O estudo, que une ultrassom especializado, termometria e algometria, representa um avanço importante na medicina vascular, e pode evitar tratamentos desnecessários em pacientes que não precisam de intervenções mais invasivas.
Como entender de onde vem a dor?
– O lipedema tem mais de 80 anos desde o primeiro diagnóstico, mas a
ciência começou a dar mais ênfase para a doença nos últimos 10 anos.
“Com este novo estudo, o que queremos entender é como as doenças se relacionam, até onde a dor é do inchaço, do lipedema, das varizes ou da insuficiência da musculatura, e como eu faço o acompanhamento se essa pessoa está melhorando ou não, sem ter dados que mensurem. Como dar números para isso? E este estudo agora nos dá”, avalia.
Como o estudo funciona - Inicia-se com um questionário clínico completo que avalia medidas dos membros inferiores. Em seguida, é feita o exame físico, a algometria, que mede de forma objetiva a sensibilidade à dor - geralmente mais acentuada em pacientes com lipedema. A termometria avalia a temperatura da pele e identifica focos de inflamação ativa. Por fim, um ultrassom avançado
examina os nódulos de gordura, sua espessura, a presença de líquido
retido na gordura, presença de varizes e insuficiência na veia safena
(para poder comparar a população sem lipedema com a população com a
doença).
O
alívio da dor deve vir após o tratamento clínico eficaz do lipedema,
que combina drenagem linfática, uso de meias de compressão e
fisioterapia personalizada. A prática de exercícios físicos de baixo
impacto é importante para manter a mobilidade e reduzir o inchaço. A
orientação nutricional voltada ao controle da inflamação complementa a
abordagem.
“É interessante observar como muda o limiar da dor da paciente que faz um tratamento clínico bem feito”, finaliza o Dr. Vitor. |
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