MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

G2 e Creditas levam educação financeira e outros benefícios aos clientes SAP

 


Parceria promove gestão de benefícios, acesso a crédito e marketplace da Creditas @Work

Simplificar a gestão de seus clientes não é mais suficiente para a G2. A consultoria, que é uma das maiores parceiras do SAP Business One no Brasil, acaba de fechar uma parceria inédita com a Creditas, líder em crédito e soluções financeiras na América Latina, para simplificar também a vida financeira de seus colaboradores.

Diversos estudos mostram que problemas financeiros afetam diretamente a produtividade nas empresas. Uma pesquisa realizada pela PWC mostrou que 49% dos trabalhadores passam até três horas por semana resolvendo pendências financeiras durante o horário comercial. No total, são cerca de 20 dias ao ano totalmente dedicados a essas questões – isso sem contar as faltas ao trabalho pelo mesmo motivo.

Pensando em reduzir esse problema, a G2 está ofertando aos seus clientes a adoção da Creditas @Work, plataforma digital de benefícios corporativos para o bem-estar financeiro dos colaboradores, incluindo benefícios como vale-refeição e alimentação, que são disponibilizados em único cartão, podendo ser usado de acordo com suas necessidades. A solução simplifica a rotina do RH e garante mais liberdade aos usuários.

A Creditas @Work permite ainda antecipação de até 40% do salário sem nenhuma despesa extra para a empresa, empréstimo consignado privado com juros menores que os do mercado, planos de previdência e, a Creditas Store, um marketplace onde é possível comprar eletrodomésticos, eletroeletrônicos, móveis e muito mais. Tudo isso, com desconto na folha de pagamento.

Além disso, as empresas podem contar com o programa de educação financeira, que faz um diagnóstico buscando entender a situação financeira de cada colaborador para oferecer as soluções ideais para diferentes perfis. Com isso, os colaboradores têm acesso a conteúdos exclusivos que os ajudarão a cuidar muito melhor do seu próprio dinheiro – da eliminação das dívidas até o planejamento de investimentos.

A solução não gera nenhum custo para as empresas e oferece uma grande vantagem aos colaboradores. “Está cada vez mais clara a necessidade de as empresas darem atenção à saúde financeira, e por consequência, ao bem-estar de seus colaboradores. Uma boa gestão de benefícios, que inclua soluções de educação financeira e produtos que aliviam o endividamento, pode ser o diferencial na retenção, no desempenho e, sobretudo, na felicidade de cada um”, destaca Viviane Sales, VP de Creditas @Work.

As companhias que adotarem a Creditas @Work por meio da parceria, também terão descontos especiais nas soluções tecnológicas da G2, como consultoria, projetos de gestão, licenças do SAP Business One, suporte, integrações, entre outros. “Nós acreditamos muito no poder da educação financeira para transformar a vida das pessoas. Essa parceria nos permite colocar em prática os nossos valores, levando mais qualidade de vida aos colaboradores dos nossos clientes e ainda ofertando descontos especiais para que eles tenham uma boa gestão dos negócios e das pessoas”, finaliza Beto Vieira, CEO da consultoria. 

 

Sobre a G2:

https://g2tecnologia.com.br/ 

A G2 é uma das maiores parceiras da SAP para a linha B1 no Brasil, atendendo 102 grupos econômicos com presença em nove países. A empresa tem 70 colaboradores e está presente em 25 cidades em seis estados.

 

Sobre a Creditas @Work: 

Creditas @Work é a plataforma digital de benefícios corporativos que potencializa o salário dos colaboradores e simplifica a gestão do RH, sem nenhum custo adicional para a empresa. Concentra em um único lugar todo o ecossistema de soluções de bem-estar financeiro oferecidos aos colaboradores de suas empresas parceiras, contendo: Empréstimo Consignado Privado, com parcelas descontadas na folha de pagamento e com os menores juros do mercado; Creditas Store, plataforma de compras com desconto do valor na folha de pagamento; Antecipação Salarial, que possibilita a antecipação do pagamento dos dias trabalhados no mês; Educação Financeira, com diagnóstico do perfil do colaborador, produção de conteúdo personalizado e acesso a consultores certificados; Previdência Privada, com planos e fundos exclusivos e taxas de administração até 50% mais baixas e Cartão de Benefícios Flexíveis, que agrega soluções de benefícios em um único cartão.

 

Sobre a Creditas:

Creditas é a plataforma digital líder de produtos de crédito e soluções que conectam os brasileiros aos seus projetos de vida. Construída a partir de três ecossistemas: imobiliário, veículo e salário, trabalha ativamente para mudar o cenário do mercado de crédito no Brasil e no México por meio da experiência com o usuário e da tecnologia proprietária. Sua carteira de empréstimos inclui os Empréstimos com Garantia de Imóvel, de Veículo e Consignado Privado e suas diferentes soluções viabilizam o acesso a opções integradas de compra, venda e financiamento. Fundada em 2012, emprega mais de 2.800 tripulantes (colaboradores) em escritórios em São Paulo, Barueri, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Valência (Espanha) e Cidade do México. Recebeu aportes de fundos de capital de risco internacionais, que somam mais de US$ 569 milhões e foi reconhecida pelos rankings KPMG, Business Insider e Glassdoor como uma das fintechs mais promissoras do mundo.

 

Sobre a SAP: 

A estratégia da SAP é apoiar os negócios para que funcionem como empresas inteligentes. Como líder de mercado em software de aplicativos corporativos, ajudamos empresas de todos os tamanhos e em todos os setores a obter o melhor desempenho. Nossas tecnologias de aprendizado de máquina, Internet das Coisas (IoT) e análises avançadas ajudam a transformar o negócio dos clientes em companhias inteligentes. A SAP fornece às pessoas e organizações uma visão profunda dos negócios e promove a colaboração que os impulsiona a ficar à frente da concorrência. Simplificamos a tecnologia para que as organizações possam adotar nosso software da maneira que desejam - sem interrupções. Nosso conjunto completo de aplicativos e serviços permite que clientes públicos e empresas de 25 setores operem com lucro, se adaptem continuamente e façam a diferença. Com uma rede global de clientes, parceiros, funcionários e líderes de opinião, a SAP ajuda o mundo a funcionar melhor e melhorar a vida das pessoas. Para obter mais informações sobre a SAP Brasil, visite http://www.sap.com/brazil, a Sala Virtual de Notícias da SAP, http://news.sap.com/brazil/, e siga o canal de notícias no Twitter @SAPBrasil. 



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Nathalia Bellintani


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Dezembro Laranja: curta o sol, mas se proteja

 

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Brasil registra 185 mil novos casos de câncer de pele por ano

Associada diretamente ao sol e ao verão, a campanha Dezembro Laranja, realizada desde 2014 pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, tem por desafio estimular a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de pele, doença que responde por 33% dos casos de câncer no Brasil – e que, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), registra 185 mil novos casos por ano.

“Como praticamente todo mundo, a maioria de nós também adora sol, praia, areia, verão...E, justamente por isso, alertamos as pessoas sobre os cuidados necessários para que esse período tão esperado do ano seja aproveitado de forma segura e saudável”, diz a dermatologista Carin de Andrade, do corpo clínico do Hospital Dona Helena, de Joinville (SC).

Proteger-se das radiações UVB, consideradas as mais prejudiciais, é a melhor forma de cuidar adequadamente da saúde da pele, no verão. “Entre as 10 e 16h, a radiação UVB está no seu auge, por isso a maior necessidade de associar todos os cuidados possíveis, para evitar cânceres de pele no futuro. Associar o filtro solar, roupas, óculos e chapéus – melhor ainda se fabricados com tecidos e lentes com proteção UV –, guarda-sol ou qualquer fonte de sombra, são bem mais importantes nesse horário”, adverte a médica, lembrando que a reaplicação do filtro solar, normalmente feita a cada duas horas, pode ser necessária em intervalos menores, já que o uso da máscara pode remover o produto.

Principalmente na região Sul brasileira, em que a pele clara é muito presente, há que se ter ainda mais atenção para essas orientações. “As peles claras são mais vulneráveis, sim”, reitera a médica, ao explicar que, quanto mais clara é a pele, menos melanina produz. “A melanina é um pigmento natural que protege a pele da radiação. Quanto menos melanina na pele, mais desprotegida ela é”, explica a dermatologista, acrescentando que isso demanda a utilização de filtros solares com Fator de Proteção Solar (FPS) de pelo menos 30, sem esquecer das reaplicações frequentes – especialmente se a pessoa suar muito ou permanecer dentro da água.

A dermatologista sublinha, ainda, a importância de manter a atenção nas crianças, principalmente, bebês: menores de 6 meses não devem usar filtro solar – e, portanto, a exposição ao sol deve ser muito cuidadosa e limitada. Já os maiores de seis meses precisam usar filtros solares adequados à idade. “É responsabilidade do cuidador da criança aplicar o filtro solar e protegê-la do sol com roupas, chapéus, guarda-sol, para que o verão seja bem aproveitado pelos pequenos, sem trazer prejuízos à saúde da criança”, insiste a médica ao lembrar que a infância e a adolescência são os períodos da vida em que naturalmente somos mais expostos ao sol – e as consequências disso, normalmente, aparecem bem mais tarde.

Para ter um verão tranquilo, é importante também cuidar da alimentação e da hidratação do organismo. “Suco de beterraba assim como cenoura, mamão ou outros alimentos ricos em betacaroteno são ótimos nessa época do ano, desde que tomados com frequência. Já aplicá-los na pele, assim como a coca cola e o vinagre, não traz benefício algum”, acrescenta Carin de Andrade. Assim, se errar na dose de sol, o melhor é cuidar da pele com cremes pós sol, muita hidratação, e evitar se expor novamente até que se recupere. Em resumo, a médica lembra a frase deste ano, da campanha Dezembro Laranja: “Adicione mais fator de proteção ao seu verão”.

              

Assessoria de imprensa

Jornalista responsável: Guilherme Diefenthaeler (reg. prof. 6207/RS). 

Tel. (47) 3025-5999 ou (47) 9-8403-3436 (WhatsApp).

INTS disponibiliza testagem gratuita para detecção de HIV

 


Cerca de 35 exames serão realizados durante ação social de saúde na comunidade em dezembro

Em todo o mundo, o 1º de dezembro é marcado pelo Dia Mundial de Combate à AIDS. A doença, que não tem cura, já matou mais de 35 milhões de pessoas, desde quando foi descoberta, em 1981. De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), são confirmados cerca de 5 mil novos casos por ano, mas, apesar de garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), nem todo mundo tem acesso ao tratamento, muitas vezes por falta de informação.

Para contribuir com as estratégias de interrupção da transmissão do HIV, são oferecidos gratuitamente testes rápidos de detecção do vírus, através do Programa Saúde da Comunidade do INTS (Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde), que acontece todo mês em bairros de Salvador. A previsão é de que em dezembro, mês da campanha de luta contra a doença, sejam realizados 35 testes durante a ação. De acordo com Bárbara Silva, coordenadora de Núcleo de Promoção à Saúde do Instituto, o resultado fica pronto em 15 minutos e o paciente positivado é direcionado para um psicólogo, responsável por dar a notícia e primeiras orientações.

O exame pode ser feito também em unidades públicas de saúde. Na Upa de Brotas e no Hospital Manoel Victorino, por exemplo, o teste para HIV 1 e HIV 2 é realizado de acordo com o perfil clínico do paciente, durante o atendimento de urgência e emergência. Foram executados uma média de 18 por mês este ano, segundo a diretora da UPA Brotas, Priscila Souza. Por lei, em caso de testes rápidos positivos, a amostra precisa ser confirmada por outras metodologias. Então, as amostras são encaminhadas ao LACEN-BA (Laboratório Central de Saúde Pública Professor Gonçalo Moniz).

Para a infectologista Pollyanna Azevedo, é preciso divulgar cada vez mais a necessidade da prevenção, popularizando os exames de detecção de HIV. Segundo a médica Referência em Genotipagem (MRG), o ideal é que a população tivesse como hábito realizar esse tipo de testagem regularmente, pois essa é uma das formas de evitar a disseminação da doença e começar o tratamento precoce dos positivados, para que o vírus se torne indetectável o mais rápido possível. Além disso, pacientes em tratamento com antirretrovirais conseguem barrar a multiplicação do vírus, que destrói as células de defesa, deixando a imunidade muito baixa, abrindo vez às inflamações recorrentes.

Pollyanna reforçou que “a melhor prevenção é a prevenção”, seja com a não exposição ao vírus ou se preparando antes. Para isso, existem os métodos contraceptivos, chamados de PREP (Profilaxia Pré-Exposição). São pílulas com a combinação de dois antirretrovirais, para uso  regular, indicadas para pessoas em comportamento de risco, como profissionais do sexo, casal com soro diferente (um negativo e o outro positivo para HIV) e homens que têm relação com homens sem preservativo. Para quem foi exposto, com ou sem consentimento, existem as PEP, medidas de prevenção de urgência pós-exposição.

Infelizmente, ainda há muito preconceito com a doença e as pessoas não têm informações suficientes para se prevenir e combater a AIDS. Por conta disso, durante o Dezembro Vermelho, a UPA Brotas programou ações de conscientização aos usuários dos serviços na Campanha Nacional de Prevenção ao HIV/AIDS e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis, ainda não divulgadas.

A Rússia é o drama eterno da Europa e vice-versa

 



Uma resposta à Rússia enquanto União Europeia separada irá beneficiar muito os russos, porque irá impedir uma atuação concreta dos EUA e da NATO relativamente a problemas perpetuados por Moscou. Miguel Braz para o Observador:


As relações entre russos e europeus foram sempre complicadas. A Rússia não é um país confiável, sendo fácil perceber o porquê. A Alemanha invadiu duas vezes a Rússia no Séc. XX, a França invadiu uma vez no Séc. XIX e antes disso, a Suécia no Séc. XVIII. Essas não foram simples incursões, tinham sim o principal objetivo de capturar o heartland da Rússia permanentemente. A Rússia representa portanto um animal assustado, atormentado pela má memória geopolítica, o que a torna perigosa.

Para compreender a Rússia atual deveremos analisar o mundo pela perspetiva do seu presidente Vladimir Putin. Para Putin o colapso da União Soviética foi uma catástrofe e um erro histórico (não o colapso do comunismo, que é irrelevante para Putin, mas sim a desfragmentação da União Soviética). A construção original do espaço da União Soviética pouco teve a ver com o comunismo, era sim uma ideia arquitetada pelos Czars, um espaço vital que protegia o Império Russo de invasores externos. É preciso compreender primeiro a geografia existente entre Moscovo e Berlim para depois compreendermos os receios dos russos. São as enormes planícies nessas regiões que facilitam a movimentação de exércitos que podem ameaçar a existência da Rússia. Esta geografia facilitadora é a razão para as continuas invasões de exércitos europeus para dentro do heartland russo.

O colapso da União Soviética fez com que a região tampão entre a Europa e Moscovo deixasse de existir. Bielorrússia, Ucrânia e Moldova (e outros proxys) tornaram-se independentes, e a fronteira russa recuou dramaticamente. Havia pouco a fazer, a Rússia implodiu fruto do seu modelo económico insustentável e do continuo gasto de recursos numa guerra que não poderia ser vencida, contra uma superpotência industrial, como era os EUA. No entanto, a Rússia poderia viver com essa perda, caso os europeus e americanos não controlassem essa região. A existência de uma buffer zone poderia assim surgir, com os governos desses países a pender para a Rússia, ou então pelo menos, a constituição de governos neutrais. O que não poderia acontecer foi realmente o que aconteceu, muitos dos antigos satélites soviéticos acabaram por se alinhar com o bloco ocidental, entrando na NATO ou na União Europeia (ou nos 2 em simultâneo). Os bálticos Estónia, Letónia e Lituânia são hoje membros da UE e NATO, tal como Polónia, Eslováquia, Eslovénia, República Checa, Hungria, Roménia e Bulgária, todos países que gravitavam na anterior esfera soviética, atrás da chamada Cortina de Ferro.

Após a queda do muro de Berlim, ao longo de 20 anos, a fronteira contraiu milhares de km a caminho de Moscovo. A Ucrânia passou assim a ter um interesse vital para os interesses geopolíticos russos, o que nos levou à revolução ucraniana de 2014 e a consequente anexação da Crimeia. Putin sabe da importância do espaço vital que o separa do bloco ocidental, e nunca poderia permitir que a Ucrânia entrasse na UE. É mais que possível que a anexação de grande parte do país esteja nos planos de Putin, pelas movimentações militares que observamos nos últimos meses, principalmente em Donbas. Nos media russos ouvimos constantemente referências à “reintegração” da Ucrânia, aliás como foi diretamente mencionado num artigo oficial de Vladimir Putin em julho passado. A Rússia está a ser incentivada a manobras cada vez mais extremas devido a uma série de acontecimentos internacionais, que podem dar uma imagem de um ocidente fraco. Falamos da retirada caótica do Afeganistão por exemplo. Algo que os países ocidentais devem entender é que única linguagem que os russos entendem é a da força, não a das palavras, ou de qualquer soft power. Prova disso foi a retirada imediata de exércitos russos em “exercícios” na fronteira da Ucrânia no passado Abril, logo que foram lançados na região esquadrões de caças da Força Aérea Americana, com capacidade nuclear. Esquadrões esses que estavam estacionados na Polónia.

Neste momento, para além da Ucrânia existem 2 regiões vitais para a Rússia, que representam as ultimas chances para conseguir com que a história volte ao que era antes. Falamos de uma região especifica na Moldova chamada Transnistria, que tem uma maioria demográfica russa, e falamos também da Bielorrússia. Na primeira, os russos há muito que pressionam uma possível anexação, sendo impulsionados por uma maioria russa na região, que já teve referendos sobre essa questão (com a esmagadora maioria a querer entrar na Federação Russa). No que toca a Bielorrússia, Putin estará incondicionalmente com o ditador bielorrusso Lukashenko, o que é facilmente observável, tendo em conta as ações cada vez mais afirmativas e confrontacionais da Bielorrússia em relação à UE e aos americanos (exemplo do voo desviado da Ryanair). A Bielorrússia é um país pobre, que não poderia se dar ao luxo de tais confrontações caso não tivesse um acordo em absoluto com Putin.

Mas foi a intenção da Ucrânia entrar na UE que foi a gota de água relativamente ao confronto da Rússia com o ocidente. Os russos acreditam que o ocidente quebrou um acordo implícito na região, o de neutralidade de uma buffer zone. Outros aspectos pioraram ainda mais a relação, como o facto da economia russa ter entrado em forte detioração na segunda década do Séc.XXI. Essa situação fez com que Putin tivesse de encontrar alternativas para continuar no poder. O retorno de uma grande Rússia e confrontos internacionais para entreter os russos parecia algo que poderia resultar. Adicionalmente, a falta de portos de águas quentes também fez com que Putin olhasse novamente para os antigos territórios soviéticos a sul, como é o exemplo da Crimeia e o seu Porto de Sebastopol.

Vladimir Putin não tem outra hipótese se não continuar a pressionar para o ocidente, porque foi isso que a maioria dos lideres Czars fizeram no passado. A nível da sua vida privada, Putin também sabe que tem de o continuar a fazer, pois a hipótese de sair tranquilamente do poder para uma reforma é completamente impossível.

Assim, a grande questão que se impõe é, o que é que a Europa e os EUA irão fazer quanto a isso? A relação entre UE e EUA será central na contenção da Rússia. Mais que isso, a própria caracterização do que é a Europa ou a UE será muito importante. Como sabemos, a UE não tem política externa comum sem ser para assuntos de comércio. Uma resposta à Rússia enquanto Europa separada irá beneficiar muito os russos, porque irá impedir uma atuação concreta dos EUA e da NATO relativamente a problemas perpetuados pela Rússia, que irão seguramente continuar a surgir. A NATO é um organismo que funciona com unanimidade, e os EUA não irão atuar sem coordenação concreta dos europeus. Outra desvantagem é o facto da UE ser adversa a questões de segurança que prejudiquem a economia. Essa é a razão pelo facto da UE ter ficado “chateada” pelo incidente da Ryanair na Bielorrússia ou com a situação na Crimeia, mas não o suficiente para entrar num confronto direto com a Rússia, tanto militarmente, como economicamente (não esquecendo que muitos países europeus, inclusive a Alemanha, dependem do gás russo). A fragmentação e os diferentes interesses dentro da própria UE impossibilitam a atuação da NATO, e sem esses interesses alinhados, os EUA apenas irão atuar separadamente, país a país. Tal atuação será mais demorada, menos assertiva, apenas incentivando ainda mais os russos, cada vez mais convencidos da tal fraqueza ocidental.
 
BLOG  ORLANDO  TAMBOSI

A pandemia desequilibrou a cadeia logística global

 



Escassez e inflação: a reação à covid-19 tornou a economia americana mais parecida com a de um país de Terceiro Mundo. Gabriel de Arruda Castro para a Oeste:


As consequências econômicas mais visíveis da pandemia (e das medidas adotadas em nome do combate à covid-19) foram o fechamento do comércio e a restrição ao direito de ir e vir. Mas, nos últimos meses, uma consequência mais profunda e preocupante também começou a ser notada: a escassez de produtos nas prateleiras. O fenômeno é global, mas tem chamado mais atenção em países pouco acostumados com o desabastecimento, como os Estados Unidos. Sim, o problema não poupou nem mesmo a economia mais próspera do planeta.

Um dos (muitos) vídeos que se espalharam pelas redes sociais mostra corredores inteiros de um supermercado preenchidos com cadeiras dobráveis. Era uma tentativa de disfarçar a ausência de produtos.

As interrupções na cadeia de produção tiveram início ainda no começo de 2020, quando muitas empresas chinesas fecharam as portas temporariamente sob ordens do governo comunista. A justificativa era o enfrentamento à propagação da covid-19. Conforme o restante do mundo também colocava o pé no freio — justificadamente ou não —, as demandas ficaram reprimidas. Mas, agora, com a reabertura em países como os Estados Unidos, a economia se reaqueceu de vez e os consumidores voltaram a comprar. O problema é que, com o atraso provocado pela fase mais grave da pandemia, houve uma sobrecarga na cadeia de distribuição, que se aproximou do colapso.

As consequências da pandemia sobre a logística da economia global vieram em ondas distintas. A mais recente tem sido sentida pelos consumidores americanos às vésperas do período mais movimentado para o comércio — entre a Black Friday, no fim de novembro, e o Natal.

Falta um pouco de tudo: de microchips necessários para a montagem de veículos (o que causou o fechamento temporário de fábricas, inclusive no Brasil) a mármore para a fabricação de lápides. Na lista, também estão brinquedos, eletrônicos, utensílios para cozinha, itens de decoração, calçados e roupas.

O efeito-dominó nas indústrias globais, sobretudo na Ásia, gerou atraso nos pedidos de insumos e de peças essenciais para fabricantes de produtos mais complexos. Além disso, milhões de mercadorias que já chegaram à costa americana estão parados, dentro de contêineres, devido ao acúmulo da demanda. O problema tem levado governantes e empresários a repensar os modelos de produção e importação.

O lado ruim da globalização

A escassez nos mercados americanos é fruto do delicado equilíbrio da cadeia de comércio global. A globalização econômica criou oportunidades mundo afora: por causa da mão-de-obra mais barata, tornou-se mais rentável para algumas montadoras americanas e europeias produzir carros no México, montar celulares na China ou fabricar sapatos no Vietnã. Com uma maior confiabilidade no transporte dos produtos e da matéria-prima, a necessidade de grandes estoques caiu drasticamente. O princípio das entregas “Just-in-time” (algo como “Em cima da hora”) permitiu que as empresas americanas e europeias cortassem significativamente seus custos com depósitos e armazéns, o que empurrou os preços para baixo.

Pelo cálculo econômico simples, a importação faz sentido: os consumidores podem comprar esses produtos a preços menores do que se a produção fosse 100% nacional. Esse é um dos argumentos clássicos do economista Adam Smith, um dos principais pensadores do capitalismo. Mas e quando um evento inesperado afeta essa cadeia global? O celular fabricado na China pode ser mais barato, mas o que acontece quando a ditadura chinesa define que as fábricas precisam fechar as portas por causa do coronavírus? Esta é uma lição que o consumidor americano está aprendendo agora.

Os milhares de contêineres que têm se acumulado nos portos dos Estados Unidos geram um aumento nos custos, já que os proprietários desses itens precisam arcar com as taxas de armazenamento.

Esta é a história resumida: a pandemia gerou escassez na produção, seguida por gargalos na cadeia logística — o que, por sua vez, também gerou escassez. E a escassez leva à inflação. Entre outubro de 2018 e outubro de 2019, o aumento médio nos preços foi de 1,2%, segundo o governo americano. Entre outubro de 2019 e outubro de 2020, passou para 4,4%. Entre outubro de 2020 e outubro de 2021, o índice alcançou 6,2%.

E a inflação é alimentada também, no caso americano, pela “generosidade” estatal. Boa parte dos países adotou algum tipo de auxílio financeiro durante os meses mais agudos de pandemia. Mas, nos Estados Unidos, a administração de Joe Biden ampliou e estendeu o benefício. Uma família de baixa renda que tenha três crianças com menos de 6 anos de idade, por exemplo, terá recebido ao fim de 2021 um auxílio total de US$ 10,8 mil (aproximadamente R$ 60 mil). Agora, o governo quer prorrogar o auxílio por pelo menos mais um ano. “Ainda que representem um alívio temporário, os auxílios emergenciais e estímulos diversos contribuem invariavelmente para a expansão da base monetária”, afirma Allan Gallo Antonio, analista do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica. Com mais dinheiro circulando, a consequência inevitável é a desvalorização da moeda — o que significa aumento de preços.

O auxílio financeiro tem outra consequência indireta: a redução na oferta de mão-de-obra. Para as pessoas que trabalhavam por um salário baixo, ou apenas em meio período, o emprego deixou de ser tão atrativo. Isso também ajuda a explicar o gargalo na cadeia logística. Muitas empresas têm tido dificuldade de encontrar operadores de máquina e motoristas de caminhão, por exemplo. E o problema se repete em outros setores da indústria. País afora, restaurantes de fast food continuam funcionando apenas com o drive-thru, já que não encontram funcionários suficientes para atender os clientes dentro da loja. Se quiserem atrair mais funcionários, eles provavelmente terão de elevar o preço dos salários. Isso tende a empurrar o preço dos produtos para cima — alguém precisa pagar a conta. Resultado: mais inflação.

Logística delicada

Nas últimas décadas, o aumento crescente do chamado “outsourcing” (a terceirização de parte ou toda a produção) para fora dos Estados Unidos respondia a um fato imutável da natureza humana: nós gostamos de comprar coisas mais baratas. Existe até uma razão do porquê alguns dos bonés “Make America Great Again” foram fabricados na China. Mas, em parte devido à pandemia, muitos governantes e empresários têm debatido que o caminho mais barato nem sempre é o mais desejável.

A única certeza para o período pós-pandemia é que o comércio global não será o mesmo. Em um estudo publicado pela Escola de Negócios da Universidade de Harvard, o professor Willy C. Shih previu: “Os fabricantes em todo o mundo estarão sob maiores pressões políticas e competitivas para elevar sua produção doméstica, aumentar o emprego em seus países de origem e reduzir ou mesmo eliminar sua dependência de fontes que são percebidas como arriscadas”, diz. Ele afirma ainda que o uso de estoques reduzidos será repensado, agora que a cadeia global de distribuição se mostrou falível.

Com as queixas frequentes de consumidores sobre a escassez, até a Casa Branca vem tentando explicar a situação. Em sua página oficial, a Presidência americana divulgou um relatório argumentando que a falta de produtos é temporária — e fruto da recuperação econômica. “Reiniciar a economia após uma pandemia e uma recessão não foi e não será simples”, diz o texto. “Centenas de milhares de pequenas e grandes empresas precisam reabrir, milhões de trabalhadores dispensados ​​precisam encontrar novos empregadores e os fabricantes precisam trazer de volta as linhas de produção paralisadas durante a pandemia. Essas mudanças levam tempo.”

Mas o que os governos poderiam ter feito para evitar a escassez causada pelos problemas na cadeia logística global? Neste caso, muito pouco, segundo o professor de Economia da Universidade de Brasília Roberto Ellery. “É pouco provável que uma política pública tivesse evitado essa quebra na produção”, afirmou. “Isso teria de envolver controle de atividades durante a pandemia, o que é complicado mesmo em ditaduras como a China”. Ou seja: o remédio poderia sair pior do que o problema, já que o aumento do controle do Estado sobre a cadeia de produção tende a gerar distorções ainda maiores.

Para Ellery, o que os governos podem (e devem) fazer é atacar algumas das consequências do caos logístico global. “O que podia ter sido feito era reduzir os efeitos negativos da quebra da produção em outras variáveis econômicas, especialmente na inflação”, diz. Ellery acredita, por exemplo, que o Banco Central reduziu excessivamente a taxa de juros sem adotar medidas mais rígidas de controle dos gastos públicos. A taxa de juros, aliada a um nível elevado de despesas públicas, tende a estimular o aumento dos preços.

Olhando para o horizonte a longo prazo, alguns governos têm planejado reduzir a dependência de importações, sobretudo da China. A própria eleição de Donald Trump, ainda em 2016, foi um passo nessa direção. Mais recentemente, a Austrália, por exemplo, tem dado demonstrações explícitas de que pretende se afastar dos chineses. O Reino Unido, sob o comando do primeiro-ministro Boris Johnson, lançou no ano passado um programa para aumentar a capacidade nacional no setor de medicamentos e insumos — e, assim, aumentar a autonomia nacional nesse setor.

Algumas empresas têm ido na mesma direção. Em março deste ano, o Walmart (maior rede de mercados dos Estados Unidos e maior empregadora privada do país) anunciou um plano para investir US$ 350 bilhões em produtos originários dos Estados Unidos. A empresa afirmou que a iniciativa vai ajudar a preservar 750.000 empregos americanos. “Estamos trabalhando para investir em produtos que sustentem empregos americanos”, afirmou um comunicado da companhia. Na realidade, a explicação é mais óbvia: os problemas de abastecimento acenderam um sinal de alerta na companhia e forçaram a empresa a buscar alternativas para reduzir a dependência de itens importados, sobretudo os da China.

Hoje, segundo o Walmart, um terço dos itens vendidos em suas lojas americanas vem de fora do país. Mas, dependendo de como a conta é feita, os números são bem diferentes. De acordo com a Aliança Americana pela Manufatura, cerca de 80% dos fornecedores da rede de supermercados estão na China.

Mas nada vem de graça. É provável que a escolha do Walmart implique aumento de preços e, potencialmente, uma redução na variedade de alguns produtos. Será preciso tempo para avaliar como o consumidor reagirá a essa mudança.

Oportunidade para o Brasil?

O Brasil também tem sentido os efeitos da pandemia sobre uma economia globalizada. A alta da inflação, por exemplo, é em parte uma consequência das travas no comércio global e da necessidade de injeção de recursos, por parte do governo federal, para amenizar os efeitos das restrições motivadas pela pandemia.

Mas talvez essa crise também permita uma reorientação do comércio exterior brasileiro. Geograficamente mais próximo dos Estados Unidos e de parte da Europa Ocidental, com uma economia mais aberta e preços atrativos graças à desvalorização do real, o Brasil pode, em tese, tirar proveito do novo cenário. Investidores em busca de alternativas à dependência da China talvez encontrem no país um terreno promissor.

Para Allan Gallo Antonio, a grande dúvida é se o Brasil tem uma “matriz institucional” preparada para ocupar, pelo menos em parte, a lacuna aberta pela redução da credibilidade chinesa. Um sistema regulatório claro e eficiente, estabilidade política e, sobretudo, previsibilidade jurídica são fatores que podem tornar o país mais atraente ao capital estrangeiro. Será que o Brasil está pronto? Gallo Antonio responde: “As respostas para essa avaliação serão fundamentais para definir se o Brasil conseguiria tirar vantagem do movimento de desconfiança da China”.
 
BLOG  ORLANDO  TAMBOSI

O Ocidente escolheu a autodestruição

 



Os promotores do bem não dão conta de enxergar as consequências imprevistas de suas ações. Theodore Dalrymple para a revista Oeste:


A ordem celestial, como dizem os chineses, foi removida do mundo ocidental. Ou, como os gregos antigos teriam dito ao seu modo, os deuses primeiro enlouquecem aqueles a quem querem destruir.

Uma espécie de loucura ou desejo de autodestruição se instalou no mundo ocidental, versátil em suas manifestações. Enquanto a China constrói porta-aviões, o Ocidente demonstra sua determinação militar indicando almirantes que mudaram de sexo. Enquanto a China abre minas de carvão para usinas de energia, o Ocidente não consegue garantir que as luzes vão continuar acesas durante o inverno que se aproxima. Mas, mesmo assim, dentro em breve, vai autorizar apenas veículos elétricos. Muitos milhões de veículos elétricos.

Por trás dessa loucura, a população suspeita de corrupção, tanto moral quanto financeira. Sem dúvida os políticos nunca foram exemplares em sua conduta. Mas um desdém perigoso pela classe política se tornou muito predominante. Perigoso porque, por mais que desprezemos os políticos, o homem (como nos disse Aristóteles) é um animal político, e não precisamos nem podemos funcionar sem eles. Com exceção da Suíça, talvez, onde a população não sabe nem o nome do chefe de Estado, que é tão irrelevante para eles quanto o nome da capital do Paraguai é para um cavaleiro mongol.

Só que, quando menosprezamos nossos políticos, logo expressamos um desejo de uma figura providencial, uma espécie de salvador, que acaba nos lembrando de que as situações podem ficar bem piores do que estavam. É por isso que os chamados “não políticos”, ou figuras que posam como “não políticos”, têm hoje maior visibilidade do que nunca nas democracias. Sempre me lembro da resposta que um camponês peruano me deu quando perguntei por que ele tinha votado em Fujimori na eleição que o levou ao poder: “Porque não sei nada sobre ele”. (Na verdade, Fujimori de fato melhorou as coisas. Ou talvez eu devesse dizer que as coisas melhoraram quando ele estava no poder, uma vez que o Sendero Luminoso, o Khmer Vermelho da América do Sul, foi destruído durante seu governo. Um feito que na época foi de uma importância transcendente, mais importante do que qualquer outra coisa.)

A resposta do camponês peruano foi muito instrutiva, sugerindo de fato um profundo pessimismo sobre a qualidade das pessoas que seguiram carreira política no passado: qualquer um é melhor do que eles. Isso não é verdade porque, com pouquíssimas exceções, sempre existe alguém pior. Mas, mesmo assim, a atitude é compreensível.

O vento não sopra o tempo todo

Alguma noção das coisas é muito necessária, tanto em questões pessoais quanto políticas, porque sem noção as reações catastróficas se tornam prováveis. Em meio à insatisfação, é difícil fazer isso. E estamos sempre insatisfeitos, porque a insatisfação é uma condição permanente da humanidade. Quer seja mais perigoso pensar que nada pode melhorar ou que nada pode piorar é uma questão a ser debatida, provavelmente sem uma conclusão definitiva. Algumas pessoas valorizam mais evitar o mal do que promover o bem, e nenhum está sempre correto.

No momento, promover o bem, ou o suposto bem, parece estar em ascendência. Aliás, os promotores do bem estão tão encantados com a benevolência de suas próprias intenções que não dão conta de enxergar as consequências imprevistas de suas ações ou políticas: é provável que a própria ideia de consequências imprevistas seja algo desconhecido para sua forma de pensar.

Por exemplo: na Europa, o interior foi salpicado com enormes turbinas de vento. Quando os Savonarolas (uma referência ao padre italiano Girolamo Savonarola, que viveu entre 1452 e 1498 e se tornou famoso por seus sermões apocalíticos na cidade de Florença) da ecologia olham para elas, não veem feiura nem destruição da beleza visual do campo. Eles tampouco ouvem os rangidos. Também não pensam na morte cruel dos pássaros que ficam presos nela. Na verdade, eles pensam e quase enxergam, ou acham que enxergam, a suposta redução nas emissões de dióxido de carbono que essas monstruosidades supostamente geram.

Quer elas façam isso ou não, ou quer elas apenas transfiram o custo ecológico para outro lugar (para a China, por exemplo, onde a maior parte das turbinas eólicas é fabricada) sem dúvida é uma questão complexa, que a maioria desses Savonarolas não considerou nem é capaz de considerar — assim como, aliás, eu também não sou. Os Savonarolas estão encantados com a pureza de suas próprias intenções.

De toda forma, o vento não sopra o tempo todo, nem mesmo no Mar do Norte, de modo que nenhum país pode contar totalmente com essas turbinas para o seu fornecimento de energia. Alguma outra fonte precisa ser encontrada para desempenhar a função de backup quando as turbinas eólicas estiverem paradas.

Infelizmente, todas as outras formas de gerar eletricidade, com exceção da energia solar recaem sob a interdição ecológica. (O Sol não brilha sempre, e os painéis solares também são produzidos na China, sem dúvida de forma poluente). Dessas opções, o carvão é a pior. Mas o petróleo e o gás natural são igualmente condenáveis. A geração de energia nuclear está propensa a acidentes cujas consequências seriam incalculáveis. O potencial da energia hidrelétrica é limitado em muitos países, além disso, ela também tem efeitos ecológicos nocivos.

Assim, parece que a única solução é abrir mão da eletricidade e da calefação às pessoas comuns num país frio, ainda que as populações não fiquem totalmente felizes nem agradecidas em não alimentar aparelhos eletroeletrônicos, quanto mais congelar no escuro.

Enquanto se restringe, a China — o maior gerador de poluição de todos os tipos do mundo — explora seus interesses nacionais, sem dúvida se divertindo com o espetáculo do Ocidente. E o Ocidente se torna cada vez mais dependente dela em todas as suas formas de consumo, graças a uma espécie de raciocínio louco e utópico, do tipo que as universidades há tempos tentam infundir na juventude.

Quanto aos veículos elétricos, não conheço ninguém que não acredite que sua adoção no Ocidente seja resultado de um lobby político corrupto da indústria, em vez de qualquer preocupação com o bem-estar do meio ambiente ou com o clima (não que o fato de que não conhecer ninguém que não acredite nisso seja evidência de que é verdade). Mesmo que essa crença seja falsa, o potencial para uma grave instabilidade caso a classe política insista que as pessoas relativamente pobres comprem carros elétricos caros é bastante considerável. E então o governo chinês poderá dizer, como já diz, que o modelo autoritário provou ser amplamente superior à nossa democracia. E talvez a nossa população comece a acreditar nisso.
 
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A história dos vencedores

 



Quarenta e seis anos depois, é fazendo as contas ao estado deste país adiado que se deve olhar, lembrar e julgar o 25 de Novembro. Jaime Nogueira Pinto para o Observador:


Os vencedores têm geralmente o cuidado de escrever a História. Pelo menos nos tempos que se seguem à vitória. Depois, com o passar de outros tempos e depois das desilusões dos vencedores que vão ficando pelo caminho, esboça-se uma visão alternativa, uma “revisão histórica”, uma outra verdade ou realidade.

Sempre assim foi: os homens, mesmo os tiranos, sempre souberam a importância da fama, boa ou má, e sempre cuidaram da própria história, para que ela inspirasse a História ou até para ela se pudesse vir a misturar indistintamente com a História.

Talvez por isso Marx nos tenha alertado para a importância da história de quem conta a História, a história do historiador – pesando-lhe os preconceitos, os interesses, as afinidades, as devoções e as dependências ideológicas, sociais e familiares, a relação com os acontecimentos, os protagonistas e as situações.

Um exemplo clássico da influência na História dos interesses do historiador é a famosa De Vita Caesarum, de Suetónio, que viveu na transição do primeiro para o segundo século da nossa Era. Pertencendo à classe dos equites, uma espécie de classe média romana, entre a aristocracia senatorial e a plebe, Suetónio foi protegido por membros da classe senatorial, e traduziu, nos seus escritos, algum do rancor dos seus protectores pelos imperadores. Uma das vítimas dessa damnatio memoriae foi Domiciano, que, por sua vez, vitimou muitos cristãos e não seria grande peça. De qualquer modo, Suetónio retratou-o de forma exacerbada e interessada como sedento de protagonismo, impulsivo, imaturo e em guerra permanente com seu irmão mais velho, Tito, contra quem nunca parara de conspirar. Uma vez no poder, fora um Domiciano hipócrita, corrupto e sanguinário que perseguiria a classe senatorial com “uma crueldade selvagem”, esbanjando o erário público em grandes espectáculos de massas. O cristãos também foram grandes vítimas de Domiciano que, de qualquer modo, não seria grande peça

A Vida dos Doze Césares, a principal fonte da percepção futura dos primeiros imperadores de Roma, viria assim a basear-se no testemunho interessado de Suétónio. E a maioria das histórias fixadas para a posteridade vinham de um anedotário hostil, fruto do “pensamento correcto” então dominante na sociedade romana.

Estas histórias da História e a facilidade com que hoje uma opinião pública cada vez com mais informação e menos formação as recebe obrigam à revisão crítica das fontes: documentos e pessoas, fake news e polígrafos, noticiadores e comentadores ditos “objectivos”.

Na Europa, à volta dos grandes movimentos da Modernidade, da Reforma à Revolução Francesa e às revoluções totalitárias do século XX, surgiram inúmeras lendas negras. Os ingleses, na sua rivalidade com a Espanha dos Áustrias, construíram e disseminaram uma imagem tenebrosa dos povos católicos do Sul, detentores de retrógrados “impérios pré-industriais” que, na versão interessada dos novos imperialistas, por pertencerem à Idade das Trevas, por lá deviam ficar enterrados. Napoleão foi persistentemente exaltado como um génio militar e da governação e atacado como um oportunista que semeou a guerra e a destruição na Europa durante um quarto de século.

Polémicas portuguesas

A História de Portugal é também fértil nestas polémicas, sobretudo a partir do Liberalismo e do século XIX: o julgamento da acção de Pombal, que ainda hoje decorre e que divide até campos ideológicos opostos; os escritos de Herculano sobre a Igreja e a Inquisição; a revisão histórica pessimista do constitucionalismo liberal, feita por Oliveira Martins no Portugal Contemporâneo.

Não será, assim, de estranhar que o século XX e a História do século XX continuem pródigos em polémicas versões oficiais. O Estado Novo, chegado pela via militar, tal como o Liberalismo e a República, incorporou o espírito do tempo – o nacionalismo autoritário e anticomunista. O nacionalismo revolucionário fascista já tinha, em Itália, pactuado com as forças conservadoras; e num país agrário da periferia europeia, com o peso da Igreja e das classes médias tradicionais, a balança pendeu claramente para o nacional-conservadorismo e não para o fascismo. Através da solução do problema financeiro – a dívida pública externa que tornava o país refém dos credores estrangeiros – Salazar venceria a competição pelo investimento militar na chefia civil. E seria também o teorizador político e institucional do novo regime, que era um híbrido, em termos de política institucional.

O Estado Novo fez a crónica do regime anterior, acentuando a fragmentação partidária da Primeira República, a hegemonia dos Democráticos apoiados nos “activistas” de rua, a desordem, os constantes pronunciamentos, a “balbúrdia sanguinolenta”. Tal garantiu-lhe trinta anos de relativa hegemonia nos espíritos e nas ruas. Em 1958, a candidatura de Humberto Delgado marcou a mudança, pelo menos entre as classes médias urbanas de Lisboa e Porto. O peso do tempo ideológico euroamericano e o fim da era dos Impérios fariam o resto.

De Abril a Novembro

O 25 de Abril foi uma revolução corporativa, na origem e no desenrolar das suas fases mais agudas, com incipientes clientes políticos lutando pelo favor dos pretorianos, também sempre condicionados e limitados pela conjuntura exterior, que era a Guerra Fria.

Quem conheceu e viveu a resistência ao PREC não pode deixar de ler a maioria dos relatos oficiais desse período, entre 25 de Abril de 1974 e 25 de Novembro de 1975, como uma fábula interessada, composta para uso e consagração dos príncipes. E sobre o 25 de Novembro, a narrativa maniqueísta é ainda dominante: desloca protagonismos e chefias, minimiza o pessoal no terreno – as companhias de Comandos convocados – e exalta grandes chefes e cérebros estratégicos. E é sobretudo omissa quanto ao papel das forças sistémicas, internas e externas, no controlo do que poderia ter sido uma viragem na revolução portuguesa, caso tivesse sido politicamente explorada.

Assim, foi um Thermidor em que, em nome da pacificação e da moderação, se congelou o PREC e o seu contrário, iniciando-se a consolidação do regime sob uma ideologia de esquerda antifascista, com uma classe política de centro-esquerda – o Centrão PS-PSD – e uma marginalização das direitas, sempre carregando as culpas do anterior regime.

Quarenta e seis anos depois, é fazendo as contas ao estado deste país adiado que se deve olhar, lembrar e julgar o 25 de Novembro, o esforço e sacrifício dos seus combatentes e o modo como os derradeiros vencedores contaram e contam a História.
 
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Alunos de escola capixaba escrevem livros sobre história de comunidade quilombola em que está inserida

 

Positivo


Conversas com líderes quilombolas e tradições passadas de geração em geração poderão ser imortalizadas em obras literárias

A herança deixada pelos ex-escravizados que fundaram muitas das comunidades quilombolas espalhadas por todo o Brasil não pode ser mensurada. Vai da culinária à música, passando por costumes do cotidiano e pela moda. Mas, embora não possa ser medida, essa riqueza cultural brasileira deve ser protegida e guardada. É o que estão fazendo estudantes da Escola Municipal Jiboia, localizada na Comunidade Quilombola de Boa Esperança e Cacimbinha, em Presidente Kennedy, Espírito Santo.

Incentivados pela professora Patrícia Santana, os estudantes estão organizando uma série de livros para contar essas histórias, lembranças e tradições. Tudo começou com uma proposta trazida pelo material didático do Sistema de Ensino Aprende Brasil, que atende o município. “Um dos conteúdos de Geografia propunha que os alunos falassem sobre o bairro em que vivem, a comunidade em que moram. E aí, as crianças começaram a se perguntar como poderiam aprender mais sobre sua ancestralidade e respeito à localidade, à cultura local”, explica a professora.

Dali em diante, foram organizados na escola alguns encontros com líderes quilombolas, pessoas que pudessem contar aos pequenos as histórias que a comunidade guarda desde que surgiu e que, muitas vezes, não estão registradas em documentos. São imateriais, sim, mas, ainda assim, um patrimônio valioso que não pode ser esquecido. “Nosso projeto tem como tema as histórias da nossa terra. Queremos contar e eternizar a história e a cultura afro-brasileira, valorizando aquilo que forma nossos alunos, que é a coletividade em que eles estão inseridos”, diz Patrícia.

As conversas, que inicialmente eram todo o projeto, logo se mostraram pouco para a empolgação dos estudantes. A professora conta que, atualmente, eles estão escrevendo os livros com tudo o que aprenderam e seguem aprendendo nessas conversas. “Estamos fazendo uma parceria com uma editora para que, mais que ouvintes ou personagens, eles se tornem autores da própria história.” Além da autoestima das crianças, o projeto também tem contribuído para que a comunidade, como um todo, sinta-se mais valorizada e perceba o valor existente em seu passado e em sua cultura.

Abraçando o passado sem abrir mão do futuro

Revisitando o passado e valorizando o presente, os sonhos passaram a ser cada vez maiores – tanto para os alunos, quanto para a professora. O próximo passo, segundo ela, é tornar a Escola Municipal Jiboia uma instituição de ensino que trabalha dentro das diretrizes quilombolas. “Queremos poder atuar com essas diretrizes. Ainda estamos no início desse processo, que é complexo. Ainda precisamos fazer toda a adaptação das diretrizes ao currículo escolar, mas nosso objetivo principal é esse: seguir dedicando nossos esforços a projetos sobre a nossa ancestralidade.”

A professora conta todos os detalhes do projeto no episódio 34 do podcast PodAprender, que conta ainda outras duas iniciativas de escolas públicas brasileiras, uma em São Paulo e outra no Rio Grande do Sul. Todos os episódios do PodAprender estão disponíveis no site do Sistema de Ensino Aprende Brasil (sistemaaprendebrasil.com.br), nas plataformas Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts e nos principais agregadores de podcasts disponíveis no Brasil.

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Sobre o Aprende Brasil

O Sistema de Ensino Aprende Brasil oferece às redes municipais de Educação uma série de recursos, entre eles: avaliações, sistema de monitoramento, ambiente virtual de aprendizagem, assessoria pedagógica e formação continuada aos professores, além de material didático integrado e diferenciado, que contribuem para potencializar o aprendizado dos alunos da Educação Infantil aos anos finais do Ensino Fundamental. Atualmente, o Aprende Brasil atende 290 mil alunos em mais de 210 municípios brasileiros. Saiba mais em http://sistemaaprendebrasil.com.br/.


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Cristo Redentor é iluminado de azul e amarelo para celebrar a declaração de Barbados como uma república

 


A embaixadora de Barbados no Brasil agradece a celebração

Rio de Janeiro, 29 Novembro 2021 – A estátua do Cristo Redentor no Rio de Janeiro, Brasil, foi iluminada com as cores da bandeira de Barbados, para celebrar a declaração oficial do país como uma república.

O icônico marco brasileiro, sendo normalmente banhado por uma luz branca, foi visto azul e amarelo brilhante sob a cidade na sexta-feira (26 de Novembro), em uma exposição pela Arquidiocese Católica Romana de São Sebastião, Rio de Janeiro e pelo Embaixador de Barbados no Brasil.

Tonika Sealy-Thompson, embaixadora de Barbados no Brasil, afirmou: ”Este ano celebramos o 50º aniversário das relações diplomáticas entre Barbados e o Brasil. É também o ano em que Barbados poderá pela primeira vez escolher um dos seus próprios cidadãos para se tornar Chefe de Estado, e é uma honra absoluta ver a soberania da minha pátria celebrada pela grande nação que me acolhe, o Brasil, de uma forma tão bela.

"A relação entre os nossos países pode ser traçada através das gerações passadas que migraram para o Brasil, muitas delas há mais de cem anos, para trabalhar nas ferrovias da Amazônia e para assumir o comércio em cidades como Manaus, Belém, e Porto Velho. Muitos dos nossos descendentes tornaram-se líderes na área de ensino e enfermagem.

"Mas embora possamos ter ficado isolados uns dos outros pela passagem do tempo, as circunstâncias difíceis herdadas do colonialismo, bem como a língua, a renovação da nossa nação é tão boa como qualquer outro tempo para explorarmos o nosso passado".

A república de Barbados será declarada numa cerimônia na segunda-feira, 29 de Novembro, na Praça Nacional dos Heróis em Bridgetown, Barbados, retirando formalmente a Rainha Isabel II como Chefe de Estado, quase 400 anos após os primeiros navios britânicos terem aterrado na ilha das Caraíbas. A nova república continuará a fazer parte da Commonwealth.



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Cristo Redentor iluminado para celebração dos Barbados
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Sherlock Communications    Mariana Moya
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ABCIP lança Guia de Telegestão em Iluminação Pública

 


Documento reúne informações para auxiliar o poder público municipal e os estruturadores de projetos na tomada de decisão relacionada às novas plataformas de gestão da iluminação pública e de cidades inteligentes

A ABCIP - Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Iluminação Pública acaba de lançar o primeiro Guia de Telegestão em Iluminação Pública, organizado pelo Comitê de Telegestão da entidade, que reuniu 11 empresas associadas, com relevantes projetos no Brasil e no exterior. O objetivo do documento inédito é difundir o conhecimento sobre os sistemas de monitoramento aplicáveis à iluminação pública, trazendo conceitos básicos e gerais sobre o tema. O Guia foi apresentado pelo presidente da ABCIP, Pedro Vicente Iacovino, e pelo Comitê de Telegestão da Associação em um evento híbrido – online e presencial – no dia 10 de novembro.

Segundo a ABCIP, os municípios brasileiros têm observado cada vez mais o modelo de concessão do sistema de iluminação pública em resposta às crescentes demandas da população por serviços públicos de melhor qualidade, maior conforto e segurança. Por sua vez, as concessionárias vêm fomentando investimentos em inovação, produtividade e eficiência energética dos projetos.

Além de luminárias LED que apresentam eficiência cada vez maior, começam a surgir demandas por plataformas de telemedição e telegestão - gestão dos ativos através de sensores – por meio das quais poderão ser implementados novos serviços às cidades e aos cidadãos, no conceito atualmente reconhecido por smart cities.

“Notamos a necessidade de aprofundar a discussão destes temas e publicar este primeiro Guia de Telegestão em Iluminação Pública após a ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica introduzir em seu arcabouço regulatório a previsão de sistemas de telemedição de energia em iluminação pública, seja diretamente pelos municípios, seja por meio dos novos concessionários, proporcionando maior transparência na relação de consumo com as distribuidoras de energia”, destaca Iacovino.

O presidente da ABCIP ainda ressalta que existe uma ampla perspectiva de soluções que poderão ser geradas a partir dos ativos municipais e dos potenciais ganhos de produtividade e eficiência energética associados a estas novas tecnologias. “Esperamos sensibilizar o setor para importância da modernização da iluminação pública e implantação destas novas tecnologias na totalidade do parque, garantindo assim a medição de energia de forma integral e a universalização do acesso aos serviços que caracterizam uma cidade inteligente”, completa Iacovino.

De acordo com Claudio Monteiro, Coordenador do Comitê de Telegestão e Diretor de Tecnologia na Modulus One, o objetivo do guia é explicar de forma didática como operam os sistemas de telegestão. “A iluminação pública não é apenas o ponto de luz, mas uma infraestrutura de suporte para cidades inteligentes. Queremos promover essa plataforma de integração para o futuro”, destacou. Ele complementa que é fundamental o diálogo com o INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia para a evolução de alguns pontos, mas tudo vem caminhando de forma muito promissora.

Luciano Rosito, membro do Comitê e Diretor Comercial da Tecnowatt, explica que o guia é direcionado para quem está começando a atuação em qualquer área que envolve IP, apresentando desde conceitos mais básicos até modelos de integração com os sistemas de telegestão, incluindo questões relativas à interoperabilidade com outras plataformas. Ele reforça que a questão tecnológica é apenas um anexo ao guia, fundamentado por especificação técnica e por requisitos normativos. “A ideia não é limitar ou restringir determinada tecnologia, e sim levar segurança para quem for utilizar a telegestão e fazer essa transição de um sistema de controle simples e impreciso para uma tecnologia que já está disponível para a aplicação. Queremos acelerar de forma consistente a implantação dessa tecnologia no Brasil oferecendo elementos para que as pessoas conheçam e estudem cada vez mais como aplicá-la ”, explica.

Para baixar o Guia acesse https://bit.ly/3nVwRbB

Sobre ABCIP

A Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços de Iluminação Pública (ABCIP) tem a função de representar, estimular e viabilizar as demandas deste setor, visando à promoção do planejamento integrado do espaço público dos municípios brasileiros, por meio de empreendimentos de longo prazo.

Entre os associados estão empresas concessionárias dos serviços de iluminação pública, os fornecedores de sistemas digitais, equipamentos e luminárias, os consultores jurídicos e os escritórios de projetos de engenharia e de viabilidade econômico-financeira no setor.

Por meio de um fórum permanente, a Associação acompanha e discute projetos desenvolvidos no mercado de iluminação pública, aprofundando temas relativos ao setor, além de defender os interesses dos associados junto às instâncias públicas.

Principais ações da ABCIP para viabilizar as demandas do setor

  • Defender os interesses das concessionárias de serviços de iluminação pública, garantindo-lhes condição de prestação de serviço com alto grau de qualidade e eficiência;
  • Representar as associadas perante os poderes públicos federais, estaduais e municipais, autarquias, sociedades de economia mista, empresas públicas e outros órgãos governamentais, bem como entidades e empresas privadas, sobre questões que interessarem os concessionários de serviços de iluminação pública;
  • Promover estudos, cursos, seminários e convênios sobre questões relativas à iluminação pública;
  • Cooperar e apoiar as demais entidades congêneres e de classe empresarial, nacional ou estrangeiras, no contato com os órgãos reguladores e fiscalizadores das concessões de iluminação pública;
  • Promover medidas judiciais cabíveis contra atos ou normas que afetem a atividade ou os interesses legítimos gerais e uniformes de suas associadas;
  • Realizar eventos técnicos e comerciais sobre assuntos pertinentes aos serviços de iluminação pública;
  • Desenvolver pesquisas em prol do progresso tecnológico do setor.
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Como motivar seu time?

 


por Valdez Monterazo*

Primeiro quero enfatizar que cultivar um time motivado é uma arte, uma arte que pode ser desenvolvida.

Motivação é a arte de fazer as pessoas fazerem o que você quer que elas façam porque elas o querem fazer.- Dwight Eisenhower

Negligenciar o fator motivação do seu time é um grande erro pela seguinte razão: pessoas desmotivadas produzem muito menos que poderiam.

Nesse sentido, o primeiro questionamento que quero promover é o seguinte: a motivação de cada colaborador depende do líder?

Pessoalmente, acredito que cada ser humano tem o poder de traçar seu próprio caminho, nesse sentido, a motivação é responsabilidade de cada um.

No entanto, líderes têm tanto poder de influência sobre suas equipes, que suas ações, ou a ausência delas, pode elevar ou destruir completamente a motivação e o engajamento de cada liderado.

Existe um ditado no mundo corporativo que exemplifica essa ideia com precisão: “As pessoas pedem demissão dos seus chefes e não da empresa”

Mesmo com essa perspectiva, ainda assim, muitos líderes simplesmente não sabem como motivar seu time de maneira prática.

Como motivar seu time?

Abraham Maslow, um grande pensador da psicologia, criou a Teoria da Motivação Humana. Ela responde perfeitamente a pergunta acima.

A teoria, representada por uma pirâmide de necessidades, explica que existem cinco níveis de motivação e que, para se chegar a um nível mais elevado, é necessário antes conquistar o anterior. Eles são:

Figura 1 - Hierarquia das necessidades de Maslow

Sobrevivência

O primeiro nível é o de sobrevivência, representa ter suas necessidades básicas atendidas. No ambiente empresarial, isso envolve oferecer aos funcionários as condições adequadas de trabalho e remuneração.

Segurança

O segundo nível é o de segurança, que hoje está relacionado à manutenção e segurança financeira.

Pertencimento

O terceiro nível da pirâmide é o de pertencimento. Ele é satisfeito quando sentimos que fazemos parte de algo maior, estamos inclusos no time e na empresa. Este fator está intimamente relacionado à criação e manutenção de bons relacionamentos dentro do negócio.

Estima

A partir do quarto nível, estima, é que as pessoas começam a ficar realmente motivadas. A estima vem de saber que se é apreciado, respeitado e valorizado pelas pessoas à sua volta.

Atitudes direcionadas a fazer as pessoas se sentirem bem consigo mesmas levam a um aumento deste fator, consequentemente, maior performance no trabalho.

Autorrealização

O quinto nível é o de Autorrealização, ele representa o sentimento de estar progredindo e tornando-se tudo aquilo que se é capaz.

Aplicado ao mundo corporativo, ele representa o sentimento de superação de desafios e rompimento de barreiras.

Figura 2: Teoria dos dois fatores

É importante observar que alguns desses fatores, simplesmente levam as pessoas à insatisfação, enquanto outros promovem a motivação.

Outro notório pesquisador, Frederick Herzberg, falou exatamente sobre isso.

Os fatores que levam a insatisfação são chamados de fatores Higiênicos. Isso significa que satisfazê-los não torna necessariamente um time motivado, mas não os respeitar certamente irá destruir a motivação da equipe.

Os três primeiros elementos da Teoria da Motivação de Maslow, sobrevivência, segurança e pertencimento representam os fatores higiênicos da empresa. Eles precisam ser satisfeitos, caso contrário, existem grandes chances de o time ter uma baixa performance.

Do outro lado, existem os fatores motivacionais. São eles que levam a satisfação e motivação do time. Fazendo novamente um paralelo com a pirâmide da motivação, eles representam os fatores de estima e autorrealização.

Ou seja, caso o líder consiga estimular esses elementos na equipe, a motivação e a performance irão melhor muito.

E você? Quais dos elementos mais chamou atenção?

Que fatores você pode começar a aplicar agora em seu time?

Desenvolver gestores e empresários, para que se tornem líderes, é parte do trabalho de um Coach Executivo.

Respondendo à pergunta inicial do artigo, acredito que o líder tenha o papel de cultivar um solo fértil para que os liderados possam florescer e atingir sua máxima performance.

Ao tomar consciência e aplicar os fatores motivacionais, é possível que líderes tenham muito mais resultados através da performance superior de suas equipes.

Ao ler até aqui, você tomou consciência dos principais fatores que influenciam a motivação do ser humano. Te convido agora a utilizá-los para que você seja um líder ainda melhor e para que tenha uma equipe, e uma organização, ainda mais produtiva.

*Valdez Monterazo é associado sênior na Sociedade Brasileira de Coaching, especializado em negócios, liderança e psicologia positiva. Tem cases de sucesso e promove resultados em diversos segmentos de pequenas e médias empresas. Saiba mais em: https://valdezmonterazo.com.br

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