Análise da Consultoria Global Capco destaca os
principais casos de uso e os cuidados para melhor aproveitamento
dessas tecnologias
São Paulo, junho de 2023 - As
tecnologias de Inteligência Artificial (IA) e Realidade Virtual (RV)
começam a transbordar com mais força do mundo dos jogos para outros
setores da economia, inclusive para o mercado financeiro. E os bancos
precisam estar preparado não tanto para as mudanças que essas
tecnologias trazem, quanto para a adotarem de soluções não-intrusivas ao
cuidarem dos dados e dinheiro de seus clientes. Esse é um dos alertas
do estudo “Do AI + VE surveillance technologies improve inclusion or make us boiling frogs?”
(“As tecnologias de vigilância AI+RV melhoram a inclusão ou nos
transformam em sapos ferventes?”, em tradução livre), feito por
especialistas da Capco, consultoria global de gestão e tecnologia dedicada ao setor de serviços financeiros do Grupo Wipro.
De acordo com a Capco, os bancos precisam se
adequar às mudanças sutis que, no futuro, terão enorme impacto. A
expressão “sapos ferventes” é uma metáfora que faz referência à
incapacidade das pessoas de reagir a mudanças significativas que ocorrem
gradualmente ou a eventos que se tornaram lugar-comum. “No trabalho e
na vida pessoal, a inteligência artificial e a vigilância de realidade
virtual estão se tornando mais comuns e menos óbvias em sua natureza
intrusiva devido a dispositivos de uso conveniente, como relógios e
óculos”, explica Camille Ocampo, diretor Executivo Capco Brasil.
É importante ressaltar, porém, que sem
consentimento, a vigilância pode ser uma violação do direito humano
básico de liberdade e ao direito de liberdade de opinião e expressão.
“Semelhante à vigilância no local de trabalho, é importante que os
envolvidos, sejam jogadores em ambiente de games ou funcionários de
empresas, tenham informações sobre o tipo de rastreamento a que estão
expostos e que podem influenciar seu comportamento”, destaca.
“Os investidores também devem se envolver com as
empresas para garantir a responsabilidade e transparência da
tecnologia. Isso porque sem divulgação e explicação apropriadas, a
“medição” de funcionários e jogadores podem torná-los vítimas do rápido
avanço da tecnologia”, alerta o Camille.
O fato é que, gostando ou não, a sociedade está
cada vez mais exposta ao risco de manipulação oculta por meio de
tecnologias de vigilância. Assim, é importante saber quais os casos de
uso específicos usando tanto AI quanto RV. De acordo com a análise da Capco, os principais usos são:
- No trabalho - São muitas as aplicações que
buscam gerar dados sobre os funcionários de uma empresa. Alguns
buscam, por exemplo, fortalecer a cultura e outros a existência de
silos, por exemplo. Mas, nem sempre as tecnologias são bem usadas
e muitas vezes acabam tendo impacto negativo, segundo algumas
pesquisas. Assim, apesar dos riscos, há também potenciais
benefícios, como:
- 1) Melhoria no acesso ao trabalho, atendimento ao cliente
por chat online, abrindo a economia e criando empregos. As
tecnologias são capazes de identificar quando os usuários ficam
presos em alguma situação e portanto, quando precisam
disponibilizar o uso de funções de chat ao vivo para obter ajuda.
- 2)Melhoria na inclusão: integração virtual de funcionários e
realidade virtual ajudam a encobrir certas características por
escolha do colaborador e a tornar a experiência mais positiva
para o indivíduo.
- 3) Campo de jogo nivelado: o uso de RV em um ambiente de
trabalho pode ser usado como ferramenta para nivelar o campo de jogo
e remover viés. Deve promover a igualdade onde as pessoas serão
julgadas mais pelas ações do que pela aparência física.
- 4) Personalização para otimizar o ambiente pessoal: Isso
significa a imersão total em realidade aumentada (RA). As empresas
podem oferecer aos trabalhadores híbridos mais opções nos
ambientes em que eles trabalham, ao permitir que o colaborador
ajuste o ambiente – por exemplo, intensidade da luz e som – à sua
preferência.
- 5) Quebra das barreiras linguísticas: a conversa com colegas
em escritórios no exterior geralmente é numa única linguagem
compartilhada e por isso pode excluir outras pessoas, dificultando
progressos. Com os avanços em VR e AR, a tradução pode ser feita
em tempo real.
- Vigilância em Treinamento: Alguns
treinamentos podem ser difíceis de organizar, logisticamente complicados
e dispendiosos, como cirurgias médicas. O treinamento por meio de
RV é escalável e oferece um maior grau de liberdade para criar e
controlar ambientes virtuais, isolando fatores de influência para
as melhorias esperadas. Além disso, o treinamento permite a
prática repetida de exercícios realisticamente complicados e,
consequentemente, melhora as habilidades psicomotoras. No entanto,
não necessariamente melhora o conhecimento processual específico,
anatomia e habilidades de tomada de decisão. Além disso, o
desempenho pode estabilizar quando atinge a eficiência máxima.
Isso sugere que pode haver limites para o treinamento em RV para
as chamadas habilidades abertas, ou seja, as de ambientes
variáveis.
- No lazer - Tendo como ponto de análise o
metaverso, muitos observadores esperam que o papel desse ambiente
virtual mude além de apenas jogos e impacte muitas partes da
sociedade e a economia mundial. De casos de uso industrial à
criação de gêmeos digitais para prestação de cuidados de saúde.
Seja qual for o uso, as questões em torno dos direitos humanos
precisam ser bem entendidas para serem respeitadas como no mundo
físico. A segurança será primordial, como é com todos os dispositivos de
internet das coisas (IoT). No metaverso, todos os dados dos
usuários ficam registrados, até mesmo seus movimentos físicos.
Algumas das tecnologias de monitoramento já foram aposentadas
devido a questões de privacidade. Por outro lado, as tecnologias
de rastreamento ocular poderiam ser usadas para identificar
dependência precoce, ansiedade e problemas de saúde mental
relacionadas ao uso do metaverso e de jogos. O mesmo poderia se dar no
mundo do trabalho.
Assim, não há tecnologia boa ou ruim. Isso
depende de como são usadas. É importante ainda destacar que os
investidores devem se envolver com as empresas para garantir o uso
correto da tecnologia, com transparência e divulgação de informações
cruciais, conclui o estudo da Capco. Sem isso, pessoas
sendo monitoradas, como funcionários e gamers, que prestam serviços
para garantir responsabilidade e transparência da tecnologia, podem se
tornar vítimas do rápido avanço da tecnologia.
A análise (no original em inglês) está na página 28 do paper e pode ser consultada AQUI.
Sobre a Capco
A Capco, empresa o Grupo Wipro, é uma consultoria global de
gestão e tecnologia dedicada ao setor de serviços financeiros. Nossos
profissionais aliam pensamento inovador e conhecimento incomparável no
setor para oferecer aos nossos clientes expertise em consultoria,
integração de pacotes e tecnologias complexas, entrega de transformação
e gestão de serviços, para o avanço de suas organizações. Com nossa
abordagem eficiente e colaborativa, ajudamos nossos clientes a inovar,
aumentar receitas, gerir riscos e mudanças regulatórias, reduzir custos e
aprimorar métodos de controle. Somos especializados particularmente em
serviços bancários, mercados de capitais, gestão de patrimônio e
investimentos, finanças, seguros, risco e compliance. Nos EUA, também
temos prática em consultoria no setor de energia. Atendemos nossos
clientes de escritórios nos principais centros financeiros das
Américas, Europa e Ásia-Pacífico. Para saber mais, visite nosso site ou siga-nos no Twitter, Facebook, YouTube, LinkedIn, Instagram e Xing.
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