BLOG ORLANDO TAMBOSI
Até
nisso, Lula se parece com Bolsonaro. Vejamos. A posição do nosso
Ministério das Relações Exteriores, tanto na gestão bolsonarista quanto
na petista, frente ao conflito na Europa é o grande “elefante na sala”
da diplomacia brasileira, como apontam os analistas, em referência à
expressão inglesa para problemas desconfortáveis que são deixados de
lado para evitar conflitos. Ficar em cima do muro poderá colocar o
Brasil numa situação difícil daqui para frente, porque, dependendo do
agravamento da guerra, o Brasil vai ser instado a se posicionar, e a
gente não sabe exatamente como que o Brasil vai conseguir atuar.
A
diplomacia brasileira até agora, e já no governo Bolsonaro, tem adotado
uma linha ambígua. O Brasil votou para condenar a invasão nas Nações
Unidas, mas nas outras vezes se absteve. Quando condenou fez uma
declaração dizendo que não aprovava o fornecimento de armas à Ucrânia.
Ainda
sob o comando de Bolsonaro, o Brasil votou no Conselho de Segurança da
ONU por condenar a invasão russa, mas se absteve de condenar a anexação
ilegal de territórios, responsabilizar Moscou e até de deixar Volodmir
Zelenski discursar na Assembleia-Geral.
Sob
Lula, o País decidiu rejeitar o envio de munições à Ucrânia, apesar dos
apelos do chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, em visita a Brasília em
janeiro. A decisão de Lula de não ajudar os ucranianos, no entanto, pode
ser vista como um apoio tácito à Rússia.
Como
afirmou Rubens Ricupero: “Ser neutro diante da barbaridade que está
acontecendo é ser, na prática, leniente ou quase conivente com a
Rússia!"
Postado há 4 days ago por Orlando Tambosi

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