MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Secretaria de Direitos Humanos aponta violações no Pinheirinho


Força tarefa criticou condições de higiene, saúde e alimentação nos abrigos.
Acordo com São José dos Campos prevê benefícios a ex-moradores.

Do G1, em Brasília*

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República divulgou nota nesta terça-feira (31) que aponta "diversas violações aos Direitos Humanos" durante a desocupação do terreno conhecido como Pinheirinho, na semana passada, determinada pela Justiça.
A operação, levada a cabo pela Polícia Militar de São Paulo e pela Guarda Municipal de São José dos Campos, visava a retirada de 1,5 mil famílias que viviam no terreno, invadido em fevereiro de 2004 e pertence à massa falida de uma empresa do especulador Naji Nahas.
Um grupo com entidades ligadas aos direitos da pessoa humana e da criança visitou o local e apontou "ausência de condições de higiene, saúde e alimentação adequada nos abrigos; superlotação nos alojamentos; negligência psicológica, falha na comunicação entre agentes do Poder Executivo local, entre si, e com os desabrigados", segundo a nota da SDH.
A nota ainda informa que, diante do "cenário de vulnerabilidade física e psíquica" dos abrigados, foram apresentadas reivindicações ao secretário de Desenvolvimento Social de São José dos Campos, João Francisco Sawaya de Lima. A SDH disse que ele teria se comprometido a dar nove "garantias" aos moradores.
Entre os benefícios, estariam matrícula/rematrícula e material escolar para aproximadamente 1.065 crianças e adolescentesque viviam no Pinheirinho; melhoria na oferta de alimentação; mutirão de saúde nos abrigos; atendimento psicológico; reforços das equipes sanitária nos alojamentos; fiscalização para controle de zoonoses; pagamento do aluguel social; de cadastramento e oferta do banco de vagas de emprego; além do "aprimoramento do fluxo de informações básicas entre todos os agentes de atendimento imediato às pessoas alojadas".
A Prefeitura de São José dos Campos não confirmou que tenha dado garantia em relação ao cumprimento desses itens. A administração afirmou na noite desta terça-feira que os antigos moradores do Pinheirinho foram alojados em ginásios esportivos com boas instalações, adaptados provisoriamente para melhor atender os desabrigados.
A prefeitura disse que tem mantido equipes de limpeza e manutenção durante 24 horas, serve três refeições por dia, distribui kits de higiene pessoal, fraldas infantis e geriátricas, leite em pó (leite de cabra para crianças alérgicas), roupas íntimas etc. Ainda segundo o órgão, 90% do que havia sido solicitado pela Secretaria de Direitos Humanos já está sendo atendido desde o início do abrigamento.
FiscalizaçãoA secretaria pediu ao Ministério Público "imediata fiscalização" do cumprimento das exigências. A força-tarefa que visitou o local nesta terça-feira é composta por representantes do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e Conselho Nacional dos Direitos do Idoso (CNDI), além da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos.
Quem também defendeu o trabalho realizado em relação aos ex-moradores do Pinheirinho foi o Governo do Estado de São Paulo, que tem convênio com a Prefeitura de São José dos Campos para o repasse do aluguel social que atenderá até 1,3 mil famílias. O pagamento da primeira parcela aconteceu hoje. O valor repassado pelo Estado para a primeira parcela foi de cerca de R$ 1 milhão. O governo do Estado afirmou ainda que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou na semana passada a construção de cinco mil unidades habitacionais em São José dos Campos.

Postura de empresário de Nilmar irrita diretoria do São Paulo


Agente não aceita baixar a pedida salarial. Cartolas entendem que, com o fechamento da janela na Europa, representante terá de mudar postura

Por Marcelo Prado São Paulo
Nilmar na coletiva (Foto: AFP)Nilmar aguarda na Espanha um desfecho para
a situação (Foto: AFP)
A paciência da diretoria do São Paulo com o empresário de Nilmar, Orlando da Hora, está terminando. O clube segue buscando um acordo com o representante do atacante do Villarreal. O problema é que nenhuma das partes cede. O São Paulo não sobe sua oferta, enquanto Orlando, que pediu um “pequeno ajuste” na proposta tricolor, não baixa a pedida.
Essa postura do agente está começando a cansar o presidente Juvenal Juvêncio e o diretor de futebol, Adalberto Baptista. No clube, dirigentes já cogitam estipular a próxima sexta-feira como prazo final para as negociações.
Orlando da Hora, que não participou da reunião da última segunda-feira por estar em Barretos, resolvendo questões particulares, chegou a São Paulo nesta terça e está reunido desde às 14h com o advogado do jogador, André Ribeiro. Em rápido contato telefônico, ele disse que Nilmar ficou balançado com a oferta do clube do Morumbi, que propôs um contrato de cinco anos. O agente, porém, ainda defende a tese de que o atacante deva continuar no futebol europeu.
O que pode mudar a postura do empresário na negociação é a oferta do Lazio (ITA), recusada pelo Villarreal - o valor foi de € 8 milhões (R$ 19,4 milhões). Sem negócio com outro time europeu - e com Nilmar sem receber salários há três meses no Villarreal -, Orlando da Hora pode se ver obrigado a mudar de ideia.
Do lado são-paulino, a insatisfação aumenta. A oferta salarial é de R$ 300 mil mensais e não será aumentada. O pensamento dos cartolas do Morumbi é o seguinte: vale mais o jogador voltar ao Brasil para ganhar menos (na Espanha ele recebe R$ 380 mil mensais) e acertar um contrato longo de cinco anos do que seguir na Espanha sem receber. Se fechar com o São Paulo, no final do contrato, o atacante receberá o montante de R$ 19,8 milhões. Além disso, os investidores do MOP (My Onw Player), o fundo que colocará o atacante no Morumbi, estão com pressa de fechar a negociação.

'Eu sou o carnaval do passado, presente e futuro', diz Moraes Moreira


Cantor questiona se o povo realmente está satisfeito com o carnaval atual.
'Não é carnaval antigo, é o carnaval eterno', diz sobre a festa para a pipoca.

Do G1 BA
Moraes Moreira foi o primeiro artista a cantar em cima de um trio elétrico e é autor, junto com Armandinho, do hino - ou a 'reza', como diz - do carnaval baiano, a canção 'Chame Gente'.
Após mais de uma década afastado da festa, Moraes retornou às ruas dos circuitos soteropolitanos há três anos. Mesmo longe, ele lembra que sentia o espírito da Bahia onde quer que estivesse. "Eu levava o Campo Grande, eu levava a Castro Alves, porque eu sou dessa história, sou um compositor do carnaval", disse durante entrevista ao G1.
Dono de incontáveis sucessos, o ex-membro do extinto Novos Baianos questiona a estrutura atual da festa. "Será que o povo está feliz? Será que o povo não está muito amassado? Será que o povo não está sem trio?".
Segundo ele, a sua presença no carnaval simboliza a democratização da festa. "Eu venho fazer o carnaval do povo, venho tocar para o folião pipoca, venho fazer uma música que preza a poesia. Não é o carnaval antigo, é o carnaval eterno", diz.
No vídeo acima, Moraes fala sobre o trio exclusivo que terá no carnaval, em que tocará junto com o seu filho, Davi, além dos ensaios de verão e mais sobre a atual situação da festa mais esperada da Bahia.

Governo divulga lista de montadoras livres do aumento do IPI


Ao todo, 18 empresas cumprem as regras necessárias para ter benefício.
Marcas fora dos requisitos exigidos terão alíquotas entre 37% e 55%.

Do G1, em São Paulo

produção carros (Foto: Arquivo/TV Globo)Para ter menos imposto, 65% das peças devem ser
nacionais (Foto: Arquivo/TV Globo)
O governo divulgou nesta terça-feira (31) a lista das 18 montadoras que estão livres do pagamento de IPI (Imposto dobre Produtos Industrializados) mais alto na produção de veículos até dezembro deste ano. Conforme estudo realizado pelo Ministério do desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), elas cumprem as regras de produção nacional e investimento em inovação, o que inclui ter 65% de peças nacionais na montagem do veículo.
A lista é a definitiva e foi publicada no “Diário Oficial da União” (veja aqui a nota oficial) — a lista anterior que vigora desde dezembro era provisória e só garantia o benefício fiscal até esta quarta-feira (1º). As montadoras são as seguintes: Agrale, Caoa (Hyundai), Fiat, Ford, GM, Honda, Iveco, MAN, Mercedes-Benz do Brasil, MMC Automotores, Nissan, Peugeot, Renault, Scania, Toyota, Volkswagen, Volvo e International Indústria Automotiva da América do Sul.
O benefício dessas montadoras engloba apenas os modelos fabricados no país ou importados de regiões com acordos comerciais, como Mercosul, México e Uruguai. As empresas fora da lista, a maioria sul-coreanas, chinesas e marcas de luxo, pagam IPI reajustado em 30 pontos porcentuais. De acordo com a portaria, as empresas habilitadas ainda estão sujeitas à verificação do cumprimento dos requisitos exigidos, bem como ao cancelamento da habilitação definitiva.
‘Brasil maior’Para pagar imposto menor, além 65% de índice de nacionalização de peças (inclui gastos com ações de marketing), as montadoras são obrigadas a realizar ao menos seis de 11 etapas da fabricação de veículos em território brasileiro e investir 0,5% do faturamento líquido em pesquisa e desenvolvimento. Assim, as alíquotas de IPI para veículos variam de 7% a 25%, dependendo da cilindrada do veículo e do segmento.
Já para as montadoras que estão fora dos requisitos exigidos, o imposto vai variar de 37% a 55%. De acordo com a portaria, o aumento do tributo vale até dezembro de 2012 e faz parte do plano de estímulo à indústria "Brasil Maior". No entanto, empresas importadoras ligadas a Associação Brasileira de Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), teme que a mudança torne algo permanente.
BMW Série 3 ActiveHybrid (Foto: Rebbeca Cook/Reuters)Para importadoras, medida inibe a entrada de novas tecnologias no país (Foto: Rebbeca Cook/Reuters)
Barreira à tecnologia
A Abeiva — formada por Aston Martin, Audi, Bentley, BMW, Changan, Chery, Chrysler, Dodge, Effa Changhe, Effa Hafei, Ferrari, Hafei Motor, Haima, Jac Motors, Jaguar, Jeep, Jinbei Automobile, Kia Motors, Lamborghini, Land Rover, Lifan, Maserati, Mini, Porsche, SsangYong, Suzuki e Volvo — reiterou nesta segunda-feira (30) o pedido já formalizado ao Mdic para o governo rever o Decreto 7.567.
A postura da entidade foi tomada a após o Banco Central divulgar, na semana passada, que a indústria automobilística no Brasil foi o setor que mais remeteu dinheiro ao exterior no ano passado, superando bancos e empresas de telecomunicações, que ficaram com o segundo e terceiro lugares, respectivamente.
“Quem vive fase de necessidade de proteção governamental não envia lucros exorbitantes às suas matrizes”, argumenta o presidente da entidade, José Luiz Gandini. A Abeiva protocolou no início de dezembro – nos três ministérios – carta com proposta de importações autorizadas até o limite de 200 mil unidades por ano, com igual alíquota de IPI em relação aos carros montados localmente.
“Esse volume significa apenas 5,6% do mercado brasileiro, levando em consideração a projeção inicial de 3,52 milhões de unidades em 2012”, afirma Gandini. “Com a participação dos veículos importados, é possível inibir inclusive essa remessa exorbitante de lucros às matrizes das montadoras, forçando a pratica no Brasil de preços balizados pelos preços praticados internacionalmente, pelas marcas ainda sem fábrica no país, já penalizadas com a alíquota máxima de imposto de importação, que é de 35%”, avalia em nota o presidente da Abeiva.
No início deste mês, José Luiz Gandini anunciou que os preços dos carros importados vão subir entre 15% e 28% por causa do aumento do imposto. A Abeiva acredita que, neste ano, a demanda por importados que estão fora dos acordos do Mercosul e do México deva cair 20%. "Nossas primeiras estimativas são de 160 mil unidades para 2012", afirma o presidente da Abeiva e da Kia Motors do Brasil.
Outro argumento da Abeiva é que esta postura em relação aos importados somente inibe a entrada de novas tecnologias no país, normalmente presentes em carros considerados “Premium”.

Hotel no Pantanal une turismo e preservação em Mato Grosso


Turistas podem conhecer a região em passeios a cavalo ou em barcos.
Macacos podem ser observados durante caminhada pelas trilhas da região.

Iara Vilela Do G1 MT

Corixos se formam nos rios pantaneiros durante a temporada de cheia  (Foto: Iara Vilela / G1)Corixos se formam nos rios pantaneiros durante a temporada de cheia (Foto: Iara Vilela / G1)
O Pantanal mato-grossense recebe turistas do mundo inteiro atraídos em sua maior parte pela natureza quase intocada. A maior planície alagável do planeta é um dos destinos mais procurados no estado e é de fácil acesso, já que o visitante precisa viajar pouco mais de uma hora pelas rodovias BR-070 e MT-060 para chegar a Poconé, cidade a 104 km de Cuiabá que é considerada a porta de entrada para o Pantanal. O caminho é totalmente asfaltado e ao longo do trajeto é comum avistar animais à beira dos rios ou descansando embaixo de árvores.
Outra alternativa é seguir pela rodovia Transpantaneira, com 145 km de extensão, que corta o Pantanal e liga o município de Poconé à localidade de Porto Jofre. Tuiuiús, garças e jacarés são vistos com frequência, principalmente pelos turistas que se aventuram pela rodovia. O Pantanal de Mato Grosso possui um total de 37 hotéis e pousadas, sendo que 17 deles ficam ao longo da rodovia Transpantaneira.
A apenas 10 quilômetros de Poconé está situada a Estância Ecológica do Sesc Pantanal. O hotel mantido pelo Serviço Social do Comércio é o maior da região, possui 298 leitos e incentiva o ecoturismo. Além dos hóspedes, o hotel mantém pesquisas científicas e trabalha com aulas de educação ambiental.
Com diárias a partir de R$ 210 (quem for comerciário paga a metade deste valor), o hotel oferece vários passeios monitorados por guias locais e que apresentam as belezas da região para os turistas. O passeio a cavalo custa R$ 25 e é um dos mais procurados.
O comerciante Miguel Schafer mora na cidade de Sonora, em Mato Grosso do Sul, e ficou entuasiasmado com a beleza da região. "Trouxe minha família. O passeio está sendo muito melhor do que eu imaginava e conhecer o pantanal andando a cavalo foi maravilhoso. Meu filho gostou muito", contou.
Quem não for adepto da cavalgada pode aproveitar os passeios que são feitos de barco ou a pé. A trilha do Tatu é imperdível para quem for acompanhado de crianças. Durante a trilha, o guia explica sobre a vegetação e sobre os animais que habitam o interior das matas pantaneiras.
Durante o percurso, vários macacos-prego aparecem em meio às árvores em busca das frutas que são oferecidas pelos turistas. Com a ajuda do guia, é possível colocar um pedaço de fruta na palma da mão para que um dos macaquinhos desça da árvore e venha buscá-la. O percurso é de cerca de 3 km, dura duas horas e sai por R$ 20 (com a carteirinha do Sesc, paga-se menos pelos passeios).
Em determinado momento do passeio é possível subir em um mirante e ver as belezas pantaneiras do alto. Ernandes Pimenta levou a filha para passear pela trilha e ficou impressionado. "Ela queria ver os macacos em seu habitat natural. Já foi em zoológico, mas não é a mesma coisa de ver assim, na natureza. É realmente muito bonito", destacou.Outra opção é conhecer as belezas pantaneiras pedalando, já que o turista pode alugar  bibicletas nos hotéis.
Quem viaja para conhecer o Pantanal não pode perder a chance de fazer um passeio de barco. Os passeios aquáticos ocorrem desde a madrugada e adentram o dia. Ainda durante a madrugada, com a companhia do guia, o turista pode sair de barco pelo Rio Cuiabá e acompanhar o nascer do sol. Os passeios pelos corixós - canais formados durante o período de cheia - também encantam quem decide passear de barco.
A família do agente de trânsito José Antônio da Silva saiu do interior de São Paulo para conhecer o Pantanal. O passeio pelo Rio Cuiabá superou as expectativas. "Fazia tempo que queríamos vir e não dava. Mas, agora que conhecemos, não tem como não gostar. Achei interessante porque temos a oportunidade de observar vários animais. Vimos tuiuiús e jacarés. Queremos voltar aqui com toda certeza", contou o agente de trânsito.
Macacos-prego são visto em grupo durante trilha (Foto: Iara Vilela / G1)Macacos-prego são observados durante trilha
(Foto: Iara Vilela / G1)
Choveu, e agora?
O Pantanal é a maior planície alagável do planeta e isso é sinônimo de chuva. De dezembro a março as chuvas são mais constantes na região, o que transforma o cenário pantaneiro. Se você estava esperando aquele dia de sol e a chuva caiu, não desanime pois a maioria dos hotéis continuam a oferecer os passeios mesmo sob chuva.
Felipe Rodrigues da Silva tem 16 anos e viajou com os pais para conhecer o Pantanal. Ele contou que, no dia em que chegaram ao hotel, choveu bastante e que ele aproveitou para fazer outras atividades. “Enquanto estava chovendo eu aproveitei para ir ao salão de jogos, que é grande. Aqui tem sempre o que fazer, não fiquei parado só porque choveu”, contou o jovem.

Fotos raras de índios isolados na Amazônia peruana são divulgadas


Imagens mostram de perto família de indígenas da etnia Mashco-Piru.
Registro foi feito durante expedição que buscava pássaros da Amazônia.

Do Globo Natureza, em São Paulo
A organização ambiental Survival International divulgou nesta terça-feira (31) imagens inéditas que mostram, de perto, índios isolados da etnia Mashco-Piro que vivem no Parque Nacional de Manú, localizado dentro da Amazônia, no Peru.
As fotos de uma família desta etnia foram realizadas entre agosto e novembro de 2011, durante expedição da fotógrafa Gabriela Galli ao sudeste peruano, que buscava registrar pássaros da Amazônia quando encontrou alguns índios próximo a um rio. Não houve contato com os índios, segundo a ONG.
índios isolados na Amazônia peruana (Foto: Gabriella galli/Survival/Divulgação)Primeiras imagens feitas de perto da aldeia de índios isolados Mashco-Piro, que vivem na Amazônia peruana (Foto: Gabriella galli/Survival/Divulgação)
De acordo com a Survival, os Mashco-Piro são uma das tribos isoladas que já foram detectadas ao redor do mundo (são cerca de cem). Entretanto, a organização afirma que está cada vez mais difícil de visualizá-los dentro do parque, já que atividades madeireiras e de extração de gás e petróleo na região dificultam a pesquisa aérea com helicópteros -- com medo, eles entram para mata fechada.
Em 2011, o Departamento de Assuntos Indígenas do Peru anunciou a criação de um posto de guarda na área para proteger os índios e a população, já que o primeiro contato pode ser perigoso para ambas as partes, afirma Stephen Cory, diretor da Survival.
índios isolados na Amazônia peruana (Foto: D.Cortijo/Survival/Divulgação)Família de índios isolados da etnia Mashco-Piro, na Amazônia peruana (Foto: D.Cortijo/Survival/Divulgação)
índios isolados na Amazônia peruana (Foto: D.Cortijo/Survival/Divulgação)Imagens foram feitas durante expedição de fotógrafos na Amazônia peruana (Foto: D.Cortijo/Survival/Divulgação)

Itália encerra busca de desaparecidos na parte submersa do cruzeiro


Segurança de mergulhadores está ameaçada, dizem autoridades.
Acidente na costa da Itália teve 17 mortos e 15 desaparecidos.

Do G1, com agências internacionais

A busca dos corpos dos desaparecidos do naufrágio do Costa Concordia na parte submersa do navio foi encerrada em definitivo nesta terça-feira (31) em consequência da ameaça que representa para a segurança dos mergulhadores, anunciaram os bombeiros e a defesa civil da Itália.
"Suspendemos definitivamente as buscas submarinas dentro do navio", afirmou à France um porta-voz dos bombeiros.
Segundo a defesa civil, que informou a decisão às famílias e embaixadas envolvidas, não há mais condições de segurança para operar na parte submersa do cruzeiro.

A decisão foi tomada pelo diretor técnico das equipes de resgate, o chefe dos bombeiros de Grosseto Ennio Aquilino, de acordo com as outras autoridades e depois de ter recebido informações sobre deformidades no casco do navio, onde foram abertos buracos recentemente.
A preocupação dos operadores está relacionada principalmente ao fato de os mergulhadores não poderem sair das aberturas abertas que dão acesso a pontes imersas a 20 metros de profundidade.
O Concordia se chocou com uma rocha perto da ilha italiana de Giglio e naufragou no dia 13 de janeiro com mais de 3.200 turistas de 60 países diferentes a bordo e mil membros da tripulação de 40 nacionalidades, a cerca de trinta metros da praia.
O acidente tem até agora um balanço de 17 mortos e 15 desaparecidos, mas a prefeitura da ilha acredita que não há chances de os sumidos estarem vivos.
No sábado, as equipes de busca localizaram o corpo da peruana Erika Soria Molina, de 26 anos, que trabalhava como garçonete no cruzeiro.
As autoridades afirmaram que ainda vão fazer uma última tentativa de achar corpos em outras partes da embarcação e nas águas no entorno, numa área de até 18 quilômetros quadrados ao redor do local do acidente, onde alguns objetos foram encontrados.
Barco da Guarda Costeira passa diante do Costa Concordia nesta terça-feira (31) (Foto: Reuters)Barco da Guarda Costeira passa diante do Costa Concordia nesta terça-feira (31) (Foto: Reuters)
Costa Concordia nesta segunda-feira (30), visto a partir da ilha de Giglio (Foto: AP)Costa Concordia nesta segunda-feira (30), visto a partir da ilha de Giglio (Foto: AP)

Primeiras impressões: Honda CBR 600F


Versão da Hornet com carenagem montada no Brasil parte de R$ 32,5 mil.
Facilidade de pilotagem e potência são destaques; seguro é mais caro.

Gerson Campos Especial para o G1
Basta conferir qualquer tabela de preços para notar que há um “buraco” na oferta entre motocicletas de média cilindrada no mercado brasileiro. Enquanto as opções com motores de 125 cm³ e 250 cm³ e preços entre R$ 5 mil e R$ 12 mil são fartas, o motociclista que quer gastar algo na casa dos R$ 20 mil terá poucas alternativas. No entanto, se ele estiver disposto a chegar à faixa de R$ 30 mil, verá seu cheque ser cobiçado por muitas marcas. Uma delas é a Honda, que já lidera o mercado com a naked CB 600F Hornet e quer ampliar esse domínio com o lançamento da CBR 600F, versão mais esportiva e com carenagem da Hornet.
moto honda cbr 600f (Foto: Divulgação)Honda CBR 600F é a versão mais esportiva e com carenagem da Hornet (Foto: Raul Zito/G1)
O G1 avaliou por ruas e estradas de São Paulo a versão C-ABS da CBR 600F, que custa R$ 35.500 e vem equipada com freios capazes de não deixar as rodas travarem e equilibrar a força de frenagem entre os dois pneus. Há ainda a versão Standard, que dispensa o ABS e sai por R$ 32.500. Ambas são fabricadas em Manaus em duas cores: totalmente preta, como a unidade das fotos, ou vermelha e branca.
Além de brigar com a própria Hornet, a CBR 600F tem pelo menos mais três concorrentes de peso: Kawasaki Ninja 650R, Suzuki GSX650F e Yamaha XJ6 F (confira mais detalhes no quadro abaixo). E ela tem seguro mais caro, em média, em relação às rivais. Mesmo assim, a Honda pretende vender 2.800 unidades (2.100 da versão Standard e 700 da C-ABS) do modelo por ano.
concorrentes honda cbr 600f (Foto: Arte G1)
Diferenças para a HornetPor mais que visualmente a CBR 600F seja bem diferente da Hornet, as duas são basicamente a mesma moto: motor, quadro, suspensões e demais componentes estruturais são iguais. A maior diferença, na aparência e na prática, é a carenagem integral, que começa no escapamento e cobre toda a dianteira. Com isso, a CBR 600F traz um novo farol, retrovisores posicionados mais à frente do piloto e semi-guidões presos à mesa – na Hornet, há um guidão integral.
honda cbr hornet (Foto: Divulgação)CB 600F Hornet (Foto: Divulgação)
Só a carenagem já vale os R$ 1.700 de diferença entre a naked, que parte de R$ 30.800 (com ABS, o preço salta para R$ 33.800) e a CBR. E não se trata apenas de uma questão visual: na estrada, a diferença entre as duas é grande.
Rodando a 120 km/h, enquanto o piloto da Hornet “briga” contra o vento e está sujeito a pedradas e "mosquitadas", o condutor da CBR fica abrigado desses inconvenientes dentro da proteção composta pela carenagem e a bolha superior. É uma vantagem que também diminui o nível de ruídos e, consequentemente, o estresse em viagens longas.
honda cbr 600f (Foto: Raul Zito/ G1)Bolha da CBR protege o piloto (Foto: Raul Zito/ G1)
Já os semi-guidões da CBR deixam a posição de pilotagem um pouco mais esportiva. Enquanto a peça que apóia as mãos do piloto é integral na Hornet, o que leva o condutor a ficar com a coluna mais ereta, os suportes separados da CBR privilegiam um pouco mais a condução esportiva, inclinando levemente o tronco para a frente. É uma mudança tão sutil que só pode ser percebida por quem desce de uma moto e sobe na outra.
A alteração de posição dos retrovisores, colocados mais à frente, é benéfica, já que aumenta o campo de visão e exige menos desvio de atenção com o trânsito à frente.
honda cbr 600f (Foto: Raul Zito/ G1)Posição de pilotagem da CBR é mais esportiva (Foto: Raul Zito/ G1)
Pilotagem 'amigável'
Como na Hornet, a primeira característica que chama atenção no contato inicial com a CBR 600F é a facilidade de pilotagem. Nos primeiros quilômetros, a impressão que se tem é a de que a moto já é uma velha conhecida. Esta, vale dizer, é uma característica comum nos modelos da Honda, geralmente mais "amigáveis" com motociclistas inexperientes.
Um dos principais destaques é o câmbio, suave e preciso como em poucos modelos. Ele não deixa a moto pular à frente quando se engata a primeira marcha (mesmo quando o motor está frio e o nível de rotações em ponto morto é mais alto) e aceita reduções sem enroscar.
honda cbr 600f (Foto: Raul Zito/ G1)Painel da CBR 600F (Foto: Raul Zito/ G1)
A "camaradagem" da CBR continua quando se acelera mais forte, mas até certo ponto. Por mais que a entrega de potência seja linear (não há nem sinal daquelas explosões de potência comuns nas antigas motos de grande cilindrada equipadas com carburador), os 102 cavalos e os 6,53 kgfm exigem juízo na administração.
Até as 7.000 rotações por minuto, o motor de 4 cilindros responde bem às acelerações mais ousadas, mas não chega a assustar. Passando desse ponto, a roda dianteira pode até sair do chão em primeira marcha. Resumindo: pode provocar à vontade, mas não se esqueça de que em algum momento a CBR assumirá o legado esportivo de sua sigla e se tornará quase uma moto pronta para participar de uma corrida. Dentro da linha Honda, porém, essa tarefa fica a cargo da CBR 600RR, que tem versões de R$ 47 mil (Standard) e R$ 50 mil (C-ABS).
honda cbr 600f (Foto: Divulgação)Apesar de mais pesada que a Hornet, CBR
responde bem nas curvas (Foto: Raul Zito/G1)
Segurança nas curvas
Mesmo sem o espírito “racing” da CBR 600RR, a CBR 600F tem bom desempenho em curvas. Apenas 3 kg mais pesada que a Hornet, ela é capaz de proporcionar diversão com bastante segurança em uma estrada cheia de curvas.
Sem abusar da velocidade, a moto aponta tranquilamente para a direção indicada e é capaz de mudar de trajetória com rapidez para desviar de buracos ou outros obstáculos. Mérito da suspensão dianteira invertida, com ajuste de carga da mola e ação do amortecedor, e da traseira monochoque, que traz 7 regulagens de pré-carga da mola.
Quem quiser mais emoção, pode levar a moto sem receio a um autódromo para participar de um "track day" (dia de pista), modalidade em que o motociclista amador paga uma taxa (que gira em torno de R$ 300) e pode se divertir sem precisar tirar carteira de piloto.
Garupa pouco confortável
Para quem anda na garupa, é fácil perceber que o conforto do passageiro não foi uma das prioridades do projeto. O banco da CBR é largo e tem espuma de boa densidade, mas o espaço destinado ao segundo ocupante é pequeno e a inclinação do banco não favorece o equilíbrio durante as frenagens. Sem contar a ausência das alças laterais, presentes na geração anterior da Hornet.
Não chega a ser um defeito da moto, mas, sim, uma opção da Honda. E aí não há milagre: quanto mais se apela para a esportividade, menor é o zelo pela comodidade. Que o diga quem já andou na garupa de uma esportiva de 1.000 cc.
honda cbr 600f (Foto: Raul Zito/ G1)Expectativa da Honda é vender 2,8 mil unidades do modelo ao ano (Foto: Raul Zito/ G1)

Investimento em tecnologia ajuda na produtividade dos cafezais


Na região da Alta Mogiana, norte de SP, os produtores comemoram.
Retorno do trabalho veio na hora em que o grão teve boa valorização.

Do Globo Rural
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O cultivo do café é tradição de mais de um século na família de Ismar de Oliveira. Na fazenda em Cristais Paulista, região da Alta Mogiana, interior de São Paulo, a lavoura já se estende por 112 hectares e continua crescendo. “Investi em qualidade de mudas, mecanização, tecnologia e no que é mais importante, a irrigação”.
A aposta deu resultado. Em 2011, a lavoura rendeu 5.600 sacas e o lucro já foi investido novamente. “Agora tenho trator e colheitadeira próprios”, comemora Oliveira.
A Cocapec, Cooperativa dos Cafeicultores, estima que a região da Alta Mogiana colha cerca de 1,5 milhão de sacas em 2012.
Nos últimos 10 anos, a área plantada de café arábica na região aumentou cinco mil hectares, cerca de 10%, mas a produtividade dobrou. Hoje são colhidas entre 25 e 30 sacas por hectare, consequência do investimento no trato da lavoura. “O produtor renovou o parque cafeeiro, colocou variedades mais produtivas e a mudança mais significativa foi em relação à mecanização. Agora, continuamos investindo na lavoura para ofertar ao mundo o suprimento da demanda nos mercados nacional e internacional”, explica Anselmo de Paula, gerente da Cocapec.

Safras de soja e milho terão redução em 2012, diz diretor da SNA


Sociedade Nacional de Agricultura prevê impactos da seca no RS e SC.
‘A safra verão de milho vai ter redução de 2,47%’, diz Fernando Pimentel.

Bernardo Tabak Do G1 RJ

O diretor técnico da Sociedade Nacional da Agricultura (SNA), Fernando Pimentel, afirmou nesta segunda-feira (30) que houve uma redução na previsão da safra de soja e de milho para 2012. De acordo com Pimentel, na safra de verão deverão ser produzidos 70,89 milhões de toneladas de soja e 36,9 milhões de toneladas de milho.
“Isso representa menos 3,5 milhões a 4 milhões de toneladas a menos de soja e 1,5 milhão a 2 milhões de toneladas a menos de milho”, ressaltou. “A safra verão de milho vai ter uma redução de 2,47%”, complementou Pimentel.
“Nesses resultados já estão relacionados os impactos da seca no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no oeste do Paraná e no sul do Mato Grosso do Sul”, enfatizou o diretor técnico da SNA.
Apesar das previsões, por conta das condições climáticas, Pimentel mantém o otimismo para o agronegócio em 2012. “O Brasil, de uma maneira geral, está produzindo muito bem. Vai ser uma safra muito boa, embora com redução de soja e milho”, comentou. “De qualquer forma, os preços agrícolas estão se mantendo, e isso permite que a renda no campo se mantenha também”, complementou.
Pimentel ressaltou que, nas regiões Oeste e Centro-Oeste, “muito já se vendeu de algodão e de soja” para 2012. “Então, isso permite que, mesmo com um pequeno declínio dos preços agrícolas, que ocorreu recentemente por causa da crise na Europa, a renda no campo já está garantida para os produtores de médio e grande porte dessas regiões”, afirmou.
O diretor técnico da SNA disse que a crise europeia não o preocupa. “Eu não ficaria intranquilo com essa situação. Para quem produz o alimento, não há com se preocupar. “A situação da Europa pode interferir nas nossas vidas, mas eu não vejo ninguém deixando de comer, nem na Europa, nem na China”, observou. “A crise de 2008 foi muito mais aguda do que essa e não gerou grandes problemas para o produtor rural”, acrescentou.
Para Pimentel, no cômputo geral, a safra brasileira sinaliza um “ambiente de otimismo, independente dos problemas de clima”.

Umidade nas lavouras pode reduzir a produtividade de milho em MG


Lavouras estão na fase de enchimento de grãos.
Bom preço no mercado motivou um aumento de área ocupada com o milho.

Do Globo Rural

Os reflexos do excesso de chuva nas lavouras de milho preocupam os agricultores de Minas Gerais. Essa é a fase de enchimento dos grãos e a umidade pode reduzir a produtividade.
O agricultor Luiz Alexandre Avelar está satisfeito com a lavoura de milho que foi plantada há quase 70 dias na propriedade em Patos de Minas, na região do Alto Paranaíba. O grão foi cultivado em 350 hectares, o dobro da área cultivada na safra passada.
O aumento segue uma tendência na região. De acordo com a Secretaria Estadual de Agricultura, no Alto Paranaíba, o milho ocupa nesta safra mais de 221 mil hectares, com um crescimento de 10% em relação à safra passada, quando foram plantados 205 mil hectares. O bom preço do grão no mercado motivou esse aumento.
“O mercado de milho hoje está muito bom, de R$ 27,00. A gente acredita que na colheita não vai conseguir pegar esse preço. Mas se a gente pegar na média de R$ 22,00 ainda será um bom preço na colheita”, avalia Avelar.
A colheita do milho da primeira safra em Minas Gerais começa tradicionalmente em meados de abril. Até lá a preocupação dos produtores é com o clima. O excesso de chuva nos últimos meses atrapalhou o trabalho de combate a pragas e doenças, o que pode influenciar na queda da produtividade.
Em Presidente Olegário, no noroeste do estado, a lavoura de mil hectares cultivada pelo agricultor Cláudio Consonni, está com 100 dias. Por causa do clima chuvoso dos últimos meses, o produtor prevê uma diminuição na produtividade.
“Em virtude do excesso de chuva e baixa insolação, a planta direcionou muita energia para crescer a procura de luz. Esse direcionamento evitou que ela produzisse uma espiga com um grande número de fileiras e maior número de grãos. Inevitavelmente vai acarretar em produtividade um pouco inferior do que a gente estava esperando”, diz Consonni.
Em Sorriso, Mato Grosso, a saca do milho saiu por R$ 21,00, com alta de 33% nos últimos trinta dias. Em Campo Mourão, no Paraná, a saca foi comercializada por R$ 23,30, com valorização de 14% no mês.

Preço em queda do boi gordo mexe com o mercado de bezerros


No mês, o valor de venda dos animais recuou 6,5%, segundo o Cepea.
Em Mato Grosso do Sul, os criadores estão apreensivos.

Do Globo Rural

O ano chegou com incertezas para Rogério Rosalin, gerente de uma propriedade localizada no município de Figueirão, norte de Mato Grosso do Sul. O manejo é para criação de bezerros e ele conta que o animal vendido por R$ 650 na região não agrada o criador.
No ano passado saíram da propriedade para as fazendas de engorda mais de 2.500 cabeças. Em um dos lotes que estão prontos para serem comercializados há 800 animais, que já atingiram peso ideal para venda. Mas o momento é de cautela e o produtor vai esperar mais um pouco para iniciar as negociações. “Nosso custo de produção é alto, então vamos esperar a valorização da arroba do boi gordo”, argumenta.
Se para uns o momento é de apreensão, para outros, é hora de negociar. Rubens Berquó trabalha com a recria dos animais e conta que agora é o momento certo para comprar bezerros. “O preço do bezerro está em baixa e nós podemos ter algum lucro”.
O bezerro terminou janeiro acumulando queda de mais de 6%. José Lemos Monteiro, presidente da Comissão de Pecuária de Corte da Famasul, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul, explica que o principal motivo para a queda no preço do bezerro é o clima. Como as chuvas atrasaram mais uma vez, houve pouca oferta de pasto e mais animais foram colocados à venda do que o comum.
Em relação ao preço pago, Monteiro conta que o valor ideal, para a pecuária não ser menos lucrativa do que todas as commodities rurais, seria preciso um incremento de 5 a 10%.

MP proíbe a circulação de blocos e veículos durante Festa de Iemanjá


MP diz que solicitação partiu de pescadores e representações culturais.
Acordo foi firmado nesta segunda-feira (30).

Do G1 BA

Festa de Iemanjá no Rio Vermelho, em Salvador (Foto: Glauco Araújo/G1)Festa de Iemanjá no Rio Vermelho, em Salvador. (Foto: Glauco Araújo/G1)
Um acordo firmado entre poderes públicos e representantes do bairro do Rio Vermelho realizado na tarde desta segunda-feira (30) proíbe a circulação de blocos e veículos durante Festa de Iemanjá, que acontece nesta quinta-feira (2) . O acordo foi realizado com intermediação do Ministério Público do Estado, através da 2ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente.
De acordo com o MP a solicitação de intermediação partiu de pescadores e representações culturais do bairro, que reclamação que a festa religiosa de Iemanjá estava perdendo espaço para a apresentação de trios elétricos.
A proibição do MP inclui veículos não oficiais, entidades carnavalescas e carros de som. As entidades carnavalescas que se inscreveram na Empresa de Turismo de Salvador (Saltur) serão notificadas nesta terça-feira (31). O acordo define ainda, que os barraqueiros que trabalham na festa deverão desligar os sons a partir das 22h.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

'Bloco do Vampirão', do Hemoam, abrirá Carnaval 2012 em Manaus


Tradicional bloco carnavalesco abrirá o Carnaval no Sambódromo.
Institução realizará 1º esquenta do bloco na sexta-feira (3).

Tiago Melo Do G1 AM

O tradicional "Bloco do Vampirão", realizado há cerca de dez anos pela Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), abrirá, junto ao Centro de Convivência do Idoso, o Carnaval 2012 de Manaus no Sambódromo da capital, no dia 18 de fevereiro.
A iniciativa, que partiu de uma parceria entre os organizadores do "Bloco do Vampirão" e a Secretaria Estadual de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel), tem o objetivo conscientizar a sociedade para a importância da doação de sangue.
De acordo com informações do Hemoam, a instituição mobiliza todos os anos cerca de mil pessoas para desfilar no bloco, a maioria delas já faz parte do banco de doadores. A participação é aberta ao público.
O Hemoam promoverá nesta sexta-feira (3), dia do aniversário de 30 anos da instituição, o 1º esquenta do "Bloco do Vampirão", que será realizado às 18h no estacionamento da fundação, localizado na Avenida Constantino Nery, Bairro Chapada, Zona Centro-Oeste, e contará com a participação presença da bateria da Escola de Samba Reino Unido da Liberdade.
Durante o esquenta serão apresentados o Rei e a Rainha do Bloco, assim como o Hematolino de 2012, figura infantil que simboliza o sangue. O tema do desfile deste ano, já escolhido pela comissão da instituição, será divulgado somente na sexta-feira durante o esquenta.

Dilma chega em Havana para primeira visita presidencial a Cuba


Presidente foi recebida no aeroporto pelo chanceler Bruno Rodríguez.
Agenda desta terça inclui reunião com Raúl Castro e visita a porto.

Do G1, em Brasília

A presidente Dilma Rousseff desembarcou no início da noite desta segunda-feira (30) na capital de Cuba, Havana, para sua primeira viagem presidencial à ilha caribenha. No aeroporto, ela foi recebida pelo chanceler Bruno Rodríguez, recebeu flores e deixou o local sem falar com a imprensa.
A presidente Dilma Rousseff, ao desembarcar no aeroporto de Havana, recebida pelo chanceler Bruno Rodríguez (Foto: Enrique de la Osa/Reuters)A presidente Dilma Rousseff, ao desembarcar no aeroporto de Havana, recebida pelo chanceler Bruno Rodríguez (Foto: Enrique de la Osa/Reuters)
Ainda nesta terça (31), conforme a agenda presidencial, Dilma terá reunião e almoço com o presidente de Cuba, Raúl Castro. Irá visitar depois o porto de Mariel, com investimentos brasileiros. Ela deixa o país ainda na terça. Na quarta (1°), Dilma tem compromissos no Haiti.

Estatal criada para a Copa custou R$ 5 milhões, mas não saiu do papel


Mesmo depois que o governo decidiu enterrar o projeto, a empresa ainda recebeu dinheiro público.

O Ministério do Esporte deu explicações nesta segunda-feira (30) sobre uma estatal criada para a Copa do Mundo que custou quase R$ 5 milhões, mas nunca saiu do papel. Mesmo depois que o governo decidiu enterrar o projeto, a empresa ainda recebeu dinheiro público.
A denúncia foi publicada pelo jornal O Estado de São Paulo. Segundo a reportagem, o Ministério do Esporte pagou R$ 4.650 milhões por um serviço de consultoria para a criação de uma empresa estatal, que deixou de existir antes mesmo de começar a funcionar.
O contrato assinado com a Fundação Instituto de Administração (FIA) vigorou de dezembro de 2010 a julho de 2011, no valor de R$ 3.746 milhões, como mostra o portal da transparência do Governo Federal.
A FIA elaborou um modelo de gestão para a Empresa Brasileira de Legado Esportivo S.A - Brasil 2016, criada em agosto de 2010, para auxiliar outra empresa também criada pelo governo Lula: Autoridade Pública Olímpica.
No início de 2011, o governo Dilma considerou que já havia estrutura suficiente para cuidar das Olimpíadas. A Brasil-2016 se tornou dispensável e foi incluída no Programa Nacional de Desestatização.
Ainda assim, um aditivo prorrogou o contrato com a Fundação Instituto de Administração por quatro meses e mais R$ 900 mil. Tudo na gestão do ex-ministro Orlando Silva.
O Ministério do Esporte diz que isso aconteceu porque, além da ajuda para o nascimento da estatal, o contrato previa consultoria de todas as ações do Governo Federal em relação às Olimpíadas.
O atual ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que concordou com o fim da empresa, disse que quando chegou ao ministério, a decisão já estava tomada. “A empresa chegou a existir, chegou a ser constituída e o governo decidiu pela sua extinção”, afirma o ministro.
O ex-ministro Orlando Silva não quis gravar entrevista. Ele disse que não se lembra dos aditivos que prorrogaram o contrato.
JORNAL NACIONAL

Tribunal do AM anuncia concurso e licitação para obras de novos fóruns


Licitação está prevista para 12 de fevereiro.
Tribubal fará concurso na capital e no interior.

Ana Graziela Maia Do G1 AM

Medidas foram anunciadas em coletiva nesta seguda (Foto: Ana Graziela Maia/G1)Medidas foram anunciadas em coletiva nesta segunda (Foto: Ana Graziela Maia/G1)
A licitação para a construção de Fóruns nos municípios de Maués, Tefé e um na Zona Oeste de Manaus será lançada no dia 12 de fevereiro. A garantia foi dada pelo desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), João Simões, nesta segunda-feira (30). Ele anunciou ainda a abertura de concurso público.
Segundo o presidente do TJ/AM, serão construídos dois Fóruns em Maués com capacidade para quatro varas. As novas unidades serão agregadas às duas existentes na cidade. O valor das obras está orçado em valor em mais de R$ 2 milhões. O Fórum de Tefé terá mais para quatro varas.
Em Manaus, o novo fórum será construído no bairro da Compensa, Zona Leste de Manaus. A unidade vai contar com dez Varas, sendo uma da "Maria da Penha". A medida, segundo ele, deve desafogar o número de atendimentos na Zona Leste. “A demanda exige uma resposta do Tribunal de Justiça. As mulheres precisam ser bem acolhidas e os processos precisam andar mais rápido, para que tenhamos soluções para esses conflitos", disse. O valor do investimento será R$ 7 milhões.
Ainda segundo o presidente, os recursos destinados às obras são provenientes do próprio do TJ/AM, angariados por meio dos fundos do judiciário. “Esses recursos são aqueles que o Tribunal recebe de custas e as partes fazem pagamento, que é recolhido para os cofres do Tribunal”.

Concurso

Durante coletiva nesta manhã, o desembargador anunciou ainda a abertura de um concurso público para nível médio e superior. O certame será realizado na capital e no interior do Amazonas. Estão previstas 200 vagas para o interior e cerca de 400 para Manaus. "Diante da aprovação, o candidato passará por um curso de capacitação para melhor conhecer o órgão do qual vai fazer parte", ressaltou. A previsão é que os aprovados sejam convocados até junho.

'O Haiti não vai invadir o Brasil', diz Celso Amorim durante visita ao AM


Ministro cumpre agenda em Manaus antes de embarcar para o Haiti.
Nesta terça ele visitará o Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS).

Marcos Dantas Do G1 AM

Ministro visou Comando Militar da Amazônia em Manaus nesta segunda-feira. (Foto: Reprodução TV Amazonas)Ministro visou CMA em Manaus nesta segunda-feira.
(Foto: Reprodução/TV Amazonas)
O Ministro da Defesa, Celso Amorim, visitou nesta segunda-feira (30) o Comando Militar da Amazônia (CMA), na Zona Oeste de Manaus. A visita faz parte de uma parada técnica na viagem do Ministro ao Haiti, onde o Brasil mantém missão de paz.

Pela manhã, o político foi recebido no Quartel-General do CMA. No local, ele assistiu à palestra do comandante Militar da Amazônia, o General de Exército Eduardo Villas Bôas e do 2º Grupamento de Engenharia, onde foram apresentadas obras de engenharia militar, incluindo lanchas para patrulhamento nas fronteiras.

O Ministro afirmou que a imigração em grande número de haitianos para o Brasil não é um problema de Defesa. “Essa não é uma tarefa para a Defesa, afinal, o Haiti não vai invadir o Brasil. Pode ser que tenhamos um problema humanitário de haitianos que precisem ficar aqui, mas aí temos que saber lidar com a situação. Devemos ter atenção para implementar os direitos humanos sem esquecer das nossas capacidades”, disse Amorim.

Amorim também destacou a importância do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) para o trabalho nessas regiões do país. “É um programa que vai permitir agregar meios tecnológicos à defesa e dar substância à nossa presença nas fronteiras. Existem ameaças que estão se adensando, não de outros países, mas do crime internacional e até de brasileiros que usam as fronteiras para cometer atos ilícitos”, explicou o Ministro.

Para ele a distância dificulta o trabalho de fiscalização. "Me impressionei com a enormidade do problema, e um deles é justamente a distância entre um pelotão de fronteira e outro. Temos em Roraima um pelotão que é distante mil quilômetro de outro. Com isso, percebemos que é cada vez mais fundamental um apoio logístico e tecnológico para o cumprimento das tarefas".
Sisfron
O Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras é um projeto do Exército brasileiro orçado em R$ 10 bilhões que será implantado em três etapas, com conclusão prevista para 2019. O programa abrange as fronteiras brasileiras, desde a cidade de Oiapoque, no Amapá, até Uruguaiana, no Rio Grande do Sul e inclui a modernização dos equipamentos eletrônicos, ampliação da frota terrestre e dos Pelotões Especiais de Fronteira (PEF) que passarão de 21 para 49, e servirão como base operacional para o projeto.

Agenda do Ministro
Nesta terça-feira (31), o ministro visitará o Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), na Zona Oeste de Manaus, antes de embarcar rumo ao Haiti onde encontrará a Presidente Dilma Rousseff para visita às tropas do Exército Brasileiro que atuam na Força de Paz.

Corrida de jegues anima fim de semana de município de AL


Moradores de Palmeira dos Índios curtiram uma disputada acirrada.
O título acabou nas mãos de um conhecido campeão.

Do Globo Rural
O evento já virou tradição em Palmeira dos Índios, município do agreste de Alagoas, a 133 quilômetros da capital. Pelo 17º ano consecutivo, a população se reúne na principal praça da cidade para a tradicional Corrida de Jegues.
Nos bastidores, os últimos preparativos antes da largada. E tinha dono contando com a vitória.
Os mais de 30 animais foram divididos em várias categorias. O percurso era de 120 metros, fatura o primeiro lugar quem chega primeiro.
Vinte e seis jegues foram inscritos no circuito profissional e já era noite quando o grupo de elite começou a correr. Os vencedores, jegue e dono, estão acostumados com o pódium. “Esta foi nossa 36ª vitória”, conta Cristóvão Santana.
Os vencedores levaram prêmios em dinheiro, troféus e animais, como bezerros e carneiros.

Em Barra do Turvo, SP, festa que divulga safra do milho vira tradição


Há oito anos, moradores e turistas se reúnem para provar diversas receitas.
Todas foram criadas à base do grão e ainda tem uma divertida gincana.

Do Globo Rural
Um lugar calmo, típico do interior, onde ainda se vê muita gente andando à cavalo. Muitos moradores do bairro Barreiros, em Barra do Turvo, são parentes e trabalham na agricultura.
Na primeira safra, São Paulo responde por 9% da produção nacional de milho, que é uma das principais culturas da região.
O produtor Valfrides Bonrruque e os irmãos aprenderam a tirar o milho do pé com os pais, mas a ideia de fazer disso um negócio surgiu depois de uma crise financeira.
Cada colheita chega a aproximadamente 800 sacas de milho em uma área de 10 hectares. A produção cresceu tanto que a família criou várias maneiras de aproveitar o milho que sai da roça. São pratos doces, salgados e até sobremesas. O sucesso incentivou a família a promover uma festa todos os anos.
A festa existe há oito anos e a programação rural atrai muitos visitantes. Quem experimenta os pratos, aprova. O evento tem ainda gincana e um festival de paródias.

Produção de marmelo cresce em MG e preços continuam em alta


Marmelo é uma fruta usada na fabricação de doces.
Produtividade está fazendo a alegria de agricultores do estado.

Do Globo Rural

Em uma lavoura de 10 hectares estão plantados seis mil pés de marmelo. A época é de muito trabalho na colheita. O administrador da fazenda, Antônio dos Santos, que tem uma das maiores e mais antigas produções da fruta em Marmelópolis, investiu no manejo. A poda foi feita no momento certo e a aparência azulada nas folhas é por causa de um cuidado para evitar fungos.
Com isso, a produção cresceu. Serão colhidas 15 toneladas, enquanto em 2011 foram só cinco.
O quilo, que antes custava R$ 1,20, agora é vendido a R$ 2.
Os produtores do município já comemoram a safra de 2012. De acordo com a Emater, a produção deve crescer 87%. Em 2011 foram colhidas 16 toneladas, agora, serão 30.
O cenário é um alento para o agricultor Irênio Ribeiro. Ele viu os melhores momentos da produção do marmelo entre os anos de 1950 e 1970, quando eram colhidas até 150 toneladas por ano. “A gente aguentou porque é persistente, mas teve ano que perdemos tudo no pé”, conta.
Um dos principais motivos para o aumento no preço do marmelo e na produção é a fábrica de doces da cidade, que foi reaberta há três anos. O investimento deu certo e este ano, a produção esperada é de 25 mil quilos de marmelada. Para isso, 25 toneladas da fruta serão compradas.
Minas Gerais responde por 47% da produção nacional de marmelo. O restante está dividido entre a Bahia, o Rio Grande do Sul e Goiás.

Evento reúne 89 comitivas e mais de duas mil mulas em Goiás


No encontro de muladeiros foram realizadas provas e julgamentos.
Também foi promovido concurso de melhor tempero.

Do Globo Rural
Os Criadores de mula de diversas regiões do Brasil foram recebidos no final de semana em Iporá, Goiás. O 5º Encontro Nacional de Muladeiros teve provas e julgamentos.
Os participantes do evento queriam mostrar os animais. A tralha era essencial. O criador Aécio Campos, que estava na comitiva de Mato Grosso, mostrou a mula bem trabalhada. “A importância é a beleza. O importante também é desfilar na mula bem arrumada”, diz.
O criador de mula se define como um apaixonado. A paixão passa de pai para filho. Pedro Augusto, de cinco anos, que já monta, é incentivado pelo pai, Leonardo da Silva, que é criador e veterinário.
O valor de alguns animais chama a atenção no evento. Há mulas de ponta, consideradas campeãs de pista. “Ofereceram R$ 150 mil pela Granfina, mas eu não vendi”, diz o criador Robson Sancara.
No encontro de muladeiros não pode faltar a famosa cama do alho. As comitivas prepararam o arroz com carne seca e o feijão tropeiro. Os juízes decidem qual é o melhor tempero.

Criador planta capim para alimentar animais no período de estiagem


Área pertence à uma cooperativa da zona rural de Juazeiro, na Bahia.
Investimentos em infraestrutura foram feitos por um frigorífico.

Do Globo Rural

O tempo continua bastante seco no extremo norte da Bahia. Em Juazeiro, os criadores têm dificuldade para alimentar os animais e em muitas propriedades, falta água para os afazeres domésticos. A dona de casa Luzia Araújo, que leva baldes de vasilhas até o poço da comunidade, na fazenda Veneza, na zona rural de Juazeiro, conta com a ajuda das crianças para abastecer a casa com água.
Quem depende da chuva para ter água deve caminhar vários quilômetros. A última chuva que caiu na região há 14 dias não deu para juntar água e os animais, que também sofrem com a estiagem, saem em disparada pela manhã à procura de alimento. A venda de animais magros não cobre os gastos para manter o rebanho. Faltam água e comida. Também não há nenhuma reserva para os bichos.
Depender somente da chuva para criar animais ainda é a realidade da maioria dos criadores do sertão. Mas um jeito de criar, que começa a aparecer, dá indícios que a tendência para o criador que pretende viver apenas da atividade também é se organizar em grupo.
Os criadores plantaram capim em uma área de 1,5 hectare, que pertence à uma cooperativa da zona rural de Juazeiro, para tentar produzir alimento para guardar. O feno deve ser produzido principalmente na época da chuva para alimentar os animais na seca. A água para irrigar vem do poço. Os investimentos em infraestrutura foram feitos por um frigorífico que deve comprar os animais quando estiverem prontos para o abate.
“A cooperativa nesse confinamento está viabilizando a oferta regular de animais nesse período de escassez. A gente projeta que durante o ano todo tenhamos animais confinados e de ótima qualidade”, diz Marcos Malta, sócio-diretor do frigorífico.

No RS, estiagem provoca aumento no custo da criação de suíno


Falta de chuva ocasionou quebra na safra de milho.
Grão é um dos principais componentes da ração dos suínos.

Do Globo Rural

Os criadores de suíno do Rio Grande do Sul enfrentam uma situação complicada neste início de ano. O preço da carne caiu e o custo de produção aumentou.
O período de férias escolares e o verão costumam provocar uma redução no consumo da carne de porco, o que também causa queda nos preços que o produtor recebe na granja. Os criadores independentes do Rio Grande do Sul dizem que o quilo do animal vivo caiu para R$ 2,35, valor 8% menor em relação à primeira quinzena de dezembro, antes das festas de final de ano.
Além do baixo preço que os criadores recebem pelo quilo da carne, houve aumento no custo de produção. Isso ocorreu por causa da estiagem no Rio Grande do Sul, que ocasionou quebra na safra de milho, um dos principais componentes da ração dos suínos. A esperança é que o mercado fique mais equilibrado nos próximos meses.
Os produtores dizem que estão pagando até R$ 31,00 pela saca de milho colocada na granja. A associação dos criadores pede ao governo o fornecimento de milho a um preço mais acessível. “Pelo menos consiga liberar o preço do milho que seja viável para tratar suínos, em torno de R$ 24,00”, calcula Laurindo Vier, vice-presidente da associação.
A CONAB tem fornecido milho dos estoques oficiais para os criadores gaúchos. O limite por produtor é de 27 toneladas por mês. A Associação Brasileira dos Criadores diz que essa quantidade é insuficiente para atender a demanda

Supermercadistas do Triângulo Mineiros se reúnem com Procon


Objetivo é reduzir irregularidades em relação à conservação de alimentos
Até março será feita uma grande fiscalização nos estabelecimentos.

Do G1 Triângulo Mineiro

Representates dos supermercados da região se reuniram em Uberlândia (Foto: Reprodução/Tv Integração)Representates dos supermercados se reuniram em
Uberlândia (Foto: Reprodução/Tv Integração)
Nesta segunda-feira (30), o Procon de Uberlândia promoveu uma audiência pública com donos de estabelecimentos comerciais de 21 cidades do Triângulo Mineiro. De acordo com o superintendente do órgão, Franco Cristiano, o objetivo é reduzir o número de irregularidades relativas à conservação de alimentos. Ainda segundo Franco, apenas neste ano foram denunciados seis estabelecimentos na cidade. Até março será feita uma grande fiscalização nos estabelecimentos comerciais que vendem alimentos.
O trabalho educativo começou a ser feito em Belo Horizonte e, de acordo com o Procon, Uberlândia é a primeira cidade do interior a desenvolver o projeto. A audiência foi um pedido do promotor e coordenador do Procon Estadual da região de Uberlândia,  Fernando Martins, que explicou como é o trabalho dos agentes fiscalizadores e quais as exigências feitas pelo Procon e pela Vigilância Sanitária. "Nós queremos mostrar como serão feitas as fiscalizações, principalmente relacionados à produtos impróprios e preços, para prevenir problemas futuros", disse o promotor.
Até março será feita uma grande fiscalização nos estabelecimentos comerciais que vendem alimentos. A diferença dessa vez é que os fiscais não chegarão de surpresa e a ação será avisada com antecedência. O objetivo é que os estabelecimentos se adequem às exigências do Procon.

Posteriormente, haverá outras audiências públicas voltadas para açougues, bancos e postos de combustíveis.

'Ele corre um risco de morte importante', diz médico sobre Wando


Apesar da gravidade, médico diz estar 'confiante' na recuperação do cantor.
O músico está internado desde sexta por problemas cardíacos.

Pedro Triginelli Do G1 MG
Wando durante show (Foto: Renato Luiz Ferreira/AE)Wando durante show (Foto: Renato Luiz Ferreira/AE)
O médico Eduardo Szuster, do Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Biocor, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, disse que o quadro de saúde do cantor Wando é "muito grave". "Ele corre um risco de morte importante", falou o médico em entrevista coletiva nesta segunda-feira (30). O músico foi internado na sexta-feira (27), está sedado e respira com ajuda de aparelhos. Segundo médico, não há previsão para retirada da sedação e da respiração artificial.
De acordo com um boletim médico divulgado na tarde desta segunda-feira (30), Wando deu entrada no hospital com quadro de angina de peito, e foi submetido a um cateterismo cardíaco na sexta. Na manhã de sábado, o cantor apresentou uma piora e foi submetido a uma angioplastia coronariana de múltiplas artérias, e internado no CTI na sequência.
"De sábado pra cá, ele teve melhoras pequenas. O estado dele é muito grave, mas estável. Estamos confiantes na plena recuperação dele”, comentou Szuster. O médico ainda contou que, há algumas semanas, o cantor reclamou de dor no peito para seu clínico particular, dr. João Carlos Dionísio. A rapidez nos exames e a agilidade no encaminhamento de Wando para o hospital  permitiram que o problema cardíaco apresentado pelo cantor não evoluísse para um infarto, segundo o médico. Ainda de acordo com Szuster, esta agilidade pode ter salvo a vida do músico.
Szuster disse que o histórico familiar de Wando - o irmão e o pai morreram por problemas cardíacos - é um agravante para seu estado.
Maria das Graças Reis, irmã de Wando, se emociona no hospital (Foto: Pedro Triginelli/G1)Maria das Graças Reis, irmã de Wando, se emociona
no hospital (Foto: Pedro Triginelli/G1)
'Estamos confiantes'
A irmã do cantor Wando, Maria das Graças Reis, disse nesta segunda-feira (30) que ela e a família estão com esperanças a respeito da recuperação do músico. “Estamos confiantes, ele é uma pessoa forte”, disse.
De acordo com a irmã do cantor, outros membros da família já tiveram problemas cardíacos. "Meu pai, um tio e eu já tivemos problemas no coração. Tenho uma boa relação com ele. Prefiro que eu morra no lugar do meu irmão", disse emocionada. Maria das Graças disse que um irmão dos dois e o pai morreram devido a problemas cardíacos. Eles ainda têm outros dois irmãos por parte de pai.
A irmã contou ainda que falou com Wando na segunda-feira passada e ele estava bem. "Ele não fumava. Ele se cuida, tem boa alimentação", completou.
Shows adiados
Dois shows do cantor Wando foram adiados no Rio Janeiro, até a recuperação do artista, internado em Minas Gerais com complicações cardíacas. Segundo informações do escritório do cantor, as apresentações, que seriam nos dias 4 e 10 de fevereiro em Saquarema e São Gonçalo, foram remarcados para o mês de março.
Segundo o escritório de Wando no Rio de Janeiro, o cantor não tinha conhecimento de problemas no coração e a internação surpreendeu a todos. Ele está acompanhado da família em Nova Lima.
Biografia
Nascido Vanderley Alves do Reis, em Cajuri, na Zona da Mata de Minas Gerais, Wando passou a infância em Juiz de Fora. Depois, foi para a cidade de Volta Redonda (RJ), onde vendeu leite, entregou jornal, foi feirante, motorista de caminhão e já se envolvia com a música, segundo o site oficial do cantor. Ele começou a fazer shows em bailes, com um grupo, e descobriu que as músicas românticas eram mais apreciadas pelas mulheres.

Em 1973, Wando gravou seu primeiro álbum, "Glória a Deus no céu, e samba da terra". O sucesso "Moça" veio em 1975, quando o cantor vendeu 1,2 milhão de discos compactos simples do álbum "Wando". Ao todo, são 28 álbuns na carreira do artista que ficou conhecido por ganhar calcinhas das fãs. O trabalho mais recente foi lançado em 2005, "Wando - Romântico brasileiro, sem-vergonha".
Wando mora no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, cidade-natal de sua mulher, Renata Costa Lana e Souza.
Leia abaixo o boletim médico na íntegra.
"Belo Horizonte, 30 de janeiro de 2012.
Boletim médico - Biocor Instituto - Vanderley Alves dos Reis (Wando)
Recomendado pelo seu clínico particular, dr. João Carlos Dionisio, o paciente Vanderley Alves dos Reis, Wando, foi encaminhado para a realização de cateterismo cardíaco no Biocor, devido ao quadro de angina* de peito e alteração de exames propedêuticos.
O cateterismo foi realizado na manhã desta sexta-feira, sem intercorrências. O paciente permaneceu internado no hospital para definição terapêutica.
Devido à gravidade e extensão das obstruções coronarianas encontradas, após discussão em equipe, optou-se pela permanência hospitalar para cirurgia de revascularização do miocárdio.
Contudo, na madrugada de sábado, o paciente apresentou quadro de angina refratária ao tratamento clínico. Sendo assim, foi prontamente submetido, em caráter de urgência, a angioplastia coronariana de múltiplas artérias, pela mesma equipe.
O paciente foi encaminhado para o CTI, sedado, respirando por aparelhos, com suporte medicamentoso e suporte de assistência circulatória.
Encontra-se em estado grave, mas com ligeira melhora do quadro clínico. Sem previsão de alta e tendo à mão todos os recursos para o tratamento.
* angina - dores no peito, casada por falta de sangue no músculo cardíaco.
Este boletim foi construído pelos dr. João Carlos Dionísio, clínico particular do paciente, e dr. Eduardo Szuster, equipe do CTI, com autorização da esposa do paciente, sra. Renata Lana Costa e Souza".