MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Com atraso nas operações de soja e milho, plantas de cobertura podem ajudar a reduzir os riscos

 


SBS Green Seeds

Com atraso nas operações de soja e milho, plantas de cobertura podem ajudar a reduzir os riscos

Cenário da atual safra (2025/26) reduz o intervalo entre as operações e aumenta a exposição das lavouras a condições de menor disponibilidade hídrica ao longo do ciclo. Com isso, as forrageiras passam a ser estratégicas no manejo

Na safra 2025/26, o andamento das operações no campo tem sido marcado por atrasos tanto na colheita da soja quanto na implantação do milho segunda safra em diversas regiões produtoras. O excesso de chuvas ao longo do mês de fevereiro reduziu as janelas operacionais, dificultando a entrada de máquinas nas áreas e mantendo elevados os teores de umidade dos grãos.

Esse cenário tem provocado um efeito em cascata dentro da propriedade: a colheita da soja avança de forma mais lenta, atrasando a liberação das áreas, enquanto o plantio do milho safrinha passa a ocorrer fora do período mais favorável. Como resultado, reduz-se o intervalo entre as operações e aumenta a exposição das lavouras a condições de menor disponibilidade hídrica ao longo do ciclo.

Quando a semeadura da segunda safra ocorre fora da janela considerada mais segura, que é geralmente entre 20 de janeiro e 20 de fevereiro, a depender da região, cresce a probabilidade de que fases sensíveis das culturas coincidam com veranicos ou redução das chuvas. “Em muitos casos, atrasos de 10 a 20 dias já são suficientes para provocar quedas de produtividade entre 20% e 40%, podendo superar 50% em anos mais secos”, diz Lara Gabriely Silva Moura, Zootecnista, mestranda em Forragicultura e Pastagens e Coordenadora de P&D da SBS Green Seeds.

Diante desse cenário, as plantas de cobertura deixam de ocupar um papel secundário e passam a ser parte central da estratégia de manejo. Isso especialmente em áreas onde a janela da safrinha já não permite explorar plenamente o potencial de culturas comerciais.

Variedades versáteis

Espécies como braquiárias (especialmente Urochloa ruziziensis e Urochloa brizantha), milheto (Pennisetum glaucum), crotalárias (Crotalaria spectabilis e Crotalaria juncea) e nabo forrageiro (Raphanus sativus) têm se destacado pela capacidade de adaptação e pelos benefícios ao sistema.

Segundo a especialista, dependendo da espécie e das condições de cultivo, a produção de palhada pode variar entre 5 e 12 toneladas de matéria seca por hectare. Essa camada de palha reduz a evaporação direta do solo em cerca de 30% a 50%, além de contribuir para temperaturas mais estáveis na superfície. “Em períodos de veranico, isso favorece a manutenção da umidade disponível e melhora as condições para o desenvolvimento das culturas seguintes”, reforça.

Outro ponto importante é a ciclagem de nutrientes. Ao longo do ciclo, essas espécies são capazes de absorver e acumular quantidades expressivas de nutrientes, podendo atingir entre 40kg e 120kg de nitrogênio, 10kg a 30kg de fósforo (P₂O₅) e 50kg a 200kg de potássio (K₂O) por hectare. Com a decomposição da palhada, parte desses nutrientes retorna ao sistema, contribuindo para maior eficiência no uso de fertilizantes e melhor aproveitamento dos recursos do solo.

A velocidade com que esses nutrientes são liberados depende da relação (Carbono/Nitrogênio - C/N) das espécies utilizadas. Gramíneas como braquiárias e milheto apresentam relação mais elevada, entre 30:1 e 60:1, o que favorece maior persistência da cobertura no solo. “Já leguminosas como crotalária apresentam relação mais baixa, entre 15:1 e 25:1, com decomposição mais rápida e liberação antecipada de nitrogênio”, diz a zootecnista.

Com a janela da safrinha mais curta, o sistema de produção deixa de depender exclusivamente da implantação de uma segunda cultura com alto potencial produtivo e passa a valorizar práticas que garantem a construção de solo e a estabilidade ao longo dos ciclos. As plantas de cobertura contribuem para manter o sistema ativo, protegendo o solo, melhorando suas condições físicas e químicas e reduzindo os efeitos de períodos secos mais frequentes. “Mais do que uma alternativa, elas passam a ser uma ferramenta essencial para sustentar produtividade e eficiência em cenários de maior variabilidade climática”, finaliza Lara.

Sobre - Comprometidos com o futuro do planeta e com os princípios da agricultura regenerativa, nasce a SBS Green Seeds. Fruto da união de duas potências: A solidez da Boa Safra e a especialização da SememBras, a empresa tem a missão de impulsionar as lavouras e pastagens, tornando-as mais produtivas, saudáveis e resilientes, contribuindo assim para a sustentabilidade de todo o ecossistema. Saiba mais em: https://sbsgreen.com.br.

 

 



Imagens relacionadas


Divulgação SBS Green Seeds
baixar em alta resolução



Divulgação SBS Green Seeds
baixar em alta resolução



Divulgação SBS Green Seeds
baixar em alta resolução



Ruralpress

Kassi Bonissoni
Gerente de atendimento
kassiana.ruralpress@gmail.com
(19) 98320-0286

Nenhum comentário:

Postar um comentário