Vinícius Taddone*
Da
automação de marketing às novas camadas de negócio impulsionadas por
Inteligência Artificial, estamos vivendo a maior transformação desde a
chegada da internet, e ela não tem volta.
Assim
como a máquina a vapor inaugurou a Revolução Industrial e a internet
redefiniu a comunicação global, a inteligência artificial está
desencadeando uma transformação ainda mais profunda, muitas vezes
silenciosa invisível aos olhos desatentos, mas tão poderosa quanto um
terremoto.
O
lançamento do ChatGPT-5 e o crescimento explosivo de plataformas como
Perplexity, Claude, Gemini, Grok e DeepSeek não são apenas novidades
tecnológicas. Eles representam a fundação de uma nova economia baseada
em inteligência computacional distribuída. E o que está acontecendo
agora é apenas o começo.
Gosto
de enxergar esse cenário em camadas. Na primeira camada, estão os
grandes modelos de linguagem e plataformas de IA generativa, ou seja, as
bases da nova infraestrutura digital. Elas não apenas respondem a
comandos: aprendem, raciocinam, programam, geram conteúdo, resolvem
problemas e otimizam decisões em tempo real.
Mas o que vem a seguir é ainda mais interessante.
Na segunda
camada, temos o surgimento de ferramentas que integram essas IAs a
soluções práticas. São produtos que transformam modelos de linguagem
em assistentes inteligentes voltados para tarefas específicas. Exemplos?
Freepik, Canva, Copy.ai, Notion AI, entre dezenas de outras plataformas
que já automatizam criação de conteúdo, design, pesquisa, atendimento
ao cliente e até mesmo desenvolvimento de negócios.
E
já podemos vislumbrar uma terceira e quarta camada: um ecossistema de
APIs, integrações e agentes autônomos que trabalham de forma
orquestrada, onde muitos deles sem sequer necessitam de supervisão
humana constante. É o que chamamos de automação de alto nível, onde a IA
deixa de ser uma ferramenta e passa a ser colaboradora.
O
marketing talvez seja uma das áreas mais impactadas. Com a nova geração
de IAs, tarefas como criação de e-mails, posts, segmentações, fluxos de
automação e análise de performance podem ser executadas em segundos por
sistemas integrados e com níveis de personalização que desafiam até os
times mais bem treinados.
A
automação agora não é apenas operacional. É estratégica. Plataformas
como o ChatGPT-5 permitem criar agentes personalizados que se conectam
ao seu CRM, ao Google Analytics, à sua plataforma de e-commerce, ao
WhatsApp e até ao seu calendário. O que isso significa? Que um único
agente pode analisar dados de campanhas, sugerir melhorias, gerar novos
criativos e programar disparos, tudo com base em metas e comportamentos.
Isso é o futuro do marketing? Não. É o presente.
Diante
desse cenário, estamos vendo nascer uma nova geração de empreendedores e
profissionais. Gente que entende que não basta dominar uma plataforma e
que é preciso dominar o raciocínio estratégico, os dados, o
comportamento humano e, principalmente, saber fazer as perguntas certas.
As
IAs estão resolvendo problemas de nicho com uma velocidade assustadora.
Soluções para recrutamento, RH, jurídico, saúde, agricultura, educação,
finanças, todos os setores estão sendo redesenhados com base em agentes
especializados. E tudo isso forma um novo mercado: o mercado das
camadas sobre a IA.
Nesse
novo mundo, o trabalho humano muda de forma. As tarefas repetitivas,
burocráticas ou técnicas demais serão delegadas a agentes inteligentes. E
cabe a nós encontrar um novo lugar nesse cenário. Um lugar onde senso
crítico, empatia, criatividade e visão sistêmica não podem ser
substituídos.
A
melhor forma de prosperar nesse novo tempo não é tentar competir com a
IA. É trabalhar com ela. Usá-la como aliada, como extensão da nossa
inteligência e do nosso tempo.
Mas
isso exige equilíbrio. Em meio à avalanche de dados e possibilidades,
manter a mente clara e crítica será o diferencial dos profissionais do
futuro. Porque saber o que perguntar será mais importante do que saber
todas as respostas.
E
essa é a nossa vantagem. O pensamento crítico, a sensibilidade, a
ética, e o julgamento, são essas as habilidades que nenhum algoritmo
pode replicar.
A
IA não vai tirar seu emprego. Ela vai transformar o que significa ter
um. E quanto antes entendermos isso, maiores serão nossas chances de
liderar essa mudança.
Estamos
vivendo a maior revolução tecnológica dos últimos 100 anos. E, como
toda revolução, ela assusta, confunde, mas também abre portas incríveis.
*Vinícius Taddone é diretor de marketing e fundador da VTaddone® www.vtaddone.com.br e cofundador da MarketerValley
-000-
Paulo Sérgio Pires
Jornalista
Vervi Assessoria de Comunicação
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