MEDIÇÃO DE TERRA

MEDIÇÃO DE TERRA
MEDIÇÃO DE TERRAS

sábado, 6 de setembro de 2025

COLUNA MALHA FINA - JORNAL A REGIÃO - 06/09/2025

 

A nova moda dos coronéis

Se antes a moda dos coronéis era "botar casa" para quengas, hoje a modinha na Bahia é político do interior montar salão de beleza para as amantes em Salvador. Durante a reforma de um desses, quando um eletricista foi trocar uma luminária, teve a surpresa de sua vida: caiu uma chuva de maços de dinheiro que estavam escondidos no teto. E não deviam ser renda de corte de cabelo...

Novo bloco no desfile

Todo ano o desfile de 7 de setembro em Itabuna é encerrado pelo Bloco dos Excluídos, formado por gente com inveja de quem tem mais condições porque estudou e trabalhou mais. Neste ano, podiam lançar o Bloco Em Situação de Vulnerabilidade Política. A comissão de frente podia ter Gelado Limões, Rui Miscócio, Capetão Azêdo, Edson Dantas, Loyola, Lenildo, Marão... dá para encher um ônibus.

Politiqueiros à deriva

Nesta semana, uma notícia de impacto correu as ruas de uma cidade do sul da Bahia. A Marinha tinha resgatado um pessoal que ficou à deriva em Canavieiras, encontrado com fome e desidratação. Muita gente pensou que estavam falando de Rôni Rôla, Caquinha de Doguinho, Nizão Falecimento ou até de Paulo Pamonha, com fome de poder e desidratação de votos. Mas no final eram pescadores mesmo.

Bahia na mão dos bandidos

faccoes O advogado José Amando, do Sindicato dos Policiais Civis, o Sindpoc, jogou a real numa entrevista exclusiva ao Conexão Morena, da Morena FM 98. "O crime organizado se instala na Bahia porque o estado não faz investigações", afirmou. Ele lembrou que o estado tem 5.500 policiais, mas o ideal seria 11.000. Além disso, os agentes recebem R$ 2.900 para arriscar a vida contra bandidos bem armados.

Dinheiro tem, gestão não

Ele contou que, se o estado regularisasse os salários conforme o grau de capacitação, isso custaria R$ 300 milhões por ano, ou 0,036% da receita líquida. "O estado se dispõe a construir uma ponte de R$ 6 bilhões, que poderia, por sinal, se substituída por um projeto de R$ 500 milhões que atravessa algumas cidades e faz uma ponte menor, mas se recusa a gastar R$ 300 milhões na segurança," disparou.

Já é quase um narcoestado

José Amando revelou que, antes do PT, Salvador tinha 11 homicídios para cada 100 mil habitantes. "Hoje tem 66". Faltou contar que é o estado com mais facções, 21, que é recordista de homicídios, com quase o dobro do segundo colocado no Brasil, que é líder em execuções de negros, mulheres e gays; e lidera ainda em tiroteios. Para ele, mais que viaturas, o que falta é inteligência.

Acabou o Lexotan, foi?

A secretária de Infraestrutura de Itabuna, Sônia Fontes, foi convocada para estar na Câmara na segunda-feira. Era obrigada ir. E foi. Deixou todo o seu trabalho de lado para atender. Não sabia que a convocação foi cancelada, porque nenhum aviso chegou à Prefeitura. Por sinal, por que a Câmara marcou se não estava preparada? Amadorismo.

Obedecer agora é afrontar

Além de perder um tempo precioso para ela e Itabuna, Sônia foi alvo de um discurso violento, confuso e muito mal educado do presidente da Casa, Manoel Porfírio, do Partido das Taxas. "Eu não aceito afronta de ninguém. Nem do Executivo nem de colega nenhum. Se for me afrontar, eu respondo como presidente. Não venham afrontar essa casa. Se quiserem fazer guerra, eu topo guerra".

O problema é outro

No final ainda atacou o cargo da convocada. "Não venham afrontar essa casa: secretário não é eleito. Quem me conhece sabe o que eu falo". Observadores da política local acham que o problema de Porfírio não era com a confusão causada pela própria Câmara ao cancelar de última hora e sem aviso. "É medo de que Sônia seja a candidata à sucessão de Augusto em 2028", sugeriu.

Medo de morrer afogado

Porfírio quer ser o nome de Augusto em 2028, mas já viu que Sônia, a secretária com melhor avaliação do governo, pode acabar com seus planos. A chance de Itabuna continuar revolucionando sua infraestrutura e o legado que ela deixará para a cidade vão pesar bastante na opinião dos eleitores. Porfírio vê a tempestade chegando e sabe que seu guarda-chuva pode não ser suficiente.

Nome azarando o estádio

A reforma do Itabunão e da Feira do São Caetano parecem amaldiçoadas. A feira devia estar pronta em seis meses e é capaz de levar três anos. Culpa da Conder e do Governo do Estado, que tocam a obra a passos de lesma. Já o estádio, que ficaria pronto no ano passado, sofreu com a morte do dono da empreiteira. Mas o povo, em sua sabedoria troladora, diz que foi o novo nome que deu azar...

Sindicato chapa-branca

Depois de décadas usando slogans contra o "sistema" e criticando os governos, quem diria que o sindicato dos bancários viraria bajulador do governo, a ponto de usar o slogan do sistema como tema de seu desfile no 7 de setembro... A maior ironia é que o atual regime está destruindo a economia, aumentando impostos sobre pobres e médios, enriquecendo o politburo e desempregando bancários.

Todo mundo tá sabendo

tartaruga Até as tartarugas do Projeto Tamar sabem que o Partido das Taxas já decidiu que a chapa terá Zeronimo, com Wagner e Rui B. Osta para o senado. Mas a reação, cada vez mais irritada, do PSD, levou a turma petista a fazer o que faz melhor: mentir. Estão espalhando que Rui vai sair para deputado federal, para manter Coronel na chapa e amansar o PSD. Esqueceram de combinar com Rui... está retado.

Oferecendo o que não tem

Outra sugestão do grupo de aloprados do Partido das Taxas é deixar Coroné Ângelo sem a chance de reeleição, mas "compensar" oferecendo uma candidatura a deputado federal pelo PSD para o herdeiro Angelo Coronel Filho. A arrogância do PT é tanta que ele oferece o que não lhe pertence. Como se Ângelo Filho precisasse do PT para concorrer pelo PSD. Lunáticos.

Querem rebaixar para cabo

A ideia é ainda mais abilolada no complemento. Coroné Ângelo seria rebaixado de Senador a deputado estadual e a vice seria de Ivana Bastos, também do PSD. Só não perguntaram a opinião de Feddel Frieira Lima sobre seu MDB ficar de fora da chapa. Ou a de Ângelo, que acelerou sua campanha, se reunindo com grupos de prefeitos. Ou Otto, que apoia a reeleição dele. A ideia petista tem chance zero de dar certo.

Rico dispensando esmola

O cara é sinônimo de confusão. O prefeito de Gongogi, Adriano Mendonça, o mesmo que ameaçou um vereador de morte, agora comprou briga com Pancadão da AFI. Ele rejeitou a emenda parlamentar que um vereador de oposição conseguiu com o deputado para reformar um colégio. Adriano achou "uma mixaria" a emenda de R$ 200 mil, que não seria suficiente para a reforma.

Conversa pra jegue dormir

Por falar no Pangaré Pancadão, ele resolveu aparecer para criticar o aumento da passagem de ônibus, depois de quatro anos sem reajuste. "Chegou a conta", soltou num video. Mas, se fosse prefeito, daria o mesmo aumento, porque a alternativa é ter transporte ruim e precário. Itabuna hoje tem frota nova, com wi-fi e ar-condicionado, benefícios que não saem de graça.

Deixando a poeira baixar

Isaac Zery à Esquerda fez um "mutirão" de entrevistas para se lançar candidato a deputado estadual, mas acabou criticado por achar que a qualidade depende de ter um diploma e que Pancadão da AFI é "primário". Depois da tonelada de críticas, desapareceu. Não é visto no "senadinho" do Café Pomar, nas praças nem em qualquer lugar com discussão política. Espera que a gente esqueça...

Além de mar, areia e cabana

A chance de um turista curtindo a praia em Ilhéus encontrar um corpo boiando aumenta a cada dia. A cidade já teve homem sendo executado na Praia do Sul, em pleno domingo de sol. Já teve três mulheres mortas na praia. Nesta semana, mais um corpo estendido na areia. Pelo jeito a gente vai ter que frequentar a praia usando colete à prova de balas e levando um 38 no cooler da cerveja.

Larápios da gestão anterior

Teve gente achando que a polícia estava atrás de Valderico II, mas na verdade foi a Prefeitura quem chamou os agentes. A Polícia Civil estava lá para investigar o destino de 41 objetos da secretaria de Comunicação afanados pela gestão passada quando deixou o prédio, incluindo equipamentos caros. Vai ter ex-servidor do setor recebendo visita fardada na porta de casa.

Cada viagem um splash

Dedicado a passear pelo estado, Zeronimo quase nunca é visto no gabinete, onde a cadeira pensa que Rui B. Osta ainda está sentado nela. Foge do trabalho de governar como um petista foge da CLT. O problema é que, nessas viagens infinitas, Zeronimo acaba gerando mais problemas que soluções. Sempre que visita uma cidade onde fez promessas não cumpridas, é recebido com irritação.

Confissão de ignorância

Justamente por não pisar na governadoria, Zeronimo não faz ideia do que acontece em seu (des)governo. Um exemplo foi o relatório técnico que apontou problemas no projeto da ponte fantasma Salvador - Itaparica. Quando um jornalista perguntou, Zeronimo deu patada e disse que ele estava "fazendo fake news". Zeronimo não sabia que foi seu governo que encomendou o relatório e pagou R$ 5 milhões por ele...

Tirando o cavalo da chuva

O ex-prefeito Jabes Ribeiro desistiu de se lançar a deputado federal, mas continua cobrando de Valderico II que cumpra o acordo feito para sua eleição. Jabes alegou que existem muitos deputados tentando a reeleição, mas isso sempre teve. Parece ter pesado mais o fato de Leur Lomanto ter o apoio do atual prefeito de Ilhéus. Jabes agora quer o apoio para Cacá ou Cláudio Cajado.

Sonho nem tão secreto

Ele não conta para ninguém, nem admite publicamente, mas o sonho de Jabes é comandar o projeto dos 500 anos de Ilhéus, a ser comemorados em 2034. Numa entrevista ao Tabuleiro, ele derrapou falando do "centenário", que aconteceu em 1634... Sutil, Jabes diz que Valderico II "devia acelerar" os trabalhos, e falou como alguém que morre de vontade de comandar a festa.

"Justiça" sem justiça

O Carrefour de Itabuna demitiu um empregado que assediava as funcionárias, prometia vantagens em troca de sexo e até tocava onde não devia. Mas o Ministério Público do Trabalho queria que ele indenizasse as vítimas. O supermercado não topou e agora é processado pelo MPT, que quer R$ 20 milhões por "dano moral coletivo". Mas não para dar essa grana para as vítimas. Ela fica com o MPT, para usar como quiser.

Chegou a hora da cobrança

Prometendo muito mais do que pode entregar para atrair prefeitos de oposição, o conversador da Bahia, Zeronimo, começa a enfrentar uma rebelião até de petistas. É o caso de Barra, para onde prometeu uma policlínica e estradas vicinais. Prometeu e esqueceu. O mesmo vem se repetindo em outras cidades. Quando questionado, copia o criador Rui B, Osta e solta os cachorros em cima dos jornalistas.

Histórias da política baiana


Fenômeno na primeira eleição, quando bateu Ubaldo e Oduque, Geraldo Simões fez um primeiro mandado razoável, mas não se reelegeu. Entre os motivos, a perda de aliados traídos por ele. Mesmo assim, aproveitou uma gestão catastrófica de Fernando Cume e se elegeu pela segunda vez.

Só que o Geraldo que andava na rua, vistoriava obras e conversava com o povo virou um Simões que ia de casa para a Prefeitura e dela para casa. Sempre num carro com vidros escuros, evitando as pessoas ao máximo. Confiava no que seu pequeno círculo de bajuladores falava. "A cidade está ótima e sua aprovação é enorme," mentiam.

Foi alertado por esta Malha Fina que estava se isolando do povo e que a cidade estava cheia de problemas que seus bajuladores não contavam. Aconselhamos a mudar de atitude. Não mudou. Perdeu a reeleição. Nunca mais se elegeu a nada.

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