MEDIÇÃO DE TERRA

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sábado, 10 de setembro de 2022

Toyota, Honda e Nissan são criticadas pelo Greenpeace

 

NOTICIAS AUTOMOTIVAS

A hibridização japonesa está sendo criticada pelo Greenpeace. Em um ranking de vendas das 10 maiores montadoras, relacionados com a descarbonização, a Toyota ficou em último.

Ainda que não estejam na lista, Honda e Nissan também foram criticadas, mas no caso da Toyota, o Greenpeace apontou que a montadora teve menos de 1% de suas vendas em carros com emissão zero no ano passado.

Daniel Read, ativista de clima e energia do Greenpeace Japan, comentou: “O tempo para os híbridos, eu acho, acabou”.

Ele se refere ao fato de a montadora japonesa liderar a hibridização do mercado automotivo desde 1997, com milhões de carros eletrificados, porém, hoje a empresa se mantém resistente aos elétricos.

Não é de hoje que os fabricantes japoneses, sem exceção, mantém um dos pés no pedal de freio da eletrificação, pois, acreditam que os híbridos ainda são essenciais.

No caso da Toyota, o futuro é o hidrogênio, enquanto a Nissan se apoia no momento em eletrificar seguindo os passos da aliança com a Renault, que abraçou a causa dos elétricos.

Já a Honda evitou os elétricos até o último momento, assinando acordos com a GM e usando sócias chinesas para compensar.

Posicionadas acima da Toyota no ranking de descarbonização, Nissan e Honda, respectivamente em oitavo e nono, possuem posições distintas em carros elétricos.

A Nissan tem o Leaf desde 2010 como um carro que efetivamente vendeu bem ao longo do período, enquanto a Honda só mostrou o Honda e recentemente para cumprir meta na Europa.

Já a Toyota apenas agora colocou o bZ4X no mercado, mas ainda que tenha anunciado uma gama de carros elétricos, o processo ao nível global ainda está muito lento.

A montadora se pronunciou, alegando estar “fazendo todos os esforços possíveis para oferecer o maior número possível de opções de (veículos elétricos a bateria) e outros multipropulsores para nossos clientes em todo o mundo.”

Na Honda, o comunicado diz que a empresa está trabalhando na neutralidade do carbono até 2050. A Nissan se recusou a comentar o artigo do Greenpeace.

[Fonte: Reuters]

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