
Ato marca passo significativo de união social em prol da da democracia
Pedro do Coutto
O 11 de agosto de 2022 ficará na história brasileira como um marco eterno da luta pela democracia contra as investidas do governo Jair Bolsonaro, que ameaçam o processo eleitoral e tentam inserir pontos de contestação sobre o que as urnas eletrônicas revelarão em 2 de outubro.
A repercussão, como se esperava, foi imensa, não apenas pelos jornais brasileiros, mas também por publicações internacionais americanas e europeias que deram grande destaque e ressaltaram o conteúdo da iniciativa.
DIRETAS JÁ – Afirmo que o conteúdo da iniciativa somou-se à blindagem pelo regime, podendo ser comparado com a manifestação pelas Diretas Já que reuniram um milhão de pessoas na Avenida Presidente Vargas e também na Avenida Paulista.
Na tarde de quinta-feira, na GloboNews, Fernando Gabeira comentou os dois episódios e assinalou objetivamente a diferença entre ambos: a luta pelas eleições diretas era uma reivindicação social e a defesa da democracia significa um esforço para preservar uma conquista já incorporada pelo povo ao patrimônio nacional e que se encontra sob ameaça.
DERROTA – A ameaça, digo, sofreu esta semana uma derrota colossal. Mas não acabou. Tanto que o ministro da Defesa agora deseja adicionar nove representantes das Forças Armadas a um processo de fiscalização eleitoral. A manifestação e sua expansão pelas emissoras de tv e jornais encurralaram o governo a partir do 11 de agosto no Largo de São Francisco, tradicional reduto de resistência democrática.
Tanto assim, que setores governamentais, inclusive o próprio presidente da República, voltaram-se para tentar minimizar os seus efeitos, expondo assim ao país a sua face nada democrática. Aguardemos, agora, os reflexos em matéria de voto a serem verificados pelo Datafolha.
COBRANÇA – Termelétricas contratadas apressadamente iam causando cobrança extra de R$ 10 milhões por ano nas contas de energia. A denúncia foi da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais e de Consumidores Livres. Imaginem os leitores que o Ministério de Energia, através da Eletrobras, ia contratando o fornecimento de energia a 17 usinas térmicas para combater a crise hídrica de um ano atrás.
Mas as chuvas entraram em ação e tornaram desnecessário o recurso às termelétricas. Os contratos iriam até 2025. Porém, revela Manoel Ventura, O Globo, que apenas seis das 17 usinas entraram em operação.
Isso tornou necessário o contrato que atingiria em cheio os consumidores domiciliares, industriais, comerciais e de serviços, e proporcionaria lucros muito altos às térmicas programadas. Nesse lance de dados, a sequência da privatização da Petrobras, somente agora com a denúncia da Associação feita pelo seu diretor Vítor Iocca, foi cancelada.
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