No último mês, dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apontam aumento nos focos ativos de incêndio florestal no estado
Foto: José Cruz/Agência BrasilDados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), divulgados no portal do Monitoramento de Queimadas e Incêndios Florestais, mostram uma elevação de 78% nos focos de queimadas na Bahia em agosto*. Em julho, eram 530 focos em todo estado, no mês seguinte o número foi para 947. Esse aumento vem acompanhado dos alertas de baixa umidade em municípios do oeste baiano, o que intensifica os riscos de incêndios florestais na região.
O uso do fogo de forma inadequada para limpar e preparar terrenos potencializam as ocorrências de queimadas, e trazem danos ambientais incalculáveis, além de afetar a rotina de muitos baianos. Associada as condições climáticas já adversas, essa prática, quando feita próxima as linhas de transmissão ou distribuição podem impactar o fornecimento de energia em muitas localidades.
As queimadas podem provocar a interrupção de energia, mesmo que as chamas não atinjam os condutores elétricos. Isto acontece devido ao arco voltaico, gerado pela ionização do campo eletromagnético em volta dos condutores, originando os curtos-circuitos.
"A fuligem e o calor tornam o ar capaz de conduzir corrente elétrica
entre a fiação e o solo, ou entre os cabos da linha de transmissão. Isto
pode provocar o desligamento da linha e a interrupção do fornecimento
aos clientes. O calor e o fogo também provocam danos aos cabos e postes
da rede elétrica", explica Eder Ferreira, gerente de subtransmissão do
Setor Sudoeste da Neoenergia Coelba.
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