MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

domingo, 1 de junho de 2014

Oposição quer derrubar decreto chavista de Dilma.


Um dia depois de o DEM apresentar um recursos neste sentido, o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), anunciou neste sábado que também irá apresentar, na próxima segunda-feira, Projeto de Decreto Legislativo para revogar o Decreto 8.243/2014, da presidente Dilma Rousseff. O decreto presidencial cria a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e diz que o objetivo é “consolidar a participação social como método de governo”.que determina aos órgãos governamentais, inclusive as agências de serviços públicos, promover consultas populares.
“O decreto é uma tentativa da presidente Dilma de engessar o Legislativo, acabando com a democracia representativa prevista na Constituição de 1988. A democracia se dá por meio de representantes eleitos, e o decreto cria outra fonte de poder. É por isso que vamos buscar a sua revogação” disse Rubens Bueno, em nota. Para Rubens Bueno, o decreto é antidemocrático “porque subverte a ordem institucional passando por cima da Constituição, numa clara demonstração de que o governo do PT pretende adotar o modelo ultrapassado e insano implantado pelo ex-presidente Hugo Chávez na Venezuela”.
Agora, todos os partidos de oposição - DEM, PSDB e PPS - querem a suspensão do decreto da presidente Dilma Rousseff, que obriga os órgãos do governo a promover consultas populares sobre grandes temas, antes de definir a política a ser adotada e anunciada pelo governo. O DEM apresentou o mesmo tipo de Projeto Decreto Legislativo na sexta-feira, recebendo o apoio do PSDB. Os tucanos ainda analisam se o decreto Dilma fere a própria Constituição.
Decreto engessa decisões do governo, afirmam especialistas
Juristas e especialistas alertam que o decreto pode engessar as decisões do governo e enfraquecer o Poder Legislativo, que é a Casa de debates da sociedade. Na prática, a proposta obriga órgãos da administração direta e indireta a criar estruturas de participação social. O decreto lista nove tipos de estruturas que devem ser utilizadas: conselho de políticas públicas; comissão de políticas públicas; conferência nacional; ouvidoria pública federal; mesa de diálogo; fórum interconselhos; audiência pública; consulta pública; e ambiente virtual de participação social.
O texto do decreto estabelece que os órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta deverão, considerar as instâncias e os mecanismos de participação social previstos no Decreto para “a formulação, a execução, o monitoramento e a avaliação de seus programas e políticas públicas”. Na prática, ministérios e demais órgãos serão obrigados a criar conselhos, realizar conferências ou mesmo promover mesas de diálogo. (O Globo) 
BLOG DO CORONEL

O risco de golpe: o decreto n.º 8.243/2014 e o plebiscito constituinte


O grande perirgo do Decreto n.º 8.243/2014 é a possibilidade de que o propalado plebiscito sobre a Constituinte, que sequer deveria ser realizado, seja substituído por uma mera consulta realizada através do Sistema Nacional de Participação Social.

A publicação do Decreto n.º 8.243, de 23 de maio de 2014, pegou a população de surpresa com a criação, em silêncio, de um mecanismo de participação popular inédito no sistema jurídico – a “Política Nacional de Participação Social”, inserida em um certo “Sistema Nacional de Participação Nacional”.

Parte da imprensa logo percebeu que havia algo de errado: o Estado de São Paulo publicou editorial com o título “Mudança de regime por decreto”, ao passo em que Reinaldo de Azevedo, colunista da Veja, escreveu que “Dilma decidiu extinguir a democracia por decreto. É golpe!”.
Como nada no Brasil dos últimos tempos é tão simples quanto parece, a questão vai muito além da inconstitucionalidade do estabelecimento de um sistema de gestão pública impulsionado por decisões tomadas por movimentos sociais como o MST, como o texto do decreto faz parecer.
O grande perigo desse decreto presidencial é a possibilidade de que seja instituída uma nova Assembleia Constituinte com base na exclusiva vontade dos movimentos sociais, que têm demonstrado, de há muito, o interesse em rasgar a Constituição Federal de 1988 para estabelecer a seu bel-prazer uma nova Constituição.
Com a perda cada vez maior do apoio popular ao PT e aos movimentos sociais – devendo-se lembrar que, nas manifestações de junho de 2013, as bandeiras e militantes partidários foram banidos das ruas pelos protestantes -, é grande o risco de um resultado negativo à consulta popular sobre a realização da Assembleia Constituinte, assim como ocorreu na Venezuela anos atrás, quando Hugo Chávez realizou um plebiscito com essa mesma finalidade.
Os principais movimentos sociais do Brasil encontram-se em ebulição há vários meses, concentrados na idéia fixa de promover uma ruptura do sistema atual, com o estabelecimento de uma nova Constituição que atenda aos seus anseios. Na internet, chegou-se a divulgar que o plebiscito da reforma constitucional ocorreria na primeira semana de setembro de 2014, antes mesmo das eleições presidenciais. Essa idéia foi encampada pelo Partido dos Trabalhadores – PT, que a estabeleceu como meta para ser cumprida com a maior brevidade, ao lado do controle da mídia e da revogação da lei da anistia, conforme restou registrado na ata do 14.º Encontro Nacional do partido [1].
Registre-se que desde 2006 o ex-presidente Lula já mencionava o seu interesse em realizar uma nova Constituinte [2], tendo o PT registrado oficialmente em 2007 a sua intenção de realizar o plebiscito sobre a Constituinte em 2009. Não se trata, portanto, de um desejo recente motivado pelas manifestações de junho de 2013, como o PT e os movimentos sociais envolvidos tentam fazer crer.
Sobre quais seriam os principais movimentos sociais beneficiados com uma eventual Constituinte, a resposta é fornecida por eles próprios: no livro “Constituinte Exclusiva: Um Outro Sistema Político é Possível” [3], elaborado por juristas vinculados a esses movimentos na tentativa de convencer os demais juristas e a população de que seu intento não consistiria em mero golpe, os principais apoiadores da idéia são nominalmente citados:
“É diante desses chistes retóricos, contudo, que inúmeros movimentos sociais e organizações da esquerda brasileira, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, a Associação de Mulheres Brasileiras e a Central Única dos Trabalhadores, optaram por investir suas energias na execução de um plebiscito popular por uma constituinte exclusiva e soberana do sistema político.”
Sobre o alcance da Constituinte que esse grupo político pretende realizar, a intenção encontra-se explicitamente delineada no livro mencionado acima, cuja leitura é recomendável para que se possa dimensionar o tamanho do risco que nossa democracia enfrenta neste momento.
Um dos textos, elaborado por dois juristas, menciona a intenção de sufocar o Poder Legislativo:
“(...) a Presidenta Dilma, no final daquele mês, propôs, em rede nacional de televisão, a convocação de uma Constituinte Exclusiva para mudar o sistema político pátrio. Com esta audaciosa proposta, a Presidenta tentou viabilizar um processo popular de reformas no sistema político, tirando o protagonismo do Parlamento (nunca é demais frisar: um Parlamento completamente dominado pelas forças antipopulares) para as ruas.
Assim, o ciclo de um determinado modelo de democracia se encerrou. (...) Trata-se de exterminar as estruturas e as forças antipopulares, logo, antidemocráticas, que dominam a política brasileira.
Assim, para os lutadores e as lutadoras do povo, a lógica jurídica não deve ser empecilho às lutas por melhores condições de vida; para a construção de um Projeto Popular para o Brasil. Nesse sentido, vem em boa hora a articulação nacional de organizações sociais voltada à construção de um Plebiscito Popular em defesa de uma Constituinte Exclusiva para a Reforma Política”.
Outro jurista, na tentativa de afirmar que a realização de uma nova Constituinte não precisa estar prevista na Constituição atual, decretou que o “momento de ruptura” política havia finalmente chegado:
“O que importa para o direito democrático, e para todos nós, é o fato de que ele só será legítimo, ser for popular, inequivocamente, radicalmente democrático.
Assim, inevitavelmente chegará o momento em que a sociedade mudará mais do que a constituição foi capaz de acompanhar. Neste momento a constituição se tornará ultrapassada, superada: é o momento de ruptura. A teoria da constituição apresenta uma solução para estes problemas: o poder constituinte originário, soberano, ilimitado do ponto de vista jurídico (e obviamente limitado no que se refere a realidade social, cultural, histórica, econômica) também já explicado neste texto. Este é o momento de ruptura.”
O Decreto n.º 8.243/2014 não representa, portanto, um fim em si mesmo. A par da inconstitucionalidade flagrante, o grande perigo da sua existência é a possibilidade de que o propalado plebiscito sobre a Constituinte, que sequer deveria ser realizado, seja substituído por uma mera consulta realizada através do Sistema Nacional de Participação Social, criado pela mencionada norma, de modo a fazer prevalecer a vontade desses movimentos sociais, sendo já de todos conhecida a resposta à consulta. Seria um modo de fraudar a já fraudulenta idéia de impor a Assembleia Constituinte ao povo brasileiro. Seria um golpe de Estado.

Notas:


[1] http://www.pt.org.br/wp-content/uploads/2014/05/14-ENPT-RESOLUCAO-TATICA-ELEITOAL-FINAL-1.pdf

[2] http://g1.globo.com/politica/noticia/2013/06/lula-falou-em-constituinte-em-2006-deputado-protocolou-pec-neste-mes.html
[3] http://www.plebiscitoconstituinte.org.br/sites/default/files/material/Livro%20Juridico%20Constituinte%20Exclusiva%202014.pdf

Vivian Freitas é advogada.

Quem é a responsável pelas passeatas, a Copa ou a corrupção?


Mais um escândalo envolvendo empreiteiras - desta vez a Andrade Gutierrez - causa indignação

Em meio às investigações da Operação Ararath, que apura crimes contra a ordem financeira e lavagem de dinheiro em Mato Grosso, a Polícia Federal afirmou que, de 2009 a 2012, o governo do estado pagou R$ 260,6 milhões à empreiteira Andrade Gutierrez, valor referente às dívidas por obras feitas nos anos 80.
Segundo a Justiça, houve desrespeito à fila de credores em 2009, o que foi negado pela gestão do então governador Blairo Maggi, atual senador pelo PP. Todos os papéis da transação foram apreendidos com o ex-secretário estadual da Fazenda Éder Moraes (PMDB), que comandou a pasta tanto na gestão de Maggi como no atual governo, de Silval Barbosa (PMDB).
Assim que recebeu a garantia do pagamento, a Andrade Gutierrez vendeu os créditos dos precatórios a uma empresa alvo da operação, de acordo com a Folha de S. Paulo. Pelo que estava no contrato, a empreiteira cede parte dos créditos com deságio para a Piran Participações, de Valdir Piran, investigado pela PF, por apenas 54% do valor total.
O caso da Andrade Gutierrez é mais um entre diversos escândalos e suspeitas de irregularidades envolvendo empreiteiras e poder público. O que se pergunta quando vemos mais um episódio deste tipo é: quem é o responsável pela passeatas, a Copa ou a corrupção? E qual será o discurso que o brasileiro quer ouvir dos candidatos: "Não deixarei roubar", que é um pleonasmo e uma obrigação de uma autoridade, ou "Vou mandar prender e vou nominar todos os que estão destruindo a imagem do Brasil"?
Vivemos um momento de protestos de índios, de passeatas com black blocs, de declarações polêmicas de "ronaldos", de escândalos com empreiteiras, de sonegação dos clubes, que não pagam e nunca pagarão a parte do trabalhador (quando isso acontece com qualquer empresa, cabe a prisão, porque é apropriação indébita do patrão do que seria destinado aos empregados)... Com todos este turbilhão que causa indignação, como se não bastasse todos os outros casos que já vieram à tona, o discurso que todo o brasileiro gostaria de ouvir dos candidatos é: "Vamos prender os que roubaram."
Não importa se o Brasil vai crescer ou não, não importa se teremos mais ou menos delinquentes - todos eles produto da falta de emprego, da falta de tudo. A corrupção impede que qualquer autoridade se credencie moralmente ou politicamente para representar este povo sofrido. O país não aguenta mais ver os mesmos homens protagonizando escândalos, homens que são produto da corrupção e que se tornaram miliardários sem nunca terem trabalhado.

LEM: Oposição participa da Bahia Farm Show no município


Foto: Valter Pontes / POLÍTICA LIVRE
Oposição visita Luís Eduardo Magalhães
A chapa de oposição, liderada pelo pré-candidato a governador, Paulo Souto, ao lado do prefeito de Salvador, ACM Neto, foi recebida com entusiasmo na 10ª Bahia Farm Show, na tarde deste sábado (31). Por onde circularam na feira de agronegócio, realizada em Luís Eduardo Magalhães, Paulo Souto, Joaci Góes (vice) e Geddel Vieira Lima (senador) e os prefeitos ACM Neto e José Ronaldo (Feira de Santana) eram saudados por trabalhadores, produtores rurais, empresários, lideranças políticas e populares em geral. Paulo Souto destacou que a realização da Bahia Farm Show, um dos maiores eventos de agronegócios do País, era uma demonstração da pujança do Oeste baiano. “Esta feira é um exemplo da importância econômica da região para o nosso estado. Aqui centenas de milhões em negócios são movimentadas anualmente”. Segurança pública, manutenção periódica de rodovias, construção e conservação de estradas vicinais, aprimoramento da política agrícola, construção do aeroporto de Luis Eduardo Magalhães, ampliação de capacidade e melhoria da eficiência dos portos baianos foram pleitos apresentados ao trio oposicionista por representantes do setor produtivo regional. Paulo Souto, Joaci e Geddel constataram a situação ruim das estradas e também sentiram a indignação da população com a escalada da violência e o caos da saúde pública, por causa da desatenção governamental com a região. “Nosso objetivo é reverter esta situação e reacender o sentimento de esperança entre os baianos do Oeste”, afirmou Souto. Geddel, por seu lado, garantiu lutar no senado pela região e pela Bahia.

Souto: “Oeste precisa de mais atenção do governo”


Foto: Valter Pontes / POLITICA LIVRE
Oposição visitou Barreiras neste sábado
“O Oeste precisa de mais atenção do governo. Por isso, defendemos a implantação de uma unidade de administração regional, ligada diretamente ao gabinete do governador, nesta região”, afirmou o pré-candidato oposicionista ao governo, Paulo Souto, em Barreiras, na manhã deste sábado (31), reiterando o compromisso já anunciado em Teixeira de Freitas de descentralizar e aproximar a gestão do governo das regiões mais distantes, como o Oeste e o Extremo Sul. No Espaço Bartira Eventos, ao lado dos também pré-candidatos Joaci Góes (vice) e Geddel Vieira Lima (senador), além dos prefeitos ACM Neto, de Salvador, e José Ronaldo, de Feira de Santana, políticos e várias lideranças locais, Souto explicou a proposta de criar administrações regionais no Oeste e no Extremo Sul. Ele destacou a necessidade de aproximar mais o governo dessas regiões, que ficam nas divisas da Bahia. “Essas zonas territoriais, devido à distância da capital, acabam sendo prejudicadas no atendimento de suas necessidades pelo estado”. Para Paulo Souto, as administrações regionais terão o papel de acompanhar e coordenar todas as ações do governo na região, com foco na qualidade dos serviços públicos prestados, funcionando como um elo entre o poder governamental e as populações locais. “O objetivo é levantar e transmitir diretamente as necessidades e prioridades regionais ao governador”. O prefeito ACM Neto elogiou a proposta de Paulo Souto de governar mais próximo do povo baiano. “Penso como Paulo Souto que, quanto mais equilíbrio houver entre as regiões, melhor será para a Bahia.”

Bibliotáxi incentiva a leitura dos passageiros durante o trajeto


Projeto traz clássicos da literatura, lançamentos e best-sellers

ZERO HORA
Bibliotáxi incentiva a leitura dos passageiros durante o trajeto  Marcelo Oliveira/Agencia RBS
Márcio Reginaldo Boff é um dos taxistas que leva livros em seu carro Foto: Marcelo Oliveira / Agencia RBS
Quem pega táxi na Capital não tem mais motivos para achar que está perdendo tempo enquanto enfrenta um engarrafamento. Uma iniciativa está oferecendo livros aos passageiros que percorrem Porto Alegre nos veículos cadastrados na Easy Táxi, sistema em que o veículo é solicitado por meio de aplicativo no celular. Além de incentivar a leitura, a Bibliotáxi traz clássicos da literatura, lançamentos e best-sellers que podem se tornar aliados contra o tédio e o estresse de quem está preso no trânsito.
Criado pelo Instituto Mobilidade Verde em parceria com o Catraca Livre, projeto que incentiva a educação e a cortesia, a iniciativa nasceu em São Paulo e hoje está presente em 25 cidades do Brasil. Na Capital, pelo menos 500 táxis já receberam a bolsa com dois ou três livros. As obras ficam à disposição no encosto dos bancos dianteiros e em compartimentos das portas para os que sentam na frente.
Compartilhando livros
O passageiro fisgado pelo livro pode levá-lo para casa, mas é incentivado a devolvê-lo na próxima vez que embarcar em um táxi vinculado à Easy. Assim, os livros passam por vários veículos, dando a chance de leitura para mais passageiros. Para ampliar a dimensão da biblioteca colaborativa, as pessoas também podem contribuir.
- Os passageiros amam a ideia e alguns adotam a iniciativa, trazendo para os táxis seus livros que já foram lidos. Tem taxista que também traz - conta a gerente do Easy Táxi em Porto Alegre, Dimitria Gil.
Incentivo à leitura
Embora o taxista Márcio Reginaldo Boff, 34 anos, perceba que poucos dos livros retornam, ele avalia que a iniciativa acaba aumentando o vínculo entre o motorista e os clientes.
- É uma nova maneira de educar as pessoas e incentivar o hábito de ler. E isso pode servir de exemplo para ônibus e lotações também adotarem.
Por dia, Márcio faz, em média, 25 corridas. Quem embarcou no táxi na quarta-feira tinha à disposição quatro títulos: "Comer, Rezar, Amar", de Elisabeth Gilbert, "De Malas Prontas", de Danuza Leão, "Procura-se Super-heróis", de Bel Pesce, e "Fahrenheit 451", de Ray Bradbury.
Com ponto na Santa Casa e taxista há 17 anos, ele acredita que a leitura torna as viagens mais agradáveis. Márcio calcula que, nos últimos anos, o tempo que se leva para percorrer os mesmo trajetos tem aumentado. O percurso do Centro ao Aeroporto Salgado Filho, exemplifica, era feito em 15 minutos há cerca de três anos. Hoje, se leva até 40 minutos, podendo chegar a uma hora em horários de pico.
Taxistas podem reabastecer livros
Novas à espera dos passageiros, as obras foram doadas pela Saraiva em comemoração ao centenário da empresa. Em Porto Alegre, 4 mil exemplares deram o pontapé no projeto e mais volumes ainda estão por chegar. Mil já foram distribuídos, e o restante está a disposição dos motoristas que querem reabastecer os livros, na sede da Easy Táxi.

Sucos que seriam enviados às escolas estragam em depósito


Secretaria de Educação garante que produtos comprometidos não foram enviados às escolas da rede pública

ZERO HORA
Sucos que seriam enviados às escolas estragam em depósito Mancha Rg/Arquivo Pessoal
Sachês avariados dividiam espaço com veneno para ratos Foto: Mancha Rg / Arquivo Pessoal
Cerca de 600 sachês de suco de uva que seriam destinados à merenda das escolas públicas de Rio Grande, no sul do Estado, estragaram em um depósito devido às más condições de armazenamento — embora estivessem dentro do prazo de validade. O fato gerou polêmica ao levantar suspeita de que alunos da rede municipal estariam recebendo os produtos nas escolas.
O que já foi negado pelo secretário de Educação de Rio Grande, André Lemes. Segundo ele, o material estragado fazia mesmo parte do lote que seria destinado ao lanche dos estudantes da rede pública, mas estava separado justamente por ter problemas.
— Durante o transporte ou o empilhamento, um dos sachês se rompeu e acabou fazendo com que o líquido vazasse para outras caixas. Não queríamos deixá-las junto às outras porque o cheiro poderia atrair insetos e comprometer a qualidade dos produtos — afirmou.
A vereadora Lu Compiani, que recebeu denúncia anônima sobre o caso, relatou a Zero Hora que, de fato, as caixas avariadas dividiam espaço com veneno para ratos.
Lemes ainda afirmou que, assim que foi constatado o problema do vazamento, os produtos danificados foram retirados do estoque.
— Nenhuma escola da nossa rede recebeu suco de uva proveniente de caixas ou sachês que apresentassem qualquer tipo de dano ou rasura — garantiu.
Ainda assim, a vereadora pretende visitar os colégios na segunda-feira para verificar a qualidade dos produtos.
— Não admito que as crianças estejam sendo alimentadas com produtos que estavam sendo armazenados de forma inadequada — disse.
O secretário irá contatar a fornecedora do produto para averiguar a possibilidade de ressarcimento do valor do lote inutilizado. Ainda esta semana, os sucos de uva serão descartados pela prefeitura, em parceria com a Vigilância Sanitária.

PSDB e governo divulgam notas e rebatem críticas de Dilma


Hoje em Dia


André Brant/Hoje em Dia
PSDB critica encontro do PT e pede explicações a Dilma
Pimentel participou de encontro do PT, neste sábado, no Minascentro

O PSDB e o Governo de Minas divulgaram, neste sábado (31), notas criticando o que chamaram de relançamento da candidatura do ex-ministro Fernando Pimentel, em evento que, na sexta-feira à noite, contou com a presença da presidente da República Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Confira as notas na íntegra:
Nota do PSDB-MG
O evento realizado pelo PT ontem em Minas, sob o pretexto de lançar de novo a candidatura do ex-ministro Fernando Pimentel, ao governo estadual, repete o desrespeito e o desconhecimento que o partido tem sobre os assuntos de Minas. O partido recorre de novo a mentiras e foge das explicações que deve aos mineiros.
Criticam a construção da Cidade Administrativa, obra responsável pelo desenvolvimento de todo o Vetor Norte da Região Metropolitana. Obra feita no prazo e no custo previsto, façanha que, em 12 anos o governo federal petista, não conseguiu realizar com nenhuma das promessas que fez para o estado, como a expansão do metrô de Belo Horizonte e a duplicação da rodovia BR 381.
Eles ignoram que, nas sucessivas gestões do PSDB, entre 2003 e 2014, foram realizadas obras e transformações que chamam a atenção de todo o país. Para ficar em apenas alguns poucos exemplos, foram asfaltados os acessos a mais de 200 municípios que não tinham esse benefício, e o telefone celular chegou à sede de mais de 400 cidades onde não havia o serviço. O próprio governo federal reconhece que Minas tem a melhor educação fundamental do país e o melhor sistema de saúde púbica da região Sudeste. O IDH de Minas passou de médio para alto.
A comitiva presidencial poderia ter conhecido um pouco do trabalho do PSDB no estado, como a MG 050 duplicada, a nova avenida Antônio Carlos ou o maior conjunto cultural do país instalado na praça da Liberdade.
No mais, os petistas fogem do acerto de contas com os mineiros. Poderiam ter aproveitado para responder a três simples questões.
1. Presidente Lula, o senhor declarou em 2003 que o metrô de BH, que é de responsabilidade federal, seria prioridade. Doze anos depois, nenhum metro foi feito. Para ajudar o governo federal, o governo do Estado fez os projetos. Com os projetos prontos, o governo federal encontra outra desculpa pra não fazer as obras. Presidente, por que o senhor não cumpriu a sua palavra?
2. Presidente Dilma, quando o presidente Lula editou a Medida Provisória que tirou a nova fábrica da Fiat de Minas, levando-a para Pernambuco, deixando o estado sem milhares de empregos de qualidade, a senhora ficou calada. Quando o Congresso Nacional aprovou Projeto de Lei dando os mesmos benefícios oferecidos a Pernambuco aos municípios mineiros da Sudene, a senhora pessoalmente vetou. O PAC das cidades históricas, que a senhora lançou pela quarta vez no ano passado e que foi inclusive motivo de piada por todo o país, mais uma vez não saiu do papel. As promessas feitas em 2010 aos mineiros não foram cumpridas. Por que a senhora governa o país de costas para Minas?
3. Ex-ministro Pimentel, o senhor estava no ministério e nenhum assunto relevante de Minas foi resolvido. O senhor escandalizou o Brasil ao decretar sigilo sobre os incentivos concedidos pelo Brasil a Cuba. Por quê?
A presidente Dilma voltou a minas e, mais uma vez, zomba da inteligência e da maioria dos mineiros.

Nota do Governo de Minas

A propósito de declarações feitas pelo ex-ministro Fernando Pimentel durante evento realizado em Belo Horizonte nesta sexta-feira (30/05/2014), o Governo do Estado de Minas Gerais esclarece:
1. Não é verdadeira a referência, feita pelo ex-ministro, ao metrô de Belo Horizonte. Primeiramente, é importante esclarecer que a obra do metrô da capital é de inteira responsabilidade do Governo Federal, sendo que a última ampliação ocorreu ainda durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Nos últimos anos, sob a gestão petista, a obra esteve completamente paralisada, comprometendo significativamente a mobilidade urbana na terceira maior região metropolitana do país.
Importante ressaltar que, neste período, o Governo do Estado de Minas Gerais ofereceu-se para colaborar, fazendo vários esforços para sensibilizar o Governo Federal no sentido de retomar as obras. Em 2008, por exemplo, o então governador Aécio Neves apresentou ao Governo Federal uma proposta para ampliação do metrô por meio de parceria público-privada, que foi ignorada. Apenas em abril de 2012 (portanto, quatro anos depois), o Governo Federal concordou com a colaboração do Estado, que desde então assumiu a responsabilidade de coordenar a elaboração dos projetos de engenharia.
O convênio para liberação dos recursos para elaboração dos projetos, entretanto, só foi assinado pelo Governo Federal um ano depois, em abril de 2013. Os projetos de engenharia foram concluídos em abril – ou seja, em apenas 12 meses, o que representa prazo recorde para projetos de tal complexidade – e entregues ao Governo Federal neste mês de maio. Portanto, o Governo do Estado está rigorosamente em dia com as obrigações assumidas.
Cabe esclarecer, ainda, que Caixa Econômica Federal solicitou ao Governo de Minas detalhamento de 10% dos 10 itens e 366 subitens que compõem os orçamentos apresentados, o que é normal em processos de tamanha complexidade e com valor tão expressivo (R$ 2,6 bilhões). Esses detalhamentos estão sendo providenciados e serão apresentados à instituição como informações complementares. Os projetos de engenharia da linha 3 do metrô consistem em um conjunto de mais de 10 mil páginas e foram entregues à Caixa Econômica Federal em mídia digital. Ao contrário do que chegou a ser incorretamente divulgado na imprensa, os projetos de engenharia, portanto, não foram devolvidos, nem, muito menos, rejeitados. Eles continuam sob análise da Caixa Econômica Federal.

2. Também não são verdadeiras as declarações feitas pelo ex-ministro sobre a situação da BR-381. Assim como no caso do metrô, a obra de duplicação da BR-381 sempre foi e continua sendo de responsabilidade do Governo Federal. A realização desta obra, que representa um pleito histórico da população mineira, vem sendo prometida pelo Governo Federal desde 2003.
O ex-ministro demonstra desconhecer que, de um total de 920 quilômetros – trecho da BR-381 compreendido em território mineiro – cerca de 467 quilômetros foram duplicados entre os anos de 1994 e 2002, durante a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A duplicação dos 453 quilômetros restantes tornou-se, desde 2003, promessa – não cumprida – da atual gestão do Governo Federal.
Em 2010 – ano em que foi realizada a eleição presidencial – o Governo Federal voltou a assumir o compromisso de promover as obras de duplicação da rodovia. Desde então, nenhum quilômetro, sequer, foi duplicado. Além disso, considerando que o prazo mínimo de conclusão das obras – previsto nos contratos de licitação – é de pelo menos dois anos, já é possível afirmar que as reformas na BR-381 não serão entregues até o término da atual gestão federal, contrariando as sucessivas promessas de campanha já apresentadas.

Atenciosamente,
Superintendência Central de Imprensa do Governo do Estado de Minas Gerais

Cidades campeãs no índice de desenvolvimento priorizam educação


Ricardo Rodrigues - Hoje em Dia


Ricardo Bastos/Arquivo Hoje em Dia
Nova Lima
Nova Lima está no topo do ranking mineiro de desenvolvimento municipal medido pela Firjan

A aposta em educação foi decisiva para dez cidades mineiras alcançarem o topo no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) no Estado. Nesse quesito, Minas congrega, na região Sudeste, o maior número de municípios com alto grau de desenvolvimento: 255 (29,9% do total).
 
Com base nos indicadores de educação, saúde, emprego e renda, o IFDM monitora o desenvolvimento socioeconômico nos 5.565 municípios do país a cada ano.
 
Em relação a emprego e renda, no entanto, as cidades mineiras obtiveram desempenho inferior, com classificações intermediárias (regular e moderado). 
 
O estudo, relativo a 2011 e divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), mostra também que Minas é o único Estado do Sudeste com cidades que apresentaram baixo IFDM Saúde: 34. Água Boa, de 15 mil habitantes, no Vale do Rio Doce, foi a única do Sudeste com baixo desenvolvimento (0,3957).
 
Nova Lima liderou o IFDM em 2011, depois de ocupar a 4ª posição no ano anterior. Uberlândia (Triângulo), porém, trocou o topo do ranking pela 6ª colocação. 
 
Segundo o economista Jonathas Goulart, um dos autores do estudo, Nova Lima elevou o número de consultas do pré-natal e registrou significativa melhora no percentual de docentes com diploma superior no ensino fundamental. 
 
O prefeito Cássio Magnani diz que a cidade de 83 mil habitantes tem o melhor Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) na Região Metropolitana de Belo Horizonte e que o Programa Saúde da Família conta com 16 equipes e abrange 85% da população. 
 
Já Uberlândia, com 612 mil habitantes, apresentou recuo no índice de emprego e renda, apesar de ter avançado em educação e saúde. Foi a única cidade com queda no IFDM (-1,2%) no cômputo das dez melhores do ranking no Estado. “Mesmo assim, está em alto desenvolvimento”, acrescenta Goulart. 
 
Para ele, a análise da evolução e do nível de desenvolvimento das regiões mineiras revela as particularidades da desigualdade. O Norte do Estado e os Vales do Jequitinhonha e Mucuri concentram a maioria dos municípios com IFDM regular e baixo.
 
Economia dinâmica alavanca índices de saúde, emprego e renda
 
Presidente da Associação dos Municípios do Vale do Mucuri e prefeito de Nanuque, Ramon Miranda justifica a inclusão de quatro cidades da região na lista dos piores índices de desenvolvimento à total dependência do FPM e da ausência dos governos estadual e federal.
 
Por outro lado, o crescimento puxado pelo dinamismo econômico se transfere às áreas de educação e saúde, como se nota em regiões de maior desenvolvimento, explica o economista da Firjan, Jonathas Goulart. 
 
Um exemplo é Patos de Minas, no Alto Paranaíba, que saiu do 13º lugar para a vice-liderança no IFDM estadual. Além de manter o nível de atividade econômica, reduziu os percentuais de óbitos por causas não definidas e de internações sensíveis à atenção básica. A oferta de ensino infantil e a elevação da nota do Ideb também contribuíram.
 
Santa Rita do Sapucaí, no Sul do Estado, pulou do 15º para o 3º lugar. Ampliou o atendimento à educação infantil, o percentual de professores com diploma de ensino superior e a nota do Ideb. Na saúde, reduziu a taxa de óbitos de menores de 5 anos por causas evitáveis.
 
Para o prefeito Jefferson Mendes, esse avanço se deve à cidade que valoriza o diálogo e interação das culturas para melhorar a vida das pessoas. Em especial, à inovação tecnológica e ao empreendedorismo nas áreas do IFDM. 
 
Em 4º lugar no ranking (antes era o 33º), Varginha comprova “a estrutura de sustentabilidade, que passa por educação e saúde”, diz o prefeito Antônio Silva. São mais de 10 mil estudantes na rede pública municipal.

Mineração faz economia de São Gonçalo do Rio Abaixo explodir


Tatiana Moraes - Hoje em Dia


Eugênio Moraes/Hoje em Dia
Mina de Brucutu
Capacidade de investimento do município na área social vem dos royalties pagos pela mineração

A pequena São Gonçalo do Rio Abaixo, município de apenas 10 mil habitantes na região Central de Minas, próxima de Itabira, experimenta uma verdadeira explosão econômica. Em toda a cidade, não há quarteirão que não abrigue uma obra.
 
Duas avenidas estão sendo abertas, novos loteamentos surgem todos os meses, um hotel de bandeira internacional está em construção e dois condomínios industriais começam a ser ocupados por galpões antes mesmo de estarem concluídos.
 
Tamanha velocidade de mudança se dá em função da chegada da Vale, em 2006, e do progressivo aumento da produção da Mina de Brucutu, uma das maiores da empresa no país. Mas a evolução não se dá apenas na estrutura urbana. A cidade também colhe resultados sociais que não aconteceriam sem a presença da mineração. 
 
É o que aponta o Índice Mineiro de Responsabilidade Social (IMRS), construído a partir da análise de nove aspectos da qualidade de vida e medido nos 853 municípios de Minas Gerais. 
 
São Gonçalo do Rio Abaixo ocupa hoje a 22ª posição no levantamento elaborado pela Fundação João Pinheiro (FJP), com uma nota geral de 0,664 (melhor quanto mais próximo de 1). Aliás, seis das dez primeiras cidades ranqueadas no IMRS têm vocação minerária.
 
Na cidade, o indicador que mede a renda é o mais alto (0,826). Essa renda é reflexo da oferta de empregos no município, que há até pouco tempo tinha a economia baseada na agricultura.
 
"A abertura da mina ampliou a visão dos moradores e abriu um leque enorme de empregos”, afirma o prefeito, Antônio Carlos Noronha Bicalho.
 
Arrecadação
 
Com a implantação da mina, a arrecadação da cidade saltou de R$ 20 milhões em 2005, um ano antes da chegada da Vale, para os R$ 191,6 milhões previstos para este ano. O montante atual é quase dez vezes maior do que o registrado naquela época. 
 
A título de comparação, os royalties recebidos pela extração do minério em 2013 (R$ 81 milhões) representam mais de quatro vezes a arrecadação total registrada há nove anos. O montante é 7% maior do que o de 2012 e só tende crescer. 
 
“Com os royalties foi possível investir pesado no município”, diz o secretário de desenvolvimento do município Breno Fonseca Starling. Até 2015 será inaugurado um hospital com 30 leitos. Na cidade existem, ainda, cinco centros de atenção à saúde e duas unidades de Escola de Tempo Integral. 
 
Negociações com uma faculdade também estão em estágio avançado. “Por enquanto, temos ônibus para levar os estudantes de graduação e de cursos técnicos às faculdades dos municípios vizinhos”, afirma o secretário.
 
Benefícios para atração de novas empresas
 
Na esteira da Vale, uma série de empresas estão se instalando em São Gonçalo do Rio Abaixo. E, para reforçar esse movimento, a administração municipal está executando um plano ousado. 
 
Um terreno de 260 mil metros quadrados foi transformado em dois Distritos Industriais. Segundo o prefeito Antônio Carlos Noronha Bicalho, três indústrias já estão funcionando e outras cinco abrirão as portas até o final do ano. Nos dois distritos, 22 empresas já confirmaram interesse de instalação. Entre elas está um centro de distribuição da Sotreq. A companhia é fornecedora de equipamentos Caterpillar, utilizados em construção e mineração.
 
Oferta de galpões
 
Para as empresas que se instalam nos condomínios, a prefeitura cede o terreno e, dependendo do setor e do plano de ações, conforme explica o prefeito, pode oferecer, ainda, o galpão. O tempo de concessão é de 30 anos. “Nossa intenção é diversificar a economia para não ficarmos dependentes da Vale. Afinal, um dia a mineração chega ao fim”, comenta o chefe do executivo. Estão confirmadas usinas de asfalto, fábrica de pré-moldados, laticínio, marmoraria, entre outros.
 
Os sócios Luis Fernando Estevão e Luiz Fernando Guimarães aproveitaram a proposta da prefeitura para instalar na cidade a fábrica de conteiners Superloc. A companhia já possui unidades em Ipatinga e Belo Horizonte. A fábrica de São Gonçalo do Rio Abaixo terá capacidade para produção de 40 conteiners por mês. 
 
A companhia fornece conteiners para todo o país. Os principais compradores são Vale, Usiminas e Cenibra. Além de Minas Gerais, os equipamentos são despachados para Fortaleza e Recife. “O incentivo da prefeitura foi grande, por isso viemos para cá. São Gonçalo do Rio Abaixo é uma cidade onde tudo funciona”, diz Guimarães. 
 
Senai busca qualificar mão de obra técnica
 
Não falta emprego em São Gonçalo do Rio Abaixo, mas encontrar mão de obra qualificada não é tarefa fácil. Para mudar este quadro, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), em parceria com a prefeitura, instalou na cidade uma unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Trata-se do Centro de Formação Profissional (CET) José Fernando Coura. 
 
A cada semestre, de acordo com o gerente da unidade, Brizola Rodrigues Sette, cerca de 300 jovens são formados. “Hoje, os alunos visam não só as empresas de São Gonçalo do Rio Abaixo. Eles querem mais, são ambiciosos, planejam uma carreira”, diz o gerente. Os cursos são realizados em parceria com o Pronatec, do governo federal.
 
No centro de formação profissional são oferecidos cursos de qualificação, técnicos de eletroeletrônica e mecânica, aperfeiçoamento e aprendizagem. Neste último, são formados os jovens de 16 a 24 anos. “As duas turmas que entrarão no próximo semestre já começam empregadas na vale”, afirma Brizola. Ele conta que os alunos atuam como aprendizes na mineradora e recebem meio salário mínimo por mês. 
 
Conforme afirma o gerente, os cursos oferecidos mudam de acordo com a demanda da cidade. “Não fazemos o mesmo curso sempre, para não saturar o mercado de trabalho”, afirma. 
 
Aos 17 anos, o aluno do curso de desenho mecânico Jorge Henrique Costa Silva planeja seu futuro. A expectativa do estudante é a de que consiga, depois de formado, em julho, uma vaga na Vale. “O mercado está muito concorrido. Com o curso, saímos na frente”, diz.
Colega de classe de Costa Silva, Helora Reis Teodoro, também de 17 anos, afirma que o Senai ampliou seus horizontes. 
 
“Temos oportunidade de competir no mercado de trabalho não só de São Gonçalo do Rio Abaixo, mas de qualquer lugar”, afirma. 
 
Comércio cresce com afluxo de trabalhadores
 
O comércio de São Gonçalo do Rio Abaixo tem colhido os bons frutos com o pleno emprego e o aumento de renda da população. Na cidade, os lojistas experimentam crescimento de até 30% nos negócios, ano após ano.
 
É o caso do proprietário da loja Moda dos Dez, José de Macedo. De acordo com ele, a ida das empresas para a cidade fomentou o comércio. “A quantidade de pessoas que vem de fora para trabalhar na mina e em outras empresas é grande. O consumo aumenta muito”, diz.
 
Macedo também é proprietário de duas empresas de aluguel de equipamentos para construção civil, a Madema Locações e a Macedo e Filhos. Neste segmento, o empresário comenta que houve crescimento de 15% no faturamento anual. Para este ano, a expectativa é a de que o aumento seja maior devido a um projeto da prefeitura chamado de Meu Novo Lar, que oferece subsídio para que pessoas se instalem definitivamente na cidade. 
 
Para quem trabalha na prefeitura, o subsídio é de R$ 40 mil. Para outras pessoas que comprovem vínculo empregatício no município é de R$ 30 mil. “Muita gente deve construir nos loteamentos que foram abertos na cidade e, certamente, vão precisar do nosso maquinário”, diz.
 
O proprietário do depósito de construção Comercial Rosário, Demétrios José Guedes, concorda com Macedo. “Estamos abrindo nossa terceira loja”, afirma. Hoje, a empresa emprega dez pessoas. Pelo menos outras seis serão contratadas nas próximas semanas.
 
Trabalho
 
A proprietária do supermercado Amora, Marília Amora, também viu os negócios deslancharem depois do início da mineração na cidade. Com 3,5 mil produtos no mix, o supermercado, que gera 12 postos de trabalho, cresce, em média, 15% ao ano. E o espaço para o estoque já está pequeno.
 
“Não podemos reclamar do comércio da cidade. Estamos vendendo cada vez mais”, comenta.
 
Localizada próxima ao supermercado Amora, a Agromineira, casa de produtos agropecuários, tem registrado aumento de aproximadamente 20% ao ano no faturamento. “O homem do campo tem total apoio da prefeitura”, diz. 
 
A secretária de governo do município, Andréa Ribeiro de Castro Mendes, afirma que o objetivo do executivo é incentivar a agropecuária da cidade, enquanto o crescimento urbano também deslancha. 
 
“Quase metade dos moradores da cidade estão em área rural. Temos vocação para a industrialização, mas também para a agricultura”, diz.

Manifestantes protestam em São Paulo contra os gastos feitos para a Copa

por
Agência Brasil

Convocado pela internet, o 9º Ato contra a Copa reuniu em torno de 300 pessoas neste sábado (31/5), em protesto na frente do Theatro Municipal, zona central da capital  paulista, de acordo com a Polícia Militar (PM).
Como das vezes anteriores, os manifestantes criticaram os gastos públicos para a Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014 e empunharam faixas e cartazes nos quais asseguram que o Mundial, de 12 de junho a 13 de julho, será a “Copa das Manifestações”.
O ato começou às 15h e se desenvolveu de forma pacífica, apesar de interditar parte da Rua Coronel Xavier de Toledo, e chamou a atenção de quem passava pelo local a figura de um grande boneco, em forma de caveira, com a roupa da Seleção Brasileira de Futebol.
Despertou curiosidade também a chegada de uma tropa de patrulhamento da PM montada, com policiais usando traje Robocop, como eles mesmos batizaram o exoesqueleto de polipropileno, resistente a pancadas, que vestem pela primeira vez.
A vestimenta de segurança inclui escudos, capacetes e coletes à prova de balas, além de proteções nos braços e pernas, com alguns adereços de segurança também nos cavalos.

Empresa fatura R$ 20 mil por mês com brinquedos infláveis


Empresário produz e aluga pula-pulas, tobogãs e piscinas de bolinha.
Expectativa é crescer 20% em 2014.

Do PEGN TV
Em São Paulo, uma pequena fábrica fatura com a produção e locação de brinquedos infláveis. A Bull Machine vende e aluga os produtos para atacadistas e lojistas, e também para o consumidor final, por meio do site. O empresário Evandro Poloni entrou nesse mercado em 1998, no início trabalhando apenas com a locação. Hoje, a empresa faz todo tipo de infláveis, como pula-pula, tobogã e futebol de sabão, entre outros. O faturamento mensal da empresa é de R$ 20 mil e, em 2014, a expectativa é crescer 20%.
Os produtos mais procurados são o tobogã e o pula-pula. Por mês, a fábrica produz, no total, 40 brinquedos, e aluga cerca de 80. Os brinquedos mais caros para a venda são o futebol de sabão e o tobogã, que custam de R$ 7.500 a R$ 12.000. Já para a locação, o preço para cinco horas é de R$ 600. O custo dos brinquedos mais baratos para a venda, como a piscina de bolinha, pula-pula e cama elástica, varia de R$ 1.300 a R$ 2.3000, e a locação sai por R$ 180.
Clique no vídeo acima para assistir à reportagem completa.
CONTATOS:
BULL MACHINE
Contato: Evandro Poloni (Empresário)
Rua João Bizarro da Nave, 240 – Água Rasa
São Paulo/SP – CEP: 03351-100
Telefone: (11) 2966-886/ (11) 99865-6582
Site: www.bullmachine.com.br / www.bullmachinebrinquedos.com.br
E-mail: vendas@bullmachine.com.br / contato@bullmachine.com.br

Faturamento de empresas de gás natural aumenta após capacitação


No Rio, 25 empresas participaram da primeira turma do programa.
Pequenas empresas prestam serviços de instalação de gás para a CEG.

Do PEGN TV
No Rio de Janeiro, pequenas empresas prestam serviços de instalação de gás em residências, indústrias, construtoras e comércio para a Companhia de Gás Natural do Estado. Elas participam do programa Encadeamento Produtivo, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que promove a parceria entre pequenas e grandes empresas. Os pequenos negócios recebem consultorias financeiras, de gestão de qualidade, de marketing e certificação.
Vinte e cinco empresas participaram da primeira turma do programa e tiveram um aumento médio de 54% no faturamento por funcionário. Também reduziram custos e melhoraram a pontualidade na entrega dos serviços. Uma das empresárias participantes do projeto é Regina Vianna. Ela começou o negócio em 2010, com um investimento de R$ 15 mil. A empresa dela realiza 80 instalações de gás por mês e o faturamento chega a R$ 600 mil por ano. Atualmente, a empresária está em busca da ISO 9001 para alcançar novos mercados.


CONTATOS:
SEBRAE
Central de Relacionamento: 0800-570-0800
www.sebrae.com.br
BRAÇOS CONSTRUÇÕES E INSTALAÇÕES DE DUTOS E PROJETOS
Contato: Regina Vianna e José Duarte (Empresários)
Rua Antunes Maciel, 563 – São Cristovão
Rio de Janeiro/RJ – CEP: 20940-010
Telefone: (21) 3066-0127/ (21) 2580-9643/ (21) 3860-1253
Site: www.bracosinstacoes.com
E-mail: rcelia@bracosrj.com.br // qualidade@bracosrj.com.br
CEG - GÁS NATURAL FENOSA
Av. Pedro II, 68 – São Cristovão
Rio de Janeiro/RJ – CEP: 20941-070
Telefone: (21) 3115-6645 (Assessoria)
Site: www.gasnaturalfenosa.com.br

Empresa desenvolve projetos de reciclagem e cria novos materiais


Brasil perde quase R$ 8 bilhões por ano com a falta de reciclagem.
Escolas públicas estão recebendo 20 mil flautas feitas de material reciclado.

Do PEGN TV
O Brasil só recicla 12% das embalagens plásticas, menos da metade do que é reaproveitado na Europa. Com isso, o país perde hoje quase R$ 8 bilhões por ano com a falta de reciclagem. O empresário Guilherme Brammer é um especialista em reaproveitar o lixo. A empresa dele oferece soluções para reciclar qualquer tipo de produto e desenvolver novos materiais. Em um ano e meio, a Wise Waste reciclou mais de dez mil toneladas de lixo.
Em 2012, Guilherme investiu R$ 150 mil na montagem do escritório e na contratação de uma equipe técnica e começou a fazer projetos de reciclagem para multinacionais. Só neste ano, a empresa já tem contratados serviços para gerar um faturamento de R$ 3 milhões.
A transformação do lixo é terceirizada numa fábrica de Campinas, no interior de São Paulo. De acordo com a Barreflex, o plástico reciclado custa 30% menos que o material novo e tem a mesma qualidade. O resíduo vai para a Presley Mozart, outra empresa terceirizada na capital paulista, e se transforma em flautas.
Uma indústria de alimentos apostou na reciclagem para reposicionar a marca no mercado. A Tang fez uma campanha para coletar e reciclar embalagens de refresco em pó. As embalagens já se transformaram em 20 mil flautas, que estão sendo doadas para escolas públicas. Depois da campanha, a empresa teve um crescimento de 13% no faturamento.


CONTATOS:
WISE WASTE
Contato: Guilherme Brammer (Empresário)
Rua Feliceto de Luca, 02 - Vila Olímpia
São Paulo/SP – CEP: 04552-070
Telefone: (11) 2308-5175
Site: www.wisewaste.com.br
E-mail: contato@wisewast.com.br
TANG
Contato: Theo Vieira (Gerente de Maketing)
Rua Surubim, 373 – Broklin Novo
São Paulo/SP – CEP: 04571-050
Telefone: 0800-704-1940
Site: www.mondelezinternational.com
BARREFLEX
Contato: Rafael Fernandes (Gerente Administrativo)
Rua Dr. Elton César, 776 – Campos dos Amarais
Campinas/SP – CEP: 13082-025 
Telefone: (19) 3246-1374 / (19) 3216 4850
Site: www.barreflex.com.br
E-mail: barreflex.cps@srembalagens.com.br
UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE
Rua da Consolação, 930 - Consolação
São Paulo/SP – CEP: 01302-090
Telefone: (11) 2114-8000
Site: www.mackenzie.com.br
E-mail: centralatendimento@mackenzie.br
PRESLEY MOZART
Contato: André Ferreira Castro (Empresário)
Rua Zumbi, 209 - Vila Mesquita
São Paulo/SP- CEP: 03714-010
Telefone: (11) 2641-9817
Site: www.presleyemozart.com.br
E-mail: andrepresley@gmail.com

SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO
Telefone: (11) 3218-2125
www.educacao.sp.gov.br

Rede de franquias do interior de São Paulo cria padaria drive-thru


Há 8 unidades em funcionamento; até o fim do ano devem ser 65.
Tempo médio para comprar o pão é de 40 segundos.

Do PEGN TV
Em São Carlos, no interior de São Paulo, o empresário Tom Ricetti montou uma rede de franquias de padaria drive-thru. O sistema traz comodidade aos clientes, que não precisam sair do carro e demoram, em média, 40 segundos para comprar o pão. A rede foi criada no ano passado e já conta com 8 unidades em funcionamento, além de 112 franquias sendo comercializadas. Até o final do ano, a expectativa é ter 65 franquias funcionando pelo país e no exterior.
O franqueado Leandro Teixeira investiu R$ 190 mil para montar o negócio em Jundiaí, interior de São Paulo. A padaria atende diariamente 170 clientes e vende até 2 mil pães por dia. O gasto médio por pessoa é de R$ 11.
Para garantir a agilidade do processo, praticidade é a palavra de ordem também do lado de dentro da padaria. O produto chega congelado e a cada 15 minutos tem pão quentinho. Os frios já ficam fatiados e divididos em porções, para facilitar o atendimento. A franquia oferece mais de 100 produtos básicos. O faturamento da unidade de Jundiaí é de R$ 45 mil por mês. O prazo estimado pela rede para o retorno do investimento é de até 24 meses.


CONTATOS:
PÃO TO GO – FRANQUEADORA
Contato: Tom Ricetti (Empresário)
Praça Itália, 1 – São Carlos
São Paulo/SP – CEP: 13572-350
Telefone: (16) 3368-1966
Site: www.paotogo.com
E-mail: contato@paotogo.com
PÃO TO GO – UNIDADE FRANQUEADA
Contato: Leandro Teixeira (Empresário)
Av. Dos Imigrantes Italianos, 2207 – Colônia
Jundiaí/SP – CEP: 13218-090
Telefone: (11) 3964-2008
E-mail: leandro@majteixeira.com.br
SINDICATO DA INDÚSTRIA DE PANIFICAÇÃO E CONFEITARIA DE SÃO PAULO – SAMPAPÃO
Contato: Antero José Pereira (Presidente)
Rua Santo Amaro, 313 – Bela Vista
São Paulo/SP – CEP: 01315-001
Telefone: (11) 3291-3700   
Site: www.sindipan.org.br
E-mail: contato@sindipan.org.br

Fábrica do interior de SP produz cornetas, piões e ioiôs para a Copa


Expectativa é vender um milhão de produtos até o Mundial de futebol.
Para divulgar os piões e ioiôs, empresário contratou jogadores profissionais.

Do PEGN TV
Uma fábrica de plástico de Valinhos, no interior de São Paulo, criou uma linha especial com cornetas, piões e ioiôs para lucrar com a Copa do Mundo no Brasil. Os produtos são patenteados e têm selo do Inmetro. A previsão é vender um milhão de itens até o Mundial de futebol.
A fábrica funciona, atualmente, em três turnos, 24 horas por dia. O empresário Luiz Pontes montou a fábrica de brinquedos em 2008, com investimento de R$ 200 mil em equipamentos e moldes.
Só de cornetas, o empresário fez 500 mil unidades. E garante: se tivesse mais, venderia o dobro. Para evitar cópias ilegais, especialmente chinesas, Luiz patenteou o cornetão de 72 cm. Os produtos têm as cores e as bandeiras dos países que participam da Copa.
Para vender mais ioiôs, piões e cornetas verdes e amarelas, o dono da fábrica adotou uma estratégia. O empresário investe R$ 30 mil, por mês, numa divulgação diferente: ele contrata jogadores profissionais de pião e ioiô, que fazem campanhas pelas cidades para que as crianças de hoje se encantem com os brinquedos de antigamente.
Os 30 jogadores profissionais contratados fazem 600 exibições e campeonatos por mês, em todo o Brasil. Eles só usam produtos da fábrica e, a julgar pela habilidade dos divulgadores, a estratégia tem tudo para certo.
Clique no vídeo acima para assistir à reportagem completa.
CONTATOS:
ZAFIRA PLÁSTICOS
Contato Empresário: Luiz Gonzaga Pontes
Av. Dr. Altino Gouveia, 691 – Jd. Pinheiros
Valinhos/SP – CEP: 13274-350
Telefone: (19) 3829-4534
Site: www.zafiraplasticos.com.br
E-mail: vendas@zafiraplasticos.com.br
ANIMAFEST
Contato: Empresários Gustavo Lucas e Cláudia Galvão Borin
Av. Onze de Agosto, 1944 – Vila Nova Valinhos
Valinhos/SP – CEP: 13270-190
Telefone: (19) 3829-3523
Site: www.animafest.com.br
E-mail: valinhos@animafest.com.br

Brasileiro cria de café do 'Maracanã' a tanga com bojo para lucrar com Copa

Empreendedores são criativos para ganhar dinheiro extra com campeonato.
Há bombom de fruto do serrado e gel beijável de caipirinha, entre outros.

Gabriela Gasparin Do G1, em São Paulo
Empreendedores criam para a Copa (Foto: Montagem/G1)Doces, pinturas, tangas, café e outros produtos a serem vendidos na Copa (Foto: Montagem/G1)
Tanga verde e amarela com bojo no bumbum, gel beijável sensual de caipirinha, bombom de pequi (um fruto do cerrado brasileiro), chinelos com a bandeira do Brasil, pinturas que representam a cultura brasileira, chapéu dobrável para assistir aos jogos, mesa e cadeiras que formam o desenho da bandeira nacional, cupcakes decorados com camisas da seleção, café com tema do Maracanã... Parecer não ter fim a lista de produtos desenvolvidos por brasileiros para ganhar um dinheiro extra durante a Copa do Mundo. O G1 reuniu histórias de empreendedores pelo país que buscam lucrar com o campeonato.
O ex-jogador de futebol Alexandre Ferreira, de 24 anos, de Brasília, largou as chuteiras para investir em um hobby que se tornou bastante lucrativo: a fabricação de bombons finos. O jovem conta que já jogou em times como Goiás (GO), Gama (DF), Paraná Clube (PR), Holanda (AM) e Vitória (BA). Aos 19 anos, começou a fabricar chocolates com técnicas que aprendeu com a mãe de um amigo de equipe. Em 2011, criou a Aguimar Ferreira Bombons Finos (inspirada no nome de seus pais). “Hoje não jogo mais profissionalmente. Decidi me dedicar 100% ao negócio desde 2013.”
Alexandre começou a fazer bombons aos 19 anos (Foto: André Borges/Divulgação)Alexandre faz bombons desde os 19 anos
(Foto: André Borges/Divulgação)
Para ampliar ainda mais os ganhos, ele criou uma linha exclusiva de chocolates para a Copa. “Foram cerca de seis meses de pesquisa de campo sobre tradições culinárias dos países participantes do torneio, análises de sabores e texturas, até chegar ao produto final”, explica.
A linha “Sabores da Copa” homenageia sete países com oito bombons: Brasil, com sabores de pequi (um fruto do cerrado brasileiro) e caipirinha, Argentina, com sabor de alfajor com doce de leite argentino, Espanha (sabor de damasco); Itália (pistache), França (champanhe), México (chocolate com pimenta) e Estados Unidos (mirtilo ou blueberry).
De acordo com o empresário, a linha para a Copa é feita com chocolate belga e a bandeira dos países é impressa diretamente no chocolate. A caixa com nove bombons custa R$ 45. “O crescimento nas vendas com a nova linha aumentou em 100% e a expectativa até a Copa é que chegue a 200% de aumento [em relação aos meses anteriores]”, estima.
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Ana Claudia faz tangas com bojo (Foto: Divulgação)Ana Claudia faz tangas com bojo (Foto: Divulgação)
Tanga que aumenta o bumbum
A empreendedora Ana Claudia Moreira, de 45 anos, do Rio de Janeiro, da Brazilian Secret, resolveu aprimorar para a Copa um produto que desenvolveu em 2003: uma tanga com bojo que faz um efeito ‘lift’ (de ‘elevação’) na parte superior dos glúteos. Ela teve a ideia quando viajou aos Estados Unidos e notou que o bumbum das americanas é menor que o das brasileiras, mas o produto pode ser usado por qualquer pessoa que se interessar, diz.

“Quando fui para os Estados Unidos, o pessoal sempre brincava que estrangeira não tem bumbum e comecei a desenvolver alguma coisa com bojo (...). Depois de um ano e meio consegui chegar no protótipo. Eu queria o efeito ‘lift”, diz. “Dá um efeito super natural, é super sutil, ninguém vê que se está usando.”

Para a Copa, ela criou modelos com as cores da bandeira do Brasil. O preço é de aproximadamente R$ 40.
Gel com fragrância de 'caipirinha' e vela para massagem (Foto: Divulgação)Gel de caipirinha e vela sensual (Foto: Divulgação)
Cosméticos sensuais
Alessandra Seitz, proprietária da INTT Cosméticos, fabrica "cosméticos sensuais" (como velas para massagem e géis beijáveis) e criou itens nas cores da bandeira do Brasil – há gel corporal beijável de “caipirinha”, velinhas para massagem verde e amarelas, cachaças em miniatura, entre outros. Os preços médios são de R$ 20 a R$ 50.

As vendas são feitas em sex shops e pela internet. “Estou prevendo crescimento de 20% com esses produtos. O investimento já valeu muito a pena, muita coisa já foi vendida.”
Márcia e Ricardo abriram fábrica de cupcakes (Foto: Divulgação)Márcia e Ricardo criam cupcakes (Foto: Divulgação)
Cupcakes com tema da seleção
O casal de empreendedores Márcia Petry, de 39 anos, e Ricardo Papa, de 43, donos da Fábrica de Cupcakes, em Goiânia, decorou os minibolos com cores da bandeira do Brasil e símbolos da Copa (como camisetas, bolas e troféu). “Buscamos fazer a base de pasta de leite em pó em miniaturas dos ícones do futebol e da Copa do Mundo”, explica Márcia.
“No começo de 2014, as vendas começaram a aumentar e acreditamos que vão superar nossas expectativas. Elas vêm crescendo numa razão de 50% ao mês e esperamos que cheguem a 30% do total de nossas vendas”, diz.
Os dois abriram a empresa em 2013 para mudar de vida e ter mais tempo para cuidar do filho. Os cupcakes mais vendidos são de chocolate, banana caramelada e abacaxi ao caramelo, morango, maracujá e cappuccino. Cada um custa R$ 3.
Público-alvo da Maracafé são os turistas (Foto: Divulgação)Maracafé mira os turistas (Foto: Divulgação)
Café com tema do Maracanã
Paulo Roberto Correia, de 62 anos, do Rio de Janeiro, criou a marca de café "Maracafé", que tem a imagem do Maracanã na embalagem do produto. O público-alvo são turistas estrangeiros que querem levar para casa o tradicional café brasileiro.

O lançamento será um pouco antes do início do campeonato. Ele vai lançar também neste ano um porta copo de café no formato do Maracanã, para os turistas comprarem de souvenir. “Como eu gosto muito de futebol, pensei em fazer algo que remetesse ao Maracanã”, disse.
Nahilton fabrica chápeu dobrável (Foto: Divulgação)Nahilton fabrica chapéu dobrável (Foto: Divulgação)
Chapéu dobrável
O empreendedor Nahilton Madruga, de 37 anos, de Fortaleza, abriu há dois anos uma importadora e, numa viagem à China, conheceu um modelo de chapéu dobrável. Pensando nos eventos esportivos no Brasil, comprou algumas amostras e conseguiu fabricar o produto em sua empresa, com mão de obra local, afirma.
“Ele é um souvenir. Um chapéu tipo 'cowboy' que pode ser guardado em uma pequena bolsa que acompanha o produto. O usuário pode guardar o chapéu no bolso quando não for mais usar." Ele criou um design com as cores da bandeira e o nome Brasil. "Chegamos a vender cerca de 12 mil unidades durante a Copa das Confederações”, diz, explicando, contudo, que a quantidade ficou abaixo do que esperava. “Para este ano, a expectativa de venda dos lojistas para a Copa do Mundo está um pouco melhor e esperamos tirar proveito. O produto custa a partir de R$ 7, mas o custo pode ser reduzido de acordo com a quantidade", revela.
Maria Helena desenvolveu mesa em formato da bandeira (Foto: Divulgação)Mesa em formato de bandeira (Foto: Divulgação)
Mesa em formato da bandeira do Brasil
No Rio de Janeiro, a arquiteta Maria Helena Torres, de 53 anos, criou uma mesa de madeira que, junto com as cadeiras, forma o desenho da bandeira do Brasil. Ela não fez o móvel pensando na Copa, mas percebeu que a proposta se encaixa com o tema do mundial. O item está no catálogo de amostra do Sebrae-RJ de produtos para o evento. O preço gira em torno de R$ 2,5 mil.
“É um conjunto formado por uma mesa central e quatro módulos que se encaixam.  O conjunto é produzido em MDF revestido de folheado madeirado marfim representando o amarelo e fórmicas verde e azul”, explica.
Há chinelos com tema de vários países (Foto: Divulgação)Há chinelos de vários países (Foto: Divulgação)
Chinelos temáticos
A empresária Rosangela Golmia fabrica chinelos desde 2010 em São Paulo e resolveu investir em pares com cores e bandeira do Brasil e de outros países que jogarão no campeonato. Os pares custam de R$ 6,90 a R$ 8,99.

Ela criou a Só Chinelos em 2010. Conta que viu a festa de casamento de uma celebridade na TV em que foram distribuídos chinelos personalizados aos convidados. “Achei interessante a ideia de descer do salto”, revela.

Hoje a empresa produz 30 mil pares ao mês. Há encomendas para festas e eventos, empresas (que dão os chinelos como brinde), comércios e distribuidores. “Com a Copa, tivemos um aumento de 20%.”
Cerâmicas inspiradas no Brasil (Foto: Divulgação)Cerâmicas inspiradas no Brasil (Foto: Divulgação)
Cerâmicas
A artesã Beth França, de 45 anos, criou uma empresa de peças de cerâmica, a Barro Chic, em 2012, em Salvador. Em dezembro de 2013, ela teve a ideia de personalizá-las com cores da Copa e desde então aumentou a produção em 100%.
Entre os principais produtos estão flores decorativas de barro, frutas e vasinhos aromatizadores – tudo feito manualmente.
“Eu tenho uma linha chamada verde e amarelo, só trabalhando frutas em verde e amarelo, e as flores ênfase em azul”, diz. Há produtos de R$ 5 a R$ 10.
Anneliese vende itens do Brasil (Foto: Divulgação)Anneliese vende itens do Brasil (Foto: Divulgação)
Lembrancinhas
Em São Paulo, Anneliese Lukine, de 48 anos, dona da Sampa In Stampa (que vende produtos com temas da capital paulista), ampliou no leque de mercadorias com o tema do Brasil.
Ela explica que de 20% a 30% dos produtos oferecidos já eram itens sobre o Brasil, mas agora eles são 50%. Com a temática há, por exemplo, camisetas a partir de R$ 38, chaveiros a partir de R$ 5 e bonés a partir de R$ 19,90. “Estamos bastante otimistas, pois já sentimos o movimento crescer. Com o cenário atual esperamos aumentar as vendas em 40%”, diz.
Empresários vendem itens do Brasil na web (Foto: Divulgação)Sócios vendem itens do Brasil (Foto: Divulgação)
E-commerce
Também na capital paulista, os empresários Eduardo Sani, de 31 anos, e Vinícius Prado, de 26, criaram um site para a venda de produtos para o torcedor brasileiro (como vuvuzelas – corneta que ficou famosa durante a Copa de 2010 –, camisetas e perucas), chamado Vuvuzelas do Brasil. “A ideia surgiu de um dado do próprio Google. Vi que os usuários ainda buscavam pela palavra 'vuvuzela'. Não tinha em mente criar um e-commerce, mas vendo o potencial e a oportunidade que tinha com a Copa resolvi arriscar”, diz Sani.

O site está no ar desde março de 2013 e ele diz que o produto mais vendido é justamente a vuvuzela, que sai por R$ 6,99. “Talvez pelo nome do site tenhamos atraídos mais clientes interessados em vuvuzelas.” A expectativa é vender 50 mil vuvuzelas durante o período da Copa.
Astista Miriam Merci cria quadros (Foto: Divulgação)Artista Miriam Merci cria quadros (Foto: Divulgação)
Quadros e pinturas
A artista plástica Míriam Mercia da Silva Andrade, de 53 anos, de Fortaleza, criou bandeiras estilizadas e personalizadas com o tema do Brasil quando o país foi escolhido para sediar a Copa deste ano. “Já foram vendidas mais de 1 mil bandeiras em pinturas originas, reproduções em telas, canecas personalizadas e camisetas personalizadas com as minhas pinturas. No Brasil e no exterior”, revela. Os itens custam de R$ 10 a R$ 500.
Thiago vende sanduíches naturais (Foto: Arquivo Pessoal)Thiago vende sanduíches (Foto: Arquivo Pessoal)
Sanduíches naturais
O empresário Thiago Cardoso Collares Moreira, de 27 anos, do Maranhão, da fabricante de lanches naturais SM Sanduiches, vai vender o produto a hotéis e aeroportos. “Nossa franquia em Fortaleza tem atuado desde a Copa das Confederações, onde fornecemos para seleções europeias que fizeram jogos na cidade. Para os jogos da Copa do Mundo, vamos abastecer toda a rede hoteleira [do Maranhão e Ceará] e diversos estabelecimentos da região, além de aeroportos e empresas que trabalharão diretamente no estádio e entornos”, afirmou.

De acordo com ele, as vendas aumentaram 45% em maio e é esperado crescimento de até 80% na Copa. Os sanduíches chegam ao consumidor a uma média de R$ 5. Também há saladas, por R$ 15.
Cosméticos para hotel feitos com mel (Foto: Divulgação)Cosméticos são feitos com mel (Foto: Divulgação)
Cosméticos para hotéis
O empresário Mauro carvalho de Oliveira, de 46 anos, da Realgem’s Amenities, em Curitiba, vai vender cosméticos para hotéis (que são chamados de amenities) com extrato de mel produzido por agricultores gaúchos.
Os produtos foram desenvolvidos em um projeto em parceria com órgãos do governo. “Desde o início nosso objetivo era justamente criar uma linha que pudesse ser vendida com apelos para a Copa. Mas é importante destacar que essa linha estará também disponível para os jogos olímpicos e até 2020. Não é exclusiva para a Copa”, explica Oliveira.
Os produtos começaram a ser vendidos em abril deste ano para uma grande rede hoteleira que vai oferecer os cosméticos aos hóspedes. A linha é formada por sabonetes, shampoo, condicionador, sabonete líquido/banho de espuma e loção hidratante.
Marcos Brandão venderá o 'cajón' (Foto: Divulgação)Marcos venderá o 'cajón' (Foto: Divulgação)
‘Cajóns’
De Rondônia, Marcos Brandão de Oliveira, de 40 anos, fabrica um instrumento musical chamado ‘cajón’ (instrumento afro-peruano de madeira) e vai vendê-lo em Manaus em exposição com peças brasileiras durante o período da Copa.

Ele diz que conheceu o instrumento em 2010 e se apaixonou. “Foi amor à primeira vista.” Tentou encontrar para comprar, mas encontrou um projeto na internet para fabricá-lo sozinho. “Fiz o meu e os amigos gostaram, então, não parei mais.”
Ele participou de um projeto do Sebrae voltado para produção de artigos de artesanato para a Copa e teve três instrumentos selecionados: Cajón Bongô (toca-se entre as pernas e de um lado do tampo há o som de um Cajón, como som de esteirinha e bumbo, e no outro lado há dois tons de bongô, grave e agudo), Tambor e o Bongô (tocado entre as pernas ou num pedestal). Os preço variam de R$ 200 a R$ 750.

Aproveitando clima da Copa, Fiat lança série especial do Uno


Uno Rua acompanha a campanha publicitária 'Festa na rua'.
Limitada a 2 mil unidades, edição custa R$ 33.590.

Do G1, em São Paulo
fiat uno rua (Foto: Divulgação)Fiat Uno Rua (Foto: Divulgação)
A Fiat lançou nesta quinta-feira (29) uma série especial do Uno, aproveitando o clima da Copa do Mundo no Brasil. O Uno Rua acompanha a campanha “Festa na Rua”. Ele é baseado no Novo Uno Vivace 1.0, 4 portas, e vai custar R$ 33.590. A série será limitada a 2 miil unidades, nas cores amarela ou branca.
Além dele, a Copa no Brasil motivou lançamentos de edições especiais do Hyundai HB20, da montadora parceira da Fifa, e de Gol, Fox e Voyage -a Volkswagen patrocina a seleção brasiliera.
fiat uno rua (Foto: Divulgação)Nome 'Rua' também foi bordado nos bancos
(Foto: Divulgação)
O Uno Rua tem ar-condicionado, direção hidráulica, vidros dianteiros e travas elétricos, faróis com máscara negra, faróis de neblina maçanetas e retrovisores na cor do veículo, rodas de liga leve 14 polegadas com pintura exclusiva, volante em couro com regulagem de altura,  abertura interna do porta-malas e do tanque combustível e predisposição para rádio.
Em termos visuais, há um adesivo com a inscrição "Rua" junto aos retrovisores e com a bandeira do Brasil na coluna traseira (próximo da lanterna), os característicos anéis estéticos na grade dianteira têm as cores do Brasil e parte do tecido dos bancos é azul, assim como os cintos de segurança. Nos bancos dianteiros também há o bordado "Rua".
O nome Uno, na tampa do porta-malas, também tem as cores da bandeira.
fiat uno rua (Foto: Divulgação)Bancos são azuis, assim como os cintos de segurança (Foto: Divulgação)
fiat uno rua (Foto: Divulgação)Série do Uno será limitada a 2 mil unidades (Foto: Divulgação)