MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

sexta-feira, 30 de novembro de 2018


Em NY, Haddad diz que Brasil pode crescer com governo liberal de Bolsonaro


Na avaliação de Haddad, o novo governo também adotará uma agenda próxima a grupos religiosos conservadores

Tribuna da Bahia, Salvador
30/11/2018 11:20 | Atualizado há 9 horas e 38 minutos
   
Foto: Divulgação

O candidato derrotado do PT à Presidência, Fernando Haddad, ressaltou que o eventual fracasso da administração do presidente eleito Jair Bolsonaro não é "o pressuposto" da sua avaliação sobre as perspectivas econômicas do País com o próximo governo. Ao contrário, ele fez um diagnóstico de que a gestão de Bolsonaro poderá ter bons resultados econômicos.
"Temos que nos prevenir: ele vai adotar o neoliberalismo radical", disse, referindo-se a Bolsonaro. "Em primeiro lugar gera um fluxo de caixa muito importante e dá fôlego, com a venda de ativos estatais, o que ocorreu com o primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com venda de estatais, o que bancou a sobrevalorização do câmbio por quatro anos", apontou. "Vamos ter crescimento em 4 anos porque estamos há 4 anos sem crescer e isso vai dar um respiro para o governo."
Na avaliação de Haddad, o novo governo também adotará uma agenda próxima a grupos religiosos conservadores. "A pauta do fundamentalismo alimenta o espírito e não o estômago, mas isto também está no jogo político", disse.
Haddad destacou que o presidente pode ressaltar que vai "intervir na escola pública e que seu filho não tem risco de ser gay." Para o ex-candidato a presidente, é preciso adotar cuidado para avaliar o futuro da administração Bolsonaro. "Não pode ver como dado o fracasso, que pode ocorrer, mas não é pressuposto da nossa avaliação."
Haddad não fez criticas a Bolsonaro, com exceção de ter avaliado como indevido o fato de que o presidente eleito "bateu continência" para John Bolton, assessor de Segurança Nacional do governo do presidente americano Donald Trump em visita na manhã da quinta-feira, 29, em sua residência no Rio de Janeiro.
O ex-prefeito também apontou como "estranho" o fato do juiz Sergio Moro ter aceitado um cargo de primeiro escalão na futura administração. "Não é comum uma pessoa deixar de ser juiz para ser ministro do atual governo", disse.
Haddad diz que as ações de Moro interferiram no resultado das eleições presidenciais pois, para ele, se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - condenado e preso na Operação Lava Jato - tivesse condições, ele estaria eleito e seria o sucessor do presidente Michel Temer.
De acordo com Haddad, além de propor a reforma política, o governo do ex-presidente Lula no segundo mandato deveria ter sugerido a realização da reforma tributária. "É quando há alto capital político que mudanças importantes precisam ser sugeridas, mesmo que isso implique em derrota em eleições", destacou.
O ex-prefeito, por outro lado, não mencionou, no evento promovido em Nova York pelo "The People's Forum", em nenhum momento a necessidade de ajustes fiscais caso fosse eleito como presidente, nem mencionou a importância da realização da reforma da Previdência Social para o País.
"Na campanha presidencial defendi reformas em dois setores importantes: o bancário e o referente aos meios de comunicação", destacou. "Há a cartelização do sistema bancário, o que também acontece com os meios de comunicação. São dois oligopólios que precisam ser revistos, senão não tem democracia", finalizou.

Bolsonaro diz que não fará acordos que prejudiquem agronegócio


A declaração é uma resposta à fala do presidente francês no G20

Tribuna da Bahia, Salvador
30/11/2018 14:46 | Atualizado há 6 horas e 9 minutos
   
Foto: AP Photo/Silvia Izquierdo

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse hoje (30) que não pretende assumir compromissos ambientais que impactem o agronegócio brasileiro. A resposta foi uma reação às declarações do presidente francês, Emmanuel Macron, que condicionou o avanço das negociações entre a União Europeia (UE) e o Mercosul à posição do governo eleito sobre o Acordo Climático de Paris.
“O Macron está defendendo a França. Esse acordo Mercosul com a União Europeia atinge interesses da França, um país voltado também para o agronegócio. A partir do momento que querem diminuir a quantidade de exportáveis nossos, essas commodities, logicamente que não podem contar com o nosso apoio. Mas não é um não em definitivo, nós vamos negociar”, ressaltou Bolsonaro, após participar da cerimônia de formatura de sargentos da Força Aérea em Guaratinguetá, interior paulista.
Macron disse ontem (29) que irá apoiar a parceria comercial se ela não significar um desequilíbrio nas condições comerciais entre os países. “Não podemos pedir aos agricultores e trabalhadores franceses que mudem seus hábitos de produção para liderar a transição ecológica e assinar acordos comerciais com países que não fazem o mesmo. Queremos acordos equilibrados."
No Twitter, Bolsonaro já tinha postado uma mensagem afirmando que "está fora de cogitação" o país se sujeitar automaticamente a interesses de outras nações. "Sujeitar automaticamente nosso território, leis e soberania a colocações de outras nações está fora de cogitação. É legítimo que países no mundo defendam seus interesses e estaremos dispostos a dialogar sempre, mas defenderemos os interesses do Brasil e dos brasileiros", disse em mensagem na rede social.
Negociações
A União Europeia e o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai - a Venezuela está temporariamente suspensa) negociam o acordo, há quase 20 anos, com base em três pilares: diálogo político, cooperação e o livre-comércio.
Bolsonaro disse que foi aconselhado pelo futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, a ter cautela nas negociações. “Ele nos recomendou a ter um pouco mais de prudência para que o Brasil não perca mercado aí fora”, acrescentou.
O presidente eleito ressaltou que pretende fazer mudanças na política ambiental para evitar prejuízos aos produtores. “O que nós queremos é uma política ambiental para preservar o meio ambiente, mas não de forma xiita como é feito atualmente. Vamos acabar com a indústria da multa nesse setor.”
Indulto
Bolsonaro reiterou hoje que não pretende conceder indulto natalino a condenados por crimes de menor potencial ofensivo.
“Não é apenas a questão de corrupção, qualquer criminoso tem que cumprir a sua pena de forma integral. É essa nossa política que eu acertei com o [juiz federal] Sergio Moro [confirmado para o Ministério da Justiça]. Se não houve punição ou a punição for extremamente branda, é um convite a criminalidade.”
O texto, geralmente preparado pelo Ministério da Justiça, é assinado anualmente, em dezembro, pelo presidente da República. O indulto de Natal considera, em geral, razões humanitárias. Está previsto na Constituição, mas não é obrigatório.
Ontem (29), a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou a favor da validade do decreto de indulto natalino editado pelo presidente Michel Temer no ano passado. No entanto, o julgamento foi suspenso por pedidos de vista dos ministros Dias Tofffoli e Lux Fux.

Militares comandarão sete áreas no governo de Jair Bolsonaro


Até agora, 20 ministros já foram definidos por Bolsonaro. O próximo governo deverá ter um 22 ministérios, sete a menos em relação aos atuais

Tribuna da Bahia, Salvador
30/11/2018 13:24 | Atualizado há 7 horas e 29 minutos
   
Foto: Reprodução/Veja

O almirante Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior, anunciado hoje (30) para o futuro comando do Ministério de Minas e Energia, é o sétimo nome militar para equipe ministerial do presidente da República eleito, Jair Bolsonaro. Até agora, 20 ministros já foram definidos por Bolsonaro. O próximo governo deverá ter um 22 ministérios, sete a menos em relação aos atuais.
Bento Albuquerque é o único da Marinha. O Exército será representado por três generais: Augusto Heleno Ribeiro Pereira, que assumirá como ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Fernando Azevedo e Silva, na Defesa; e Carlos Alberto Santos Cruz, que vai ser secretário de Governo.
A Aeronáutica será representada pelo tenente-coronel Marcos Pontes, indicado para o Ministério de Ciência e Tecnologia. Oficial da reserva, ficou conhecido por ter sido o primeiro astronauta brasileiro, enviado para o espaço, em 2006, em uma parceria do governo brasileiro com a Nasa, a agência espacial norte-americana.
Formação militar
Para o Ministério da Infraestrutura, foi confirmado Tarcísio Gomes de Freitas. Ele iniciou a carreira no Exército, mas acabou ingressando, por concurso, no quadro de auditores da Controladoria-Geral da União (CGU). É formado em engenharia civil pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) e atuou como engenheiro da Companhia de Engenharia Brasileira na Missão de Paz no Haiti.
Gomes Freitas comandará os setores de transporte aéreo, terrestre e aquaviário, além dos projetos de melhoria da logística do país. Ele é ex-diretor executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura Transporte (Dnit).
Há ainda o atual ministro da Transparência e Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário, que já foi capitão do Exército, e permanecerá no cargo no futuro governo.
Comandos
O general Fernando Azevedo e Silva, que assumirá a Defesa, anunciou no último dia 21, os nomes dos próximos comandantes das Forças Armadas.
O novo comandante do Exército será o general de Exército Edson Leal Pujol; o chefe da Marinha será o almirante de esquadra Ilques Barbosa Júnior (atual chefe do Estado-Maior da Armada) e o da Aeronáutica, o tenente brigadeiro Antônio Carlos Moretti Bermudez.
Bolsonaro manteve a tradição das Forças Armadas de escolher os oficiais mais antigos da ativa em suas forças. Da Agência Brasil

Conta de luz terá bandeira verde em dezembro, sem cobrança extra


Desde maio deste ano, a bandeira estava nos patamares amarelo ou vermelho.

Tribuna da Bahia, Salvador
30/11/2018 17:00 | Atualizado há 3 horas e 35 minutos
   
Foto: Divulgação

A bandeira tarifária para o mês de dezembro será verde, ou seja, sem custo extra para os consumidores de energia elétrica. Desde maio deste ano, a bandeira estava nos patamares amarelo ou vermelho.
Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel),  apesar de os reservatórios ainda apresentarem níveis reduzidos, a expectativa é a de que a estação chuvosa continue aumentando o nível de produção de energia pelas hidrelétricas e a recuperação do fator de risco hidrológico (GSF), fatores que impulsionam a queda no Preço de Liquidação de Diferenças (PLD). O GSF e o PLD são as duas variáveis que determinam a cor da bandeira tarifária a ser acionada.
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para sinalizar aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica. A adoção de cada bandeira, nas cores verde (sem cobrança extra), amarela e vermelha (patamar 1 e 2), está relacionada aos custos da geração de energia elétrica.
A Aneel alerta que, mesmo com a bandeira verde, é importante manter as ações relacionadas ao uso consciente e combate ao desperdício de energia elétrica.

Inovações no setor de saúde ganham destaque em evento em Salvador


As transformações, novas tecnologias, ações e serviços na área serão debatidos no II Fórum Saúde Pós UNIFACS nessa terça-feira, 04/12

Tribuna da Bahia, Salvador
30/11/2018 15:07 | Atualizado há 5 horas e 23 minutos
   
Foto: Reprodução

O setor de saúde está mudando. Novas tecnologias, produtos e serviços mostram que a questão da saúde implica hoje em diversos saberes conectados e integrados. Para debater esse panorama, suas transformações, reflexos e desafios, acontece nessa terça-feira, 04, a partir das 08h30, o II Fórum Saúde Pós UNIFACS, no auditório do Campus Professor Barros, na Paralela.
 Voltado para gestores, profissionais da saúde e áreas afins, essa é a segunda edição do evento, que funciona como um espaço para troca de informações, compartilhamento de experiências, conhecimentos e networking. “Estamos vivendo um momento de mudança no perfil da população com aumento na expectativa de vida e isso exige uma nova ação em saúde”, explica a professora Joane Queiroz, coordenadora dos cursos de Pós-Graduação em Saúde da UNIFACS.
Joane comenta que as tecnologias e os serviços que vêm transformando o conceito de assistência à saúde estarão em foco nos debates do Fórum, como as inovações relacionadas aos chamados hospitais líquidos e gasosos. “O conceito de saúde atualmente se espalha para além de clínicas e hospitais, não estando mais somente restrito a esses espaços”, explica a professora.
Os cuidados de transição, serviços oferecidos ao paciente na passagem do hospital para a casa, também ganham destaque na programação, juntamente com as práticas integrativas, antes consideradas alternativas e hoje incorporadas ao Sistema Único de Saúde como acupuntura, meditação, cromoterapia, aromaterapia, entre outras.
Além de discutir sobre as novas práticas em saúde, o evento traz ainda uma análise do cenário epidemiológico e empresarial do setor, com os novos negócios e possibilidades em ascensão no meio. Os interessados em participar devem enviar uma mensagem para o email eventos.pos@unifacs.br As inscrições são gratuitas.
Serviço
O que: II Fórum Saúde Pós UNIFACS
Quando: 04/12, terça-feira, 8h30
Onde: auditório do campus Professor Barros, UNIFACS, Paralela
Entrada: gratuita. Inscrições pelo email eventos.pos@unifacs.br
 Sobre a UNIFACS
A UNIFACS – Universidade Salvador, integrante da rede internacional de universidades Laureate, líder global no segmento de educação superior, é uma das maiores universidades da Bahia. Fundada em 1972, a UNIFACS oferece cursos de graduação (bacharelado e tecnológica) nas modalidades presencial e a distância, e de Pós-graduação lato (especializações e MBA’s) e stricto sensu (mestrados e doutorados), além de desenvolver atividades de pesquisa e extensão que contribuem para o desenvolvimento econômico em social do nosso estado.
Atualmente, a Universidade conta com sete campi na capital baiana, um em Feira de Santana, maior cidade do interior baiano, além de polos de EAD (Ensino a distância) espalhados por diversos municípios da Bahia, além dos estados do Ceará, Paraná, Paraíba e Pernambuco, sendo a primeira instituição particular baiana a ser credenciada pelo MEC para oferecer cursos na modalidade de ensino a distância. Para mais informações: www.unifacs.br

Contran atende pedido do Detran e placa Mercosul entra em vigor na Bahia dia 17

POLITICA LIVRE
Placa de veículos padrão Mercosul
O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou nesta sexta-feira (30) a resolução 748, que prorroga o prazo de implantação da placa veicular padrão Mercosul no país, previsto anteriormente para o próximo dia 3, com um cronograma de datas diferentes para os estados. Na Bahia, a nova placa entrará em vigor no próximo dia 17. A mudança atende ao pedido do Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA), cujo objetivo é dar mais tempo às empresas fabricantes e estampadoras de placas que pretendem se cadastrar para oferecer o serviço no Estado.

Comissão de Agricultura da Câmara vai debater conflito fundiário em Formosa do Rio Preto

POLITICA LIVRE
Foto: Divulgação
Imagem aérea da cidade de Formosa do Rio Preto
A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados vai realizar no dia 4 de dezembro audiência pública para discutir um conflito fundiário na região de Coaceral, em Formosa do Rio Preto (BA). Situada no oeste baiano, na divisa com Tocantins, a região é uma das fronteiras agrícolas mais prósperas do País e foi colonizada por produtores paranaenses em 1984. A audiência pública foi requerida pelos deputados Osmar Serraglio (PP-PR), Adilton Sachetti (PRB-MT) e Valdir Colatto (MDB-SC). As famílias paranaenses se mudaram para a região estimuladas pela concessão de financiamentos do Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento dos Cerrados (Prodecer I), um programa agrícola do governo brasileiro em parceria com o japonês. Elas ocuparam uma área de mais de 300 mil hectares para a produção de grãos. A origem da terra é a antiga fazenda São José, de vasta dimensão, no município de Formosa do Rio Preto. Em 1915, pequena posse dessa fazenda foi relacionada em um inventário. Na época, o inventariante arrolou apenas a posse da área, que entrou no inventário avaliado judicialmente por um valor irrisório, inferior ao de dois bezerros ou metade do valor de um animal asinino. Em 2015, setenta anos depois, José Valter Dias se apresentou na comarca da região como herdeiro daquela posse, efetuou o inventário e converteu aquela posse em matrícula do imóvel, sem mencionar o registro anterior e sem qualquer definição da área e dos limites, passando a se dizer proprietário da região onde moram os colonos. O deputado Osmar Serraglio afirma que a obtenção da escritura se deu de forma ilegal e envolve membros do Judiciário. Segundo o parlamentar, a obtenção da matrícula do imóvel se deu por José Valter sem que o herdeiro apresentasse nenhum documento comprovando seu direito, como o registro anterior, o cadastro no Incra ou comprovantes de pagamento de Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), como lhe tinha sido exigido em juízo. Além disso, em nenhum momento os colonos foram ouvidos pela Justiça. Uma petição do Ministério Público da Bahia, que analisou o caso, chegou a afirmar que a decisão judicial teria concedido uma “posse mágica” a José Valter Dias. “Ele [Dias] conseguiu fazer o registro contrariamente a toda legislação de registro público”, afirmou o deputado. Serraglio disse ainda que o registro foi concedido no mesmo mês em que os produtores faziam a colheita, forçando-os a aceitar “acordos leoninos” com o suposto proprietário para poderem permanecer na terra. A reintegração de posse chegou a ser concedida pelo Tribunal de Justiça da Bahia, mas foi posteriormente revista por novos despachos do próprio TJ e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Os parlamentares querem agora saber como a posse definitiva da terra foi concedida a partir de um “passe mágico” referido pelo Ministério Público e como ficará a situação dos produtores rurais, que realizaram benfeitorias na região, transformando-a na famosa região do Matopiba, onde estão cultivando a terra há mais de 30 anos. Os deputados desejam identificar os envolvidos – principalmente aqueles relacionados a tráfico de influência junto a autoridades –, diante de uma situação de insegurança jurídica que foi implantada na região nos últimos três anos, “obrigando os produtores ao pagamento de parte de sua colheita para quem nunca foi proprietário das terras”.

Sefaz cria call center ativo para estreitar relacionamento com contribuintes

POLITICA LIVRE
A fim de estreitar relacionamento com a população, a Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz) já passa a ter um call center ativo para informar aos contribuintes sobre a situação fiscal junto ao município. Com o contato feito diretamente pelo órgão, o principal objetivo do serviço é deixar os cidadãos informados sobre tributos ou taxas (IPTU, TRSD, ISS, TFF) com parcelas vencidas. Além disso, o serviço esclarece dúvidas para que o contribuinte possa regularizar eventuais débitos, por meio de pagamento de boletos ou realização de parcelamentos. A medida também pretende evitar o rompimento de acordos já firmados e perdas de benefícios, cobrança de juros e multas e, em instâncias mais graves, execuções fiscais. Segundo o secretário da Sefaz, Paulo Souto, a principal motivação para criação de um call center ativo foi a quantidade de contribuintes que perderam os benefícios negociados em programas de Parcelamentos Incentivados (PPIs) e tiveram as dívidas recompostas com multas e juros originais, por não saberem que estavam com parcelas em aberto. “Além disso, em cumprimento às obrigações legais, a Fazenda tem intensificado os meios de cobrança, inclusive as judiciais e pretende, por meio desse canal, orientar os contribuintes para que eles não sejam pegos de surpresa quando já não há mais o que fazer administrativamente”, garante. A Sefaz manterá todos os demais canais de relacionamento com a população, como o site da secretaria, o Fala Salvador (pelo telefone 156) e as redes sociais. Os contribuintes também podem ter atendimento presencial na sede do órgão, na Rua das Vassouras, 1, Centro, postos dos SACs e sedes das Prefeituras-Bairros. Em quaisquer das situações, seja através do call center ativo ou demais canais de atendimento, a Sefaz não solicita aos cidadãos dados financeiros como senhas de conta bancária ou cartão de crédito, nem exigência de pagamento direto por qualquer serviço.

TCU determina corte de verbas federais para 52 cidades baianas

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Foto: André Dusek/Estadão
Sede do Tribunal de Contas da União (TCU)
Uma portaria publicada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) pode reduzir repasses federais para 52 cidades baianas a partir de janeiro de 2019. A medida altera o tamanho da fatia que cada uma delas tem no Fundo de Participação dos Municípios (FPM), principal fonte de receita das médias e pequenas cidades, com base na recente estimativa populacional divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em todo o Brasil, 135 municípios tiveram o número de moradores reduzido pelo IBGE e estão ameaçados de receber menor quantidade dinheiro no ano que vem. Na Bahia, 55 cidades integravam a lista de corte, mas três judicializaram o caso e conseguiram decisões favoráveis. São elas: Amargosa, Heliópolis e Adustina. O TCU é o órgão responsável por definir os coeficientes do FPM. Entre os municípios baianos afetados pela portaria, estão Barreiras, Euclides da Cunha, Jequié, Santo Antônio de Jesus e Serrinha. Em Filadélfia, cidade situada no Centro-Norte baiano, o coeficiente do FPM caiu de 1,2 para 1,0 na nova portaria do TCU. Em valores absolutos, a queda será de aproximadamente R$ 300 mil por mês. “Vamos ter que demitir, tirar benefícios dos servidores, sem falar em investimentos que não temos como fazer”, disse o prefeito de Filadélfia, Louro Maia (DEM). As cidades ameaçadas de perder recursos depositam esperança na aprovação, pelo Congresso, de um projeto de lei que pode suspender a redução de receita. O Senado marcou para a próxima terça-feira a análise da proposta que congela o coeficiente do FPM até que o IBGE realize um novo Censo, previsto para 2020. Com a iminente queda de receita nas cidades, o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Eures Ribeiro (PSD), pediu ao presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), que vote o projeto. “A expectativa é ótima, pois prefeitos cobram seus deputados e senadores”, disse. As informações são da coluna Satélite, do jornal Correio*.

Bolsonaro quer indicar Bretas para tribunal superior, dizem assessores

POLITICA LIVRE
Foto: Marcos Arcoverde/Estadão
O juiz federal Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal, do Rio de Janeiro
O senador eleito Flávio Bolsonaro, filho do presidente eleito Jair Bolsonaro, se reuniu na semana passada por duas horas com o juiz Marcelo Bretas, responsável por julgar os casos da Lava-Jato do Rio em primeira instância. O encontro aconteceu a pedido do próprio Flávio no gabinete do magistrado. Interlocutores próximos a Jair Bolsonaro confirmaram ao GLOBO que o presidente eleito pensa em indicar Bretas para um tribunal superior. Essa indicação pode acontecer tanto para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), como para o Supremo Tribunal Federal (STF). “Não tem nada disso, foi apenas um encontro amistoso. Já ouvi essas especulações (sobre as indicações). Mas, não tratamos sobre o tema”, afirmou Bretas ao jornal O Globo. Oficialmente, segundo assessores, o encontro entre Flávio e Bretas serviu para agradecer o apoio do juiz da Lava-Jato “às ideias” de Bolsonaro. Durante a campanha, o juiz curtiu algumas publicações do então candidato do PSL nas redes sociais. O magistrado também parabenizou Bolsonaro logo após sua vitória: “Que Deus o abençoe nessa missão”, escreveu. “Flávio se colocou à disposição para eventuais sugestões de alterações legislativas”, disse o magistrado. “Temos um bom relacionamento. Não foi nada de mais (o encontro). Confirmo que foi uma visita de cortesia. Temos vários pontos em comum, como o combate à corrupção”, afirmou o juiz responsável por julgar os casos da Lava-Jato no Rio.

Mãe quer mudar sexo de filho de 6 anos. Pai discorda e pode perder a guarda da criança

ITABUNA NEWS / JAY SANTANA


Um pai iniciou uma batalha na Justiça dos Estados Unidos para impedir que sua ex-mulher mude o sexo do filho James, de seis anos. O processo tramita em Dallas, no Texas.

De acordo com os autos, a mãe veste o menino com roupas de menina desde quando ele tinha três anos de idade. Ela também o matriculou na escola com nome de menina, como “Luna”. O pai, por outro lado, afirma que, quando está com ele, o menino se nega a usar roupas de mulher e se identifica como menino.

No processo de divórcio, a mãe, que é pediatra, acusou o pai de abuso infantil por não “admitir que James era transgênero” e tenta que o ex-marido perca a guarda compartilhada. Ela quer também que ele seja condenado a pagar as consultas do filho para a mudança de sexo o que inclui, além de um terapeuta, a esterilização hormonal a partir dos oito anos.

E a mulher já conseguiu algumas vitórias. O pai foi legalmente impedido de falar com seu filho sobre sexualidade e gênero, tanto do ponto de vista científico quanto religioso, e obrigado a oferecer roupas unissex para o filho.

O menino foi diagnosticado com disforia de gênero por especialista escolhido pela mãe. O terapeuta confirmou que quando está só com a mãe o menino prefere roupas de menina e quer ser chamado de Luna; quando está com o pai, só atende por James e escolhe roupas de menino.


Fonte: Nação Jurídica

Com votação do indulto definida, Lewandowski marca o dia para soltar Lula

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) resolveram ‘pagar para ver’.
A votação do indulto ainda não foi encerrada, mas numericamente já dá vantagem definitiva para a medida de Michel Temer.
Assim, fatalmente, 22 corruptos serão agraciados com o alvará de soltura.
Antonio Palocci - condenado a 4.460 dias de pena, e que já terá cumprido 24,48% da punição;
Zwi Skornicki - condenado a 5.675 dias de pena, e que já terá cumprido 24,27% da punição;
André Luiz Vargas Ilário - condenado a 7.259 dias de pena, e que já terá cumprido 24,80% da punição;
Jorge Afonso Argello - condenado a 4.255 dias de pena, e que já terá cumprido 30,80% da punição;
João Cláudio Genu - condenado a 3.405 dias de pena, e que já terá cumprido 29,92% da punição;
João Luiz Argolo - condenado a 4.620 dias de pena, e que já terá cumprido 38,96% da punição;
José Carlos Bumlai - condenado a 3.585 dias de pena, e que já terá cumprido 19,23% da punição (como tem mais 70 anos, o tempo é reduzido em 1/4. Então, faria jus ao indulto);
Nelma Kodama - condenada a 5.475 dias de pena, e que já terá cumprido 42,37% da punição;
Adir Assad - condenado a 6.410 dias de pena, e que já terá cumprido 28,58% da punição;
Carlos Habib Chater - condenado a 5.200 dias de pena, e que já terá cumprido 35,21% da punição;
Ricardo Pessoa - condenado a 5.535 dias de pena, e que já terá cumprido 26,38% da punição;
Ronan Maria Pinto - condenado a 1.825 dias de pena, e que já terá cumprido 22,36% da punição;
André Gustavo Vieira da Silva - condenado a 2.390 dias de pena, e que já terá cumprido 20,81% da punição;
Bruno Gonçalves da Luz - condenado a 2.735 dias de pena, e que já terá cumprido 32,42% da punição;
Dalton Avancini - condenado a 5.775 dias de pena, e que já terá cumprido 34,66% da punição;
Eduardo Hermelino Leite - condenado a 5.775 dias de pena, e que já terá cumprido 34,66% da punição;
Elton Negrão de Azevedo Junior - condenado a 3.000 dias de pena, e que já terá cumprido 56,93% da punição;
João Ricardo Auler - condenado a 3.465 dias de pena, e que já terá cumprido 28,28% da punição;
Jorge Antonio da Silva Luz - condenado a 3.650 dias de pena, e que já terá cumprido 24,29% da punição;
Mário Frederico Mendonça Goes - condenado a 6.690 dias de pena, e que já terá cumprido 28,20% da punição;
Antonio Carlos Brasil Fioravante Pieruccini - condenado a 1.095 dias de pena, e que já terá cumprido 90,47% da punição;
Eduardo Cunha - condenado a 5.290 dias de pena, e que já terá cumprido 20,05% da punição (o ex-presidente da Câmara não conseguiria o indulto se somados os dois processos contra ele, que envolvem 14.350 dias, mas poderia ser beneficiado em somente um processo se a pena não for somada; há divergência sobre o somatório das punições em processos distintos).
Em contrapartida, o ministro Ricardo Lewandowski marcou para o dia 4 de dezembro o julgamento do pedido de liberdade de Lula.Juridicamente, a pretensão é esdrúxula, mas quem vota é a 2ª turma, onde os votos do próprio Lewandowski e de Gilmar Mendes já são conhecidos.
Basta arrebanhar mais um voto. Completam a turma: Celso de Mello, Carmen Lúcia e Edson Fachin.
da Redação

A união espúria entre o PT e Renan precisa ser freada

O PT tem o seu candidato à presidência do Senado Federal.
É Renan Calheiros.
A vida pregressa do senador não interessa ao partido, nem o que ele representa de ruim. Na verdade, PT e Renan estão na mesma vala.
Ademais, segundo a revista Época, petistas guardam gratidão em relação ao político alagoano, por ele ter fatiado o impeachment de Dilma Rousseff, mantendo os seus direitos políticos.
É de fundamental importância que PT e Renan sejam derrotados.
Caso ela vença, o seu papel será tão somente o de atravancar o novo governo e as pautas consideradas importantes como a redução da maioridade penal e a revogação do estatuto do desarmamento.
da Redação

Dodge pega Lewandowski no contrapé e destrói argumentação de HC de Lula

A cota do Ministério Público Federal da lavra da procuradora-geral de Justiça Raquel Dodge, no pedido de Habeas Corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um verdadeiro balde de água fria nas pretensões de Ricardo Lewandowski.
O fato notório é que diante de tudo o que já aconteceu não há como se discutir um novo habeas corpus em favor do petista.
“É absolutamente impróprio, portanto, que Luiz Inácio Lula da Silva, inconformado com as decisões proferidas ao longo dos mencionados incidentes processuais, inclusive com uma proferida por órgão colegiado dessa Suprema Corte, resolva renovar a discussão em mais um Habeas Corpus”, diz a procuradora.
E arremata:
“Diversamente do que sustentam os impetrantes, trata-se de condenação robusta, fruto de processo em que asseguradas todas as garantias constitucionais e legais, e não um ato de perseguição”.
A rigor, não existe a menor possibilidade jurídica de Lula ser solto.Se a 2ª turma ousar fazê-lo será mais um gravíssimo atentado contra a boa Justiça.
Lewandowski e Gilmar Mendes estão dispostos a pagar pra ver.
Com essa manifestação de Dodge, improvável que obtenham mais um voto para completar a maioria.
da Redação

O difícil soerguimento do PT, a delação de Palocci e o “Pacto de Sangue”

Os segredos que cercavam o esquema de corrupção montado durante os dois governos do PT, foram desvendados pelo ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, em seu depoimento perante o juiz Sérgio Moro, após acordo de colaboração premiada. Por maioria de votos, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região-TRF-4, reduziu a pena que lhe foi imposta para 9 anos e 10 dias, que agora será cumprida em regime semiaberto, em prisão domiciliar e monitoramento eletrônico.
A condenação anterior era de 12 anos e 2 meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Palocci já cumpriu quase três anos da pena na prisão da Polícia Federal, em Curitiba. Agora cumprirá o restante da pena em casa, podendo sair para trabalhar durante o dia.
O esquema desvendado por Palocci mostrou a negociação do governo petista com a Odebrecht, beneficiada em contratos celebrados com a Petrobrás. O “italiano” que recebia as propinas pagas pela empreiteira era ele, que aparece numa planilha de pagamentos da empresa em mãos da Polícia Federal.
O montante da roubalheira chega a R$ 128 milhões. Desse dinheiro, o equivalente a US$ 10 milhões foram repassados para os marqueteiros João Santana e Mônica Moura, em troca dos serviços prestados durante a campanha eleitoral do PT.
Palocci confessou que administrava o caixa 2 que a Odebrecht colocou à disposição do partido, e denunciou Lula e Dilma como os chefes da quadrilha.
Segundo seu depoimento, parte das propinas eram desviadas para os gastos pessoais do seu ex-chefe, inclusive para a compra do imóvel onde hoje funciona o Instituto Lula, por sinal, não efetivada.Palocci ainda citou o ex-presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, como tendo recebido uma ordem do ex-presidente para construir 40 sondas de exploração de Petróleo para arrecadar dinheiro para a campanha da Dilma, que terminou sendo impichada por irregularidades em seu governo
A colaboração de Palocci foi completa. Além dos depoimentos, entregou à Policia Federal dois rastreadores que estavam instalados em veículos de uso pessoal comprovando, através de registros, os percursos por ele utilizados nas dependências do governo e nos escritórios das empresas.
Além disso, entregou quatro HDs de computadores da Consultoria Projeto onde estavam registrados vários contratos e agendas, usadas para repasses de propinas de grandes empresários ao PT.
Antes mesmo de fechar o acordo de delação premiada, Palocci discorreu para a PF o que chamou de “pacto de sangue” entre Lula e a Odebrecht, dando a entender que a empresa financiava a compra de imóveis para o ex-presidente e bancava algumas de suas despesas pessoais.
Sobre essa afirmação, Lula disse que Palocci inventou esse “pacto de sangue” para obter a sua liberdade, pois quem fez esse pacto foi ele, com os delatores.Lula tentou posar de inocente sem, contudo, conseguir. O esquema de corrupção estava montado muito antes de o PT chegar ao poder, e isso é um fato incontestável. Assim que assumiu o governo, logo no primeiro mandato, Lula liberou os sindicatos de prestar contas do dinheiro recebido. Isso foi festivamente celebrado como “Whisky 12 anos”, além do apoio inconteste dessas entidades ao governo.
Por aí se vê que o final do governo petista não poderia ser outro. Alguns filiados sentiram-se no dever de deixar o partido, não sem antes publicarem o motivo da saída. Ninguém acreditava na existência de um esquema de corrupção que desse tanto prejuízo à nação.
Alguns membros históricos do partido tentaram refundá-lo. Promoveram, inclusive, um congresso nesse sentido. Outros disseram que o PT sofreu uma série de transformações que o descaracterizaram como partido político, pois, se por um lado tornou-se um partido eleitoralmente forte, por outro se transformou numa agremiação altamente corrupta.
Seja como for, vai ser muito difícil soerguer o partido como querem alguns dos seus fundadores, seja pelo fato de a agremiação ter apenas um único e solitário líder (já velho e preso), seja porque, infelizmente, se tornou uma máquina eleitoral que, segundo um dos seus respeitados membros, passou a consumir muito dinheiro, e que, somente “agora descobrimos que esse dinheiro, muito provavelmente, veio de fontes suspeitas”.

Luiz Holanda

Advogado e professor universitário

Deputados presos e sem julgamento no Rio são iguais a cadáveres insepultos

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Ruy Castro
Folha

Três deputados estaduais do Rio pelo MDB estão presos há mais de um ano por corrupção, à espera de serem cassados por seus pares. Enquanto isso não acontece, continuam recebendo seus salários, verbas de representação, ajuda de custo e outras benesses. Seus funcionários de gabinete também continuam na folha de pagamento, embora não tenham o que fazer.
Outros sete deputados estaduais, dos quais cinco reeleitos em outubro último, foram presos há duas semanas e podem ter o mesmo destino: prisão com vencimentos integrais enquanto não perderem os mandatos, leve o tempo que levar.
R$ 20 MILHÕES – Os três primeiros deputados presos, um deles o notório Jorge Picciani, ex-presidente da Assembleia fluminense e velho cúmplice do ex-governador Sérgio Cabral, já custaram à Alerj pelo menos R$ 9 milhões nesse período. Se a cassação dos outros sete também se arrastar, a despesa com esses cadáveres insepultos passará de R$ 20 milhões. Num estado falido e com os serviços nas últimas, como o Rio, é de se perguntar o que não se compraria de importante para a população com esse dinheiro.
Na área da saúde, R$ 20 milhões comprariam muita coisa em gaze, algodão, luvas hospitalares, máscaras, seringas, roupa de cama, jalecos, instrumentos, anestésicos, analgésicos, luz, gás, alimentação e conforto para os residentes. Vidas poderiam ser salvas com a maior fartura desses itens.
E MUITO MAIS – Na área da educação, R$ 20 milhões equivaleriam a currículos mais exigentes, tecnologia de ponta em sala de aula, professores com melhores salários, bibliotecas decentes, merenda para os alunos e maior aproveitamento em geral.
No quesito segurança, R$ 20 milhões representariam mais serviço de inteligência, fronteiras estreitamente vigiadas, armamento mais sofisticado, menos operações de risco e menor número de mortos.
Seria ótimo, não? OK, agora, acorde. E os ditos cadáveres podem voltar a caminhar entre nós.
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Com certeza, não há nada tão vergonhoso quanto a Suprema Corte brasileira


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Entre os projetos que estão em estudos pela equipe do futuro ministro da Justiça e da Segurança, Sérgio Moro, precisa constar a mudança dos critérios para nomeação de magistrados. A Ordem dos Advogados do Brasil pode protestar à vontade, mas não é possível continuar com essa prática de nomear livremente um quinto dos juízes dos tribunais, porque a simples exigência de “conduta ilibada e notório saber” é uma balela.
O critério de escolha quase sempre é essencialmente político e fisiológico, com pitadas de mera afetividade, conforme ficou provado nas indicações das filhas de dois ministros do Supremo, Marco Aurélio Mello e Luiz Fux. Num país em que nepotismo é proibido, não teria sido muito mais correto se elas tivessem estudado e se submetido a concurso para se tornarem magistradas? Creio que sim.
APENAS UTOPIA – A desabonadora realidade é que no Brasil o ideal da meritocracia é apenas uma utopia que jamais se concretiza. A prática em vigor continua sendo o fisiologismo, pois o grandioso sonho de Getúlio Vargas, ao criar o DASP (Departamento Administrativo do Serviço Público), parece ter morrido junto com ele, com uma bala no peito.
Devido à existência do quinto constitucional, não é apenas o Supremo que fica composto por falsos magistrados, que se tornam eternos devedores dos políticos que os nomearam. Os outros tribunais também abrigam juízes de fancaria, como o ex-advogado Rogerio Favreto, que protagonizou aquela jogada ridícula para soltar Lula em seu plantão de fim de semana no Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Favreto era filiado ao PT e trabalhou na Casa Civil dos governos petistas, antes de ser premiado com o cargo vitalício de desembargador federal.
CASO DE DIRCEU – Essas distorções do sistema transformam a Justiça brasileira numa peça de ficção, a ponto de um criminoso reincidente como José Dirceu ter sido solto por um habeas corpus que seus advogados sequer impetraram. Ou seja, foi libertado por ato voluntário de Dias Toffoli, que é seu amigo pessoal e seu ex-empregado. Essa sumidade chamada Toffoli mandou soltar “de ofício” o velho amigo, sob argumento de que o Superior Tribunal Federal poderia rever a condenação dele em grau de recurso…
Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes aplaudiram esse argumento fake e Dirceu foi então libertado em nome da Justiça, vejam a que ponto chega a desfaçatez dessa gente.
INDULTO DE NATAL – Nesta quinta-feira, dia 29, houve mais uma vergonhosa sessão do Supremo, em que os ministros “garantistas” se esmeraram em buscar argumentos para favorecer uma súcia de corruptos que o ainda presidente Michel Temer tenta proteger. Como lembrou em boa hora o jurista Jorge Béja, o indulto de Temer jamais poderia ser aceito pelo STF, por ser absolutamente amoral.
 Os ministros do Supremo, em sua maioria, estão pouco se importando com a moral e os interesses nacionais. Esta é a nosso dolorosa. Ainda bem que o ministro Luiz Fux interveio, pediu vista e adiou o novo vexame. Quem sabe os juízes do Supremo têm um ataque de bom senso e conseguem mudar de ideia???  Mas é claro que não. Nem a Velhinha de Taubaté acredita que o Supremo faça alguma coisa que preste.
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Com a prisão do governador do RJ aperta-se o anel de ferro contra a corrupção


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Pezão é o quarto governador do RJ a ser preso pelo PF
Pedro do Coutto
Foi sem dúvida dramático o amanhecer ontem do governador Luiz Fernando Pezão, preso pela Polícia Federal com base em decisão do Superior Tribunal de Justiça, que acolheu representação da Procuradora Geral da República, Raquel Dodge. O governador Pezão foi acusado da prática de corrupção e, de acordo com os delatores Paulo Melo e Carlos Miranda, de haver recebido 40 milhões de reais para favorecer jogadas particulares de empresas que possuem contratos com o Estado do Rio de Janeiro.
A delação de Paulo Melo foi publicada ontem nas páginas de O Globo. A Globonews deu ampla cobertura à prisão do governador até sua chegada ao Batalhão da PM em Niteroi.  A prisão, por outro lado, esgota a presença de Pezão à frente do Executivo estadual.
PREVENTIVA – Isso porque a prisão preventiva decretada não tem prazo para terminar e, como todos sabem, o atual mandato termina no final de dezembro. Assim é quase certo que a transmissão do governo do RJ seja feita por Francisco Dornelles ao candidato eleito Wilson Witzel. Vence-se assim mais uma etapa da Operação Lava Jato, na prisão de ontem, incluindo-se pronunciamento favorável de Jair Bolsonaro à detenção do governador.
Na ocasião Bolsonaro destacou novamente sua meta fundamental de combater os corruptos e corruptores que formam o palco da corrupção.
INDULTO DE NATAL – O Supremo Tribunal Federal prosseguiu ontem a análise quanto a prerrogativa que cabe ao Presidente Michel Temer de conceder o indulto de Natal a condenados pela Justiça. No desenrolar dos debates, o Ministro Luis Fux anunciou que pediria vista do processo o que adiaria uma decisão definitiva sobre a matéria. A maioria do STF acentuava que o Presidente da República possui a prerrogativa constitucional de fixar o indulto natalino. Entretanto em face do pedido de vista a decisão definitiva foi automaticamente adiada, mas deverá ser favorável ao indulto.
O que está em discussão na Corte Suprema refere-se a legitimidade da competência presidencial, não focalizando é claro seu conteúdo. A preocupação de alguns ministros e da sociedade é de que Michel Temer aplique o indulto a figuras condenadas por corrupção e que se encontram presas aguardando julgamentos de recursos. Tornou-se densa, mais uma vez a atmosfera que envolve grande parte dos acusados e que se encontram sem direito à liberdade.
O direito à liberdade, no caso, pertence à população brasileira. Que não se corrompeu e não se propõe a corromper agentes públicos.

Após Pezão ser preso, Witzel diz que pedirá auditoria de todos os contratos

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Marina Lang
Folha

Horas após a prisão do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (MDB), ocorrida na manhã desta quinta-feira (29), o governador eleito Wilson Witzel (PSC) declarou que vai auditar todos os contratos vigentes no estado, porém, sem prejudicar a continuidade do governo. “Certamente faremos auditoria dos contratos. Vamos auditar todos os contratos, de todas as áreas, sem paralisar o governo”, disse o futuro governador.
Witzel também informou que já havia falado com o vice-governador Francisco Dornelles (PTB), que assumiu o Executivo fluminense, e que a prisão de Pezão não vai atrapalhar a transição.
AFINAÇÃO –  “[A prisão] não atrapalha a transição. Acabei de receber um telefonema do governador [em exercício] Dornelles. Ele me chamou para conversar, já conversamos outras vezes. Vamos afinar com ele as próximas apresentações que serão feitas”, declarou Witzel após participar da formatura da Escola Superior de Aperfeiçoamento de Oficiais, na Vila Militar, zona norte do Rio.
“Cabe a nós continuarmos na transição de forma que a gente consiga preparar tudo para que em 1º de janeiro de 2019 nós já estejamos em condições de governar o estado do Rio de Janeiro”, disse.
Questionado pelo UOL sobre como avaliava o contexto da prisão no âmbito da Operação Lava Jato, Witzel, que é juiz de carreira, elogiou o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Felix Fisher, que expediu o mandado de prisão de Pezão.
SENSO DE JUSTIÇA – “Não conheço o processo. Agora, conheço o ministro Felix Fisher, um magistrado de elevado conhecimento jurídico e senso de Justiça. Se o ministro decretou a prisão, ele o fez com fundamentos suficientes para o seu conhecimento. Acredito no Superior Tribunal de Justiça, acreditou na Polícia Federal e tenho certeza de que a verdade tem que ser, a todo o custo, perseguida”, afirmou.
“Aqueles que praticaram atos de improbidade, atos criminosos têm que ser punidos. O Brasil não aguenta mais ser envergonhado pelos seus governantes”, continuou.
Witzel disse que está conversando com empresários do exterior para restabelecer a saúde fiscal do estado.
CHINA E CEDAE – “Ontem, estive com o cônsul da China, que me deu uma proposta muito interessante: a de comprar toda a carne que seja produzida no Rio de Janeiro. Isso é um alento. Vamos produzir carne, vamos trazer tecnologia, mais empresas. Estou muito animado e acredito seriamente que o Rio de Janeiro em 2019 vai entregar suas contas no azul”, afirmou.
O futuro governador assumiu o compromisso de não privatizar a Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos). Segundo ele, de acordo com o 2º parágrafo da lei complementar 159, só é possível vender uma empresa pública caso esta seja deficitária.
“Queria fazer um apelo aos deputados estaduais: sabemos que o Rio de Janeiro está sob recuperação fiscal, e uma das questões é a alienação da Cedae. Há um veto do governador Pezão para que a Cedae não seja alienada, e isso deve ser mantido. Quero dizer que, na minha campanha, eu sempre me manifestei contra [a privatização] da Cedae. É uma empresa superavitária, que dá lucro, que tem créditos a receber”, declarou.
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O Supremo errou, porque o poder do presidente dar indulto não é ilimitado


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O Globo
Embora a Constituição preveja que o poder do indulto é privativo do presidente da República, esse limite não é absoluto, o poder não é ilimitado. O limite está no próprio Código de Processo Penal, que estabelece um mínimo de cumprimento da pena para que o condenado tenha direito a progressão de regime, que é o cumprimento de um terço da sentença. No meu entendimento, no caso do indulto de 2017, a legislação foi extrapolada.
O presidente da República baixou esse limite para um quinto da pena. Ou seja, pela decisão do presidente é preciso cumprir apenas um quinto da pena para ser beneficiado.
DENTRO DE LIMITES – O problema é que existe uma lacuna do Legislativo, que deveria regulamentar o poder constitucional dado ao presidente. Isso não foi feito. Por isso, acredito que o presidente pode conceder perdão, mas obedecendo aos limites do próprio Código de Processo Penal. Já existe hoje um outro limite, que exclui do indulto crimes hediondos, mas não fala em crimes de corrupção. Por isso, o Supremo Tribunal Federal deveria limitar e excluir os agentes políticos, que afrontaram a moralidade administrativa.
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Filho de Bolsonaro precisa apontar quem se “interessa” pela morte do presidente

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Deu no Portal Terra
O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSC), filho do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou que a eventual morte de seu pai “não interessa somente aos inimigos declarados, mas também aos que estão muito perto”. Ele se manifestou por meio de sua conta no Twitter, um hábito na família de políticos.
O tweet foi publicado na noite desta quarta-feira (dia 28). Possíveis ameaças de morte ou outras informações sobre perigo sério à vida do presidente eleito, caso existam, não foram citadas por Carlos na declaração. Ele não citou nomes.
A  MENSAGEM – “A morte de Jair Bolsonaro não interessa somente aos inimigos declarados, mas também aos que estão muito perto. Principalmente após de sua posse! É fácil mapear uma pessoa transparente e voluntariosa. Sempre fiz minha parte exaustivamente. Pensem e entendam todo o enredo diário!”, diz a mensagem postada por Carlos Bolsonaro.
Recentemente, ele teve problemas de relacionamento com pessoas próximas a seu pai. O vereador deixou a equipe de transição de governo no dia 22 deste mês. Ele e Gustavo Bebianno, que presidiu o PSL durante a campanha eleitoral e será o titular da Secretaria-Geral da Presidência da República, por exemplo, desentenderam-se.
OUTRA MENSAGEM – O filho de Bolsonaro é muito ativo nas redes sociais. Também era o responsável pela comunicação de seu pai através desses meios. Horas depois de publicar esse tweet, o político fez outro, dessa vez sobre a facada sofrida por Jair Bolsonaro. Carlos acusou a imprensa de não se importar com um suposto mandante do ataque. E ainda insinuou que os veículos de comunicação estão comprometidos com partidos de esquerda.
“A pergunta que não pode calar e que muitos que se dizem “jornalistas” fazem questão de “esquecer”: quem mandou matar Jair Bolsonaro? Será que se fazem de idiotas por que foi um ex-membro do PSOL e simpatizante do PT?” – postou Carlos Bolsonaro.

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Bolsonaro precisa seguir o exemplo de Witzel e mandar fazer auditorias


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Diante do envolvimento do governador Luiz Fernando Pezão (MDB) com o megaesquema de corrupção institucionalizado no Rio de Janeiro, o governador eleito Wilson Witzel (PSC) decidiu encomendar auditorias para apurar os contratos em andamento, sem que isso signifique paralisar o governo. É uma providência altamente sensata e acauteladora. O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) deveria seguir este exemplo e determinar auditorias em pelo menos duas questões fundamentais para o país – a dívida pública e o déficit da Previdência Social.
O fato concreto é que diversos países costumam promover auditorias em suas contas. Não significa uma caça às bruxas, como se dizia antigamente, mas apenas exercer de forma plena o direito de fiscalização, que é inerente à administração pública.
EXEMPLO DE VARGAS – Quando a Constituinte estava em curso, o grande problema era a dívida externa. O governo de José Sarney não conseguiu pagar e teve de declarar moratória. Justamente por isso, os parlamentares incluíram na nova Constituição a obrigatoriedade de se fazer uma auditoria na dívida externa, mas isso jamais foi realizado, porque o próprio Sarney se encarregou de descumprir a Constituição.
Trinta anos depois, o problema agora é a dívida interna, que está impedindo o desenvolvimento nacional. Não há obrigação de fazer auditagem, mas é sempre bom fazê-lo, lembrando que Getúlio Vargas mandou auditar a dívida pública logo depois da revolução de 1930, e o país então viveu 15 anos de crescimento econômico.
Seria oportuno que Bolsonaro pedisse a auditoria, até porque essa análise já vem sendo feita pela instituição Auditoria Cidadã da Dívida, criada por Maria Lúcia Fattorelli, uma das maiores especialistas do mundo, que conseguiu reduzir as dívidas públicas da Grécia e do Equador.
EMPECILHOS – Pessoalmente, eu tinha esperanças de que Bolsonaro se atrevesse a mandar fazer auditoria da dívida e da Previdência, mas acho que não terá essa bravura cívica. É o único político que poderia dar um basta neste regime de agiotagem financeira que corrói o Brasil. No entanto, parece claro que não o fará, porque colocou um ex-banqueiro para cuidar da economia.
O maior problema da dívida diz respeito à capitalização dos juros, codinome da velha prática de juros sobre juros (ou seja, juros compostos), que deveria ser proibida. A Súmula 121 do Supremo é clara: “É vedada a capitalização de juros, ainda que expressamente convencionada”.
Mas a Medida Provisória 2.170-36/2001, de Fernando Henrique Cardoso, autorizou a capitalização de juros com periodicidade inferior a um ano nas operações realizadas pelas instituições financeiras, e o próprio STF considerou que não havia inconstitucionalidade nas disposições normativas que estabeleciam para o sistema financeiro critérios de remuneração diferentes dos fixados pela Lei de Usura.
TRANQUILIDADE – Com Paulo Guedes à frente da equipe econômica, os banqueiros podem dormir tranquilos, porque está tudo dominado e não há esperanças de auditoria na dívida pública.
Para disfarçar e fingir que a equipe econômica é nacionalista e zela pelos interesses públicos, o novo governo poderia auditar pelo menos a reforma da Previdência, em função das controvérsias levantadas por sindicatos e federações de servidores dos setores previdenciário e fazendário.
Além do mais, não se pode confiar numa reforma conduzida por um servidor chamado Marcelo Caetano, que defende abertamente a Previdência Privada e até recentemente era diretor de um desses fundos criados pelos banqueiros. Essa auditoria, a meu ver, seria fundamental para garantir a credibilidade da reforma, que vem sendo realizada às ocultas, sem um debate nacional.

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Era só o que faltava! Palocci distribuía Rivotril e tinha jardim na carceragem

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Bela Megale
O Globo

No período de mais de dois anos em que ficou preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba , o ex-ministro  Antonio Palocci voltou a exercer o ofício que não colocava em prática desde os tempos da faculdade, a medicina. Quando algum preso se sentia mal no claustrofóbico conjunto de três celas que abrigam os envolvidos na Lava-Jato , o ministro era chamado pelos agentes para socorrer os companheiros. Calmo, Palocci conversava em tom pausado com o “paciente” e vez ou outra lhe dava um remédio. Um dia, foi questionado por um policial qual era o santo medicamento que tinha resultado garantido. Direto, como de costume, respondeu: “É Rivotril”.
Leitor voraz, ele também guardava entre as obras um livro de medicina que costumava consultar em momentos de emergência. A partir desta quinta-feira, porém, a Lava-Jato de Curitiba perderá seu médico.
SOB CONTROLE – Desde setembro de 2016, quando foi preso, até hoje, o ex-ministro nunca foi visto chorando ou fora de controle. Descrito como “inteligente e centrado” por ex-colegas de cela, Palocci transformou o hobby de cuidar de plantas em sua terapia nos tempos em que passou atrás das grades. Com autorização da Justiça para receber sementes e vasos, cultivou nos últimos meses um pequeno jardim na área de banho de sol.
Os grãos eram levados pela mulher dele, Margareth, que o visitava religiosamente todas as quartas-feiras, sempre com livros a tiracolo para entregar ao marido. No ano passado, num dia em que o ex-ministro plantava um pé de eucalipto, ele se tornou alvo de brincadeira dos demais detentos.
— Vai usar essa árvore para fugir da prisão quando ela crescer, é? — disse outro preso, aos risos.
EMAGRECEU – Àquela altura, o ex-ministro já tinha recebido a negativa do Ministério Público Federal (MPF) sobre sua proposta de delação premiada e não tinha previsão para deixar a prisão. Era no mesmo pátio que matinha sua pequena plantação que ele se exercitava, caminhando em ritmo acelerado. Todos os dias de manhã, Palocci vestia shorts, tênis e camiseta e andava em círculos pelo espaço. Preocupado em emagrecer, fez um círculo em torno do abdomên com barbante que serviu como sua régua para medir sua perda de peso. Segundo pessoas próximas, ele deixará a PF cerca de dez quilos mais magro do que entrou.
A luz no fim do túnel só apareceu há cerca de seis meses, quando ele firmou delação com a PF. A colaboração embasou o recurso de sua defesa junto ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Os advogados pediam que Palocci passasse a cumprir pena em regime domiciliar em razão da efetividade de seu acordo. Nesta quarta, a 8ª turma do TRF-4 autorizou que ele fique detido em casa com tornozeleira eletrônica.
ANSIEDADE – O julgamento do futuro de Palocci começou em 24 de outubro, mas teve resultado adiado por mais de um mês devido ao um pedido de vista. Nesse período, o sempre impávido Palocci passou a dar sinais de ansiedade. Tinha dificuldades para dormir, comia menos e com frequência era visto andando de um lado para o outro nas celas. O adiamento caiu como um banho de água fria para o ex-ministro, que via aquela como a maior chance que tinha de ir para casa.
Quando falava sobre o assunto com os demais presos, porém, mantinha o discurso comedido de que torcia para sair, mas que estava tentando manter a tranquilidade. Quando se encontrava com os advogados, o que acontecia ao menos três vezes por semana, soltava-se mais. Queria todos os detalhes — de estratégias da defesa a informações sobre as conversas com que os defensores tiveram com os desembargadores que definiriam seu futuro.
Ao receber a notícia de que iria para casa, Palocci abriu um discreto sorriso e continuou destoando dos companheiros de prisão como o único que não caiu aos prantos com a notícia.
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Crise no mercado recomenda que devemos dar livros de presente neste Natal

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Antonio Rocha
As duas grandes livrarias que existiam no Centro do Rio de Janeiro estão fechadas. Livraria Cultura, na Rua Senador Dantas, tinha até escada rolante interna, e Livraria Mega Saraiva na Rua do Ouvidor, também tinha escada rolante. A Livraria Saraiva da Rua Sete de Setembro fechou. Outras livrarias antigas e tradicionais aos poucos vão ficando isoladas e acabam encerrado as atividades. Sebos, que antigamente existiam muitos, agora são poucos. Um dono de um sebo próximo à Praça Tiradentes me disse que a internet “matou” grande parte dos livros impressos. Hoje tudo está na web.
Autores nacionais iniciantes precisam pagar pelos livros que publicam. Uma amiga minha, professora aposentada editou mais uma obra literária de sua lavra, apenas um único volume. Sim, isso mesmo, gráficas modernas especializam-se em publicar desde um único tomo até quantos exemplares o dinheiro do freguês bancar o produto.
COMO VENDER? – Tendo poucas livrarias como é que as editoras vão escoar as suas novidades? Existem o que hoje podemos chamar de editoras comerciais, aquelas que cobram de seus autores para publicar um livro, até as cada vez mais raras, editoras profissionais, que tem toda uma estrutura de assessoria de imprensa e divulgação.
As populares feiras do livro continuam ambulantes pelas praças. Vendem mais ou menos através de promoções e saldões, tipo três volumes por R$ 10,00.
O comércio de livros pela web vai bem obrigado, tem a poderosa e internacional Amazon e cada grande editora tem o seu “carrinho de ofertas” que manda entregar em casa. Mas aquela satisfação que eu tinha de chegar na livraria, folhear o livro, ler as orelhas, pesquisar a última capa, comparar bibliografias, com as vendas virtuais isto se tornam dificílimo, quiçá impossível.
RELIGIÃO VENDE – Na contramão desse artigo que estou escrevendo, as livrarias e editoras confessionais/religiosas permanecem, pois o público é cativo, as vendas são dirigidas e praticamente o encalhe é zero.
Na Rua Gonçalves Dias tem a católica franciscana Vozes, uma centenária editora cuja sede fica em Petrópolis, atua tanto no campo religioso quanto em obras para as universidades.
Na Rua Primeira de Março tem uma grande livraria evangélica, que atende o filão dos livros pentecostais, neopentecostais e afins. Na Rua do Ouvidor, em uma sobreloja, tem uma livraria batista para o segmento dos protestantes históricos, tem também perto, uma Livraria Presbiteriana que atende só o seu pessoal que é bastante numeroso. Na Rua Sete de Setembro tem uma Livraria Católica Paulinas e na Rua México, a também Paulinas Paulus.
Acrescente-se que em cada igreja, em cada centro espírita sempre há uma minilivraria, um balcão de oportunidades literárias. Na Avenida Passos tem a Livraria da Federação Espírita Brasileira, que diga-se de passagem, tem muita coisa boa e a apresentação gráfica e visual é cada vez melhor e atraente.
NOS BAIRROS – Na Tijuca tem duas livrarias tradicionais e uma grande livraria ligada aos Adventistas do Sétimo Dia que tem uma impressionante produção editorial com livros, livretos, folhetos e revistas. Depois dos católicos, é a maior rede educacional do país, os adventistas: escolas, colégios, faculdades, creches, jardins de infância, hospitais, clínicas de saúde.
No Largo do Machado tem uma pequena Livraria Espírita em homenagem à Joana de Angelis, que foi uma freira mexicana e que durante décadas o seu espírito escreveu, via mediunidade  de Divaldo Pereira Franco. E ainda no Largo do Machado tem mais duas livrarias comuns e próximo um sebo.
Nos shoppings alguns tem livrarias, outros não. E ficamos assim sugerindo aos leitores que neste Natal presenteiem com livros, qualquer um, de sua predileção. 
Bom Natal. Feliz Ano Novo. Ótimas leituras.   

O agricultor paulista avança


O agricultor do Estado de São Paulo está mais conectado às tecnologias, estuda mais e preserva o meio ambiente. São certezas que nós do setor sempre tivemos e que agora estão reforçadas pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento paulista com a divulgação, prévia, dos dados do Levantamento das Unidades de Produção Agropecuária (Lupa), o censo agropecuário.
Importante ferramenta de análise da realidade do campo, o Lupa foi realizado pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) e pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), em um trabalho no qual tive a honra de contribuir como secretário de Agricultura.
O Levantamento só confirma que nosso amigo produtor rural é caipira com muito orgulho, mas não ficou obsoleto. Preocupado em acompanhar os avanços tecnológicos e as demandas mundiais, investiu em formação e colhe os frutos deste maior acesso a informações e inovações. 
O Lupa confirma que todos os níveis de escolaridade (fundamental, médio e superior) apresentaram crescimento entre a população rural - provando o interesse em melhorar não apenas a produtividade da terra, mas também a capacidade humana. 
Mais de 65% dos proprietários rurais nos 645 municípios paulistas, incluindo arrendatários e parceiros, possuem educação formal. Na edição anterior do Lupa, em 2007, este número era de 49%. Chega de conferir o adjetivo arcaico ao nosso amigo produtor rural. 
Os reflexos desta maior escolaridade incluem ganhos importantes para o cotidiano produtivo, como mais facilidade para a implementação de técnicas conectadas à demanda mundial por uma agricultura em harmonia com o meio ambiente.
Com conhecimento ampliado, esses produtores rurais sentem mais facilidade para aderir à implementação de iniciativas urgentes como o plantio direto, manejo integrado de pragas e sistema de Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF).
São tecnologias que, associadas à colheita mecanizada e à irrigação, foram responsáveis pelo grande incremento de produtividade e por uma maior preservação dos recursos naturais. O produtor rural continua sendo o melhor amigo da natureza. 
Outro número que afasta de vez a ideia de um agricultor que é arcaico por ser pequeno é o de que, no Estado, grande parte das propriedades é de agricultura familiar. Pequeno em seu tamanho, mas grande em sua vontade, o homem do campo paulista continua contribuindo para que o Estado seja campeão de exportação em várias cadeias produtivas como todos sabemos. 
A zona rural do Estado de São Paulo é formada por 334.741 Unidades de Produção Agropecuária (UPAs), pouco mais de 3,1% superior ao apurado no levantamento anterior, acomodada em 20.288.051,53 hectares. 283.860 delas (84,8%) possuem área inferior a quatros vezes o módulo fiscal vigente no município; ou seja, entre 5 e 40 hectares.
É preciso destacar também a importância da produção no campo para o sustento das famílias que nele vivem. Em 56,5% das Unidades, a administração é feita por agricultores que têm na propriedade a sua principal fonte de renda.
Idealizado com o objetivo de conhecer a realidade rural, produzir diagnósticos, cenários e análises regionais e setoriais, o Lupa é fundamental para a elaboração de programas e projetos alinhados às políticas públicas e estratégias empresariais. 
Ele articula pesquisa científica, extensão rural e defesa agropecuária para conhecer a fundo esta realidade que tem nos enchido de orgulho. 
Reúne centenas de milhares de informações dos municípios paulistas, abrangendo as explorações vegetais e animais no que tange à ocupação do solo, mão de obra, adoção de novas tecnologias, utilização de máquinas e benfeitorias existentes nas propriedades rurais. É uma verdadeira radiografia de um dos mais importantes segmentos da economia do Estado.
Quando o levantamento estiver disponível, o usuário contará com dezenas de combinações para construir cenários com os dados segmentados por município, região e cultura, graças ao trabalho conjunto das duas instituições: a Cati alimenta a base de dados e o IEA faz a consistência. 
A terceira edição do Lupa está em fase de finalização com 98,5% dos dados apurados e consistidos. É possível constatar a dinâmica do setor agropecuário, com mudanças de cenários importantes em algumas cadeias produtivas.
Mudanças que acompanham o mercado nacional e internacional, de problemas fitossanitários, dos avanços tecnológicos, da maior conscientização ambiental dos produtores rurais e da maior conscientização dos consumidores.
Um levantamento que reafirma a importância do homem do campo para toda a sociedade!

Arnaldo Jardim - Deputado Federal - PPS/SP