O
Brasil será o centro das atenções globais sobre mudanças climáticas em
novembro de 2025. O país sediará, além da COP 30 em Belém (PA), o Prêmio
Earthshot, criado pelo Príncipe William e considerado o “Oscar da
sustentabilidade”, que acontecerá no Rio de Janeiro. O anúncio foi um
dos destaques da Semana de Ação Climática de Londres (LCAW), junto com
debates sobre temas essenciais no combate à crise climática.
A
ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, a ministra
dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, o presidente da COP 30, embaixador
André Corrêa do Lago, e Flávia Bellaguarda, diretora presidente do
Instituto LACLIMA, participaram do evento internacional, que terminou
neste domingo (29).
“Foi
uma semana intensa e produtiva em Londres (Inglaterra), onde
participamos de vários eventos e conversas com vistas a mobilizá-los
para fazermos da COP 30 a COP da Implementação. Até novembro, quando os
países chegam a Belém para as negociações em torno do combate à mudança
do clima, faremos outras mobilizações, o que estamos chamando de
‘Mutirão COP 30’, para incentivar os países a apresentar metas
ambiciosas de redução dos gases de efeito estufa, os principais vilões
do aquecimento da Terra e que tantos problemas têm nos causado”, contou
Marina Silva em suas redes sociais.
O
Instituto LACLIMA participou ativamente da programação, acompanhando
iniciativas como o lançamento do Global Ethical Stocktake, eventos do
Mutirão, e uma série de debates estratégicos sobre os rumos da
governança climática, com discussões que abordaram o papel essencial do
direito para o desenvolvimento de novas leis e a necessidade de criar
estruturas institucionais que deem suporte à transição climática de
forma justa, inclusiva e alinhada aos compromissos assumidos
globalmente.
“A
Semana do Clima é um espaço essencial para a troca de conhecimento e o
compartilhamento de experiências, tanto dos acertos quanto dos desafios
enfrentados. Esses encontros não só inspiram novas ideias, como também
criam conexões que impulsionam a implementação da agenda climática.
Mesmo que os resultados não sejam imediatos, muitas das conversas e
articulações feitas aqui poderão se transformar em ações locais
concretas”, afirmou Flávia Bellaguarda, diretora presidente da LACLIMA.
O
Instituto LACLIMA seguirá acompanhando de perto os principais eventos
do calendário climático internacional até a COP 30. A organização estará
presente nas Semana do Clima da Amazônia, do Rio de Janeiro e de
Nairóbi, na África, e de diversos eventos pré-COP em São Paulo e
Brasília.
“Nosso
papel não é apenas acompanhar, mas também construir e articular.
Acreditamos que a incidência qualificada nesses espaços, com a
participação da sociedade civil, é essencial para garantir que os
debates se transformem em políticas públicas e ações eficazes nos
territórios”, concluiu a diretora presidente.
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