MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

domingo, 1 de junho de 2014

O que fazer diante do decreto ditatorial de Dilma?

caiado
Ronaldo Caiado foi incisivo na denúncia contra o Decreto 8243/2014, de Dilma Rousseff. Veja o que ele disse em seu perfil no Facebook:
É golpe do PT!!!
Vendo que vai perder no voto, o PT agora atua para criar um sistema paralelo de poder. Por meio de um nome “bonitinho”, Dilma e PT assinaram o Decreto 8243/2014, que cria a Política e o Sistema Nacionais de Participação Social.
O decreto diz criar conselhos compostos por “cidadãos, coletivos, movimentos sociais institucionalizados” nos órgãos do governo. Mas só tem um detalhe: o próprio governo vai indicar esses membros desses conselhos. E mais: É o aparelhamento ideológico por meio de movimentos sociais, filiados ao PT e sindicalistas ligados ao governo.
Isso é uma afronta à ordem constitucional do País. O PT esvazia o poder legislativo e transfere as decisões aos seus “companheiros”. Democracia se dá por meio dos seus representantes eleitos para o Congresso. Uma pessoa, um voto. Não existe cidadão mais importante que o outro. Agora o petista desses conselhos vai ter mais poder que um cidadão comum? Mais poder que alguém eleito democraticamente pelo povo?
PT quer criar cidadãos de 1ª classe (companheirada) e de 2ª classe (demais brasileiros). Não vamos permitir! O líder [do DEM na Câmara, deputado] Mendonça Filho [PE] e eu apresentamos um Projeto de Decreto Legislativo para derrubar esse decreto antidemocrático da presidente Dilma.
Não vamos deixar esse ataque à Constituição e à democracia prosperar. Estamos avaliando acionar o STF. Dilma e o PT querem transformar o Brasil numa Venezuela, onde Chávez criou grupos de poder paralelos, que jogaram o País naquela bagunça, onde as instituições não são respeitadas.
O PT/Dilma escancarou sua face ditatorial! Fiquem atentos! Aqui não é a Venezuela. Não vamos admitir uma ditadura.
O blog do Felipe Moura Brasil já deu a dica, lembrando que Ronaldo fez o que Aécio deveria fazer: denunciar o oponente em sua ações mais monstruosas contra a democracia.
Conforme também lembrando pelo blog de Felipe, devemos ler o artigo de Cristiane Jungblut e Mônica Garcia para o Globo:
BRASÍLIA E RIO – A oposição quer a suspensão do decreto da presidente Dilma Rousseff que obriga os órgãos do governo a promover consultas populares sobre grandes temas, antes de definir as políticas a serem adotadas. Ontem, o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), apresentou projeto prevendo a revogação do decreto que cria a Política Nacional de Participação Social (PNPS). Ele ameaçou colocar seu partido em obstrução e não votar medidas provisórias, na próxima semana, caso Dilma não volte atrás, ou caso o Congresso não aprove sua proposta, que ele pretende que seja votada com urgência.
Mendonça Filho, que discutirá a questão na reunião dos líderes partidários da próxima semana, cita a Constituição para defender a revogação do decreto e afirma que é da competência do Congresso “sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa”.
— Esse decreto da presidente Dilma é uma aberração. É uma desfaçatez o PT e a presidente Dilma chegarem ao nível de passar por cima do Legislativo, caixa de discussão e ressonância da sociedade. Dilma quer criar um poder paralelo — criticou Mendonça Filho.
Para ele, os integrantes das novas estruturas serão escolhidos pelo governo, o que já vicia todo o processo.
— Serão os Conselhos dos Amigos do Poder. Quer criar um poder paralelo e ainda cria cidadãos de primeira e segunda classe. Para ser ouvido, o cidadão comum tem que estar associado a uma ONG ou a um sindicato — disse ele.
Mendonça Filho acredita que vai angariar apoio:
— O presidente da Câmara, Henrique Alves, tem sido um guardião das prerrogativas do Poder Legislativo e não vai aceitar isso — disse.
PT diz que ideia é ter diálogo
O PSDB já apoia a proposta do DEM. O líder do partido tucano, deputado Antonio Imbassahy (BA), já pediu à sua assessoria para analisar se o decreto não fere a Constituição.
— Querem estabelecer uma gestão bolivariana no Brasil. Propostas como essa são um movimento típico de quem perdeu o rumo, como este governo. O PT fez um trabalho para enfraquecer as instituições. Eles querem controlar os movimentos, mas vêm perdendo legitimidade — disse Imbassahy, alegando que há uma tentativa de enfraquecer o Legislativo como Casa de representação da sociedade.
O PT reagiu à iniciativa do DEM. O vice-líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE), disse que é preciso manter o decreto presidencial.
— O que a presidente Dilma quer é institucionalizar o diálogo com a sociedade, que não pode ser feito apenas quando se vai votar um projeto de lei no Congresso. E o DEM não é afeito a esse tipo de coisa — alfinetou Guimarães.
Na prática, o decreto da presidente Dilma obriga órgãos da administração direta e indireta a criar estruturas de participação social, como o conselho de políticas públicas; a comissão de políticas públicas; a conferência nacional; a ouvidoria pública federal e a mesa de diálogo, além de fórum interconselhos; audiência pública; consulta pública; e ambiente virtual de participação social. Alguns desses mecanismos já são usados pelas agências reguladoras. Para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), segundo informação da assessoria do órgão, o decreto não traz nenhuma novidade porque os artigos que tratam de audiência pública e consulta pública já são seguidos pela agência. A Aneel entende que qualquer mudança em função do decreto será apenas de nomenclatura. O mesmo argumento se repete em outras agências, como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que também acredita que já cumpre boa parte das normas, e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que garante já abrir espaço para a sociedade.
Uma das críticas ao decreto é que ele pode aumentar a burocracia e levar à maior demora na tomada de decisões. Da base governista, o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), disse ter certeza que, se o decreto causar problemas à agilidade do governo, a presidente Dilma vai rever a decisão.
— Vou analisar com cuidado, mas a presidente pode propor conselhos. Se a presidente achar que o modelo causou lentidão, acredito que ela mesmo acabará voltando atrás — disse Cunha.
Especialistas divergem
Entre os especialistas, há divergências. O professor de Administração Pública da UnB José Matias-Pereira disse que o decreto é uma “atitude arrogante e autoritária” do governo. Ele acredita que o PT promove um movimento de enfraquecimento das instituições, ao atacar o Poder Judiciário e o Ministério Público, por exemplo. E lembrou que pode haver um aparelhamento, já que o PT e outros partidos controlam as principais estruturas sociais, como sindicatos:
— A aplicação desse decreto seria um retrocesso para a democracia brasileira. E leva a uma sentença de morte ao Poder Legislativo como caixa de ressonância da sociedade.
O jurista Hélio Bicudo, ex-presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, com sede em Washington, tem opinião parecida:
—Esse decreto enfraquece a democracia. Esses conselhos populares não podem ter poder de decisão. Era necessário pensar em aumentar o poder do Executivo e tirar do Legislativo algumas questões e atribuições, mas não entregá-las a um conselho escolhido aleatoriamente. Esse decreto só enfraquece o Poder Legislativo e pode até engessar decisões importantes do governo e relevantes para a sociedade.
Já o professor Marco Antonio Teixeira, do Departamento de Gestão Pública (GEP) da Escola de Administração de Empresas da FGV-SP, defendeu as novas normas, alegando que o atual sistema de representação política está em crise.
—Acredito que essas normas são complementares, e não em substituição ao Legislativo. Não vejo oposição de uma coisa à outra — disse Teixeira.
O jurista Pedro Abramovay também não se opõe ao decreto.
— Esses conselhos ajudarão o povo a exercer sua democracia. Com eles, todas as vozes serão ouvidas. Esses mecanismos já existem e têm sido importantes para legitimar nossa democracia.
Jurista e professor emérito da Faculdade de Direito de São Paulo, Dalmo Dallari diz que Dilma teve uma boa iniciativa. — A nossa Constituição, em seu artigo 1º, fala exatamente sobre essa democracia participativa. É muito importante essa aproximação do povo com o poder: além de se manifestar e opinar, ele também poderá criticar e propor condições melhores para toda a sociedade — disse. (Colaborou Mônica Garcia)
No texto acima, vemos o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho, apresentar opiniões tão contundentes quanto às de Caiado. Enquanto isso, do lado do PSDB, só vemos apaziguamentos vergonhosas. Na verdade, do lado dos tucanos, só estamos ouvindo o barulho do grilo até o momento.
Sendo assim, como devemos proceder? A meu ver as seguintes ações são importantes, mas não as únicas:
  1. Explicar para as pessoas o que são os sovietes e como eles são usados de forma suja por totalitários
  2. Pressionar o PSDB a tomar uma atitude de gente grande
  3. Questionar os políticos do PMDB para ver se eles estão de acordo com um decreto que vai dar poder ao PT (mas não aos aliados fisiológicos dele)
Em relação a todos os itens valeria a pena tentar tornar vital o ótimo comentário do  Templar Knight na página Canal da Direita: “Oi, eu sou o PT e quero dar um golpe, sabe o que eu faço?”:
1-Fundo o Foro de São Paulo e juntamente com meus camaradas das FARC, Cuba e Venezuela tramo os passos do socialismo do século XXI.
2-Elejo um símbolo populista como Lula e chego à presidência.
3- Aperfeiçôo um programa que já existia e dou-lhe o nome de Bolsa Família, para garantir votos vitalícios e a miséria que os sustentam.
4- Uma vez eleito afago o empresariado com o BNDES enquanto causo a ira das inofensivas esquerdas mais radicais, mas tentando jogar pelos dois lados como manda um Governo de Transição.
5- Aprovo o Estatuto do Desarmamento, que desarma apenas cidadãos honestos e enfraquece a população civil em geral.
6- Uso o Lula para eleger a Dilma e quando o empresariado já virou um bichinho dócil de estimação afago mais aquelas esquerdas radicais (fingindo para os investidores que eu não sou uma delas)
7- Financio suas arruaças, MST e escória gayzista, abortista, feminista e maconheiros.
8- Assim semeio a discórdia e o caos na população, fazendo-a crer que existe uma gravíssima opressão social nunca antes vista na mesma (num coletivismo imposto por uma minoria vitimista, ressentida e sem amor-próprio, onde bandido é vítima da sociedade, todos são oprimidos e ninguém é responsável direto pelos seus atos e por sua consciência), de modo que pareça que as minorias são maioria e o caos seja uma pseudo-justificativa para num breve futuro instaurar uma “Reforma Constituinte”.
9- Compro e aparelho institutos de pesquisas (IPEA, IBGE etc.) para este fim – caos e agitação social -, distorcendo os resultados das pesquisas (brasileiro é “machista-patriarcal-opressor-piramidal”, claro!).
10- Ainda seguindo os preceitos do meu ídolo Antonio Gramsci, vou doutrinando alunos de escolas de nível fundamental, médio e superior, familiarizando-os com o conceito de luta de classes e outras farsas marxistas e encorajando a militância de idiotas úteis.
11- Aparelho não só escolas, universidades (quem estuda Mises e Voegelin é ridicularizado e não ganha bolsa) e institutos de pesquisa, como aparelho o STF e todo o judiciário.
12- Continuo comprando a oposição com os mensalões da vida para me perpetuar no poder até o fim dos tempos, quer dizer, até o Apocalipse do qual sou eu mesmo o catalisador.
13- Crio o programa mais médicos e escolho médicos, adivinha, de Cuba, e se forem agentes cubanos infiltrados de jaleco ninguém se surpreenderá.
14- Aparelho não só escolas, universidades, institutos de pesquisa, STF e judiciário, mas a mídia em geral.
15- Percebo que na verdade a população conservadora, cristã ou simplesmente honesta é muito maior que eu imaginava, de modo que tento calar vozes como a de Rachel Sheherazade, cortando a verba do SBT.
16- Aprovo o Marco Civil como instrumento de censura mais eficiente.
17- Enfraqueço meu exército e todas as Forças Armadas, sucateando o material bélico nacional (mas continuo chamando o exército quando a coisa tá feia nas ruas).
18- Apoio a ideologia de gênero – PL 8035/2010 – como se fosse uma ciência (minha orientação sexual é fruto de coerção social, claro) e empurrando goela abaixo a ditadura gay a revelia da maioria, minando as bases familiares tradicionais e naturais, chamando quem não aceita calado de “homofóbico” e “fascista”.
19- Nesta minha saga contra a Família, aprovo outros absurdos como lei da Palmada – criando uma geração de mimados como na Suécia – e elimino o Dia das Mães (por enquanto só aqui em São Paulo), em claras tentativas de enfraquecer a Família como núcleo formador moral do ser humano, transferindo a formação do homem ao Estado (claro, o PT ensinará muito bem a não roubar, por exemplo).
20-Com o exército fraco e com população desarmada aprovo o projeto 276/02 de livre trânsito de Forças Armadas Estrangeiras no Brasil sem autorização do Congresso.
21- Ameaço de morte todos os que discordam de mim, Romeu Tuma Jr., Joaquim Barbosa etc.
22- Falo mal do agronegócio sendo que é ele que me sustenta e que uma vez gerido pelo MST, afunda, como já aconteceu, mas dou carinho a estes sem-terra que em 90% dos casos não querem é procurar emprego por lá.
23- Elimino a democracia pelo decreto 8.243, dando voz a “movimentos sociais” enquanto enfraqueço as verdadeiras instituições democráticas e o parlamento, composto de cidadãos eleitos pelo povo.
24- Envio dinheiro e realizo obras em Cuba, Venezuela e Nicarágua, unindo o corpo da minha revolução bolivariana.
25- Finalmente fomento um plebiscito popular pela “Reforma Constituinte” sob alegação de que os parlamentares não representam a população – claro que eu, PT, represento.
26- Assim como no desarmamento, o resultado do plebiscito não conta para a implementação do Golpe, que será exercido de qualquer jeito.
27- Assim como na Venezuela onde, elementar meu caro Watson, quem garantiu a lisura das urnas eletrônicas era sócio da empresa que fabricava as urnas na votação que elegeu o camarada Chavez, dou um jeito de sabotar as urnas eletrônicas também.
28- Viro uma Venezuela.
29- Tudo isso, claro, enquanto ando de Rolex e BMW e sou preso em prisão domiciliar, onde posso assistir meus filmes da galera opressora imperialista de Hollywood, comendo meu Big Mac opressor enquanto completo a coleção de quadros de Stálin, Fidel e Mao Tsé-Tung na parede, na ilusão de que a perfeição e felicidade plena é possível neste mundo e que mais justiça só se faz necessariamente com mais socialismo.
Claro que há um erro no item 29, pois os líderes da extrema-esquerda não “se iludem com as utopias socialistas”. Eles as utilizam para chegar e se perpetuar no poder, aproveitando-se dos benefícios do estado inchado.
Mas a mensagem importante é polarizar de vez a discussão, explicando que a principal luta é da liberdade contra a tirania, e demonstrar o quanto o PT está comprometido com a última. Todas as principais ações do PT tem por foco estabelecer um regime ditatorial no Brasil. E com esse regime ditatorial (amparado pelas propostas de censura à imprensa) a transformação do Brasil em uma grande Venezuela será inevitável.
Em relação ao decreto de Dilma, cabe especificar a funcionalidade dos sovietes, que são grupos da sociedade civil, chamados de “a sociedade civil”. O decreto se baseia em implementar definitivamente os sovietes.
Veja o que dois juristas governistas afirmaram, em fraudes claras:
  • Pedro Abramovay: “Esses conselhos ajudarão o povo a exercer sua democracia. Com eles, todas as vozes serão ouvidas. Esses mecanismos já existem e têm sido importantes para legitimar nossa democracia.”
  • Dalmo Dallari: “A nossa Constituição, em seu artigo 1º, fala exatamente sobre essa democracia participativa. É muito importante essa aproximação do povo com o poder: além de se manifestar e opinar, ele também poderá criticar e propor condições melhores para toda a sociedade”.
Como se nota, ambos deliberadamente usam o truque dos sovietes. Por isso é imperativo que cada vez mais pessoas conheçam como funciona este embuste.
Basicamente, o governo ditatorial busca alguma forma de legitimidade. Por isso, ele cria grupos indicados por ele, chamando-os de “a sociedade”. Por exemplo, um líder do MST, um representante da comunidade LGBT e donos de ONG’s que já recebem o dinheiro do estado. Como todos já estão mancomunados com o governo, o governo passa a dizer que “está ouvindo o povo”. Mas quem foi que disse que essas pessoas de seus “conselhos” representam o povo? O próprio governo. Este é o truque dos sovietes. Um governo que já usa um truque tão sujo e coloca seus intelectuais orgânicos (como Abramovay e Dallari) para propagar suas fraudes reconhece a implementação de uma ditadura.
Com esta polarização (liberdade X tirania) mais do que justificada, líderes do PSDB devem ser questionados por seu apaziguamento e os do PMDB por sua parceria. Mais do que tudo, devemos ser claros em expor que o PT investe todos seus esforços na implementação de uma ditadura.
Se não formos capazes de expor o senso de urgência de combatermos a ditadura, precisamos também nos prepararmos para assumir parte da responsabilidade pelo fim da democracia do Brasil, exatamente pela falta de assertividade e foco ao lutar por ela.

Reações ao Decreto 8.243 — a sociedade ainda respira. Até quando?


A principal característica de um governo esquerdista é que ele jamais se contenta em governar de acordo com a ordem legal, instituída. Ele sempre acredita que detém a chave, a poção, a receita miraculosa para transformar o país no que, ele imagina, será o melhor dos mundos. O problema é que o melhor dos mundos, quando se trata da esquerda, está sempre próximo do que imaginamos ser o Inferno, quando não é o próprio Inferno.

A prova do que afirmo encontra-se não apenas na história das revoluções — vejam o Purgatório congelado no tempo em que Cuba se transformou, sobrevivendo graças à submissão de um povo sem esperança e sem armas e à propaganda esquerdista mundial, ou os milhões de crimes perpetrados pelo comunismo soviético —, mas também no presente, no cotidiano da sociedade brasileira, sequestrada, em grande parte, pelo pior tipo de populismo que já conhecemos, superior, em método e recursos, aos refinamentos do getulismo.
Esta semana, mais uma vez, o governo ensaiou uma tentativa de golpe. O alarme foi dado pelo editorial do Estadão, “Mudança de regime por decreto”, e rapidamente se espalhou pelas redes sociais e blogs, transformando-se em um fenômeno viral.
De fato, enquanto os políticos de oposição dormem, refestelados em seus altos salários e mordomias, parcela da sociedade vigia, atenta, os ensaios para se criar uma ditadura. As reações foram múltiplas: Reinaldo Azevedo pontificou: “A ‘democracia direta’ de Dilma é ditadura indireta do PT”. Alexandre Borges deu uma breve mas incisiva aula de história em “Todo poder aos sovietes petistas”. Felipe Moura Brasil denunciou a lentidão dos tucanos, sempre envergonhados ou sempre pactuando silenciosamente com o governo, no post “Ronaldo Caiado sai na frente de Aécio: ‘É golpe do PT!’”. No artigo “Um tumor inserido por decreto”, Fábio Blanco sangrou ainda mais a manobra traiçoeira. E Milton Simon Pires não deixou por menos: mostrou, em “Brasil 8243”, como o PT pretende destruir as instituições do país.
O mais didático e irônico, contudo, foi Erick Vizolli, no sempre ótimo Liberzone. No artigo “Afinal, o que é esse tal Decreto 8.243?”, Vizolli mostra que o sistema representativo, apesar de todos os seus defeitos, ainda é a única forma de nos protegermos de um Estado controlado por grupos que não têm compromisso com a democracia ou a liberdade, mas apenas com suas próprias ideologias.
Todos esses articulistas me recordaram as reflexões de Roger Scruton em The Uses of Pessimism and the Danger of False Hope (As vantagens do pessimismo, Editora Quetzal, Lisboa). No Capítulo 6, “A Falácia do Planeamento”, Scruton faz uma brilhante analogia entre a estrutura da União Europeia e a forma como Lenin aboliu, na Revolução Russa, “todas as instituições através das quais o partido e seus membros pudessem ser responsabilizados pelo que fizeram”, permitindo que um erro se sucedesse a outro, sempre maior, sempre mais criminoso.
Scruton reflete como se tivesse acabado de ler o decreto de Dilma Roussef: “Quando os poderes de Governo estiverem adequadamente repartidos e quando os que detêm a soberania puderem ser expulsos por uma votação, os erros podem encontrar o seu remédio. Porém suponhamos que as instituições de Governo estão montadas de tal maneira que toda a concentração de poder é irreversível, de modo que os poderes adquiridos pelo centro nunca podem ser recuperados. E suponhamos que aqueles que mandam no centro são nomeados, não podem ser afastados a pedido do povo, encontram-se em segredo e guardam poucas ou nenhumas atas das suas decisões. Acha que, nessas circunstâncias, existem condições em que possam ser retificados erros ou mesmo convincentemente confessados?”.
Todos os infinitos casos de corrupção; todas as manifestações de ódio coletivo que têm tomado as ruas; o longo e incansável trabalho de controle ideológico feito pelo Ministério da Educação, censurando, de forma velada, o conteúdo de milhões de livros didáticos distribuídos país afora; todas as tentativas de manter sob vigilância a mídia e a Internet; o evidente controle do Executivo sobre parcela do Congresso e do Supremo Tribunal Federal — tudo contribui para transformar o Decreto 8.243 na cereja do bolo.
Se ainda podemos ter alguma esperança, ela reside no fato de que eles sempre acabam destruindo uns aos outros. “Doze vozes gritavam cheias de ódio e eram todas iguais. Não havia dúvida, agora, quanto ao que sucedera à fisionomia dos porcos. As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já se tornara impossível distinguir quem era homem, quem era porco” — conta George Orwell no final de A Revolução dos Bichos.

http://rodrigogurgel.blogspot.com.br

Geddel promete entrar com representação no MPF contra prefeito de Barra


Por: Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews) - BOCÃO NEWS
O pré-candidato ao Senado da República, Geddel Vieira Lima ((PMDB), começou este domingo (01) no município de Barra, onde passou a manhã ao lado dos postulantes ao governo do Estado, Paulo Souto (DEM), e a vice, Joaci Góes (PSDB). Eles participaram do encontro Unidos pela Bahia, na sede da AABB, e o sentimento de esperança da chapa oposicionista foi compartilhado pela multidão que compareceu ao evento. As pessoas se queixaram do descaso da gestão petista com a região, constatando que no tempo de Paulo Souto era bem melhor.
 
A recepção dos barrenses foi calorosa. O anfitrião do encontro, o ex-prefeito da cidade, Deonísio de Assis, ressaltou os benefícios feitos por Geddel, quando ministro da Integração. “O ministro realizou uma série de obras de saneamento por aqui, que não estão sendo aproveitadas por incompetência do atual prefeito”, comentou.
 
 
Geddel, por sua vez, anunciou que entraria com representação no Ministério Público Federal contra o atual prefeito de Barra, Artur Silva Filho, por não estar aproveitando as obras de saneamento realizadas por ele, permitindo, assim, a poluição do Rio São Francisco. O peemedebista também reafirmou a sua determinação de ser a voz da Bahia no Senado para lutar pelos baianos.
 
Ontem eles estiveram em Luís Eduardo Magalhães, junto com o prefeito ACM Neto, na feira de agronegócio 10ª Bahia Farm Show. Ao contrário dos protestos sofridos pelo governador Jaques Wagner e sua comitiva, por onde circularam, os oposicionistas foram saudados com alegria por trabalhadores, produtores rurais, empresários, lideranças políticas e pelo povo da região.
 
Geddel, Paulo Souto e Joaci constataram a situação ruim das estradas e também sentiram a indignação da população com a escalada da violência e o caos da saúde pública, por causa da desatenção governamental com a região. O presidente do PMDB da Bahia garantiu lutar no Senado da República pela região e pela Bahia.

Imagem de rosto aparece em capô de carro batido em MG


Um acidente que aconteceu no trevo de Itabira, na região central de Minas Gerais, criou uma cena curiosa. Com a batida, uma imagem no mínimo estranha apareceu nas ferragens de um dos veículos envolvidos. O amassado no carro vermelho formou o rosto e um pedaço do corpo de uma pessoa. (IG)

Abandonado, amigo do doleiro xinga o ex-partido


É genuína a revolta do deputado paranaense André Vargas, por ter sido abandonado pelos ex-correligionários do PT, após vir à tona suas relações promíscuas com Alberto Youssef, doleiro preso na Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Nervoso, descontrolado, ameaçador, ele aborda pessoas que nem conhece para desabafar contra os ex-“cumpanhero”. Dias atrás, foi um jornalista que ouviu o seu desabafo. André Vargas não poupa adjetivos contra Rui Falcão, presidente do partido, e a presidenta Dilma, chamando-os de “canalha”, “vaca” etc. Após renunciar à vice-presidência da Câmara, André Vargas não está otimista quanto ao próprio futuro. Acha que será cassado. Por perjúrio. A revolta à flor da pele pode fazer de André Vargas um aliado decisivo dos opositores de Dilma, na eleição. Ele parece louco para abrir o jogo. Cândido Vaccarezza (PT-SP), também citado na Operação Lava Jato, é um dos poucos amigos que restam a André Vargas. (Cláudio Humberto)

País da Copa tem 16 das 50 cidades mais violentas do mundo



Não custa relembrar a matéria do jornal O Globo sobre este país habitado por gente "pacífica e ordeira". Curto e grosso: aqui se mata mais do que nos países em guerra. Bem-vindos à Copa da Roubalheira, senhores turistas:


O médico José Alfredo Vasco Tenório, de 67 anos, iniciava a sua pedalada diária pela orla de Maceió, quando foi abordado por dois rapazes numa praça a 400 metros de sua casa. Um dos criminosos estava armado. Quando ele se abaixou para saltar da bicicleta, recebeu um disparo nas costas. A bala atravessou o corpo e acertou o coração. João Alfredo morreu no local e se tornou mais uma das vítimas da violência na capital alagoana, a quinta cidade com mais homicídios no mundo, segundo levantamento elaborado pela ONG mexicana Conselho Cidadão para Segurança Pública e Justiça Penal AC.

O Brasil é o país com mais municípios no ranking: 16. O México aparece em segundo, com nove. Apenas sete cidades da lista não estão na América Latina: quatro dos Estados Unidos (Detroit, Nova Orleans, Baltimore e Saint Louis) e três da África do Sul.

O levantamento leva em conta a taxa de homicídios por grupo de 100 mil habitantes no ano passado. De acordo com a ONG, foram levantados dados disponibilizados pelos governos em suas páginas na internet e consideradas só cidades com mais de 300 mil. Essa foi a quarta edição do ranking.
Em relação ao levantamento de 2012, Brasília e Curitiba deixaram a lista. Por outro lado, três cidades brasileiras ingressaram no grupo: Campina Grande (PB), Natal (RN) e Aracaju (SE). As duas maiores metrópoles do país, São Paulo e Rio de Janeiro, não estão no ranking. Segundo especialistas, há 10 anos o país vê os homicídios migrarem para os municípios de médio porte.

- A violência deixa de ocorrer nos polos tradicionais a partir da virada do século - afirma Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador do Mapa do Violência do Brasil.

Julio cita como fatores que provocaram o fenômeno a mudança do modelo econômico, com o fim da migração para as principais capitais do Sudeste, além dos investimentos federais nas cidades que tinham grandes taxas de assassinato.

- O crime organizado se nacionaliza e encontra nessas capitais de estados menores um sistema de segurança precário - diz o pesquisador.

No caso de Maceió, a cidade brasileira mais violenta, o problema ainda foi agravado por que o estado de Alagoas enfrentou seguidas greves de policiais nos anos 2000.

Dos 16 municípios do Brasil no ranking das cidades mais violentas do mundo, seis vão receber jogos da Copa do Mundo: Fortaleza, Natal, Salvador, Manaus, Recife e Belo Horizonte.

Estados dizem que investem para reduzir assassinatos

Os estados que possuem cidades no ranking das 50 mais violentas do mundo dizem estar fazendo investimentos para reduzir as taxas de homicídios.

O secretário de Segurança Pública do Ceará, Servilho Paixa, afirma que não há risco para os turistas que visitarem Fortaleza, a segunda cidade brasileira na lista, durante a Copa do Mundo.

- O turista pode ficar tranquilo, se conduzir no circuito apropriado, e de forma apropriada - disse.

Segundo o secretário, o estado tem investido na formação policial, na punição de irregularidades dos agentes e em gestão para reduzir os índices. Pernambuco afirma que a taxa de homicídios em Recife tem caído e que tem implantado medidas para combater a violência. Minas Gerais e Mato Grosso também dizem ter implantado medidas.

A Secretaria de Defesa Social de Alagoas, responsável pela segurança pública em Maceió, a primeira cidade brasileira no ranking, foi procurada, mas não se manifestou.

As brasileiras da lista

Maceió (5ª colocada) - 79,76 homicídios por 100 mil habitantes

Fortaleza (7ª) - 72,81 homicídios por 100 mil

João Pessoa (9ª) - 66,92 homicídios por 100 mil

Natal (12ª) - 57,62 homicídios por 100 mil

Salvador (13ª) - 57,51 homicídios por 100 mil

Vitória (14ª) - 57,39 homicídios por 100 mil

São Luís (15ª) - 57,04 homicídios por 100 mil

Belém (16ª) - 48,23 homicídios por 100 mil

Campina Grande (25ª) - 46 homicídios por 100 mil

Goiânia (28ª) - 44,56 homicídios por 100 mil

Cuiabá (29ª) - 43,95 homicídios por 100 mil

Manaus (31ª) - 42,53 homicídios por 100 mil

Recife (39ª) - 36,82 homicídios por 100 mil

Macapá (40ª) - 36,59 homicídios por 100 mil

Belo Horizonte (44ª) - 34,73 homicídios por 100 mil

Aracaju (46ª) - 33,36 homicídios por 100 mil 
BLOG ORLANDO TAMBOSI

PT perde o pelo, mas não perde o vício.


O Partido Totalitário continua apostando na divisão da sociedade, fomentando conflitos. Vive revolvendo os fantasmas do passado. Editorial do Estadão:

O PT perde o pelo, mas não perde o vício. Como se já não houvesse motivos de sobra para a insatisfação popular difusa e generalizada que se manifesta diariamente, e quase nunca pacificamente, nas ruas, o comando do partido volta a insistir em recolocar na agenda política uma questão já consensualmente resolvida pela sociedade brasileira, mas que tem alto potencial de incandescência emocional: a revogação da Lei da Anistia.
Reunida na segunda-feira em Brasília, a Executiva Nacional do partido definiu as diretrizes do programa de governo petista. E incluiu entre elas a reivindicação da punição dos crimes praticados por agentes do Estado - e apenas estes - durante a ditadura militar, sob o argumento de que isso ajudaria a "impedir a continuidade dessas práticas nas Forças Armadas e de Segurança, na Justiça e no sistema prisional, na criminalização dos movimentos sociais e na discriminação contra camadas populares".
O acento palanqueiro-populista desse argumento escancara a principal característica de uma retórica que apela irresponsavelmente à cizânia, à divisão da sociedade brasileira entre "nós" e "eles", os bons e os maus, e que inclui entre estes últimos aqueles que "criminalizam" os movimentos sociais e "discriminam" as "camadas populares". Ou seja, todos os malvados que cometem o crime de não ser petistas.
Essa retórica eleitoral lulo-petista encarna um espírito diametralmente oposto ao da conciliação nacional que permitiu, 35 anos atrás, a transição pacífica do regime ditatorial para o democrático que viria a possibilitar, quase um quarto de século depois, a eleição de um ex-metalúrgico à Presidência da República.
O retorno dos militares ao quartel e a consequente devolução à sociedade civil de, entre outros direitos, o de escolher nas urnas seus governantes, foi uma conquista das forças políticas que, em nome dessa sociedade, se reuniram numa frente ampla que, ao cabo de duas décadas de resistência, teve a capacidade de negociar com os então detentores do poder uma transição pacífica para a democracia.
Foi uma luta facilitada, é claro, pela evidência de que o regime militar, cada vez mais repudiado pela consciência democrática do povo brasileiro, cedo ou tarde acabaria se rendendo ao desfecho de um processo de "distensão lenta e gradual" iniciado, sob pressão popular, já no governo do general Ernesto Geisel.
Esse processo só não se desenvolveu mais ampla e rapidamente porque algumas lideranças da frente ampla resistiram o quanto puderam a uma negociação da qual foi peça decisiva a Lei da Anistia, proposta ao Congresso no segundo semestre de 1979 pelo último presidente-general.
E não foi por mera coincidência que essas lideranças que não desejavam a conciliação, mas o confronto, Lula à frente, se tornaram pouco tempo depois as fundadoras do Partido dos Trabalhadores.
Já seria lamentável se essa renovada disposição do PT de tentar retomar a discussão da Lei da Anistia, no ambiente pouco sereno e racional dos palanques, apenas denunciasse o apego oportunista ao velho vício do confronto maniqueísta que é a marca registrada de Lula.
A tentativa é, porém, mais um atentado ao espírito democrático da sociedade brasileira, que o PT não hesita em sabotar em benefício de sua obsessão de permanecer no poder a qualquer custo.
De acordo com o secretário-geral do PT, deputado Geraldo Magela (DF), a revogação da Lei da Anistia é necessária porque "o Brasil precisa se reencontrar com a verdade histórica". Uma verdade que está sendo diligente e eficientemente perseguida pela Comissão Nacional da Verdade e também por aquelas de âmbito estadual ou municipal. Mas o PT não se satisfaz com a verdade. Quer castigar aqueles que não foram punidos porque a sociedade brasileira decidiu anistiá-los num pacto que permitiu a reconquista pacífica do regime democrático.
Para o PT, anistia não vale para todos. Só vale para os que cometeram crimes na luta contra a ditadura. 
BLOG ORLANDO TAMBOSI

3 novas espécies de aves são encontradas em cidade baiana


por
CicloVivo
TRIBUNA DA BAHIA
Pesquisadores e analistas ambientais do Centro Nacional de Pesquisas e Conservação das Aves Silvestres (Cemave/ICMBio) descobriram novas espécies na Floresta Nacional (Flona) no município de Contendas do Sincorá, centro-sul baiano.
As aves identificadas são o falcão-relógio, maior representante do gênero e também predador de outros grandes pássaros, o falcão-de-coleira, de médio porte e que vive em áreas abertas da caatinga, cerrado, pastos, campos, praias e restingas, e o pica-pau-dourado-escuro, animal pequeno que está presente em vários tipos de habitats, como matas de terra firme, várzeas e pastagens arborizadas (com árvores).
De acordo com o analista ambiental Diego Mendes, responsável pelos trabalhos, essas aves nunca tinham sido avistadas anteriormente na unidade, mas são relativamente comuns na caatinga e no restante do país.
O objetivo agora é acompanhar as mudanças no número de espécies e quantidade de indivíduos. Tais dados podem ser influenciados pelo regime de chuvas, vegetação, manejo e impactos provocados pelo homem. Segundo Mendes, a intenção é fazer duas expedições ao ano nas unidades, uma na época da seca e outra no período de chuva.
Picapau
Pica-pau-dourado-escuro - Hector Bottai/cc
"Estamos monitorando desde 2013 a Floresta Nacional (Flona) Contendas do Sincorá e 2012 a Estação Ecológica (Esec) Raso da Catarina. É um trabalho de médio e longo prazo e pretendemos incluir mais unidades de conservação com a ajuda de outras instituições de pesquisa e conservação. Daqui a seis ou dez anos, mais ou menos, teremos uma boa base de dados científicos para entender como está a qualidade no habitat dessas aves no bioma Caatinga", afirmou.
Em onze dias de trabalho, foram catalogadas 109 espécies e contabilizadas 156 diferentes aves dentro da Flona. Também foram encontradas outras espécies fundamentais para a conservação da biodiversidade, como o rabo-branco-de-cauda-larga e o chorozinho-da-caatinga.
Este projeto integra o Programa de Monitoramento da Biodiversidade do Cemave. A próxima expedição na Flona está prevista para a estação seca na região, entre agosto e outubro deste ano. Com os dados obtidos, a Cemave pretende desenvolver programas de conservação da espécie e participar da gestão florestal por meio de subsídios na unidade de conservação.
Falcão
Falcão-de-coleira - Field Biologist/Flickr

6 alimentos saudáveis e baratos


por
CicloVivo
Publicada em TRIBUNA DA BAHIA
Quantas pessoas não usam a desculpa de falta de dinheiro e de tempo para comerem mal?
Alimentar-se bem exige esforço sim, inclusive, para não cair na tentação do “fast food”, mas é bem menos trabalhoso do que muitos imaginam.
Confira uma lista com algumas opções de alimentos:
Banana
Banana
Ian Ransley Design/Flickr
Rica em vitamina B, ferro e magnésio, a fruta auxilia o sistema nervoso, combate a anemia e evita câimbras. Além disso, possui um componente chamado Trypotophan, um aminoácido precursor da serotonina, que está diretamente relacionado aos processos bioquímicos de humor e sono.
Espinafre
Espinafre
Victor Selvas/Wikipedia
Com grande poder nutricional, esse vegetal fortalece os músculos, uma vez que possui uma variedade de vitaminas e minerais, fibras, proteínas. Além disso, possui antioxidantes que ajudam a evitar a hipertensão e osteoporose. Não é à toa que era o principal alimento do personagem dos quadrinhos: Popeye.
Brócolis
Brócolis
Susbany/Pixabay
Rico em ácido fólico, o alimento reforça a imunidade do corpo. Repleto de vitaminas, como A, C, B1, B2, B6, K, o brócolis é considerado um super alimento e de poucas calorias. Os minerais presentes neste vegetal também ajudam a manter a pele sempre saudável.
Cenoura
Cenoura
Domínio Público/Pixabay
Ideal para um lanche saudável ou para uma sopa, as cenouras também são muito resistentes e, por isso, é sempre bom tê-las na sua geladeira. A história de que este alimento é bom para a “vista” não é lenda, de fato, a ciência explica que as cenouras são ricas em betacaroteno, que se transforma em vitamina A no fígado. A vitamina, por sua vez, vira a proteína rodopsina, um pigmento necessário para visão noturna.
Iogurte natural
Iogurte natural
Schwäbin/Wikipedia
Acrescente frutas frescas da estação, que são mais baratas, e terá um delicioso lanche ou café da manhã. Além de saboroso, o iogurte possui diversos nutrientes oferecidos no leite, como proteínas, vitaminas, carboidratos e sais minerais.
Berinjela
Berinjela
Hans/Pixabay
Fonte de minerais e vitaminas, esta verdura possui muita água, o que ajuda na hidratação do corpo. Ainda é rica em fibras, que auxilia no bom funcionamento intestinal e ainda fornece poucas calorias. Prepare o vegetal em forma de salada, cozida, assada ou refogada.

Veja dicas para não se endividar durante a Copa


É preciso ficar atento para não perder controle, diz educador financeiro.
Advogado tributarista recomenda procurar Procons quando houver abusos.

Alexandro Martello Do G1, em Brasília
Depois de 64 anos, a Copa do Mundo de futebol retorna ao Brasil e tende a aumentar os gastos dos brasileiros. Apesar da oportunidade de ver de perto a seleção brasileira, especialistas recomendam cautela com as despesas para evitar desequilíbrio no orçamento familiar. Aproveitar bem o megaevento, que começa em menos de 15 dias, exige planejamento.
dívidas (Foto: TV Globo)Planeje seus gastos na Copa do Mundo
(Foto: TV Globo)
"Nesse período, a população estará focada nos jogos, em ritmo de comemoração, o que significa aumento de gastos, desde compra de eletrônicos, como uma TV nova, por exemplo, até alimentação. É preciso ficar atento para que um único período não desequilibre toda uma vida financeira", avalia Reinaldo Domingos, educador financeiro e presidente da DSOP Educação Financeira.

De acordo com ele, grande parte da população não é educada financeiramente e, por esse motivo, tem dificuldades para organizar as contas. "É preciso ponderar, pois, caso contrário, se for tomado pela animação do momento, acabará comprando mais do que pode e precisa. Copa é momento de alegria e festa, mas não pode ser sinônimo de endividamento."
Veja dicas para não se endividar na Copa do Mundo:

- Caso não tenha conseguido ingressos para assistir aos jogos da Copa, não cometa loucuras, pagando exorbitâncias para cambistas. Além de ser crime, há o risco de o ingresso ser falsificado e dos valores descontrolarem as contas da família;
- Se for viajar para outra cidade para assistir aos jogos, pesquise com antecedência passagens e estadia. Os preços já estão exorbitantes e ficarão ainda maiores para quem deixar para a última hora;
- Estabeleça valores a serem gastos no período, separando uma quantia que não trará grande impacto no orçamento dos próximos meses;
- Uma boa pedida é se planejar com antecedência para assistir aos jogos com amigos. É preciso levantar o que será servido (entre bebidas e comidas), quanto será gasto e, então, dividir a conta com todos. Esse é um evento coletivo, não só para os jogadores, mas também para os que assistem e curtem;
- Não é por causa da Copa que você precisa trocar todos os eletrônicos (TV, computador, celular, som, etc). Acalme-se e nada de ansiedade. Talvez esta não seja uma boa hora para isso. Mas, se realmente achar necessário, pesquise na internet e em diversas lojas o melhor preço.
- Denuncie abusos cometidos nos preços cobrados por produtos e serviços, que podem estar muito maiores do que em períodos anteriores à Copa do Mundo. Procure auxílio sempre que considerar necessário.
“Os Procons estão alinhados e defenderão os consumidores que estiverem com a razão. Eles já possuem, inclusive, a lista de tarifário dos hotéis desde o ano passado para que possam avaliar a subida dos preços”, explica o advogado tributarista Cristiano Diehl Xavier, sócio do Xavier Advogados.

Agência estatal banca ingressos para Copa de 2,3 mil investidores VIPs


Governo espera fechar mais de US$ 3 bi em negócios com estrangeiros.
Apex-Brasil dividirá gastos das viagens com parceiros locais.

Darlan Alvarenga Do G1, em São Paulo
1ª fase o projeto trouxe 903 estrangeiros para a Copa das Confederações (Foto: Divulgação)1ª fase o projeto trouxe 903 estrangeiros para a
Copa das Confederações (Foto: Divulgação)
O governo brasileiro quer aproveitar os jogos da Copa do Mundo para atrair novos compradores e investidores, visando estimular as exportações do país. Ao todo serão 2,3 mil convidados de honra de 104 países, entre executivos e formadores de opinião. Os torcedores VIPs serão trazidos por empresários brasileiros, por meio da Apex-Brasil, agência vinculada ao Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

“É uma ótima oportunidade para vender o Brasil. Queremos que os convidados conheçam as nossas empresas, visitem o país, participem de uma experiência única e saiam daqui impressionados”, afirma Jacy Braga, gerente de Marketing de Relacionamento da Apex-Brasil.
A agência estatal, que é uma das patrocinadoras da Copa, bancará a hospedagem e os ingressos dos jogos. Já a passagem, a recepção e a agenda de negócios estão sendo patrocinadas pelos parceiros locais. Estão previstas mais de 800 agendas de negócios com os convidados, nos dias anteriores e posteriores aos jogos, incluindo palestras e seminários, visitas a fábricas, fazendas e laboratórios.

A lista de convidados foi definida em parceria com mais de 700 empresas brasileiras e entidades setoriais. “Das participantes, 11% são do setor de tecnologia, 16% de máquina e máquinas,  25% de construção civil e material de construção e 14% são microempresas”, explica Braga. “A maioria dos convidados são da América Latina e Estados Unidos, mas não há um mercado prioritário”, diz o gerente da Apex.
Segundo ele, entre as empresas que estão trazendo delegações de compradores estão Bauducco, Grendene, Fanem, Marcopolo, Vicunha, Tramontina e Mormai.
A primeira fase do "Projeto Copa" ocorreu no ano passado, durante a Copa das Confederações, quando o país recebeu 903 empresários de mais de 70 países. Segundo a Apex-Brasil, os negócios fechados alcançaram US$ 3 bilhões entre exportações e investimentos atraídos ao país em um período de 12 meses.
"Nossa projeção agora é superar os US$ 3 bilhões", diz Braga.
Brasil além do futebol
Foram selecionados 12 jogos nas cidades de São Paulo, Brasília, Fortaleza, Belo Horizonte e Rio de Janeiro para levar os estrangeiros, incluindo a abertura e a final. Em cada uma dessas partidas, estarão nas arquibancadas entre 10 e 200 convidados VIPs.

Como uma das patrocinadoras oficiais da Fifa na Copa, a Apex-Brasil garantiu, além de uma cota de ingressos e espaço para montar tendas nos acessos ao estádio, o uso da sua marca nas competições. A agência vai usar nos LEDs dos estádios e em campanhas institucionais a marca "Brasil Beyond Football" para mostrar que o país vai além de futebol e dos estereótipos.
Segundo a Apex-Brasil, cláusulas contratuais impedem a divulgação do valor da cota de patrocínio.
Brasil acumula déficit na balança comercial
A investida do governo brasileiro acontece num momento em que a balança comercial acumula déficit, quando as importações crescem mais que as exportações. No acumulado do ano até abril, a balança registra déficit de US$ 5,56 bilhões. Em igual período do ano passado, o saldo ficou deficitário em US$ 6,145 bilhões.
A expectativa do mercado financeiro para este ano, segundo pesquisa realizada pelo Banco Central, é de pequena melhora do saldo comercial, com um superávit (quando as exportações são maiores que as importações) de US$ 3,02 bilhões nas transações comerciais do país com o exterior. O Brasil registrou em 2013 um superávit de US$ 2,56 bilhões em 2013, o pior resultado desde 2000.

Abertura do São João de Caruaru é vista por mais de 80 mil pessoas


Evento teve show de Azulão, Alceu Valença, Dorgival Dantas e Brucelose.
Público pode conferir várias homenagens a compositores nordestinos.

Jaqueline Almeida Do G1 Caruaru
Pátio de Eventos Luiz Gonzaga ficou lotado com público de várias regiões (Foto: Jaqueline Almeida/ G1)Pátio de Eventos Luiz Gonzaga ficou lotado com público de várias regiões (Foto: Jaqueline Almeida/ G1)
A abertura do São João de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, foi vista por mais de 80 mil pessoas, segundo dados da Polícia Militar. O evento contou com shows do caruaruense Azulão e o filho, Azulinho, do pernambucano Alceu Valença, do cearense Dorgival Dantas e da Banda Brucelose. O Pátio de Eventos Luiz Gonzaga ficou lotado e o público cantou junto com as atrações.
Azulão fez show em homenagem a compositores nordestinos (Foto: Jaqueline Almeida/ G1)Azulão fez show em homenagem a compositores
nordestinos (Foto: Jaqueline Almeida/ G1)
O primeiro a subir no palco foi Azulão, com um show homenageando alguns compositores nordestinos. Para o caruaruense, abrir as festividades juninas de Caruaru é motivo de orgulho. “É gratificante demais. O público me abraça. Todo São João é assim. Faço tudo pela devoção que tenho pelo forró. São muitas emoções”, conta.

O filho dele, Azulinho, que dividiu o palco com pai, afirmou estar lisonjeado. “Cantar ao lado do meu professor e de um dos poetas que mais admiro é motivo de satisfação. Sinto que estou escrevendo uma nova história”, detalha.
Confira uma galeria de imagens da abertura do São João de Caruaru, no Agreste de PE.
"É um prazer estar em Caruaru", diz Alceu Valença (Foto: Jaqueline Almeida/ G1)'É um prazer estar em Caruaru', diz Alceu Valença
(Foto: Jaqueline Almeida/ G1)
Já o pernambucano Alceu Valença fez um show repleto de sucessos e canções de Luiz Gonzaga. Segundo ele, a apresentação reuniu a legítima música brasileira. “É uma show  maravilhoso. É um prazer estar em Caruaru, sobretudo pela valorização das raízes do meu povo. Nós temos que cultivar o nosso jeito de fazer música, que é a cara da nossa gente”, enfatizou.

O cantor foi responsável ainda por comandar a festa durante os dez minutos de queima de fogos. Ao som de “Olha pro céu” de Gonzaga, Alceu deitou no palco e comemorou a chuva de fogos artifícios. Subiram ao palco ainda o cantor Dorgival Dantas e a Banda Brucelose.
Já para a turista paulista Luiza Souza, que está pela segunda vez prestigiando os festejos juninos do município, a estrutura no pátio de eventos surpreendeu. “O palco está incrível. Achei que as saídas e entradas estão melhores sinalizadas. Agora me encantei mesmo foi com os telões. Mesmo de longe consegui assistir todos os shows”, conta. O grupo que veio com engenheira deve frequentar os polos da festa até o final do mês e retornar no próximo ano.
Australiano é apaixonado pela cultura pernambucana (Foto: Jaqueline Almeida/ G1)Turista é apaixonado pela música pernambucana
(Foto: Jaqueline Almeida/ G1)
Para o desenhista australiano Jason Bell, que está pela segunda vez no país e veio acompanhar os jogos da Copa do Mundo Fifa, a festa foi perfeita. “Estou pela primeira vez em Caruaru. É um sonho. Passei os shows inteiros arrepiado. Estou com um sorriso de canto a canto, sou fã demais disto aqui”, afirmou. O australiano contou ainda que é fã da cultura pernambucana e que costuma ouvir os ritmos nordestinos. “Tento tocar alguma coisa de MPB, samba, chorinho e sobretudo forró. Sou apaixonado por essa dança. É algo mágico que só tem aqui no Brasil”, conta.
O São João de Caruaru conta com sete polos de animação por onde devem passar mais de 300 artistas nacionais e regionais. A festa deste ano homenageia o músico João do Pife, o empresário João Luiz do Forrozão, o sanfoneiro Regis Pietro e o compositor Carlos Fernando. O palco do Pátio de Eventos Luiz Gonzaga tem 20m em formato retangular com telões em 3D. São esperados 1,5 milhão de visitantes em todos os dias e estima-se que sejam movimentados mais de R$ 200 milhões.
Cantor Dorgival Dantas animou o público com show repleto de sucessos (Foto: Jaqueline Almeida/ G1)Cantor Dorgival Dantas animou o público com show repleto de sucessos (Foto: Jaqueline Almeida/ G1)

Órfãos, mais uma vez!

Walmir Rosário*
O anúncio da aposentadoria do atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, pega os brasileiros de surpresa e nos deixa com o sentimento de orfandade. Nunca no país a justiça foi levada tão a sério e despertou a atenção da maioria da população.
Com o julgamento do processo conhecido como o Mensalão, que levou à cadeia figurões do alto escalão da República, o STF, um tribunal constitucional, ficou conhecido do povo. Em qualquer esquina do país os nomes dos ministros do STF estavam na ponta da língua da população.
Esse repentino interesse do povo pela mais alta Corte brasileira tinha nome e sobrenome: Joaquim Barbosa. E essa figura se tornou notória por incorporar a vontade de cada um de nós em fazer com que prevalecesse a Justiça com J maiúsculo, a que decide conforme a lei, sem a interferência das famosas carteiradas do tipo “sabe com quem está falando?”.
A cada sessão de julgamento, apostas eram feitas sobre cada voto dos ministros, se contra a favor dos acusados. Nunca na história deste país nomes estrangeiros de alguns ministros eram pronunciados de pronto nas discussões em mesa de bar e até as máscaras de carnaval mais vendidas eram a do ministro Joaquim Barbosa.
Com a saída de Joaquim Barbosa do STF ficaremos na dúvida se aquela corte aprendeu os ensinamentos deixados por ele de que os julgamentos não devem ser políticos e sim jurídicos. Era assim que ele agia honrado sua toga.
Afinal, como dizia o grande sábio nosso conterrâneo Ruy Barbosa “A injustiça desanima o trabalho, a honestidade, o bem; semeia no coração das gerações que vem nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade”.
E concluiu esse discurso afirmando: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”
Daqui pra frente, com certeza, nossos juízes pensarão duas vezes a proferir uma sentença utilizando não apenas a lei, mas as filigranas contidas para a concessão de privilégios aos poderosos. Especulam que Joaquim Barbosa se despede do Judiciário para ingressar na carreira política, o que seria muito bom para a moralização da política brasileira.
*Torcendo para que todos tenham aprendido a lição

A FARSA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS


Leia a “Carta ao Leitor” da VEJA que começa a chegar hoje aos leitores.
CARTA AO LEITOR
Une os governos de Lula e Dilma Rousseff o apoio ao que seus ideólogos chamam de “movimentos sociais”, que nada mais são do que grupos organizados para servir de massa de manobra aos interesses políticos radicais. O encarregado de organizar e manter vivos esses grupos é Gilberto Carvalho, que, de sua sala no Palácio do Planalto, atua como um ministro para o caos social. Essa pasta, de uma forma ou de outra, existe em todos os governos populistas da América Latina e se ocupa da cínica estratégia de formar ou adotar grupos com interesses que não podem ser contemplados dentro da ordem institucional, pois implicam o desrespeito às leis e aos direitos constitucionais. Ora são movimentos de índios que reivindicam reservas em áreas de agronegócio altamente produtivas e até cidades inteiras em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, ora são pessoas brancas como a neve que se declaram descendentes de escravos africanos e querem ocupar à força propriedades alheias sob o argumento improvável de que seus antepassados viveram ali. A estratégia de incitar esses grupos à baderna e, depois, se vender à sociedade como sendo os únicos capazes de conter as revoltas é a adaptação moderna do velho truque cartorial de criar dificuldades para vender facilidades.
Brasília assistiu, na semana passada, a uma dessas operações. Alguns índios decidiram impedir que as pessoas pudessem ver a taça da Copa do Mundo, exposta no estádio Mané Garrincha. A polícia tentou reprimir o ato, e um dos silvícolas feriu um policial com uma flechada. Atenção! Isso ocorreu no século XXI, em Brasília, a cidade criada para, como disse o presidente Juscelino Kubitschek no discurso de inauguração da capital, há 54 anos, demonstrar nossa “pujante vontade de progresso (…), o alto grau de nossa civilização (…) e nosso irresistível destino de criação e de força construtiva”. Pobre jK. Mostra uma reportagem desta edição que progresso, civilização e força construtiva passam longe de Brasília. As ruas e avenidas da capital e de muitas grandes cidades brasileiras são território dos baderneiros.
Há três meses, o MST, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, mandou seus militantes profissionais atacar o Planalto. Gilberto Carvalho foi até a rua, onde, depois de uma rápida conversa, se combinou que Dilma receberia os manifestantes. “O MST contesta o governo, e isso é da democracia”, explicou Carvalho, o pacificador, que, com um dedo de prosa, dissolveu o cerco feroz. O MST é um movimento arcaico, com uma pauta de reforma agrária do século passado em um Brasil com quase 90% de urbanização e 80% da produção dos alimentos consumidos pelos brasileiros vinda da agricultura familiar. Por obsoleto, já deveria ter desaparecido. Mas Carvalho não permite que isso ocorra. O MST faz parte do exército de reserva e precisa estar pronto se convocado. Foi o que se deu na semana passada, quando João Pedro Stedile, um dos fundadores do movimento, obediente ao chamado do momento, atirou: “Só espero que não ganhe o Aécio Neves, porque aí seria uma guerra”. É impossível não indagar: contra quem seria essa guerra? A resposta é óbvia: contra a vontade popular e contra a democracia.
Por Reinaldo Azevedo

Único aeroporto pronto para a Copa não pode receber voos internacionais. É a Copa da Dilma.



Abertura das operações do aeroporto
Foto: Júnior Santos / Tribuna do Norte
Primeiro aeroporto concedido à iniciativa privada na gestão de Dilma Rousseff, o Aeroporto Internacional Aluízio Alves, na Região Metropolitana de Natal, falhou no seu primeiro teste. O terminal iniciou suas operações na manhã deste sábado sem um documento da Receita Federal necessário para receber voos internacionais, deixando em aberto o destino de um avião da portuguesa TAP, previsto para chegar de Lisboa na noite de domingo.
Durante quase todo o sábado, nem a concessionária, nem a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) nem a companhia aérea sabiam onde o avião pousaria. No fim da tarde, o Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN) acordou com representantes da Receita Federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Infraero, Polícia Federal e o Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) que a solução mais viável para o desembarque dos voos internacionais que cheguem ao Rio Grande do Norte, nos próximos dias, é que os mesmos pousem no aeroporto Augusto Severo, até que o novo aeroporto de São Gonçalo receba a estrutura necessária da alfândega.
O documento da Receita em questão é o Termo de Alfandegamento, que regulamenta a operação de voos internacionais. A concessionária Inframerica esperava que ele fosse expedido ainda no sábado, uma vez que o documento da homologação do aeroporto também foi entregue pela Anac em cima da hora, à 1h30m deste sábado. Mas a Receita só planeja emitir o termo entre quinta-feira e sexta-feira da semana que vem — Enquanto isso, só opera voos nacionais — afirmou Francisco Aurélio Albuquerque Filho, delegado-adjunto do órgão no Rio Grande do Norte.
Segundo o inspetor da Receita, se o avião da TAP pousasse em São Gonçalo do Amarante sem autorização, multas poderiam ser aplicadas à Inframerica e à companhia aérea e a operação do aeroporto poderia ser até cancelada. A Receita diz que o termo ainda não foi expedido porque algumas ações necessárias para operação de voos internacionais ainda não foram cumpridas. Já a Inframerica informou que todos os procedimentos foram realizados e, mesmo em cima da hora, todos os documentos para a obtenção da autorização foram entregues e estavam sob análise da Receita.
O voo TP005, vindo de Lisboa, estava previsto para pousar no novo aeroporto às 23h25m de domingo. Ele partirá da capital portuguesa às 19h50m locais (ou 15h50m no horário de Brasília) de domingo. A TAP informou que ele está confirmado, apesar de ter apresentado problemas quando saiu de Natal (ainda do antigo aeroporto) na madrugada deste sábado.
Obras inacabadas e limitações no acesso ao terminal
A demora na liberação do documento da Receita não foi o único problema enfrentado na estreia. Do lado de fora, o único acesso liberado ao novo empreendimento ainda está em obras. O acesso Norte, pela BR-406, não está duplicado, e a sinalização é deficitária. O lado Sul não ficará pronto até o início da Copa, no dia 12 de junho. Ainda assim, a expectativa é receber mais de 170 mil turistas para o Mundial.
Além disso, o terminal de cargas e passageiros ainda apresenta uma série de serviços a serem concluídos. Uma considerável quantidade de máquinas, elevadores hidráulicos, vidros bisotados e tapumes revelam que a obra foi entregue ao público inacabada.
Em nota, a Anac disse que, 2% dos requisitos previstos no contrato de concessão ainda não foram preenchidos. Por isso, “não será cobrada a tarifa de embarque, única tarifa paga pelos passageiros, até que todos os itens previstos no contrato sejam finalizados”. Os passageiros que tiverem pago a tarifa de embarque em passagens já adquiridas anteriormente deverão ser ressarcidos pelas companhias aéreas nas mesmas condições de compra dos bilhetes.
Na área interna do aeroporto, lojas e restaurantes ainda estavam fechados. Um único restaurante aberto teve problemas ao longo da manhã e funcionou parcialmente, pois o fornecimento de água é irregular. No térreo, banheiros de uma das alas estavam interditados.
Locatários de veículos reclamaram da falta de informações sobre onde devolvê-los. Outros passageiros questionavam como um novo aeroporto iniciava as operações sem ter ao menos um caixa eletrônico 24 horas. A previsão da Inframerica é de que os terminais eletrônicos sejam instalados até o final da próxima semana. Um mutirão de operários trabalhava na limpeza das vidraças do terminal, que reveste toda sua fachada. Uma máquina de solda estava acorrentada a uma pilastra no térreo, junto a botijões de gás metano.
A Inframerica informou que os problemas seriam sanados o mais brevemente possível e ressaltou que o aeroporto foi o primeiro no Brasil a entrar em operação simultânea à extinção dos serviços de outro terminal. A Inframerica é formada por um consórcio entre a brasileira Infravix, do grupo Engevix, e a argentina Corporación America, que tem a operação de mais de 50 terminais no mundo.
O novo aeroporto teve investimento de cerca de R$ 500 milhões até agora e foi erguido do zero pela Inframerica, que o arrematou em leilão em 2011. Os demais aeroportos concedidos já tinham infraestrutura pronta. O período de concessão de São Gonçalo do Amarante é de 28 anos.
O começo das operações do terminal pôs fim a mais de 80 anos de história do Aeroporto Internacional Augusto Severo, em Parnamirim, distante 12 quilômetros de Natal, que serviu, inclusive, como Base Aérea Americana durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Todos os voos foram transferidos de um aeroporto para o outro sem interrupções, algo inédito. O primeiro avião comercial aterrissou na pista do novo aeroporto às 09h20m, trazendo passageiros de São Paulo pela TAM. O fluxo de pouso e decolagens ocorria dentro da normalidade após a transição dos serviços. Nenhum atraso ou problema técnico foi detectado na manhã do sábado.
Segundo a Anac, o novo aeroporto tem capacidade para seis milhões de passageiros e vai movimentar 38 voos domésticos e dois internacionais com 211 frequências semanais. No próximo sábado, dia 7 de junho, a presidente Dilma Rousseff vai inaugurar oficialmente o novo terminal. (O Globo) 
blog do coronel

Buerarema pode não ser visitada por comitiva petista


Palco de um incrível e grave combate civil que tem como pano de fundo a disputa de terra entre Fazendeiros, índios e moradores, o município de Buerarema pode não ser visitado pela comitiva petista durante estas eleições. Segundo informações do mundo político local que a omissão do atual governo no caso da demarcação de terras na região somado aos conflitos físicos que se sucederam, tornou a cidade um verdadeiro barril de pólvora, levando a aversão ao atual Governador atingiu níveis inimagináveis. Uma presença inoportuna da chapa petista na cidade, poderia ser desastrosa. Evidentemente, Buerarema não tem eleitorado expressivo, entretanto, diante do quadro atual das pesquisas, é dúvida se realmente valeria a pena uma incursão em terras tão hostis ao petismo. (Agravo)