MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

terça-feira, 2 de janeiro de 2024

Fortaleza, Salvador e Recife são as cidades com as maiores receitas e despesas da região Nordeste em 2022

 

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Anuário MultiCidades – Finanças dos Municípios do Brasil divulgou ranking com as 10 prefeituras que mais tiveram custos e arrecadação

 

Levantamento do anuário MultiCidades – Finanças dos Municípios do Brasil apontou que Fortaleza (CE), Salvador (BA) e Recife (PE) são as prefeituras com as maiores despesas e receitas da região Nordeste do Brasil. O documento, desenvolvido pela Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP), apresentou um ranking com as 10 cidades que tiveram mais arrecadação e custos em 2022.

Fortaleza é a primeira, com R$ 9,6 bilhões em despesas e R$ 9,7 bilhões em receita. Já a segunda colocada foi Salvador, tendo um custo de R$ 8,7 bilhões no ano passado e receita total de R$ 9,3 bilhões. A terceira posição ficou com Recife, com R$ 6,4 bilhões em despesa e R$ 6,9 bilhões em arrecadação.

A cidade da quarta posição no ranking das despesas, foi Teresina (PI), com R$ 3,8 bilhões de gastos, seguida de São Luís (MA), com R$ 3,6 bilhões. Já na listagem das receitas, as posições se inverteram. São Luís ficou no quarto lugar, com R$ 4,4 bilhões em arrecadação, e Teresina no 5°, com R$ 3,9 bilhões.

Realizado pela FNP, o anuário MultiCidades apresenta conteúdo técnico em linguagem amigável e é uma ferramenta de transparência das contas públicas, com dados do desempenho das cidades. A 19ª edição da publicação conta com a consultoria da Aequus e o apoio de Dahua Technology, Febraban, BRB, BYD e Itaú.

 

RANKING – AS 10 MAIORES DESPESAS TOTAIS DA REGIÃO NORDESTE EM 2022

Elaboração: MultiCidades – Finanças dos Municípios do Brasil, publicação da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP). Dados primários: Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

 

RANKING – AS 10 MAIORES RECEITAS TOTAIS DA REGIÃO NORDESTE EM 2022

Elaboração: MultiCidades – Finanças dos Municípios do Brasil, publicação da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP). Dados primários: Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

 

Raio X do Brasil: Municípios aumentam despesas, mas mantêm contas equilibradas

 

Os dados gerais dos municípios brasileiros, do anuário MultiCidades – Finanças dos Municípios do Brasil, apontou que, apesar do aumento nas despesas em relação às receitas, as prefeituras mantiveram as contas equilibradas e, no conjunto, fecharam 2022 com disponibilidade de caixa. As cidades usaram seus recursos, principalmente, para investir e recuperar as despesas com educação.

A economista Tânia Villela, editora do anuário, explicou que o crescimento das despesas, da ordem de 16,2%, superando o crescimento das receitas, que ficou em 10%, teve impacto no indicador de liquidez, aquele que demonstra se o município dispõe de recursos desvinculados suficientes para fazer frente a outras obrigações financeiras.

“Em 2022, cerca de 70% dos municípios registraram suficiência financeira, um nível inferior ao observado em 2021 (75,5%), mas, ainda assim, foi o segundo maior percentual desde 2015. Ao mesmo tempo, expandiu-se o comprometimento da receita corrente com despesas correntes, incluindo os desembolsos com as amortizações de dívidas, que passou de 87,9%, em 2021, para 90,7%, em 2022. Esse indicador, apesar de não ser tão favorável como o de 2021, é o segundo melhor desde 2012”, ressaltou.

A receita total dos municípios chegou a R$ 1,028 trilhão. Já a despesa total municipal ficou em R$ 996,7 bilhões. Sem contar os juros e a amortização das dívidas, todos os demais grandes grupos de despesa aumentaram.

RANKING – AS 10 MAIORES DESPESAS TOTAIS DO PAÍS EM 2022

RANKING – AS 10 MAIORES RECEITAS TOTAIS DO PAÍS EM 2022

Elaboração: MultiCidades – Finanças dos Municípios do Brasil, publicação da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP). Dados primários: Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

Consulte o anuário completo em: www.fnp.org.br/publicacoes ou www.aequus.com.br/publicacoes/multi-cidades/.

C2 - Aline Diniz | Laísa Rasseli

Tel: +55 27 99639-3590 | 27 99961-2446

E-mail: aline.diniz@c2press.com.br | laisa.rasseli@c2press.com.br

Enquanto carros elétricos ficarão mais caros, as bikes elétricas surgem como outra opção de mobilidade não poluente

 

 


Com o anúncio do governo que definiu a volta da taxação no valor de carros elétricos importados, a escolha pelas bicicletas da mesma categoria pode ser mais vantajosa para o consumidor

São Paulo, dezembro de 2023 - Recentemente, o governo anunciou a volta da taxação significativa sobre carros elétricos, levando os consumidores a reconsiderar suas opções de mobilidade sustentável. Diante desse cenário, as bicicletas elétricas emergem como uma alternativa mais atrativa e econômica para os consumidores conscientes. 

Com a implementação desta nova taxa, muitos consumidores estão buscando alternativas mais acessíveis e amigáveis ao meio ambiente. As bicicletas elétricas surgem como uma opção promissora, proporcionando não apenas uma solução de transporte sustentável, mas também evitando os encargos adicionais associados à posse de um veículo desta categoria.

David Peterle, sócio diretor da Oggi Bikes, marca de bicicletas brasileira fundada em 2014, que vem conquistando espaço no mercado brasileiro ao oferecer bicicletas de alta performance a um preço competitivo no mercado, destaca os benefícios de adquirir este meio de locomoção.

“Além do benefício financeiro, as bicicletas elétricas oferecem mobilidade ágil, contribuindo para a redução do tráfego e para um estilo de vida mais saudável. Com a expansão das infraestruturas cicloviárias e o crescente apoio às alternativas de transporte verde, a escolha por bicicletas elétricas se destaca como uma decisão inteligente em meio às mudanças no cenário tributário”, comenta.

Neste contexto, espera-se que mais consumidores considerem a transição para bicicletas elétricas como uma escolha viável, alinhada não apenas com as questões ambientais, mas também com benefícios econômicos que estejam de acordo com o bolso do consumidor. À medida que o interesse por soluções de mobilidade sustentável cresce, as bicicletas elétricas podem se tornar a preferência dominante para aqueles que buscam uma maneira eficiente, econômica e ecológica de se locomover.

Seis passos para retomar a rotina após as festas de fim de ano com Receitas Nestlé e QBemQFaz

 


As festas de fim de ano, repletas de celebrações e confraternizações, são conhecidas por suas fartas mesas, com pratos típicos de Natal e tradições de Ano Novo. Além disso, esses são momentos de viagens e quebra de rotina, o que pode representar uma dificuldade maior em seguirmos hábitos mais conscientes. 

Receitas Nestlé, hub de conteúdo culinário, e QBemQFaz, portal de saúde, nutrição e bem-estar da Nestlé, te ajudam a retomar o cuidado com o corpo e a mente em seis passos para um detox pós-festa completo.

1. Beba muita água

A água desempenha funções essenciais em nosso corpo, como regular a temperatura corporal, lubrificar as articulações, auxiliar na digestão e absorção de nutrientes, além de desintoxicar o corpo ao eliminar resíduos por meio da urina, respiração e transpiração.

O consumo diário recomendado de água é de 3,7 litros para homens e 2,7 litros para mulheres, embora a necessidade possa variar conforme a dieta, local de residência e nível de atividade física.

2. Consuma alimentos ricos em antioxidantes

Consumir alimentos ricos em antioxidantes é fundamental para o detox pós-festa por conta de benefícios relacionados aos compostos, focados na neutralização de radicais livres e redução do estresse oxidativo.

Alguns exemplos de alimentos ricos em antioxidantes que podem ser incorporados ao detox pós-festa incluem:

  • Frutas vermelhas: morangos, mirtilos e amoras são ricos em vitamina C, flavonoides e outros antioxidantes;
  • Frutas cítricas: laranjas e limões são fontes excelentes de vitamina C, um antioxidante essencial;
  • Nozes e sementes: amêndoas, nozes, chia e sementes de linhaça contêm vitamina E, selênio e ácidos graxos ômega-3;
  • Vegetais de folhas verdes: espinafre, couve e rúcula são ricos em antioxidantes como a luteína e o betacaroteno.

3. Inclua frutas e vegetais no cotidiano

Frutas e vegetais são ricos em fibras, fundamentais para a saúde digestiva, prevenindo constipação e auxiliando na eliminação de resíduos do corpo. Maçãs, peras, brócolis e espinafre são opções de destaque, proporcionando não apenas fibras, mas também uma variedade de vitaminas essenciais, como as do complexo B em maçãs e peras, e vitaminas A, C e K em brócolis e espinafre. Elas desempenham papéis muito importantes nos processos metabólicos e na recuperação do corpo após períodos de excessos alimentares. 

4. Faça atividades físicas e mexa o corpo

O exercício regular está associado a uma série de benefícios que contribuem para o processo de desintoxicação e revitalização do organismo, como:

  • Redução da inflamação: o exercício ajuda a reduzir a inflamação no corpo; 
  • Estímulo ao sistema de desintoxicação: a prática regular de atividade física estimula o sistema de desintoxicação natural do corpo. O suor liberado durante o exercício é uma forma de eliminar toxinas, enquanto uma maior circulação sanguínea facilita a remoção de resíduos e substâncias indesejadas dos órgãos; 
  • Melhoria da função metabólica: o exercício contribui para melhorar a função metabólica, auxiliando na queima de calorias e no uso eficiente de nutrientes, favorecendo a eliminação de substâncias acumuladas no corpo.

5. Priorize boas noites de sono

Não ter uma quantidade adequada de sono afeta negativamente seus níveis de estresse e hormônios, influenciando diretamente seus hábitos alimentares e a disposição para o exercício. Além disso, o sono adequado é essencial para o funcionamento eficiente do sistema imunológico. Durante o sono, o corpo realiza processos de reparo e regeneração, fortalecendo as defesas naturais do organismo.

6. Experimente chás e sucos detox

Os chás anti-inflamatórios e antioxidantes contêm compostos bioativos, como polifenóis, que ajudam a reduzir a inflamação no corpo. Os sucos detox, preparados com ingredientes como maçãs, peras, brócolis e espinafre, oferecem uma combinação poderosa de nutrientes. Essas frutas e vegetais são ricos em fibras, vitaminas e antioxidantes, proporcionando ao corpo os elementos essenciais para o processo de desintoxicação.

INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA

FSB COMUNICAÇÃO - nestle@fsb܂com܂br

Entidade do Transporte Rodoviário de Cargas de São Paulo se posiciona contra edição da MP sobre contribuição previdenciária publicada na sexta-feira

 



O Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP), expressa preocupação com a edição da Medida Provisória 1.202/23, publicada hoje (29) pelo Governo Federal, fazendo modificações significativas nas normas de recolhimento da Contribuição Previdenciária das Empresa Privadas, anteriormente regida pela Lei nº 14.784/2023, que permitia a cobrança deste tributo com alíquotas variando de 1% a 4%, conforme a natureza da atividade econômica da empresa. 

A referida Medida Provisória está programada para entrar em vigor em 01 de janeiro de 2024, entretanto, seus efeitos só serão efetivos a partir de 01 de abril de 2024. Com um prazo de validade de 60 dias, prorrogável por igual período, a Medida Provisória precisa ser avaliada pelo Congresso Nacional, que terá a responsabilidade de votar sua aprovação, revogação ou, caso a votação não ocorra dentro de 120 dias, a medida perderá sua eficácia, deixando de ter validade no cenário jurídico. Durante o período de vigência, o Congresso deverá definir as implicações jurídicas por meio de decreto legislativo.

Cabe esclarecer que a chamada “desoneração da folha de pagamento” dos 17 setores da economia, incluindo o Transporte Rodoviário de Cargas, amplamente divulgada nos últimos dias, não representa renúncia fiscal, mas sim uma substituição tributária, onde as empresas passam a recolher a contribuição previdenciária sobre a receita bruta e não sobre a folha de pagamento, medida extremamente necessária para preservação de empregos, adotada em 2011 e no TRC a partir do exercício de 2015 e cuja vigência se esgotava no dia 31 de dezembro de 2023.

O Congresso, sensível à situação, apresentou o PL 334/23 através do senador Efraim Filho (União Brasil), projeto este que foi aprovado com ampla maioria nas duas Casas Legislativas (Senado e Câmara dos Deputados), mas foi vetado integralmente pelo Presidente da República em 24 de novembro. O veto retornou para apreciação das Casas Legislativas e, novamente, foi derrubado por maioria expressiva, evidenciando o amplo apoio legislativo e popular à CPRB. Assim, em 28 de dezembro, foi promulgada a Lei 17.784/23, garantindo a continuidade dos benefícios proporcionados pela Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta.

Sem a continuidade dessa desoneração, as empresas enfrentarão um aumento nos custos trabalhistas, pois voltarão a contribuir sobre a folha de pagamento com alíquotas mais elevadas. Essa questão afeta diretamente o resultado das empresas dos setores envolvidos, principalmente no transporte de cargas, onde a mão de obra é um componente significativo dos custos operacionais, e é possível que haja um colapso na logística.

Desta forma, a Medida Provisória 1.202/23, que reintroduz a cobrança da contribuição previdenciária sobre a folha de pagamentos ao encerrar o ano, lança uma nuvem de incerteza jurídica e econômica sobre o setor, levando as empresas a reavaliarem seus planos de investimento e estrutura de colaboradores. Esse quadro, por sua vez, pode resultar na perda de empregos e na diminuição de investimentos em infraestrutura, tão importantes para a manutenção do ambiente empresarial mais competitivo e de oportunidades.

O SETCESP espera que o Governo adote uma abordagem cautelosa e reconsidere as medidas contidas na MP 1.202/23 durante seu trâmite no Congresso Nacional, fazendo prevalecer a Lei 17.784/2023, recentemente promulgada. Um apelo é feito para que seja estabelecido um diálogo eficaz com o setor produtivo e os trabalhadores, buscando a reintegração das normas da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB).

29 de dezembro de 2023, São Paulo/SP

Adriano Depentor

Presidente do Conselho Superior e de Administração do SETCESP

_____________________

Sobre o SETCESP – Fundado em 1936, o SETCESP (Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região), é fruto da união de empresários do transporte rodoviário de cargas (TRC) atuantes na rota entre São Paulo e Santos que necessitavam de uma entidade que fosse intérprete central da luta pelos direitos do segmento. Hoje, com 87 anos, é o maior sindicato patronal do setor na América Latina e protagonista de uma história com grandes conquistas e credibilidade reconhecida por transportadores, órgãos governamentais e representantes da esfera política.

Sempre atualizado nas constantes demandas do TRC, o SETCESP vem sendo crucial e atuante para o desenvolvimento da categoria, não apenas para os 50 municípios que representa na grande região metropolitana de São Paulo, mas também para todo o Brasil. Além disso, a entidade oferece total apoio às mais de 21.000 empresas associadas com informações atualizadas, estudos técnicos, treinamentos, palestras e consultorias jurídica, econômica e operacional, entre outros serviços.

__________

Informações para imprensa

Grupo Mostra de Ideias

Caio Neumann - Assessor de Imprensa

E-mail: redacao@mostradeideias܂com܂br 

Contato: (11) 98729-4812 e/ou (11) 98642-3319

–

Rodrigo Bernardino - Assessor de Comunicação e Imprensa

Contato: (11) 98260 9162 e/ou rodrigo܂bernardino@mostradeideias܂com܂br 

–

Bruno Benite - Assessor de Comunicação e Imprensa

Contato: (11) 948204812 e/ou bruno܂benite@mostradeideias܂com܂br 


Entidade do Transporte Rodoviário de Cargas de São Paulo se posiciona contra edição da MP sobre contribuição previdenciária publicada na sexta-feira

O Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP), expressa preocupação com a edição da Medida Provisória 1.202/23, publicada hoje (29) pelo Governo Federal, fazendo modificações significativas nas normas de recolhimento da Contribuição Previdenciária das Empresa Privadas, anteriormente regida pela Lei nº 14.784/2023, que permitia a cobrança deste tributo com alíquotas variando de 1% a 4%, conforme a natureza da atividade econômica da empresa. 

A referida Medida Provisória está programada para entrar em vigor em 01 de janeiro de 2024, entretanto, seus efeitos só serão efetivos a partir de 01 de abril de 2024. Com um prazo de validade de 60 dias, prorrogável por igual período, a Medida Provisória precisa ser avaliada pelo Congresso Nacional, que terá a responsabilidade de votar sua aprovação, revogação ou, caso a votação não ocorra dentro de 120 dias, a medida perderá sua eficácia, deixando de ter validade no cenário jurídico. Durante o período de vigência, o Congresso deverá definir as implicações jurídicas por meio de decreto legislativo.

Cabe esclarecer que a chamada “desoneração da folha de pagamento” dos 17 setores da economia, incluindo o Transporte Rodoviário de Cargas, amplamente divulgada nos últimos dias, não representa renúncia fiscal, mas sim uma substituição tributária, onde as empresas passam a recolher a contribuição previdenciária sobre a receita bruta e não sobre a folha de pagamento, medida extremamente necessária para preservação de empregos, adotada em 2011 e no TRC a partir do exercício de 2015 e cuja vigência se esgotava no dia 31 de dezembro de 2023.

O Congresso, sensível à situação, apresentou o PL 334/23 através do senador Efraim Filho (União Brasil), projeto este que foi aprovado com ampla maioria nas duas Casas Legislativas (Senado e Câmara dos Deputados), mas foi vetado integralmente pelo Presidente da República em 24 de novembro. O veto retornou para apreciação das Casas Legislativas e, novamente, foi derrubado por maioria expressiva, evidenciando o amplo apoio legislativo e popular à CPRB. Assim, em 28 de dezembro, foi promulgada a Lei 17.784/23, garantindo a continuidade dos benefícios proporcionados pela Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta.

Sem a continuidade dessa desoneração, as empresas enfrentarão um aumento nos custos trabalhistas, pois voltarão a contribuir sobre a folha de pagamento com alíquotas mais elevadas. Essa questão afeta diretamente o resultado das empresas dos setores envolvidos, principalmente no transporte de cargas, onde a mão de obra é um componente significativo dos custos operacionais, e é possível que haja um colapso na logística.

Desta forma, a Medida Provisória 1.202/23, que reintroduz a cobrança da contribuição previdenciária sobre a folha de pagamentos ao encerrar o ano, lança uma nuvem de incerteza jurídica e econômica sobre o setor, levando as empresas a reavaliarem seus planos de investimento e estrutura de colaboradores. Esse quadro, por sua vez, pode resultar na perda de empregos e na diminuição de investimentos em infraestrutura, tão importantes para a manutenção do ambiente empresarial mais competitivo e de oportunidades.

O SETCESP espera que o Governo adote uma abordagem cautelosa e reconsidere as medidas contidas na MP 1.202/23 durante seu trâmite no Congresso Nacional, fazendo prevalecer a Lei 17.784/2023, recentemente promulgada. Um apelo é feito para que seja estabelecido um diálogo eficaz com o setor produtivo e os trabalhadores, buscando a reintegração das normas da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB).

29 de dezembro de 2023, São Paulo/SP

Adriano Depentor

Presidente do Conselho Superior e de Administração do SETCESP

_____________________

Sobre o SETCESP – Fundado em 1936, o SETCESP (Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região), é fruto da união de empresários do transporte rodoviário de cargas (TRC) atuantes na rota entre São Paulo e Santos que necessitavam de uma entidade que fosse intérprete central da luta pelos direitos do segmento. Hoje, com 87 anos, é o maior sindicato patronal do setor na América Latina e protagonista de uma história com grandes conquistas e credibilidade reconhecida por transportadores, órgãos governamentais e representantes da esfera política.

Sempre atualizado nas constantes demandas do TRC, o SETCESP vem sendo crucial e atuante para o desenvolvimento da categoria, não apenas para os 50 municípios que representa na grande região metropolitana de São Paulo, mas também para todo o Brasil. Além disso, a entidade oferece total apoio às mais de 21.000 empresas associadas com informações atualizadas, estudos técnicos, treinamentos, palestras e consultorias jurídica, econômica e operacional, entre outros serviços.

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Informações para imprensa

Grupo Mostra de Ideias

Caio Neumann - Assessor de Imprensa

E-mail: redacao@mostradeideias܂com܂br 

Contato: (11) 98729-4812 e/ou (11) 98642-3319

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Rodrigo Bernardino - Assessor de Comunicação e Imprensa

Contato: (11) 98260 9162 e/ou rodrigo܂bernardino@mostradeideias܂com܂br 

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Bruno Benite - Assessor de Comunicação e Imprensa

Contato: (11) 948204812 e/ou bruno܂benite@mostradeideias܂com܂br 

O desempenho na redação do Enem depende da preparação do Aluno e da Formação Contínua dos Professores

 

 O desempenho na redação do Enem

depende da preparação do Aluno

e da Formação Contínua dos Professores

O desafio requer esforço coletivo e

a valorização da escrita em todas as disciplinas,

moldando uma geração preparada para o futuro

Valéria Ferreira Duarte Guedes*

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) destaca-se como uma prova crucial para milhões de estudantes brasileiros, não apenas avaliando o conhecimento em diversas áreas do currículo escolar, mas também exigindo habilidades de comunicação e argumentação através da produção textual, que sozinha corresponde a 1000 pontos, equivalente às quatro Áreas do Conhecimento (Linguagens e Códigos, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza).

Dada essa relevância, é imperativo que o trabalho de ensino-aprendizagem da produção de texto para o Enem seja estruturado, eficiente e proporcione aos estudantes uma preparação sólida para enfrentar esse desafio. Destacando a escrita como competência crucial para o desenvolvimento acadêmico e profissional, a habilidade de expressar ideias de maneira clara, coesa e coerente é fundamental para a construção do conhecimento e para a participação ativa na sociedade.

A abordagem eficiente para o ensino da produção de texto no contexto do Enem deve abranger alguns elementos essenciais. Primeiramente, é necessário estimular a leitura e análise de diferentes tipos de texto, permitindo aos estudantes compreender as diversas formas de linguagem presentes na sociedade. Além disso, aspectos gramaticais e estruturais da língua devem ser trabalhados, garantindo que os alunos dominem as normas cultas e as utilizem adequadamente em suas redações.

Outro ponto crucial é o desenvolvimento da capacidade argumentativa dos estudantes, uma vez que a produção de texto no Enem exige a defesa de um ponto de vista embasado em argumentos sólidos e informações consistentes. Portanto, o suporte para aquisição de repertório sociocultural e a articulação desse conhecimento devem estimular o pensamento crítico e a pesquisa, permitindo que os alunos construam argumentações bem fundamentadas.

Além disso, é importante que os professores ofereçam feedback individualizado sobre as redações dos estudantes, fundamental para que compreendam seus pontos fracos e aprimorem suas habilidades ao longo do tempo. Esse acompanhamento próximo dos professores também possibilita identificar eventuais dificuldades dos alunos e oferecer o suporte necessário para superar esses obstáculos.

Reconhecer a necessidade de aprimorar a habilidade de produzir um texto eficiente em todas as competências exigidas pelo Enem é o primeiro passo para enfrentar desafios tão significativos que perpassam não somente o Ensino Médio, mas toda a Educação Básica. O trabalho desenvolvido com foco, objetividade e pragmatismo permitirá que os estudantes lidem melhor com a pressão por resultados qualitativos e quantitativos.

Para superar esses desafios, é necessário um esforço conjunto de todos os envolvidos no processo educativo, incluindo investimento em formação continuada para os professores, disponibilização de materiais didáticos adequados, valorização da escrita em todas as disciplinas e criação de espaços de discussão e troca de experiências entre os educadores.

Entender a Redação do Enem por meio de Eixos Temáticos traz a construção dessa habilidade para um lugar estratégico e pragmático; caso contrário, os temas de redação são construídos aleatoriamente, dando margem à vulnerabilidade do estudante com relação a alguns temas. 

Em síntese, o trabalho de ensino-aprendizagem da produção de texto para o Enem é um desafio importante para a educação brasileira. A capacidade de expressão escrita é resultado de um trabalho consistente que envolve leitura, análise, gramática, argumentação e feedback individualizado. Superar os desafios requer esforços conjuntos, mas o resultado será uma geração de jovens mais preparados para enfrentar os desafios acadêmicos e profissionais que os aguardam.

*Valéria Ferreira Duarte Guedes

Professora e Mentora de Língua Portuguesa do

Colégio Presbiteriano Mackenzie Brasília (CPMB)

 

Sobre os Colégios Presbiterianos Mackenzie

Os Colégios Presbiterianos Mackenzie são reconhecidos, hoje, pela qualidade no ensino e educação que oferecem aos seus alunos, enraizada na antiga Escola Americana, fundada em 1870, por George e Mary Chamberlain, em São Paulo. A instituição dispõe de unidades em São Paulo, Tamboré (em Barueri-SP), Brasília (DF) e Palmas (TO). Com todos os segmentos da Educação Básica - Educação Infantil (Maternal, Jardim, Jardim I e II), Ensino Fundamental e Ensino Médio.

 

Mais informações:

Flavia Lloyd é a primeira convidada do Wall Street Cast de 2024 e traz sua expertise sobre imigração legal para os Estados Unidos

 


Foto: Flavia Lloyd e Bruno Corano

São Paulo, janeiro de 2024 – A advogada especializada em imigração para os Estados Unidos, Flavia Lloyd, é a primeira convidada de 2024 do Wall Street Cast, um videocast apresentado pelo empresário Bruno Corano. Com 4 escritórios nos EUA e uma clientela que inclui nomes como Ivete Sangalo, Virgínia Fonseca e Rafinha Bastos, a advogada compartilhou sua trajetória profissional e ofereceu dicas valiosas para a audiência.

“No episódio, foram abordados temas como vistos para brasileiros, critérios para imigrar, processos e tipos de vistos, desafios, o conceito do sonho americano e o processo legal de imigração para os Estados Unidos”, comenta o apresentador. “Flavia é reconhecida pela sua determinação e compartilhou sua jornada como imigrante, tornando-se mais tarde especialista no assunto”, reforça.

Flavia começou seus estudos na Universidade de São Paulo (USP) em Letras e aos 20 anos recebeu uma bolsa de estudos para os EUA. Enfrentou desafios, incluindo uma gravidez e trabalhos como faxineira e babá para regularizar sua situação. Sua trajetória mudou ao conquistar um emprego em um escritório de advocacia como recepcionista. Determinada, retomou seus estudos, obtendo graduações em Comunicação, Relações Internacionais e um doutorado em Direito. Atualmente, lidera 4 escritórios com mais de 50 colaboradores.

Wall Street Cast

O Wall Street Cast foi lançado em julho deste ano pelo empresário Bruno Corano. Gravado em um estúdio com vista para a icônica Times Square, o programa apresenta temas relevantes para profissionais e empreendedores de todos os níveis.

Acesse no Youtube: Bruno Corano 

Redes sociais: @brunocorano

Sobre Bruno Corano

Bruno Corano é apresentador do Manhattan Connection e CEO e economista-chefe da Corano Capital NYC, escritório de Investimentos com mais de US$ 2 bilhões sob gestão, em hedge-funds, ações e private equity. Atualmente, a companhia conta com mais de 20 empresas investidas, nos setores de serviço, construção e educação. Com formação em Economia pela Universidade da Pensilvânia e especialização em Business Administration and Management pela Harvard Business School, Bruno possui uma vasta experiência de quase 30 anos, é reconhecido como um dos principais especialistas do mercado financeiro, contribuindo em temas ligados à macroeconomia, liderança, empreendedorismo e gestão de portfólio. Sua visão estratégica, análise macroeconômica e enfoque em startups inovadoras têm sido fundamentais para o sucesso de projetos que transformaram ideias em empreendimentos sólidos.

 

O videocast Wall Street Cast é gravado em um estúdio com vista para a icônica Times Square com especialistas que tratam de temas relevantes sobre negócios, empreendedorismo, saúde financeira, aplicação de investimentos, saúde mental e carreira, Reforma Tributária e as últimas tendências do mercado. Os episódios são publicados todas as terças-feiras, às 19h, no YouTube, Spotify e principais tocadores de podcasts.

 


Atendimento à imprensa

Vanessa Costa | (51) 98274-4949 | vanessa܂costa@fsb܂com܂br

Camila Vasconcellos | Gerente de Núcleo | (11) 98181-8258 | camila܂vasconcellos@fsb܂com܂br 

 

segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

 Pode ser uma imagem de fogos de artifício e texto que diz "02 Bem-vindo! Que seja um ano repleto de realizações, saúde, paz e muito amor e conquistas, OPORTUNIDADES para todos nós!"

Japão emite alerta de grande tsunami após terremoto de magnitude 7,6

 

BAHIA NOTICIAS

Por Folhapress

Japão emite alerta de grande tsunami após terremoto de magnitude 7,6
Foto: Kyodo News / AP

A Agência Meteorológica do Japão emitiu, nesta segunda-feira (1º), alerta para a possibilidade de um grande tsunami após a costa oeste do país ser atingida por terremotos.
 

O tremor mais forte que atingiu a região foi de magnitude 7,6, segundo o serviço de meteorologia do Japão. Um tsunami com cerca de um metro de altura foi registrado em parte da costa oeste japonesa, mas as autoridades não descartam a possibilidade de ondas bem maiores, com até cinco metros. Regiões mais afastadas ao epicentro dos tremores podem atingir até três metros de altura.
 

Moradores das cidades costeiras de Ishikawa, Nigata e Toyama foram orientados a deixarem suas casas. O governo japonês ainda contabiliza os danos provocados pelos tremores e não descartou a possibilidade de novos abalos sísmicos, segundo a TV pública NHK.
 

Pelo menos 36 mil casas ficaram sem eletricidades em Ishikawa e Toyama. iOs números são da concessionária responsável pelo serviço.
 

O epicentro do terremoto de magnitude 7,6 foi na península de Noto, às 16h10 no horário local (4h10 em Brasília). É o o maior registrado para essa península desde 1885.
 

Até o momento, há relatos de estragos nas ruas e de danos a edifícios nas cidades atingidas. Ainda segundo o governo japonês, não foram detectadas irregularidades nas usinas nucleares do país.
 

O Japão não emitia alerta para risco de tsunami no país desde março de 2011. Naquele ano, cerca de 20 mil vítimas foram afetadas e a usina nuclear de Fukushima foi atingida.
 

Terremoto no Japão deixa 4 mortos e força deslocamento de quase 100 mil habitantes

 

BAHIA NOTICIAS

Por Folhapress

Terremoto no Japão deixa 4 mortos e força deslocamento de quase 100 mil habitantes
Foto: Reprodução / Redes Sociais

Um terremoto de magnitude de 7,6 atingiu o centro-norte do Japão às 16h10 (4h10 no horário de Brasília) desta segunda-feira (1º), causando a morte de ao menos quatro pessoas e incêndios e destruição na costa oeste do país.
 

Após o tremor, uma mensagem amarela com a frase "Tsunami! Evacuar!" piscou nas telas de televisão das províncias de Ishikawa —epicentro do terremoto—, Niigata e Toyama, alertando para a possibilidade de ondas de cinco metros de metros de altura e ordenando que os habitantes da região deixassem suas casas.
 

O aviso foi depois atenuado, com o anúncio de expectativa de ondas de no máximo três metros após algumas delas chegarem a um metro e meio no porto de Wajima, em Ishiwaka.
 

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o terremoto foi o mais forte na região em mais de 40 anos, mas horas após o sismo, dados sobre o número de atingidos ainda eram escassos. O porta-voz do governo japonês, Hayashi Yoshimasa, disse em um encontro de emergência com jornalistas que as autoridades ainda estavam verificando a extensão dos danos.
 

Segundo a Agência Meteorológica do Japão, tremores secundários podem continuar acontecendo por até uma semana. Por isso, o primeiro-ministro Fumio Kishida rogou à população que seguisse o alerta. "Peço às pessoas em áreas onde são esperados tsunamis que desocupem suas casas o mais rápido possível", disse o premiê.
 

Kishida também disse aos repórteres ter instruído as equipes de busca e resgate a fazerem o possível para salvar vidas, mesmo que o acesso às áreas atingidas fosse difícil devido às estradas bloqueadas.
 

O governo afirmou que, até a noite desta segunda, havia ordenado que mais de 97 mil pessoas em nove províncias da costa oeste da principal ilha do Japão, Honshu, saíssem de suas casas.
 

Enquanto isso, países próximos também se mobilizaram para possíveis tsunamis. A agência de notícias estatal russa Tass informou que o Ministério de Emergências do país retirou moradores de partes da costa oeste da ilha de Sacalina, no oceano Pacífico, que poderiam ser atingidas. Alertas também foram emitidos nas cidades de Vladivostok e de Nakhodka, no extremo leste do país.
 

Já a Coreia do Sul orientou moradores de sua costa leste a buscarem abrigo em regiões mais altas, enquanto a Coreia do Norte emitiu alertas de tsunami para algumas áreas.
 

Imagens divulgadas pela mídia local mostraram um prédio desabando em uma nuvem de poeira na cidade costeira de Suzu e uma grande rachadura em uma estrada em Wajima. Nesse município de 30 mil habitantes, houve relatos de pelo menos 30 prédios desabados, e incêndios consumiram vários prédios. O terremoto também abalou prédios na capital, Tóquio, na costa oposta à do epicentro.
 

Mais de 36 mil residências ficaram sem energia na região após o tremor, e quando chegou a noite, quase 32 mil residências ainda estavam sem energia em Ishikawa, de acordo com a empresa responsável. A previsão era que as temperaturas caíssem para quase zero em algumas áreas durante a madrugada.
 

À imprensa, autoridades afirmaram que seis pessoas ficaram presas sob os escombros de prédios colapsados em Ishikawa, acrescentando que as Forças de Autodefesa do Japão seriam enviadas à região para ajudar no resgate.
 

Por causa do terremoto, os serviços ferroviários de alta velocidade para Ishikawa foram suspensos e as operadoras de telecomunicações Softbank e KDDI relataram interrupções nos serviços de telefone e internet na região.
 

O sismo também afetou o setor aéreo. A companhia ANA ordenou o retorno de aviões que se dirigiam aos aeroportos de Toyama e Ishikawa, enquanto a Japan Airlines cancelou a maioria de seus serviços para as regiões de Niigata e Ishikawa. Um dos aeroportos de Ishikawa foi fechado.
 

A Autoridade de Regulação Nuclear do Japão disse que a princípio não houve maiores problemas nas usinas nucleares localizadas próximas ao mar do Japão, incluindo cinco reatores ativos nas plantas de Ohi e Takahama, na província de Fukui.
 

Ainda de acordo com o órgão, a usina de Shika, em Ishikawa, localizada perto do epicentro do terremoto, tinha interrompido seus dois reatores para inspeção regular. Um incêndio causado pelos tremores chegou a atingir um transformador no local, mas foi extinto sem causar danos.
 

Outros focos de fogo foram identificados em Kanazawa, capital da província de Ishikawa, e em um complexo industrial na cidade de Joetsu, ao norte, mas também foram controlados.
 


 

A última vez que um tsunami grave alcançou a costa do Japão foi em 11 de março de 2011. Na ocasião, o nordeste da nação insular foi atingido por uma enorme onda que matou quase 20 mil pessoas, devastou cidades e desencadeou fissões nucleares em Fukushima.
 


 

Antes disso, o maior tremor registrado no país tinha sido o chamado Grande Terremoto de Hanshin, que atingiu o oeste do Japão em 1995 e matou mais de 6.000 pessoas, principalmente na cidade de Kobe.
 

O terremoto desta segunda ocorreu durante o feriado de 1º de janeiro, quando milhões de japoneses tradicionalmente visitam templos para marcar o ano novo. Em Kanazawa, um destino turístico popular em Ishikawa, imagens mostraram os restos de um torii, tradicional portão japonês, espalhados na entrada de um santuário enquanto fiéis observavam.
 

Ayako Daikai, moradora de Kanazawa, disse que fugiu para uma escola primária próxima com seu marido e dois filhos logo após o terremoto. Salas de aula, escadas, corredores e o ginásio estavam todos lotados de pessoas, disse ela.
 

"Também vivi o Grande Terremoto de Hanshin, então achei que seria mais seguro fugir", disse ela à agência de notícias Reuters quando contatada por telefone. "Ainda não decidimos quando voltar para casa."

Em mensagem de fim de ano, Milei fala em ‘catástrofe bíblica’ e diz que nunca prometeu ‘caminho de rosas’

 

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Javier Milei resolveu deixar para o fim do vídeo os votos de “Feliz 2024” para os argentinos, na mensagem oficial que publicou na noite de sábado (30).

Há pouco mais de 20 dias no cargo, o presidente da Argentina tem apresentado propostas duras —como cortes de subsídios, redução do Estado e do número de ministérios e restrições a protestos.

Em uma época do ano em que a os presidentes preferem dar boas notícias, o novo mandatário argentino optou por começar seu pronunciamento ano lembrando que a população deve estar preparada para o pior. No vídeo, de sete minutos, é como se ele só lembrasse no fim que era antevéspera de Ano-Novo.

Milei prevê que o ano que vem será difícil para todos e que o país poderá enfrentar “uma catástrofe econômica de magnitude desconhecida para qualquer argentino vivo”, caso o Congresso não aprove as medidas enviadas por seu governo.

A chamada “lei ônibus” (por transitar por diversos setores, da economia à política) tem um total 664 artigos e propõe, entre outros pontos, a eliminação das eleições primárias, mudanças no âmbito penal e desregulamentação da economia.

Combinadas com os 366 artigos de outro decreto da semana passada, as medidas definem as mais de mil alterações que o novo governo quer para fazer uma “revolução liberal”.

As mudanças visam atrair investimentos, diminuir o tamanho e a burocracia do Estado e atribuir ao Executivo poderes sobre matérias que precisariam do aval do Legislativo. Algumas medidas endurecem penas sob a premissa da lei e da ordem.

Milei afirmou que, embora muitos argentinos tenham ficado impressionados com a quantidade de medidas e com a velocidade com que o novo governo tem proposto mudanças profundas, elas são necessárias para mitigar os efeitos do que considera ser a pior herança da história, deixada pelo governo anterior, de Alberto Fernández.

“Estamos falando de uma economia com 15 pontos de déficit consolidado, com uma emissão monetária de 20 pontos do PIB nos últimos quatro anos, com preços artificialmente reprimidos na energia e nos transportes até um quinto do seu valor real, com um banco central sem reservas e com uma inflação que nas últimas semanas atingiu 1,2% diariamente. Isso anualizado implicaria em torno de 7.500% ao ano”.

Milei afirmou que as medidas propostas pelo novo governo são os primeiros passos para virar a página e deixar para trás de uma vez por todas o modelo econômico que ele considera ter mergulhado os argentinos na miséria.

Na mensagem à população, Milei disse que as consequências da não aprovação das medidas seriam ainda mais terríveis do que as da crise de 2001 e 2002.

O ano de 2001 terminou em uma espiral de crises do “corralito” e do “corralón” que até hoje assombra a política argentina, com a renúncia do presidente Fernando de la Rúa, com o fim da conversibilidade entre peso e dólar, protestos de rua com mortos e feridos, confisco e desvalorização da moeda.

Para evitar o pior cenário, o presidente pediu apoio da população às reformas. “Esta lei confere ao Executivo os poderes necessários para agir face a esta situação de emergência e evitar a catástrofe econômica, além de promover reformas profundas na segurança comercial, fiscal, produtiva, social, educacional e em todas as áreas do governo”, disse.

Com minoria no Legislativo, o anarcocapitalista aproveitou a mensagem de fim de ano para convocar a população a pressionar deputados e senadores para que aprovem as mudanças. “Se todos os atores políticos, sociais, sindicais e empresariais do país compreenderem o momento histórico que vivemos e apoiarem o nosso programa, tenho certeza que haverá luz no fim do caminho”.

O mandatário também disse considerar que, apesar das dificuldades de 2024, esse pode ser o ano em que o país deixará para trás o “modelo coletivista” que o tornou pobre e abraçará novamente o “modelo de liberdade” que o fez rico há cem anos.

Douglas Gavras/Folhapress

Salário mínimo de R$ 1.412 entra em vigor nesta segunda-feira

 

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A partir desta segunda-feira (1º), o salário mínimo oficial será de R$ 1.412. O valor, que será pago a partir de fevereiro referente à folha de janeiro, é 6,97% maior que o salário de R$ 1.320, que vigorou de maio a dezembro de 2023.

Aprovado no Orçamento Geral da União de 2024, o valor de R$ 1.412 corresponde à inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado nos 12 meses terminados em novembro, que totalizou 3,85%, mais o crescimento de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022. Enviada pelo governo em maio, a medida provisória com a nova política de valorização do salário mínimo foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado em agosto.

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o reajuste do salário mínimo beneficiará 59,3 milhões de trabalhadores e resultará em um incremento da renda anual no montante de R$ 69,9 bilhões. A entidade estima que o governo – União, estados e municípios – arrecadará R$ 37,7 bilhões a mais por causa do aumento do consumo atrelado ao salário mínimo maior.

Ganho real

Ao descontar a inflação pelo INPC, o salário mínimo terá ganho real de 5,77% em relação a maio de 2023, quando passou a vigorar o mínimo de R$ 1.320. Se considerar o salário mínimo de R$ 1.302, que vigorou de janeiro a abril, o ganho seria menor, de 4,69%. Isso porque o INPC, índice que mede a inflação das famílias de menor renda (até cinco salários mínimos), estava mais alto no início de 2023.

De 2007 a 2019, vigorava a política semelhante à atual, em que o salário mínimo era corrigido pelo INPC do ano anterior mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Caso o PIB encolha, havia a reposição apenas pela inflação. De 2020 a 2022, o salário mínimo passou a ser corrigido apenas pelo INPC, sem ganhos reais.

o ano passado, houve dois aumentos. De janeiro a maio, o salário mínimo foi reajustado para R$ 1.302, com ganho real de 1,41%. A partir de maio, quando o governo editou a medida provisória retomando a política salarial anterior, o salário passou para R$ 1.320, com valorização real de 2,8% em relação ao mínimo de 2022.

Orçamento

O projeto de lei do Orçamento de 2024 estimava salário mínimo de R$ 1.421. No entanto, com a queda do INPC ao longo do segundo semestre, o valor final ficou em R$ 1.412, conforme a lei orçamentária aprovada pelo Congresso Nacional em 22 de dezembro.

Por causa dos benefícios da Previdência Social atrelados ao salário mínimo, o novo valor, de R$ 1.412, aumentará os gastos da União em R$ 35 bilhões neste ano. Segundo a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), cada R$ 1 a mais no salário mínimo eleva as despesas do governo em R$ 389 milhões. Os cálculos, no entanto, não consideram os ganhos de arrecadação decorrentes do aumento do consumo.

Agência Brasil

Aumento do ICMS tem data marcada na Bahia e mais 10 estados em 2024

 

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O ano de 2024 será marcado pelo aumento da alíquota geral do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) em ao menos 11 estados. Já foram aprovados projetos que elevam o principal imposto estadual na Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rondônia e Tocantins.

Outros estados estudam elevar suas alíquotas. Para valer em 2024, é necessário que o aumento seja aprovado pela respectiva Assembleia até 31 de dezembro deste ano, por conta do princípio da anterioridade anual.

Desde o ano passado, vários estados alteraram o ICMS para recuperar a arrecadação perdida desde 2022.

Naquele ano, o Congresso Nacional aprovou duas leis que limitaram a tributação de combustíveis e serviços de energia e telecomunicações com o imposto estadual.

Segundo dados do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), a arrecadação de ICMS caiu 7,9% de janeiro a novembro de 2023, em relação ao mesmo período do ano anterior (13% de queda, se considerada a inflação do período).

Os estados do Sul e Sudeste, com exceção de Santa Catarina, assinaram um documento em novembro sobre a necessidade de aumento do imposto, mas nem todos conseguiram viabilizar o aumento junto ao Legislativo.

Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) descartou um aumento em 2024. Em entrevista à Folha, o secretário de Fazenda do estado, Samuel Kinoshita, disse que a arrecadação do tributo deve fechar 2023 no menor nível em dez anos, considerando a relação entre essa receita e o PIB (Produto Interno Bruto) estadual.

No Rio Grande do Sul, o governador Eduardo Leite (PSDB) retirou a proposta enviada ao Legislativo na véspera da votação, após resistência de grande parte dos deputados estaduais em aumentar a alíquota de 17% para 19,5%.

O Espírito Santo aprovou um aumento para 19,5% no próximo ano, mas o governador Renato Casagrande (PSB) encaminhou à Assembleia um projeto que revoga o aumento da alíquota, que continuará em 17%, menor percentual entre os estados da região Sudeste.

O argumento do governo foi a aprovação da reforma tributária sem o trecho que condicionava a distribuição da arrecadação a partir de 2033 às receitas verificadas entre 2024 e 2028.

Mesmo com a retirada desse dispositivo, o Rio de Janeiro manteve o plano de aumento do imposto, o que causou protestos da indústria local. No estado, a alíquota geral é de 20%, somada a outros 2% destinados ao Fundo Estadual de Combate à Pobreza, adicional que também existe em outros locais.

“O estado do Rio de Janeiro se isola como o único do sudeste a aumentar o ICMS. Enquanto os vizinhos, concorrentes diretos de empresas fluminenses, recuaram de tal medida e mantiveram alíquotas de 17% a 18%, o Rio de Janeiro tributa o setor produtivo do estado em inaceitáveis 22% —a maior do país!”, diz a Firjan, federação das indústrias do estado, que pediu a revogação da lei.

No próximo ano haverá também uma redução do imposto em um estado. No Rio Grande do Norte, o ICMS subiu para 20% em 2023. O governo tentou estender o aumento para 2024, mas o projeto foi rejeitado pelos deputados estaduais. Por isso, a alíquota de 17% volta a vigorar em 1º de janeiro.

Folha de S. Paulo

Novo limite para juros do cartão de crédito começa a valer quarta-feira (3)

 

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economia

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que a partir de quarta-feira (3), os juros acumulados em casos de atraso no pagamento da fatura do cartão de crédito não poderão ultrapassar 100% do valor original da dívida. A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião realizada nesta quinta-feira (21/12).

O teto para os juros do rotativo do cartão de crédito já estava previsto na Lei do Desenrola, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em outubro. O ministro salientou que a medida é um passo significativo para corrigir distorções no sistema bancário brasileiro, onde muitas pessoas acabam com dívidas até dez vezes superiores ao valor original em função dos altos juros acumulados.

Segundo Haddad, a Lei do Desenrola foi criada para resolver esse problema, oferecendo grandes descontos de até 95% em dívidas. Esse passo ajudou muito as pessoas endividadas, tornando o que antes era uma dívida grande em algo mais fácil de pagar, o que demonstra que os juros acumulados eram tão altos que, mesmo com descontos significativos, ainda compensava para os bancos receberem o valor.

“O Desenrola demonstrou que esse [juros abusivos] é um dos grandes problemas do país. As pessoas estão com uma dívida às vezes 10 vezes o valor do crédito original. A pessoa devia R$ 1.000 no cartão, dali a x meses estava em R$10 mil, e não conseguia mais pagar. O Desenrola mostrou o quê? Que os descontos chegavam às vezes a 95%, 97%, por quê? Porque os juros acumulados eram de tal ordem que, mesmo dando esse desconto, compensava para o banco receber”, explicou o ministro.

Haddad resumiu a nova política de juros destacando a sua eficácia em limitar o acúmulo de dívidas. “Independentemente dos juros mensais, ao bater em 100%, ele (total de juros cobrados) para ali”, esclarecendo o funcionamento do novo teto do rotativo do cartão de crédito. A decisão do CMN, disse Haddad, ocorre uma vez que não houve autoregulação do setor conforme determinava a lei do Desenrola. Essa falta de consenso levou à aplicação direta da regra estabelecida na legislação, explicou o ministro da Fazenda.

Política Livre

Putin diz que bombardeio em cidade russa não ficará impune; 20 pessoas morreram

 

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mundo

Nesta segunda-feira (1º), o presidente da Rússia, Vladimir Putin, chamou de “ato terrorista” a série de ataques de mísseis ucranianos contra a cidade de Belgorod, na fronteira, e afirmou que o bombardeio não ficará impune. Ao todo, 20 pessoas morreram e 111 ficaram feridas.

Em reunião com militares em um hospital em Moscou, Putin falou que a Rússia continuará atacando alvos militares “sensíveis” na Ucrânia. Segundo a Reuters, agência de internacional de notícias, o presidente russo afirmou, ainda, que o curso da guerra na Ucrânia está mudando a favor da Rússia, e que Moscou almeja colocar um fim à guerra, mas “apenas em seus próprios termos”.

Em tempo

Em seu discurso de Ano Novo, nesse domingo (31), Vladimir Putin fez apenas uma referência rápida à guerra, contrastando com o discurso do ano passado.

Política Livre

Dívida global bate recorde e cria trava para Brasil baixar juros e crescer mais

 

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Com níveis alarmantes no endividamento público nas principais economias do mundo, a dívida global fechou 2023 no maior patamar da história, em quase US$ 310 trilhões.

O recorde foi puxado por governos que gastam mais do que arrecadam em impostos, como Estados Unidos, China, Japão, França e Brasil. Juntos, os governos em todo o mundo devem atualmente US$ 88,1 trilhões.

Dívida global bate recorde histórico (em US$ tri)

Governos: 88,1
Empresas não financeiras: 91,1
Setor financeiro: 70,3
Famílias: 67,9
Total: 307,4

Em economias muito endividadas como a brasileira, isso significará custo crescente para os governos se financiarem e dificuldades adicionais para os bancos centrais baixarem juros – podendo levar a um ciclo de juros altos, baixo crescimento e mais endividamento.

Nas dez maiores economias do mundo, a maioria viu saltar nas últimas duas décadas a dívida pública como proporção do PIB, principal medida de solvência dos países. Olhando adiante, não há perspectiva de interrupção dessa trajetória.

Ao contrário. Países como Estados Unidos, China e Japão devem continuar gastando mais do que arrecadam, persistindo no caminho de déficits primários elevados, sem arrecadação extra para conter a alta do endividamento ou baixá-lo.

Esses déficits, mais a necessidade crescente de os países se endividarem, sobretudo os EUA, obrigarão governos a pagar juros mais altos para atrair compradores de seus títulos. Quanto mais os juros de referência nos EUA subirem, maior será a taxa de outros países para seduzir investidores a financiar suas próprias dívidas, o que eleva o endividamento.

No Brasil, a dívida pública federal somava R$ 6,2 trilhões em outubro. O custo médio (juros) nos últimos 12 meses para financiá-la aumentou de 10,6% ao ano, em setembro, para 10,9% em outubro, segundo o Tesouro Nacional.

Em um ano, o Brasil adicionou cerca de R$ 660 bilhões à dívida pública. O valor equivale a quase quatro vezes o Bolsa Família, que atende 21 milhões de famílias, com benefícios médios de R$ 690 ao mês.

Segundo o IIF (International Institute of Finance, que reúne 400 instituições financeiras em 60 países), os déficits orçamentários dos países ricos fecharão 2023 acima dos níveis pré-pandemia, quando houve gastos emergenciais. A médio prazo, a tendência é que haja crescimento de US$ 5,3 trilhões todos os anos, de 2024 a 2027, no estoque da dívida pública global.

Outros dados, do FMI (Fundo Monetário Internacional), projetam que a maioria das economias não fará superávits primários (para pagar juros da dívida) entre 2024 e 2028. Nos EUA, considerado piso para o cálculo das taxas de juro da maioria dos países (que pagam um “prêmio” a investidores acima da taxa americana para atraí-los), o déficit primário seguirá maior que 3% do PIB no período.

“Embora seja provável que os juros caíam dos níveis atuais a partir de 2024, num contexto de queda da inflação, não esperamos o retorno ao ambiente de taxas zero. Há fatores estruturais que mantêm os juros elevados, como os gastos gerados pelo envelhecimento da população e os custos com segurança social”, afirma Emre Tiftik, diretor de Sustentabilidade do IIF.

Nesse cenário de juros mais altos, sobretudo nos EUA, o financiamento da dívida global recorde ficaria mais caro, alimentando o endividamento. Questionado se investidores podem ficar mais condescendentes com dívidas elevadas e exigir menos juros em um contexto de dívida global alta para todos, Tiftik afirma: “No geral, não”.

Na prática, países têm duas saídas para diminuir o endividamento e, assim, pagar juros menores a investidores: crescer mais (pois a dívida é calculada como proporção do PIB); e fazer superávits primários para abater a dívida.

Do lado dos superávits, não deve haver aumento a médio prazo. Ao contrário. Embora haja expectativa de diminuição gradual dos déficits, eles continuarão elevados na maioria dos países.

Já o crescimento deve manter-se relativamente baixo pelos próximos anos, segundo previsões do FMI para o período 2024-2028: 1,9% em média nos EUA, 1,8% no Canadá, 1,6% no Reino Unido e na França, 1,4% na Alemanha, 0,9% na Itália e 0,6% no Japão —taxas módicas em relação aos juros pagos hoje nestes países.

Segundo José Júlio Senna, ex-diretor da Dívida Pública e Mercado Aberto do Banco Central, além do envelhecimento populacional, EUA, países europeus e até Japão estão ampliando gastos militares, o que demandará mais endividamento. Pelo lado da receita nesses países, que poderia ajudar a financiar os gastos, Senna não enxerga muito espaço para aumento.

Um ponto crucial é a combinação de mais gastos (sobretudo nos EUA), déficits, dívida e juros altos pagos a investidores para que os governos se financiem deve aumentar o chamado juro de equilíbrio (que não acelera nem desacelera a inflação).

“Para um país como o Brasil, com muita dívida e fatores de risco elevados, na medida em que o juro de equilíbrio sobe lá fora, o Banco Central terá que trabalhar também com juros mais elevados aqui, com impactos na dívida, que aumenta, e no crescimento econômico, que fica mais difícil”, afirma Senna.

Pelo conceito do Banco Central, a dívida bruta brasileira equivalia a 74,4% do PIB em agosto. Pelos critérios do FMI (que inclui títulos públicos na carteira do BC), ela chegará a 88,1% ao fim de 2023 (acima dos 66,3% da média dos emergentes). Com tendência de alta, podendo atingir 96% do PIB em 2028.

Armando Castelar, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da FGV e professor da UFRJ, estima que cerca de 60% das finanças mundiais envolvam de alguma forma os EUA. “O que acontece lá tem repercussão global, e a questão do alto endividamento americano é muito relevante para a estabilidade financeira internacional”, diz.

Em pouco mais de uma década, a dívida pública dos EUA saltou quase 30 pontos, para 123,3% como proporção do PIB. A taxa básica de juros no país varia hoje de 5,25% a 5,50% ao ano e subiu a esse patamar, alto para os padrões do país, em um esforço do Fed (o banco central americano) para controlar a inflação.

Embora haja perspectiva de recuo para a taxa básica a médio prazo, juros pagos em títulos de dez anos do Tesouro americano estão hoje próximos a 4% —patamar acima da média dos últimos anos.

Entre as causas para o aumento dos juros de longo prazo no país está o fato de o déficit primário americano ter saltado de -1,3% do PIB em 2022 para -5,5% em 2023, uma enormidade considerando o tamanho e a influência dos EUA no mundo.

“Não é trivial. Os democratas não querem cortar gastos, e os republicanos querem cortar impostos. Nenhum dos dois partidos nos Estados Unidos está indo na direção de um ajuste”, afirma Castelar.

Nesse cenário, a China, grande compradora de títulos da dívida americana, vem diminuindo sua exposição nos EUA. Os japoneses, que também financiam gastos americanos comprando seus títulos, estão subindo internamente seus juros; e muito do dinheiro que financiava os EUA está voltando para o Japão.

Segundo o FMI, bancos, fundos de pensão e seguradoras japonesas reduziriam a posse de títulos americanos de US$ 840 bilhões para US$ 550 bilhões nos últimos dois anos. “Quem vai comprar toda essa dívida americana?”, diz Castelar.

Nesse contexto, os EUA endividados, sem perspectiva de superávits fiscais, devem manter juros mais altos para atrair investidores. Isso deve forçar o resto do mundo a fazer o mesmo, com impactos negativos na dívida pública, que crescerá mais, e no crescimento, que tende a ser menor.

“A única forma de quebrar essa tendência é através do crescimento. São necessárias reformas estruturais para isso, o que aumentaria as receitas do governo e reduziria a parcela das despesas com juros”, recomenda Tiftik, diretor do IIF, a países como o Brasil.

Fernando Canzian/Folha de S. Paulo

Ministro Cristiano Zanin é relator de recurso sobre inelegibilidade de Bolsonaro

 

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O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado relator do recurso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o tornou inelegível por oito anos.

A inelegibilidade foi decidida em junho. À época, o TSE entendeu que o ex-presidente praticou abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, por causa dos ataques às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral do país.

A condenação se baseou em uma reunião de Bolsonaro com embaixadores estrangeiros, no Palácio da Alvorada, na qual levantou dúvidas sobre as urnas eletrônicas.

Política Livre

O futuro do marketing está em ações agressivas, imorais e sangrentas.

 

BLOG  ORLANDO  TAMBOSI

Com as ações do Hamas, o terrorismo evoluiu e atingiu seu clímax em 2023 e tornou-se pura ciência da comunicação. Luiz Felipe Pondé para a FSP:


Nada é menos criativo entre as atividades humanas neste ridículo século 21 do que a infeliz disciplina do marketing. Suas invenções mais recentes, como gerente de felicidade de uma empresa ou o conceito de marca pessoal, atestam a completa incapacidade criativa dessas ciências sociais aplicadas que são o marketing —não se engane, a ideia de um gerente de felicidade numa empresa é puro marketing de gestão.

Mas não quero falar dessas fake news no ambiente do trabalho neste século 21 sem futuro. Quero falar de algo menos inovador, mas que continua circulando pelo mundo corporativo, que é o "conceito de liderança". As aspas se devem ao fato que a ideia de liderança não merece toda essa credencial da categoria de conceito. Imagine Kant ou Hegel se dedicando ao "conceito de liderança corporativa".

E, na sequência, quero dizer de onde virá a verdadeira transfusão de sangue que dará a infeliz disciplina do marketing novos horizontes de criação no que se refere a liderança.

Tenho poucos amigos, mas eles sempre me fornecem elementos para enxergar o mundo no seu pior. Um deles, que atende pelo carinhoso codinome de "Canalha" —claro, descendente direto do canalha honesto do Nelson, hoje em extinção porque todos os canalhas fazem MBA em ESG— me chamou a atenção numa conversa recente para o fato que o personagem bíblico Moisés deveria ser o paradigma do líder quando as pessoas se colocam a questão do que seria a liderança no mundo corporativo —ou fora dele. Vejamos a hipótese de mais perto, agora, com a atenção que um conceito merece.

Antes de tudo, um reparo. Liderança é matéria política. Portanto, é poder, e, por consequência, é violência, apesar das mentiras de hoje em dia. O marketing de gestão fez da liderança uma conversa fiada corporativa, inclusive, atrapalhando a própria liderança no mundo corporativo.

Segundo essa infeliz disciplina, liderança é algo que deve desaguar em abraços corporativos e happy hours —com a lembrança de que a antiga função desses happy hours, a saber, pegar a colega gostosa da empresa, está proibido pelo compliance que odeia o Eros.

A liderança é uma função mais próxima de um trágico que caminha sozinho pelo deserto, mesmo quando acompanhado. Já que falamos em deserto, vamos voltar a Moisés, o homem que liderou por 40 anos, no deserto do Sinai, um povo que acabara de sair de uma escravidão no Egito, segundo a Bíblia, por muito mais do que 40 anos. Como era a relação desse líder com seu "time"?

Esse povo só deu dor de cabeça para o homem que o libertou da escravidão no Egito. Ingratos, alguns chegaram mesmo a dizer que a vida na escravidão era melhor do que aquela liberdade toda.

Evidente que no caso da narrativa bíblica, há um Deus em jogo e Moisés é um mero intermediário na realização da vontade desse Deus. Enquanto Moisés se reunia com Deus no monte Sinai para pegar os dez mandamentos, que deveriam pautar a vida desse povo não mais escravo, alguns ao pé do monte inauguram um culto a um bezerro de ouro, o que leva Deus a ter que puni-los. Fruto da impaciência, imediatez, pressa, preguiça, parte do povo está sempre pronto a trair Moisés e seu Deus.

Foi da mesma região geográfica, a terra prometida, que veio a grande disrupção na infeliz disciplina do marketing neste último ano. O grupo terrorista Hamas fez uma ação de marketing revolucionária dia 7 de outubro de 2023 que deu inúmeros frutos para seus criativos. Ao chacinar, estuprar, humilhar pessoas de diferentes idades e sexos, o Hamas acertou em cheio.

Dias depois, Israel, tomado pela fúria da agressão sofrida, realizou exatamente o que os marketeiros terroristas queriam: fulminaram Gaza e grande parte da sua população tentando resgatar reféns israelenses e matar terroristas. Com cada palestino morto, criança ou adulto, o Hamas vibrou e comprovou que o futuro do marketing está em ações agressivas, imorais e sangrentas. Vem por aí mais um ano novo que promete. O terrorismo evoluiu e atingiu seu clímax em 2023: tornou-se pura ciência da comunicação. Hamas, um case de sucesso.

 Pode ser uma imagem de texto que diz "Ao invés de desejar Feliz Ano Novo, deseje Feliz Atitudes Novas. Pois o ano será igual se as suas atitudes forem as mesmas. Sentimentos 60"