MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

domingo, 17 de agosto de 2025

Especialista alerta para os impactos emocionais da sobrecarga no lar

 


Especialista alerta para os impactos emocionais da sobrecarga no lar

Divisão equilibrada das tarefas e diálogo são essenciais para o bem-estar no ambiente doméstico

Imagem: Istock

O acúmulo de tarefas domésticas pode gerar uma sobrecarga emocional, conhecida como carga mental. Essa pressão, geralmente invisível, afeta, principalmente, as mulheres e pode causar cansaço constante, insônia, irritabilidade e até dores físicas.


“A carga mental se refere ao esforço recorrente de gerenciar e lembrar de todas as tarefas domésticas e responsabilidades familiares. Quando isso se torna crônico, a pessoa pode começar a sentir cansaço mental constante, dificuldades de concentração, esquecimentos frequentes, irritabilidade, impaciência e preocupação excessiva com o que precisa ser feito. Também é comum a sensação de culpa por não estar dando conta de tudo, além de alterações no sono, dores de cabeça e tensão muscular”, afirma Anderson Cleiton, coordenador do curso de Psicologia da UNAMA Rio Branco.


Para o especialista, é essencial repensar a forma como as tarefas domésticas são separadas. “É fundamental adotar estratégias práticas capazes de promover uma divisão mais justa. Um bom começo é mapear todas as responsabilidades da casa, inclusive aquelas que geralmente passam despercebidas, como lembrar de comprar itens ou organizar compromissos”, afirma.


É comum que uma única pessoa assuma a maior parte das responsabilidades do lar. E isso contribui para o desgaste emocional. “A separação das tarefas deve ser feita de maneira colaborativa, levando em conta disponibilidade, habilidades e preferências de cada um ao invés de reproduzir estereótipos tradicionais. Uma boa alternativa, além de estreitar a comunicação, é utilizar a tecnologia para gerenciar uma divisão correta e justada às prioridades”, esclarece o especialista Anderson.


Promover o diálogo e compartilhar as responsabilidades de forma justa são passos essenciais para o bem-estar coletivo e a preservação da saúde mental dentro do lar. “Conversar com os membros da casa sobre responsabilidades sem gerar conflitos exige cuidado. É importante escolher momentos tranquilos, ser específico ao pedir ajuda e manter os acordos abertos para revisão, adaptando-se conforme a rotina muda”, pontua.

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