A
procrastinação, ou o ato de deixar para depois o que pode ser feito
depois, é muito mais comum do que as pessoas pensam, e ela pode gerar
consequências negativas, afetando a saúde mental, o desempenho
profissional e até mesmo a qualidade de vida. Isso acontece em razão da
lei do mínimo esforço. As pessoas procrastinam por dois motivos: falta
de clareza sobre o próximo passo, e qual é a prioridade, e falta de
descanso e lazer. O cérebro te obrigará a descansar se você não o fizer.
A
procrastinação funciona como uma proteção do próprio cérebro, pois ele
está sempre tentando economizar energia. Para o cérebro, é gostoso
procrastinar. Sentimos um alívio momentâneo, mas esta conta chega um
dia. O fato é que sempre teremos alguma coisa para procrastinar, pois
não temos tempo para realizar todos os nosso planos. O que precisamos
discernir é qual atividade poderá ser deixada para depois,
independentemente de quanta energia custe.
A procrastinação pode
gerar estresse, ansiedade, culpa, baixa autoestima e, em casos mais
graves, até depressão. Além disso, pode levar a um menor desempenho
acadêmico, perda de oportunidades e dificuldades financeiras. Muitas
vezes, a procrastinação não é preguiça, é medo, sobrecarga emocional.
Uma técnica que ajuda a evitar a procrastinação é a reprogramação de
pensamentos; por exemplo, como a pessoa enxerga mentalmente aquela
tarefa que está evitando. Se você imagina o estudo como algo cansativo,
chato e cinza, pode mudar essa imagem para algo colorido, leve e rápido.
Isso muda a sensação emocional sobre o que precisa ser feito. As
autoafirmações também podem ajudar demais nisso. Ao invés de pensar que
tem de estudar todos os dias, leve para o nível da sua identidade
dizendo que você é uma pessoa que estuda todos os dias.
Cada
vez que aprendemos um novo comportamento, o ser humano forma um grupo
de neurônios e um caminho, como se fosse uma trilha ligando esse grupo
de neurônios. Sempre que esse caminho é percorrido, a trilha é
reforçada, ficando mais fácil de ser percorrida com o tempo, ou seja, ao
se repetir um comportamento, esse caminho vai ficando mais mielinizado,
como chamamos na neurociência, aumentando a velocidade de processamento
das informações. Por isso, é tão difícil, às vezes, mudar um
comportamento que já sabemos que é nocivo, pois aquele caminho já está
tão fácil e rápido de percorrer e requer tão pouco esforço do cérebro
que acabamos por repeti-lo até sem querer.
Mudar
de comportamento requer a construção de uma nova trilha, ou seja,
começar do zero, abrir a trilha e tirar matos, árvores e pedras do
caminho. É desafiador, mas não impossível. Quando aprendemos algo novo,
nosso cérebro ativa circuitos de recompensa e crescimento, isso gera
dopamina, que, naturalmente, reduz o estresse e traz uma sensação de
conquista.
Marcela
Miranda, especialista em práticas de aprendizagem acelerada e em
Neuroeducação e Programação Neurolinguística (PNL) e autora do best-
seller Mente aberta, língua solta
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