MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

domingo, 31 de março de 2019

Beneficiários de renda assistencial do INSS para pobres reclamam de limitações

POLITICA LIVRE
Diabetes, colesterol alto e doença da tireoide são só alguns dos problemas de saúde que a dona de casa Elvira Pessoa Ferreira, 71, tem. Os gastos com remédios chegam a R$ 300 quando um posto de saúde não fornece os medicamentos. Já a compra de R$ 700 no supermercado tem de durar um mês para suprir as necessidades dela, do marido, do filho e do neto de um ano. “Meu filho [pai da criança] está desempregado há dois anos e mora comigo. Além dos remédios e do mercado, tenho que comprar botijão de gás e fralda para meu neto”, conta Elvira, que recebe o BPC (Benefício de Prestação Continuada).
O benefício assistencial do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) garante renda no valor de um salário mínimo (R$ 998) e é concedido a idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiência que comprovem ter renda menor do que um quarto do piso salarial. O projeto de reforma da Previdência do governo Jair Bolsonaro (PSL) prevê a redução do benefício. Pela PEC (Proposta de Emenda à Constituição), os pagamentos passariam a ser de R$ 400 a idosos a partir dos 60 anos. O valor de um salário mínimo somente seria concedido a partir dos 70 anos. No caso das pessoas deficientes, não há mudanças.
No caso de Elvira, a soma dos gastos com supermercado e remédio já ultrapassa o valor do benefício, que ela recebe há um ano. Mesmo com o marido aposentado (que também ganha um salario mínimo), sustentar a casa -em um conjunto habitacional de Guaianases (zona leste)- é tarefa difícil. A situação é semelhante à de Luiz Laurentino dos Santos, 66, que também recebe o BPC há um ano. O dinheiro ajuda a manter os gastos da casa e custeia as despesas da mulher -que está doente- e do filho de 39, desempregado. “Eu não tenho como trabalhar. Meu filho também não, porque teve um problema na perna e mal consegue andar. O que ganho praticamente só dá para os remédios. Tanto é que estou com a conta de luz atrasada há três meses”, conta Santos. O BPC também não cobre as despesas básicas de Maria du Carmo Fernandes, 56, que recebe o benefício porque tem uma filha de 13 anos com síndrome de Down. Ela sustenta a garota sozinha. Maria foi demitida do emprego logo que voltou da licença-maternidade, quando a menina nasceu. Desde então, não conseguiu voltar ao mercado de trabalho.
Folhapress

Em Israel, Bolsonaro exalta o país como exemplo a ser seguido

POLITICA LIVRE
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou neste domingo (31) em Israel que enxerga o país como um exemplo a ser seguido pelo Brasil. Após ser recebido no aeroporto de Tel Aviv pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, ele disse que sempre admirou os israelenses e, após uma visita feita ao país há dois anos, passou a repetir um “ensinamento”. “Eu falava muitas vezes: sabemos que Israel não é tão rico como o Brasil em recursos naturais, entre outras coisas. Mas dizia: olha o que eles não têm e vejam o que eles são. E falava para os meus irmãos brasileiros: olha o que nós temos e vejam o que não somos”. Para o presidente, para “sermos igual a eles” é preciso ter a mesma fé. Ele citou uma passagem bíblica, “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32), para falar sobre os desafios a serem vencidos no Brasil. “Dois milagres aconteceram comigo. Um é estar vivo”, disse, para logo em seguida elogiar o atendimento recebido no Hospital Israelita Albert Einstein após ser esfaqueado durante a campanha eleitoral. Em seguida, falou sobre ter sido eleito presidente da República em um clima hostil. Bolsonaro disse, durante o discurso, que tinha algo que os outros candidatos não possuíam. “Eu tinha o povo ao meu lado”. Dirigindo-se a Netanyahu, reafirmou que o seu governo está decidido a fortalecer a parceria entre os dois países. “A amizade entre nossos povos é histórica. Tivemos um pequeno momento de afastamento, mas Deus sabe o que faz. Voltamos”.
Para Bolsonaro, com sua posse foi retomado o tratamento equilibrado do Brasil às questões do Oriente Médio. Ele citou o ministro Marcos Pontes, da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação, para exaltar o entusiasmo com as possibilidades de acordos e parcerias entre as partes.
Chamou Netanyahu de amigo e em seguida defendeu a aproximação entre os povos dos dois países. Segundo Bolsonaro, os brasileiros e os israelenses compartilham valores, tradições culturais e o apreço à democracia. O presidente agradeceu a presença do primeiro-ministro israelense em sua cerimônia de posse, em janeiro. “Foi a primeira visita de um chefe israelense de governo ao meu país”, ressaltou. Agradeceu também à solidariedade israelense após o rompimento da barragem da empresa Vale em Brumadinho (MG), quando militares de Israel ajudaram nas buscas pelos desaparecidos. “Esse gesto jamais será esquecido”. A chegada do presidente e o discurso foram transmitidos nas redes sociais pelo Gabinete de Imprensa do Governo de Israel. Antes dos discursos, ao lado de Netanyahu e da primeira-dama Sara Netanyahu, Bolsonaro ouviu os hinos brasileiro e israelense com expressão compenetrada e a mão direita no peito. Ainda neste domingo, o presidente visita Jerusalém, onde terá reunião ampliada com o primeiro ministro israelense. Ele também participará da assinatura de acordos de cooperação e de um jantar. Os acordos de cooperação que podem ser assinados com o governo israelense englobam áreas como defesa, serviços aéreos, saúde e ciência e tecnologia.
Folhapres

Código de defesa do consumidor em braille garante inclusão para cegos e pessoas com baixa visão

POLITICA LIVRE
Foto: Alberto Coutinho/GOVBA
O sistema de escrita torna possível que cegos e pessoas de baixa visão se conectem com o mundo através da educação
Por meio do Braille, Rubenilson Nascimento se tornou professor e doutor em Difusão do Conhecimento pela Universidade e Federal da Bahia (Ufba). O sistema de escrita torna possível que cegos e pessoas de baixa visão se conectem com o mundo através da educação. Ele e tantos outros baianos agora vão poder usar a linguagem também para ficar por dentro dos direitos garantidos pelo Código de Defesa do Consumidor, que ganhou uma edição em braille lançada pela Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-BA), no dia 15 de março, data em que se comemora o Dia Mundial do Consumidor. “Esse lançamento é uma mostra de que o Brasil está mudando. O braille é o primeiro e mais importante meio de letramento e desenvolvimento cognitivo de pessoas cegas, e essa iniciativa do Procon Bahia está dando um exemplo maravilhoso, de forma que garante que o conhecimento seja disseminado, cumprindo o que determina a lei federal. Eu recebo com muita alegria esse presente, que é um instrumento de cidadania e de inclusão”, afirmou Rubenilson. Inicialmente, mil edições do código serão distribuídas em casas legislativas, bibliotecas públicas e escolas de Salvador e do interior. De acordo com o superintendente do Procon-BA, Filipe Vieira, o lançamento do Código em Braille permite que deficientes visuais tenham acesso aos direitos do consumidor, de modo que possam assegurar a garantia deles. “O objetivo é garantir cada vez mais a inclusão, permitindo que uma parcela maior da população possa buscar a melhor defesa aos seus direitos”.

Eslováquia elege primeira presidente mulher de sua história

POLITICA LIVRE
A Eslováquia concluiu seu processo eleitoral ontem (30) com a realização do segundo turno do pleito, que resultou na vitória da advogada de direitos cidadãos, anti-corrupção e pró-União Europeia Zuzana Caputová, de 45 anos. Com a vitória, ela será a primeira presidente mulher da história do país. Caputová superou o vice-presidente Maros Sefcovic, obtendo 58,3% dos votos contra 41,7% do adversário. O oponente ocupava o cargo de comissário da União Europeia para a Saúde. Duas semanas atrás, no primeiro turno, ela havia saído com o melhor desempenho. E confirmou o apoio do eleitorado. Após a divulgação do resultado, agradeceu pela votação não somente em eslovaco, mas em línguas de minorias, como o húngaro e o romani. O gesto simbólico é exemplo da campanha da nova presidente, marcada pela defesa da diversidade e contra discurso de ódio. No agradecimento, Caputová destacou ter chegado ao resultado sem golpes baixos verbais, agressões e uma retórica populista. O eleitorado eslovaco, assim, foi de encontro ao movimento na Hungria, onde o presidente Viktor Orbán promove uma política de extrema-direita, com discurso anti-União Europeia e de apelo nacionalista.
Agência Brasil

Netanyahu destaca que Brasil tem grande potencial em distintas áreas

POLITICA LIVRE
Ao recepcionar o presidente Jair Bolsonaro hoje (31), em Tel Aviv, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, chamou-o de “meu amigo” e destacou a importância mundial do Brasil. Segundo ele, o Brasil é um país de grandes dimensões e potencial, demonstrando que sob a liderança de Bolsonaro, avançarão em distintas áreas. “Acredito que, sob sua liderança, esse potencial será realizado não apenas para o Brasil, mas também para as relações entre Israel e Brasil no comércio, investimentos, tecnologia, agricultura, energia, turismo, em todos os campos”, disse no discurso de boas-vindas. Netanhyahu reiterou que a chegada de Bolsonaro ocorre em um momento de tensão por causa dos atos militares na região da Faixa de Gaza, disputada entre israelenses e palestinos. “O senhor vem a Israel em um momento tenso. Eu ordenei que as forças permaneçam totalmente implantadas ao redor da Faixa de Gaza. Isso inclui tanques, artilharia, forças terrestres e forças aéreas. Estamos preparados para qualquer cenário e, se necessário, uma campanha extensa. Faremos o que precisa ser feito para a segurança de Israel.”
Agência Brasil

1964 é uma unha encravada e se tornou hoje uma espoleta disparadora de radicalismos


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José Genoino, preso no Araguaia, foi poupado pelos militares
Elio Gaspari
Folha/O Globo

Hoje, há 55 anos, um general em fim de carreira rebelou-se em Juiz de Fora (MG), onde comandava mesas. Em pouco mais 24 horas o governo constitucional do presidente João Goulart estava no chão. Em 1944 ninguém discutia o golpe militar de 1889, e em 1985 não se discutiu a deposição do presidente Washington Luiz. Em 2019 discute-se 1964 porque ele virou um par de unhas encravadas nos pés da direita e da esquerda, uma espoleta disparadora de radicalismos. Na sua versão recente, Jair Bolsonaro (PSL) falou em “comemorar” a data. Depois corrigiu-se, com um “rememorar”.
Bolsonaro tem uma visão pessoal da história. Ele disse que “não foi uma maravilha regime nenhum. E onde você viu uma ditadura entregar pra oposição de forma pacífica o governo? Só no Brasil. Então, não houve ditadura”. Nesse caso, também não houve ditaduras no Chile e na Espanha. De certa maneira, não teria havido ditadura nem na União Soviética.
GOLPE DE 1964 – A deposição de Jango em 1964 foi um golpe que desembocou numa ditadura constrangida que escancarou-se em 1968. Goulart foi apeado por uma revolta militar vitoriosa e pelo presidente do Congresso, que declarou a vacância do cargo enquanto seu titular estava no Brasil. A posse do presidente da Câmara, no meio da madrugada de 3 de abril, foi enfeitada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, mas não tinha amparo na lei. (Dilma Rousseff foi deposta de acordo com o devido processo legal.)
A deposição de Jango foi pedida e saudada por quase toda a grande imprensa e por multidões que foram à rua festejando-a. Havia mais povo na Marcha da Família realizada em São Paulo no dia 19 de março do que no comício janguista do dia 13.
Se Jango foi deposto para que fosse preservado o regime democrático, esse sonho durou uma semana e se acabou quando os chefes militares baixaram um Ato Institucional que cassou mandatos, suspendeu direitos políticos e demitiu juízes, generais e servidores civis.
SURTO TERRORISTA – A ditadura foi desafiada por um surto terrorista e reagiu instituindo a tortura e a execução de dissidentes como política de Estado. A isso Bolsonaro chama de “probleminhas” e o general Hamilton Mourão, de “guerra”.
A ditadura brasileira está mal digerida porque de um lado alimentam-se teorias como a dos “probleminhas” e a da “guerra”. De outro, chamam-se ações terroristas de “luta contra a ditadura”, quando o objetivo de algo como mil militantes de organizações de esquerda era a implantação da ditadura deles.
Aqui vão dois casos ilustrativos dessas duas fantasias: Em 1968, o Comando de Libertação Nacional (o Colina, com cerca de 50 militantes) localizou no Rio o capitão boliviano que um ano antes participara da captura do Che Guevara na Bolívia. Ele morava na Gávea. Em julho, cinco meses antes da edição do AI-5, numa ação que envolveu três terroristas, mataram-no a tiros.
LUTA ARMADA – Em seu manifesto de criação o Colina dizia que “a luta armada é a única forma de dar consequência à luta do povo brasileiro” e “o terrorismo, como execução (nas cidades e nos campos) de esbirros da reação, deverá obedecer a um rígido critério político”.
O “capitão boliviano” era o major alemão Otto von Westernhagen, e o Colina fez de conta que nada teve a ver com o crime. (Aos 21 anos, Dilma Rousseff militava no Colina. Não há registro de que tenha participado pessoalmente de ações terroristas.)
Quatro anos depois do assassinato de Westernhagen, o Exército descobriu um projeto guerrilheiro do Partido Comunista do Brasil na floresta do Araguaia (PA). No Natal de 1973, o grupo foi desbaratado, e nos meses seguintes o que seria uma guerrilha transformou-se numa caça a fugitivos que se escondiam no mato.
EXECUÇÕES – Podiam ser uns 30. Foram todos executados, inclusive aqueles que se renderam, atendendo a oferecimentos da tropa. Cilon da Cunha Brum, o “Simão”, ficou mais de um mês detido antes de ser morto. Isso não é guerra.       
Telma Regina Cordeiro Correa, a “Lia”, escondeu-se na mata durante dez meses. Era uma ex-estudante de geografia, expulsa da Universidade Federal Fluminense, tinha 27 anos e estava no Araguaia desde 1971. Ela foi vista por um camponês debaixo de uma árvore, depauperada e faminta. O jornalista Hugo Studart conta em seu livro “Borboletas e Lobisomens” que “Lia” tinha consigo um diário, cujas últimas anotações foram “estou nas últimas” e “não aguento mais”.
ISTO É GUERRA? – Avisada, uma tropa veio buscá-la. Studart acrescenta:  “‘Lia’ foi levantada do chão pelos militares. (…) Foi tratada na base militar de Xambioá. O suficiente para conseguir falar. (…) O soldado Raimundo Melo revelou que ajudou a colocar ‘Lia’ no helicóptero que a levaria a algum ponto da mata para execução”.  Isso é guerra?
Enquanto se falar em “luta armada contra a ditadura” e em “guerra”, 1964 continuará sendo unha encravada, uma em cada pé.

A aproximação com Israel pode afetar o mercado bilionário de proteína animal no Brasil?


Carne pendurada em figorítifco
A carne precisa ser processada em obediência aos rituais islâmicos
Júlia Dias Carneiro
BBC News Brasil

Em fevereiro, uma ofensiva comercial de exportação brasileira serviu milhares de omeletes e shawarmas de frango halal em Dubai. Quatro meses antes, foi a vez do churrasquinho brasileiro em Paris – sempre de carne halal, buscando atiçar o apetite de potenciais compradores em grandes feiras de alimentos internacionais. Ações semelhantes ao longo das décadas têm feito parte da estratégia de expansão da venda de carne bovina e frango halal, produzidas a partir de regras estabelecidas pela lei islâmica. Produtos halal não podem ter vestígios de itens proibidos aos muçulmanos, como álcool, carne de porco e seus derivados
Os esforços do país, que passam também por investimentos em frigoríficos seguindo esses preceitos, surtiram efeito: o Brasil hoje é o maior exportador global de proteína halal, cujo mercado consumidor reúne 1,8 bilhão de consumidores muçulmanos.
POLÍTICA EXTERNA  – Mas a visita do presidente Jair Bolsonaro a Israel, a partir deste domingo (31), dará sequência a tratativas que podem afetar essas exportações, como a promessa de mudar a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, seguindo os passos do presidente americano Donald Trump.
A mudança tem potencial de provocar atritos com palestinos e países árabes, rompendo com a postura de neutralidade mantida pelo Brasil desde a fundação do Estado de Israel, há 70 anos. Fixar a embaixada em Jerusalém implicaria o reconhecimento da cidade sagrada como capital israelense, enquanto palestinos também pleiteiam soberania sobre a cidade que desejam ter como sua capital.
Segundo o Itamaraty, a promessa de campanha de Bolsonaro “permanece em estudo”. “No entendimento brasileiro, a perspectiva de melhorar as relações com Israel não implica piora das relações com os outros parceiros do mundo árabe”, afirma o Ministério das Relações Exteriores à BBC News Brasil.
APREENSÃO NO SETOR – A hipótese de mudança aventada por Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018 tem gerado apreensão entre entidades comerciais, representantes da indústria e funcionários do setor, que temem um possível embargo dos países árabes às exportações brasileiras se a mudança de embaixada for concretizada.
O presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Rubens Hannun, afirma que o tema é sensível, e que países árabes têm demonstrado preocupação em conversas, cartas e movimentações a nível diplomático.
“É arriscar desnecessariamente, algo que poderá colocar em risco um mercado que demorou muito para ser estabelecido”, considera Hannun. “Nosso medo é que essa relação (entre o Brasil e os países árabes) possa enfraquecer. Não haveria uma quebra imediata, mas a médio e longo prazo veríamos uma perda de potencial, um retrocesso.”
BONS FREGUESES – De acordo com a Câmara de Comércio Árabe Brasileira, as exportações de carnes de frango e halal para países árabes aumentaram 418% nos últimos 15 anos – pulando de US$ 706 milhões em 2003 para US$ 3,65 bilhões em 2017.
Hoje, o Brasil é de longe o principal fornecedor de proteína animal halal para o mundo árabe, tendo suprido 51,9% dessa demanda em 2017, segundo dados do Centro de Comércio Internacional (ITC) – ou seja, mais de metade do consumo.
Os países árabes e o Irã compraram mais de um terço (36,3%) da proteína halal exportada pelo Brasil em 2017, e respondem por cerca de 10% das exportações do setor agropecuário do Brasil, e por quase 6% de todas as exportações brasileiras, segundo dados do Ministério da Economia.
GRAU DE INCERTEZA – Um embargo árabe às exportações nacionais “amplia o grau de incerteza para que as empresas brasileiras realizem investimentos no território nacional voltados à expansão da produção de produtos halal, pois os novos investimentos podem se tornar gastos sem uso”, afirma a Câmara Árabe Brasileira.
Para uma fonte diplomática árabe ouvida pela BBC News Brasil, a mudança teria implicações negativas para a estabilidade na região e para as negociações do processo de paz no Oriente Médio, e geraria prejuízos à relação com países árabes sem uma real contrapartida na relação com Israel.
“Não há qualquer razão para fazer isso a não ser envergonhar os parceiros árabes em suas relações históricas com um país amistoso como o Brasil. A questão não é quem vai ganhar em relação a importações ou exportações. A questão real é por que abrir mão de uma oportunidade genuína de continuar a expandir parcerias em todas as áreas com os 22 países árabes, e com os 57 Estados–membros da OIC (Organização para a Cooperação Islâmica), em vez de um (Israel)”, afirma essa fonte, em conversa com a reportagem.
ABATE HALAL – A denominação halal designa “lícito” e representa aquilo que está em conformidade com as regras estabelecidas pela lei islâmica (a sharia). As regras são aplicadas a alimentação, remédios, lazer e vestuário. Produtos halal não podem ter vestígios de itens proibidos aos muçulmanos, como álcool, carne de porco e seus derivados.
Para que a proteína seja considerada halal, o animal tem que ser abatido seguindo uma série de especificações. A degola precisa ser feita com um facão afiado, com corte em forma de meia lua. O degolador tem que ser necessariamente muçulmano. De um só golpe, deve cortar as jugulares, veias e traqueia do animal, imediatamente após recitar a frase “Bissmillah Allahu Akbar” –”Em nome de Deus, Deus é maior!”
“Não basta falar a frase. O abatedor precisa ter no coração o sentimento de que está fazendo o abate halal para alimentar uma pessoa, e não está matando para fazer o animal sofrer ou por maldade”, descreve Kaled Zoghbi, coordenador halal da produção de aves da Federação das Associações Muçulmanas no Brasil (Fambras), a principal certificadora de produtos halal no país.
SEM TOXINAS – O golpe precisa ser rápido e certeiro, descreve, cortando as veias jugulares de uma vez, causando a morte instantânea e buscando eliminar a possibilidade de liberação de toxinas que contaminem a carne. O escoamento posterior do sangue tem que ser completo.
A produção seguindo os preceitos halal começou a ser implementada no Brasil a partir de 1979, com a fundação da Fambras pelo libanês Hajj Hussein Mohamed El Zoghbi. Hoje, a entidade tem mais de mil degoladores espalhados pelo Brasil. Seu filho e atual presidente da Fambras, Mohammed El Zoghbi, leva o trabalho adiante.
El Zoghbi considera cedo para estimar o impacto que a mudança de política externa do Brasil em Israel teria para esse mercado. “Nós levamos 40 anos para formatar esse mercado. As pessoas têm que enxergar isso. É um trabalho árduo, sério, que visa ao crescimento do mercado brasileiro e sempre buscou desenvolver a credibilidade do Brasil no exterior. A população islâmica consome o produto brasileiro confiando no que a gente faz”, afirma.
VENDAS EM ALTA – Presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Rubens Hannun destaca que as exportações do Brasil para países árabes cresceram sete vezes nos últimos 20 anos.
Em 2018, quase 50% das exportações de frango brasileiras foram do produto halal – tanto para países árabes quanto para não árabes, somando 1,966 milhão de toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Já no mercado de carne bovina, que bateu recorde de exportações em 2018, o corte halal para consumidores árabes respondeu por 20,8% do total vendido no mundo, somando 341 mil quilos exportados, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
SEM ESPECULAR – Questionada sobre eventuais impactos da mudança da postura brasileira em Israel, a ABPA afirma que o setor “prefere não especular sobre os riscos efetivos destas tratativas”, dado que não foram tomadas decisões até o momento.
A associação destaca, entretanto, a “grande importância” que as exportações de carne de frango halal têm para o Brasil, tanto na geração de empregos como de divisas para o país –atendendo a mercados expressivos como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque e Egito.
Embora a proteína animal seja o principal produto halal do Brasil, o leque de produtos que podem ser qualificados como halal é enorme – e outras indústrias brasileiras têm se beneficiado por essa expansão de olho no mercado muçulmano, ressalta Dib Tarras, diretor de certificação halal do setor industrial da Federação das Associações Muçulmanas no Brasil (Fambras).
CERTIFICAÇÕES – A federação já concedeu certificação halal a mais de 170 indústrias brasileiras, afirma Tarras – incluindo produtos químicos, farmacêuticos, cosméticos, chocolate, laticínios… O Brasil exporta até leite condensado, açaí e pão de queijo halal.
Os países árabes representam 20% dos consumidores muçulmanos do mundo. “O Brasil ainda tem um mercado gigantesco a explorar”, afirma.
Em entrevista à BBC News Brasil em janeiro deste ano, o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, afirmou que as exportações de frango seriam as mais afetadas, seguidas pelas de carne e de açúcar.
A CURTO PRAZO – Mesmo assim, Castro avalia que dificilmente os países árabes conseguiriam, no curto prazo, substituir amplamente as importações brasileiras, já que há poucos países capazes de exportar na mesma quantidade e custo que o Brasil. Além disso, as alternativas existentes para as nações islâmicas também esbarram em conflitos geopolíticos.
Se quisesse substituir a carne brasileira, o mundo árabe precisaria recorrer aos segundo e terceiro maiores exportadores: Estados Unidos e Austrália.
A questão é que os Estados Unidos, sob o governo Trump, foram os primeiros a transferirem a embaixada para Jerusalém. E, em dezembro, a Austrália reconheceu oficialmente Jerusalém como capital de Israel, embora não tenha transferido sua embaixada para lá.
MAIS BARATO – No caso do frango, Castro afirma que a União Europeia poderia, a médio prazo, tentar ocupar o vácuo deixado pelo Brasil. Ainda assim, seria custoso para os países árabes, já que o frango brasileiro é mais barato.
Quanto ao açúcar, produtores temem perdas a médio e longo prazo, mas também não acreditam que seja possível uma substituição completa do produto brasileiro.
“Não vejo, no curto prazo, um substituto imediato para o açúcar brasileiro. De uma forma estrutural, o Brasil responde por 50% do comércio mundial de açúcar”, ressalta Paulo Roberto de Souza, coordenador de competitividade internacional da maior associação de usineiros do Brasil, a União da Indústria da Cana de Açucar (Unica).
A MÉDIO PRAZO – Ele afirma, porém, que a médio prazo, Tailândia, Índia e União Europeia podem se movimentar para substituir parte do que hoje é exportado pelo Brasil aos países árabes.
Para se habilitar a produzir proteína halal, frigoríficos precisam implementar uma série de mudanças. As exigências incluem espaços completamente separados para fazer o abate halal e linhas de produção em velocidades diferentes para a degola manual do frango, geralmente feita com disco de corte no abate não halal.
Os degoladores são necessariamente muçulmanos, o que abriu um mercado para trabalhadores islâmicos no país – e acabou gerando empregos para refugiados.

Quando escreverem a História do Brasil recente, como Bolsonaro será rotulado?


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Assim que vê um americano, Bolsonaro vai logo batendo continência
Antonio Santos Aquino
Bolsonaro, quando escreverem a História brasileira desse período, vão classificá-lo como deve ser rotulado: um traidor. Porque acaba de entregar nosso petróleo com a técnica de exploração em águas profundas, que só nós, os brasileiros tínhamos; está entregando a Base de Alcântara, que significa entregar a Amazônia Verde e Azul e ainda transformar o Brasil em capanga dos EUA; mandou reconhecer Guaidó e romper com a Venezuela, o capitão, balançando o rabinho, fez o que seu chefe mandou; mandou transferir a embaixada brasileira para Jerusalém, o capitão disse: “Sim senhor, agora mesmo!”. Isso é traição.
São tão burros que não perceberam que em Alcântara não houve um acidente e sim um atentado, em que morreram 21 cientistas e técnicos militares. Os americanos já tinham sido retirados de lá por Waldir Pires, pois não deixavam que brasileiros entrassem na base, nem militares.
BASES DOS EUA – O atentado interessava a quem? Digam, se tiverem coragem. Agora apareceu um “Calabar” e entregou tudo. Os americanos, botando os pés em Alcântara, dominarão a Amazônia e toda a América do Sul. Já têm bases no Chile, no Equador, na Colômbia, no Paraguai e projetam duas bases no Cone Sul em território argentino; na fronteira do Brasil.
O que eu escrevo dói? Mas é para doer mesmo. Agora estamos entregues ao imponderável. O Brasil pode dentro de uns cinco anos ou menos ser dividido. Os EUA não querem o Brasil desse tamanho.
Tem mais, se os americanos declararem guerra contra a Venezuela não vão mandar seus soldados. “Vão mandar os babacas dos jovens brasileiros para morrerem como bucha de canhão pela glória dos ianques amiguinhos do capitão”. Só não vai ser moleza. Será que os russos vão se deixar desmoralizar?

Apesar dos crimes bárbaros da luta armada, nada pode justificar torturas e assassinatos


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Charge do Laerte (laerte.com)
Francisco Bendl
Comungo do pensamento de que nada, absolutamente nada, justifica a tortura. A maldade, a covardia e o sadismo afloram naqueles que têm prazer ao assistir uma pessoa que sofre, seja pelas próprias mãos ou pelas de um terceiro. Não pode um ser humano considerado “normal” ter esse ímpeto de maltratar o próximo, de subjugá-lo, de humilhá-lo, de ocasionar-lhe dores atrozes através de meios torturantes, e os mais cruéis, bárbaros, medievais ou modernos.
Muito menos qualquer ideologia poderia incentivar o desprezo aos opositores, ou seja, aos seres humanos que pensam diferente daquele que detém o poder.
INSTINTOS BESTIAIS – Mas a humanidade engatinha quanto a valorizar a si mesma, ainda se encontra em um processo de evolução para ter mais respeito pelo outro, apesar de haver exemplos até mesmo recentes, de quem não está interessado em evoluir nas suas relações humanas, deixando-se conduzir por discursos inflamados e resolver as suas pendengas torturando e matando!
Muito ainda não pensam em se aprimorar, pois ainda estamos atrelados a instintos bestiais, cujo objetivo é eliminar o inimigo e não importar a maneira que praticamos este ato impiedoso e desumano.
Não interessa se nas década de 60 e 70 os “guerrilheiros” usavam de crimes violentos, sequestros, assassinatos, matanças, atentados… Isso não vem ao caso, porque os militares deveriam prendê-los e julgá-los, de modo que mostrassem ao mundo que, no Brasil, a civilidade, a urbanidade, a consideração por vidas alheias faziam-se presentes na ordem do dia.
IGUAL SELVAGERIA – Se os militares agiram com igual selvageria contra aqueles que assim operavam, nivelaram-se no hediondo, inaceitável, injustificável.
Se os guerrilheiros ou subversivos queriam ardorosamente implantar uma ditadura no Brasil nos moldes cubanos, através da luta e da guerra, mais uma razão para deixá-los incólumes, mas julgados, condenados e presos. E como se vivia um regime de exceção, que fosse instaurada a prisão perpétua, mas jamais a tortura e o assassinato, atos escabrosos contra compatriotas.
Entretanto, é importante destacar uma realidade. Caso os líderes do combate pela “democracia”, mentira torpe e repudiável, tivessem vencido e obtivessem a ajuda popular que tanto almejaram e não conseguiram, nossos dirigentes políticos – novos ditadores – agiriam com extrema violência contra aqueles que se insurgiriam sobre este novo método político, pois a violência, as mortes, as torturas, as perseguições seriam até muito maiores que as protagonizadas pelos militares. Mas isso não justifica os excessos cometidos na ditadura.

1964 E A LIBERDADE DE OPINIÃO

por Percival Puggina. Artigo publicado em

 Você pode pensar o que quiser sobre a Proclamação da República e sobre a Revolução de 30. Quase ninguém sabe o que aconteceu no dia 10 de novembro de 1937 (golpe de Estado com que Getúlio Vargas instituiu o Estado Novo e implantou uma ditadura de Congresso fechado, censura, tortura e repressão que durou até 1945). Você tem total liberdade de opinião sobre a Revolução Francesa, pode reverenciar a Revolução Bolchevique, chorar nos túmulos de Lênin, Fidel e Chávez. Mas não se atreva a divergir da narrativa dominante sobre o que aconteceu no Brasil no dia 31 de março de 1964. Não se atreva!
Em consonância com essa vedação, a OAB encaminhou à ONU um documento que denuncia “a tentativa do Presidente e de outros membros do governo de modificar a narrativa histórica (!) do golpe que instaurou [no Brasil] uma ditadura militar”. A citação entre aspas foi buscada no site do instituto Vladimir Herzog, cossignatário da denúncia. Com mínimas variações, consta de todas as matérias sobre o assunto publicadas nas últimas horas. Nelas está afirmado haver uma “narrativa histórica” que, a juízo dos denunciantes, não pode ser modificada. Trata-se de algo nada científico, principalmente numa ciência social, mas perfeitamente descritivo de uma prática que se vai tornando corriqueira. É como se a História fosse um campo de liberdade criativa semelhante à do vovô que conta aos netinhos estórias de quando “era uma vez”.
O que de fato pode ocorrer, e frequentemente ocorre quando um mesmo fato histórico envolve posições antagônicas, são interpretações diferentes. Na minha experiência, interpretações históricas implicam honestidade intelectual e são muito mais precisas, ainda que divergentes, do que as “narrativas” dominantes em tantas salas de aula no Brasil. Exemplo recentíssimo: a grande campeã do Carnaval carioca de 2019 – tendo aderido a uma narrativa desonesta, pondo-se a serviço de um projeto político e ideológico – espezinhou na avenida vultos admiráveis da nossa história, como o Duque de Caxias e a Princesa Isabel. Por quê? Porque isso convém à ideologia do conflito. Mas foi pura mistificação.
Assim, é extremamente arrogante e dogmática a intenção de estabelecer, sobre determinado acontecimento, uma “narrativa” cláusula pétrea, imexível, inequívoca e unívoca, mesmo quando muitos dos que vivenciaram aqueles dias, testemunhas do ambiente, das circunstâncias e dos eventos, atendo-se aos fatos, têm interpretações divergentes.
Felizmente não há, no Brasil, uma Reitoria Brasileira de Pontos de Vista, ou uma Corregedoria Geral de Perspectivas, ou uma Agência Nacional Reguladora de Opiniões. Isso é orwelliano demais para meu apreço pela liberdade.

* Percival Puggina (74), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

Parlamentares recebem recado de que Bolsonaro não quer político no comando do MEC


[Parlamentares recebem recado de que Bolsonaro não quer político no comando do MEC]
31 de Março de 2019 às 09:54 Por: Marcelo Camargo/Agência Brasil Por: Redação BNews
Parlamentares cotados para substituir Ricardo Vélez no comando Ministério da Educação receberam recados de que o presidente não quer político na pasta.
De acordo com a coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, a expectativa é de que as mudanças que serão tocadas pelo tentente-brigadeiro Ricardo Machado Vieira, secretário-executivo da pasta, levem ao menos um mês para serem implementadas. Enquanto isso, Vélez ficará no comando do ministério.

Bolsonaro cancela implantação de oito mil novos radares em rodovias do país


[Bolsonaro cancela implantação de oito mil novos radares em rodovias do país]
31 de Março de 2019 às 08:44 Por: Vagner Souza/Arquivo/BNews Por: Redação BNews
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) anunciou, neste domingo (31), que cancelou a instalação de oito mil novos radares nas rodovias federais do país. O anúncio foi feito em texto publicado nas páginas do presidente nas redes sociais.
No texto, o chefe do Palácio do Planalto conta que soube da existência dos pedidos prontos por meio do Ministério da Infraestrutura  "Sabemos que a grande maioria destes tem o único intuito de retomo financeiro ao estado", afirmou.
"Ao renovar as concessões de trechos rodoviários, revisaremos todos os contratos de radares verificando a real necessidade de sua existência para que não sobrem dúvidas do enriquecimento de poucos em detrimento da paz do motorista", disse Bolsonaro.

MPF apura suposto prejuízo de R$ 4 milhões em descarte de remédios vencidos

VERDINHO DE ITABUNA

O Ministério Público Federal (MPF) investiga, por meio de um inquérito, o suposto prejuízo aos cofres públicos de R$ 4 milhões, provocado pelo descarte de medicamentos vencidos, de alto custo, no estado. O procedimento foi aberto contra a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), de acordo com a coluna Satélite, do Correio. 
O procurador Fernando Túlio da Silva é responsável pela investigação, que chegou ao MPF no ano passado. Os R$ 4 milhões seriam oriundos do Sistema Único de Saúde (SUS). A suspeita é de prática de improbidade administrativa, já que os medicamentos estariam vencidos.

Caminhoneiros fazem carreata no Paraná e pedem fiscalização no preço do diesel

VERDINHO DE ITABUNA
Caminhoneiros fizeram uma carreata hoje (30) na região metropolitana de Curitiba, no Paraná. Segundo a Agência Brasil, o ato, promovido pelo Sindicato dos Caminhoneiros de São José dos Pinhais (PR), pedia a fiscalização da tabela do frete rodoviário e a diminuição do preço do litro do óleo diesel.
Na quinta-feira (28), o presidente Jair Bolsonaro anunciou o lançamento do cartão-caminhoneiro, que promete a garantia da compra de combustível, pelos motoristas de carga, sem a variação oscilante do preço do óleo diesel, uma das principais reclamações dos caminhoneiros. A política do frete mínimo foi uma das reivindicações da categoria que paralisou as estradas de todo o país em maio do ano passado.

Voluntários receberão US$ 18,5 mil para ficar 2 meses na cama


Cientistas espaciais alemães estão oferecendo a voluntários 16.500 euros (US$ 18.500) para ficarem na cama por 60 dias para testar os efeitos negativos da ausência de peso no corpo humano. O estudo de repouso a longo prazo, destinado a compreender o impacto da microgravidade nos astronautas durante viagens espaciais focadas em destinos como a Lua e Marte, envolve 12 homens e 12 mulheres. Eles ficarão deitados por dois meses em instalações no Centro Aeroespacial Alemão (DLR), em Colônia. “O voo espacial tripulado continuará a ser importante no futuro e devemos torná-lo o mais seguro possível para os astronautas”, disse Hansjörg Dittus, membro do Conselho Executivo da DLR para Pesquisa e Tecnologia Espacial.
Períodos prolongados de tempo em um ambiente sem peso causam atrofia óssea e muscular, redução da função cardiovascular e força os fluidos corporais a se moverem para a parte superior do corpo. Também pode levar a fraqueza, tontura, dores de cabeça, rostos inchados, enjôo, distúrbios do ouvido, comprometimento do sistema imunológico e dores nas costas. Como parte do estudo simulado, os participantes serão confinados à cama para todos os experimentos, refeições e lazer — até para tomar banho ou ‘ir’ ao banheiro. Os leitos também são inclinados para baixo em direção à ponta da cabeça em 6 graus para simular o deslocamento de fluidos corporais experimentados pelos astronautas em microgravidade. O estudo, que é financiado pela Nasa e pela Agência Espacial Européia, será conduzido em duas rodadas. Os primeiros 12 voluntários chegaram há cinco dias, em 25 de março. O segundo grupo deve começar o estudo em setembro. Os cientistas ainda estão buscando voluntários, especialmente mulheres, para a segunda fase. É preciso mínima fluência em alemão para participar. Além da compensação monetária, a Agência Aeroespacial Alemã disse que entre os benefícios de participar do estudo está a utilização do tempo para aprender, assistir à TV, evitar tarefas diárias e “obter uma idéia clara sobre as metas que você deseja atingir no futuro”. (Dinheiro)

Testamos o poderoso Galaxy S10+, o novo topo de linha da Samsung


Marcelo Ramos
miramos@hojeemdia.com.br
HOJE EM DIA
A indústria da telefonia móvel evolui numa velocidade espantosa. Nos últimos 10 anos, os smartphones vêm sofrendo mutações constantes. De uma única câmera, s passaram a ter duas, três, quatro, cinco lentes, que permitem registrar fotografias e vídeos com qualidade 4k, o que faz com que aquelas lembranças eternizadas nos últimos anos com aquele aparelho que já se tornou obsoleto tenha o mesmo aspecto que aquelas fotografias desbotadas de décadas atrás.
Testamos o Samsung Galaxy S10+ versão topo de linha da família de celulares da marca sul-coreana. O cartão de visitas desse smartphone são as duas lentes frontais envoltas pela tela, que por sua vez ocupa praticamente toda a área do aparelho. São 6,4 polegadas, assim como o Note 9, mas numa carcaça bem menor.
Mas o que chamou atenção nesse telefone foi como todas as aplicações rodam de forma estável e ágil. Testamos games pesados de diversas modalidades e o aparelho não titubeou. Para ilustrar, rodou “Asphalt 9: Legends” e “Real Racing 3” sem atrasos e nem encerrou a aplicação subitamente.
O responsável pelo poder de fogo é o processador Exynos 9 Octa 9820 de oito núcleos e seus 8 GB de RAM dão ao S10+ um comportamento semelhante a um notebook de porte intermediário.
Por outro lado, seu preço também se assemelha ao de um bom notebook. A unidade testada é avaliada em R$ 5.500. A marca ainda oferece opção com 12 GB de RAM e armazenamento de 1 TB, que elevam o preço para R$ 9 mil.
Com essa grana dá para comprar um ótimo notebook, montar um senhor PC gamer ou levar para casa um PS4 Pro e Xbox One X juntos, e sobrar troco. O problema é que nenhum deles cabe no bolso.
Todos os olhos
Apesar de o comportamento espantar, quase ninguém compra um smartphone tendo como base a oferta de memória RAM ou o modelo do processador. Além do design, da tela, do valor agregado ou do emblema, o que encanta os olhos são as câmeras.
O Galaxy S10+ é equipado com cinco lentes. Duas na frente e outras três na traseira. As dianteiras atuam em conjunto para registrar fotos com foco dinâmico (desfocando o fundo) e gravam vídeos em 4k.
Já o trio traseiro conta com uma opção padrão para fotografias convencionais. Uma segunda lente com zoom ótico de 2x, que aproxima o objeto em destaque sem perda de qualidade. E a terceira, uma grande angular com abertura de 123°, semelhante ao campo de visão do olho humano.
A qualidade impressiona e o modo manual permite regular a luminosidade, ISO, abertura e exposição como numa câmera convencional.
Segurança e bateria
A linha S10 remove o reconhecimento facial e aposta somente na leitura de digitais. No entanto, passa a utilizar um leitor ultras-sônico montado abaixo da tela. A marca garante que o sistema é inviolável e bem mais seguro que as demais tecnologias de desbloqueio.
E para dar conta de tudo isso, o S10+ utiliza bateria de 3400 mAh que pode ser recarregada sem fio, via indução magnética.

Brutalismo: de simplificador de acabamentos a estilo moderno, ousado e elegante


Patrícia Santos Dumont
pdumont@hojeemdia.com.br
HOJE EM DIA
Simples que virou sofisticado. Assim pode ser definido o brutalismo – estilo arquitetônico que nasceu no pós-guerra como solução para a escassez de materiais e que se transformou em referência moderna e ousada na arquitetura e na decoração. Caracterizado pelo uso de materiais em estado natural (bruto), cria uma estética “limpa” e refinada nos locais onde aparece.
Algumas das “marcas registradas” dessa linguagem são lajes em concreto e vigas em aço, ambas com aparentes fios de iluminação, canos e tubulação, tudo propositalmente deixado à mostra. A ideia por trás da estética naturalista, “sem maquiagem”, explicam as arquitetas Natália Botelho e Paola Corteletti, do escritório Botti Arquitetura, em Belo Horizonte, é valorizar a história da edificação e não a imagem passada por ela.
“A busca pelo brutalismo está na necessidade, muitas vezes inconsciente, de querermos algo prático, funcional. No mundo acelerado e imediatista que vivemos, as pessoas buscam descomplicar o que presenciam e experimentam no dia a dia”, detalham as profissionais, justificando a “volta” do estilo secular, presente na arquitetura propriamente dita e também no designer de interiores.
Sem firulas
Derivado da expressão francesa béton brut (concreto bruto, na tradução para o português), o movimento arquitetônico nasceu entre as décadas de 1950 e 1960. Naquela época, era necessário conduzir a construção civil num contexto de crise, de escassez de materiais, portanto. Obras simples, sem firulas, eram palavra de ordem. Nelas, o objetivo era que a construção cumprisse a função esperada.
“Utilizavam-se menos adornos, apostando em peças de mobiliário autoral brasileiro e, assim, tropicalizando o movimento. A preocupação não era tanta com a estética no sentido da linguagem arquitetônica, mas com a funcionalidade do projeto”, reforça o arquiteto Junior Piacesi relembrando a origem da estética brutalista.
Passados mais de 50 anos, não é difícil encontrar heranças do movimento tanto arquitetura quanto na decoração. Segundo Junior Piacesi, o brutalismo pode ser empregado em qualquer ambiente, desde que o resultado desejado esteja claro. “Em uma sala de jantar, por exemplo, a referência materializada numa estética mais pesada e austera pode ser cansativa e extremamente desgastante para o usuário, já que trata-se de um ambiente de permanência longa. Um lavabo, por sua vez, receberia bem essas características mais pesadas”, detalha.
Quem deseja aderir à estética mais realista pode anotar algumas referências ensinadas pela arquiteta Nina Abadjieff: concreto bruto, revestimentos mais rústicos, como tijolos, paredes com materiais expostos, elementos estruturais como vigas e colunas aparentes, menos ornamentação, madeira, vidros, estruturas metálicas.
“Quando o movimento começou, as pessoas não estavam prontas para o conceito de honestidade na arquitetura. Hoje, as necessidades e prioridades são outras. É possível aderir ao conceito do ‘menos é mais’. A simplicidade das formas, a permeabilidade, o concreto aparente e o ar industrial são mais valorizados”, opina.
Decoração arquitetura brutalismo
EXEMPLAR CLÁSSICO - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP é um dos exemplares de estética brutalista em São Paulo: colunas à mostra e concreto aparente são marcas registradas
Capital paulista é uma das cidades com maior número de edifícios com estética brutalista​
Maior cidade brasileira, São Paulo é também berço de importantes exemplares do brutalismo. Um dos mais emblemáticos, destacado por profissionais da área, é o edifício-sede da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) – projetado em 1961 e concluído oito anos depois.
Marco da arquitetura moderna no Brasil, tem concreto armado, esquadrias e acabamentos aparentes, além de outros componentes de aspecto industrial que ajudam a reforçar a importância dos materiais naquilo que os arquitetos consideram como honestidade construtiva.
“O brutalismo foi marcado pela releitura de técnicas e materiais que já haviam sido utilizados vastamente na arquitetura moderna. Foi nesse estilo que o concreto aparente ganhou força, como fica claro nas obras de Lina Bo Bardi e Paulo Mendes da Rocha, por exemplo”, explica o arquiteto Junior Piacesi.
Os profissionais mencionados por ele foram responsáveis pelos projetos do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e do Sesc Pompeia, e pelo Ginásio do Clube Paulistano e do Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia, respectivamente. Os quatro edifícios estão localizados na capital paulista.
Tudo à mostra
Revisitado na decoração atual, o estilo arquitetônico preza pela simplicidade na forma de se pensar o uso dos materiais – um dos valores do milênio, conforme reforça o arquiteto belo-horizontino. “É o desejo de não se esconder o que é utilizado, de priorizar a transparência no uso de materiais. Algo como uma verdade estética”, coloca Junior Piacesi.
Em projetos residenciais, o brutalismo aparece na leveza, na economia de adornos e enfeites e na sofisticação e elegância comprovadas mais na concepção do projeto e da decoração do que no conceito propriamente dito.
Queridinho na decoração moderna, opção de acabamento prático e barato, o cimento queimado pode ser usado sem medo por quem deseja apostar na tendência mais “bruta” dentro de casa. Embora não seja característica obrigatória dessa estética, faz as vezes do concreto armado em ambientes internos.
Decoração arquitetura brutalismo
CHIQUE - Projeto da Botti Arquitetura, de Belo Horizonte, prova que é possível recorrer ao brutalismo e ter um ambiente sofisticado, cheio de personalidade. Arquitetas aplicaram cimento queimado na parede de fundo, material que faz as vezes do concreto aparente, mas capricharam na decoração
Veja outras ideias para usar o brutalismo em casa:
Decoração arquitetura brutalismo
SEM MAQUIAGEM - Assim como é possível quebrar a rigidez com móveis leves, modernos ou cores em paredes e acessórios, dá para fazer a linha “100% bruta” com uma ou mais referências ao estilo arquitetônico, como os banquinhos da cozinha acima, com pés de ferro, e os fios aparentes das luminárias
Decoração arquitetura brutalismo
SEM REBOCO - Tijolinhos da parede foram deixados à mostra de propósito; ideia foi criar um ambiente moderno, arrojado e irreverente, que não escondesse a essência da concepção
Decoração arquitetura brutalismo
MARCA REGISTRADA - Principal característica do estilo arquitetônico é o uso do concreto aparente ou de materiais que traduzam esse aspecto. Nos três ambientes retratados pelas fotos – sala de estar, quarto e sala de jantar – esse é o ponto em comum. Para deixar os espaços mais modernos e leves, cores e mobiliário foram escolhidos a dedo. No primeiro projeto, a estética brutalista é combinada a peças modernas e arrojadas; no segundo, espécie de dossel com pegada industrial compõe a decoração mais “crua”; no terceiro, tons de cinza e azul arrematam as escolhas

Motoqueiras cavam espaço num ambiente onde homens, pelo menos por enquanto, são maioria


Patrícia Santos Dumont
pdumont@hojeemdia.com.br
HOJE EM DIA
Elas são corajosas. Não temem as altas velocidades, a vulnerabilidade a que estão sujeitas no dia a dia nem o terreno prioritariamente masculino onde resolveram entrar. Apaixonadas por se aventurar sobre duas rodas, motociclistas provam por meio de uma coleção de histórias divertidas, inusitadas e de alguns perrengues, é claro, que pilotar também é coisa de mulher.
Fundadora de um grupo que reúne motoqueiras do Estado todo, a instrutora de autoescola Renata Silva Menezes, de 26 anos, nem precisa se esforçar para lembrar das primeiras experiências que teve. Foi ainda na infância, em São Romão, Norte de Minas, que a paixão por sentir o vento bater no rosto nasceu. Aos 7 anos, já se aventurava na “garupa” do pai. “Naquela época, nem precisava de capacete e a gente ia na frente mesmo”, conta a moça, referindo-se ao espacinho, entre piloto e guidão, onde se acomodava no trajeto até a escola.
Mulheres motociclistas motoqueiras
Renata, Lara, Erica e Valdirene são algumas das integrantes do Mulheres Motociclistas Mineiras (MMM), grupo que comemorou quatro anos recentemente. Maioria das participantes só se conhecem virtualmente

De lá para cá, algumas coisas mudaram. Outras, nem tanto. Renata tirou carteira, ganhou uma moto, comprou outra, administra o MMM (Mulheres Motociclistas Mineiras) – grupo com mais de 200 participantes –, mas continua alimentando um amor que, para ela, é de família. “Sou a mais velha de três irmãos e sempre fui incentivada a pilotar para ser independente ou socorrer alguém caso precisasse. Embora seja uma atividade muito associada ao homens, encorajamos as mulheres. A ideia do grupo e de motoclubes é muito essa: mostrar que toda mulher pode, sim, ser e fazer o que quiser”, afirma.
Colega dela de aventuras, co-fundadora do MMM, Lara Spilher, de 23 anos, também é só alegria ao compartilhar as histórias que guarda do hobby escolhido. “Desperta em mim as melhores sensações: sentir o frio na barriga, a adrenalina que arrepia a alma, a sensação de liberdade, de poder voar sem sair do chão”, descreve a fotógrafa, que abandonou a garupa há dois anos para tomar as próprias “rédeas”. Desde então, foram inúmeras viagens, muitas para jamais tirar da memória, como a de estreia, para Paraty, no Rio de Janeiro. “Onze horas sentada, tomando chuva o trajeto todo. Pegamos um atalho de lama, dormimos numa barraca que voou. Podia ter sido a pior viagem da vida, mas, hoje, conto essa história rindo e até com saudade de cada detalhe”.
Mulheres motociclistas motoqueiras
"No meu caso, é uma paixão de família, que nasceu com meu pai. Mais velha de três irmãos, fui incentivada desde cedo a pilotar para ser independente e socorrer alguém quando necessário. Nos grupos e motoclubes incentivamos e encorajamos toda mulher que quiser pilotar" - Renata Silva Menezes, de 26 anos   
Coordenadora comercial no segmento de mineração, Belissa Fernandes Peres, de 35 anos, já perdeu as contas dos casos que coleciona desde que se descobriu motociclista. Para se ter uma ideia, ela, que ganhou a primeira moto aos 6 anos, já quebrou os dois braços numa mesma queda, em uma trilha em Macacos, pertinho de Belo Horizonte. “Eu era um ‘demoniozinho’, gostava de ficar acelerando, empinando. Naquela época podia, não tinha muito juízo. Para não levar bronca de pai e mãe usava moletom para esconder os ralados. Nessa (de Macacos), não deu. Quando cheguei em casa levei foi cintada”, recorda, aos risos.
Sobre o fato de ser mulher num universo dominado por homens, garante tirar de letra. Pilota motos superpotentes e dá de ombros para comentários machistas. “Tem muito homem que quando vê mulher pilotando, acha que não vai dar em nada. Mas sabe o que a gente faz? Mostra que sabe mais que eles”, brinca. Belissa tem nada menos que cinco motocicletas.

Mulheres motociclistas motoqueiras
“Acho uma grande bobagem dizer que moto não é coisa de mulher. Cada uma tem seu estilo. Seja de salto alto ou coturno, vestido ou calça de couro, chapinha ou cabelo suado debaixo do capacete, jamais perdemos nosso charme” – Lara Spilher, 23 anos, deixou a garupa há 2 anos e agora pilota a própria moto
Vendedora de peças numa loja de motos em BH, apaixonada pelo veículo há pelo menos 12 anos – quando tirou a habilitação –, Erica Melissa de Araújo da Silva, de 39 anos, vai além quando o assunto é driblar o machismo. Não só conduz o próprio caminho como carrega na garupa o marido, Robson, que preferiu não ter carteira de carro nem de moto.
“E olha que é um ‘homão’!”, enfatiza a motoqueira. “No começo, ele não sabia nem andar na garupa. Ensinei a equilibrar e logo pegou o jeito. Hoje em dia, só me ajuda nas conversões mesmo, pois quem manda na direção sou eu. No trânsito ele não dá palpite”, reforça.

Mulheres motociclistas motoqueiras
“Medo é algo que nunca passou pela minha cabeça. Mais do que uma paixão, moto é um estilo de vida. É a emoção de curtir a vida sobre duas rodas, de viajar, conhecer lugares, reunir colegas, ajudar amigos nas trilhas. É isso que move motociclistas espalhados pelo mundo” - Belissa Peres, 35 anos, pilota desde os 6
A enfermeira Valdirene Gomes de Oliveira, de 42 anos, também não abre mão da rota que traçou para si. Ela, que começou a pilotar há cerca de cinco anos, compara a sensação sobre duas rodas ao voo de um pássaro.
“Sempre tive um desejo muito grande de liberdade. Saí de casa com 16 anos para morar sozinha. Quando estou de moto e acelero sinto-me livre. É uma sensação maravilhosa, que cura e desestressa”, comenta.
Mulheres motociclistas motoqueiras
"Gosto de passear, viajar, não ficar presa a carro. Até meu marido anda na garupa. Como não tirou carteira, sou eu quem levo para cima e para baixo. Ajuda nas conversões, mas não dá palpite no trânsito. Quem manda sou eu. E olha que é um 'homão'" - Erica Melissa de Araújo da Silva tem 39 anos e pilota há 12 anos

Mulheres motociclistas motoqueiras
"Sempre tive um desejo de liberdade muito grande, desde muito novinha. Saí de casa com 16 anos para morar sozinha. Quando estou na moto, acelerando, me sinto como um pássaro" - Valdirene Gomes de Oliveira, enfermeira de 42 anos, que começou a andar de moto há cerca de cinco

EU COMEMORAREI SEMPRE A REVOLUÇÃO DE 1964.


EU COMEMORAREI SEMPRE A REVOLUÇÃO DE 1964.   UMA OPINIÃO
  Material recebido de colaborador:  CMG FN RRM EDUARDO SOBREIRA
         A Revolução de 1964, chamada pela esquerda de Golpe de 1964, foi apoiada ostensivamente por grande parte da população brasileira , a citar *4:
  • pela classe média, que era e é composta por brasileiros, como nós, que veem atualmente alguns poucos políticos sendo presos, e a maioria soltos depois, e efetivamente não devolvendo quase nada dos bilhões  desviados de obras inacabadas em hospitais, estradas, ferrovias, olimpíadas que geraram mortes por violência, desemprego, fome, sem atendimento hospitalar etc ;
  • também pela Igreja Católica não progressista que fez a MARCHA DA FAMÍLIA POR DEUS E A LIBERDADE *1, com milhares de pessoas em várias cidades do Brasil com um slogan comum aos dias de hoje : “ BRASIL VERDE-AMARELO SEM FOICE E MACHADO”; atualmente temos a vanguarda destas manifestações na Igreja Evangélica brasileira e seus líderes em prol da família e da iniciativa privada na economia.
  • Outros que estavam à frente da REVOLUÇÃO de 1964, foram os grandes proprietários rurais da agricultura e do gado, que desde muito são os impulsionadores da economia brasileira. Naquela época estes estavam preocupadíssimos com a REFORMA AGRÁRIA, que mesmo nos governos e dos Senhores Fernando Henrique, Lula e Dilma, base deste trinta anos de democracia brasileira, não avançaram quase nada do jeito certo, onde o governo compra terras e não as toma como deveria ser feito pela ESQUERDA caso chegasse a Ditadura do Proletariado  em 1964. As  terras adquiridas atualmente deveriam ser distribuídas para pessoas fim serem  estas produtivas, geradoras linhas de comércio e fornecedores de indústrias  , e, como já é comum nestes governos serem vistos na mídia, escândalos e escândalos ocorreram *2,a citar:
O relatório do TCU soou como uma denúncia. Os dados apontaram que 363 mil assentados residiriam em um município diferente do local do assentamento, 144 mil assentados seriam servidores públicos, 38 mil estariam já mortos, 19 mil apresentariam sinais de riqueza (como carros de luxo declarados em seus nomes). E cerca de 10 mil seriam portadores de deficiência física ou mental.
  • Outro setor que apoiou a REVOLUÇÃO foi a burguesia industrial de São Paulo,  setor que gera empregos , mesmo com uma política industrial , que  poderia ser melhor, mas que após o início do Governo Bolsonaro já começou a ter resultados  positivos, com  2500 novos empregos em Fevereiro:*3
 Em nota, a Fiesp avalia o desempenho como estável e afirma que o resultado está dentro do esperado. A Federação destaca, em nota, que uma consolidação do crescimento do emprego na indústria paulista passa pela aprovação da reforma da Previdência. “Nos próximos meses, devemos seguir gerando novas vagas. Mas para que seja confirmada uma retomada do emprego é fundamental a aprovação da Reforma”, diz o texto.
Fatos que levaram a eclosão da Revolução de 1964 no Governo de João Goulart e suas consequências*4:
  • Renúncia do PRESIDENTE ELEITO – JANIO QUADROS por motivos desconhecidos até hoje, porém intitulado de FRACASSO DO AUTOGOLPE por alguns estudiosos ;
  • JOÃO GOULART, Vice-Presidente tinha uma aproximação com a Rússia e estávamos na época do ápice da Guerra Fria ( Estados Unidos versus URSS);
  • As reformas da esquerda desagradavam os setores conservadores, a classe média, e dirigentes de multinacionais, que vendo seus negócios em risco no Brasil financiaram em 1961 a criação do IPES *6.E através de seu poderio político financeiro e de lobby no Congresso Nacional acabaram por se movimentar no sentido de impedir a posse de Jango. Por influência de grupos mais moderados, houve um acordo político estabelecendo o regime parlamentarista, o que significaria que Goulart seria chefe de estado, mas não chefe de governo — desta forma permaneceria no governo, mas teria poderes reduzidos.
  • Fidel Castro, também, a época, vislumbrou expandir sua revolução comunista no Brasil, inicialmente, usando as Ligas Camponesas de Francisco Julião. Posteriormente, propiciou treinamento militar em Cuba para brasileiros selecionados pelas organizações guerrilheiras, capazes de desencadear ações de guerrilha urbana e rural. Cuba e China passaram a financiar grupos de esquerda na América Latina, iniciando um movimento para implantar o comunismo na região, o que de certa forma influenciou na eclosão de uma série de  ações de direita apoiados pelos Estados Unidos,
  • Em outubro de 1963, relata-se o ex-governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola organizou o “Grupo dos Onze Companheiros” para tomar o poder pela luta armada. Segundo Brizola, o G-11 seria a “vanguarda avançada do Movimento Revolucionário, a exemplo da Guarda Vermelha da Revolução Socialista de 1917 na União Soviética”
  • No dia 13 de março de 1964, data da realização do Comício da Central do Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, perante grande quantidade de pessoas, Jango decreta a nacionalizaçãodas refinarias privadas de petróleo e a desapropriação, para fins de reforma agrária, de propriedades às margens de ferrovias, rodovias e zonas de irrigação de açudes públicos. No mesmo comício, Brizola defendeu o fechamento do Congresso Nacional .
  • Tradicionalmente, as Forças Armadas do Brasilsempre haviam tido o papel de um poder moderador e transitório.
  • o regime também reinterpretariaa plataforma reformista de Jango, em áreas como reforma agrária (com a criação do Incra), educação (criação do Mobral) e reforma universitária, além de promover a estatização de empresas (energia elétrica, telecomunicações, siderurgia, petróleo).
  • Nos anos que se seguiram houve uma significativa recuperação da economia e taxas de crescimento, que chegam a 10% ao ano, constituindo o que se chamou milagre econômico, com entrada significativa de capitais externos, atraídos também pela estabilidade política.
  • Finalizando, a esquerda brasileira fundou vários grupos terroristas e cabe um extrato do texto *5 que retrata o viés violento de parte da esquerda:
1964/1974: A derrota da resistência armada
“…a meu ver [a luta armada] teve a significação de violência retardada. Não travada em março-abril de 1964 contra o golpe militar direitista, a luta armada começou a ser tentada pela esquerda em 1965 e desfechada em definitivo a partir de 1968, quando o adversário dominava o poder do Estado, dispunha de pleno apoio das Forças Armadas e destroçara os principais movimentos de massa organizados. Em condições desfavoráveis, cada vez mais distanciada da classe operária, do campesinato e das camadas médias urbanas, a esquerda radical não podia deixar de adotar a violência incondicionada para justificar a lutada armada imediata” (Jacob Gorender, “Combate nas Trevas”) .Jacob Gorender foi  da esquerda brasileira. Historiador e militante comunista, de uma rigorosa postura intelectual, seu livro é considerado  resumo dos primeiros 20 anos que se seguiram ao fatídico ano de 1964.
“As esquerdas radicais se lançaram na luta contra a ditadura, não porque a gente queria uma democracia, mas para instaurar o socialismo no país por meio de uma ditadura revolucionária, como existia na China e em Cuba. Mas, evidentemente, elas falavam em resistência, palavra muito mais simpática, mobilizadora, aglutinadora. Isso é um ensinamento que vem dos clássicos sobre a guerra… citado no *5
Ao longo do processo de radicalização iniciado em 1961, o projeto das organizações de esquerda que defendiam a luta armada era revolucionário, ofensivo e ditatorial. Pretendia-se implantar uma ditadura revolucionária. Não existe um só documento dessas organizações em que elas se apresentassem como instrumento da resistência democrática.” (Daniel Aarão Reis, ex-dirigente do MR 8, professor universitário
“A guerrilha no Brasil não é uma simples forma de luta. É a própria estratégia da revolução”. A estratégia é “conquistar o poder pela violência e destruir o aparelho burocrático militar do Estado, substituindo-o pelo povo armado ” por Carlos Mariguella
Concluindo, sabemos aonde o Governo Militar apoiado por grande parte da sociedade chegou em desenvolvimento básico e infraestrutura sendo a oitava economia do mundo, sabemos onde a democracia  brasileira dos últimos 30 anos, repleta de casos de corrupção, chegou: desemprego e violência urbana generalizada. Sabemos que só com um governo honesto e produtivo de fato chegaremos a  ser uma potência social e econômica. Sabemos ,também, como estão Cuba e a Venezuela com seus governos de esquerda hoje: pouco desenvolvimento e caos total para segunda. Sabemos que a antiga Rússia  (URSS) e China são hoje tipicamente países capitalistas que lutam por poder geopolítico no Mundo como um todo. Assim, concluo,  que em 1964 fomos pelo caminho certo decorrente de todos fatores históricos apresentados e  em comparação com as nações tipicamente de esquerda.. Oremos pelo Brasil .

*1 https://pt.wikipedia.org/wiki/Marcha_da_Fam%C3%ADlia_com_Deus_pela_Liberdade
*2 https://www.sul21.com.br/ultimas-noticias/politica/2018/07/a-nova-face-da-reforma-agraria-no-brasil/
*3 https://exame.abril.com.br/economia/industria-paulista-gera-2500-mil-empregos-em-fevereiro-revela-fiesp/
*4  https://pt.wikipedia.org/wiki/Golpe_de_Estado_no_Brasil_em_1964
*5  https://www.esquerda.net/dossier/esquerdas-e-ditadura-militar-brasileira/32005
*6 O IPES reunia a nata do empresariado brasileiro, além dos diretores de empresas multinacionais com atuação no país, dirigentes das principais associações de classe empresariais, militares, jornalistas, intelectuais e um grupo de jovens tecnocratas. O que os unificava num mesmo background ideológico eram suas relações econômicas multinacionais e associadas, o seu posicionamento anticomunista e o propósito de subsidiar um novo projeto de governo e de desenvolvimento para o país, aberto ao fluxo do capital internacional  https://www.ufmg.br/brasildoc/temas/1-golpe-militar-de-1964/

Com visita a Israel, Bolsonaro acena a evangélicos, Trump e Netanyahu

POLITICA LIVRE
Foto: Alan Santos/PR
O presidente é acompanhado pelo filho, o senador Flávio Bolsonaro, durante partida de Brasília para Israel
O presidente Jair Bolsonaro inicia no domingo, 31, em Israel uma viagem de caráter político e religioso. Com uma mão, Bolsonaro pretende afagar a bancada evangélica, crucial para o avanço de sua agenda no Congresso. Com a outra, ele joga o peso do Brasil na campanha do premiê israelense, Binyamin Netanyahu, que corre risco de perder o cargo nas eleições locais do dia 9. A primeira missão deve ser cumprida sem muito esforço, mesmo que Bolsonaro anuncie apenas a instalação de um escritório de negócios em Jerusalém, em vez da mudança da embaixada, como havia prometido. Na última semana, o deputado Marco Feliciano (Podemos-SP) afirmou que a decisão seria uma solução provisória, até o Brasil “conseguir apoio da comunidade árabe”. Nas últimas semanas, a bancada evangélica voltou a chiar. Nos bastidores, eles cobraram a transferência da embaixada e ficaram insatisfeitos com a declaração à Rádio Gaúcha do chanceler Ernesto Araújo de que não há nada definido sobre a mudança. O governo espera que as imagens de Bolsonaro em locais sagrados, como a Basílica do Santo Sepulcro e o Muro das Lamentações, em Jerusalém, sirvam para acalmar a tropa. Para entender a simpatia dos evangélicos por Israel é preciso voltar no tempo. Doutrinas apocalípticas sempre existiram. A Bíblia, segundo movimentos pentecostais e neopentecostais, não é apenas um amontoado de acontecimentos do passado e um guia de boas maneiras para o presente, é também um plano de Deus para o futuro. Muitos evangélicos creem que um segundo Cristo chegará à Terra Santa e estabelecerá o reino de Deus na Terra. Forças do mal que jogam contra são anticristos que querem a destruição de Israel. Eles podem ter várias formas: o rei da Assíria, os persas, Hitler, a União Soviética ou Mahmoud Ahmadinejad, ex-presidente do Irã.
Estadão

Onde estavam os ministros militares de Bolsonaro em 1964

POLITICA LIVRE
Foto: Estadão
A exemplo de Bolsonaro, Augusto Heleno recusa o termo 'golpe' para ação militar
Os generais da reserva com assento no governo de Jair Bolsonaro ocuparam funções de oficiais na estrutura das Forças Armadas e dos governos do regime militar. Conselheiro do presidente, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno Ribeiro, de 71 anos, tinha quase 17 no dia 31 de março de 1964. “Era aluno do segundo ano Científico do Colégio Militar do Rio. Vibrei com a queda de João Goulart, um cancro na política brasileira”, disse ao Estado. A exemplo de Bolsonaro, Heleno não chama o golpe de golpe. Na sua definição, houve um movimento para conter o avanço do comunismo no País. No começo da década de 1970, Heleno foi instrutor na Academia Militar das Agulhas Negras, no Rio, onde se formaram o atual ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz (turma de 1974), o vice-presidente Hamilton Mourão (1975) e o próprio Bolsonaro (1977). No ano da formatura de Bolsonaro, Heleno, capitão recém-promovido, assumiu o cargo de ajudante de ordens do então ministro do Exército, Sylvio Frota – que tentou se impor como sucessor do presidente Ernesto Geisel e foi demitido. O grupo do entorno dele ensaiou um levante. Questionado, Heleno disse que sua participação foi “irrelevante”. “Tinha apenas 30 anos.” O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, de 65 anos, tinha 10 quando o Exército derrubou Goulart. Ele relatou que, durante o regime, se dedicou à Brigada Paraquedista, no Rio. Sua atuação, disse, foi “exclusivamente” voltada à profissão militar. Já Santos Cruz, que tem gabinete no quarto andar do Palácio do Planalto, completava 12. O Exército tinha acabado de exterminar as guerrilhas na Amazônia quando, entre 1975 e 1977, ele concluiu os cursos de comando e guerra na selva. À pergunta sobre sua experiência na ditadura, disse que não foi “frotista” nem “castelista”. “Não faço parte de grupos estereotipados. Fui ser militar porque tinha atração pela atividade militar e era uma opção profissional que eu tinha possibilidade de acessar.” Em 1973, no auge da repressão, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, general Floriano Peixoto, de 64 anos, se formava pela Academia Militar das Agulhas Negras. Naquele ano, outro ministro, o almirante Bento Albuquerque, de Minas e Energia, entrava para a Marinha. Nos dois últimos governos militares ele se dedicou ao programa de submarinos. O titular da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, de 56 anos, tinha um ano quando ocorreu o golpe e no último ano do regime, 1984, formou-se em Tecnologia Aeronáutica na Academia da Força Aérea. Militares mais novos, como o ministro Tarcísio Gomes (Infraestrutura), de 43 anos, não era nascido em 1964.
Estadão

Governo economizará R$ 15 mi com compra direta de passagens aéreas

POLITICA LIVRE
Foto: Rodrigo Mello Nunes/ iStock
MP permitiu retomar modelo que dispensa agências de viagem
Desde o último dia 2, os órgãos e as entidades do Poder Executivo federal voltaram a comprar passagens aéreas diretamente das companhias que operam voos domésticos. A expectativa é retomar o modelo que economizava R$ 15 milhões por ano nas viagens a serviço de servidores, militares e colaboradores do governo federal. A compra direta de passagens aéreas voltou a ser feita depois da publicação da Medida Provisória (MP) 877, na última terça-feira (26). A MP dispensa a retenção na fonte dos tributos sobre passagens aéreas compradas por meio de cartões corporativos, reduzindo o custo dos bilhetes. A dispensa do recolhimento de tributos vigorou de 2014 a dezembro de 2017, por meio de uma lei. Em março de 2018, a MP 822 prorrogou o não recolhimento dos tributos, mas a medida provisória caducou, perdendo a validade no fim de junho do ano passado. A volta da retenção na fonte dos tributos sobre as passagens aéreas obrigou o governo a retomar o modelo antigo de compra de bilhetes por meio de agências de viagem. De acordo com a Secretaria de Gestão do Ministério da Economia, a aquisição por agências custa, em média, 22% a mais que a compra direta nas companhias aéreas. Atualmente, existem cinco empresas aéreas credenciadas para fornecer passagens diretamente ao serviço público federal: Avianca, Azul, Gol, Latam e MAP Linhas Aéreas. O próprio órgão ou entidade federal pesquisa cada compra de passagem, com a escolha do menor preço e a aplicação automática dos descontos estabelecidos pelas empresas aéreas. De acordo com a Secretaria de Gestão, o modelo funciona na prática como uma licitação a cada compra de passagem. Os gestores podem verificar e auditar as operações por meio do Sistema de Concessão de Diárias e Passagens, que armazena as pesquisas e as escolhas de viagens. O cidadão também pode acompanhar os gastos federais com passagens aéreas por meio da ferramenta Painel de Viagens. No site, é possível acessar informações sobre viagens a serviço e o gasto com diárias de empregados públicos, servidores, militares e colaboradores do governo federal.
Agência Brasil