JORNAL A REGIÃO
A Bahia é governada pelo PT há 20 anos, tem como atual governador um professor que também ocupou a secretaria de Educação no governo passado, de Rui Costa. Mas os resultados envergonham um estado que teve um dos melhores ensinos do nordeste até o final da década de 1990.
O último Ideb, que mede a qualidade da educação em estados e municípios, mostra um tímido avanço nos números, mas uma decadência clara na comparação com os outros estados. A Bahia era o sexto pior estado em português e matemática no ensino médio em 2019. Hoje é lanterna desde 2023.
A ex-secretária da Educação Rowenna Brito celebrou o resultado, porque o estado avançou, quase nada, nos índices. Enquanto outros estados alcançaram e passaram a nota 6, a Bahia continua longe dela. A nota dos anos iniciais do Fundamental foi de 5,7, a dos anos finais 4,5 e a do Médio apenas 4.
Mesmo avançando o resultado é trágico. A terra de Castro Alves, antes a melhor educação do Nordeste, hoje é a pior. O Piauí, o segundo estado mais pobre da região, conseguiu nota 6,3. O Ceará 6,8. A Paraíba ficou com 6,1 e Alagoas com 6,4. Pernambuco teve 6 e Sergipe 6,8.
A Bahia está na lanterna, ao lado de Rio Grande do Norte e Maranhão, todos com 5,7 nos anos iniciais do Fundamental. No país inteiro, só ganha de Amapá e Pará, por 0,1 ponto. Os melhores estados são Paraná com 7, Ceará com 6,8 e Santa Catarina com 6,7. São Paulo, Espírito Santo e Minas marcam 6,7.
No ensino Médio, a nota 4 da Bahia coloca o estado como o segundo pior do Nordeste, apenas 0,1 acima do deprimente Maranhão. Considerando o País inteiro, a Bahia só está (um pouco) melhor que Amazonas, Roraima e Maranhão, por 0,2 ponto. Os melhores são o Paraná com 5,1, ES e RS com 4,9.
Só quatro cidades baianas alcançaram nota acima de 6 no Ideb do Ensino Médio: Licínio de Almeida e Malhada de Pedras (6,6), Adustina (6,2) e Jacaraci (6). Os municípios onde o estado entrega a pior educação são Antônio Cardoso e Canavieiras, com nota 3, e Acajutiba, com 2,9.
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