O
Brasil recebeu 4,8 milhões de turistas estrangeiros entre janeiro e
maio deste ano, representando um crescimento de 49,7% em relação ao
mesmo período de 2024. Os dados, divulgados pela Embratur, apontam um
cenário promissor para bares e restaurantes, que podem colher os frutos
do aumento no fluxo internacional.
A
maior parte das entradas foi registrada nos estados de São Paulo
(1.378.113), Rio Grande do Sul (1.205.730), Rio de Janeiro (1.154.034),
Paraná (627.858) e Santa Catarina (523.703).
Dados
da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgados pelo IBGE, apontaram
alta de 3,2% na atividade turística no Brasil em abril (em comparação ao
mês de março); em relação a fevereiro de 2020, antes da pandemia de
covid-19, a alta é de 13,2%. Os números reforçam a intensa movimentação
de turistas no país (embora não diferencie as informações de turistas
estrangeiros e brasileiros), mas o crescimento influencia fortemente o
setor de alimentação fora do lar, principalmente nas regiões
turísticas.
Segundo
Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel, a entrada de turistas é
um importante vetor de crescimento para bares e restaurantes. “O
turismo internacional movimenta a economia e leva novos consumidores
para nossos estabelecimentos. Além de ampliar o faturamento, estimula
melhorias no atendimento, na gestão e na oferta de experiências
gastronômicas mais qualificadas”, afirma.
“Em
regiões com maior presença de turistas estrangeiros, a demanda por
profissionais que falem outros idiomas e estejam preparados para atender
a diferentes perfis de consumidores tem crescido. Isso mostra como
investir na qualificação das equipes é cada vez mais importante para os
estabelecimentos”, analisa Solmucci.
Férias escolares ampliam ainda mais as oportunidades do setor
Se
por um lado o turismo internacional mostra força crescente em 2025, o
turismo nacional também promete aquecer significativamente o setor de
bares e restaurantes neste mês de julho. Segundo estimativa da Abrasel, o
movimento nas principais cidades turísticas do país deve crescer entre
10% e 30% durante o período de férias escolares, em comparação com um
mês normal. A combinação entre recesso escolar, pagamento de benefícios
trabalhistas e o aumento no fluxo de turistas internos tem impulsionado a
busca por experiências gastronômicas, especialmente em família.
Destinos
tradicionais como o Rio de Janeiro e a região de Hortênsias (RS)
projetam alta de até 30% na movimentação. Outros estados, como Ceará,
Espírito Santo e Santa Catarina, devem registrar aumentos próximos de
20%, enquanto Pernambuco estima crescimento de 10%.
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