Especialistas discutem desafios regulatórios, impactos socioambientais e oportunidades para a matriz energética brasileira
São Paulo, 3 setembro de 2025 – O escritório SiqueiraCastro promoveu na manhã desta quarta-feira, 3/9, o seminário “Aspectos ambientais da energia solar no Brasil”,
moderado por Simone Paschoal, sócia da área ambiental do escritório. O
encontro contou com a presença de representantes de diferentes segmentos
do setor elétrico, entre eles Allan Bueno, gerente de saúde, segurança
do trabalho, meio ambiente e social da COMERC; Ediléu Cardoso Junior,
CEO do Grupo KWP; e Thomaz Toledo, presidente da CETESB.
Crescimento acelerado e novos desafios - os
participantes destacaram que a energia solar deixou de ser periférica
para se consolidar como uma das principais fontes renováveis no Brasil.
Segundo dados apresentados pelos participantes, em 2019 a fonte
representava 1,5% da matriz elétrica; em 2024 já alcançava cerca de 9%, e
hoje responde por mais de 23% da matriz nacional quando considerada em
conjunto com a eólica. O avanço, porém, exige atenção redobrada aos
processos de licenciamento e à relação com comunidades locais. Também
foram ressaltados os impactos territoriais das usinas de grande porte e a
necessidade de modelos de gestão que garantam sustentabilidade social e
ambiental.
Segundo
Simone, o crescimento do setor impõe responsabilidade aos agentes
envolvidos. “Estamos diante de uma fonte que ocupa cada vez mais espaço
na matriz energética brasileira. O desafio agora é avançar com segurança
regulatória, processos de licenciamento mais eficientes e um diálogo
transparente com as comunidades.”, declarou.
Energia solar flutuante e inovação tecnológica - outro
ponto abordado foi a expansão das usinas solares flutuantes que, além
de gerarem energia, podem reduzir a evaporação em reservatórios.
Cálculos da consultoria PSR indicam que projetos em apenas 10% do
reservatório de Itaipu, por exemplo, poderiam gerar potência equivalente
à própria hidrelétrica.
Investimentos e futuro do setor - o
seminário também discutiu o papel do Brasil na transição energética
global. A realização da COP no país foi apontada como oportunidade
estratégica para atrair investimentos e consolidar o protagonismo
nacional em energias renováveis.
Segundo
os especialistas reunidos, aproximar a geração dos centros de consumo,
reduzir gargalos de transmissão e oferecer segurança jurídica aos
empreendedores são condições indispensáveis para que a energia solar
continue avançando de forma sustentável e competitiva.
Sobre a SiqueiraCastro
A
SiqueiraCastro possui 18 unidades distribuídas em capitais brasileiras e
oferece inteligência jurídica voltada para os negócios. Com 77 anos de
tradição, a SiqueiraCastro se compromete com a evolução constante e a
inovação. Mais do que um escritório full-service, a SiqueiraCastro é
full-solution. Para mais informações, acesse o nosso site oficial.
Nenhum comentário:
Postar um comentário