Do
Triângulo Mineiro para o mundo. O egresso do curso de Publicidade da
Uniube, Rodolpho Cauhi, colhe os frutos de uma trajetória marcada pela
ousadia, criatividade e inovação tecnológica. O diretor foi o único
brasileiro premiado como melhor filme publicitário, com a obra "Lunar Pilot: Dark Side of the Moon", produzida com o uso de ferramentas de Inteligência Artificial.
O projeto integra a campanha da marca de relógios Bulova, e rendeu a ele o Silver Award no Moscow Shorts e o troféu de vencedor no Metamorph AI Film Festival,
em Londres. Segundo Rodolpho, a proposta foi reinterpretar a primeira
vez que o homem pisou na lua, com uma linguagem visual poética,
cinematográfica e impactante.
"Quisemos
sintetizar esse feito histórico em uma narrativa curta que mistura
ficção científica, estética espacial e emoção humana. O filme é um
manifesto visual, sobre o espírito de conquista e o legado que esse
relógio representa", explica o publicitário.
Para
dar vida ao projeto, Rod utilizou as ferramentas de IA generativa
combinadas com técnicas de imagem, ambientação, roteiro e movimentação
de câmera. "O maior desafio foi manter a coerência estética e narrativa.
Ao contrário do que muitos pensam, a IA exige direção. Ela amplia
possibilidades, mas não substitui o olhar do criador. Trabalhar com
essas ferramentas é um exercício constante de curadoria visual e
desapego", pontua.
O
diretor destaca que o prêmio é um divisor de águas na carreira dele. "É
a abertura de uma nova fase, em que posso unir minha bagagem no cinema
tradicional com o futuro da criação audiovisual. Esse reconhecimento me
mostra que estamos vivendo uma revolução, e que é possível estar na
linha de frente com sensibilidade e inovação".
Formado
em 2010, Rodolpho reforça o papel da Uniube na formação profissional.
"Foi na Uniube que aprendi a transformar ideias em execução, e isso me
acompanha até hoje. Foi lá também que dei meus primeiros passos com
audiovisual, e entendi que imagens comunicam tanto quanto palavras.
Iniciei como diretor de cena e diretor de fotografia, e só em 2023
comecei a estudar IA a fundo. Percebi que poderia criar filmes inteiros
sem câmera, apenas com comandos, roteiro e visão criativa. Isso me levou
à fundação do Daydream Studio, meu estúdio focado em filmes feitos com
IA. Hoje, essa é minha principal frente criativa", comenta.
Nos
futuros projetos, o diretor afirma que pretende seguir na linha de
criação com IA. "Já dirigi peças para marcas como Spaten, Staedtler e
outros projetos que circulam em festivais. A ideia é explorar ainda mais
os limites da criação híbrida e lançar um curso para compartilhar esse
conhecimento com outros criativos que queiram entrar nesse universo. Meu
conselho para quem deseja trabalhar na área é: seja curioso. Estude
além do óbvio. A inovação nasce do encontro entre repertório e
execução", conclui.
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