do corpo docente no ambiente escolar. A determinação limita a um professor por sala de aula, acompanhado de pessoas necessárias à produção do conteúdo a ser transmitido. Todos os protocolos de prevenção à Covid-19 devem ser cumpridos com rigor.

O dispositivo determina ainda que as reuniões de colegiado sejam prioritariamente feitas de forma remota. Em caso de impossibilidade, a limitação é de 20 pessoas por reunião.

Senador do ‘dinheiro na cueca’ cogitou interromper licença para votar em eleição

 


Eleição para presidente do Senado acontecerá na segunda-feira (1º)

Redação
BAHIA.BA 
Foto: Pedro França/Agência Senado
Foto: Pedro França/Agência Senado

 

A eleição para o comando do Senado deve ser decidida por 80 parlamentares. Um a menos que o total da Casa. A informação é da coluna de Lauro Jardim, do jorna O Globo.

Segundo a publicação, Chico Rodrigues (DEM-RR), flagrado pela Polícia Federal (PF) com dinheiro na cueca, cogitou reassumir o mandato para votar. Possivelmente, em Rodrigo Pacheco, seu correligionário.

Ainda de acordo com a coluna, o senador foi aconselhado a não ir. A licença dele acaba no fim de fevereiro. O suplente, seu filho, não foi convocado e, há três meses, Roraima tem um senador a menos.

Ford foi terceira maior fornecedora de bens patrimoniais do governo em 2020

 


À frente da Ford em fornecedores, só a General Motors e uma concessionária da Peugeot

Redação
BAHIA.BA 
Foto: Divulgação/Ford
Foto: Divulgação/Ford

 

De saída do país, a Ford foi a terceira maior fornecedora de bens patrimoniais ao governo federal em 2020. Os dados são do Portal da Transparência. Segundo a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, foram R$ 43,9 milhões em contratos, o que equivale a 5% dos R$ 827,4 milhões que a União fechou com empresas no ano passado. A Polícia Rodoviária Federal é responsável por uma das maiores aquisições. Comprou 120 veículos por R$ 19,3 milhões.

A montadora também é a escolhida para a comitiva presidencial em Brasília. À frente da Ford em fornecedores, só a General Motors e uma concessionária da Peugeot.

Justiça Federal proibe caminhoneiros grevistas de bloquear BR-101

 


A decisão foi proferida hoje pela juíza federal Itália Maria Zima

Tribuna da Bahia, Salvador
30/01/2021 18:27 | Atualizado há 16 horas e 46 minutos

   
Foto: Stringer

A Justiça Federal do Rio de Janeiro expediu uma liminar que proíbe caminhoneiros que pretendem participar da manifestação nacional contra o aumento do Pis/Cofins sobre o óleo diesel agendada para a próxima segunda-feira (1º) de bloquear a BR-101. Eles estão impedidos de obstruir, mesmo que parcialmente a rodovia e de praticar atos que prejudiquem o tráfego de veículos na via.

A decisão foi proferida hoje (30) pela juíza federal Itália Maria Zimardi Areas Poppe Bertozzi, titular da 24ª Vara Federal da capital fluminense. O pedido judicial foi feito em uma ação de imissão de posse apresentada pela concessionária Autopista Fluminense, responsável pela gestão da BR-101 desde a Ponte Rio-Niterói até a divisa com o estado do Espírito Santo.

Segundo a juíza, o bloqueio de uma das rodovias mais importantes do país, afetando o tráfego de pessoas, de serviços e da produção industrial e agrícola, extrapolaria o exercício dos direitos constitucionais de liberdade de reunião, de manifestação de pensamento e de participação dos cidadãos na vida política. O eventual descumprimento da ordem gerará multa de R$ 1 mil por hora e por veículo. A decisão vale para o trecho da BR que corta o estado do Rio de Janeiro.

A obstrução da rodovia é, de acordo com a juíza, ainda mais grave durante a pandemia do novo coronavírus. “Significativo também fazer menção ao momento pandêmico (Covid-19) que assola todo o território nacional, que, só por si, robustece a necessidade de preservação das rodovias livres, desimpedidas e desembaraçadas, pois que por elas passam alimentos, insumos medicamentosos, pessoas acometidas pela aludida doença em condição de transferência hospitalar etc.”

A decisão, no entanto, ressalta que é permitido aos manifestantes fazer a ampla divulgação das suas reivindicações, “devendo, inclusive, a União e os agentes públicos (policiais militares, policiais federais e policiais rodoviários federais) garantir o exercício do legítimo direito de liberdade de expressão e manifestação, desde que não impeça o direito de ir e vir, inclusive para evitar eventuais prejuízos materiais e físicos aos demais cidadãos que possam estar em situação de emergência”.

A juíza também esclareceu, em sua decisão, que, dentre outras exigências, a Constituição condiciona a liberdade de reunião ao aviso prévio, expresso e formal à autoridade competente, o que não ocorreu no caso das manifestações marcadas para o dia 1º: “Em verdade, a ausência de um dos requisitos pode macular a idoneidade da reunião, sem que esse entendimento signifique violação ao direito de reunião”, acrescentou.

Fonte: Agência Brasil

Bolsonaro pede para caminhoneiros não entrarem em greve

 


Para o presidente, todo mundo perde se isso acontecer, o "Brasil todo".

Tribuna da Bahia, Salvador
30/01/2021 18:32 | Atualizado há 16 horas e 39 minutos

   
Foto: Carolina Antunes / AFP

Por Maria Regina Silva e Camila Turtelli

Diante da ameaça de paralisação, o presidente Jair Bolsonaro fez um apelo aos caminhoneiros neste sábado, 30, para que a categoria não entre em greve na segunda-feira, 1º. Para o presidente, todo mundo perde se isso acontecer, o "Brasil todo".

"Fiz apelo aos caminhoneiros. Sabemos dos problemas deles. Se tivesse condições, zeraria PIS/Cofins óleo diesel, que está em R$ 0,33, mas vamos tentar zerar pelo menos, mas não é fácil", disse.

Bolsonaro falou que "foi em cima da Petrobras". Disse que ouviu do presidente da empresa, Roberto Castello Branco, que a cotação acompanha o valor internacional e que a gasolina interna é mais barata dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China). "Fui em cima da Petrobras, mas não interferimos política de preços", disse, acrescentando que, em seguida, pediu redução de PIS/Cofins à Receita, mas que entendeu que não tem como. "É vestir um santo e cobrir outro".

Impeachment

Bolsonaro falou também sobre os pedidos de seu afastamento da Presidência da República. Já são mais de 60 requerimentos protocolados na Câmara. "São basicamente declarações, não há atos concretos que motivem os pedidos de impeachment". "Não é batendo panela que se resolvem os problemas", afirmou.

Sobre privatização, disse que o processo não avançou, alegando que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não queria pois tinha acordos com a esquerda, colocando empecilhos no processo.

Fonte: Estadão Conteúdo

Leilão do 5G prevê criação de rede privativa para o governo federal

 


Portaria foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União

Tribuna da Bahia, Salvador
30/01/2021 16:51 | Atualizado há 18 horas e 18 minutos

   
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O Ministério das Comunicações (MCom) estabeleceu as diretrizes para o edital do leilão das frequências do 5G, a quinta geração de comunicação móvel. Uma das determinações é a criação de uma rede privativa, de alta segurança e criptografada, para a comunicação entre os órgãos da administração pública federal.

A portaria foi publicada ontem (29) em edição extra do Diário Oficial da União e deve ser seguida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que coordenará o processo. A previsão é de que o leilão aconteça ainda no primeiro semestre deste ano.

A rede privativa, chamada de Rede Segura, deverá chegar a todo o território nacional com infraestrutura de cabos de fibra ótica, complementar à rede de governo existente, e através de uma rede móvel no Distrito Federal. Nesse último caso, algumas faixas de frequência deverão atender as atividades de segurança pública, defesa, serviços de socorro e emergência, resposta a desastres e outras atribuições críticas de Estado, incluindo as realizadas por entes federados, bem como para atendimento aos órgãos públicos federais.

“Para que isso ocorra, a portaria elenca regras mais rígidas que limitam o perfil dos equipamentos que irão compor a rede privativa. A ideia é promover mais segurança para o tráfego de dados e de informações estratégicas do governo. As empresas que fornecerão equipamentos para essa rede precisam ter padrão de transparência e governança corporativa compatíveis com os exigidos no mercado acionário brasileiro”, explicou o MCom, em comunicado.

Critérios

Além disso, a portaria determina que cidades, vilas, áreas urbanas isoladas e aglomerados rurais com população superior a 600 habitantes, ainda desassistidos de internet, serão atendidos com banda larga móvel em tecnologia 4G ou superior. De acordo com o MCom, a medida deve beneficiar cerca de 18 mil localidades e atender a mais de 8,8 milhões de brasileiros.

A portaria regulamenta ainda que todas as rodovias federais devam receber, de forma obrigatória, o sinal 4G ou superior. Além disso, prioriza as BR-163, BR-364, BR-242, BR-135, BR-101, BR-116. “Ao todo, são mais de 48 mil quilômetros de estradas que ainda não possuem nenhuma cobertura móvel”, diz o comunicado.

Além das medidas para a banda larga móvel, os recursos do leilão deverão custear a implantação de 12 mil quilômetros de cabos de fibra ótica subfluvial. A estrutura será instalada em leitos de rios como o Rio Negro, o Rio Solimões e o Rio Amazonas. O projeto Norte Conectado abrange cerca de 13 mil quilômetros de cabos de fibra óptica, totalizando um investimento de R$ 1,2 bilhão e, segundo o MCom, deve beneficiar mais de 9,5 milhões de pessoas, sendo 1,7 milhões de alunos da rede pública de ensino em todo país.

Entre outras diretrizes, o documento prioriza, ainda, o atendimento de rede por fibra ótica de altíssima velocidade a municípios das regiões Norte e Nordeste do país que ainda não possuem esse tipo de cobertura, bem como municípios que constam nas rotas de integração nacional do Ministério do Desenvolvimento Regional.

As operadoras vencedoras do leilão também deverá oferecer serviço de roaming obrigatório, quando uma linha de celular é ativada fora da área de cobertura e precisa de outra rede, que não a da sua operadora, para ser utilizada.

O edital do leilão deverá definir prazos para a ativação desses serviços nas faixas licitadas. Se não forem cumpridos, elas serão disponibilizadas para outras empresas, com garantias de proteção.

TV aberta

A portaria publicada nesta sexta-feira também define critérios para a proteção dos usuários que recebem sinais de televisão aberta e gratuita por meio de antenas parabólicas na Banda C Satelital. De acordo com o texto, a Anatel deverá estabelecer medidas de melhor eficiência técnica e econômica para solucionar interferências prejudiciais identificadas sobre serviços fixos por satélite em operação na Banda C. Nesse caso, a solução adotada poderá envolver a digitalização e migração dos sinais recebidos pela população para outra faixa de radiofrequência.

Assim, a agência deverá adotar arranjo de frequência que favoreça a convivência harmônica entre os sistemas, o proveito social proporcionado pelos serviços ofertados e o aproveitamento de ganhos de escala visando à inclusão digital. Nesse sentido, caberá à Anatel realizar estudos sobre a disponibilização da Banda C Satelital, total ou parcialmente, para a prestação de serviços de telecomunicações de suporte à banda larga.

Fonte: Agência Brasil

Ilhéus segue com 100% dos leitos exclusivos de UTI ocupados

 


Segundo o boletim resumido da Secretaria Municipal de Saúde da sexta-feira (29), Ilhéus tem 273 casos ativos de Covid-19. 10,419 casos já foram confirmados. Desde a segunda-feira (25) os 50 leitos de UTI pactuados pelo SUS para o tratamento da doença estão ocupados. É importante lembrar que enfrentamos a pandemia num período crítico. Todos os cuidados devem ser tomados para evitar mais contágios. Desde o início da pandemia, Ilhéus perdeu 292 moradores que morreram devido aos males da Covid-19. (Blog do Gusmão)

A degeneração da universidade

 



É terminante a proibição à criatividade intelectual, ao debate e às opiniões independentes. Só são admitidos como válidos os pontos de vista de 'esquerda'. J. R. Guzzo via Oeste:


Um artigo narrando episódios da vida cotidiana como ela realmente é numa das grandes universidades de São Paulo, e que acaba de ser publicado na revista piauí, revela o lado escuro e muito pouco falado das salas de aula mais elevadas deste país. É, no conjunto, um comentário chocante sobre as realidades do ensino superior público de hoje no Brasil. O autor do relato se apresenta sob um pseudônimo. Ele é um professor universitário e, pelos fatos que expõe, é muito compreensível que tenha mesmo de manter o seu nome em sigilo; do contrário seria impossível, na prática, continuar exercendo a sua profissão.

O depoimento narra a história de um colega da área de ciências humanas — onde mais poderia ser? — que, ao chegar para a aula que iria dar certo dia num curso de pós-graduação, foi informado pelos alunos que a carga de leitura que estavam recebendo era excessiva — dois ou três trabalhos por semana, no máximo de vinte páginas cada um. O que eles queriam, então? Resposta: os alunos exigiram que eles próprios formassem pequenos “grupos auto-organizados”, que teriam o direito de escolher os textos que quisessem ler; assim, poderiam acabar o semestre mais cedo.

O professor disse que iria estudar o caso, em busca de “uma solução satisfatória para todos”. Nada feito, conta o artigo da piauí. “Você sempre quis negociar”, respondeu um dos alunos. “O que nós queremos é romper hierarquias e questionar o seu poder.” Segundo lhe informaram, estavam “lutando pela democratização da universidade e contra as estruturas de poder”. A história acabou dando em nada, mas o trágico é que casos assim, ou ainda piores, se repetem o tempo todo dentro da universidade pública brasileira. Ou, em outras e melhores palavras: a maior parte da universidade pública brasileira, hoje em dia, é isso aí.

Sob a camuflagem de uma linguagem agressivamente esquerdista, que reza por um ensino superior “justo”, “progressista”, “igualitário” etc. etc., muitos estudantes estão exigindo que a universidade funcione como “um supermercado ou um restaurante”, escreve o professor, “onde quem decide o que consome (que textos ler), quanto consome (quantos textos ler), por quanto tempo consome (quantas aulas ter) e como consome (como as aulas devem ser) são os consumidores” — ou seja, os alunos. E os professores? Esses são como um gerente de hotel ou um alfaiate, observa o autor do relato, e sua função é “servir ao cliente”.

É a privatização levada às suas fronteiras mais audaciosas; eis aí a universidade pública transformada em propriedade privada dos estudantes e dos professores que se colocam a seu serviço, ou na sua liderança. O artigo da piauí vai adiante, narrando aberrações que se tornam mais e mais curiosas. Em tal universidade, por exemplo, um aluno exigiu que o programa de pós-graduação desse “garantias” de que todos os estudantes inscritos iriam concluir o seu doutorado com sucesso; em outra, uma professora foi notificada por um aluno, via e-mail, que ele não queria escrever o trabalho final previsto para a conclusão do curso, mas fazia questão de ser aprovado. Nos dois casos, os estudantes se mostraram convencidos de que receber o título é um direito adquirido. A universidade, no seu entender, tem a obrigação de dar diplomas a todos os que passaram no vestibular e fizeram matrícula; se tratar os alunos conforme os resultados de seu mérito e de seus esforços individuais, estará praticando o crime de “discriminação”.

Mais adiante, um pós-graduado, e ainda por cima bolsista, recusou-se a participar de uma reunião on-line de seu grupo de trabalho avisando em cima da hora que estava cansado. Numa universidade do Nordeste, um aluno de comunicação recusou-se a ler um texto pedido pela professora porque tinha ouvido “falar mal” do autor em “um documentário”. A professora lhe disse que ele não podia criticar um texto que não tinha lido; foi acusada de “autoritarismo”. Outro estudante, este de ciência política, informou que o método das aulas deveria ser modificado, pois tinha dificuldade de prestar atenção no que diziam os colegas e ficava perdido. Só falta, nessa balada, que as notas sejam dadas pelos próprios alunos — mas ainda vai se chegar lá. Do começo ao fim, a mensagem é muito clara: a universidade pública brasileira, na perspectiva de quem está recebendo aulas, deve funcionar como local de atendimento a um consumidor privado que busca, como diz o autor do artigo, “minimizar custos e maximizar benefícios”.

Não melhora a questão em nada, é claro, o fato de que a essa desordem se junte um clima de repressão cada vez mais agressivo, e cada vez mais policial, contra o livre trânsito de ideias. Há uma proibição terminante à criatividade intelectual, ao debate e às opiniões independentes; só são admitidos como válidos os pontos de vista que se apresentam hoje como de “esquerda”, mais os seus mandamentos sobre raça, sexualidade, igualdade e todos os demais aspectos ligados à existência humana. Multiplicam-se, conforme relata o autor do depoimento, denúncias sem fundamento algum por “racismo”, “homofobia”, “fascismo” etc. etc. contra quem discorda do sistema de fé ideológica e de desejos políticos hoje em vigor. Estranhamente, não é incomum que as vítimas desses ataques sejam professores negros ou gays que de alguma forma não acompanham as doutrinas oficiais a respeito de si próprios; ou pensam como a “esquerda” quer que os negros ou gays pensem, ou vão ter problemas.

Isso tudo é a própria negação da ideia do que deve ser, de fato, uma universidade pública — um centro de saber, sustentado com recursos de todos, e que existe unicamente para transmitir conhecimento a aqueles que se empenham de verdade em aprender, e que vão devolver depois à sociedade, com as competências que adquiriram nos cursos, pelo menos uma parte daquilo que receberam. Não é um “coletivo”, nem um clube, nem uma central política ou ideológica; é um local de trabalho. Se a universidade não servir para fazer isso, não serve para nada; está morta.

A situação relatada acima não é um problema interno, a ser resolvido dentro dos princípios da “autonomia universitária” — ao contrário, é uma questão de primeira grandeza do ponto de vista do interesse público do país e da sua população. A universidade está sendo privatizada por alunos e pelos professores que são seus cúmplices ou incentivadores, mas ela pertence a todos; são os pagadores de impostos, e ninguém mais, que cobrem cada centavo gasto com a universidade pública brasileira. Mais, e muito pior: o ensino superior, esse templo sagrado da esquerda nacional, é um dos mais descarados instrumentos de concentração de renda hoje em vigor no Brasil. É simples. O investimento total do poder público federal na educação, em números redondos e recentes, está um pouco acima de R$ 40 bilhões por ano: a universidade fica com R$ 10 bilhões desse dinheiro todo. Só que há 45 milhões de alunos estudando no curso básico da rede pública de ensino, e 2 milhões nas universidades estatais. Faça a conta. Quem está levando mais?

Essa montanha de dinheiro não sai do bolso dos brasileiros que estão na lista de milionários da revista Forbes; é paga pelos impostos cobrados de todos, sem exceção, ricos, médios e pobres. Não é preciso ter um Ph.D. em nada para constatar que não há nenhuma possibilidade matemática de se dividir por igual uma conta e achar que o peso maior não vai cair no bolso de quem tem menos. Mais: a população está fazendo esse sacrifício no lugar errado. Segundo os últimos cálculos do Inep, a autarquia federal que cuida dos números essenciais da educação brasileira, o custo médio do aluno no curso básico — onde estão as necessidades mais desesperadas e mais urgentes de investimento — é hoje um pouco abaixo dos R$ 7 mil por ano. Um universitário está custando acima de R$ 28 mil por cabeça e por ano.

Se você acha que isso é um disparate em estado puro, espere até ver os números da Universidade de São Paulo, a maior do Brasil. O pagador de impostos paulista (e brasileiro) coloca ali R$ 5,5 bilhões por ano, dos quais cerca de 85%, ou quase tudo, vão para salários e benefícios. O custo anual por aluno, segundo as últimas cifras do Inep, está acima de R$ 52 mil — isso tudo para que os alunos exijam escolher a própria lição de casa e se empenhem nas lutas pela “democratização da universidade”. As outras duas universidades estaduais têm números semelhantes. É a concentração dentro da concentração.

É verdade que a degeneração geral da universidade pública — algo que talvez se possa chamar de deep university, da mesma forma como há uma deep web, ou a internet das sombras — se manifesta sobretudo na área de ciências humanas; na área de exatas já é outra coisa, muito mais próxima ao que um curso superior deve realmente ser. É normal. Nas humanas os alunos não imaginam a si próprios no exercício de atividades de fato competitivas, que exijam conhecimento, talento e mérito individual. Em geral veem a si próprios, no futuro, trabalhando no governo, em meios de comunicação ou em departamentos de marketing — onde não vai fazer muita diferença, no fundo, se o sujeito aprendeu ou não aprendeu alguma coisa na universidade. Nas exatas, ao contrário, o aluno sabe que o seu desempenho acadêmico pode fazer a diferença no verdadeiro mercado de trabalho — aquele, justamente, que exige mais, mas em compensação oferece ao profissional as ocupações mais bem remuneradas, mais compensadoras e sobretudo mais úteis para a sociedade que pagou por seu curso superior.

Não chega a ser um consolo — o grosso dos gastos na universidade pública do Brasil é torrado justamente nas humanas, em que alunos e professores devolvem ao interesse comum muito pouco, ou nada, do que receberam. Que contribuição se pode esperar, por exemplo, dos cursos de direito sustentados pelo pagador de impostos, num país que já tem por volta de 1 milhão de advogados formados? É por isso que países muito mais bem-sucedidos e muitíssimo mais ricos que o Brasil, como o Japão, começam a pensar seriamente em mudar as coisas em sua universidade pública. O Ministério da Educação japonês vem estudando, a propósito, a possibilidade de não oferecer mais cursos gratuitos de sociologia, filosofia ou antropologia nas faculdades do Estado. Quem quiser estudar essas disciplinas deverá procurar uma bolsa — ou então pagar pelo curso que pretende fazer. A ideia central é permitir que a sociedade japonesa, cada vez mais, pague apenas o ensino universitário que dê um retorno mais objetivo para o bem-estar da maioria. Na Índia, numa situação diferente, o poder público incentiva diretamente o aprendizado superior de matemática e das disciplinas tecnológicas. São exceções, é claro, e é apenas um começo. Mas certamente é um tema para avaliação de todos os que têm preocupações genuínas com a educação no Brasil — e não concordam com a liquidação da universidade pública em favor de interesses particulares, sob o disfarce da ideologia, do que é politicamente correto (e pessoalmente vantajoso) e da devoção ao “campo progressista”.
 
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Homens em esportes femininos?

 



O festival de canetadas de Biden, entre várias medidas 'progressistas', estabelece que homens biológicos que se declarem mulheres poderão competir em times femininos. Ana Paula Henkel para a Oeste:


No artigo da edição passada para a Revista Oeste, relatei como o novo presidente dos Estados Unidos é uma antiga peça da velha política de Washington no novo cenário da esquerda norte-americana. Joe Biden transita pelos corredores do Capitólio e da Casa Branca há 47 anos. É o que era chamado por Donald Trump de mais uma “criatura do pântano” — uma referência aos bancos de rios e ao solo úmido da planície inundada sobre a qual foi construída a capital. A expressão “drenar o pântano” foi usada incansavelmente por Trump em sua administração com a intenção de passar a mensagem de que a velha política de compadrio de Washington seria combatida e as “criaturas do pântano”, expostas.

Mas, depois de quatro anos de malcriações digitais e políticas reais, o bufão laranja perdeu. O pântano venceu. Pelo menos por agora. E junto com essa vitória, com ou sem fraude, suas criaturas estão de volta, ouriçadas com a possibilidade do poder absoluto — aquele que disseram que Trump usaria — por pelo menos dois anos. Além da Presidência, os democratas agora detêm o controle das duas casas legislativas. Oligopólios e tecnocratas financiaram a campanha que elegeu políticos para proteger oligopólios e tecnocratas. Lobistas endinheirados pendurados em cargos na Casa Branca operam para que a vontade de cidadãos comuns não interfira na ordem do dia ou na vida de oligopólios e tecnocratas que financiam campanhas… É o pântano em seu maior esplendor.

Ainda há quem insista em dizer que não existe esquerda nos Estados Unidos e que o Partido Democrata seguiria apenas uma linha social-democrata. Bem, se estivéssemos falando de algumas décadas atrás, até concordaria com essa afirmação. No entanto, hoje, infelizmente, essa não é a realidade do antigo partido de John F. Kennedy — se estivesse vivo, ele provavelmente seria um republicano.

Com a desculpa da pandemia, os debates presidenciais antes das eleições norte-americanas de novembro foram cancelados. Com um candidato escondido no porão, o país não pôde ver, entender ou ter certeza das plataformas da dupla Biden/Harris. Coletivas com jornalistas eram sempre evitadas pelo então candidato democrata. As entrevistas, quando aconteciam, eram ensaiadas com os mesmos militantes da imprensa. E mesmo com todas as evidências do caminho que a dupla seguiria existia uma pontinha de esperança de que, se Donald Trump não conseguisse a reeleição, Biden, uma vez no topo do poder, não seguiria a agenda da esquerda radical de sua vice, Kamala Harris. Como Biden sempre foi ligado à ala moderada do partido (e talvez por isso tenha saído vitorioso das primárias democratas), havia uma pequena expectativa de que ele não se ajoelharia diante da agenda globalista raivosa. Mas a tal pontinha de esperança e a tal pequena expectativa viraram pó logo na largada do mandato.

Nas primeiras 72 horas como presidente dos Estados Unidos, Biden já havia assinado trinta ações executivas, sendo 19 ordens executivas diretas, todas seguindo os perturbadores caminhos da nova esquerda. Dez das canetadas de Biden reverteram direta e imediatamente as políticas de Trump. Apenas para efeito de comparação, nos mesmos primeiros três dias na Casa Branca, Donald Trump assinou uma única ordem executiva; Barack Obama, cinco; George W. Bush, nenhuma; Bill Clinton assinou apenas uma.Fonte: Fox News

A razão para tantas ordens executivas poderia ser a pandemia? Poderia. Mas boa parte delas nada tem a ver com o vírus, e sim com a agenda radical democrata. O pacote de ordens é uma clara demonstração do que mais arrepia os conservadores e os verdadeiros liberais: a sanha intervencionista do Estado sobre os cidadãos por meio de um governo onipresente e onipotente, sem a menor participação da sociedade.

As pautas ideológicas da nova esquerda norte-americana andam a todo o vapor. Seguem uma tendência histérica no mundo. A mesma turma que grita “ciência” para quase tudo defende a ideia de que não há diferença entre um homem biológico e uma mulher biológica — embora celebre Kamala Harris como a primeira mulher a ser vice-presidente dos EUA. Dentre as ordens executivas que Joe Biden assinou, uma é muito preocupante: ela coloca meninas competindo com meninos nos esportes. É isso mesmo. Trump havia ordenado exatamente o oposto, obrigando o governo federal a respeitar a obviedade — veja você — científica do sexo biológico. A canetada de Biden proíbe o governo federal de “discriminar com base na orientação sexual ou identidade de gênero”. A medida autoriza que atletas transgênero, meninos e homens biológicos, possam competir com meninas e mulheres em escolas e universidades apenas identificando-se como mulheres. Isso é gravíssimo.

Ryan T. Anderson, pesquisador sênior do Departamento de Princípios Americanos e Políticas Públicas da Heritage Foundation, em uma entrevista nesta semana foi além. Ele tocou em um ponto que sempre menciono em minhas palestras e artigos sobre transexuais no campo esportivo feminino: a judicialização no esporte — agora com o agravante de que as mulheres que não são atletas também terão de buscar a defesa de seus direitos naturais nas cortes. Insanidade! Anderson disse: “Pelos próximos quatro anos, veremos litígios intermináveis sobre a privacidade feminina quando se trata de espaços exclusivos para mulheres, como banheiros, vestiários e abrigos para sem-teto, onde os homens que se identificam como mulheres dirão que têm o direito civil de entrar e usar aqueles espaços. Haverá litígios em nome de atletas do ensino médio e universidades que perderão corridas e competições para meninos do ensino médio que se identificam como meninas. Veremos litígios de médicos e enfermeiras. É a guerra cultural que atingiu o enésimo grau com o presidente que estava falando sobre união e a cura da nação”, finaliza o pesquisador.

Curiosamente, a consequência dessa ordem absurda do democrata pode trazer união. Não a união que Joe Biden finge que prega, tampouco a que ele desejaria que acontecesse. Um dia depois de assinar a ordem executiva determinando que toda e qualquer instituição educacional que receba financiamento federal deve obedecer ao critério de “como as pessoas se identificam”, e não seu sexo biológico, a hashtag “#BidenErasedWomen” (Biden apagou as mulheres) disparou no Twitter. O movimento nas redes sociais reuniu mulheres democratas, republicanas e pessoas de ambos os lados do espectro político. Todos apontavam os vários perigos da medida que elimina o significado do sexo e traz vários efeitos devastadores para as mulheres. Com a permissão para que homens biológicos possam competir com mulheres em esportes femininos, além do perigo de lesões graves nas modalidades de contato físico para as mulheres, meninos receberiam bolsas universitárias designadas especificamente para as mulheres sob a Lei Título IX (Title IX) — lei federal que garante às atletas o direito a oportunidades iguais nos esportes em instituições educacionais beneficiadas por recursos federais, desde escolas primárias até faculdades e universidades.

E seguimos. A lista das canetadas de Biden em menos de 72 horas incluiu apagar várias determinações da administração Trump em relação a imigração e segurança doméstica. O novo presidente e queridinho da velha mídia desfez as diretrizes relativas à adição de imigrantes ilegais ao Censo. A nova ordem agora permitirá que eles sejam adicionados ao Censo norte-americano e, obviamente, ao número que determina a representação no Congresso, inflando a representação dos Estados com porcentuais mais elevados de imigrantes presentes ilegalmente. Biden também cessou imediatamente a construção do muro da fronteira sul e até sugeriu substituir a palavra “imigrante ou estrangeiro” por “não cidadão” nas leis de imigração dos EUA.

O democrata também propôs a Lei de Cidadania dos Estados Unidos de 2021. Trata-se de um projeto de lei que oferece anistia e cidadania norte-americana imediata a aproximadamente 11 milhões de imigrantes ilegais. Ele também suspendeu as deportações e ordenou que o Immigration and Customs Enforcement (ICE) liberte todos os imigrantes ilegais detidos. Um memorando interno do ICE divulgado por Tucker Carson, âncora do canal Fox News, diz aos agentes para “liberar todos imediatamente”. Se isso se aplica a todos os 14.195 detidos sob custódia do ICE, convém destacar que 71% desse contingente é comporto de criminosos condenados ou acusados de crimes — além de ingresso e permanência ilegais no país. Ou seja, na prática, Biden terá ordenado a libertação de mais de 10 mil criminosos. Praticamente um STF ianque.

Quando Trump implementou a proibição de viagens à China nos primeiros dias da pandemia de coronavírus em janeiro de 2020, o então candidato Biden criticou a ação executiva como “xenófoba”, alegando que tais restrições não funcionariam. Um ano depois, Biden, por meio de mais uma ordem executiva, implementou suas proibições de viagens ao Brasil, à África do Sul, à Grã-Bretanha e a outros 26 países europeus.

Desde que assumiu o cargo, na última quarta-feira, a caneta de Joe Biden parece ter vida própria. Entre as decisões executivas, algumas afetarão profundamente os assuntos internos, como o cancelamento da licença para a construção do oleoduto Keystone XL — assunto sobre o qual tratei no artigo da semana passada. A medida é terrível para canadenses e norte-americanos. O oleoduto de quase 2 mil quilômetros do Canadá até Nebraska se juntaria a redes já existentes para que 830 mil barris diários de petróleo canadense chegassem facilmente a refinarias e portos na Costa do Golfo. De lá, poderiam ser exportados para o resto do mercado mundial.

Infelizmente, o projeto Keystone se tornou uma vítima da política ideológica de esquerda. Embora o Departamento de Estado do presidente Barack Obama tenha descoberto por meio de cinco estudos separados que o projeto não teria impacto nas emissões de gases do efeito estufa, grupos ambientalistas lutaram contra o oleoduto desde o primeiro dia. Uma análise adicional mostra que o transporte de petróleo por trem ou navio-tanque geraria mais emissões de gases de efeito estufa e mais riscos de vazamento. Mais de 60 mil empregos foram apagados com essa assinatura de Joe Biden.

Entre as ordens impostas por Biden em menos de uma semana está a volta imediata ao Acordo Climático de Paris e à Organização Mundial da Saúde, instituição que errou em praticamente tudo acerca da pandemia histórica e hoje não passa de uma extensão do comando ditatorial chinês.

Desde o fim da década de 1980, presumimos que a abertura do comércio à China comunista transformaria o Estado repressivo daquele país. Os EUA apostaram nisso mesmo depois da cena histórica na Praça da Paz Celestial. Não funcionou. Agora temos uma China ainda mais comprometida em reprimir seu povo e os trabalhadores norte-americanos acabaram perdendo ao longo das últimas décadas postos valiosos em razão da usurpação chinesa. Trump iniciou uma guerra comercial e, apesar de muitos hoje estarem cientes das várias facetas do jogo desonesto chinês, figuras do pântano continuam fingindo cegueira, uma vez que estão de mãos dadas com negócios da China. Literalmente.

Também contra todas as probabilidades, e arrumando brigas no Pentágono que podem ter custado sua reeleição, Trump reduziu os níveis de tropas norte-americanas no exterior, especialmente no Iraque, no Afeganistão e na Síria. Ele provou algo que parecia quase impossível ou inimaginável: a ideia de que um presidente norte-americano não iniciaria novas guerras. Em menos de uma semana, Biden já aumentou o contingente de tropas no exterior e sinalizou aos senhores das armas do pântano que a torneira não vai secar.

A velocidade com que a lista de desejos da esquerda foi concedida por meio das ordens executivas de Joe Biden mostra exatamente onde estamos. Os democratas e a sanha da agenda globalista não desejam união, eles querem dominação. Sobre as famílias e seus filhos, sobre as comunidades e suas decisões. Podemos até debater se Donald Trump é um verdadeiro conservador, no sentido original da palavra, ou se ele é apenas um narcisista de carteirinha. No entanto, durante quatro anos, sua agenda foi implementada de acordo com uma plataforma conservadora baseada em liberdade e responsabilidade. E, para isso, acredito não haver retorno. O norte-americano voltou a sentir o tato das rédeas em suas mãos. Ser conduzido por burocratas e tecnocratas em uma união global com um governo distante é o maior dos pesadelos — é a última coisa que um cidadão comum por aqui desejaria, democrata ou republicano.

Pela velocidade com que a caneta de Biden anda atuando, não me surpreenderia se o mau uso da nova tinta azul trouxesse de volta aquele velho e surrado boné vermelho. Pode ser que “Make America Great Again” volte não apenas por ser moda ou um movimento político de oposição, mas por acabar tornando-se uma realidade.
 
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