São Paulo, 6 maio de 2025
- O Brasil registrou, em 2024, o menor número de óbitos de crianças de 0
a 4 anos nos últimos três anos. Foram 35.450 óbitos, uma redução
significativa em comparação aos 37.952 de 2023 e aos 38.540 de 2022.
Segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do
Ministério da Saúde, e compilados pela ONA
(Organização Nacional de Acreditação), essa queda de 8,02%, de 2022 a
2024, na mortalidade infantil mostra que o País tem avançado na proteção
das crianças. Apesar do cenário evolutivo, especialistas alertam para a
necessidade de fortalecer ações voltadas à segurança do paciente
infantil, sobretudo na prevenção de causas evitáveis, como infecções,
desnutrição e doenças imunizáveis.
Cenário por região brasileira
– Em 2024, São Paulo liderou o ranking de estados com maior número de
óbitos infantis, registrando 6.274 mortes. Embora o número esteja em
queda - quando comparado aos anos anteriores (6.685 em 2023 e 6.831 em
2022) — a região Sudeste, como um todo, concentra o maior volume de
casos, com 12.245 registros no último ano. No Nordeste, foram relatados
10.442 óbitos, enquanto o Norte, Sul e Centro-Oeste registraram,
respectivamente, 4.992, 4.230 e 3.321 mortes.
Os
especialistas concordam que, apesar dos números estarem melhores, é
fundamental manter a vigilância constante e investir em melhorias
contínuas no cuidado à saúde infantil. As principais causas de óbitos
são: síndrome da morte súbita na infância, fatores maternos
(características da mãe como idade e estilo de vida) e perinatais
(eventos que possam ocorrer durante a gravidez, parto e pós-parto),
asfixia, infecções, desnutrição, anemias nutricionais, doenças
imunizáveis, malformações congênitas, e causas externas — muitas vezes
podem ser evitadas com uma assistência adequada, fortalecimento da
atenção básica e cuidados hospitalares de qualidade.
A importância da capacitação e do cuidado humanizado —
Gilvane Lolato, gerente geral de Operações da Organização Nacional de
Acreditação (ONA), destaca que a capacitação contínua das equipes de
saúde é essencial. “Garantir a adesão aos protocolos de segurança, como a
correta identificação dos pacientes, o uso seguro de medicamentos e a
prevenção de infecções, faz toda a diferença. Além disso, criar
ambientes hospitalares acolhedores e seguros é fundamental para proteger
nossos pequenos, especialmente, os recém-nascidos e crianças com
condições crônicas”, afirma.
A
redução dos óbitos infantis é resultado de esforços coordenados do
sistema de saúde, incluindo campanhas de vacinação, acesso ao pré-natal,
incentivo ao aleitamento materno e acompanhamento pediátrico. Essas
ações comprovadamente promovem a saúde, previnem complicações e salvam
vidas.
O detalhamento por regiões e unidades federativas pode ser consultado na tabela abaixo:
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