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Rio de Janeiro, 2 de setembro de 2025 — A
FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar) avalia que os dados
do setor no segundo trimestre de 2025 são positivos e apontam para uma
recuperação importante das margens. Tal aumento, entretanto, representa
apenas a recuperação de um setor que ficou com margens negativas por
quase três anos e que ainda enfrenta problemas estruturais para a sua
sustentabilidade de longo prazo, que só virá com a melhora da economia
como um todo.
O balanço da saúde suplementar também tem características sazonais e já
começou a sofrer nesse trimestre os efeitos desse movimento. O resultado
operacional do setor caiu a menos da metade do registrado no trimestre
anterior, indo de R$ 4,8 bilhões para R$ 2,2 bilhões. Da mesma forma é
importante salientar que ainda há muitas empresas em situação de
fragilidade. O número de operadoras de planos com resultado operacional
negativo subiu, chegando agora a 262, o que equivale a 33% do total. A
sinistralidade — índice que mede a relação entre os gastos com serviços
médicos e os valores recebidos em mensalidades — aumentou de 79,2% para
83%.
"O setor continua a ver nesse trimestre alguns sinais de recuperação,
pois fez ajustes profundos durante o longo período de três anos em que
ficou com margens negativas. As empresas conseguiram alguma recuperação
dos preços, reforçaram o seu compliance, ampliaram o combate a fraudes e
ajustaram operações, com uso mais racional de recursos. No entanto,
para consolidar esses resultados de maneira sustentável, o setor precisa
voltar a crescer, algo que não ocorre há dez anos. E para crescer o
setor depende muito da evolução do mercado de trabalho formal, já que a
grande maioria dos planos de saúde são empresariais, oferecidos aos
trabalhadores pelos seus empregadores", afirma o diretor-executivo da
FenaSaúde, Bruno Sobral.
A saúde suplementar abre as portas da saúde privada para 53 milhões de
brasileiros e sustenta uma ampla cadeia de prestadores de serviço.
Desempenha papel de complemento à saúde pública, oferecendo atendimento
de excelência a uma parcela considerável da população, ajudando assim a
desafogar o SUS.
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