MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

sexta-feira, 3 de março de 2023

Lula, Bolsonaro e o Itamaraty sobre a Ucrânia: sempre em cima do muro.

 

BLOG  ORLANDO  TAMBOSI

Reproduzo comentário feito pelo leitor "Jair Inácio Messias da Silva" (hahaha), que vai ao ponto:


Até nisso, Lula se parece com Bolsonaro. Vejamos. A posição do nosso Ministério das Relações Exteriores, tanto na gestão bolsonarista quanto na petista, frente ao conflito na Europa é o grande “elefante na sala” da diplomacia brasileira, como apontam os analistas, em referência à expressão inglesa para problemas desconfortáveis que são deixados de lado para evitar conflitos. Ficar em cima do muro poderá colocar o Brasil numa situação difícil daqui para frente, porque, dependendo do agravamento da guerra, o Brasil vai ser instado a se posicionar, e a gente não sabe exatamente como que o Brasil vai conseguir atuar.

A diplomacia brasileira até agora, e já no governo Bolsonaro, tem adotado uma linha ambígua. O Brasil votou para condenar a invasão nas Nações Unidas, mas nas outras vezes se absteve. Quando condenou fez uma declaração dizendo que não aprovava o fornecimento de armas à Ucrânia.

Ainda sob o comando de Bolsonaro, o Brasil votou no Conselho de Segurança da ONU por condenar a invasão russa, mas se absteve de condenar a anexação ilegal de territórios, responsabilizar Moscou e até de deixar Volodmir Zelenski discursar na Assembleia-Geral.

Sob Lula, o País decidiu rejeitar o envio de munições à Ucrânia, apesar dos apelos do chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, em visita a Brasília em janeiro. A decisão de Lula de não ajudar os ucranianos, no entanto, pode ser vista como um apoio tácito à Rússia.

Como afirmou Rubens Ricupero: “Ser neutro diante da barbaridade que está acontecendo é ser, na prática, leniente ou quase conivente com a Rússia!"
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