Por Deputado Federal Mauricio Neves, presidente estadual do Progressistas-SP
A
segurança pública é, e deve continuar sendo, prioridade nacional. No
último ano, aprovamos o fim das “saidinhas” de presos, aumentamos penas
para feminicídio e reforçamos a proteção às crianças. Mas ainda é pouco
diante do avanço do crime organizado e da impunidade. É hora de
enfrentar o problema com coragem e medidas concretas.
Hoje
começa a I Conferência Nacional de Segurança Pública, reunindo
secretários e forças policiais de todo o país. O objetivo: construir um
megaprojeto para enfrentar o crime e reduzir a violência.
A PEC da Segurança Pública,
proposta pelo governo, não resolve o problema e ainda retira a
autonomia das polícias estaduais — algo essencial para uma atuação
eficiente.
Na
Câmara, sob a liderança do secretário estadual de Segurança de São
Paulo, Guilherme Derrite, defendemos o aumento de penas para crimes com
armas de fogo e explosivos, a tipificação de agressões e homicídios
contra policiais e mudanças no sistema penal para reduzir a impunidade.
É
inaceitável que a polícia arrisque a vida para prender criminosos e
veja esses mesmos indivíduos soltos dias depois. Precisamos de limites
mais rígidos para as audiências de custódia, do fim da progressão de
regime automático e de uma política penal que interrompa o ciclo da
reincidência.
Outro
ponto fundamental é o financiamento da segurança pública. Defendemos
que parte da arrecadação com as plataformas de apostas online (as
chamadas bets)
seja destinada diretamente aos órgãos de segurança. Também propomos o
bloqueio imediato de transações via Pix em casos de golpes e fraudes,
como forma de proteger o cidadão e desestruturar o crime digital.
Combater o crime exige pulso firme, tecnologia, valorização da polícia e ações reais.
A hora é agora. Segurança é prioridade.
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