MEDIÇÃO DE TERRA

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MEDIÇÃO DE TERRAS

quarta-feira, 5 de abril de 2023

MOSTRA ECOFALANTE DE CINEMA CHEGA A SALVADOR COM 33 FILMES

 

 

 MAIS IMPORTANTE EVENTO AUDIOVISUAL SUL-AMERICANO DEDICADO À TEMÁTICA SOCIOAMBIENTAL APRESENTA PRODUÇÕES DE 16 PAÍSES

 

 

* gratuito, evento acontece de 12 a 23/04

 

* programação ocupa as telas do Cine Metha – Glauber Rocha, da Sala Walter da Silveira e de mais 17 espaços culturais e educacionais da cidade

* debates discutem o futuro da energia, racismo ambiental e o direito à terra dos povos originários

* obras de Sarah Maldoror, a primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem na África

* títulos assinados por Jorge Bodanzky, Aurélio Michiles, Lucas Bambozzi e Susanna Lira

 

* filmes premiados nos festivais de Berlim, Sundance, Tribeca, Rhode Island, Hong Kong, Cinéma du Réel, Sydney, Brasília, Olhar de Cinema e Festival do Rio

*  formações para professores, sessões para estudantes e programas infantis 

 

 

Filmes premiados internacionalmente, títulos assinados por prestigiados cineastas brasileiros, longas-metragens inéditos no país, obras da “mãe do cinema africano” Sarah Maldoror, debates com ativistas, cineastas e especialistas, sessões para estudantes e para o público infantil.

 

Estas são algumas das principais atrações da Mostra Ecofalante de Cinema - Bahia 2023, agendada de 12 a 23 de abril no Cine Metha – Glauber Rocha, Sala Walter da Silveira e mais 17 espaços culturais e educacionais na cidade de Salvador, com entrada franca. Até o mês de maio, as exibições alcançam a Região Metropolitana, nas cidades de Camaçari (24 a 29 de abril) e Dias D’Ávila (24 de abril a 06 de maio). Já o Recôncavo da Bahia receberá a Mostra no segundo semestre, com sessões em Cachoeira (31 de julho a 9 de agosto) e Cruz das Almas (31 de julho a 10 de agosto).

 

Considerada como um dos maiores festivais do Brasil e o mais importante evento audiovisual sul-americano dedicado a temas socioambientais, a Mostra Ecofalante de Cinema chega na Bahia trazendo filmes inéditos e destaques da edição 2022 do festival.

 

Exibindo um total de 33 filmes, representando 16 países, o festival promove ainda projeções em 19 espaços culturais e educacionais da cidade. Três debates completam a grade: “O Futuro da Energia” (em 18/04), “Racismo Ambiental” (19/04) e “Direito à Mãe Terra” (20/04).

 

Na sessão de abertura para convidados, em 12 de abril, a atração é o longa-metragem paulista “A Invenção do Outro”, de Bruno Jorge, que retrata a expedição comandada pelo indigenista Bruno Pereira na Amazônia para encontrar e estabelecer o primeiro contato com um grupo de indígenas isolados da etnia dos Korubo. O filme conquistou, no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, os prêmios de melhor filme, fotografia, montagem e edição de som. A cerimônia de abertura contará com a participação dos cineastas Bruno Jorge, Aurélio Michiles e Jorge Bodanzky, que também estarão presentes em sessões de seus filmes durante o evento.

Alguns dos mais prestigiados cineastas brasileiros têm suas mais recentes realizações incluídas na programação. Amazônia, A Nova Minamata?”,  do consagrado diretor Jorge Bodanzky, acompanha a saga do povo Munduruku para conter o impacto destrutivo do garimpo de ouro em seu território ancestral. De Vincent Carelli e Tatiana “Tita” Almeida, “Adeus, Capitão” tem registros colhidos ao longo de várias décadas sobre um líder do povo indígena Gavião e encerra uma trilogia de filmes iniciada com o premiado “Corumbiara”. Vencedor do Prêmio APCA de melhor longa-metragem do ano, “Segredos do Putumayo”, de Aurélio Michiles, recupera uma investigação sobre as denúncias de crimes contra comunidades indígenas cometidos na selva amazônica pela empresa britânica Peruvian Amazon Company. A produção brasileira inédita “Vento na Fronteira”, de Laura Faerman e Marina Weis, também trata da questão indígena. O filme mostra a luta do povo Guarani-Kaiowá pelas suas terras, na região do Mato Grosso do Sul, que são objeto de disputa de grandes proprietários rurais. 

O evento traz dez filmes internacionais inéditos no Brasil. Com direção de Jesse Short Bull e Laura Tomaselli, a produção norte-americana Nação Lakota Contra os Estados Unidos narra a jornada dos indígenas Lakota para recuperar Black Hills, local sagrado que foi tomado à força pelo governo norte-americano; co-dirigido por um cineasta lakota, o filme é um retrato marcante e oportuno da resistência, que explora as maneiras pelas quais a América ignorou sua dívida com as comunidades indígenas e pondera o que pode ser feito hoje para reparar os erros do passado. Já a produção belga Amianto: Crônica de um Desastre Anunciado, de Marie-Anne Mengeot e Nina Toussaint, reconstitui através de um rico material de arquivo o período crucial no uso do amianto naquele país, causa de doenças e mortes. Por sua vez, o francês “Amor e Luta em Tempos de Capitalismo” tem como protagonista o casal de sociólogos Michel Pinçon e Monique Pinçon-Charlot, conhecidos por sua pesquisa de cinco décadas sobre desigualdade e o universo dos ultra-ricos. O britânico “A Máquina do Petróleo”, de Emma Davie, explora nosso complexo envolvimento econômico, histórico e emocional com o petróleo à medida que avançamos rumo ao colapso climático. Outro filme britânico, “Uma História de Ossos”, de Joseph Curran e Dominic Aubrey de Vere, retrata a descoberta, na remota ilha de Santa Helena - local onde Napoleão Bonaparte morreu no exílio - de uma antiga vala comum onde foram encontrados os restos de mais de oito mil “africanos libertos” e a jornada da consultora de patrimônio ambiental e cultural namibense Annina, que luta pela dignidade dessas mulheres, homens e crianças que também passaram seus últimos dias na ilha, mas cuja memória ainda precisa ser reconhecida.

Entre os filmes internacionais premiados estão “Delikado”, coprodução EUA/Filipinas/Reino Unido/Austrália/Hong Kong dirigida por Karl Malakunas que venceu o Prêmio Futuro Sustentável no Festival de Sydney. Nele, as comunidades indígenas de uma ilha tropical são afetadas por práticas corruptas e pela busca de recursos naturais. Já o norte-americano Filhos do Katrina, de Edward Buckles Jr., foi vencedor do prêmio de novo documentarista no Festival de Tribeca ao propor um olhar íntimo sobre as consequências do furacão Katrina e seu impacto na juventude de Nova Orleans. Uma coprodução França/Alemanha/Mali dirigida por Bouba Touré e Raphaël Grisey, “Xaraasi Xanne – Vozes Cruzadas” foi contemplado com o Prêmio Louis Marcorelles e o prêmio do júri jovem no importante festival Cinéma du Réel, na França. A obra recupera a aventura exemplar de uma cooperativa agrícola fundada no Mali por trabalhadores imigrantes, e lança luz sobre a violência da agricultura colonial e os desafios ecológicos na África hoje.

Herdeira da The Walt Disney Company, a cineasta e ativista social Abigail Disney é codiretora (com Kathleen Hughes) de O Sonho Americano e Outros Contos de Fadas, impactante longa-metragem selecionado para o Festival de Sundance que denuncia a condição precária em que vivem e trabalham os empregados dos parques da Disney e analisa a economia disfuncional e desigual dos EUA, onde o "sonho americano" mostra-se, na verdade, bastante seletivo. Outro filme-denúncia, a produção norte-americana dirigida por Matthieu Rytz “Deep Rising – A Última Fronteira” informa que o destino do último deserto intocado do planeta, o oceano profundo, está sob ameaça quando uma organização secreta está prestes a permitir a extração maciça de metais do fundo do mar para resolver a crise mundial de energia. 

Questões ligadas à negritude e ao racismo estão presentes em diversos títulos da Mostra Ecofalante de Cinema - Bahia 2023. Merece destaque a exibição de dois títulos assinados por Sarah Maldoror, a primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem na África e considerada “a mãe do cinema africano”.  Sarah Maldoror (1929-2020) tem sua filmografia, composta por mais de 40 obras, reverenciada como exemplo de cinema militante. Na programação estáSambizanga (1972), longa-metragem duplamente premiado no Festival de Berlim, que é exibido em cópia restaurada sob os auspícios da Film Foundation, entidade voltada à preservação de filmes criada pelo diretor Martin Scorsese. A obra focaliza a figura de Domingos Xavier, operário angolano e ativista anticolonial que foi preso e torturado até à morte, em 1961, pela polícia política portuguesa. Já em “Uma Sobremesa para Constance, produção de 1980, Maldoror utiliza a comédia para tratar do tema da imigração africana e do racismo em território francês, num momento em que este assunto começava a ganhar amplitude e seu enfrentamento tornava-se incontornável. 

Por sua vez, “Diálogos com Ruth de Souza” refaz a trajetória pioneira dessa atriz que enfrentou o racismo e abriu portas para outras atrizes negras no teatro, televisão e cinema no Brasil, a partir de materiais de arquivo e de conversas com a diretora da obra, Juliana Vicente (de “Racionais: Das Ruas de SP pro Mundo”). Já “Exu e o Universo”, de Thiago Zanato, foi vencedor do prêmio de melhor documentário no Festival do Rio e do prêmio do público para documentário brasileiro na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. O filme ajuda a entender como Exu, divindade das religiões de matriz africana, começou a ser visto como o diabo no Brasil. 

Segundo o realizador do curta carioca “Ser Feliz no Vão”Lucas H. Rossi dos Santos, o filme é “um ensaio preto sobre trens, praias e ocupação de espaço”. Ele ganhou o prêmio de público da Mostra Ecofalante 2022. Outro premiado do ano passado, o carioca “Rolê - Histórias dos Rolezinhos”, de Vladimir Seixas, trata de maneira crítica e irreverente do movimento que levou jovens de periferia a se reunir e fazer intervenções em shopping centers no Brasil. Ele foi merecedor de menção honrosa do júri oficial.

Ainda entre os títulos programados estão outros vencedores da edição de 2022 da Mostra Ecofalante de Cinema. É o caso do pernambucano “O Bem Virá”, de Uilma Queiroz, eleito o melhor longa-metragem da competição latino-americana do evento, sobre a luta de mulheres pela sobrevivência no Sertão do Pajeú. O melhor curta-metragem da mesma competição foi o paraense Mensageiras da Amazônia: Jovens Munduruku Usam Drone e Celular para Resistir às Invasões, de Joana Moncau, Elpida Nikou e Coletivo Audiovisual Munduruku Daje Kapap Eypi, que registra ações para proteger a Amazônia e defender o território de invasores, sobretudo de madeireiros e garimpeiros. Já o mineiro “Lavra”, de Lucas Bambozzi, que conquistou o prêmio do público, investiga as consequências do maior crime ambiental do Brasil. 

 

Ainda entre os destaques da Mostra Ecofalante 2022 está o filme Montanha Dourada, da cineasta baiana radicada no Amapá, Cassandra Oliveira. Ela mostra a atraente e cruel realidade implicada na recente corrida do ouro na Amazônia, através de histórias contadas por pessoas que cruzam o Brasil para trabalhar nos garimpos da região. Da diretora Susanna Lira, a Mostra apresenta “A Mãe de Todas as Lutas”, sobre a trajetória de Shirley Krenak e Maria Zelzuita, mulheres que estão à frente da luta pela terra no Brasil. 

Vencedor do prêmio do público e prêmio especial do júri no Festival de Sundance e eleito melhor documentário no Festival de São Francisco, o indiano Escrevendo Com Fogo, de Rintu Thomas e Sushmit Ghosh, destaca o primeiro e único jornal diário da Índia dirigido por mulheres. Melhor documentário no Festival de Hong Kong, o francês Uma Vez Que Você Sabe, de Emmanuel Cappellin, alerta: segundo cientistas, a oportunidade de evitar mudanças climáticas catastróficas já passou. Já os diretores Camilla Becket e James Becket mostram em As Sementes de Vandana Shivacomo a filha obstinada de um conservador florestal do Himalaia se tornou o pior pesadelo da multinacional de agricultura e biotecnologia Monsanto. Por meio de entrevistas com especialistas e pelas lentes da geração nascida entre a segunda metade dos anos 1990 até o início do ano 2010, Geração Z, de Liz Smith, explora como a revolução digital está impactando nossa sociedade, nosso cérebro e nossa saúde mental. Para tentar responder à pergunta “quem são as pessoas por trás dos trabalhos online?”, a coprodução Canadá/França The Gig Is Up: O Mundo É uma Plataforma, de Shannon Walsh, reuniu histórias silenciadas de trabalhadores envolvidos nessa revolução em um surpreendente filme.

Produção dedicada ao público infantil da Mostra Ecofalante de Cinema - Bahia 2023 e programada com apoio da Embaixada da França no Brasil, a animação "A Viagem do Príncipe", dirigida por Jean-François Laguionie e Xavier Picard, mostra as aventuras e os preconceitos enfrentados por um príncipe numa terra estrangeira, de cultura e hábitos diferentes e que se construiu em oposição à natureza. Premiada na Alemanha, a obra esteve na programação do prestigioso Festival de Roterdã.

Debates

Três debates trazem discussões urgentes que concernem sociedades do mundo todo e particularmente o Brasil: transição energética e crise climática; a desigualdade social e o racismo ambiental dela decorrente – algo que a intensificação dos fenômenos climáticos evidencia cada vez mais; e a questão do direito à terra dos povos tradicionais. Os três eventos acontecem na sala Walter da Silveira e têm como mediador o educador e ambientalista Eduardo Mattedi. 

  

Em 18/04, terça-feira, às 20h00, acontece o debate “O Futuro da Energia”. Eliminar nossa dependência dos combustíveis fósseis e efetuar a passagem para as energias renováveis são ações urgentes, mas essa constatação não dá conta da complexidade das questões que envolvem o tema. Há muitos outros aspectos sociais e econômicos a serem levados em conta. Esses e outros desafios serão discutidos nesse debate. Participam do evento Renan Andrade, ativista e coordenador de planejamento estratégico da 350.org Brasil; Guiomar Germani,  Doutora em Geografia, pesquisadora do CNPq e líder do Grupo de Pesquisa GeografAR e Fernando Pessoa, Doutor em Engenharia Química, professor titular do CIMATEC. O debate acontecerá imediatamente após a exibição do filme inédito A Máquina do Petróleo, às 18h30.

“Racismo Ambiental” é o tema do debate agendado para 19/04, quarta-feira, às 20h00. A intensificação dos fenômenos climáticos extremos tornou mais evidente a desigual repartição dos ônus e bônus do chamado desenvolvimento econômico e mostrou que a vulnerabilidade tem viés racial. Nesse debate será discutido como essas questões estão amparadas pelo conceito de Racismo Ambiental. Participam do encontro Julio Rocha, Diretor da Faculdade de Direito da UFBA, Marta Rodrigues Vereadora da Câmara Municipal de Salvador e especialista em Direitos Humanos, e Agnaldo Pataxó Hã-hã-hãe, do MUPOIBA (Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas da Bahia). O filme exibido logo antes do debate será o inédito Filhos do Katrina, às 18h30.

Na quinta-feira, 20/04, às 20h00, acontece o debate  “Direito à Mãe Terra”. O reconhecimento do acesso à terra como um direito, seja por meio da demarcação das terras dos povos originários ou do assentamento de reforma agrária, encontra oposição constante nos modelos de desenvolvimento adotados no país. Pode a lógica do agronegócio e da exploração de recursos passar por cima de garantias constitucionais? Integram a mesa Mãe Donana e Rose Meire, do  Quilombo  Quingoma Kingoma e Rio dos Macacos, respectivamente; o ativista e ambientalista Cacique Juvenal Payayá, e Marcelino Galo, engenheiro agrônomo, superintendente da ALBA. O debate acontecerá logo após a exibição do filme brasileiro A Mãe de Todas as Lutas - que será exibido junto com os curtas Mensageiras da Amazônia e Autodemarcação Já!, às 18h00.

Parcerias com o setor educacional da Bahia

Fiel à sua missão de difundir as potencialidades da linguagem cinematográfica para sensibilizar e conscientizar as novas gerações para as questões socioambientais, a Mostra Ecofalante também prevê que seus filmes estejam presentes em um circuito universitário e organiza sessões para estudantes de ensino médio, técnico e fundamental das redes estaduais e municipais de educação. 

Entre as instituições que recebem o evento estão a Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Estadual da Bahia (UNEB), Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Instituto Federal da Bahia (IFBA), Universidade Católica do Salvador (UCSal), Centro Universitario Estácio da Bahia e Centro Universitário Jorge Amado (UNIJORGE). Além disso, a Mostra terá sessões nos colégios estaduais Rômulo Almeida, Vila Canária, Pedro Marques e Marques, Barros Barreto e Daniel Comboni.

Os filmes exibidos nesse contexto fazem parte do Programa Ecofalante Universidades, que tem como objetivo levar obras audiovisuais de impacto para dentro das instituições  de ensino. O programa conta com uma plataforma gratuita de filmes (https://play.ecofalante.org.br/) disponíveis para educadores e professores. Todo educador vinculado a uma instituição de ensino pode se cadastrar, visionar filmes e agendar sessões gratuitas para seus alunos por meio do site.

Formação de professores

Antecedendo as exibições, a Mostra Ecofalante promove ainda formações de educadores de forma gratuita nas cinco cidades que recebem o evento. Com o tema "O audiovisual como caminho para a transformação socioambiental", as formações têm como objetivo apresentar aos educadores e educadoras diferentes metodologias e estratégias para a exploração aprofundada e contextualizada de obras audiovisuais de temática socioambiental, estimulando a criação de programas e projetos que dialoguem com os desafios reais de sua escola, comunidade e território. 

Em Salvador, os encontros acontecem nos dias 28 e 29 de março e 04 e 05 de abril. Na Região Metropolitana, serão duas formações, em Dias D’Ávila (30 de maio) e Camaçari (03 de abril). Já o Recôncavo da Bahia receberá as atividades no segundo semestre, nas cidades de Cachoeira e Cruz das Almas, com datas ainda a definir.

As formações de educadores são ministradas pelo Professor Dr. Edson Grandisoli, que é pós-doutor pelo Instituto de Estudos Avançados e doutor em Educação e Sustentabilidade pelo Programa de Ciência Ambiental da USP, assessor da UNESCO para o Currículo Paulista e diretor da Reconectta e do Movimento Escolas pelo Clima.

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Dirigida por Chico Guariba e realizada pela OSC Ecofalante, a Mostra Ecofalante de Cinema já alcançou um público de mais de 880 mil pessoas desde sua primeira edição, em 2012. O site oficial do festival, com informações da programação, pode ser acessado pelo endereço www.ecofalante.org.br. A 12ª edição do festival acontece de 31/05 a 14/06, em São Paulo.   

 

A Mostra Ecofalante de Cinema - Bahia 2023 é viabilizada por meio da Lei de Incentivo à Cultura. Ela tem patrocínio da Taesa e da BASF e apoio da Drogasil e da IHS Brasil. Tem apoio institucional da Prefeitura de Salvador, do Governo do Estado da Bahia - por meio da Diretoria de Audiovisual (Dimas), da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), da Fundação Pedro Calmon (FPC) e das Secretarias de Cultura, Meio Ambiente e Educação -,  do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Embaixada da França, The Film Foundation, World Cinema Project, Cineteca di Bologna, WWF-Brasil, 350.org e Programa Ecofalante Universidades. O hotel oficial do evento é o Hotel Bahia do Sol. A produção é da Doc & Outras Coisas e a coprodução é da Química Cultural. A realização é da Ecofalante e do Ministério da Cultura.  

 

*** PROGRAMAÇÃO ***

 

 

12/04, quarta-feira

 

* Cine Metha – Glauber Rocha

18h30 – cerimônia de abertura (para convidados)

“A Invenção do Outro” (144 min) - Bruno Jorge

 

* Sala Walter da Silveira

9h00 – sessão para estudantes

14h00 – sessão para estudantes

 

13/04, quinta-feira

 

* Cine Metha – Glauber Rocha

17h30 – “Montanha Dourada” (54 min) Cassandra Oliveira

19h00 – “Amazônia, A Nova Minamata?” (76 min) - Jorge Bodanzky

 

* Sala Walter da Silveira

9h00– sessão para estudantes

14h00 – sessão para estudantes

17h30 – “As Sementes de Vandana Shiva” (88 min) – Camilla Becket e James Becket

19h30 – “Escrevendo Com Fogo” (93 min) – Rintu Thomas e Sushmit Ghosh

 

 

14/04, sexta-feira

 

* Cine Metha – Glauber Rocha

17h30 – “Segredos do Putumayo” (83 min) – Aurélio Michiles

19h00 – “Lavra” (101 min) Lucas Bambozzi

 

 

* Sala Walter da Silveira

9h00 – sessão para estudantes

14h00 – sessão para estudantes

17h30 – “O Bem Virá” (80 min) Uilma Queiroz

19h30 – “The Gig Is Up: O Mundo É uma Plataforma” (89 min) – Shannon Walsh

 

 

15/04, sábado

 

* Cine Metha – Glauber Rocha

13h30 – “As Sementes de Vandana Shiva” (88 min) – Camilla Becket e James Becket

15h30 – “O Bem Virá” (80 min) Uilma Queiroz

17h30 – “Uma História de Ossos” (95 min) – Joseph Curran e Dominic Aubrey de Vere

19h15 – “Diálogos com Ruth de Souza” (107 min) - Juliana Vicente

 

* Sala Walter da Silveira

13h30 – – “Lavra” (101 min) Lucas Bambozzi

15h30 – “Amianto: Crônica de um Desastre Anunciado” (90 min) – Marie-Anne Mengeot 

 e Nina Toussaint

17h30 – “Delikado” (94 min) – Karl Malakunas

19h30 – “Uma Vez Que Você Sabe” (105 min) – Emmanuel Cappellin

 

 

16/04, domingo

 

* Cine Metha – Glauber Rocha

10h00 – "A Viagem do Príncipe" (76 min) – Jean-François Laguionie e Xavier Picard

13h30 – “Geração Z” (101 min) – Liz Smith

15h30 – “The Gig Is Up: O Mundo É uma Plataforma” (89 min) – Shannon Walsh

17h30 – “O Sonho Americano e Outros Contos de Fadas” (87min) – Abigail Disney e Kathleen 

 Hughes

19h00 – “Amor e Luta em Tempos de Capitalismo” (92 min) - Basile Carré-Agostini

 

* Sala Walter da Silveira

10h00 – sessão infantil

15h30 – “Xaraasi Xanne – Vozes Cruzadas” 127 min) - Bouba Touré e Raphaël Grisey

17h30 – “Uma Sobremesa para Constance” (61 min) – Sarah Maldoror

19h00 – “Sambizanga” (102 min) – Sarah Maldoror

 

 

18/04, terça-feira

 

* Cine Metha – Glauber Rocha

17h00 – “Xaraasi Xanne – Vozes Cruzadas” 127 min) - Bouba Touré e Raphaël Grisey

19h30 – “Exu e o Universo” (93 min) - Thiago Zanato

 

* Sala Walter da Silveira

9h00 – sessão para estudantes

14h00 – sessão para estudantes

16h45 – “Deep Rising – A Última Fronteira” (93 min) – Matthieu Rytz

18h30 – “A Máquina do Petróleo” (82 min) – Emma Davie

         *** seguido do debate “O Futuro da Energia”

 

 

19/04, quarta-feira

 

* Cine Metha – Glauber Rocha

17h00 – “Geração Z” (101 min) – Liz Smith

19h00 – “Vento na Fronteira” (77 min) – Laura Faerman e Marina Weis

 

* Sala Walter da Silveira

9h00 – sessão para estudantes

14h00 – sessão para estudantes

17h00 – “Amazônia, A Nova Minamata?” (76 min) - Jorge Bodanzky

18h30 – “Filhos do Katrina” (79 min) – Edward Buckles Jr.

         *** seguido do debate “Racismo Ambiental”

 

 

20/04, quinta-feira

 

* Cine Metha – Glauber Rocha

17h15 – “Delikado” (94 min) – Karl Malakunas

19h00 – “Deep Rising – A Última Fronteira” (93 min) – Matthieu Rytz

 

* Sala Walter da Silveira

9h00 – sessão para estudantes

14h00 – sessão para estudantes

15h45 – “Nação Lakota Contra os Estados Unidos” (120 min) – Jesse Short Bull e Laura 

 Tomaselli

18h00 – “Mensageiras da Amazônia: Jovens Munduruku Usam Drone e Celular para Resistir às 

 Invasões” (17 min) J. Moncau, E. Nikou e Coletivo Munduruku Daje Kapap Eypi

         "Autodemarcação Já!" (7 min) - Coletivo Audiovisual Munduruku Daje Kapap Eypi

         “A Mãe de Todas as Lutas” (84 min) - Susanna Lira

         *** seguido do debate “O Direito à Terra dos Povos Originários”

 

 

21/04, sexta-feira

 

* Cine Metha – Glauber Rocha

14h30 – “Adeus, Capitão” (177 min) – Vincent Carelli e Tatiana “Tita” Almeida

17h30 – “Amor e Luta em Tempos de Capitalismo” (92 min) - Basile Carré-Agostini

19h30 – “Ser Feliz no Vão” (12 min) – Lucas H. Rossi dos Santos

           “Rolê - Histórias dos Rolezinhos” (82 min) - Vladimir Seixas

 

 

22/04, sábado

 

* Cine Metha – Glauber Rocha

14h00 – “Montanha Dourada” (54 min) Cassandra Oliveira

15h00 – “Mensageiras da Amazônia: Jovens Munduruku Usam Drone e Celular para Resistir às 

 Invasões” (17 min) J. Moncau, E. Nikou e Coletivo Munduruku Daje Kapap Eypi

         "Autodemarcação Já!” (7 min) Coletivo Audiovisual Munduruku Daje Kapap Eypi

         “A Mãe de Todas as Lutas” (84 min) – Susanna Lira

17h00 – “Escrevendo Com Fogo” (93 min) – Rintu Thomas e Sushmit Ghosh

19h00 – “Nação Lakota Contra os Estados Unidos” (120 min) – Jesse Short Bull e Laura 

 Tomaselli

 

* Sala Walter da Silveira

14h00 – “Ser Feliz no Vão” (12 min) – Lucas H. Rossi dos Santos

           “Rolê - Histórias dos Rolezinhos” (82 min) - Vladimir Seixas

16h00 – “Uma História de Ossos” (95 min) – Joseph Curran e Dominic Aubrey de Vere

18h00 – “A Invenção do Outro” (144 min) - Bruno Jorge

 

 

 

 

23/04, domingo

 

* Cine Metha – Glauber Rocha

10h00 – sessão infantil

13h30 – “Uma Vez Que Você Sabe” (105 min) – Emmanuel Cappellin

15h30 – “Filhos do Katrina” (79 min) – Edward Buckles Jr.

17h30 – “A Máquina do Petróleo” (82 min) – Emma Davie

19h30 – “Amianto: Crônica de um Desastre Anunciado” (90 min) – Marie-Anne Mengeot 

  e Nina Toussaint

 

* Sala Walter da Silveira

10h00 – sessão infantil

13h30 – “Vento na Fronteira” (77 min) – Laura Faerman e Marina Weis

15h30 – “O Sonho Americano e Outros Contos de Fadas” (87min) – Abigail Disney e Kathleen 

 Hughes

17h30 – “Exu e o Universo” (93 min) - Thiago Zanato

19h30 – “Diálogos com Ruth de Souza” (107 min) - Juliana Vicente

 

 

 

serviço:

Mostra Ecofalante de Cinema - Bahia 2023

www.ecofalante.org.br

de 12 a 23 de abril de 2023

gratuito

Cine Metha – Glauber Rocha - Praça Castro Alves 5, Centro - Salvador 

Sala Walter da Silveira - Rua Gen. Labatut 27, Barris - Salvador 

 

evento viabilizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura

 

patrocínio: Taesa e BASF

apoio: Drogasil e IHS Brasil

produção: Doc & Outras Coisas

coprodução: Química Cultural

realização: Ecofalante e Ministério da Cultura

 

apoio institucional: Secretaria Municipal de Educação, Prefeitura de Salvador, Governo do Estado da Bahia - por meio da Diretoria de Audiovisual (Dimas), da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), da Fundação Pedro Calmon (FPC) e das Secretarias de Cultura, Meio Ambiente e Educação -, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Embaixada da França, The Film Foundation, World Cinema Project, Cineteca di Bologna, WWF-Brasil, 350.org e Programa Ecofalante Universidades

hotel oficial: Hotel Bahia do Sol

 

 

redes sociais

www.facebook.com/mostraecofalante

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www.youtube.com/mostraecofalante

www.instagram.com/mostraecofalante

 

atendimento à Imprensa:

ATTi Comunicação e Ideias - Eliz Ferreira e Valéria Blanco

(11) 3729.1455 / 3729.1456 / 9 9105.0441

 

 

 

 

 

*** DADOS SOBRE OS FILMES ***

 

* “A Invenção do Outro” (Brasil-SP, 2022, 144 min) Bruno Jorge

A Funai - Fundação Nacional dos Povos Indígenas realiza a maior expedição das últimas décadas na Amazônia para tentar encontrar e estabelecer o primeiro contato com um grupo de indígenas isolados da etnia dos Korubos em estado de vulnerabilidade e ainda promover um delicado reencontro com parte da família já contatada poucos anos antes.

Vencedor dos prêmios de melhor filme, fotografia, montagem, edição de som e Prêmio Saruê / Jornal Correio Braziliense (melhor “momento” do festival) no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; exibido na Mostra de Tiradentes e no Festival Visões Periféricas.

 

* “A Mãe de Todas as Lutas” (Brasil-RJ, 2021, 84 min) - Susanna Lira

A trajetória de Shirley Krenak e Maria Zelzuita, mulheres que estão à frente da luta pela terra no Brasil. Shirley traz a missão de honrar as mulheres e a sabedoria das Guerreiras Krenak, da região de Minas Gerais. Maria Zelzuita é uma das sobreviventes do Massacre de Eldorado dos Carajás (1996), no Pará. As trajetórias destas duas mulheres nos ligam ao conceito da violência e apropriação do corpo feminino.

Exibido no Festival de Cinema Brasileiro de Paris, Fest Aruanda - Festival Aruanda do Audiovisual Brasileiro e FICASC - Festival de Cinema Ambiental da Serra Catarinense.

 

* “A Máquina do Petróleo” (“The Oil Machine”, Reino Unido, 2022, 82 min) – Emma Davie

O filme explora nosso complexo envolvimento econômico, histórico e emocional com o petróleo à medida que avançamos rumo ao colapso climático.          

Inédito no Brasil; vencedor do prêmio do júri jovem no Zinebi - Festival de Bilbao; exibido Sheffield Doc Fest (Reino Unido) e no Doclisboa.

 

* "A Viagem do Príncipe" ("Le Voyage du Prince", França, 2019, 76 min) – Jean-François Laguionie e Xavier Picard

Um príncipe estrangeiro é encontrado desacordado na costa de um país longínquo e de hábitos culturais diferentes. Considerando-o estranho e primitivo, dois cientistas resolvem estudá-lo. Para isso, prendem o príncipe no museu onde trabalham, lugar onde toda sorte de animais e plantas são objetificados para fins de pesquisa. Nesse local, o príncipe fará amizade com o jovem Tom, que irá apresentá-lo a esse novo país, um mundo construído em detrimento da floresta e da natureza, cujos habitantes se creem únicos e são dominados por diversos tipos de medos. 

Vencedor do prêmio do júri ecumênico no Festival Infantojuvenil Schlingel (Alemanha); exibido no Festival de Roterdã.

 

* “As Sementes de Vandana Shiva (“The Seeds of Vandana Shiva”, EUA/Austrália, 2021, 88 min) – Camilla Becket e James Becket

Como a filha obstinada de um conservador florestal do Himalaia se tornou o pior pesadelo da Monsanto? O filme conta a história de vida notável da ecoativista gandhiana Dra. Vandana Shiva, revelando como ela enfrentou os Golias corporativos da agricultura industrial, ganhou destaque nos movimentos de economia de sementes e alimentos orgânicos e está inspirando uma cruzada internacional transformadora.

Exibido no Festival de Sydney. 

 

* “Adeus, Capitão” (Brasil-PE, 2022, 177 min) – Vincent Carelli e Tatiana “Tita” Almeida

O “Capitão” Krohokrenhum, líder do povo indígena Gavião, conta para suas netas a sua história. Das guerras de “índio bravo” ao contato com o “homem branco”, da hecatombe do contágio ao fim do mundo Gavião, ele conduz um movimento de reconstrução da memória de seu povo – acompanhado pela câmera de Vincent Carelli desde as primeiras gravações em fitas de vídeo VHS. Finalizado, após a partida do Capitão, o filme é a devolução póstuma destes registros. Krohokrenhum deixa sua sombra e conduz, em canto solo, as novas gerações. 

Exibido no É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, FCCI – Festival de Cinema e Cultura Indígena, forumdoc.br - Festival do Filme Documentário e Etnográfico e na CineOP.

 

* “Amazônia, A Nova Minamata?” (Brasil-RJ, 2022, 76 min) Jorge Bodanzky

Este documentário acompanha a saga do povo Munduruku para conter o impacto destrutivo do garimpo de ouro em seu território ancestral, enquanto revela como a doença de Minamata, decorrente da contaminação por mercúrio, ameaça os habitantes de toda a Amazônia hoje.

Exibido na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Festival do Cinema Brasileiro de Paris e na Mostra de Tiradentes.

 

 * Amianto: Crônica de um Desastre Anunciado (“Le Tombeau de l'Amiante: Chronique d'un Désastre Annoncé”, Bélgica, 2021, 90 min) – Marie-Anne Mengeot e Nina Toussaint

Durante mais de 20 anos, o uso generalizado do amianto na Europa foi retratado por uma jornalista da televisão nacional belga em diversos programas. Neste documentário-denúncia, a montagem desse rico acervo evidencia como a direção da indústria do amianto sabia dos riscos que o material oferecia para a saúde, e como sua insistente ocultação dos perigos deste produto “milagroso” e muito rentável levou à doença e à morte de inúmeros trabalhadores e suas famílias.

Inédito no Brasil; exibido no CPH:DOX (Dinamarca), Festival de Toronto e no Dokufest (Kosovo).

 

* “Amor e Luta em Tempos de Capitalismo” (“À Demain Mon Amour”, França, 2021, 92 min) - Basile Carré-Agostini

Eles são os primeiros a serem chamados pela mídia quando há crises e escândalos no mundo financeiro. Monique e Michel Pinçon-Charlot são um casal de sociólogos franceses conhecido por seus estudos de mais de cinco décadas sobre desigualdade e os ultra-ricos. Quando o movimento dos coletes amarelos irrompe, eles são forçados a deixar a aposentadoria de lado.

Inédito no Brasil; exibido no CPH:DOX (Dinamarca) e no DMZ Docs (Coréia do Sul).

 

* “Autodemarcação Já!” (Brasil-PA, 2023, 7 min) - Coletivo Audiovisual Munduruku Daje Kapap Eypi 

Cansadas das invasões de garimpeiros e madeireiros, e correndo risco de vida, as guerreiras Munduruku se unem aos homens e às crianças na luta pela demarcação do território.

* “Delikado” (“Delikado”, EUA/Filipinas/Reino Unido/Austrália/Hong Kong, 2022, 94 min) – Karl Malakunas

Com sua rica biodiversidade e beleza natural, a ilha de Palawan, nas Filipinas, é um dos destinos turísticos mais visitados da Ásia. Mas, para uma pequena rede de defensores do meio ambiente, este local mais parece um campo de batalha. Delikado acompanha três defensores ambientais em sua luta para proteger Palawan da exploração ilegal de suas florestas, rios e montanhas, em um dos países com a maior taxa de assassinato de ambientalistas.

Vencedor do Prêmio Futuro Sustentável no Festival de Sydney, Prêmio Espiga Verde no Festival de Valladolid (Espanha), menção especial nos Prêmios Asia Pacífico; exibido no Hot Docs (Canadá), DMZ Docs (Coréia do Sul) e no Dokufest (Kosovo).   

 

* “Deep Rising – A Última Fronteira” (“Deep Rising”, EUA, 2023, 93 min) – Matthieu Rytz

O destino do último deserto intocado do planeta – o oceano profundo– está sob ameaça quando uma organização secreta está prestes a permitir a extração maciça de metais do fundo do mar para resolver a crise mundial de energia.

Estreou no Festival de Sundance (EUA). Passou no CPH:DOX (Dinamarca) e no Festival de Cleveland (EUA).

 

* “Diálogos com Ruth de Souza” (Brasil-SP, 2022, 107 min) Juliana Vicente

Ruth de Souza inaugura a existência de atrizes negras em palcos, televisão e cinema no Brasil. Carrega em si a gênese de parte importante das conquistas para as mulheres negras ao longo de quase um século de vida. A partir de conversas com a diretora da obra, também uma mulher negra, materiais de arquivos da vida de Ruth em um cruzamento com o universo mitológico, em uma interpretação ficcional e transcendental de sua vida, temos um longa protagonizado por Ruth de Souza.

Vencedor do prêmio Marco Antonio Guimarães para melhor utilização de material de memória, pesquisa e arquivos do cinema brasileiro no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; exibido na Mostra Internacional de Cinema SP e no Festival do Rio.

 

* “Escrevendo Com Fogo (“Writing With Fire”, Índia, 2021, 93 min) – Rintu Thomas e Sushmit Ghosh

Em um cenário de notícias caótico e dominado majoritariamente por homens, surge o primeiro e único jornal diário da Índia dirigido por mulheres. Equipadas com smartphones, a editora-chefe e repórter Meera e suas jornalistas quebram tradições, seja na linha de frente da cobertura dos maiores problemas do país ou dentro de suas casas, redefinindo seus papéis naquela sociedade.

Vencedor do prêmio do público e prêmio especial do júri no Festival de Sundance; melhor documentário no Festival de São Francisco; prêmio especial do júri no Festival de Seattle; prêmio do público no Festival de Yamagata (Japão); exibido nos festivais IDFA-Amsterdã, CPH:DOX (Dinamarca) e Hot Docs (Canadá).

 

* “Exu e o Universo” (Brasil-RS-RJ-SP/Nigéria/Eslovênia/Espanha, 2022, 93 min) - Thiago Zanato

Exu é uma divindade africana popular de milhares de anos e talvez nunca saibamos sua origem exata. Mas é possível entender como Exu deixou de ser um Deus na África para se tornar o Diabo no Brasil. Essa trágica história, que passa pela colonização e escravidão, ainda não terminou. O filme segue o caminho complexo de uma cultura transformada em resistência ao longo de vários séculos.

Vencedor do prêmio de melhor documentário no Festival do Rio e do prêmio do público para documentário brasileiro na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

 

* “Filhos do Katrina (“Katrina Babies”, EUA, 2021, 79 min) – Edward Buckles Jr.

Em 2005, o furacão Katrina não apenas destruiu grande parte da cidade de Nova Orleans, mas também mudou para sempre a vida de muitos jovens. O cineasta Edward Buckles Jr. tinha 13 anos quando isso aconteceu. Em seu documentário de estreia, ele dá voz aos que foram expulsos de suas casas e abandonados pelo governo da época.

Vencedor do prêmio de novo documentarista no Festival de Tribeca (EUA); exibido no Festival de Zurique.

 

* “Geração Z (“I Am Generation Z”, Reino Unido/EUA, 2021, 101 min) – Liz Smith

Por meio de entrevistas com especialistas e pelas lentes da geração Z (pessoas nascidas, em média, entre a segunda metade dos anos 1990 até o início do ano 2010), o filme explora como a revolução digital está impactando nossa sociedade, nosso cérebro e nossa saúde mental. E como as forças que a impulsionam estão trabalhando contra a humanidade e nos colocaram em uma trajetória perigosa que tem enormes ramificações para esta primeira geração crescendo com a tecnologia digital móvel.

Exibido no CPH:DOX (Dinamarca).

 

* “Lavra” (Brasil-MG, 2021, 101 min) Lucas Bambozzi

Camila, geógrafa, retorna à sua terra natal depois de o rio de sua cidade ser contaminado pelo maior crime ambiental do Brasil, provocado por uma mineradora transnacional. Camila segue o caminho da lama que atingiu o rio, varreu povoados, tirou vidas e deixou um rastro de morte e destruição, e começa a repensar seu estilo de vida. Decide fazer um mapeamento dos impactos da mineração em Minas Gerais e se envolve com ativistas e movimentos de resistência, saindo do individualismo para a coletividade. Lavra é um road-movie sobre perder um mundo e tentar recuperá-lo, sobre pertencimento e identidade, na guerra em curso entre capitalismo e a natureza.

Vencedor do prêmio do público para melhor longa-metragem da competição latino-americana da Mostra Ecofalante de Cinema, melhor fotografia e menção honrosa do júri no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; exibido no IDFA-Amsterdã e na Mostra de Tiradentes.

 

* Mensageiras da Amazônia: Jovens Munduruku Usam Drone e Celular para Resistir às Invasões (Brasil-PA, 2022, 17 min) - Joana Moncau, Elpida Nikou e Coletivo Audiovisual Munduruku Daje Kapap Eypi

Na Terra Indígena Sawré Muybu, no sudoeste do Pará, três mulheres munduruku integram o Coletivo Audiovisual Munduruku Daje Kapap Eypi, que divulga as denúncias dos indígenas para além das margens do rio Tapajós. O filme acompanha essas jovens durante a produção de um documentário sobre as ações de seu povo para proteger a Amazônia e defender o território de invasores, sobretudo de madeireiros e garimpeiros. Expulsar os invasores sempre foi arriscado, mas em tempos de governo Bolsonaro é ainda mais.

Vencedor do prêmio de melhor curta-metragem da competição latino-americana da Mostra Ecofalante de Cinema.

 

* “Montanha Dourada (Brasil-AP, 2021, 54 min) Cassandra Oliveira

Documentário que apresenta o universo encantado e cruel da recente corrida do ouro na Amazônia, através das histórias contadas por pessoas que cruzam o Brasil para trabalhar nos garimpos do Amapá.

 

* “Nação Lakota Contra os Estados Unidos (“Lakota Nation Vs. United States, EUA, 2022, 120 min) – Jesse Short Bull e Laura Tomaselli

O filme narra a jornada dos indígenas Lakota para recuperar Black Hills, terra sagrada que foi tomada à força pelo governo norte-americano apesar da existência de tratados que lhes garantiam a posse desta terra. Um retrato marcante e oportuno da resistência, o filme explora as maneiras pelas quais a América ignorou sua dívida com as comunidades indígenas e pondera o que pode ser feito hoje para reparar os erros do passado.

Inédito no Brasil; selecionado para o Festival de Tribeca.

 

* “O Bem Virá” (Brasil-PE, 2021, 80 min) Uilma Queiroz

Treze mulheres, 13 ventres, 13 esperanças, uma foto. E uma busca pelas mulheres que, em 1983, em uma seca no Sertão do Pajeú pernambucano, lutaram pelo direito à sobrevivência, num contexto em que ser mulher era se limitar à função de administrar a miséria.

Vencedor do prêmio de melhor filme da competição latino-americana da Mostra Ecofalante de Cinema; selecionado para o Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba e para o CachoeiraDoc - Festival de Documentários de Cachoeira (BA).

 

* “Rolê - Histórias dos Rolezinhos” (Brasil-RJ, 2021, 82 min) - Vladimir Seixas

Os rolezinhos em shoppings no Brasil mobilizaram milhares de pessoas nos últimos anos. Essa forma inusitada de manifestação escancarou as barreiras impostas pela discriminação racial e exclusão social. Acompanhe neste documentário a vida e as lembranças de três personagens negras que enfrentaram situações traumáticas de racismo e participaram das ocupações em shoppings. Descubra os sonhos, a beleza, a poesia, a arte e a política de uma geração que encontrou novas maneiras de lidar com a violência vivida promovendo um intenso debate pelo país.

Vencedor do grande prêmio no Festival de Rhode Island (EUA); melhor documentário no Festival do Rio; prêmio especial do júri e prêmio do público no Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba; menção honrosa para longa-metragem da competição latino-americana na Mostra Ecofalante de Cinema; melhor longa-metragem na Mostra de Cinema de Gostoso; menção honrosa no Atlantidoc - Festival Internacional de Documentários do Uruguai; selecionado para o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Forumdoc.bh - Festival do Filme Documentário e Etnográfico e Festival de Culver City (EUA).

 

* “O Sonho Americano e Outros Contos de Fadas (“The American Dream and Other Fairy Tales”, EUA, 2022, 87min) – Abigail Disney e Kathleen Hughes

Sobrinha-neta de Walt Disney, Abigail Disney faz parte de uma das famílias mais bem sucedidas do país. Neste filme, a documentarista e ativista social aborda a profunda crise de desigualdade nos Estados Unidos , usando o legado de sua família como um estudo de caso para explorar criticamente a intersecção entre racismo, poder corporativo e o sonho americano.

Exibido no Festival de Sundance e no Hot Docs (Canadá).

 

* “Sambizanga (“Sambizanga”, França, 1972, 102 min) – Sarah Maldoror

1961, no início da guerra pela independência angolana. Domingos Xavier é um revolucionário preso por militares portugueses e levado para uma prisão em Sambizanga, distrito da capital Luanda. A esposa, Maria, procura-o, temendo a tortura ou a morte a que ele possa ter sido sujeito. O filme mostra a libertação de Angola pelos olhos de uma mulher.

Vencedor de menções nos prêmios Interfilm e OCIC na seção Forum do Festival de Berlim; exibido no IndieLisboa.

 

* “Segredos do Putumayo” (Brasil-SP, 2020, 83 min) – Aurélio Michiles

Em 1910, o Cônsul Geral Britânico no Rio de Janeiro, Roger Casement, empreendeu uma investigação sobre as denúncias de crimes contra comunidades indígenas cometidos pela empresa britânica Peruvian Amazon Company. Baseado em seu perturbador diário, o filme traça a imagem angustiante descoberta por Casement de um sistema industrial-extrativo baseado em assassinatos e trabalho escravo no meio da selva amazônica - um verdadeiro inferno verde.

Vencedor do Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor filme do ano; exibido no É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários, Festival do Rio e no Galway Film Fleadh (Irlanda).

 

* “Ser Feliz no Vão” (Brasil-RJ, 2020, 12 min) – Lucas H. Rossi dos Santos

Um ensaio preto sobre trens, praias e ocupação de espaço.

Vencedor do prêmio do público para melhor curta-metragem da competição latino-americana da Mostra Ecofalante de Cinema; exibido no É Tudo Verdade - Festival Internacional de Documentários, Festival Visões Periféricas, Festival de Vitória e Festival ECRÃ.

 

* “The Gig Is Up: O Mundo É uma Plataforma” ("The Gig Is Up ", Canadá/França, 2021, 89 min) – Shannon Walsh

Desde os serviços de entrega de comida e transporte por aplicativo até a marcação de imagens para a inteligência artificial, milhões de pessoas em todo o mundo estão encontrando trabalho online. A economia GIG – que engloba as formas de emprego alternativo – vale mais de 5 trilhões de dólares em todo o mundo e só cresce. No entanto, as histórias dos trabalhadores por trás dessa revolução tecnológica são silenciadas. Quem são as pessoas por trás dessa força de trabalho invisibilizada? O filme traz suas histórias à tona.

Vencedor do prêmio do público no Festival Forest City (Canadá); exibido nos festivais IDFA-Amsterdã, Hot Docs (Canadá), CPH:DOX (Dinamarca) e Dokufest (Kosovo).

 

* “Uma História de Ossos” (“A Story of Bones”, Reino Unido, 2022, 95 min) – Joseph Curran e Dominic Aubrey de Vere

A remota ilha de Santa Helena é mais conhecida por ser o lugar onde Napoleão Bonaparte passou seus últimos anos de exílio e foi finalmente enterrado. Quando o governo britânico decide construir um aeroporto comercial nesse minúsculo território sob seu domínio, se depara com uma antiga vala comum onde são encontrados os restos de mais de 8000 “africanos libertos”. Começa aí a jornada da consultora de patrimônio ambiental e cultural namibiense Annina, que luta pela dignidade dessas mulheres, homens e crianças que também passaram seus últimos dias na ilha, mas cuja memória ainda precisa ser reconhecida.

Inédito no Brasil; exibido nos festivais Hot Docs (Canadá), Festival de Cinema Ambiental na Capital da Nação (EUA) e Sheffield DocFest (Inglaterra).

 

* Uma Sobremesa para Constance (“Un Dessert Pour Constance”, França/Argélia, 1980, 61 min) – Sarah Maldoror

O filme usa a comédia como forma de combater estereótipos racistas e ideias nacionalistas ultrapassadas, como o conceito de destreza culinária, através de um olhar sobre o cotidiano de migrantes africanos em Paris. 

Exibido no IndieLisboa.

 

* Uma Vez Que Você Sabe (“Une Fois que Tu Sais”, França, 2020, 105 min) – Emmanuel Cappellin

Desde os anos 1970, cientistas soam o alarme sobre um possível colapso ambiental induzido pela corrida desenfreada pelo crescimento, que ignora o conceito da finitude dos recursos naturais. Um grupo deles afirma que a oportunidade de evitar mudanças climáticas catastróficas já passou. A partir daí, perguntam: como se adaptar ao colapso? O filme leva a uma jornada pelo abismo de um mundo à beira da catástrofe, na interseção entre ciência climática e desobediência civil.

Vencedor do prêmio de melhor documentário no Festival de Hong Kong; menção para documentário no Festival Terra di Tutti (Itália); exibido no Festival Raindance (Reino Unido).

 

* “Vento na Fronteira” (Brasil-SP, 2022, 77 min) – Laura Faerman e Marina Weis

O filme acompanha a luta do povo Guarani-Kaiowá pelas suas terras, na região do Mato Grosso do Sul, que são objeto de disputa de grandes proprietários rurais.

Exibido no É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários e no Filmambiente.

 

* “Xaraasi Xanne – Vozes Cruzadas” (“Xaraasi Xanne – Les Voix Croisées”, França/Alemanha/Mali, 2022, 127 min) - Bouba Touré e Raphaël Grisey

A partir de arquivos raros, Xaraasi Xanne narra a aventura de Somankidi Coura, uma cooperativa agrícola fundada em 1977 no Mali por migrantes da África Ocidental retornados da França. A história deste projeto utópico de regresso à terra segue um caminho tortuoso e lança luz sobre a violência da agricultura colonial e os desafios ecológicos na África hoje. 

Vencedor do Prêmio Louis Marcorelles e do prêmio do júri jovem no Cinéma du Réel (Suíça); exibido no Doclisboa e no Hot Docs (Canadá).

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