A nova moda dos coronéis
Se antes a moda dos coronéis era "botar casa" para quengas, hoje a
modinha na Bahia é político do interior montar salão de beleza para as
amantes em Salvador. Durante a reforma de um desses, quando um
eletricista foi trocar uma luminária, teve a surpresa de sua vida: caiu
uma chuva de maços de dinheiro que estavam escondidos no teto. E não
deviam ser renda de corte de cabelo...
Novo bloco no desfile
Todo ano o desfile de 7 de setembro em Itabuna é encerrado pelo Bloco
dos Excluídos, formado por gente com inveja de quem tem mais condições
porque estudou e trabalhou mais. Neste ano, podiam lançar o Bloco Em
Situação de Vulnerabilidade Política. A comissão de frente podia ter
Gelado Limões, Rui Miscócio, Capetão Azêdo, Edson Dantas, Loyola,
Lenildo, Marão... dá para encher um ônibus.
Politiqueiros à deriva
Nesta semana, uma notícia de impacto correu as ruas de uma cidade do sul
da Bahia. A Marinha tinha resgatado um pessoal que ficou à deriva em
Canavieiras, encontrado com fome e desidratação. Muita gente pensou que
estavam falando de Rôni Rôla, Caquinha de Doguinho, Nizão Falecimento ou
até de Paulo Pamonha, com fome de poder e desidratação de votos. Mas no
final eram pescadores mesmo.
Bahia na mão dos bandidos
O advogado José Amando, do Sindicato dos Policiais Civis, o Sindpoc,
jogou a real numa entrevista exclusiva ao Conexão Morena, da Morena FM 98.
"O crime organizado se instala na Bahia porque o estado não faz
investigações", afirmou. Ele lembrou que o estado tem 5.500 policiais,
mas o ideal seria 11.000. Além disso, os agentes recebem R$ 2.900 para
arriscar a vida contra bandidos bem armados.
Dinheiro tem, gestão não
Ele contou que, se o estado regularisasse os salários conforme o grau de
capacitação, isso custaria R$ 300 milhões por ano, ou 0,036% da receita
líquida. "O estado se dispõe a construir uma ponte de R$ 6 bilhões, que
poderia, por sinal, se substituída por um projeto de R$ 500 milhões que
atravessa algumas cidades e faz uma ponte menor, mas se recusa a gastar
R$ 300 milhões na segurança," disparou.
Já é quase um narcoestado
José Amando revelou que, antes do PT, Salvador tinha 11 homicídios para
cada 100 mil habitantes. "Hoje tem 66". Faltou contar que é o estado com
mais facções, 21, que é recordista de homicídios, com quase o dobro do
segundo colocado no Brasil, que é líder em execuções de negros, mulheres
e gays; e lidera ainda em tiroteios. Para ele, mais que viaturas, o que
falta é inteligência.
Acabou o Lexotan, foi?
A secretária de Infraestrutura de Itabuna, Sônia Fontes, foi convocada
para estar na Câmara na segunda-feira. Era obrigada ir. E foi. Deixou
todo o seu trabalho de lado para atender. Não sabia que a convocação foi
cancelada, porque nenhum aviso chegou à Prefeitura. Por sinal, por que a
Câmara marcou se não estava preparada? Amadorismo.
Obedecer agora é afrontar
Além de perder um tempo precioso para ela e Itabuna, Sônia foi alvo de
um discurso violento, confuso e muito mal educado do presidente da Casa,
Manoel Porfírio, do Partido das Taxas. "Eu não aceito afronta de
ninguém. Nem do Executivo nem de colega nenhum. Se for me afrontar, eu
respondo como presidente. Não venham afrontar essa casa. Se quiserem
fazer guerra, eu topo guerra".
O problema é outro
No final ainda atacou o cargo da convocada. "Não venham afrontar essa
casa: secretário não é eleito. Quem me conhece sabe o que eu falo".
Observadores da política local acham que o problema de Porfírio não era
com a confusão causada pela própria Câmara ao cancelar de última hora e
sem aviso. "É medo de que Sônia seja a candidata à sucessão de Augusto
em 2028", sugeriu.
Medo de morrer afogado
Porfírio quer ser o nome de Augusto em 2028, mas já viu que Sônia, a
secretária com melhor avaliação do governo, pode acabar com seus planos.
A chance de Itabuna continuar revolucionando sua infraestrutura e o
legado que ela deixará para a cidade vão pesar bastante na opinião dos
eleitores. Porfírio vê a tempestade chegando e sabe que seu guarda-chuva
pode não ser suficiente.
Nome azarando o estádio
A reforma do Itabunão e da Feira do São Caetano parecem amaldiçoadas. A
feira devia estar pronta em seis meses e é capaz de levar três anos.
Culpa da Conder e do Governo do Estado, que tocam a obra a passos de
lesma. Já o estádio, que ficaria pronto no ano passado, sofreu com a
morte do dono da empreiteira. Mas o povo, em sua sabedoria troladora,
diz que foi o novo nome que deu azar...
Sindicato chapa-branca
Depois de décadas usando slogans contra o "sistema" e criticando os
governos, quem diria que o sindicato dos bancários viraria bajulador do
governo, a ponto de usar o slogan do sistema como tema de seu desfile no
7 de setembro... A maior ironia é que o atual regime está destruindo a
economia, aumentando impostos sobre pobres e médios, enriquecendo o
politburo e desempregando bancários.
Todo mundo tá sabendo
Até as tartarugas do Projeto Tamar sabem que o Partido das Taxas já
decidiu que a chapa terá Zeronimo, com Wagner e Rui B. Osta para o
senado. Mas a reação, cada vez mais irritada, do PSD, levou a turma
petista a fazer o que faz melhor: mentir. Estão espalhando que Rui vai
sair para deputado federal, para manter Coronel na chapa e amansar o
PSD. Esqueceram de combinar com Rui... está retado.
Oferecendo o que não tem
Outra sugestão do grupo de aloprados do Partido das Taxas é deixar
Coroné Ângelo sem a chance de reeleição, mas "compensar" oferecendo uma
candidatura a deputado federal pelo PSD para o herdeiro Angelo Coronel
Filho. A arrogância do PT é tanta que ele oferece o que não lhe
pertence. Como se Ângelo Filho precisasse do PT para concorrer pelo PSD.
Lunáticos.
Querem rebaixar para cabo
A ideia é ainda mais abilolada no complemento. Coroné Ângelo seria
rebaixado de Senador a deputado estadual e a vice seria de Ivana Bastos,
também do PSD. Só não perguntaram a opinião de Feddel Frieira Lima
sobre seu MDB ficar de fora da chapa. Ou a de Ângelo, que acelerou sua
campanha, se reunindo com grupos de prefeitos. Ou Otto, que apoia a
reeleição dele. A ideia petista tem chance zero de dar certo.
Rico dispensando esmola
O cara é sinônimo de confusão. O prefeito de Gongogi, Adriano Mendonça, o
mesmo que ameaçou um vereador de morte, agora comprou briga com
Pancadão da AFI. Ele rejeitou a emenda parlamentar que um vereador de
oposição conseguiu com o deputado para reformar um colégio. Adriano
achou "uma mixaria" a emenda de R$ 200 mil, que não seria suficiente
para a reforma.
Conversa pra jegue dormir
Por falar no Pangaré Pancadão, ele resolveu aparecer para criticar o
aumento da passagem de ônibus, depois de quatro anos sem reajuste.
"Chegou a conta", soltou num video. Mas, se fosse prefeito, daria o
mesmo aumento, porque a alternativa é ter transporte ruim e precário.
Itabuna hoje tem frota nova, com wi-fi e ar-condicionado, benefícios que
não saem de graça.
Deixando a poeira baixar
Isaac Zery à Esquerda fez um "mutirão" de entrevistas para se lançar
candidato a deputado estadual, mas acabou criticado por achar que a
qualidade depende de ter um diploma e que Pancadão da AFI é "primário".
Depois da tonelada de críticas, desapareceu. Não é visto no "senadinho"
do Café Pomar, nas praças nem em qualquer lugar com discussão política.
Espera que a gente esqueça...
Além de mar, areia e cabana
A chance de um turista curtindo a praia em Ilhéus encontrar um corpo
boiando aumenta a cada dia. A cidade já teve homem sendo executado na
Praia do Sul, em pleno domingo de sol. Já teve três mulheres mortas na
praia. Nesta semana, mais um corpo estendido na areia. Pelo jeito a
gente vai ter que frequentar a praia usando colete à prova de balas e
levando um 38 no cooler da cerveja.
Larápios da gestão anterior
Teve gente achando que a polícia estava atrás de Valderico II, mas na
verdade foi a Prefeitura quem chamou os agentes. A Polícia Civil estava
lá para investigar o destino de 41 objetos da secretaria de Comunicação
afanados pela gestão passada quando deixou o prédio, incluindo
equipamentos caros. Vai ter ex-servidor do setor recebendo visita
fardada na porta de casa.
Cada viagem um splash
Dedicado a passear pelo estado, Zeronimo quase nunca é visto no
gabinete, onde a cadeira pensa que Rui B. Osta ainda está sentado nela.
Foge do trabalho de governar como um petista foge da CLT. O problema é
que, nessas viagens infinitas, Zeronimo acaba gerando mais problemas que
soluções. Sempre que visita uma cidade onde fez promessas não
cumpridas, é recebido com irritação.
Confissão de ignorância
Justamente por não pisar na governadoria, Zeronimo não faz ideia do que
acontece em seu (des)governo. Um exemplo foi o relatório técnico que
apontou problemas no projeto da ponte fantasma Salvador - Itaparica.
Quando um jornalista perguntou, Zeronimo deu patada e disse que ele
estava "fazendo fake news". Zeronimo não sabia que foi seu governo que
encomendou o relatório e pagou R$ 5 milhões por ele...
Tirando o cavalo da chuva
O ex-prefeito Jabes Ribeiro desistiu de se lançar a deputado federal,
mas continua cobrando de Valderico II que cumpra o acordo feito para sua
eleição. Jabes alegou que existem muitos deputados tentando a
reeleição, mas isso sempre teve. Parece ter pesado mais o fato de Leur
Lomanto ter o apoio do atual prefeito de Ilhéus. Jabes agora quer o
apoio para Cacá ou Cláudio Cajado.
Sonho nem tão secreto
Ele não conta para ninguém, nem admite publicamente, mas o sonho de
Jabes é comandar o projeto dos 500 anos de Ilhéus, a ser comemorados em
2034. Numa entrevista ao Tabuleiro, ele derrapou falando do
"centenário", que aconteceu em 1634... Sutil, Jabes diz que Valderico II
"devia acelerar" os trabalhos, e falou como alguém que morre de vontade
de comandar a festa.
"Justiça" sem justiça
O Carrefour de Itabuna demitiu um empregado que assediava as
funcionárias, prometia vantagens em troca de sexo e até tocava onde não
devia. Mas o Ministério Público do Trabalho queria que ele indenizasse
as vítimas. O supermercado não topou e agora é processado pelo MPT, que
quer R$ 20 milhões por "dano moral coletivo". Mas não para dar essa
grana para as vítimas. Ela fica com o MPT, para usar como quiser.
Chegou a hora da cobrança
Prometendo muito mais do que pode entregar para atrair prefeitos de
oposição, o conversador da Bahia, Zeronimo, começa a enfrentar uma
rebelião até de petistas. É o caso de Barra, para onde prometeu uma
policlínica e estradas vicinais. Prometeu e esqueceu. O mesmo vem se
repetindo em outras cidades. Quando questionado, copia o criador Rui B,
Osta e solta os cachorros em cima dos jornalistas.
Histórias da política baiana
Fenômeno na primeira eleição, quando bateu Ubaldo e Oduque, Geraldo
Simões fez um primeiro mandado razoável, mas não se reelegeu. Entre os
motivos, a perda de aliados traídos por ele. Mesmo assim, aproveitou uma
gestão catastrófica de Fernando Cume e se elegeu pela segunda vez.
Só que o Geraldo que andava na rua, vistoriava obras e conversava com o
povo virou um Simões que ia de casa para a Prefeitura e dela para casa.
Sempre num carro com vidros escuros, evitando as pessoas ao máximo.
Confiava no que seu pequeno círculo de bajuladores falava. "A cidade
está ótima e sua aprovação é enorme," mentiam.
Foi alertado por esta Malha Fina que estava se isolando do povo e que a cidade estava cheia de problemas que seus bajuladores não contavam. Aconselhamos a mudar de atitude. Não mudou. Perdeu a reeleição. Nunca mais se elegeu a nada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário